IA na pesquisa acadêmica: relatório da ANPAD revela práticas, resistências e princípios éticos

Gestão das Organizações
| 01 abr 2026

Estudo ouviu 228 pesquisadores brasileiros e revela alta adoção, dependência de ferramentas generalistas e debates éticos sobre o uso em produção intelectual 

Um novo relatório do Grupo de Trabalho para Atualização do Manual de Boas Práticas da Publicação Científica da ANPAD revela que 87% da comunidade acadêmica da associação já utiliza inteligência artificial em suas pesquisas. O documento, intitulado Uso da Inteligência Artificial na Pesquisa Acadêmica: Práticas, Percepções e Princípios Éticos, foi apresentado no dia 26 de março de 2026 e está disponível para acesso na íntegra. 

O que o relatório investigou 

A pesquisa ouviu 228 pesquisadores de todo o Brasil e mapeou como a IA está sendo utilizada em diferentes etapas do processo de pesquisa acadêmica. Os dados apontam alta adoção das ferramentas, forte dependência de soluções generalistas e um gradiente ético que distingue o uso exploratório, como levantamento de referências e organização de ideias, do uso direto em produção intelectual, como redação e análise de dados. 

O estudo também identificou onde estão as resistências dentro da comunidade e quais princípios éticos os pesquisadores mais valorizam nesse processo, oferecendo um panorama relevante para instituições, programas de pós-graduação e pesquisadores que lidam com as fronteiras do uso responsável da IA na ciência. 

Acesse o conteúdo 

A gravação da apresentação está disponível no canal da ANPAD no YouTube: Uso da Inteligência Artificial na Pesquisa Acadêmica: Práticas, Percepções e Princípios Éticos

O relatório completo pode ser acessado pelo link: » Comunicados