A ANPAD disponibilizou a versão revisada do Manual de Boas Práticas da Publicação Científica e as recomendações elaboradas pelo Comitê de Ética, que reúnem orientações aos autores para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa (IAG) na produção científica.

O que diz o manual
Na versão revisada do manual, publicada em maio de 2025 (versão 2.1), são apresentadas orientações para o uso de Inteligência Artificial na publicação científica. Entre elas, destaca-se a recomendação de que revisores não utilizem ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) durante os processos de leitura, escrita e elaboração de revisão. O documento também recomenda a adoção de políticas para o uso de IAG na gestão dos periódicos e orienta que os autores utilizem práticas éticas e transparentes, declarando o uso dessas ferramentas em seção específica do trabalho. Além disso, o manual reforça que a autoria deve permanecer essencialmente humana, cabendo aos autores total responsabilidade pelo conteúdo, pela originalidade e pela conformidade ética de suas produções.
O documento “Recomendações Especiais ao Autores”, elaborado pelo Comitê de Ética da ANPAD em conjunto com o Grupo de Trabalho para Atualização do Manual de Boas Práticas, reforça os mesmos princípios já estabelecidos no manual: a transparência quanto ao uso da Inteligência Artificial ao longo do processo de pesquisa, a preservação da originalidade dos trabalhos e a manutenção da autoria humana.
Percepções sobre o uso de IA 
A partir da atualização do Manual de Boas Práticas da Publicação Científica, foi realizada uma pesquisa com a comunidade acadêmica vinculada à ANPAD para compreender as práticas, percepções e princípios éticos relacionados ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na pesquisa acadêmica. O levantamento, que contou com 228 respostas, revelou que 87% dos participantes já utilizaram IA em seus trabalhos, enquanto 13% afirmaram nunca ter feito uso dessas ferramentas.
Os resultados mostram que a comunidade acadêmica tende a aceitar o uso da IA em etapas de apoio à pesquisa, como a exploração de ideias, prática com a qual 71% dos respondentes concordam. Por outro lado, há maior resistência ao seu uso em atividades relacionadas à produção intelectual, aprovada por 44,3% dos participantes e rejeitada por 37,6%.
Entre os princípios apontados como mais importantes para orientar o uso da Inteligência Artificial na pesquisa acadêmica, destacam-se a ética, citada por 92% dos respondentes, e a reprodutibilidade, mencionada por 88,4%.
Mais informações

A gravação da live de apresentação do relatório está disponível no canal da ANPAD no YouTube Uso da Inteligência Artificial na Pesquisa Acadêmica: Práticas, Percepções
e Princípios Éticos – YouTube
O relatório completo está disponível para consulta pelo link Relatório de Pesquisa 2026
Publicado por Ana Paula Fontes em 22/07/2026 às 10:52
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