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Pesquisa Avançada

Sobre a ANPAD

Divisões Acadêmicas / Comitês Científicos / Temas de Interesse



Líderes:
Valter de Assis Moreno Jr. (Mestr Prof em Admin/IBMEC-RJ - Faculdades IBMEC Rio de Janeiro - Engenharia de Produção/UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Pedro Jácome de Moura Jr (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)

O tema tem por foco o uso da tecnologia e de sistemas de informação e seus antecedentes e efeitos, analisados nos níveis de processos de negócio, unidades organizacionais, organizações como um todo, ou grupos de organizações. São aceitos estudos teóricos e empíricos, casos de ensino, e estudos de caso de viés prático e com claras implicações para organizações em geral. Artigos teórico-empíricos deverão ter por base teorias bem-estabelecidas ou desenvolver proposições teóricas que tratem de fenômenos e construtos nos níveis anteriormente citados. São bem-vindos trabalhos de abordagem metodológica qualitativa, quantitativa ou mista, desde que relevantes para pesquisadores, docentes e profissionais da área de Sistemas de Informação, Gestão de Processos (BPM) ou Administração em geral. São bem-vindos trabalhos que estabeleçam explicitamente conexões entre a adoção e uso de sistemas de informação computacionais, e tópicos tais como:
- modelos de negócio
- desempenho e competitividade
- eficiência e eficácia
- mudança ou transformação organizacional
- recursos e capacidades organizacionais
- integração entre áreas funcionais, unidades de negócio e organizações
- alinhamento TI-negócio (Business-IT alingment)
- gestão de processos de negócio (Business Process Management - BPM)
- orientação a processos de negócio (Business Process Orientation - BPO)
- flexibilidade e agilidade
- comunicação e coordenação
- estruturas sociais e processos de estruturação
- política e poder no contexto organizacional
- cultura organizacional
- arquitetura empresarial e de TI
- geração de valor para o negócio com TI
- avaliação de investimentos em TI
- segurança no contexto de Sistemas de Informação

Palavras-chave: sistemas e tecnologia da informação ; gestão de processos de negócio (BPM) ; desempenho organizacional ; alinhamento ; geração de valor
Líderes:
Jefferson David Araujo Sales (Mestr Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - PROPADM/UFS - Universidade Federal de Sergipe - Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Jairo Simião Dornelas (Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic – PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco - Prog de Mestr Prof em Gestão Pública e Desenvolvimento do Nordeste/Cent de Ciênc Soc Aplic - MGP/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

Os usos, impactos e repercussões da tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) analisados e entendidos em nível da sociedade. Os usos, impactos, aplicações e implementações de tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) em nível da sociedade, na gestão pública e nas ONGs, bem como na prática democrática, na participação do indivíduo e na transparência da gestão; Tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) utilizados para a prestação de serviços ao cidadão; A tecnologia da informação e os sistemas de informação (TI/SI) como instrumentos para a gestão, inclusive a modernização, e suas repercussões nas políticas públicas; Implicações sociais do uso governamental de tecnologias da informação e sistemas de informação (TI/SI); A adoção de software livre na gestão pública; Aspectos socioambientais e impactos do advento da tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI); Aspectos de tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) e seus usos por cidadãos, grupos e organizações sob a ótica da inclusão digital, bem como a emancipação de gênero, minorias, dentre outros. Uso da tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) para o desenvolvimento (ICT4D). Midias sócias virtuais e suas repercussões na atuação do cidadão, da sociedade e do governo. Militância digital; Governo eletrônico - e-gov e seus impactos na qualidade dos serviços públicos.

Palavras-chave: TI e Sociedade ; TI e Inclusão Social ; E-Gov e Serviços Públicos ; TI para o Desenvolvimento (ICT4D) ; Participação digital
Líderes:
Eduardo Henrique Diniz (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Jorge Renato de Souza Verschoore Filho (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Blockchain é uma tecnologia descentralizada de gerenciamento de transações e dados, desenvolvida pela primeira vez para a moeda digital bitcoin. Blockchain, criptomoedas e modelos de negócios distribuídos referem-se à construção de novos sistemas criados pela modelagem de ambientes sociais, físicos e tecnológicos por meio de um design orientado a TI. O Blockchain e suas tecnologias relacionadas foram gradualmente incorporadas ao discurso organizacional, mas sua adoção levanta uma série de novas questões para as organizações. Em quais indústrias o blockchain está realmente afetando os negócios? Como o uso da blockchain pode afetar os modelos de negócios tradicionais? Como o blockchain pode transformar a estratégia organizacional? Essas perguntas mostram que são necessárias mais pesquisas para entender completamente o impacto da blockchain na estratégia organizacional e os novos modelos de negócios projetados para gerar e capturar valor em uma economia impulsionada por blockchain.
O objetivo desta faixa de conferência é desenvolver uma visão mais ampla e inclusiva do potencial disruptivo da blockchain e promover pesquisas de ponta que contribuam para entender os impactos ambientais, econômicos, sociais, políticos e legais da blockchain e seu valor e para alavancar estratégias de negócios e atender às necessidades humanas.
Convidamos trabalhos teóricos e empíricos, adotando métodos quantitativos ou qualitativos. Abordagens inovadoras para o estudo de blockchain, criptomoedas, modelos de negócios distribuídos e fenômenos relacionados são particularmente desejáveis.
Os tópicos em potencial incluem, entre outros:
• Novos modelos de negócios habilitados para Blockchain
• Criptomoedas, dinheiro digital e sistemas de pagamento baseados em blockchain
• Novos relacionamentos de negócios baseados em blockchain
• Organizações Autônomas Descentralizadas (DAOs)
Sistemas financeiros e Blockchain
• O impacto do BCT na eficiência dos negócios
• Conhecimento baseado em blockchain e gerenciamento de inovação
• Blockchain e tecnologia de contabilidade distribuída
Organização, coordenação e governança distribuída e descentralizada
• Casos de uso e aplicação de blockchain em setores específicos: por exemplo, finanças, logística, mercados de energia, saúde, governo e outros
• Desafios políticos: normas, privacidade, seguros e tributação, proteção do trabalho, sustentabilidade ambiental
• Problemas de gerenciamento de dados e governança de dados relacionados ao blockchain
• Lógica inteligente de processos de negócios baseada em contratos
• Novas abordagens para o desenvolvimento de aplicativos blockchain
• comunidades de desenvolvedores de Blockchain
• A interação entre a fonte aberta e a tecnologia blockchain
• aplicações da Internet das Coisas de blockchain
• Questões legais com contratos inteligentes e plataformas blockchain
• Novas aplicações Fintech
• Gerenciamento de ativos físicos com blockchain

Palavras-chave: Tecnologia Blockchain ; Economia de criptografia ; Organizações Distribuídas ; Tecnologias de contabilidade distribuída ; Contratos inteligentes
Líderes:
Mauri Leodir Lobler (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas – PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Ademar Dutra (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin – PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)
MONIZE SAMARA VISENTINI (Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Políticas Públicas/Universidade Federal da Fronteira Sul)
Eliete dos Reis Lehnhart (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas – PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)

Como e porque decidimos de determinada forma? Essa é uma pergunta central formulada por Hammerstein e Stevens (2012) no livro evolução e mecanismos do processo decisório. Eles afirmam que nossas escolhas são governadas por mecanismos cognitivos moldados ao longo do tempo evolutivo através do processo de seleção natural. Desde a detecção de sinais e a memória, até o aprendizado individual e social, a evolução criou em nós fortes conceitos prévios sobre como e quando processamos as informações, e são esses blocos de construção cognitivos evoluídos que fornecem a base para nossas escolhas. Para um decisor específico, as decisões tomadas para um mesmo problema em momentos diferentes podem ser diferentes, porque a sua preferência não é sempre constante. Grande parte dos indivíduos gostaria de acreditar que suas decisões são racionais e bem fundamentadas, no entanto, pesquisas têm demonstrado que por via de regra isso não ocorre (MARCH, 1994). Acredita-se que a experiência, o conhecimento e a intuição podem ser guias através do processo de tomada de decisão, mas a limitação inerente ao processamento de informações de forma objetiva frequentemente conduz o decisor a falhas no processo de escolha (RIABACKE, 2012). Para além do estudo do comportamento e da cognição humana, ou melhor, baseado nesses estudos, busca-se cada vez mais a implementação de sistemas através de modelos, algoritmos que possam auxiliar ou até mesmo substituir o ser humano na tomada de decisão. Lepri et al.(2018) afirmam que a combinação de maior disponibilidade e de grandes quantidades de dados comportamentais humanos refinados e avanços no aprendizado de máquina está gerando uma crescente dependência de algoritmos para resolver problemas sociais complexos. Os processos de tomada de decisão algorítmica podem levar a decisões mais objetivas e, portanto, potencialmente mais justas do que aquelas tomadas por seres humanos que podem ser influenciadas pela ganância, preconceito, fadiga ou fome. No entanto, a tomada de decisão algorítmica tem sido criticada por seu potencial para aumentar a discriminação, assimetria de informação e poder.

Nesse tema podem ser submetidos estudos que tratam de: uso da informação; técnicas e sistemas para tomada de decisão; modelagem; modelos conceituais em decisão; sistemas e técnicas para apoio à tomada de decisão; desenvolvimento e avaliação de SAD; modelagem de processos com modelos matemáticos; simulação; otimização; modelos de redes; processos estocásticos; programação linear; filas; métodos multicritério; sistemas especialistas e de inteligência artificial; redes neurais artificiais; neuro-IS; lógica fuzzy; e machine learning. Outros assuntos relacionados ao processo decisório são bem-vindos. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.



Palavras-chave: processo decisório ; cognição ; modelagem da decisão ; sistemas de apoio a decisão
Líderes:
Cristiane Drebes Pedron (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Prog de Mestr Prof em Admin - Gestão de Projetos - PMPA-GP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
José Carlos da Silva Freitas Junior (Mestrado Profissional em Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
GRAZIELA MOLLING (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

A sociedade, assim como o mundo dos negócios, está passando por um processo de transformação digital (Li, 2018). Essa transformação deve-se aos recentes avanços tecnológicos que tem permitido o surgimento de novos modelos de negócios, que agora estão transformando a era industrial por meio de tecnologias digitais. Muitas destas transformações se dão pelas adoções de tecnologias da indústria 4.0, gerando novos modelos de negócio.

A indústria 4.0, considerada a quarta revolução industrial, se baseia na ideia de criar fábricas digitais inteligentes, facilitando a interconexão e a informatização na indústria tradicional, tornando os negócios mais flexíveis e responsivos às tendências de mercado (Lu, 2017). As tecnologias da indústria 4.0 (ex. Internet das Coisas, big data, cloud computing, analytics) proporcionam as organizações solucionar problemas de forma inovadora e/ou aproveitar oportunidades por meio de novos rearranjos de recursos e novos modelos de negócio, tendo sido percebidas como fonte de diferenciação no mercado. Os novos modelos de negócio tem utilizado tecnologias digitais para obter vantagem competitiva (Fernandes et al., 2017). Para tanto, as empresas necessitam melhorar o seu desempenho, investindo em tecnologias digitais e desenvolvendo capacidades digitais.

O objetivo deste track é conceituar, teorizar e apresentar evidências práticas de como se dá a transformação digital nas organizações por meio da adoção e uso de novas tecnologias bem como o desenvolvimento de capacidades organizacionais.

As seguintes questões são sugeridas:
• Quais são as capacidades necessárias para a transformação digital?
• Como as organizações desenvolvem capacidades para se valer da transformação digital e obter vantagem competitiva?
• Como os modelos de negócios são concebidos, transformados e geridos na era digital?
• Como propor valor por meio do uso de tecnologias da indústria 4.0?
• Como gerir recursos organizacionais na era digital?

Neste contexto, este tema de Transformação Digital convida os autores a submeterem seus artigos sobre os seguintes temas, mas não restrito a eles:
- Capacidades digitais e modelos de negócio
- Criação de valor em ambiente de transformação digital
- Inovação do modelo de negócio por meio de tecnologias da indústria 4.0
- Desenvolvimento, avaliação e contribuição de valor das capacidades de TI e novos modelos de negócio na era das tecnologias da Indústria 4.0: Internet of Things (IoT); Cloud Computing; Big Data; Analytics; Machine Learning; realidade aumentada; mobile computing; veículos autônomos (incluindo drones); sistemas ou robôs autônomos; e outros.

As possíveis abordagens teóricas sugeridas são: Resource Based View, Teoria Ator-Rede, Teoria Institucional, mas não limitadas a elas, aceitamos outras teorias coerentes com o tema pesquisado.

Incentivamos metodologias qualitativas, quantitativas, mistas e Design Science Research (DSR). Os artigos teórico-empíricos, aplicados e tecnológicos podem ter como contexto de pesquisa tanto organizações privadas como públicas.

Palavras-chave: Transformação Digital ; Tecnologias da Indústria 4.0 ; Capacidades Organizacionais no contexto de ADI
Líderes:
Mirian Oliveira (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - ISEG/Universidade de Lisboa - Portugal)
Clarissa Carneiro Mussi (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin – PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)
Andrea Raymundo Balle (Curso de Mestr Prof em Gestão Empresarial - MPGE/FBV - Faculdade Boa Viagem)
Carla Curado (ISEG/Universidade de Lisboa)

O conhecimento é um ativo intangível relevante para a obtenção da vantagem competitiva sustentável, o que torna relevante a sua gestão. A gestão do conhecimento compreende um conjunto de processos voltados à criação, armazenamento, compartilhamento, aplicação e proteção do conhecimento, visando atender aos objetivos organizacionais. A tecnologia da informação ao mesmo tempo que pode facilitar a gestão do conhecimento, também pode aumentar os riscos de perder a vantagem competitiva obtida. Desta forma, as organizações precisam equilibrar as atividades que promovem o compartilhamento e a proteção do conhecimento, com o intuito de manter sua competitividade. Vários são os antecedentes que podem alavancar a gestão do conhecimento na organização como, por exemplo o capital social, assim como mediar a relação dos seus processos com a inovação ou o desempenho organizacional como, por exemplo a capacidade absortiva. O tema proposto envolve o estudo de recursos e capacidades voltados ao conhecimento em nível individual, equipes, intraorganizacional e inter-organizacional. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas. Neste contexto, este tema “Gestão do Conhecimento: antecedentes, processos e resultados” convida os autores a submeterem seus artigos sobre as seguintes temáticas, mas não restrito as mesmas:
Mecanismos para compartilhamento do conhecimento;
Equilíbrio entre compartilhar e proteger conhecimento;
Questões sociais e comportamentais da gestão do conhecimento;
Capacidade absortiva e Capacidades dinâmicas;
Retenção e acúmulo de conhecimento;
Gestão do Conhecimento e tecnologia da informação;
Gestão do conhecimento e mídias sociais;
Gestão do conhecimento e gestão de projetos;
Resultados da gestão do conhecimento;
Gestão do conhecimento em micro, pequenas, médias e grandes empresas;
Avaliação e indicadores de gestão do conhecimento;
Capital social e a gestão do conhecimento;
Qualidade do conhecimento;
Criação do conhecimento;
Gestão do conhecimento e inovação;
Aprendizagem organizacional;
Gestão do conhecimento e ciência de dados;
Motivações para gestão do conhecimento;
Mecanismos para a gestão do conhecimento.


Palavras-chave: Gestão do Conhecimento ; Compartilhamento do Conhecimento ; Capacidade Absortiva no contexto de ADI ; Proteção do Conhecimento ; Ocultação do Conhecimento
Líderes:
Ariel Behr (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Carla Bonato Marcolin (FAGEN/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Eusebio Scornavacca (Outro/Merrick School of Business)
Daielly Melina Nassif Mantovani (Mestr Prof em Empreendedorismo/Facul de Economia, Admin e Contab - MPE/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
José Eduardo Ferreira Lopes (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

O objetivo deste tema é explorar o link entre Sistemas de Informação e as práticas de Contabilidade, Auditoria e Finanças. Busca-se, assim, contribuir com discussões sobre o impacto de diferentes tecnologias no processo decisório com base em informação contábil e de auditoria, e com discussões que dizem respeito ao processo de estruturação, regulação, controle e modelagem de organizações privadas e públicas.

As transformações provocadas pelas novas tecnologias afetam as estruturas dos negócios, criando oportunidades e desafios para as organizações. O maior volume de dados e a digitalização de diferentes processos auxiliam as organizações a melhorarem as ações voltadas à análise de resultados e à eficiência de seus processos; ao mesmo tempo, as organizações são pressionadas a manifestarem uma conduta de maior transparência, de controles internos e de gerenciamento da qualidade das informações fornecidas aos diferentes interessados.

Simultaneamente, aspectos tradicionais de gestão dão lugar a novas formas de práticas organizacionais e, até mesmo, a novos modelos de negócio, implicando mudanças estruturais constantes. Apesar dessas tendências, muitas organizações ainda estão encontrando um caminho que equilibre a melhoria de suas atuais operações com as novas oportunidades oferecidas pelas tecnologias emergentes.

Tal cenário exige que essas oportunidades e desafios sejam analisados de forma interdisciplinar, aliando o conhecimento técnico-teórico dos profissionais responsáveis pela conformidade das organizações com o conhecimento teórico-empírico dos profissionais de Sistemas de Informação. Dessa forma, o atual contexto demanda profissionais com habilidades analíticas, capacitados a trabalhar com diferentes tecnologias e suas implicações nos mais diversos processos organizacionais.

Alguns potenciais tópicos incluem, mas não se limitam a:
- Governança e Qualidade da Informação Contábil-Financeira.
- Transparência e Accountability.
- Novas Tecnologias e sua relação com Governança e Compliance.
- Tecnologias aplicadas a Controles Internos e à detecção de fraude.
- Gestão de Riscos, Controle e Auditoria em Sistemas de Informação.
- Controles Internos Informatizados.
- Delegação de Algoritmos no Processo Contábil-Financeiro e de Auditoria.
- Auditoria Forense.
- Sistemas de Informação e Implantação de Normas Contábeis.
- Gestão da Segurança da Informação e Cybersecurity.
- Tecnologias Emergentes nos Modelos de Negócio Contábeis (novos e tradicionais).
- Transformação Digital em Contabilidade, Auditoria e Finanças.
- Analytics e Big Data em Contabilidade, Auditoria e Finanças.
- Aplicações de Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina em Contabilidade, Auditoria e Finanças.
- Competências do profissional de Contabilidade, Auditoria e Finanças na Era Digital.

São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.

Palavras-chave: Sistemas de Informação Contábil ; Inteligência Artificial em Contabilidade e Auditoria ; Aprendizado de Máquina em Contabilidade e Auditoria ; Auditoria e Fraude Financeira e Corporativa ; Contabilidade e Finanças de Negócio
Líderes:
Cristina Dai Prá Martens (Prog de Mestr Prof em Admin - Gestão de Projetos - PMPA-GP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Marcirio Silveira Chaves (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Rodrigo Baroni de Carvalho (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
João Eduardo Quintela Alves de Sousa Varajão (Centro ALGORITMI/Universidade do Minho)

A gestão de projetos (GP) tem estado sempre presente na área de Sistemas de Informação (SI). Entretanto, as organizações estão cada vez mais projetizadas e os projetos continuam tendo altas taxas de insucesso, seja em relação a prazo, orçamento, metas de qualidade, satisfação do cliente, entre outros.

Além disso, pesquisadores e praticantes estão sendo questionados sobre como as estratégias de governança, de colaboração, de terceirização de recursos, entre outras, são conduzidas nos atuais projetos de TI/SI.

Neste cenário de novas realidades, a inteligência artificial e a ciência de dados modificam a forma como a equipe atua e colabora; os projetos podem envolver novas abordagens de gestão, a exemplo de metodologias ágeis; tecnologias da indústria 4.0, como internet das coisas e sistemas inteligentes; assim como TI/SI globais e descentralizados.

Este tema convida ao desenvolvimento de artigos científicos, provenientes de pesquisas básica e aplicada, e tecnológicos, que permitam o amadurecimento da compreensão sobre a GP de TI/SI. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas, mistas ou Design Science Research. O tema contempla os seguintes tópicos, mas não se limita a eles:

· Abordagens de gestão de projetos de TI/SI, como o método Ágil, PMI, IPMA, Design Thinking, metodologias híbridas (combinação de abordagens);
· Aspectos sócio-técnicos do desenvolvimento de SI e gestão de projetos;
· Atuação de escritórios de projetos (PMO);
· Competências individuais e organizacionais na gestão de projetos de TI/SI;
· Equipes de projetos de TI/SI distribuídas, globais, virtuais e de alta performance;
· Gestão da Comunicação em projetos de TI/SI;
· Gestão da Qualidade em projetos de TI/SI;
· Gestão de Aquisições em projetos de TI/SI;
· Gestão de programas e de portfólio de TI/SI;
· Gestão de projetos de TI/SI em organizações públicas;
· Gestão de projetos inovadores de TI/SI;
· Gestão de Riscos em projetos de TI/SI;
· Gestão de Stakeholders em projetos de TI/SI;
· Gestão do conhecimento e aprendizagem em projetos de TI/SI;
· Governança, gestão de riscos e aspectos de conformidade em projetos de TI/SI;
· Interfaces entre metodologias de gestão de projetos de TI/SI e metodologias de gestão da inovação;
· Novas técnicas e ferramentas na gestão de projetos de TI/SI;
· Novas tecnologias e mídias em projetos de TI/SI;
· Outsourcing e terceirização em projetos de TI/SI;
· Sucesso de projetos de TI/SI.


Palavras-chave: projetos de TI/SI ; gestão de projetos de TI/SI ; abordagens em projetos de TI/SI ; equipes de projetos de TI/SI ; novas tecnologias em projetos de TI/SI
Líderes:
Guilherme Lerch Lunardi (PPGA/FURG/FURG - PROFIAP/FURG - Universidade Federal do Rio Grande)
Kathiane Benedetti Corso (Mestr em Admin do Campus Sant’Ana do Livramento - MASL/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)

O tema "Aspectos individuais e de grupo no uso de SI/TI" caracteriza-se como uma importante e consolidada trilha de pesquisa na área de Administração da Informação (ADI), em que são abordados estudos e pesquisas relacionadas aos diferentes ambientes de uso da TI, seus antecedentes, aspectos caracterizadores e efeitos sobre indivíduos e grupos. Complementarmente, destaca-se, ainda, como um tema em constante evolução, em que ano após ano, novas temáticas envolvendo o uso de SI/TI, tanto no nível individual quanto de grupo, são levantadas pela comunidade acadêmica como importantes aspectos que devem ser levados em consideração no atual ambiente organizacional, fortemente influenciado pelas mais inovadoras tecnologias de informação. Os principais tópicos de interesse que podem se enquadrar neste tema dizem respeito a: motivação, engajamento, ansiedade, autoeficácia, aprendizado, resistência ao uso, cyberloafing/cyberslacking, dependência de Internet/Smartphone, adoção, rejeição, adaptação da tecnologia, hábito, uso voluntário e uso compulsório da TI, ergonomia de ambientes de uso, efetividade de uso, efeitos de grupo, cultura, ambientes presenciais, online, privados e corporativos, e difusão tecnológica. Submissões que demonstrem as contribuições de SI/TI para o desenvolvimento contínuo dos campos das teorias individual, grupal e organizacional são bem-vindas. Incentiva-se, portanto, a submissão de trabalhos resultantes de pesquisas teóricas e empíricas, dissertações de mestrado e teses de doutorado, assim como ensaios teóricos.

Palavras-chave: usuário de SI/TI ; grupos em SI/TI ; adoção de SI/TI ; uso de SI/TI ; aspectos cognitivos relacionados a TI/SI
Líderes:
PIETRO CUNHA DOLCI (Prog de Mestr Prof em Admin - PPGA/UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul)
Gerald Grant (SPROTT SCHOOL OF BUSINESS/Carleton University)
Edmir Parada Vasques Prado (Programa de Pós-graduação em Sistemas de Informação/Universidade de São Paulo)

Em muitas organizações, a tecnologia da informação (TI) é crucial para gerar valor e obter vantagem competitiva. Assim, para o funcionamento e crescimento dos negócios, é necessário governar e investir em tecnologias tradicionais e emergentes. As tecnologias emergentes estão relacionadas, mas não limitadas a, AI, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning entre outras. A estratégia de TI e a gestão de TI também são importantes para tomar melhores decisões em diferentes setores, contextos e organizações. Como observamos, a pesquisa em Estratégia, Investimentos e Governança de TI tem sido explorada por diferentes motivações, que ainda são importantes para entender a contribuição desses estudos para a pesquisa nessa área, mas também como esses estudos podem ser usados pelos profissionais. Assim, as submissões para a trilha Estratégia de TI, Investimentos e Governança - de tecnologias tradicionais a emergentes podem incluir artigos completos e pesquisas em andamento, e podem ser conceituais, teóricos, de projeto, empíricos, estudos quantitativos ou estudos de caso. Os tópicos de interesse incluem, mas não estão limitados ao seguintes:

- Governança de TI
- Governança de tecnologias emergentes - IA, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Investimentos tecnologias tradicionais e emergentes - AI, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Estratégia de TI em todos os tipos de organizações relacionadas a tecnologias tradicionais e emergentes - IA, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Planejamento, Gestão e Alinhamento Estratégico de TI
- Antecedentes e efeitos de TI / SI nas organizações.
- Competitividade, desempenho, valor e produtividade através do uso de TI;
- Estruturas e modelos de governança, estratégia e investimentos de TI
- Antecedentes e decisões de TI / SI;
- Gerenciamento de TI, como desenvolvimento e uso de aplicativos, infraestrutura, sistemas, hospedagem e comunicações em nuvem
- Práticas e casos de governança, estratégia e investimentos em TI

Nesta trilha, estamos procurando receber trabalhos que relatem estudos de pesquisa inovadores e novos insights em teorias, modelos e práticas em pesquisa de Estratégia, Investimentos e Governança de TI. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.


Palavras-chave: Estratégia de TI ; Investimentos em TI ; Governança de TI ; Tecnologias tradicionais e emergentes ; Valor do negócio
Líderes:
Guilherme Costa Wiedenhöft (ICEAC/FURG)
Taiane Ritta Coelho (Programa de Pós-graduação em Gestão da Informação - PPGGI/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Marlei Pozzebon (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - IB/HEC Montreal )
Ruben Filipe de Sousa Pereira (ISTAR-IUL - Centro de Investigação em Ciências da Informação, Tecnologias e Arquitetura (ISTA) /Instituto Universitário de Lisboa - ISCTE)

Esse tema visa discutir a área de pesquisa de SI/TI, principalmente os aspectos filosóficos, teóricos e metodológicos. Especificamente, este tema busca trabalhos que, por meio de argumentação ou rigor metodológico, refletem criticamente as premissas fundamentais sobre os fenômenos de SI que estudamos. Este tema busca ainda, estudos que indiquem novas oportunidades de pesquisa, novas tendências em temas, técnicas e abordagens; internacionalização; apresentem levantamentos sobre o passado do campo, sua história e as perspectivas para o futuro da área (pesquisa e pesquisador). Este tema inclui também estudos que proponham novas ideias, agendas de pesquisa; proposições e críticas à prática passada, atual ou tendências futuras; avaliações e críticas de tendências na pesquisa em SI, bem como contribuições para o desenvolvimento da área e para ampliação do rigor e relevância das pesquisas em SI/TI.
Os tópicos de interesse deste tema incluem, mas não estão limitados a:
- Aplicações teóricas na fronteira do campo e tenham como unidade de análise ao menos um dos artefatos de SI/TI
- Revisões de questões ontológicas, epistemológicas e metodológicas na pesquisa de SI/TI
- Discussões sobre novas teorias e teorias emergentes em SI/TI
- Aprimoramento do trabalho interdisciplinar em SI/TI
- Novas abordagens metodológicas para a pesquisa em SI/TI
- Abordagens filosóficas em SI/TI
- Identificação das redes de colaboração nas pesquisas em SI/TI

Palavras-chave: Teorias em SI ; Métodos em SI ; Temas Emergentes em SI ; Novas Abordagens em SI ; Rigor e Relevância dos Estudos em SI
Líderes:
Raquel Janissek-Muniz (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
SALIMA KRIAA MDHAFFER (Department of Management and business administration in ESSEC Tunis/Université de Tunis)
Fernando Carvalho de Almeida (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab – PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo)

Diante da dinâmica de competitividade, com desafios que englobam crescente concorrência, clientes cada mais informados, rápidos avanços tecnológicos, entre outros fatores evolutivos que geram expectativas, organizações que se desejam inovadoras devem desenvolver capacidades para transformar as mudanças do ambiente em estratégias relevantes para mercados sempre em transformação. Em ambientes turbulentos, aumenta ainda mais a pressão para que sejam proativas às demandas de mercado por soluções inovadoras.
Uma das preocupações fundamentais das organizações é identificar, no ambiente, elementos variáveis que possam intensificar seu desempenho inovativo e fontes de vantagens competitivas duráveis, de forma a preparar-se para enfrentar possíveis ameaças e/ou aproveitar oportunidades competitivas. Através do estabelecimento de processos estruturados de monitoramento do ambiente, visando a captação e interpretação de elementos informativos para melhor compreensão do ecossistema, a Inteligência potencializa a percepção de sinais pertinentes, convertendo-os em insights que sustentam a antecipação de mudanças do ambiente.
A Inteligência associa-se fortemente à estratégia na medida que se refere a atividades que permitem, às organizações atentas, reduzir incertezas do ambiente em evolução, alimentando com informações diferenciadas os processos de planejamento e decisão estratégica, fortalecendo capacidades organizacionais para competir com êxito e crescer com resultados. Tal associação resulta na Inteligência Estratégica, que diz respeito à capacidade da organização em adaptar-se e antecipar-se às circunstâncias em mudança do ambiente de negócios, em uma visão de longo prazo.
Para o estabelecimento da Inteligência Estratégica, são necessários pessoas, processos e ferramentas que, combinados, alavancam a conversão de informações do ambiente para a adaptação e evolução organizacional. Com processos que apoiam o desenvolvimento de vantagens competitivas sustentáveis por meio da detecção sistemática de sinais do ambiente, a Inteligência tem sido considerada fator distintivo na sustentabilidade organizacional, exigindo esforços na busca do estabelecimento de processos diferenciais, suportados por ferramentas e tecnologias que facilitam, ao coletivo implicado, a conversão de sinais em insights diferenciais.
Em resposta a esta problemática, a literatura de Gestão Estratégica e de Sistemas da Informação, oferece conceitos associados à Inteligência Estratégica (IE), nas suas variantes como “strategic scanning”, "strategic foresight” e "corporate foresight”, bem como direcionamentos que geram nomenclaturas associadas à IE, tais como Inteligência Antecipativa, Inteligência Coletiva, Inteligência Prospectiva, Inteligência Organizacional, Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, entre outras práticas de monitoramento que auxiliam organizações a manter um olhar atento a seu ambiente. Nesta linha, outras terminologias têm se associado à função Inteligência sob um olhar mais tecnológico, trazendo discussões sobre como Big Data, Data Science, Data Mining, Inteligência Artificial, entre outros, podem contribuir e aperfeiçoar o processo de Inteligência, abrindo todo um novo leque de estudos, aplicações e possibilidades.
Neste ínterim, a proposta do track Inteligência Estratégica é motivar pesquisadores no desenvolvimento e apresentação de pesquisas relacionadas aos diversos tipos de atividade de Inteligência, visando contribuir para a expectativa de que esta abordagem possa apoiar a estratégia corporativa na identificação antecipada de ações para sustentabilidade do negócio.
São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.




Palavras-chave: Processos de Inteligência ; Inteligência Estratégica, Competitiva, Antecipativa, Coletiva, Organizacional... ; Tecnologias e Ferramentas para Inteligência ; Sinais Fracos, Small Data, Smart Data x Big Data ; Impactos da atividade de Inteligência
Líderes:
Marie Anne Macadar Moron (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Edimara Mezzomo Luciano (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Gabriela Viale Pereira (Department for E-Governance/Danube University Krems - Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Elsa Clara Estevez (Administración/Universidad Nacional del Sur )

O mundo está passando pela maior onda de crescimento urbano da história. Estima-se que a população urbana vai alcançar a cifra de 5 bilhões de pessoas até 2030. Para administrar esse crescimento é necessária uma boa governança para encontrar maneiras inteligentes de lidar com a densidade da vida urbana. Ao mesmo tempo, observa-se o surgimento de uma nova era de transformação em que cresce o nível de conexão entre moradores e o ambiente que os cerca por meio do uso de tecnologias inteligentes. Todas estas mudanças apresentam uma maior probabilidade de melhorar o bem-estar e a prosperidade da sociedade. Contudo, os desafios entre a complexa interação entre tecnologia e sociedade estão aparecendo. O tema proposto tem como objetivo explorar como a sociedade gerencia e enfrenta tais desafios urbanos em busca de soluções inovadoras que possibilitem uma melhoria na qualidade de vida das pessoas e ao mesmo tempo criando mecanismos para a sustentabilidade das cidades. Este tema também inclui pesquisas relacionadas a governança inteligente, tecnologias para cidades resilientes, co-criação e co-produção cidadã. Além disso, aborda o desenvolvimento de modelos de políticas de cidades inteligentes e inovações tecnológicas para a áreas de energia, transporte, saúde, educação, segurança pública, estruturas, ambiente natural e negócios, infraestrutura resiliente baseada na comunidade, informática e governança urbana. Redes elétricas inteligentes, sensores, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e Big Data Analytics (infraestrutura, transporte, educação, governança, meio ambiente, cuidados médicos, segurança, proteção e energia), bem como dispositivos inteligentes e de uso inovador na gestão pública também estão incluídos neste tema.
Assim, as áreas de interesse e enfoque deste tema incluem, mas não se limitam, aos seguintes assuntos:
• Governança inteligente como base para a criação de espaços urbanos e regionais inteligentes (elementos, requisitos prévios e princípios de governança inteligente)
• Governo inteligente (áreas focais, práticas atuais, casos e potenciais riscos).
• Inovação e parcerias (tripla/quádrupla hélice, parcerias público-privado e participação cidadã) em iniciativas inteligentes
• Sustentabilidade em Cidades Inteligentes
• Cidades e regiões inteligentes (casos, rankings, comparações e fatores críticos de sucesso)
• Inteligência coletiva para cidades e comunidades inteligentes.
• Internet das Coisas em comunidades inteligentes (infraestrutura, transporte, educação, governança, meio ambiente, cuidados médicos, segurança, proteção e energia)
• Participação e transparência nas relações de interação cidade-cidadãos-governo
• Inclusão x Gentrificação em cidades inteligentes
• Estudos sobre cidades inteligentes utilizando-se a lente teórica do colonialismo
• Redes elétricas inteligentes
• Meio ambiente e transporte inteligente (mobilidade individual e púbica, limpa e sem carbono)
• Dispositivos inteligentes e seu uso inovativo em cidades e/ou gestão pública
• Práticas inteligentes em cidades (facilitadas pela tecnologia), tais como sistemas de pagamento, sistemas de identificação, etc.
• Novos riscos e vulnerabilidades de cibersegurança em cidades e comunidades inteligentes
• Universidade e educação inteligentes
• Problemas de qualidade de vida em cidades e comunidades inteligentes
• Brechas urbano-rural em comunidades inteligentes
• Cidades inteligentes, gênero e diversidade
• Programas de formação em cidades inteligentes e sustentáveis
• Aspectos teóricos e metodológicos em cidades inteligentes

Palavras-chave: Cidades Inteligentes ; Governança Inteligente ; Governo Inteligente ; Cidades Sustentáveis Inteligentes
Líderes:
Lindomar Pinto da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin – PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador - Administração/Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana)
Manuela Ramos da Silva (Mestr Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - PROPADM/UFS - Universidade Federal de Sergipe)

A Administração Pública, considerada como um agente operativo do Estado, é requerido que se reorganize, e elabore modelos de gestão que atendam às exigências e às necessidades sociais, políticas e econômicas. A reformulação e a modernização da administração pública, no sentido de racionalizar as ações e aumentar a efetividade das suas instituições, respondendo com agilidade e competência às demandas do Governo e da sociedade, fazem-se cada vez mais necessárias.

As novas perspectivas teóricas apontam no sentido tanto de uma maior importância quanto de uma maior complexidade do papel do Estado, argumentando que instituições públicas eficientes e novas conexões políticas com a sociedade tornam-se fundamentais na oferta de serviços associados à expansão das capacidades humanas (POLLITT; BOUCKAERT, 2000).
Considerando tais aspectos, justifica-se a relevância e pertinências da proposição do tema Estado, Burocracia e Gestão Pública no âmbito da Divisão de Administração Pública.

De acordo com Kliksberg (1992, p.45), a administração pública e o seu funcionamento, modernização do Estado e as reformas administrativas não são a-históricos: “fazem parte de um processo histórico global que a marcou profundamente em suas características centrais e que ela por sua vez, contribuiu para modelar. (...) Sua historicidade visceral determina que muitos dos problemas que apresenta não são endógenos; são as manifestações, em seu nível, de problemas estruturais da sociedade em seu conjunto”

Diante do exposto, este tema acolherá os estudos teóricos, empíricos e /ou teóricos-empíricos sobre 1) estratégias, estrutura, atores, processos, relações e poder intrínsecos ao Estado e à sua administração pública; 2) crises e as reformas no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, tanto no contexto nacional e internacional; 3) relações entre poderes e a governabilidade;4) transformações nas configurações, papéis e funções assumidos pelo Estado; Assim como temas atuais e emergentes há interesse pela discussão sobre 5) inovação e empreendedorismo na gestão pública


Palavras-chave: Modelos de Gestão Pública ; Reforma do Estado ; Modernização Administrativa ; Inovação
Líderes:
Thiago Ferreira Dias (Prog de Pós-Grad em Gestão Pública/Centro de Ciências Sociais Aplicadas – PPGP/CCSA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Marcelo Marchesini da Costa (Programa Avançado em Gestão Pública/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)

Este tema tem o intuito de promover o debate acadêmico que aborde potencialidades, desafios e estudos de caso que focalize as relações entre Estado e organizações do terceiro setor, que sejam organizações do campo da economia solidária (cooperativas, associações e organizações informais), organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil e sem fins lucrativos dos diversos segmentos de atuação. Dentro deste grande tema das Relações Estado e Sociedade serão privilegiadas propostas que abordem subtemas de interesse, como: Accountability, Transparência e interface com o cidadão; Governo aberto e governança democrática, relações com atores interessados e mecanismos de controle social. Além dos aspectos, anteriormente mencionados, que explorem as interações entre Estado e Sociedade que aprofundem o debate sobre a cultura política, capital social e coprodução de bens públicos, isto é, o papel da sociedade civil na formulação, implementação, avaliação e monitoramento de ações públicos. Por fim, também são bem-vindas contribuições que a partir da interação Estado e Sociedade estabeleçam conexões sobre como estas podem impactar o desenvolvimento local, e em especial, as que tragam investigações qualitativas e quantitativas na qual apontem que a ação de organizações públicas não-estatais seja propulsora de ações de interesse público.

Palavras-chave: Estado-Rede ; Terceiro Setor ; Transparência ; Espaço Público ; Governo Aberto
Líderes:
marco antonio carvalho teixeira (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr Prof em Gestão e Políticas Públicas - MPGPP/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Eduardo José Grin (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
TAISA DIAS (outro/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Fernanda Maria de Almeida (Prog de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM/UFV - Universidade Federal de Viçosa)

A cooperação pública vem sendo utilizada como ferramenta da reforma pública (ALDAG; WARNER, 2018). Este modelo tem origem na união de recursos entre organizações públicas com vistas à melhoria dos serviços e diminuição dos seus custos. Poderá ser realizada entre atores da mesma esfera administrativa (cooperação intermunicipal) ou por diferentes esferas administrativas (União, Estados e/ou Municipal, assumindo-se aqui como cooperação interfederativa).

Estudos sobre o tema vêm sendo desenvolvidos sobre duas óticas. Pela primeira, destaca-se a utilização da segunda geração do modelo de Escolha Racional proposto por Feiock (2007). Desenvolvido por pesquisadores Norte-americanos, procuram uma melhor compreensão das motivações que levam à cooperação, notadamente no âmbito regional e local. Assume-se, que a cooperação depende da natureza do problema e dos riscos de colaboração, visando a busca de objetivos comuns no território. Já a segunda abordagem vem sendo desenvolvida por pesquisadores Europeus (BEL; WARNER, 2015). Pelas Ciências da Administração, estes pesquisadores buscam o conhecimento dos fatores que têm efeito nos custos da ação e na economia de escala que resulta da cooperação intergovernamental.

Blåka (2017) reporta que estudos empíricos sobre a cooperação pública são escassos. Notadamente, a maioria desses centra-se nas experiências de reforma das organizações públicas Ocidentais. Falta, contudo, o alargamento desses estudos a outras realidades. Já existem publicações abordando esse tema no Brasil (MEZA et al., 2019) que, em geral, organiza o debate em quatro dimensões de análise (Grin apud 2019):

Figura 1 – Dimensões teóricas do debate sobre consorciamento público intermunicipal

Fonte: Nascimento e Sano (2019) com base em Grin e Abrucio (2017)


O painel proposto visa o debate necessário para desenvolvimento desse campo de pesquisa aplicada e acadêmica. Quanto ao primeiro, há implicações práticas para a tomada de decisão política e, em relação ao segundo, a necessidade de adensar estudos que testem os pressupostos teóricos da literatura no contexto brasileiro. Procura-se neste painel responder às seguintes questões:

(1) Quais os fatores exógenos e endógenos que explicam a cooperação pública?
(2) Em que medida a cooperação pública de relaciona com a economia de escala/eficiência/redução de custos na prestação de serviços?
(3) Em que medida a cooperação pública se relaciona com os efeitos dos serviços (ex. alargamento dos serviços)?

Em resumo, o tema congrega artigos sobre repartição de encargos e recursos entre esferas de governo. Processo de descentralização e governança territorial. Papéis dos governos estaduais e municipais. Poder e desenvolvimento em nível subnacional. Arranjos institucionais cooperativos. Consórcios intergovernamentais. Associativismo e arranjos produtivos locai.


Palavras-chave: Federalismo ; Relações intergovernamentais ; Descentralização ; Cooperação ; Consórcios
Líderes:
Bruno Lazzarotti Diniz Costa (Mestr em Admin Pública/FJP - Fundação João Pinheiro)
Pedro Luiz Costa Cavalcante (Mestrado/Ipea)

O tema enfoca a teoria das políticas públicas pela abordagem de public policy analisys na tradição de policy studies. O debate no tema incorpora tanto a discussão mais teórica quanto contribuições empíricas ao estudo das políticas públicas. A área de políticas públicas encontra-se hoje bastante consolidada em torno de um conjunto de modelos analíticos e normativos de políticas públicas, que organizam o debate. Estes modelos são geralmente aplicados aos estudos sobre políticas públicas, comumente orientados pela noção (em si mesma bastante debatida) do ciclo de políticas: agenda-setting, processo decisório, formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas e de programas governamentais. No entanto, já há algum tempo, a agenda do campo de análise de políticas públicas vem se renovando, a partir de novas abordagens teóricas e metodológicas em gestão de políticas públicas. Ao lado do intenso debate sobre participação e democratização das políticas, vários outros temas têm frequentado a literatura e a produção acadêmica, ao mesmo tempo em que são enfrentadas e desafiam os policy makers: intersetorialidade, análise de redes, territorialidade, difusão de políticas públicas, políticas públicas baseadas em evidências, capacidades estatais e instrumentos de políticas públicas.,além da discussão sobre federalismo, parcerias e relações intergovernamentais na produção de políticas públicas.

Palavras-chave: Análise de Políticas Públicas ; Modelos Analíticos ; Formulação ; Implementação, ; Avaliação.
Líderes:
Mário Vasconcellos Sobrinho (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia - PPGEDAM/UFPA)
Fátima Bayma de Oliveira (Mestr e Dout em Admin Pública / EBAPE / FGV/Mestr e Dout em Admin Pública / EBAPE / FGV)
Washington Jose de Sousa ()
Agatha Justen Gonçalves Ribeiro (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)

O tema se propõe a discutir estudos e aplicações de políticas públicas em uma perspectiva multi e interdisciplinar e na tradição de policy orientation. Estudos ‘orientados a política pública’ (policy oriented), nos termos em que esta é definida na literatura das policy sciences, são aqueles que acumulam aspectos de multidisciplinaridade (e interdisciplinaridade), normatividade e animo na resolução de problemas. Busca-se enfatizar análise de casos de políticas, programas, projetos e atividades governamentais e públicos, assim como ações públicas não estatais e/ou advindas da sociedade que se relacionam com as políticas públicas governamentais nas mais diversas dimensões e setores de intervenção: econômico, social, ambiental, cultural, de infraestrutura, educacional, de ciência, tecnologia e inovação, intervenção administrativa, políticas de desenvolvimento territorial, entre outros. Tem-se como foco as técnicas e ferramentas de políticas públicas com abordagem aplicada, voltado ao processo de intervenção e mudança social e organizacional. Outras matrizes teóricas que alimentem o debate da consecução e aplicabilidade da política pública também serão consideradas para análise de contraditórios. Metodologicamente, o tema prioriza estudos de casos, multi-casos e análises comparativas sem, entretanto, descartar outros métodos de pesquisa. As montagens das seções serão realizadas prioritariamente por políticas públicas setoriais, entretanto considerando a inter-relação setorial, quando for o caso.

Palavras-chave: Orientação Política ; Casos sobre Políticas Públicas ; Aplicações em Políticas Públicas ; Perspectivas Práticas
Líderes:
Paulo Ricardo da Costa Reis (Programa de Graduação em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (GPDES)/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Fabiano Maury Raupp (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – PPGA/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)

O tema abrange os trabalhos sobre o processo de planejamento e orçamento governamental. Finanças públicas: tributação/arrecadação, gasto público e financiamento. Função de controle interno e externo; estudo sobre os órgãos de controle e compliance no setor público; políticas; gestão; mecanismos; e instrumentos relacionados com as questões de prestação de contas, accountability, responsabilidade fiscal, contratualização de resultados e auditoria operacional no setor público; combate à corrupção; e qualidade do gasto público.



Palavras-chave: Planejamento Governamental ; Orçamento Público ; Finanças Públicas ; Accountability ; Controle no Setor Público
Líderes:
Vicente da Rocha Soares Ferreira (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Ricardo Luiz Pereira Bueno (Prog de Mest Prof em Gestão de Políticas e Organizações Públicas/Escola Paulista de Política, Economia e Negócios - MPGPOP/EPPEN/UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo)
Lilian Ribeiro de Oliveira (Escola de Negócios/Centro Universitário Barão de Mauá - Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Cristiane Betanho (Programa de Pós-Graduação em Gestão Organizacional (PPGGO)/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
GEMAEL CHAEBO (Profiap UFMS/UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)

O tema destina-se aos trabalhos sobre gestão de serviços públicos pela perspectiva da prestação de serviços públicos em setores específicos: energia, transporte, telecomunicações, recursos hídricos, saneamento, saúde, educação, segurança pública, atendimento ao cidadão, entre outros. Modos de provisão dos serviços públicos: prestação direta ou delegada; desestatização, privatização, publicização, desregulamentação, concessão, coprodução e terceirização. Novos formatos organizacionais e a prestação de serviços públicos: organizações sociais (OSs), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS), Parcerias Público-Privadas (PPPs) e serviços sociais autônomos. Agências executivas e agências reguladoras.

Justificativa da proposta
A apresentação do tema se justifica por incluir tópicos fundamentais na gestão de organizações públicas e serviços públicos. Com os avanços tecnológicos, as reformas da administração pública as preocupações dos governos com uma gestão pública voltada para resultados, tornam-se indispensáveis reflexões sobre modelos organizacionais, estruturas de governança e arranjos institucionais que facilitem a entrega de serviços públicos de qualidade. Acrescente-se, também, que todos os proponentes trabalham e pesquisam com os temas relacionados na proposta, quais sejam: administração pública, serviços públicos, prestação de serviços públicos, gestão de organizações públicas, coprodução de serviços públicos e políticas públicas. Outro fator considerado na formação da equipe é sua participação em diversos programas de várias instituições.


Palavras-chave: Serviços públicos ; Formas de provisão ; Novos formatos organizacionais ; Papel regulador do Estado ; Agências reguladoras e executivas
Líderes:
Denis Renato de Oliveira (Programa de Pós-Graduação em Administração Pública/UFLA - Universidade Federal de Lavras)
Liliane Magalhaes Girardin Pimentel Furtado (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Daniel Reis Armond de Melo (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação/UFAM)

O tema é orientado para os artigos sobre funções e instrumentos gerenciais de planejamento estratégico, organização, direção e execução no âmbito intraorganizacional. Estilo e tomada de decisão em órgãos públicos. Estruturas, processos e comportamentos administrativos nas organizações públicas nas áreas funcionais de: gestão de pessoas, liderança e cultura organizacional; comunicação, marketing e qualidade em serviços públicos; gestão de materiais e patrimônio; logística, operações e suprimentos; gestão financeira e contábil; gestão de processos e sistemas de informações gerenciais. TICs no serviço público, governo eletrônico e governança digital. Abordagens e técnicas de gestão emergentes nas organizações públicas, tais como: gerenciamento de projetos, gestão do conhecimento, organizações matriciais, transformação digital no setor público, design thinking, análise de stakeholders dentre outros. Trata-se de um tema relevante na medida em que propõe reunir pesquisas que explorem os caminhos para uma gestão pública de qualidade nas suas mais diferentes frentes, isto é, nas suas áreas funcionais. Particularmente no contexto atual, no qual se reconhece restrições de diversas ordens às organizações públicas, aliadas a diversas mudanças do contexto ambiental - por exemplo, relacionadas à mudanças sociais, tecnológicas, dentre outras - torna-se ainda mais fundamental direcionar esforços de pesquisas que tenham como propósito promover, em última análise, a busca pela eficiência organizacional e a qualidade na prestação dos serviços públicos.

Palavras-chave: Organizações Públicas ; Funções Gerenciais ; Áreas Funcionais ; Estruturas Intraorganizacionais ; Gestão de Processos
Líderes:
Josiel Lopes Valadares (Prog de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM/UFV - Universidade Federal de Viçosa)
Stephanie Ingrid Souza Barboza (rograma de Pós-graduação em Gestão Pública e Cooperação Internacional/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)

No contexto da administração pública no Brasil, a discussão de matrizes ontológicas e epistemológicas, tem sido levantada no intuito de relatar a importância de compreensão do campo por um olhar multifacetado. Especificamente existe a necessidade de se pensar novos caminhos metateóricos pouco explorados tendo como inspiração referenciais diversos na análise das novas demandas da administração pública contemporânea. Há ainda uma escassez de trabalhos que utilizam abordagens críticas, hermenêuticas e fenomenológicas – aqui especificamente a teoria crítica como norteadora dos estudos na administração pública. Diante deste contexto, este tema, propõe-se fortalecer uma agenda de pesquisas que debata o fortalecimento teórico do campo da administração pública para além da perspectiva empírica. Busca-se, sobretudo fortalecer uma investigação disciplinar, interdisciplinar e/ou multidisciplinar na administração pública. São bem vindas propostas de trabalho que visem articular a administração pública tanto em âmbito técnico, quanto na perspectiva política, social e cultural. Assim, o tema volta-se ao debate sobre os fundamentos teóricos multi/interdisciplinares da administração pública. Processo de construção, delineamento e desenvolvimento do campo da administração pública do ponto de vista ontológico, epistemológico e metodológico. Paradigmas e modelos de gestão pública. Discussões sobre as abordagens teóricas que incidem na reflexão e análise dos objetos de estudo do campo: correntes do institucionalismo, nova gestão pública, novo serviço público, governança pública, entre outras. Estudos sobre as perspectivas metodológicas na pesquisa em administração pública.

Palavras-chave: Paradigma ; Conhecimento ; Episteme
Líderes:
Frederico José Lustosa da Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Luciana de Oliveira Miranda (Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública - FUP/UnB/UnB - Universidade de Brasília)

Ementa: Historia e historiografia de la Administración Pública. Estudios comparativos en la Administración Pública. Fuentes para la memoria de la Administración Pública. Memoria de la Administración Pública Brasileña. Historia de vida. Hombres de Estado. Administración para el desarrollo. La Administración Pública en América Latina. La Administración Pública en una perspectiva internacional.

Descritor: Na última década, ao lado de iniciativas mais perenes, como o trabalho continuado do Projeto MAPA (Memória da Administração Pública) do Arquivo Nacional, na esteira da celebração de efemérides, como os 200 anos da transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram esforços pontuais (mas significativos) que atestam a renovação do interesse pelos estudos históricos no campo da administração pública. Assim, diversas publicações recentes vêm se juntar à vigorosa produção historiográfica que vicejou na área até a década de 1980.
Não obstante os significativos resultados verificados nos últimos anos na retomada dos estudos históricos na área da Administração Pública, muito ainda há que ser feito no sentido de incorporar a essa produção historiográfica as principais conquistas da historiografia contemporânea. Com efeito, a maioria dos trabalhos recentes que vieram contribuir para renovação do campo pouco contribuiu para a superação das limitações indicadas pela crítica que se dirigia à monumental História Administrativa do Brasil, iniciada pelo DASP ainda nos anos 1950.
De fato, a produção historiográfica sobre a administração pública esteve imune às mudanças de perspectiva teórico-metodológica introduzidas pela História dos Anais e pela Nova História, negligenciando o aporte das ciências sociais, a incorporação de novos objetos, a adoção de temporalidades múltiplas e o uso de fontes alternativas. A história administrativa continuou a se apegar à narrativa de atos e fatos, valorizando os aspectos episódicos e biográficos e a ação individual de líderes e “heróis providencias” – monarcas, tiranos, políticos e dirigentes em geral, caracterizando aquilo que os franceses chamam de história dos acontecimentos.
A redescoberta da importância do conhecimento histórico e da influência mútua entre países no campo da Administração Pública deve vir acompanhada da renovação de temas, fontes e métodos de pesquisa, com a produção de dissertações, artigos e livros que discutem as transformações do Estado e da Administração Pública brasileira em perspectiva histórica e comparada.

Palavras-chave: História Administrativa ; Memória da Administração Pública ; Estudos comparados ; Trajetória e desenvolvimento da Administração Pública
Líderes:
Airton Cardoso Cançado (PROFIAP UFT/UFT - Universidade Federal do Tocantins)
Jeová Torres Silva Júnior (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UECE - Universidade Estadual do Ceará - Centro Interd de Desenv e Gestão Social – CIAGS/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Júnia Fátima do Carmo Guerra (Pós-graduação Mestrado em Segurança Pública e Cidadania/Universidade do Estado de Minas Gerais)
Verônica Macário de Oliveira Motta (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Programa de Pós-Graduação em Administração/Unuversidade Federal de Campina Grande)

Estudos recentes sobre gestão social apontam que sua definição busca incorporar aspectos relacionados aos espaços de cidadania, relações interorganizacionais e administração pública. A proposta é incorporar a gestão social na prática comunitária, mostrando seu potencial para se desenvolver em contextos diversos.
Considera-se, portanto, que as interfaces entre Gestão Pública e Gestão Social discutem as interseções e distinções teórico-metodológicas, bem como as práticas entre gestão social, administração pública e desenvolvimento. Na democracia participativa espera-se uma relação mais estreita entre o Estado e a sociedade cujo protagonista deixa de ser o Estado que passa a intermediar as discussões e deliberações com os vários atores da sociedade civil. Nessa vertente e, sobretudo, considerando os desafios do atual contexto político e social do país, torna-se relevante a proposição de artigos que envolvam pesquisas sobre: Gestão social, governança e políticas públicas. Gestão Social, transparência e accountability. Gestão Social e coprodução de bens públicos. Gestão social em programas e projetos de desenvolvimento sustentável - dimensões social, ambiental e territorial. Gestão Social em políticas culturais. Gestão de políticas sociais: desigualdade, justiça e democracia. Inovação social, ação coletiva e cooperação para o bem comum. Cidadania ativa, participação e ação pública. Gestão social e controle social em ambientes públicos coletivos: fóruns, colegiados e conselhos.
A proposta desse tema é explorar pesquisas acadêmicas que busquem contribuir com o avanço teórico nas interfaces entre Gestão Social e Gestão Pública – com modelos teóricos e conceituais, bem como com aplicações empíricas que busquem analisar exemplos pragmáticos. Acredita-se que tal proposta seja relevante aos pesquisadores e grupos de pesquisa da área.


Palavras-chave: Gestão Social ; Desenvolvimento ; Democracia Participativa ; Abordagem Sociopolítica na Gestão Pública
Líderes:
Lilian Soares Outtes Wanderley ( /UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)
Jose Antonio Puppim de Oliveira (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Dout em Admin/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
JOSE CELIO SILVEIRA ANDRADE (Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)

Governança para a Sustentabilidade busca discutir tópicos relacionados com a agenda de desenvolvimento das Nações Unidas em 2030, que exige "uma visão supremamente ambiciosa e transformadora" e propõe dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para garantir a saúde e o bem-estar dos países, nosso planeta e as futuras gerações. Os ODS delineiam uma agenda ambiciosa que os indivíduos, as organizações públicas e privadas e sociedade têm grande potencial e capacidade de contribuir. O desenvolvimento sustentável e a agenda de 2030, em particular, uniram uma ampla gama de interessados da ciência, sociedade civil, governo e empresas. Muitos expressaram seus compromissos para melhorar o bem-estar do planeta e da sociedade e se unem aos esforços para implementar a agenda. Um crescente corpo de pesquisas se desenvolveu nas últimas décadas sobre a governança do desenvolvimento sustentável. No entanto, lacunas importantes ainda existem. Assim, o tema busca artigos que envolvam pesquisas sobre as várias experiências de implementação da agenda nos diversos objetivos e níveis de governança e questões não resolvidas relativas ao papel, capacidade e impactos das empresas, governos, sociedade e organizações internacionais para abordar questões de desenvolvimento sustentável, que serão exploradas. Estudos em "Governança para a sustentabilidade" conectam o local e o global, em virtude de seu próprio alcance contextual, incluindo o posicionamento da cadeia de suprimentos, seu poder de informar e moldar o comportamento do consumidor, sua responsabilidade e impactos sobre os recursos naturais e sociedades. Assim, as organizações são críticas, mas suas funções podem variar
enormemente, dependendo de sua propriedade, setor, tamanho e "residência" e outros países de operação. Cada uma das perspectivas
acima tem uma dinâmica institucional direcionando corporações em certas direções (não) sustentáveis, e essas dinâmicas variam entre
escalas, lugares e setores. Atenção para os meta papéis das organizações na governança, ou seja, tomar, fazer ou quebrar a boa governança e o nível em que isso ocorre, ou seja, micro, meso e macro.

Palavras-chave: Governança ; Sustentabilidade ; ODS ; Desenvolvimento ; ONU
Líderes:
Elias de Oliveira Sampaio (Superintendência do Patrimônio da União na Bahia /Ministério da Economia - Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
TATIANA DIAS SILVA (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília - outro/Ipea)
ELIZABETH MATOS RIBEIRO (Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia - Centro Interd de Desenv e Gestão Social – CIAGS/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Reginaldo Souza Santos (Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia - Campos de Arapiraca/UFAL- Universidade Federal de Alagoas)
Pedro Jaime (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI - Graduação /ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)

As Relações Raciais no Brasil é um tema pouco discutido no campo da Administração, na área da Administração Pública e das Políticas Públicas. A nossa sociedade negou a existência do racismo como elemento estruturante para o nosso processo de subdesenvolvimento e causa motora das diversas formas de desigualdades sociais. O mito da democracia racial que vigorou de forma hegemônica desde o fim da escravidão até meados dos anos de 1980, pressupunha a convivência harmônica entre negros e brancos, diferentemente das situações dos EUA ou da África do Sul. A partir das históricas denúncias da sociedade civil organizada liderada pelas diversas correntes do movimento negro e da análise das relações verticais em todos os setores da sociedade, essa utopia brasileira foi desnudada ao revelar intensas desigualdades raciais expressas em inúmeros indicadores sociais. Apenas nas últimas duas décadas, o governo passou a reconhecer esse abismo social e a implementar medidas para enfrentá-lo. Até o século passado, as medidas governamentais se restringiram a iniciativas de combate ao racismo (repressivas) e de valorização da matriz africana (culturalista). Essa nova resposta do governo Brasileiro deveu-se à pressão cada vez mais qualificada dos movimentos negros, acadêmicos e setores progressistas, além de tensionamento institucional em universidades, governos subnacionais e organizações da sociedade. A literatura mostra que a partir dos resultados da III Conferência Mundial contra o Racismo (Durban, 2001), o Brasil passou a ser um dos países que mais implementaram políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial de acordo o Plano de Ação da Conferência: criação do Ministério da Promoção da Igualdade Racial e diversos organismos estaduais e municipais congêneres e o fortalecimento da Fundação Cultural Palmares. No entanto, a crise econômica e político-institucional que vem se abatendo sobre o país a partir de 2013, trouxe consequências nefastas para a sustentabilidade de todos os arranjos criados. Além de diversas resistências ideológicas ao novo modelo de gestão pública, os últimos anos mostraram um arrefecimento político, perda de espaço institucional e problemas na implementação de ações estratégicas, como as fraudes nas políticas de ação afirmativa de acesso as universidades e aos empregos públicos e a baixa adesão à política antirracista nas escolas. Diante desse quadro, procura-se discutir os avanços e desafios para o campo da Administração Pública e das Políticas Públicas no que diz respeito ao tratamento integral das Relações Raciais como elemento endógeno ao objeto de pesquisa e de ensino dessas áreas de conhecimento. Tópicos propostos: administração pública, políticas públicas e racismo institucional;administração política e relações étnico raciais no Brasil contemporâneo; relações raciais e o ciclo das políticas públicas; estudos de caso; relações raciais e as políticas para povos e comunidades tradicionais e quilombolas; ações afirmativas no ensino superior e na administração pública; relações raciais, transversalidade e interseccionalidade nas políticas públicas;políticas públicas e patrimônio afro-brasileiro; modelos de gestão de comunidades tradicionais, ; as relações raciais e as políticas públicas de segurança pública; relações raciais, burocracia e arranjos institucionais; registros administrativos e análise de dados sobre população negra; burocracia representativa.

Palavras-chave: Gestão Pública e Ações Afirmativas ; Relações Raciais ; Políticas da Promoção da Igualdade Racial, ; Administração Política ; Desigualdades
Líderes:
Rômulo Carvalho Cristaldo (Profiap - Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional/UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados)
Maria Elisa Huber Pessina (Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
MONICA MATOS RIBEIRO (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin – PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador - Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Mateus Santos da Silva (Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)

Nessa proposta temática, elencamos como objetivo principal tratar das interfaces, diálogos e convergências entre a Administração e os estudos acerca do internacional. Parte-se da premissa de que no plano internacional se localizam fenômenos e processos sociais cujas particularidades tem impactado, cada vez mais, os objetos de estudo da Administração, sejam estes as empresas, o Estado, as políticas públicas, a gestão de organizações da sociedade civil ou a própria gestão dos modos de desenvolvimento e produção capitalistas, entre outros. Nesse sentido, multiplicam-se em programas de pós-graduação em Administração, Contabilidade e Turismo, trabalhos cuja problematização enfoca questões transfronteiriças, supranacionais ou mesmo globais. Além dos temas que já vem sendo cobertos no campo dos estudos da internacionalização de empresa, a proposta que aqui se apresenta visa concentrar trabalhos tanto no âmbito da grande área da Administração e dos Estudos Organizacionais, como interdisciplinares, que abordem (i) organizações supranacionais, internacionais ou multinacionais, (ii) cooperação internacional, suas agendas, gestão, discussão da eficácia e interfaces com a gestão pública e social local, (iii) governança internacional, (iv) internacionalização do capital, sistema-mundo e economia mundo, (v) relação entre agendas internacionais e políticas públicas locais, (vi) organizações da sociedade civil transnacional. Serão bem vindos trabalhos sobre outros fenômenos internacionais associados à Administração Pública não mencionados aqui.

Palavras-chave: Governança Internacional ; Organizações Internacionais ; Cooperação Internacional ; Internacionalização e Mundialização
Líderes:
Maria Carolina Martinez Andion (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – PPGA/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Suylan de Almeida Midlej e Silva (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)

Descrição:
Discute as relações entre administração pública, participação e Estado democrático de direito. Experimentações democráticas como práticas para ampliação da efetividade, legitimidade e justiça social na administração pública. Alcances e limites do agir participativo democrático nos sistemas políticos e na ação pública em territórios, instituições e organizações governamentais e não governamentais. Dinâmicas de aprendizado coletivo, investigação pública, controle social e accountability, inovações sociopolíticas no setor público e construção de respostas para os problemas públicos, a partir da participação social.

Justificativa:
Este tema busca abrir espaço para debates, teóricos e empíricos, sobre o fenômeno da “experimentação democrática”, a partir do agir participativo na administração pública. Focaliza os processos de “baixo pra cima” fundados na participação democrática e na interface entre diversos atores, recursos, práticas e saberes na gestão pública.
No Brasil, assim como em outros países, após a redemocratização, a Constituição e os marcos regulatórios da administração pública passam a incentivar uma gestão pública colaborativa co-construída pelos gestores públicos e outros agentes da sociedade civil, fortalecendo sistemas de democracia deliberativa (Midlej e Silva, 2019). Entretanto, mais recentemente, assistimos em todo o mundo à retomada de regimes de governo mais autoritários, com discursos antidemocráticos e refratários à participação. Nesse novo cenário, coloca-se a necessidade e urgência de se (re) discutir os processos de experimentação democrática e sua relação com a administração pública.
Esse debate é atual e de suma importância, tendo em vistas as discussões recentes sobre as crises das democracias modernas em todo o mundo e seus desdobramentos na administração pública. Isso abre uma ampla agenda de pesquisa sobre os desafios, alcances e limites da governança colaborativa e de outras formas do agir democrático para a renovação da administração pública, tanto em âmbito internacional (Fung e Wright, 2003; Bohman, 2012; Ansell, 2007, 2012; Ansell e Torfing, 2018) quanto no Brasil (Milani, 2008; Vaz, 2011; Avritzer, 2017; Andion et al, 2017; Midlej e Silva, 2019).
Diante disso, coloca-se a relevância científica e prática desse painel que visa ampliar a compreensão sobre os alcances e limites das experimentações democráticas para fazer avançar e criar novas agendas de debate e novas práticas na administração pública. Em particular, nos interessa explorar novas perspectivas teórico-analíticas para o estudo das experimentações democráticas e do agir participativo em diferentes campos de prática como os sistemas políticos, a gestão pública, a gestão de políticas públicas, a ação pública nos territórios, as instituições e as organizações governamentais e não governamentais.


Palavras-chave: Administração Pública Democrática ; Governança Colaborativa ; Experimentações Democráticas ; Participação
Líderes:
Alketa Peci (Dout em Admin/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
CAMILO IGNACIO GONZALEZ BECERRA (Escuela de Gobierno /Universidad de Los Andes)
gabriela lotta (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Mauricio I. Dussauge Laguna (División de Administración Pública/Centro de Investigación y Docencia Económicas)

Este tema incentiva pesquisas e estudos que buscam estudar a burocracia (enquanto estrutura e atores) e suas transformações contemporâneas a partir de múltiplas lentes analíticos. O tema acolhe estudos que focam em tendências e funções contemporâneas burocráticas, como a autonomia, o papel de órgãos auditores, fiscalizadores e controladores (ao exemplo dos tribunais de conta, controladorias, ministério público, entre outros), a agencificação, a regulação e o papel das agências reguladoras, a consolidação do centro do governo ou a representatividade burocrática. Trabalhos que buscam diagnosticar como os agentes burocráticos respondem às pressões por vezes conflitantes sociais e políticas são particularmente bem vindos, ao exemplo da interação da dinâmica burocrática com o combate à corrupção, com o populismo, ou com a tendência ao fortalecimento dos controles externos e internos. Como estas pressões afetam a reputação burocrática e a sua capacidade de implementação de políticas públicas? Convidam-se estudos que analisam conceitualmente e empiricamente os atores coletivos implementadores de políticas publicas, desde o alto escalão, o médio escalão até a burocracia de rua, observando sua atuação, comportamento e interações com outros atores. O tema incentiva também pesquisas realizadas no contexto latino americano ou outros contextos que possam servir de base para a consolidação da pesquisa comparada com o Brasil.

Palavras-chave: burocracia ; agencia ; regulação ; burocrata ; cobtrole
Líderes:
Carlos Eduardo Facin Lavarda (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico – PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Cláudio de Araujo Wanderley (Ciências Contábeis/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)
Vinícius Costa da Silva Zonatto (Departamento de Ciências Contábeis/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)

O tema é dedicado aos estudos sobre os fenômenos socialmente construídos na adoção e difusão de sistemas de controle gerencial e as interações culturais, políticas e simbólicas. Busca-se compreender os motivos que levaram as organizações a adotar novos instrumentos de controle gerencial, assim como as diferentes lógicas institucionais que concorrem para a adoção dos novos instrumentos na organização, e avaliar o processo de institucionalização entre os agentes. A literatura sobre adoção e difusão de práticas gerenciais entre organizações é caracterizada por duas formas de explicar o processo de difusão. A primeira forma tem sua origem na literatura econômica baseada no modelo do ator racional. A segunda linha de pesquisa é baseada nos modelos sociológicos que tendem a adotar um argumento reputacional, relacionados com o crescimento de pressões sociais, culturais e políticas no processo de adoção e usos de novas práticas. Embora alguns autores da área contábil tenham se dedicado a pesquisar o processo de difusão de práticas contábeis através, por exemplo, do uso do conceito de tradução (translation) da teoria dos atores e redes (Actor Network Theory) e dos conceitos heterogeneidade organizacional (organisational heterogeneity), lógica institucional (institutional logics) e variação de praticas (practices variation) provenientes da teoria institucional, ainda existe uma ausência na literatura contábil de um framework conceitual capaz de entender e explicar os possíveis fatores institucionais que influenciam o processo de difusão das práticas contábeis.

Palavras-chave: Sistema de Controle Gerencial ; Cultura, política e simbolismo ; Fenômeno Socialmente Construído ; Adoção e Difusão ; Modelos Sociológicos
Líderes:
TIAGO NASCIMENTO BORGES SLAVOV (Prog de Mestr em Ciências Contábeis - PMCC/FECAP - Centro Universitário FECAP)
OTÁVIO GOMES CABELLO (PPGA/FCA/UNICAMP)
Sílvio Hiroshi Nakao (PPGCC-FEARP/USP - Universidade de São Paulo)
Henrique Formigoni (PPG-CFE/Universidade Presbiteriana Mackenzie)

Muitos tópicos fundamentais em contabilidade cruzam com a função dos impostos corporativos. Por exemplo, os preços de transferência, que as empresas usam para fins de avaliação de desempenho, podem ter um efeito significativo sobre os impostos sobre a renda das empresas. Enquanto alguns estudos examinam a interseção do imposto de renda contábil e corporativo, mas os tópicos são costumeiramente pesquisados isoladamente. Acreditamos que nosso entendimento de questões tributárias contábeis e corporativas pode ser significativamente aprimorado por meio de esforços para considerá-los em conjunto, já que se relacionam a uma variedade de questões.

Nosso objetivo é atrair uma pesquisa rigorosa e inovadora que amplie nosso conhecimento sobre a interface entre a tributação e a gestão. Estamos particularmente interessados em pesquisas que ampliem nossa compreensão das práticas gerenciais existentes, distorções criadas pelas normas fiscais existentes ou que prescrevam mudanças na prática de tributação gerencial e / ou corporativa.

A pesquisa na área tributária evoluiu nas últimas décadas, mas ainda há muito a se desenvolver, especialmente no Brasil, um dos piores países do mundo em relação ao pagamento de impostos. Assim, avaliar como os impostos afetam as decisões corporativas também contribui para as discussões no campo das políticas públicas.

Exemplos de estudos na área tributária incluem, mas não estão limitados a: 1. Pesquisa empírica em tributos e contabilidade 2. Influência do processo tributário em práticas de contabilidade financeira; 3. Fraude contábil e fiscal 4. Fatores determinantes do comportamento do contribuinte 5. Impacto dos arranjos fiscais sobre o valor da firma 6. Relação entre práticas de planejamento tributário e mecanismos de governança corporativa 7. Políticas públicas de benefícios fiscais.


Palavras-chave: administração tributária ; agressividade tributária ; evasão fiscal ; compliance tributário ; tributação
Líderes:
Cristian Baú Dal Magro (Ciências Contábeis e Administração/Unochapecó - Universidade Comunitária da Região de Chapecó)
Edilson Paulo (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Prog PosGrad em Controladoria e Contabilidade/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
José Elias Feres de Almeida (PPGCON - Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Roberto Carlos Klann (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/FURB - Universidade Regional de Blumenau)

A Contabilidade tem como um de seus principais objetivos prestar informações úteis sobre as entidades aos seus diversos usuários, visto que parte é direcionada ao público externo. Com o crescimento da dimensão e da complexidade das atividades empresariais, as necessidades de informações por parte dos administradores e dos demais usuários da Contabilidade tornam-se cada vez mais distintas; no qual esses últimos precisam de uma crescente demanda de informações contábeis para que possam julgar o desempenho do administrador e da empresa, bem como para monitorar a elaboração e execução dos contratos.
O conceito de qualidade de informação contábil torna-se complexo e depende do objetivo do seu usuário, por isso, tem- se tornado um dos principais temas de discussão pelo meio acadêmico e profissional. O conceito do que seria ?qualidade da informação contábil? está relacionado ao consenso dos seus usuários, observando as características institucionais e organizacionais do mercado, levando-se em consideração os aspectos econômicos, sociais, culturais, geográficos e, inclusive, temporais.
O tema Qualidade da Informação Contábil - QIC (Earnings Quality - EQ) contempla vários tópicos, tais como (mas, não se limitando a estes):
a. persistência,
b. conservadorismo,
c. gerenciamento de resultados contábeis,
d. value relevance,
e. transparência e disclosure,
f. modelos analíticos e empíricos de qualidade da informação contábil,
g. fatores determinantes e consequências da informação contábil.

Palavras-chave: persistência ; conservadorismo ; gerenciamento de resultados contábeis ; value relevance ; disclosure
Líderes:
Silvia Pereira de Castro Casa Nova (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab – PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Mestrado em Ciências Contábeis/UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
Fernanda Filgueiras Sauerbronn (PPGCC/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - PPGCON/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Adriana Rodrigues Silva (Ciências Contábeis/UFPA - Universidade Federal do Pará)
Mary Vera Colina (Contaduría/Universidad Nacional de Colombia)
David Bernard Carter (Contabilidade/University of Canberra - Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab – PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo)

O tema Estudos Críticos e Interpretativos em Contabilidade tem como objetivo lançar um olhar mais amplo sobre a contabilidade em seu contexto social e político, abrangendo perspectivas históricas e visões utópicas da contabilidade voltadas para o futuro, com foco especial no Brasil e na América Latina. Não apenas a história e os contextos político e social, mas também a cultura e o poder dentro/ao redor das organizações têm sido pouco explorados na literatura contábil, embora uma justificativa razoável reconheça que eles devem ser fatores influentes na moldagem, na interpretação e na construção dos fenômenos contábeis.
Os pontos de vista críticos na literatura contábil internacional são bastante plurais e diversificados. Eles buscam desafiar a sabedoria convencional sobre práticas financeiras e não financeiras e criar espaços para vozes alternativas e contribuições para políticas públicas. Portanto, o tema propõe abraçar pesquisas que percebam a contabilidade como um mecanismo, um discurso, uma estrutura ou uma prática que contribui para o avanço do neoliberalismo e que sustenta novas formas de dominação ou violência neocolonial invisíveis que estejam à margem.
A interdisciplinaridade é um aspecto fundamental para tornar transparente o papel da contabilidade na redução do bem-estar social e no aprofundamento das desigualdades sociais. Portanto, é necessário lidar com formas alternativas em que contabilidade e accountability podem potencialmente levar ao aumento do bem-estar social, ao mesmo tempo que desafiam os modelos econômicos e de desenvolvimento tradicionais.
Assim, o tema proposto convida pesquisadores à submeterem estudos contemporâneos que estejam relacionados a contabilidade gerencial, auditoria, mercados financeiros, frameworks de contabilidade, regulações, governança e responsabilidade pública, ensino, educação e pesquisa contábil, sob uma perspectiva interpretativa e crítica. Em particular, o tema oportuniza uma interface entre desenvolvimentos em estudos críticos e interpretativos de gestão, possibilidades de novas práticas, conhecimentos e formas de accountability. As contribuições são bem-vindas a partir de uma variedade de tradições teóricas, epistemológicas e filosóficas relacionadas a paradigmas críticos e interpretativos, com base em metodologias e abordagens qualitativas de pesquisa. Acadêmicos e pesquisadores em início de carreira são também bem-vindos tanto como apresentadores, quanto participantes.
Contribuições relevantes incluiriam (indicativo):
1. Formas de contabilidade emancipatórias, utópicas e visionárias;
2. Práticas de contabilidade e accountability relacionadas à corrida armamentista, imigração, direitos humanos e etnia;
3. Gênero, transgênero e feminismo em contabilidade;
4. Desafios a iniciativas de governo aberto, acesso à informação e transparência por meio de counter accounting;
5. Limites da contabilidade do setor público e das relações público-privadas em tempos neoliberais;
6. Crime financeiro, corrupção, denúncia de irregularidades e evasão fiscal;
7. Desafios à regulação e padronização contábil;
8. Ética, cultura, controle, poder ou subjugação do trabalho e do emprego em contabilidade gerencial;
9. Contadores como profissionais especialistas no contexto do capitalismo financeiro;
10. Educação contábil crítica em uma era de universidades empreendedoras e baseadas em performance;
11. Abordagens críticas de contabilidade ambiental, ecológica e de capital natural;
12. Perspectivas pós-coloniais e vozes subalternas em contabilidade;
13. História crítica e interpretativa para a compreensão do papel da contabilidade e do profissional da contabilidade.

Palavras-chave: epistemologias críticas e interpretativas ; perspectivas alternativas em contabilidade ; métodos qualitativos
Líderes:
José Alonso Borba (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico – PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
amaury jose rezende (PPGCC/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Monique Cristiane de Oliveira (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico – PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Marke Geisy da Silva Dantas (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Renan Barabanov de Assis (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab – PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo - GpG/FIPECAFI)

Entidades esportivas, outrora analisadas apenas como um fenômeno sociocultural, atualmente também são estudadas a partir do viés econômico-financeiro (Zambom-Ferraresi, García-Cebrián, Lera-López, & Iráizoz, 2017). Como consequência, o uso dos demonstrativos contábeis se torna objeto de análise tanto na academia como no mercado. Justificam-se estudos a este respeito, em função da sua importância para diversos interessados, como gestores, credores, investidores, governo e torcedores.
A literatura relacionada aponta uma particularidade importante, quando da avaliação do desempenho destas organizações. É necessário examinar a partir de duas perspectivas: resultados dentro de campo e sucesso econômico-financeiro (Guzmán, 2006). Portanto, os objetivos são orientados para que se alcance tanto a maximização dos lucros como o sucesso esportivo (Sloane, 2015; Terrien, Scelles, Morrow, Maltese, & Durand, 2017).
Szymanski (2017) argumenta que o desempenho esportivo é medido semanalmente. Os resultados são mensurados com acurácia, tendo em vista que somente três resultados são possíveis (vitória, empate ou derrota). De acordo com este desempenho, a gestão dos recursos financeiros é realizada. A conquista de vitórias e, consequentemente títulos, tende a impactar positivamente os resultados financeiros. Por outro lado, derrotas em sequência podem, em último caso, decretar a falência de um clube.
Sob outro aspecto da gestão dos clubes, há um cenário ainda comum nas entidades esportivas, o de má gestão, crises financeiras e escândalos de corrupção, acompanhados da ausência de transparência da informação sobre a gestão das equipes e sua consequente avaliação. Neste sentido, a Governança e suas boas práticas pode auxiliar na minimização deste cenário e contribuir para o processo de profissionalização da gestão e a reorganização financeira e administrativa das equipes (Marques & Costa, 2016).
Assim, as áreas de interesse deste tema abrangem, mas não se limitam, aos seguintes assuntos:
• Finanças em entidades esportivas;
• Governança em entidades esportivas;
• Transparência em entidades esportivas;
• Gestão em entidades esportivas;
• A relação entre os desempenhos financeiro e esportivo em entidades esportivas


Palavras-chave: Gestão esportiva ; Governança ; Transparência ; Desempenho financeiro ; Desempenho esportivo
Líderes:
DIANA VAZ DE LIMA (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Blenio Cezar Severo Peixe (Programa de Pós-Graduação em Contabilidade /UFPR/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Claudia Ferreira da Cruz (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis – PPGCC/UFRJ/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Lidiane Nazaré da Silva Dias (PPGEA/UFPA - Universidade Federal do Pará)
DIMAS BARRETO DE QUEIROZ (Pós-Graduação em Ciências Contábeis/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)

Desde o advento do New Public Management (NPM), pesquisas e discussões sobre como ocorrem as alterações nas instituições, processos, sistemas, políticas e organizações geraram insights úteis sobre os caminhos para melhorar a governança (Rodhes, 1996; Lynn et al, 2000; Almqvist et al, 2013; Fukuyama, 2013; Capano, 2014; Frederickson et al 2015; Grindle, 2017; Tonelli et al, 2017). Da perspectiva local, um desafio que se apresenta é sobre quem governa a governança e como podem ser atribuídas responsabilidades entre os atores envolvidos e questões significativas em termos de prestação de contas (Casula, 2017), revelando a importância da accountability também nesse processo. Na visão de Lynn Jr, Heinrich e Hill (2000), entre as questões que motivam o estudo sistemático da governança pública no campo de públicas estão: (i) Como mais entidades administrativas podem ser executadas da melhor forma possível?” (ii) Como os regimes, agências, programas e atividades do setor público podem ser organizados e gerenciados para alcançar objetivos públicos? (iii) como o Governo pode melhorar continuamente o desempenho de modo a ganhar o respeito dos cidadãos que pagam e cujas vidas são afetadas por seus programas e atividades regulatórias?
Desafios como esses são diariamente enfrentados pelos gestores públicos brasileiros, especialmente quando se trata de gestores de entes subnacionais (Silva Corralo, 2015). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, os Municípios brasileiros tiveram a sua autonomia e seu protagonismo reconhecidos, mas, apesar desse avanço institucional, a descentralização do poder para a esfera municipal não considerou previamente as desigualdades do território brasileiro e criou diferentes “Brasis”. Essa diversidade acabou por limitar e comprometer as condições para o exercício das competências municipais compartilhadas com as demais esferas e aprofundou as disparidades locais e regionais do país.
Na prática, o que se observa é que na maior parte do território brasileiro o aumento da responsabilidade atribuída aos Municípios pela Constituição de 1988 não veio acompanhado de uma estrutura administrativo-financeira adequada para gerir e monitorar as novas ações a serem implementadas, e, dessa forma, alcançar as metas esperadas tem se tornado um desafio para os gestores municipais. Além da escassez das fontes de financiamento e da demanda de recursos cada vez maior para atender as políticas sociais, como saúde, educação e assistência social, o que fragiliza a economia municipal, a incapacidade de os sistemas administrativos agirem efetiva e decisivamente para resolver problemas públicos faz com que os Municípios não consigam alcançar as condições necessárias para se desenvolver. É nesse ambiente que surge a discussão de políticas públicas de governança e accountability, materializadas sob a forma de mecanismos de liderança, resiliência, estratégia e controle para avaliar, direcionar e monitorar a gestão pública municipal, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade. A seção temática convida contribuições que explorem diferentes aspectos da governança e da accountability na perspectiva dos Governos locais. Todas as abordagens teóricas e metodológicas são bem-vindas.


Palavras-chave: Accountability ; Governança Pública ; Governos Locais ; Municípios ; Setor Público
Líderes:
MARCIA ATHAYDE MOREIRA (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia - NÃO/UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ)
Paschoal Tadeu Russo (Programa de Mestrado Profissional em Controladoria e Finanças/Faculdade FIPECAFI)

Concentra-se no uso das informações contábeis para o auxílio à tomada de decisão, inerente aos processos de planejamento, execução, avaliação e controle das entidades públicas e privadas. Envolve a mensuração e a avaliação do desempenho; a gestão estratégica de custos; o controle gerencial e o uso de artefatos da contabilidade gerencial; controles internos para minimização de riscos de gestão; planos de incentivos; contabilidade interorganizacional e aplicada à cadeia de valor; controladoria e sistemas de apoio à decisão; tecnologia da informação e comunicação aplicada ao controle gerencial e outros temas interdisciplinares da contabilidade de gestão.

Palavras-chave: Controladoria ; Contabilidade Gerencial ; Sistemas de Controle Gerencial ; Apoio à Decisão: ; Desempenho Organizacional
Líderes:
CLEA BEATRIZ MACAGNAN (Prog de Pós-Grad em Ciências Cont/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGCCont/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
CRISTIANE BENETTI (Mestrado/ICN Business School - Conselho/FECAP - Centro Universitário FECAP)


Estudos relacionados a governança de organizações, como mecanismo de mitigação de risco sob uma perspectiva de contabilidade financeira, tais como: auditoria (interna e/ou externa), compliance, conselho fiscal, remuneração de executivos, disclosure e accountability.









































Palavras-chave: Governança ; risco ; conformidade ; auditoria ; disclosure
Líderes:
Aldo Leonardo Cunha Callado (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)
RAIMUNDO NONATO RODRIGUES (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

Estudos que abordam as aplicações da contabilidade para a sustentabilidade. Inclui, mas não está limitado a: Ética e Responsabilidade social. Reconhecimento e Mensuração de ações sociais, ambientais e culturais. Evidenciação (relatório ambiental, relato integrado e relatório socioambiental). Políticas Públicas (tributação verde, instrumentos regulatórios, certificações, internalização da precificação de carbono). Controladoria Socioambiental (custos ambientais, gestão ambiental, ferramentas para gestão sustentável, avaliação de impacto ambiental, indicadores socioambientais). Auditoria e assurance de relatório de sustentabilidade. Implicações dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para a formação do profissional de contabilidade. Parcerias Empresas – ONGs.
Palavras chave: Sustentabilidade; contabilidade social e ambiental; gestão sustentável; parcerias com ONGs.










































Palavras-chave: sustentabilidade ; contabilidade social e ambiental ; gestão sustentável ; parcerias com ONGs
Líderes:
Marcelo Alvaro da Silva Macedo (PPGCC/UFRJ/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - PPGCon/UFES/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Edilene Santana Santos (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Graduação em Ciências Contábeis/UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo)

Abrange pesquisas relacionadas ao processo de reconhecimento e mensuração contábil, bem como a elaboração e divulgação de relatórios financeiros destinados à usuários externos (tais como credores, investidores e reguladores). Inclui, mas não está limitado a: avaliação e mensuração dos ativos e passivos; receitas, ganhos, despesas e perdas; modelos de credit scoring baseados em variáveis contábeis; consequências econômicas da evidenciação; estudos de value relevance; derivativos; gerenciamento de resultados; impactos da regulação, incluindo aqueles da migração de padrão local para o International Financial Reporting Standards (IFRS) e informação contábil das empresas cross-listed.














Palavras-chave: Usuários externos ; relatórios financeiros ; regulação contábil ; mensuração ; mercado de capitais
Líderes:
Rodrigo de Souza Gonçalves (PPGCont - Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis/UnB - Universidade de Brasília)
Paulo Roberto da Cunha (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/FURB - Universidade Regional de Blumenau - Graduação em Ciências Contábeis/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)

Fraudes, investigação e perícia contábil
Estudos relacionados à investigação e perícia contábil, especialmente em casos de fraudes e corrupção. Inclui, mas não está limitado a: fraudes em contabilidade e assuntos fiscais; relatórios financeiros fraudulentos; corrupção e contabilidade; perícia contábil e fiscal e suas aplicações no suporte a litígios; técnicas de investigação contábil; psicologia e criminologia da fraude; sistemas inteligentes e/ou de inteligência artificial, data analytics, red flags, dentre outros para investigação e prevenção de fraudes





Palavras-chave: fraudes ; corrupção ; perícia contábil
Líderes:
Alexandre de Pádua Carrieri (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Elisa Yoshie Ichikawa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Luciano Mendes (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc Sup de Agricultura “Luiz de Queiroz” - PPGA/ESALQ/USP - Universidade de São Paulo - Ecologia Aplicada/USP - Universidade de São Paulo)

O presente grupo de trabalho objetiva fomentar, visibilizar e articular pesquisas sobre práticas organizativas que rompem, desestabilizam ou abrem brechas e fissuras às lógicas de trabalho neoliberal, principalmente aquelas referentes ao universo do que é dito “popular”: negócios, comércio, artes, festas, economias informais, coisas do povo invisibilizadas que, de alguma forma, resistem ao sistema mundo globalizado.

Propomos fomentar a reflexão sobre os processos de produção e de organização de diferentes espaços, saberes e poderes: a casa, a rua, a cidade, grupos, organizações populares. O olhar se volta para os outros modos de existir e organizar que frequentemente são ignorados ou ativamente invisibilizados dentro de um mainstream da administração e que constituem múltiplas possiblidades de romper com pensamentos e práticas totalizantes na área.

Em um momento em que dispositivos e maquinários do poder buscam controlar e dar uma forma única à vida em meio a um capitalismo global, a resistência se intensifica justamente sobre a vida, na sobrevivência e criação de outros modos de ser e organizar que escapam, escorregam e invertem os jogos dados (FOUCAULT, 2017; LAZZARATO, 2014). Neste cenário, como indicado por Pelbart (2000, 2003, 2016), mapear outros modos de existir torna-se um projeto relevante, destacando multiplicidades que não permitem serem englobadas pelos maquinários totalizantes do poder. Na área de Estudos Organizacionais, outros modos de organizar que constantemente sobrevivem e se recriam num cotidiano formam um reservatório de saberes menores e potencialidades de superação de seu status quo.

Embasados por construções teóricas múltiplas, elaboradas por autores como Benjamin, Foucault, Deleuze, Guattari, De Certeau, Lazaratto, Negri, Didi-Huberman, Pelbart, entre outros, ressaltamos os conceitos de experiência, heterotopias, resistência, popular e fazer cotidiano para visibilizar práticas populares de resistência histórica (DIDI-HUBERMAN, 2011) que possibilitam modos de existência (PELBART, 2016) dissonantes aos modelos de negócio segundo o mainstream administrativo, baseados no trinômio avaliação, planejamento e controle.

Desse modo, propomos contribuir para uma possível “fenomenologia da dispersão anárquica do poder” (FOUCAULT, 1998, p. 48). Por meio de experiências de gestão menores, locais, cotidianas, populares, mesmo que específicas e singulares, por vezes também provisórias, pretendemos encontrar, mapear e partilhar pistas, desvios, caminhos de fuga e ampliar as possibilidades de fazer, saber e poder de nosso espaço e tempo organizacional, ampliar a potência de contestação e criação (BENJAMIN, 1984), que inauguram o novo diante das lógicas e dispositivos de poder inerentes ao neoliberalismo individualizante


Palavras-chave: Modos de resistência; ; Modos de existência; ; Relações de Poder ; Práticas organizativas ; Cotidiano
Líderes:
Angelo Brigato Esther (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acad em Admin/PPGA/FACC/CMAA/UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora)
Manolita Correia Lima (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Ivor Prolo (PPG-EC/UNEMAT - Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Fernanda Geremias Leal (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – PPGA/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina - Secretaria de Relações Internacionais/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Virgílio Cézar da Silva e Oliveira (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acad em Admin/PPGA/FACC/CMAA/UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora)

Desde sua gênese, as universidades estão submetidas a processos de transformação. O esforço de justificar a sua relevância tem requerido capacidade de se reinventar, preservando as responsabilidades originais e assumindo novos e exigentes desafios. Contudo, a historiografia da universidade permite afirmar que suas transformações nunca foram capazes de satisfazer plenamente às expectativas da sociedade. Frente à centralidade de uma instituição cujas responsabilidades ultrapassam o ensino, a pesquisa e a extensão, pretende-se formar um grupo de estudo desafiado a refletir sobre a universidade, sem desconsiderar a influência exercida pela sociedade (que abarca o mercado) e pelo Estado. Alguns questionamentos vislumbrados nesse sentido são: Em que termos é possível definir uma instituição com tamanha variação de contornos? Quais são os desafios que enfrenta? O que é possível aprender com as arquiteturas universitárias criadas a partir do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais Brasileiras (REUNI)? Quais os novos arranjos institucionais e estratégicos da universidade para enfrentar questões vitais do mundo contemporâneo? Quais são as disfuncionalidades e as zonas de obsolescência da universidade quando se considera a função e o destino do conhecimento; a reorganização e interdisciplinaridade de saberes; a relação entre conhecimento, ciência e técnica, sem desconsiderar a dimensão ética; a relação entre educação, formação cidadã e a democratização do acesso e permanência na universidade? O que entender por autonomia universitária e liberdade acadêmica? Qual é a contribuição de uma universidade submetida a imposições externas? Diante das limitações orçamentárias, como alcançar ‘padrões internacionais’ no que se refere à produção e à difusão de conhecimento? Todas as universidades deveriam perseguir o ideal da internacionalização, de qual internacionalização e com quais finalidades? Qual é a relação entre o modelo hegemônico de internacionalização e as geopolíticas desiguais de conhecimento? Quais são as consequências do acirramento da competição entre as universidades, seja por estudantes, professores produtivos, redes de relacionamento, recursos financeiros? Quais são os mecanismos geradores de recursos financeiros? Como proteger a universidade de mercantilismos, assistencialismos, partidarismos, fanatismos e corporativismos? A gestão universitária contemporânea é compatível com as transformações vivenciadas pela universidade? Como preservar a educação superior como direito humano universal, reconhecida como necessidade social e dever do Estado frente a crise financeira, a ascensão de governos neoliberais e a decadência da universidade republicana? Quais são as responsabilidades da universidade frente ao processo de inclusão social/redução das desigualdades? Quais são os limites éticos e políticos da universidade como a conhecemos? Quais são os desafios práticos e epistemológicos implicados na exploração de futuros alternativos para a universidade? Afinal, que universidade queremos? Para quê? Para quem? Com que finalidades? O foco dessa temática se concentra em produções acadêmicas que considerem a universidade como uma instituição em constante transformação, para entender os novos rumos estratégicos para a rede de universidades públicas em tempos de crise econômica. Neste sentido, prioriza-se estudos sobre o sistema público, projetos universitários arrojados, socialmente relevantes, leituras problematizadas, suportadas por abordagens teórico-metodológica críticas e propositivas e que contribua para o contexto estratégico institucional do ensino, da pesquisa e da extensão.

Palavras-chave: Universidade Pública e Contemporânea ; Universidade Não-Hegemônica ; Políticas Ensino Superior ; Educação Superior ; Internacionalização do Ensino Superior
Líderes:
Sandra Regina da Rocha Pinto (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Andr?a Cherman (Technological Entrepreneurship & Management, Ira A Fulton Schools of Engineering/Arizona State University (ASU), Estados Unidos. )
Maria Isabel Peixoto Guimar?es (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Leandro Schoemer Jardim (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

Consideradas como estáveis e inflexíveis, as Rotinas Organizacionais (RO) passaram a ser vislumbradas como fontes e locus tanto da estabilidade quanto da mudança organizacional. A lente da Prática/Processual consubstancia essa perspectiva, consolidando e configurando o campo de estudo da Dinâmica das Rotinas Organizacionais. Nessa perspectiva, estimulam-se estudos que contribuam para a abertura da “caixa da preta” das RO, abordando seus microfundamentos e aspectos constituintes e influenciadores. Além disso, parte-se do pressuposto de que a mudança não é um acontecimento, mas a condição elementar das rotinas. O foco sai das entidades para descrever os processos como elementos constituintes ou (re)produtores da realidade. Esse movimento recente traz para o debate de aprendizagem e rotinas uma renovada ênfase na temporalidade e na ação. Essa perspectiva permite endereçar os modos pelos quais a Aprendizagem Organizacional também se traduz e se constitui no lócus das Rotinas Organizacionais. Dessa forma, Prática e Aprendizagem se configuram e se constituem, recursivamente. Estudos baseados nessa perspectiva podem contribuir para o campo que relaciona Aprendizagem Organizacional e Rotinas Organizacionais. Miner, Ciuchta e Gong (2008) apresentam quatro formas de abordar a relação entre AO e RO: (1) rotinas como repositório da memória organizacional - essa abordagem está relacionada à perspectiva das capacidades dinâmicas, não considera as dinâmicas internas das rotinas, e entende a aprendizagem a partir da epistemologia da posse, onde o conhecimento é ”uma coisa”, um recurso - as rotinas, então, são vistas como repositório desse conhecimento, da experiência organizacional e representam códigos para ação; (2) organizações aprendem por meio de mudanças no mix de rotinas estáveis - essa abordagem presume que as organizações, a partir de um mix original de rotinas, que são modificadas devido à experiência, passam por um ciclo de aprendizagem organizacional que se dá pela criação da variação das rotinas, pela seleção, entre essas rotinas, de quais serão executadas no futuro, e pela retenção do novo mix de rotinas; (3) organizações aprendem pela transformação das rotinas - essa abordagem relaciona-se à perspectiva da Prática, e entende que a aprendizagem acontece pela transformação ou variação das rotinas, que decorre de suas dinâmicas internas; e (4) rotinas para aprendizagem - essa abordagem parte do pressuposto de que algumas rotinas podem incorporar um processo de aprendizagem e desempenhar um papel de geradoras de mudanças sistemáticas no comportamento ou no conhecimento da organização. Assim, encorajam-se questões tais como:
1. Como as rotinas são criadas, mantidas e modificadas?
2. Que mecanismos facilitam a organização/geração do conhecimento organizacional e qual o papel dos artefatos nesse contexto?
3. Que fatores facilitam o desenvolvimento da atenção plena para o awareness acerca da emergência de novas práticas?
5.As rotinas, enquanto locais de Aprendizagem, favorecem a emergência de Competências Coletivas?
6. Como a temporalidade e o caráter de mudança contínua afetam a reconstituição e aprendizagem das rotinas organizacionais?
7. De que modo a ação situada se configura nas rotinas e na aprendizagem organizacional um processo de (re)produção contínua, ao longo do tempo e do espaço?


Palavras-chave: Rotinas Organizacionais ; Aprendizagem Organizacional ; Aspectos Ostensivos e Performativos ; Artefatos Sociomateriais ; Recursividade
Líderes:
Juliana Cristina Teixeira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá - DADM/CCJE/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Josiane Silva de Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Ana Paula Rodrigues Diniz (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Mariana Mazzini Marcondes (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Prog de Pós-Grad em Gestão Pública/Centro de Ciências Sociais Aplicadas – PPGP/CCSA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Este tema visa discutir as desigualdades sociais produzidas no mundo do trabalho e nas organizações, considerando principalmente os eixos de raça e etnia, gênero, sexualidade e classe social. Nesse processo, privilegiamos estudos que partam de uma perspectiva interseccional, considerando não só como as diferenças constituem-se em desigualdades sociais, mas também como essas se articulam no trabalho e nas organizações, gerando mecanismos de exclusão e discriminação específicos. Tais discussões têm ganhado destaque acadêmico e político, dada a crescente preocupação com a construção de um ambiente de trabalho, de gestão e de organizações mais democráticas e inclusivas. Ressaltamos, assim, o interesse por pesquisas que evidenciem as relações e dinâmicas de poder, enfatizando a dimensão política de tais diferenças em termos ideológicos, sócio-históricos e culturais. A visão de trabalho adotada parte de uma perspectiva ampla, incluindo discussões relacionadas ao mundo do trabalho produtivo e reprodutivo, às organizações, à gestão e à administração pública e privada. No mesmo sentido, a concepção de organização selecionada é abrangente, incluindo organizações públicas e privadas, não governamentais, associações, organizações de movimentos sociais, entre outras múltiplas dimensões organizativas da vida social. Convidamos estudos que abordem como as desigualdades sociais têm sido construídas e reproduzidas no trabalho, preferencialmente de modo articulado, enfocando tanto grupos historicamente constituídos como subalternos (p.ex. mulheres, negrxs, indígenas, LGBT, pessoas com deficiência, etc.), quanto aqueles que ocupam lugares de privilégio (p.ex. masculinidades, branquidades, etc.). Esse debate inclui análises sobre as desigualdades no mercado de trabalho em nível nacional e/ou internacional; sobre a atuação estatal, de movimentos sociais e de organismos intergovernamentais na denúncia ou combate às discriminações e exclusões; e sobre experiências organizacionais, em casos únicos ou comparados sobre os modos como as diferenças e desigualdades são vividas no trabalho, assim como sobre práticas de gestão direcionadas ao enfrentamento de tal cenário. Inclui, ainda, estudos sobre a divisão social, sexual e racial do trabalho, considerando a relação entre trabalhos produtivo e reprodutivo e enfocando temas como cuidado profissional e não profissional, cuidado de públicos específicos, care, políticas de articulação trabalho e família, entre outros. Alinhado a esse debate, convidamos também discussões sobre políticas públicas orientadas para grupos discriminados ou para a promoção da igualdade social. Destacamos, por fim, o interesse por trabalhos com foco em perspectivas epistemológicas, teóricas e metodológicas para estudos sobre os temas, além de incursões sobre novas agendas de pesquisa ou sobre outros eixos marcadores de diferenças não explicitados nesta proposta.

Palavras-chave: Diferenças ; Desigualdades ; Interseccionalidade ; Organizações ; Trabalho
Líderes:
Ana Sílvia Rocha Ipiranga (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UECE - Universidade Estadual do Ceará)
Luiz Alex Silva Saraiva (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Rajiv Maher (Copenhagen Business School (CBS), Dinamarca./Copenhagen Business School (CBS), Dinamarca.)

As cidades têm se apresentado de modo cada vez mais profícuo no campo dos Estudos Organizacionais, ampliando a sólida produção acadêmica sobre o espaço urbano, já presente nos campos da Arquitetura e Urbanismo, da Geografia, da Sociologia Urbana, da Antropologia Urbana e, mais recentemente, no da Administração Pública. Neste último campo, são grandes as preocupações em torno da gestão da cidade em termos de governança, regulamentações, participação popular, organização de espaços coletivos etc. Todavia, enquanto uma junção de estruturas físicas espaciais, regras e direitos, atores, redes e saberes, culturas e diferenças, design e tecnologias, a cidade tem se constituído uma pauta crescentemente importante por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, entre as quais, os Estudos Organizacionais. No âmbito desta proposta, e dando continuidade ao exitoso tema de interesse anterior, destacaremos três aspectos associados à relação entre Cidade e Estudos Organizacionais: a perspectiva histórica, que confere à cidade um referencial específico situado nos meandros da reflexão sobre o tempo e na construção de espaços urbanos de história e memória; a perspectiva criativa e econômica, na qual se destaca a gestão como um aspecto central; e a perspectiva das margens que abriga múltiplos feixes associados a saberes e existências produzidos perifericamente, e “à margem” do que é tido como hegemônico e, portanto, visível.

Convidamos pesquisadores a apresentarem artigos empíricos e ou teóricos - conceituais para este grupo temático a partir de diferentes posicionamentos epistemológicos e metodológicos que tenham como eixos as Cidades e os Estudos Organizacionais, principalmente no que se refere às interfaces entre História, Gestão, Dinâmica e Margens. Os trabalhos enviados poderão ser norteados, mas não se limitam, pelos seguintes temas e tópicos:

- Cidades, História, Memória e Patrimônio urbano.
- Cidade e suas interfaces com a Gestão e com a Economia Criativa.
- Dinâmicas Socio-Urbanas: Experiências, Sociabilidades, Direito, Mobilidades e Territorialidades.
- Práticas de Espaço Urbano: Atores, Corpos, Cultura, Estética e Organização.
- Margens e Periferias na/da Cidade: Corpos, Existência, Resistências, Saberes, Culturas e Dinâmicas não Hegemônicas.
- Facetas do Urbano sob a Ótica Organizacional: Cidades Globais, Cidades Mortas, Cidades Dormitórios, Cidades Ameaça, Cidades Jardim, Cidades Cansadas.




Palavras-chave: Cidades ; História ; Gestão ; Economia Criativa ; Organização, Prática e Dinâmicas Sociais
Líderes:
Francis Kanashiro Meneghetti (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Marcelo Almeida de Carvalho Silva (PPGCC/UFRJ - Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Valdir Machado Valadão Júnior (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

O interesse pelas práticas obscuras das organizações não pode ser considerado novidade. Há quase vinte anos, Vaughan (1999) em “The Dark Side of Organizations: mistake, misconduct, and disaster” já explicava que estudiosos se debruçavam sobre o tema, embora não o chamassem dessa forma. Desde então, é indiscutível o desenvolvimento que o tema passou nos últimos anos.
De maneira correlata, nos Estudos Organizacionais brasileiros as pesquisas dedicadas a analisar práticas obscuras das organizações tem encontrado espaço nos principais eventos da área como o Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais (CBEO) e vinculados a ANPAD.
Dentro desta perspectiva, as pesquisas sobre algumas formas de violência e os crimes cometidos pelas organizações ganham importância na medida que utilizam este espaço com estudos que apontam a recorrência de práticas organizacionais voltadas para a atividade criminosa (Medeiros, 2013; Borges, Medeiros, Biase & Valadão, 2015; Medeiros, Alcadipani & Oliveira, 2016), violência simbólica (Rosa & Brito, 2007; Bicalho & Paula, 2009), violência psicológica (Teixeira, Mesquita & Constanzi, 2018), violência moral (Siqueira, Carrieri, Lima & Andrade, 2008) ou que procuram teorizar a respeito do tema (Faria & Meneghetti, 2002; Bicalho, 2008; Meneghetti & Cicmanec, 2010). Sob uma ótica parcialmente diferente, a relação entre violência e organizações também tem sido objeto de análise para a compreensão de instituições constituídas para fins de violência e extermínio sejam elas formalizadas ou não (Meneghetti, 2011; Meneghetti, 2013; Meneghetti, 2017). Outros estudos enfatizam esta temática utilizando outras abordagens teóricas como pesquisas sobre assédio (Paixão et al, 2011; Rodrigues & Freitas, 2013) e Direitos Humanos (Costa & Silva, 2015).
Desta maneira, este eixo temático propõe a continuidade das pertinentes discussões que tratam da temática da violência em todas as suas formas e dos crimes praticados pelas organizações. Assim, são bem-vindos trabalhos que procurem avançar no conhecimento sobre estes fenômenos para além da existência destas práticas nas organizações.
Algumas possibilidades de pesquisa podem incluir, mas não se limitam a:
• Diferentes formas de violência e crimes nas organizações como:
-Corrupção, fraude, subornos e sabotagens
-Vigilância, espionagem e monitoramento de trabalhadores e sociedade
-Assédio, abuso do poder, coações, intimidações
-Acidente, adoecimento e suicídio decorrente do trabalho
-Violência política
-Assassinatos
-Trabalho escravo e similaridades
•Os níveis onde esses atos são cometidos, questionando se são cometidos por indivíduos ou empresas/organizações?
•De que forma o crime e a violência são gerenciados pelas organizações. Como a “eficiência burocrática/empresarial” pode ser utilizada nas práticas violentas e/ou criminosas?
•Identificar e analisar as práticas utilizadas pelas organizações para normalizar atividades violentas ou criminosas
•Diferentes tipos de organizações que atuam com base na violência/crime: exércitos, organizações criminosas, organizações totalitárias
•Aspectos teóricos a respeito da violência e crimes corporativos
•Relação entre diversos atores na constituição desses atos.
• Violação dos direitos humanos
Serão aceitos trabalhos empíricos ou teóricos que utilizem qualquer abordagem epistemológica ou metodológica.

Palavras-chave: Crime Corporativo ; Violência Organizacional ; Direitos Humanos e Organizações ; Assédio nas organizações
Líderes:
Janaynna de Moura Ferraz (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
CLAUDIO ROBERTO MARQUES GURGEL (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Diego Szlechter (Instituto de Industria/Universidad Nacional de General Sarmiento (UNGS), Argentina. )
Elcemir Pa?o Cunha (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acad em Admin/PPGA/FACC/CMAA/UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora)

O objetivo do tema é fomentar o debate sobre as alterações nas modalidades do processo de trabalho no modo de produção capitalista em seu atual estágio de desenvolvimento, considerando a heterogeneidade do trabalhador coletivo físico-cognitivo (produtivo, improdutivo e reprodutivo), a partir das diferentes vertentes e influências da crítica marxista.

Tal propositura se ancora nos desafios de superar as parcialidades das produções científicas apologéticas ao capital produzidas no campo da Administração a partir do próprio campo. Cientificamente, portanto, está posta a necessidade de ir além das aparências e apreender os nexos e contradições que marcam e que derivam dos diferentes processos de trabalho no modo de produção capitalista dos séculos XX e XXI, considerando tanto as economias centrais quanto as subordinadas.

Nesse sentido, o tema propõe uma discussão acerca do processo de trabalho e, por decorrência, do processo de valorização, nos diferentes setores da ampla produção social (produção e circulação) e em seus diversos desdobramentos contraditórios objetivos e subjetivos, o que inclui a deterioração das condições laborais, o desemprego, a consciência social, o avanço das forças produtivas como aplicação da ciência, inovações organizacionais e avanços técnicos, além de outras questões correlatas. Compreende-se nessa discussão os pontos de desenvolvimento desde a base tecnológica, passando pelo avanço dos meios de produção, pela introdução das plataformas digitais, pelos sistemas informatizados com aplicação de computação pesada (i.a., IoT, big data), pelas inovações organizacionais e funções gerenciais, pela financeirização, pelo papel do Estado, pela integração global de cadeias produtivas e outros elementos constituintes do processo de produção e reprodução da sociabilidade presente.

São acolhidos estudos de vertentes críticas que se aproximam e ensejam transformações qualitativas e quantitativas nas relações de produção e que se ancoram em investigações da administração, direito, economia, sociologia etc., possibilitando diferentes aportes metodológicos. Nesse sentido, o tema é aberto às correntes clássicas e contemporâneas da ortodoxia e da heterodoxia dos marxismos, bem como a pesquisas que se debruçam sobre as implicações sociais, ambientais e culturais das transformações presentes do processo de trabalho e do movimento do capital em suas diversas formas de transmutação.

A atualidade do tema é evocada não apenas por inúmeros pesquisadores que dedicam atenção aos mesmos elementos tangentes aos processos de trabalho, mas também em razão do fato de que o contexto de crise econômica e suas notórias consequências sociais e políticas acionam incontornavelmente a tradição crítica ao modo de produção capitalista, às organizações, às formas de trabalho e de administração que são dele constitutivas.

Palavras-chave: Processo de Trabalho ; Poder e Controle ; Modo de Produção Capitalista ; Forças Produtivas ; Condições Laborais
Líderes:
Fernanda Tarabal Lopes (Escola de Administração/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Denise Franca Barros (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
Sergio Eduardo de Pinho Velho Wanderley (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
Amon Narciso de Barros (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

Esse tema tem como objetivo principal abarcar um amplo leque de pesquisas que explorem e problematizem as relações políticas, econômicas e psicossociais que se estabelecem entre sujeitos, organizações e sociedades, a partir de uma perspectiva histórica. A chamada é aberta a trabalhos empíricos e teóricos que contemplem tais relações em qualquer espaço geográfico-temporal com diferentes abordagens teóricas e metodológicas que promovam a interdisciplinaridade com diversos campos para além da própria história.
Quanto às organizações, contamos com a ampliação desse conceito de forma que contemple movimentos sociais, de operários e comunitários, a gestão (extra)ordinária, memória e o cotidiano do trabalho nos pequenos e médios negócios, organizações familiares, educacionais, culturais, sem fins lucrativos, bem como movimentos sociais. Em suma, ampliando o conceito para além de empresa/firma, mas trazendo ao mesmo tempo reflexões sobre as especificidades de cada forma de organizar e/ou organização.
Neste sentido, são bem-vindos estudos que:
- Analisem como fontes e arquivos históricos contribuem para entender os fenômenos organizacionais e sua articulação com o social e o político;
- Estimulem debates sobre como a pesquisa histórica em administração e estudos organizacionais permite um engajamento com o passado que vá além do superficial ou do meramente descritivo;
- Discutam como as organizações instrumentalizam estrategicamente seu passado criando e gerindo seus acervos e arquivos documentais, construindo significados a partir de disputas entre memórias oficiais e memórias silenciadas;
- Sejam baseados em fontes diversas tais como arquivos públicos, arquivos privados e/ou empresariais, arquivos da Comissão Nacional da Verdade; jornais de época; filmes; documentários e fontes baseadas em história oral, de vida e/ou temática;
- Resgatem as relações entre políticas públicas de Educação, organizações de educação e disciplinas da Administração.
Nesse sentido, também são considerados nessa linha temática, textos que versem sobre o método biográfico em suas diversas abordagens históricas e psicossociais. Sobre esse ponto, destacamos nossa consideração à experiência e à importância da compreensão das representações dos sujeitos/narradores sobre a história, de maneira mais ampla, e em relação à sua própria história de vida. Trata-se aqui do registro de memórias individuais e coletivas, de experiências e trajetórias, resgatadas com o intuito da transformação e emancipação de coletividades, e da visibilidade à história e experiência de sujeitos, grupos, organizações e movimentos. Assim, são igualmente valiosas as contribuições que privilegiem a história de vida, a preocupação com a compreensão do sujeito e de seu mundo.
No que diz respeito à abordagem teórica, além de abordagens críticas tradicionais, esperamos o resgate de aportes teóricos do pensamento social brasileiro como Sergio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Celso Furtado e Guerreiro Ramos, entre outros. Textos que discutam conceitos-chave para a história ou a partir de um olhar histórico também serão bem recebidos. Consideramos igualmente contributivas as abordagens teóricas da Psicossociologia, dentre outras vertentes, que versem sobre biografias, história, história de vida e experiência.
Assim, convidamos autores para a submissão de trabalhos teóricos e empíricos que enfoquem com base em novas fontes e objetos, contribuições ontológicas, epistemológicas e/ou metodológicas da perspectiva histórica para a área de estudos organizacionais.

Palavras-chave: História das Organizações ; História de Vida ; Memória ; Virada Histórica
Líderes:
ARISTON AZEVEDO MENDES (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Marcio Gomes de Sá (Grupo de Estudos e Intervenções do Agreste (GEIA)/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

Pode-se admitir com tranquilidade que o ambiente acadêmico nacional já assimilou a necessidade da reflexão sobre a produção do conhecimento científico a respeito das organizações e da prática administrativa. Ou seja, epistemologia já não é uma palavra estranha ao nosso vocabulário acadêmico, estando inserida como disciplina específica ou como tópico particular de discussão dentro de outras disciplinas que compõem as grades curriculares dos Programas de Pós-Graduação em Administração. Epistemologia também é tema central de eventos científicos, como no caso do Colóquio Internacional de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração, e diversas vezes já recebeu, por parte de periódicos da área, edições inteiramente dedicadas à sua discussão. No âmbito da ANPAD, o Tema foi criado em 2009, na Divisão de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade (EPQ), e, em 2010, na Divisão de Estudos Organizacionais (EOR). Esses fatos evidenciam que falamos de um campo específico do saber consolidado em nosso meio, embora ele possa receber um conjunto diverso de denominação, como Epistemologias da Administração, Epistemologia em Administração, Epistemologia nos Estudos Organizacionais, Epistemologia e Estudos Organizacionais, Epistemologia da Pesquisa ou, simplesmente, Epistemologia. Enquanto “estudo metódico e reflexivo do saber, de sua organização, de sua formação, de seu desenvolvimento, de seu funcionamento e de seus produtos” (Japiassu, 1977, p. 16), a epistemologia é um lugar importantíssimo para o exame crítico de nossos próprio produzir ciências e saberes, auxiliando-nos, desta forma, na tomada de consciência crítica de nossa prática cotidiana. Merece, portanto, ser preservada no âmbito da ANPAD. A proposta é que o tema seja dedicado à epistemologia em suas várias denominações, particularidades e especificidades, mas vertidas preferencialmente para a reflexão sobre a produção de saberes e conhecimento científico dos fenômenos organizacionais e administrativos, ou daqueles que os contemple, de maneira que diálogos disciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares possam ser estabelecidos. Por isso o tema contempla contribuições de disciplinas como filosofia, história, antropologia, sociologia, semiótica, psicanálise, e de áreas como geopolítica do conhecimento. Ontologia e metodologia estarão incluídas, mas sob a condição de serem perspectivadas epistemologicamente, ou seja, elas importam ao tema enquanto objetos do pensamento sobre os quais procura-se construir princípios, argumentos, hipóteses, procedimentos, resultados, interpretações e práticas, todos analisados criticamente pelas diversas abordagens ou correntes epistemológicas.

Palavras-chave: Epistemologias em Estudos Organizacionais ; Ontologias em Estudos Organizacionais ; Teorias em Estudos Organizacionais
Líderes:
João Paulo Resende de Lima (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab – PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Gabriela Tavares dos Santos (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)
Elisabeth de Oliveira Vendramin (Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis - PPGCC/ESAN/UFMS/UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
Lisiane Closs (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) 9.394/96 indica que a preparação adequada para atuar como docente no Ensino Superior deve ser propiciada por programas de pós-graduação. Apesar de estar registrado na LDB, estudos nas mais diversas áreas de conhecimento demonstram falhas nesse processo. Em levantamento realizado em 2017 junto a 211 mestres e doutores egressos dos últimos 10 anos do Programa de Pós-Graduação em Administração da UFRGS, identificou-se que 87% deles atuavam como docentes e, apenas 4,7%, exclusivamente em pesquisa. No entanto, pouco se sabe sobre como ocorre a formação para a docência desses profissionais na academia. Isto ocorre porque há mais ações institucionalizadas para a formação de competências voltadas à pesquisa do que a docência. Na área de Administração discute-se a existência de uma semi-formação didático-pedagógica, sendo tal cenário semelhante no caso da Contabilidade. Os desdobramentos de tal cenário são diversos e são refletidos pelas baixas notas em exames padronizados como o Enade e o Exame de Suficiência do Conselho Federal de Contabilidade, insatisfação de estudantes em sala de aula, metodologias didáticas pouco inovadoras que não desenvolvem as soft skills necessárias para um profissional crítico e reflexivo. Além disso, há indícios de que os futuros professores estão sendo preparados para a simples repetição de conteúdos, sem que haja uma formação teórica e didática adequada que os prepare para: atuar em sala de aula, criando um ambiente que favoreça a aprendizagem e propicie suporte aos alunos; orientar pesquisas de estudantes; supervisionar estágios docentes; participar de bancas de avaliação de trabalhos científicos; ou atuar como revisores de periódicos, entre outros papéis que os professores e pesquisadores da área assumem no país. Ressalta-se ainda que tal cenário não é propício para o desenvolvimento de uma Identidade Profissional voltada para a docência, assim, o entendimento que os docentes possuem acerca de seu papel como docentes na área de negócios encontra-se fragmentado e superficial o que pode trazer como consequências uma possível saída da profissão, a falta de responsabilidade e comprometimento com a docência, além de uma prática pedagógica pouco adequada para a realidade atual. Dessa forma, o tema proposto visa disseminar novas reflexões no campo apresentado e incentivar a produção e o debate para contribuir para o desenvolvimento teórico e empírico desse campo científico de forma a aprimorá-lo. Entre os temas de interesse propostos como sugestão para integrar essa linha temática estão:

1. Fundamentos teóricos e epistemológicos da formação docente em Administração e Contabilidade.
2. Desafios e perspectivas para a formação do professor e do pesquisador no âmbito dos cursos stricto sensu em Administração e Contabilidade.
3. Profissionalidade e Desenvolvimento profissional docente na área de negócios.
4. A docência como profissão: perspectivas, fases e desafios.
5. Percepção docente sobre métodos de ensino e avaliação da aprendizagem.
6. Processo de orientação acadêmica.
7. Estágio Docência.
8. A formação do avaliador de trabalhos acadêmico-científicos.
9. Ética e formação docente.
10. Reflexividade e formação docente (relatos de experiências e reflexões que contribuam para gerar insights e ampliar discussões sobre a formação do professor e do pesquisador).

Palavras-chave: Formação Docente ; Formação do Pesquisador ; identidade Docente ; Profissionalidade Docente ; Identidade Acadêmica
Líderes:
Victor Manoel Cunha de Almeida (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Anete Alberton (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Flavia d\'Albergaria Freitas (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Gustavo Behling (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)

O caso para ensino é uma modalidade de trabalho que abrange um relato de uma situação vivenciada por um profissional, uma organização privada, pública ou do terceiro setor, ou ainda um projeto específico de natureza prática e/ou social, que apresenta um dilema a ser analisado no contexto do ensino de graduação ou pós-graduação. Desta forma, o método do caso subsidia o processo de tomada de decisão, oportunizando a maior integração entre a teoria e a prática. O principal objetivo é educacional e orientado para a aprendizagem e o desenvolvimento de competências específicas de uma disciplina (Alberton e Silva, 2018).

Entre os anos de 2007 e 2018, os eventos da ANPAD publicaram 277 casos para ensino. O quantitativo é significativo, uma vez que nos últimos quatro anos foram publicados 117 casos, o que equivale a 42,24% das publicações de casos dos últimos 10 anos, indicando uma perspectiva de crescimento pela modalidade. O número de revistas que publicam casos para ensino também teve um incremento significativo, e já são mais de 20 revistas que os publicam regularmente (Alberton e Silva, 2018).

Algumas características de um bom caso para ensino incluem a clareza do objetivo e do dilema, a sua contribuição para a área de conhecimento da Administração e o contexto em que foi desenvolvido, bem como a imparcialidade do autor na apresentação do caso, o fornecimento de informações detalhadas de incidentes ou diálogos abrangendo o contexto, os antecedentes, os agentes envolvidos e o dilema, além da qualidade das notas de ensino (Alberton e Silva, 2018).

O formato de um caso para ensino é bem específico. Trata-se de um documento único de 8 a 16 páginas, organizado em duas grandes seções - descrição (narrativa) do caso e notas de ensino.

As notas de ensino são fundamentais, pois objetivam orientar o professor na análise do caso no contexto educacional, seja na graduação ou na pós-graduação.

A análise do caso deve ser apresentada exclusivamente no corpo das notas de ensino, por meio de questões para discussão (discussion questions) que ofereçam “possíveis respostas” (quantitativas e/ou qualitativas) - apoiadas por referências à literatura - para cada uma das questões propostas. Em outras palavras, as notas de ensino não devem apresentar uma seção de revisão de literatura. As referências à literatura devem ser feitas durante a articulação das respostas às questões.

Além disso, a simples sugestão de um conjunto de questões para discussão não é condição suficiente para as notas de ensino. Cada questão proposta exige uma análise criteriosa apoiada pela literatura.

O posicionamento do caso para ensino é muito relevante. Os autores do caso devem indicar com clareza os objetivos didáticos do caso, o tema (fundamental issue), a disciplina (curso) e o nível do programa (graduação ou pós-graduação) em que o caso poderia ser aplicado. Em outras palavras, um caso que serve para tudo e para todos não será adotado por ninguém.

Palavras-chave: Casos para Ensino ; Método do Caso ; Aprendizagem Centrada no Participante ; Aprendizagem Baseada em Caso ; Aprendizagem Ativa
Líderes:
Janette Brunstein (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Priscila Borin de Oliveira Claro (Graduação/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Cláudio Senna Venzke (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – PPGA/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Lilian Caporlíngua Giesta-Cabral (PPGATS/UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido)

O debate sobre a aproximação entre educação, espiritualidade e sustentabilidade tem se dado em três instâncias, a institucional, a organizacional e a didática-pedagógica. No âmbito macro institucional assiste-se desde os anos 1970 a promulgação de Conferências, Cartas e Declarações de princípios estabelecidos por organismos internacionais e agências intergovernamentais como a ONU, que tem como propósito fomentar iniciativas educacionais orientadas à sustentabilidade. No Brasil, vale lembrar ainda que no final da década de 1990 a educação ambiental passou a fazer parte da legislação brasileira que regula o ensino superior (Lei 9795/1999), levando a incorporação da temática no currículo de Administração, Contabilidade e Turismo. Também a partir da década de 1990, começou o desenvolvimento do estudo da espiritualidade nas organizações, principalmente com suporte do grupo MSR (Management, Spirituality and Religion) no Academy of Management (EUA). O MSR explora como a espiritualidade pode influenciar a dinâmica organizacional e afetar os resultados da gestão, buscando entender melhor o significado do trabalho, o impacto da espiritualidade e da liderança espiritual no local de trabalho, o objetivo dos negócios e os elementos distintivos dos aspectos espirituais, ou mesmo religiosos, individuais.
Neste sentido, o tema aqui proposto dedica-se a uma melhor definição da relevância e do impacto da espiritualidade, da sustentabilidade e da aprendizagem transformadora no ensino de Administração, Contabilidade e Turismo, nas organizações e na sociedade como um todo. Esses movimentos tendem a impulsionar as universidades a se tornarem comprometidas com esses propósitos, o que desencadeia, no nível organizacional, uma série de iniciativas das instituições de ensino superior que vão se traduzir em projetos políticos pedagógicos, em mudanças curriculares, e em iniciativas que afetam a própria gestão do campus. Como consequência, do ponto de vista didático-pedagógico, experiências em sala de aula começam a ser disparadas, especialmente visando a promoção de uma aprendizagem transformadora. Isto é, uma experiência de aprendizado que seja capaz de desenvolver profissionais e cidadãos capazes de gerar impacto positivo. Neste contexto, o incentivo a pesquisas nesta área tem uma importância fundamental, especialmente quando nos referimos a contribuição das escolas de Administração, Contabilidade e Turismo neste processo.
O tema contempla, mas não se limita, aos seguintes tópicos:
- Abordagens teóricas do ensino da sustentabilidade na Administração, Contabilidade e Turismo, espiritualidade e da aprendizagem transformadora orientada a uma educação responsável.
- Perspectivas inter, multi e transdisciplinares no ensino da sustentabilidade na Administração, Contabilidade e Turismo.
- Papel da sustentabilidade e da espiritualidade na formação do Administrador, do Contador e do profissional de Turismo.
- Formação de professores em prol do desenvolvimento sustentável.
- Educação para sustentabilidade e espiritualidade.
- Experiências curriculares e extracurriculares no ensino-aprendizagem da Sustentabilidade no currículo dos Cursos de Administração, Contabilidade e Turismo.
- Avaliação das experiências de educação para sustentabilidade.
- Sustentabilidade e ética no ensino de Administração, Contabilidade e Turismo.
- Desafios e avanços na adequação dos cursos de Administração, Contabilidade e Turismo ao PRME (Principle for Responsible Management).


Palavras-chave: Educação para Sustentabilidade ; Espiritualidade ; Aprendizagem Transformadora ; PRME ; Ensino-aprendizagem da Sustentabilidade
Líderes:
Isabel Cristina Scafuto (Prog de Mestr Prof em Admin - Gestão de Projetos - PMPA-GP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Danieli Artuzi Pes Backes (N/Universidade Federal de Mato Grosso)
Emerson Antonio Maccari (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
José Paulo Afonso Esperança (ISCTE/ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa)
Mauricio Andrade de Lima (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin – PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)

Nos últimos 25 anos houve uma movimentação para a disseminação de regimes de garantia da qualidade do ensino superior em mais de metade dos países do globo, cujos governos implantaram sistemas de certificação e conformidade por meio da validação de padrões de qualidade (Jarvis, 2014; Croucher, & Woelert 2016). No Brasil, por meio da Capes, o país ingressou na lógica internacional, que se trata do aumento da competitividade na educação superior de um mercado de pesquisa cada vez mais global (Hammarfelt, & Fredrik, 2015). Segundo seus objetivos, a Capes se propõe a manter um sistema de avaliação aprimorado para a obtenção de um padrão nacional de excelência acadêmica (Capes, 2008). Embora o sistema seja considerado um dos mais modernos do mundo (Maccari, Lima, & Riccio, 2009; Nascimento, 2010), existem críticas, como por exemplo, a de que o sistema é padronizado para todas as áreas do conhecimento, fato criticado por Spagnolo e Calhau (2002) que apontam a presença de heterogeneidade entre as diferentes áreas do conhecimento, assim como diversidade quanto as questões econômicas e acesso aos recursos. A avaliação possibilita a comparação de desempenho entre as instituições de ensino superior por meio do estabelecimento de um ranking, de forma que o conceito obtido se reflete na capacidade de captação de recursos (Dias Sobrinho, 2003). O fato exposto possui dois desdobramentos, o primeiro aponta que as instituições de ensino superior passam por maior responsabilização e obtenção de financiamento baseado no desempenho (Croucher, & Woelert, 2016), causando o aumento da competitividade organizacional. A segunda implicação é o isomorfismo institucional, que se estabelece com maior frequência em um campo com elevada incerteza e pode estar associado ao desejo de assemelhar as estruturas às organizações mais legitimadas para aumentar as chances de sucesso (Dimaggio, & Powell, 1983). Essa prática existe quase que naturalmente entre as organizações e tanto maior tende a ser quanto mais regulamentado o campo organizacional (Peci, 2006). Esse fator pode levar muitas instituições a colocarem as normas regulatórias acima dos próprios objetivos estratégicos (Maccari et al., 2014; Spagnolo & Calhau, 2002). As maiores implicações do isomorfismo em um campo organizacional como o do ensino superior é a geração de entraves para os avanços qualitativos da ciência. Após esse preâmbulo sugerimos os seguintes tópicos para geração de pesquisas associadas, de modo a contribuir com o aprofundamento da discussão em torno da temática: a) A avaliação institucional e o Isomorfismo nas IES brasileiras; b) Impacto dos Programas de Pós-graduação sobre o desenvolvimento local, regional e nacional; c) Participação em rankings e a credibilidade das instituições; d) Impactos da regulamentação sobre a legitimidade; e) Pilares da avaliação institucional; f) Relação entre os meios e os fins da avaliação; g) Planejamento Estratégico x normas regulatórias; h) Política de internacionalização científica brasileira; i) O papel da avaliação na expansão científica; j) Profissionalização da gestão do ensino superior; l) Competição, cooperação e conformidade na gestão universitária; m) Paradoxo entre regionalidade e acesso aos recursos.

Palavras-chave: Avaliação ; ensino superior ; padronização ; qualidade ; conformidade
Líderes:
Diógenes de Souza Bido (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Cristiana Trindade Ituassu (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

Por um lado, as “Estratégias e Métodos de Pesquisa” são temas estudados e usados por pesquisadores desde seu início de formação e durante toda sua vida profissional, mas por outro, o desenvolvimento de pesquisas voltadas para as “Estratégias e Métodos de Pesquisa” tem o potencial de nos mostrar as limitações, pontos fracos e fortes de cada uma, além de propor novos métodos para o desenvolvimento e testes de teorias em Administração e Contabilidade.

Tópicos principais:
- Discussão das boas práticas, limites, benefícios, diferenças e semelhanças dos métodos de pesquisa, bem como os impactos da aplicação desses métodos no desenvolvimento do conhecimento em Administração e Contabilidade.
- Planejamento da pesquisa científica: identificação de lacunas no conhecimento, modelo conceitual, prevenção de viés (e.g. common method bias) etc.
- Abordagens para a construção e teste de teorias: exploratórias e confirmatórias, processo e variância, história de vida e narrativas, estudo de caso, pesquisa ação, fenomenologia e fenomenografia, teoria fundamentada nos dados, entre outras.
- Construção e coleta de dados: etnografia, observação, entrevista, textos, vídeos, imagens, base de dados, dados de relacionamentos (redes sociais online), levantamento (survey), experimento, simulação etc.
- Análise dos dados: discussão sobre os métodos de desenvolvimento de escalas (mensuração e validação), modelagem estatística, análise de redes sociais, análise do discurso, text mining, bibliometria e revisão sistemática de literatura (discussão do método) etc.
- Rigor na apresentação e discussão dos resultados, reprodutibilidade da pesquisa e gestão dos dados.
- Questões éticas relacionadas a todas as etapas da pesquisa, desde o planejamento até a publicação.


Palavras-chave: Estratégia de pesquisa ; Método de pesquisa ; Análise crítica de métodos ; Reprodutibilidade da pesquisa ; Integridade na pesquisa
Líderes:
Rosária de Fátima Segger Macri Russo (Prog de Mestr Prof em Admin - Gestão de Projetos - PMPA-GP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Daniel Pacheco Lacerda (Engenharia de Produção e Sistemas/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Graziela Dias Alperstedt (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas – PPGA/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Rafael Teixeira (Supply Chain and Information Management/College of Charleston)

A Design Science e a Design Science Research têm se desenvolvido em diferentes áreas da gestão, incluindo Sistemas de Informação e Gestão de Operações, por exemplo. Recentemente, o Journal of Operations Management inaugurou um departamento para avançar no conhecimento metodológico e incentivar pesquisas que utilizem este método.

As pesquisas que produzem conhecimentos científicos sobre como projetar, avaliar e implementar os artefatos para a melhoria das organizações brasileiras são oportunas e necessárias para o avanço da sociedade. Atualmente vemos uma preocupação elevada nos Mestrados e Doutorados Profissionais para gerar produtos tecnológicos. Estes produtos podem ser considerados artefatos.

Nesse sentido, esta trilha tem como objetivo receber pesquisas que se dediquem ao avanço científico (Design Science), metodológico (Design Science Research e outros métodos) e os resultados da utilização da DS/DSR nas diferentes divisões da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD).

Este tema convida os autores a submeterem seus artigos sobre os seguintes temas, mas não restrito a eles:
- Discussão sobre o paradigma de Design Science;
- Métodos de pesquisa nesse paradigma (DSR e Technical Action Research – TAR, por exemplo);
- Critérios e processo de validação dos artefatos, interna e externamente;
- Métodos de coleta e análise utilizados ao longo da pesquisa em DS (entrevistas, grupo focal, estudo de caso, survey etc.);
- Discussões sobre definição de tipos de artefatos, de classe de problemas e generalização;
- Pesquisas resultantes da aplicação de Design Science.

Palavras-chave: Design Science ; Design Science Research ; artefato ; produção tecnológica ; produto tecnológico
Líderes:
Maria José Carvalho de Souza Domingues (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic – PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Iara Regina dos Santos Parisotto (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic – PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Francisco Anibal Ganga Contreras ( Programa de Investigación em Governanza Universitaria UNIVERSIDADE LOS LAGOS/UNIVERSIDADE LOS LAGOS - CHILE)
Gustavo da Rosa Borges (Mestr em Admin do Campus Sant’Ana do Livramento - MASL/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)

O tema proposto refere-se a gestão universitária e suas estratégias de competitividade tendo como objetivo avançar na discussão da temática de gestão universitária, observando sua complexidade, atipicidade e especificidades. As instituições de ensino superior caracterizam-se como organizações complexas que possuem características singulares, diferenciando-as das demais organizações

Aspectos como diversidade de objetivos, profissionais altamente especializados e o fato de terem vários objetivos como ensino, pesquisa, extensão e gestão, fazem com que as instituições de ensino superior desenvolvam estruturas, formas de agir e de tomar decisões muito próprias (BUSCH,2005; MEYER; LOPES, 2015). Diversos estudos sugerem diferentes modelos para analisar as organizações universitárias. Contreras e Mascayano (2018), por exemplo, sugerem um novo modelo denominado Nova Governança Universitária para analisar estas organizações. Miller, McAdam e McAdam (2014) em seu estudo, tiveram como objetivo analisar modelos de negócios de universidades dentro do Reino Unido, sob a perspectiva dos stakeholders. Navarro e Gallardo (2003) e Tian e Martin (2014) também apresentam propostas alternativas de modelo para a gestão universitária.

O papel destas instituições torna-se estratégico, bem como o seu estudo, visto que são nelas que se formam as novas gerações de profissionais e cidadãos. Assim sendo, estudos e pesquisas que contribuam para o avanço do conhecimento e de respostas aos problemas enfrentados por essas organizações repercutem na sociedade como um todo.

A demanda por inovação e conhecimento evidencia o papel da terceira missão nas universidades, também chamada de extensão universitária, levantando questões quanto aos desafios das universidades em lidar com uma variedade de tarefas, além do ensino e da pesquisa, incluindo ainda cooperação com indústrias, transferência de tecnologia e conhecimento, criação de empresas e startups (MASCARENHAS et al., 2017).

Os achados em recente pesquisa sobre empreendedorismo e inovação no ambiente das universidades brasileiras, promovido pelo SEBRAE E ENDEAVOR (2017), em mais de 70 instituições de ensino superior, confirmam que a maioria das universidades brasileiras não é considerada empreendedora, abrindo oportunidades de pesquisa sobre a orientação e postura empreendedora dos discentes e docentes.

Nesta temática busca-se contemplar estudos que abordem as diversas dimensões da administração universitária, desde estudos sobre estratégias utilizadas pelas IES, interação universidade-empresa, a contribuição das instituições de ensino superior para o desenvolvimento sustentável, a gestão de pessoas e liderança, a gestão acadêmica, além da inovação tecnológica, inovação no ambiente universitário, incentivo a start-ups, a contribuição das instituições de ensino superior para o desenvolvimento da postura empreendedora e universidades virtuais. Também são bem-vindos trabalhos sobre atração e retenção de estudantes, tanto na modalidade presencial quanto virtual.

Acredita-se que a temática proposta irá permitir uma maior cooperação entre pesquisadores e intercâmbio de informações científicas.

Estratégias de IES.

Interação universidade-empresa.

Tomada de decisão em IES.

Desenvolvimento sustentável.

Responsabilidade socioambiental universitária.

Gestão de pessoas e liderança.

Gestão acadêmica.

Marketing educacional.

Inovação tecnológica.

Universidades empreendedoras.

Universidades virtuais.

Palavras-chave: Gestão universitária ; tomada de decisão ; universidade virtual ; marketing educacional. ; universidade empreendedoria
Líderes:
Beatriz Quiroz Villardi (Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Américo da Costa Ramos Filho (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense - Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Iván Darío Toro Jaramillo (Doctorado en Administración y la Maestría en Ciencias de la Administración/Universidad Pontificia Bolivariana )
DOUGLAS CABRAL DANTAS (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Jorge Alberto (Administración/Universidad Pontificia Bolivariana)

A prática profissional da administração e contabilidade e a da pesquisa na vida acadêmica são vistas aqui como situações intensivas em conhecimento e, assim, a formação para elas deve destacar a análise de seus fundamentos e dimensões epistemológicas e metodológicas.
Toma-se como referência os conceitos clássicos de Epistêmê, Téchnê e Phrónesis, formando uma trilogia que parte da forma como Aristóteles reorganizou a ideia de Sophía que privilegiou a unidade do saber humano, unidade talvez remanescente na Phrónesis, o saber que rege a ação e a decisão, implicando prudência, sagacidade, cálculo estratégico, bom senso, sensibilidade às condições singulares e, ainda, a aprendizagem direta pela experiência.
Contudo, a tradição ocidental pós-aristotélica deu prestígio e espaço nas instituições de escola, ao saber da razão analítica e do raciocínio abstrato, a Epistêmê, cindindo-a tanto do saber prático do encaminhamento da ação (Phrónesis) quanto do saber-habilidade na construção de artefatos de toda ordem, a Téchnê, o saber instrumental, seja mecânico, seja mental (o cálculo).
O saber epistêmico, levado ao extremo do racionalismo, tem sido a base da nossa formação superior, a ele se agregando -mas
nunca adequadamente integrando- ao saber técnico-instrumental. E o saber fronético, refratário à análise conceitual exaustiva, embora
sempre presente em todo empreendimento empresarial, político, de formação escolar e mesmo científico, ficou fora do campo de interesse reflexivo e de pesquisa.
Com o retorno da prática ao foco prioritário da reflexão evidenciando cisões nas concepções de conhecimento, tem-se o campo problemático deste Tema aqui delimitado à formação de profissionais da administração, contabilidade e da pesquisa acadêmica.
O interesse na formação traz para os ambientes de ensino e pesquisa toda a carga das situações de conhecimento na vida profissional futura, sob dois perspectivas: (i) o epistêmico, pois é preciso entender como se estruturam e interferem na ação profissional, e (ii) o pedagógico, as próprias instituições escolares, na graduação e na pós-graduação stricto sensu, para integralizar seu objetivo de formação. Exemplifica-se aquele interesse por tópicos como: (1)valor (significância), condições e limites do uso desses conceitos, dada a diversidade histórica de contextos; (2)teoria e tecnologia nos currículos de graduação e pós-graduação, considerada a predominância da Phrónesis na prática profissional; (3)lugar e valor da pesquisa teórica na área, considerando que hoje a lógica instrumental confunde Epistêmê e Téchnê; (4)Sabedoria prática, gestão do conhecimento pessoal e suas implicações; (5)O profissional e praticante de pesquisa, administração, contabilidade como agentes da phrónesis; (6)estudos comparativos entre o contexto brasileiro e outros países quanto à evolução do conhecimento do campo de ensino e pesquisa em administração e contabilidade; (7)Pensamento reflexivo e formação, acadêmica e prática, em administração e contabilidade. Propiciam-se, assim, estudos reflexivos na formação de pesquisadores, administradores, contadores e suas diversas formas de conhecimento: o epistêmico ou, teórico (saber contemplativo), o conhecimento técnico baseado na techné (saber
fazer) e o decorrente da phrónesis (saber deliberar em contextos específicos, como e quando agir). Examinar o próprio “ninho” (academia e profissionais da área de Administração e Contabilidade) leva a seus praticantes exercer crítica e reflexão do conhecimento que utilizam e produzem.

Palavras-chave: 1. Epistemologia no ensino e na pesquisa de Administração e Contabilidade, ; 2. Techné, Phronesis e Sabedoria Prática em Administração e Contabilidade, ; 3. Conhecimento Tácito e Pessoal do Profissional de Administração e Contabilidade, ; 4. Análises epistemológicas, metodológicas e metatéoricas no ensino e na pesquisa de Administração e Contabilidade, ; 5. Reflexividade do pesquisador e profissional em Administração, Gestão e Contabilidade.
Líderes:
Fernando Antonio Ribeiro Serra (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - outro/UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo)
FELLIPE SILVA MARTINS (Programa de Pós-Graduação em Informática e Gestão do Conhecimento/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Ivano Ribeiro (Mestr Prof em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplicadas/UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Jorge Manoel Teixeira Carneiro (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Carlos Alberto Gonçalves (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)

“Estratégia é uma construção humana” (Andrews, 1971:107) e, como tal, é influenciada por diversos fatores. Assim, “escolhas estratégicas em organizações são consequências de fatores totalmente humanos, incluindo imaginação, julgamento, ideias, preconceitos, vieses e fadiga” (Hambrick & Crossland, 2018:24) e consequentemente, tal conjunto de aspectos é um campo de estudos em franco crescimento. O tema "Estratégia comportamental" visa divulgar as pesquisas que envolvem, de forma ampla, aspectos ligados ao comportamento, cognição, emoção, atenção, interações sociais e processos de tomada de decisão estratégica. São de interesse trabalhos que envolvam quaisquer dos itens supracitados juntamente como desenvolvimento, implementação, alteração, distorção e interpretação de estratégia. Outros assuntos afins também serão considerados.
Os estudos de tomada de decisão evoluíram do ponto de vista racionalista nas escolhas estratégicas (Child, 1972; Van de Ven, 1992), assunto que ainda é central em estratégia (Steensen, 2014; Suddaby, 2014). Assim, os processos de tomada de decisão tornaram-se cada vez mais centrais para a literatura de estratégia. No entanto, vários paradigmas e escolas de pensamento para a estratégia emergem, especialmente fora da base econométrica e racionalista (Wiltbank et al., 2006).
Hambrick e Crossland (2017) argumentam que o campo de estratégia comportamental pode apresentar três configurações distintas (restrita, média e ampla) conforme sua evolução. Neste sentido uma forma mais conservadora é a transposição da economia comportamental aplicada à tomada de decisão estratégica (i.e., transpor a base teórica vigente de vieses e heurísticas para a estratégia). Em seguida, outra versão mais expandida atrela a tomada de decisão a um panorama mais amplo, abrindo espaço também para psicologia cognitiva e social. Por último, a versão mais aberta, por outro lado, tem como propósito a abertura tanto teórica quanto metodológica a todo e qualquer tipo de teoria da psicologia e campos afins como sociologia e política.
Este campo, além de incluir métodos tradicionais de pesquisa, inclui outros importantes para a compreensão dos aspectos comportamentais da estratégia, tanto quantitativos, como experimentos, modelagem, simulações e métodos oriundos da neurociência. Também inclui métodos qualitativos como a etnografia, a análise textual e a grounded theory (Reypens; Levine, 2018).
Diversos temas podem ser incluídos e contribuir, inclusive com o aprimoramento de abordagens teóricas e temas da estratégia como Teoria do Alto Escalão, Teoria da Agência, Governança Corporativa, Threat-Rigidity. Adaptação, Attention-based View, Transaction Cost Theory, Microfundamentos de estratégia, Effectuation e Bricolage, pesquisando as características dos decisores e desempenho, a tomada de decisão estratégica, o oportunismo, a adaptação de recurso, a implementação da estratégia, o comportamento sobre crise. Em especial, a tomada de decisão e outros aspectos, são influenciados pelo contexto. A pesquisa num contexto institucional, incluindo o cultural, como o do Brasil, pode contribuir significativamente para o desenvolvimento da área.


Palavras-chave: Estratégia comportamental ; Fundamentos psicológicos da estratégia ; Tomada de decisão estratégica
Líderes:
Tobias Coutinho Parente (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Cláudio Antonio Pinheiro Machado Filho (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Luiz Ricardo Kabbach de Castro (Management/University of Florida)
Marco Antonio Conejero (Mestr Prof em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - MPA/PPGA/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Thiago Henrique Moreira Goes (Câmara de Gestão e Empreendedorismo/UFPR - Universidade Federal do Paraná)

Empresa familiar é a estrutura de negócio dominante na maioria dos países, sendo uma das principais responsáveis pela geração de emprego e renda (Zellweger, 2017). Mesmo entre as empresas de capital aberto, as famílias empresárias formam a maioria dos acionistas majoritários (Bennedsen, Pérez-González, & Wolfenzon, 2010). O reconhecimento desse predomínio tem suscitado um número crescente de estudos focados nessas empresas. Todavia, a simples prevalência da empresa familiar não é suficiente para considerá-la um tópico de estudo, é preciso observar o que as tornam um corpo de organizações diferente. Assim, as pesquisas têm sido impulsionadas pela perspectiva de que o envolvimento da família no negócio por meio da gestão, governança e propriedade influencia a definição e condução da estratégia organizacional (Chrisman, Chua, & Sharma, 2005; Chua, Chrisman, & Sharma, 1999). Familiares podem buscar satisfazer seus objetivos não econômicos por meio da empresa, o que envolve aspectos emocionais. Por isso, familiares, mesmo que não presentes no dia-a-dia da empresa, podem influenciar as decisões estratégicas do negócio. Por outro lado, a coesão familiar pode ser uma força para o negócio, que transparece confiança ao mercado. De forma positiva ou não, a constante interação entre o sistema da família e do negócio é característica única das empresas familiares. Sob essa ótica, as empresas familiares possuem comportamentos diferentes das suas contrapartes, uma vez que as empresas não familiares não possuem a família como stakeholder.

Nesse sentido, o tema proposto espera receber artigos, com diferentes lentes teóricas e metodológicas, que contribuam para o avanço do conhecimento sobre empresas familiares, considerando as idiossincrasias das famílias empresárias e como suas relações com o negócio afetam a estratégia, tanto no campo da gestão, quanto da governança. Também serão bem-vindos trabalhos que tratem das estratégias da família enquanto empresária. Vale ressaltar que o tema não se restringe apenas a comparação das empresas familiares com suas contrapartes, espera-se também por trabalhos que explorem a heterogeneidade entre as empresas familiares.

Alguns temas são sugeridos, porém esta não é uma lista exaustiva:

• Aplicação de conceitos sobre empresas familiares: envolvimento familiar, modelo dos três círculos, familiness, socioemotional wealth, etc.;
• Aspectos comportamentais: altruísmo, conflitos, comprometimento, emoções, identidade, valores, etc.;
• Ciclo de vida das empresas familiares e transição geracional;
• Consultoria e assessoramento às famílias empresárias;
• Criação de valor econômico e social;
• Dinâmica da família e sua influência no negócio;
• Governança corporativa e familiar;
• Heterogeneidade e análises comparativas entre empresas familiares – companhias abertas x fechadas, grandes x pequenas e médias, unifamiliar x multifamiliar, etc.;
• Influência dos empregados não familiares e cônjuges;
• Objetivos econômicos e não econômicos;
• Relacionamento da família e da empresa com a sociedade: aspectos ambientais, políticos e sociais;
• Sucessão em diferentes perspectivas: propriedade, negócio e família.


Palavras-chave: Empresa Familiar ; Família Empresária ; Sucessão na Empresa Familiar ; Governança Familiar
Líderes:
Fábio Lotti Oliva (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Mestr Prof em Empreendedorismo/Facul de Economia, Admin e Contab - MPE/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
ADILSON CALDEIRA (Mestrado Profissional em Administração do Desenvolvimento de Negócios/Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Peter Kelle (Stephenson Department of Entrepreneurship & Information Systems/Louisiana State University)

O tema proposto é Gestão de Riscos Corporativos. Fundamentado por COSO (2004, 2017), considerando risco como a possibilidade de um evento ocorra e afete negativamente a consecução dos objetivos organizacionais e oportunidade como a possibilidade de que um evento ocorra e influencie favoravelmente a realização dos objetivos organizacionais, entende-se que o tema proposto está associado à divisão acadêmica “Estratégia em Organizações”, no sentido de que a gestão dos riscos corporativos conspira para a efetiva implementação da estratégia das organizações. A abordagem adotada contempla os riscos de todas as fontes possíveis que impactam a gestão organizacional, por exemplo, riscos financeiros, riscos estratégicos, riscos operacionais, riscos políticos, riscos econômicos, riscos naturais, riscos de imagem, riscos cibernéticos e outros. De forma integrada, pode-se entender que a gestão de riscos corporativos conecta-se com o planejamento estratégico por meio da avaliação do desempenho organizacional mensurado pelo Balanced Scorecard (Kaplan, 2012, 2009). Dessa maneira, a atualidade e a importância do tema proposto “Gestão de Riscos Corporativos” residem na proximidade que guarda como ferramenta de gestão para potencializar a consecução dos objetivos propostos pela estratégia organizacional em um ambiente cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. Indo muito além do compliance, atendimento às regras, o que pode em uma primeira impressão mostrar-se como uma abordagem reativa, a gestão de riscos corporativos objetiva, de forma proativa, identificar, analisar e tratar os riscos do negócio buscando elevar a possibilidade de que os objetivos organizacionais se concretizem. Adicionalmente, vale destacar que a gestão de riscos corporativos deve ir além das fronteiras da organização, considerando que os riscos se potencializam a medida que a organização estabelece relações com outros agentes do ambiente de negócios.
Alguns tópicos que podem ser adotados são:
• Modelos de Gestão de Riscos Corporativos;
• Gestão de Riscos Corporativos e Gestão Estratégica dos Negócios;
• Cultura da Gestão de Riscos Corporativos;
• Análise de Riscos na Cadeia de Valor;
• Gestão de Riscos Corporativos e Planejamento Estratégico;
• Gestão de Riscos Corporativos e Gestão da Inovação;
• Gestão de Riscos Corporativos e Gestão dos Negócios Digitais;
• Gestão de Riscos Corporativos e Gestão de Negócios Internacionais
• Gestão de Riscos Corporativos no Setor Público;
• Gestão de Riscos em Startups;
• Maturidade em Gestão de Riscos Corporativos.


Palavras-chave: Gestão de Riscos Corporativos ; Análise de Riscos Corporativos ; Maturidade em Gestão de Riscos Corporativos
Líderes:
Renata Peregrino de Brito (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Raquel da Silva Pereira (Prog de Pós-Grad em Admin/USCS - Universidade Municipal de São Caetano do Sul)
Marcos Cohen (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Clandia Maffini Gomes (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas – PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Flavio Hourneaux Junior (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)

O compromisso com o desenvolvimento sustentável requer a integração da inovação e da sustentabilidade na estratégia e nas operações das organizações por meio da adoção de novos valores que não considerem apenas aspectos econômicos, mas também incorporem métricas não financeiras, valores éticos, sociais e ambientais. Dessa forma, o tema proposto se subdivide em três grandes eixos, detalhados a seguir.

1.Estratégias Organizacionais para a Sustentabilidade

Esse eixo aborda as teorias, conceitos e práticas relacionadas aos processos de concepção, implementação e avaliação das estratégias com vistas à sustentabilidade em organizações públicas, privadas ou do terceiro setor, assim como os desafios estratégicos da transição das organizações rumo à sustentabilidade. Os tópicos abrangidos são: estratégias competitivas e colaborativas para o alcance da sustentabilidade socioambiental das organizações; projetos estratégicos sustentáveis; criação de valor sustentável para os múltiplos stakeholders das organizações; estratégias funcionais sustentáveis; gestão estratégica da sustentabilidade na cadeia de valor; estratégias para implantação de ecoparques industriais e economia circular. Busca-se estimular, também, a discussão dos fatores motivadores e limitantes da adaptação das empresas, mudanças nas rotinas e o desenvolvimento de capacidades dinâmicas sociais e ambientais. Adicionalmente, são encorajadas pesquisas sobre modelos de mensuração da sustentabilidade e do desempenho socioambiental; balanced scorecard sustentável; abordagem do Triple Bottom Line, indicadores relativos aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

2. Modelos de Negócios Inovadores e Sustentáveis

Nesse eixo são abordados os conceitos e práticas relacionadas aos novos modelos de negócios que buscam alcançar a sustentabilidade por diferentes caminhos, causando, sobretudo, impactos positivos de natureza social e ambiental. O eixo abrange tópicos como: estratégias relacionadas ao empreendedorismo social, ambiental e sustentável; projetos sociais e ambientais estratégicos das empresas; corporações B; negócios de impacto social e /ou ambiental; negócios voltados para a base da pirâmide; modelos de negócio com base na economia compartilhada e economia circular; estratégias de financiamento para projetos e negócios sociais e ambientais; parcerias institucionais para negócios e projetos socioambientais. A principal preocupação consiste em discutir a criação de negócios orientados estrategicamente para a sustentabilidade por meio da aplicação de modelos de negócios inovadores, que permitam o gerenciamento sistemático de práticas sociais e ambientais.

3.Estratégias e Mudanças Climáticas
Mudanças climáticas representam uma grande ameaça às operações das empresas e ao desenvolvimento de uma estratégia de longo prazo, com início imediato. De um lado, as empresas enfrentam cada vez mais pressão para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Por outro lado, as operações, os ativos e as cadeias de suprimentos das empresas estão ameaçados pela crescente ocorrência de eventos climáticos extremos. A relevância dos estudos sobre adaptação a mudanças climáticas não está apenas na identificação dos fatores motivadores e limitantes, mas também no reconhecimento de que mudanças nas rotinas e o desenvolvimento de capacidades precisam de um contexto adequado para serem percebidas e assimiladas. Assim, este eixo busca estimular discussões que analisem como as empresas incorporam a mudança climática em seu planejamento estratégico e promovem a adaptação dos seus recursos.

Palavras-chave: Sustentabilidade organizacional ; Estratégias socioambientais ; Estratégia e Mudanças Climáticas ; Modelos de Negócios Inovadores Sustentáveis ; Inovação orientada para sustentabilidade
Líderes:
Marina Amado Bahia Gama (Prog de Mestr Prof em Admin - MPA/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Jeferson Lana (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Rosilene Marcon (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)

Este tema discute os principais problemas e vantagens em se fazer pesquisas e de implementar estratégias políticas e sociais hoje em dia. O mundo sofreu uma turbulência política considerável nos últimos anos, instando as empresas a se adaptar simbolicamente ou efetivamente em ambientes políticos e sociais. Por exemplo, na América Latina, é comum as empresas que cultivam conexões políticas com o governo de origem (BANDEIRA-DE-MELLO; ARREOLA; MARCON, 2012), existe um histórico de relacionamento entre empresas e governo (GAMA; BANDEIRA-DE- MELLO; SPULDARO, 2018; MUSACCHIO; LAZZARINI, 2016), e as empresas estão tendendo a desenvolver mais estratégias sociais (Henisz, W. J., Dorobantu, S., & Nartey, L., 2014).Nesse contexto, este tema terá como objetivo abordar estas questões: Qual o papel da teoria na explicação da relação estratégica entre empresas, poder público e sociedade? Que papel deve desempenhar daqui para frente para explicar esse fenômeno na América Latina e no resto do mundo? Até que ponto a corrupção desenfreada é uma oportunidade e uma ameaça à pesquisa e prática das relações comerciais, governamentais e sociais? Quais são as oportunidades de pesquisa disponíveis na América Latina e no resto do mundo, considerando a disponibilidade dos dados? Quais serão as melhores estratégias não mercado para tratar de questões políticas e sociais futuras que afetam a estratégia e a organização na América Latina e no resto do mundo? Qual é o futuro da responsabilidade social corporativa (RSE)? Como as empresas estão adaptando suas estratégias após os choques institucionais no Brasil?

Palavras-chave: Estratégia não-mercado ; Atividade Política Corporativa ; Responsabilidade Social Corporativa ; Organizações sem fins lucrativos ; Poder Público e Estratégia
Líderes:
Edgar Reyes Junior Edgar Reyes Junior (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Cristiano de Oliveira Maciel (Prog de Pós-Grad em Admin – PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Marina Figueiredo Moreira (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)

Redes interorganizacionais vêm sendo foco de estudos acadêmicos e preocupação gerencial devido à sua ampla disseminação em contextos públicos e privados. De um lado, políticas públicas são formuladas, implementadas e monitoradas por meio de redes de atores, com o objetivo de atender melhor as expectativas da sociedade e aumentar a efetividade das ações. De outro lado, organizações privadas buscam atuar coletivamente para potencializar resultados, gerar ganhos relacionais e aumentar sua competitividade, por meio de alianças, parcerias, redes e cadeias de suprimentos. O volume de estudos publicados sobre esses temas nas últimas décadas demonstra sua relevância acadêmica e gerencial, ao mesmo tempo em que indica as dificuldades da ação coletiva. Com base nessa contextualização, o foco deste tema está na estratégia e governança de redes interorganizacionais, dois elementos centrais para o funcionamento de redes públicas e privadas e para o alcance de resultados coletivos. Enquanto a estratégia consiste na definição dos objetivos e da direção que os participantes de uma rede devem seguir, a governança reflete o conjunto de regras que regulam, mobilizam e alinham a atuação coletiva dos participantes. Nesta proposta, considera-se que as redes interorganizacionais, tanto públicas como privadas, podem se configurar em diferentes níveis de análise: redes sociais, redes de conhecimento e redes de empresas ou organizações. O foco das redes sociais é estudar as relações sociais entre os indivíduos, tanto formais quanto informais, o capital social gerado por meio dessas relações e o seu impacto nas organizações. Procura estudar ainda como os fenômenos tácitos impactam no desempenho em seus diferentes níveis analíticos. Nas redes de conhecimento investiga-se os processos de aprendizagem coletiva; de criação, transferência e aplicação do conhecimento em redes de empresas, organizações e ou indivíduos e seus resultados para o desempenho das unidades de análise. Nas redes de empresas ou organizações o foco se encontra nos diferentes tipos de redes de negócios e de atendimento a demandas sociais, suas conexões diádicas e múltiplas, verticais e horizontais, dispersas ou em clusters, assim como sua relação com desempenho, aprendizagem, competitividade, inovação em rede, cooperação e confiança e conflito. Neste tema, espera-se debater estudos direcionados para a estratégia e a governança de diversos modelos de redes interorganizacionais, bem como seus impactos para o funcionamento dessas redes e para os resultados alcançados. Ao mesmo tempo em que se deseja debater estudos com profundidade teórica e rigor metodológico, estimula-se os autores a refletir sobre as implicações gerenciais dos seus estudos e como seus resultados podem ser utilizados por gestores e formuladores de políticas públicas para aperfeiçoar a atuação em rede e alcançar melhores resultados coletivos.

Palavras-chave: Governança de Redes ; Relações interorganizacionais ; Relações interpessoais ; Confiança e Conflito ; Inovação em rede.
Líderes:
SILVIO POPADIUK (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
SUZANA GILIOLI DA COSTA NUNES (Prog de Mestr Prof em Gestão de Políticas Públicas - GESPOL/UFT - Universidade Federal do Tocantins)
Aruana Rosa Souza (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
FERNANDO RIBEIRO DOS SANTOS (Tecnólogos e Bacharelados/Instituto Federal de São Paulo - Campus Cubatão - Tecnólogos/FATEC Praia Grande)

Desde o início dos anos 90 quando o ambiente competitivo passou por uma grande transformação, devido à globalização, as organizações têm intensificado suas pesquisas em estratégias que lhes permitam a obtenção de vantagem competitiva sustentável. Tais estratégias geralmente requerem que essas organizações, continuadamente, diferenciem seus produtos e serviços. Em outras palavras, devem ser inovadoras. Qualquer organização pode ser compreendida como um feixe de recursos tangíveis e intangíveis relativos a elementos físicos, humanos e relacionais (Penrose, 1959) que devem ser gerenciados eficiente e eficazmente, visando potencializar sua capacidade de obtenção de vantagem competitiva sustentável (Barney, 1986) e, principalmente, a sua sobrevivência (Rejeb, Guessoum, & Hallah, 2005). A potencialização desses recursos advém da capacidade da firma em promover o melhor trade-off entre o processo de exploitation (explotação) e exploration (exploração) (March, 1991). A compreensão desses dois conceitos relativos à busca e aplicação do conhecimento organizacional – exploração e explotação – envolve a sua conexão com um amplo conjunto de outros elementos que fazem parte de seu modelo ontológico e epistemológico. Sem essa conexão, o entendimento de ambos fica limitado e pouco contribui para a avaliação da importância relativa deles no contexto de geração de vantagem competitiva para as organizações. Ressalta-se que, ao especificar mais detalhadamente as características relativas aos dois conceitos, automaticamente contribui para o entendimento do terceiro conceito derivado de ambos, a ambidestria (ambidexterity).
Gupta, Smith e Shalley (2006), em análise de artigos publicados no Academy Management Journal, em 2006, avaliaram que os conceitos de exploração e explotação precisam ser discutidos sob diferentes correntes teóricas: inovação tecnológica, design organizacional, adaptação organizacional, aprendizagem organizacional, vantagem competitiva ou sobrevivência organizacional e elaboraram questões sobre como defini-los, de que forma eles acontecem nas organizações, como atingir um equilíbrio ao se utilizar ambos simultaneamente.
Raisch & Birkinshaw (2008) avaliaram que a literatura sugere vários fatores moderadores que contribuem para a explicação dos achados conflitantes sobre o construto ambidestria. Citam que as diferenças de recursos entre as firmas também se constituem em um fator moderador da ambidestria sobre os desempenhos.

Desde 2007 quando foi publicado o primeiro artigo sobre ambidestria no EnAnpad outros trabalhos sobre o tema já foram desenvolvidos no Brasil entre publicações em periódicos, congressos, livros, capítulos e dissertações. Contudo, essa discussão ainda é muito incipiente no Brasil. No EnAnpad de 2109 foi apresentado apenas um Painel sobre o tema, enquanto que desde 2010 foram publicados pelo menos 1.000 artigos internacionais sobre o tema, segundo a Web of Science. Assim, entendemos que essa discussão tem potencial para ser explorada no contexto brasileiro. De todas a publicações nacionais apenas um autor possui mais de 50% das publicações.


Palavras-chave: Exploração ; Explotação ; Ambidestria ; Ambidestria e Vantagem Competitiva
Líderes:
Natália Rese (Centro de Pesq e Pós-Grad em Admin – CEPPAD/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Rosalia Aldraci Barbosa Lavarda (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Juliano Danilo Spuldaro (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina - Mest Prof em Admin - MPA/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina)
Eduardo Guedes Villar (Centro de Pesq e Pós-Grad em Admin – CEPPAD/UFPR - Universidade Federal do Paraná - ./Instituto Federal Catarinense - IFC)

Explicar desempenhos acima da média e mapear os caminhos para a vantagem competitiva de organizações são preocupações fundamentais do campo da estratégia (Schendel & Hofer, 1979; Chakravarthy & Doz, 1992). A perspectiva de processo permite compreender em detalhe aspectos relevantes de como as estratégias são moldadas e implementadas (Burgelman, Flyd, Laamanen, Mantere, Vaara & Whittington, 2018). Embora a abordagem tradicional da perspectiva de processo tenha se aberto para novos níveis de análise, conjuntos mais amplos de atores e métodos mais robustos de pesquisa, ainda há carência de pesquisas na área norteadas pelo pensamento processual (Langley, 2007; Langley & Tsoukas, 2017). Paralelamente, Whittington (1996) lançou um olhar compreensivo sobre a estratégia, fundando a perspectiva da estratégia como prática social, a partir da virada prática das ciências sociais para explicar que a estratégia é um desempenho situado, realizado cotidianamente por uma série de praticantes (Jarzabkowski, Kaplan, Seidl, & Whittington, 2016). Entende-se assim, que a estratégia é realizada em um nível micro, mas, também carrega todos os significados, modelos, ferramentas etc. compartilhados em nível macro (Golsorkhi, Seidl, Rouleau, & Vaara, 2015). Desde o surgimento da estratégia como prática social, as discussões sobre aproximações e distanciamentos com a abordagem processual da estratégia são constantes (Whittington, 2007) e culminaram na proposição de uma agenda comum de pesquisa, em que atividades e processos são vistos como intimamente entrelaçados e, essencialmente, aspectos do mesmo fenômeno (Burgelman et al., 2018). Sob este enfoque combinado, acredita-se que pesquisadores das duas tradições podem se unir em uma agenda de pesquisa propositiva que explore o fenômeno da estratégia sob: (i) diversas abordagens onto-epistemológicas, (ii) diferentes teorias, concepções, conceitos sociológicos e organizacionais, e (iii) procedimentos metodológicos inovadores e aproximações não-tradicionais. Neste tema são de especial interesse as temáticas relacionadas às práticas desenvolvidas pelos gerentes de nível médio (middle managers), o papel das rotinas na articulação de processos e práticas, a dimensão sociomaterial no strategizing, sensemaking, sensegiving e sensebreaking, os elementos de linguagem envolvidos (discursos, narrativas, retórica, vocabulários), o fenômeno da abertura da estratégia (open strategy), a processualidade e a temporalidade no fazer estratégico, entre outras temáticas de interesse que fazem interface com a discussão proposta. Particularmente, encoraja-se a pensar problemas de pesquisa que possam (re)discutir as lógicas e pressupostos dominantes da área de estratégia sob ângulos próprios e idiossincráticos da realidade brasileira. Assim, propomos algumas questões provocativas (mas não exaustivas) em relação ao tema, a exemplo de: Como os gestores, de posse de modelos processuais, realizam a estratégia? Como se dá o envolvimento de diferentes atores (intra e inter-organizacionais) nesta perspectiva? Como a linguagem é empregada na descrição sistêmico-processual da estratégia? Como artefatos sociomateriais são utilizados nessa realização cotidiana? Como práticas e processos variam em relação à natureza da organização? Como se dá o fazer estratégico em contextos pluralísticos e/ou em processos organizativos não-tradicionais? Como diferentes práticas organizacionais afetam a abertura da estratégia? Que procedimentos metodológicos permitem concatenar as visões da prática e de processo? Que benefícios esses métodos possibilitam? Novas questões são bem-vindas.

Palavras-chave: Práticas sociais ; Perspectivas processuais da estratégia ; Strategizing ; Temporalidade
Líderes:
João Maurício Gama Boaventura (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Benny Kramer Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - outro/USP - Universidade de São Paulo)
Greici Sarturi (Programa de Pós-Graduação em Administração Pública/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas - PPGOP/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Keysa Manuela Cunha de Mascena (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
RENATO TELLES (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)

A medida que os campos teóricos envolvendo os temas Stakeholders, Networks, Valor e Desempenho vão se consolidando, a partir de pesquisas teórico-empíricas, modificam-se as formas de gestão das organizações e meta-organizações, voltando-se para o melhor atendimento das necessidades das comunidades, sociedades, competidores, fornecedores, funcionários e clientes, dentre outros.
Em que pese o incontestável avanço das teorias destes quatro subcampos; no momento atual, seus respectivos estados da arte ainda não resolveram certos elementos carentes de teses e evidências empíricas, pontos que tocam os limites da teoria.
Como preceito para o entendimento das evoluções téorico-conceituais, dos estados da arte e das fronteiras do conhecimento, envolvendo os temas propostos e suas conexões, faz-se necessário a compreensão histórica de suas definições, caracterizações, priorizações, variáveis, esquemas teóricos, modelos e abordagens, tanto de maneiras isoladas como integradas, que são explicativas deste fenômeno.
Em função deste panorama, o tema proposto divide-se em 4 grupos com seus respectivos subtemas:
1. Gestão dos Stakeholders
- Teoria dos Stakeholders
- Gestão de Stakeholders em Organizações Públicas e Privadas
- Estratégia para Stakeholders
- Cooperação, Envolvimento e Engajamento de Stakeholders
- Valor para Stakeholders
- Stakeholders e Responsabilidade Social Corporativa
- Stakeholders e Governança Corporativa
- Gestão de Projetos e Stakeholders
- Capacidades Organizacionais para a Gestão de Stakeholders
- Outras Concepções de Stakeholders no Contexto da Administração, Economia e Engenharia.
2. Networks e arranjos organizacionais
- Teoria de Networks e arranjos organizacionais
- Competitividade de Redes e Clusters de negócios
- Desempenho de Redes
- Redes de Stakeholders
- Outras Abordagens de Networks e Arranjos Organizacionais
3. Criação, Cocriação, Distribuição e Apropriação de Valor
- Teorias de Criação, Cocriação, Distribuição e Apropriação de Valor
- Valor em Uso (Value in use ou value-in-use)
- Coprodução de Valor (Value co-production)
- Cocriação de Valor (Value co-creating)
- Codestruição de Valor
- Criação de Valor
- Apropriação de Valor
- Distribuição de Valor
- Valor, Vantagem Competitiva e Competitividade
- Outros Aspectos de Agregação de Valor
4. Desempenho Organizacional
- Desempenho social corporativo - Corporate Social Performance (CSP)
- Disclosure de CSP
- Desempenho financeiro corporativo - Corporate Financial Performance (CFP)
- Relação entre CSP e CFP
- Gestão de stakeholders e desempenho
- Competências organizacionais e desempenho
- Influência dos stakeholders no desempenho


Palavras-chave: Gestão dos Stakeholders ; Networks e Arranjos Organizacionais ; Criação, Cocriação, Distribuição e Apropriação de Valor ; Desempenho Organizacional
Líderes:
Yeda Swirski de Souza (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
CLAUDIO REIS GONCALO (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Roberto Lima Ruas (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Em linha com a visão baseada em recursos, a “visão baseada em conhecimento" posiciona o conhecimento como um recurso estratégico e mobilizador da inovação, criação de valor e competitividade em contextos de incerteza e risco.
A singularidade do conhecimento como objeto de investigação demanda a integração entre teorias e abordagens metodológicas provenientes de diferentes vertentes, tais como:
a) a pesquisa em administração da informação e sistemas que avança no entendimento dos processos de geração de dados, informação e criação de conhecimento;
b) os estudos do comportamento organizacional com modelos sobre a ação de indivíduos e grupos, contribuindo para o entendimento da aprendizagem organizacional, da produção do sentido, da criação de memórias coletivas e da flexibilidade organizacional;
c) os estudos sobre desenho organizacional, já que o conhecimento organizacional requer uma perspectiva de sistemas complexos, em seus atributos de redundância e retroalimentação;
d) estudos sobre empresas baseadas em conhecimento e criatividade que se configuram em padrões e ambientes específicos e passam a interrogar modelos e práticas de indústrias tradicionais.
Neste tema, são especialmente convidados os trabalhos como foco na relação entre conhecimento organizacional e modelos e práticas organizacionais, em tópicos atuais e emergentes, tais como:
- Os estudos sobre implicações os diferentes desenhos e configurações organizacionais, como alianças, redes, terceirização na gestão estratégica do conhecimento organizacional;
- A investigação sobre como novas tecnologias e metodologias na análise de grandes conjuntos de dados (Big data) influem na criação, transferência, memória e transformação do conhecimento e da inovação;
- As implicações entre gestão do capital humano, especialmente expresso em profissionais altamente qualificados nas áreas de ciência, engenharia, matemática (STEMs) e o conhecimento e inovação em organizações;
- As implicações de ambientes de inovação como clusters, regiões e cidades em seus aspectos institucionais e socioculturais para o desenvolvimento de empresas baseadas em conhecimento e criatividade como startups.


Palavras-chave: visão baseada em conhecimento ; conhecimento e aprendizagem organizacional ; criação e transferência de conhecimento ; processos e rotinas ; empresas baseadas em conhecimento
Líderes:
Rodrigo Assunção Rosa (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Sergio Bulgacov (Prog de Mestr e Dout em Admin – PMDA/UP - Universidade Positivo)
Marcos Vinícius Pereira Correa (Centro de Pesq e Pós-Grad em Admin – CEPPAD/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Diego M. Coraiola (Augustana Campus/Universidade de Alberta)
Dimária Silva e Meirelles (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)

O conceito ainda em desenvolvimento sobre microfundamentos tem sido difundido entre diversos pesquisadores e vem se revelando uma vertente de pesquisa prolífica, principalmente dentro do campo de estratégia organizacional em periódicos internacionais de prestígio (Barney & Felin, 2013; Felin, Foss, & Ployhart, 2015). No Brasil, todavia, os estudos em periódicos ainda têm sido escassos (Gofredo & Bataglia, 2015), mas como percebido em congressos anteriores, esta temática tem despertado o interesse e atenção recente de vários pesquisadores brasileiros. Nesse sentido, a proposta central deste tema é o de agregar o debate a partir do conjunto central de pesquisas que estão sendo desenvolvidas sob a ótica dos microfundamentos das capacidades e rotinas. Os microfundamentos enquanto perspectiva teórica têm contribuído para o avanço das teorias de estratégia ao revelarem o papel que os indivíduos e a ação humana possuem para a estratégia organizacional, anteriormente tidos como “caixa-preta” em diversas explicações sobre o desempenho e outros tipos de resultados organizacionais. Tal enfoque tem considerado os diversos níveis de análise da organização (Salvato & Rerup, 2011) e os processos e práticas envolvidas no desenvolvimento de resultados estratégicos (Parmigiani & Howard-Grenville, 2011), possibilitando investigar a administração estratégica para além do foco em grandes mudanças a nível de mercado ou organização. A relação entre os níveis macro e micro tem nos microfundamentos condição necessária ainda a ser explorada conceitualmente e empiricamente, tanto em termos de níveis de análise como nas ações individuais, principalmente no que diz respeito a busca por explicações de fatores ainda não solucionados no nível macro. Tendo em vista a pluralidade de perspectivas existentes e o caráter multinível de investigação dos microfundamentos (Aguinis & Molina-Azorín, 2015), esta proposta de tema busca realizar a conversa entre pesquisas de natureza teórica e metodológica diversificada, podendo estar fundamentadas em diferentes abordagens oriundas da economia (Barney & Felin, 2013), psicologia (Helfat & Peteraf, 2015), sociologia (Nayak, Chia & Canales, 2019), história (Suddaby et al., 2019), entre outras. A partir disso, tem-se como referência de pesquisa as seguintes questões centrais:
Microfundamentos, Capacidades e Rotinas: Como as rotinas e capacidades organizacionais se inter-relacionam no desenvolver das estratégias organizacionais?
Microfundamentos, Práticas e Processos: Como os microfundamentos da estratégia podem ser explorados sob as perspectivas de práticas e processos organizacionais?
Microfundamentos e Capacidades Dinâmicas: Em que aspectos os microfundamentos podem contribuir para uma melhor compreensão do desenvolvimento das capacidades dinâmicas nas organizações?
Microfundamentos e História: Quais são os elementos históricos relevantes para se compreender relação micro e macro da estratégia organizacional?
Microfundamentos e outras Teorias de Gestão: Como os microfundamentos podem ser teorizadas para além dos resultados estratégicos? Como os microfundamentos estão relacionados a outros temas e teorias na pesquisa organizacional?




Palavras-chave: Microfundamentos da Estratégia ; Capacidades Organizacionais ; Rotinas Organizacionais ; Capacidades Dinâmicas ; Teoria Organizacional aplicado à Estratégia
Líderes:
Carlos Ricardo Rossetto (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Gloria Charão Ferreira (Programa de Mestrado e Doutorado Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR/UNIJUÍ)
Carlos Eduardo Carvalho (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina)
Jorge Oneide Sausen (PPGDR/UNIJUI)
??ngela França Versiani (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

A relação entre a estratégia das organizações e a busca da internalização de conhecimentos tem se tornado um tema de destaque no campo da estratégia. Trabalhos que antes se voltavam a identificar práticas de monitoramento ambiental como elementos influentes no comportamento estratégico (Beal, 2000) têm evoluído no sentido de conceber tal comportamento a partir dos processos de aprendizagem (Volberda, Foss & Lyles, 2014) e dos fluxos de conhecimento (Jeong-Duk & Ji-Hoon, 2017). A difusão do construto capacidade absortiva (Lane et al., 2006), entendido como o conjunto de habilidades voltadas à identificação, interiorização e aplicação organizacional de conhecimentos obtidos no meio externo ( Todorova & Dursin, 2007) tem se constituído, mais recentemente, como importante arcabouço teórico para se entender os resultados estratégicos (Maldonado et al., 2018), tais como os da flexibilidade e da inovação (Zahra & George, 2002). Tal discussão no contexto brasileiro tem se fortalecido sob diversas óticas. Por exemplo, somente para citar alguns trabalhos, deve-se mencionar o trabalho de Engelman et al., (2017) que analisaram a influência do capital intelectual, da capacidade absortiva e da inovação. Adams et al. (2016) comparam a ACAP de indústrias em diferentes contextos internacionais, incluindo empresas brasileiras. Garrido et al. (2017), também, focando empresas do Brasil, verificaram o papel da ACAP mediada pelo comportamento de internacionalização. Considerando a importância identificada do tema e as várias oportunidades de pesquisa atuais envolvendo a estratégia e inovação associadas a capacidade absortiva, propomos os seguintes subtemas ou descritores: (1) Desenvolvimento da capacidade absortiva; (2) Aprendizagem organizacional e interorganizacional; (3) Capacidade dinâmica; (4) Inovação aberta; Inovação Disruptiva; incremental e radical; (5) Transferência de conhecimento; (6) Ecossistemas de inovação, (7) Desenvolvimento territorial e suas relações com o conhecimento; (8) Capacidade absortiva individual; (9) Mediadores da capacidade de absorção do conhecimento; (10) Inovação social; (11) Ambiente institucional; (12) Drivers organizacionais (cultura; liderança; estrutura, modelos mentais); (13) Adaptação e Mudança; (14) Capacidade absortiva de times/departamental/setorial; (15) Capacidade absortiva em clusters; (16) Capacidade de absorção e sistemas regionais de inovação; (17) Relevância da capacidade de absorção para empresas nascidas globalmente; (18) Recursos dinâmicos e startups; (19) Barreiras à capacidade de absorção em empresas de mercados emergentes; (20) Mecanosmos de integração social e (21) gatilhos de ativação da capacidade absortiva.

Palavras-chave: Conhecimentos prévios da capacidade absortiva ; Processo de absorção de conhecimentos ; Efeitos da capacidade de absorção ; Desenvolvimento da capacidade de absorção
Líderes:
Cláudia Sofia Frias Pinto (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina)
Felipe Mendes Borini (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Manuel Anibal Silva Portugal Vasconcelos Ferreira (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Christian Daniel Falaster (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic – PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Fernanda Cahen ()

Este tema foca as questões de negócios e estratégia global. Incluem-se as pesquisas sobre internacionalização, modos de entrada, localização, estratégias e tomada de decisão nas multinacionais, subsidiárias, inovação internacional, fluxos de conhecimento globais, interação entre o ambiente global e as empresas, estudos comparativos em diferentes países, economias emergentes, internacionalização de e para a América Latina, cadeia de valor global, atuação subnacional, as diversas componentes do ambiente internacional de negócios, entre outros assuntos, usando as teorias disponíveis. Sugere-se pesquisas que abordem os novos aspetos globais envolvendo a internacionalização na era digital, como também as oportunidades e desafios da transformação digital, plataformas digitais globais, ecossistemas digitais, novas estruturas organizacionais, novos modelos de negócio, entre outras.

O tema busca trabalhos que abordam assuntos como os seguintes, não estando restrita a estes:
- Estratégias globais e estruturas nas empresas multinacionais.
- Competição global, multinacionais e subsidiárias.
- A produção internacional e a cadeia de valor global.
- Transferência de tecnologia e conhecimento e inovação internacional.
- Como o ambiente internacional (p.ex., cultural, econômico, legal, político) influencia as atividades, estratégias, estruturas e processos de tomada de decisão das multinacionais.
- A influência do ambiente político, legal e regulatório na internacionalização e suas disfunções.
- O ambiente institucional e os negócios internacionais.
- A influência do governo e conexões na internacionalização e nas estratégias das empresas globais.
- Decisões de localização internacional e subnacional.
- CEOs, top management team e tomada de decisão nas multinacionais.
- Estudos sobre os modos de entrada (exportação, alianças estratégicas, aquisições).
- Estudos comparativos em diferentes países e ambientes institucionais.
- A internacionalização envolvendo mercados emergentes, multinacionais emergentes e (des)vantagens internacionais.
- Como a transformação digital influencia as estratégias de internacionalização e os negócios das empresas.
- A digitalização e novos modelos de negócio na internacionalização

Palavras-chave: Estratégia global ; Negócios internacionais ; Internacionalização de empresas ; Empresas multinacionais ; Transformação digital
Líderes:
Janaína Maria Bueno (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia - outro/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Adriana Roseli Wünsch Takahashi (Centro de Pesq e Pós-Grad em Admin – CEPPAD/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Carlos Roberto Domingues (Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Gestão Organizacional/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Eduardo Picanço Cruz (Programa de Pós-Graduação em Gestão e Empreendedorismo/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Michel Mott Machado (Unidade do Ensino Superior de Graduação/Adm. Central /Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza - Business and Society/York University )

O final do século XX e o início do XXI trouxeram profundas mudanças estimulando transformações no que diz respeito aos fluxos de capital e de pessoas em diferentes partes do globo (SASSEN, 1988) que redesenham os espaços de internacionalização e de mobilidade de empresas e de indivíduos (FREITAS, 2009). Em meio a estes fluxos, configura-se um ambiente dinâmico de acirrada competição onde as empresas são pressionadas a compreender os percursos dos negócios internacionais, a sua capacidade e dos profissionais de se envolverem em atividades globais, e os aspectos da economia, da política, da cultura e da tecnologia que influenciam a sua estratégia e a gestão organizacional contemplando elementos como a estrutura e o desempenho organizacional (PARKER, 2014). Além do mais, as recentes mudanças e impasses no contexto sócio-político global (como por exemplo o Brexit e as crises migratórias em diferentes países) têm tornado mais complexos os desafios para as empresas e os profissionais atuantes neste contexto.
Junto a estes desafios, a multinacionalidade - característica das organizações atuantes no ambiente global (TEIXEIRA et al., 2017) - acarreta diferentes implicações como a necessidade de uma gestão intercultural (DAVEL; DUPUIS; CHANLAT, 2008; FREITAS, 2009); do desenvolvimento de competências interculturais individuais e coletivas (DEARDORFF, 2015; SCHIMIDMEYER; TAKAHASHI, 2018); da formação e trabalho de equipes multiculturais, inclusive as virtuais (BUENO; FREITAS, 2018); políticas e processos para mobilidade internacional como a expatriação (McNULTY; SELMER, 2017) e os contratos locais. Também têm surgido iniciativas individuais como dos chamados self-initiated expatriates que se movem através das fronteiras nacionais com objetivos acadêmicos, de trabalho e também em ações empreendedoras, estas últimas recentemente têm emergido na literatura como expat-preneurs” (VANCE et al., 2017).
Assim, diante desse quadro em que estão submetidas as empresas e os profissionais, a presente proposta visa ampliar e aprofundar o conhecimento e debate, a partir de diferentes abordagens epistemológicas, teóricas e metodológicas, sobre os seguintes temas (mas não limitados a eles):
- Mobilidade global: fundamentos históricos e contemporâneos, tipos e diferentes experiências de mobilidade global (dos expatriados organizacionais e acadêmicos aos expat-preneurs);
- Gestão internacional em recursos humanos: estrutura, processos e rotinas, desempenho organizacional no ambiente internacional e multicultural;
- Equipes multiculturais: formação, desafios e desempenho em diferentes tipos de organizações;
- Competências interculturais: desenvolvimento e avaliação no âmbito individual, grupal e organizacional, competências-chaves para a performance em contexto global;
- Interculturalidade e aprendizagem: formas de aprendizagem, aquisição, transferência e renovação de conhecimento no ambiente multicultural;
- Negócios imigrantes, empreendedorismo transnacional e empreendedorismo étnico: abordagem econômico-institucional, desvantagens no mercado de trabalho e auto emprego, orientação de mercado e decisões estratégicas sobre pequenas empresas imigrantes e étnicas.

Palavras-chave: Estratégia e Mobilidade Global ; Gestão Internacional de Recursos Humanos ; Competências Interculturais ; Gestão Intercultural ; Empreendedorismo Étnico e Imigrante
Líderes:
Adriana Fumi Chim Miki (Programa de Pós-Graduação em Administração - Mestrado Acadêmico/Universidade Federal de Campina Grande)
Jefferson Marlon Monticelli (Pós-Doutorado em Administração de Empresas/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Programa de Pós-Graduação/Universidade Unilasalle)
Rosa Maria Batista-Canino (Pós-Doutorado em Administração de Empresas/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Programa de Pós-Graduação/Universidade Unilasalle)
Alexandre Borba da Silveira (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Marketing and Management/SDU - Southern Denmark University )

A coopetição é um paradigma em progresso que conforma uma subárea da estratégia, na qual, Köseo?lu, Yildiz, Okumus e Barca (2019) afirmam a formação de dois subcampos, um estratégico e outro tático. Observa-se que a estrutura intelectual do campo possui três principais correntes de estudos: características intrínsecas da coopetição, estudos de convergência entre coopetição e estratégia, e comportamento de coopetição em redes (Chim-Miki, Moreira & Batista-Canino, 2019).
O Brasil aponta-se como um driver dos estudos em coopetição, ocupando o 13ª lugar em publicações na Web of Science durante 1996-2019. Esta posição tende a melhorar devido ao apoio da ANPAD para a temática, dedicando, desde 2019, um Track exclusivo para estratégias de coopetição.
Apesar de crescente o número de publicações sobre coopetição, é necessário aprofundar esta perspectiva teórica mesclando-a com as clássicas abordagens da área de estratégia, melhorando o poder de explicação das atuais relações de mercado. Por exemplo, para as economias emergentes a coopetição é uma estratégia que impulsiona a internacionalização, diminui os riscos e melhora a performance das firmas (Monticelli, Garrido & Vieira, 2019). A coopetição, seja ela uma estratégia deliberada ou emergente (Mariani, 2007), pode reduzir o tempo de desenvolvimento de soluções tecnológicas ou inovadoras (Zineldin, 2004). Entretanto, coopetição em excesso pode gerar uma influência negativa na performance de inovação devido ao comportamento oportunista (Gnwayali & Park, 2009), assimetria de capacidade absortiva (Ritala & Hurmelinna-Laukkanen, 2009) e redundância de conhecimento por meio do isomorfismo (Oliver, 2004).
A literatura reconhece o termo coopetição como uma maneira diferente de fazer negócios em que a cooperação ocorre em toda cadeia produtiva (Bengtsson & Kock, 2014; Della Corte & Sciarelli, 2012; Luo, 2007; Czakon, Klimas & Mariani, 2019). Os estudos focam tanto o processo de coopetir como o resultado advindo da coopetição, desta maneira, incluindo as relações para se obter a vantagem coopetitiva, a cocriação de valor, a cultura e a política organizacional. Ritala e Tidström (2014) agruparam as estratégias coopetitivas das empresas em quatro tipos: relacionados a expansão nos mercados de atuação, criação de novos mercados, eficiência na utilização de recursos e melhoria da posição competitiva.
As lacunas que ainda precisam ser aprofundadas sugerem uma agenda de pesquisas sobre coopetição nos diversos níveis organizacionais; impacto no desempenho da instituições; coopetição em clusters regionais, no setor turístico e em ecossistemas empreendedores; coopetição para a co-inovação e o co-marketing; coopetição no processo de internacionalização; educação empresarial para empreendedorismo coopetitivo; lógicas institucionais e de criação e apropriação de valor na coopetição. Assim, buscando que o Brasil assuma uma liderança na temática, propomos ao EnANPAD 2020 um eixo para os seguintes tópicos:

• Antecedentes, dinâmicas e resultados da coopetição;
• Instituições e desempenho por meio de coopetição;
• Criação e apropriação de valor em coopetição;
• Coopetição em clusters regionais e cadeias de valor global;
• Ecossistemas empreendedores e as estratégias de coempreendedorismo;
• Coopetição intraorganizacional, interorganizacional e inter-redes;
• Educação empresarial para o empreendedorismo coopetitivo;
• Estratégias de coopetição para co-marketing ou co-inovação;
• Coopetição e competitividade turística;
• Lógica institucional da coopetição;
• Gerenciamento das tensões de coopetição;
• Coopetição e a internacionalização de firmas.


Palavras-chave: Coopetição intraorganizacional, interorganizacional e inter-redes ; Lógica institucional da coopetição ; Coopetição e a internacionalização de firmas ; Coopetição turística ; Co-criação e apropriação de valor
Líderes:
Roberto Gonzalez Duarte (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Suzana Braga Rodrigues (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC - Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Annor da Silva Junior (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)

Este tema visa incentivar o debate sobre como as empresas/organizações coevoluem com diferentes aspectos do ambiente – novas tecnologias, mudanças políticas e socioeconômicas. A perspectiva coevolutiva explora como as empresas e seus ambientes se desenvolvem interativamente ao longo do tempo (Rodrigues e Child, 2012).
Aplicada às organizações, a perspectiva coevolutiva tem contribuído para a discussão sobre como empresas e ambientes evoluem juntos sob condições de dependência e influência mútua (Child 2009, Lewin &Volberda, 1999). Segundo essa perspectiva, alguns atores fazem parte do ambiente de outros e isso impacta em toda uma comunidade de atores (por exemplo, população de organizações e indústrias). Alguns autores sugerem que o poder explicativo dessa perspectiva está em sua abrangência – a capacidade de integrar outras perspectivas, explicar fenômenos recursivos que ocorrem nos diferentes níveis, organizacional e interorganizacional (Lewin &Volberda 1999). Isso inclui a ideia de que a concorrência molda o comportamento das empresas que, por sua vez, têm poder para limitar e ampliar a concorrência e as instituições que as regulam (Carroll & Thomas 2019).
A intenção é atrair trabalhos de pesquisa focados nos dois lados da influência mútua, ou seja, entre atores econômicos e institucionais. Lewin et al. (1999) reconhecem que as mudanças nas instituições afetam o ambiente não-institucional por meio de leis, regulamentos e políticas, e esse ambiente, por sua vez, influencia as instituições. Assim, algumas questões são de particular interesse para esse tema: como duas entidades, uma indústria e uma organização, evoluem em conjunto; como uma organização em interação com instituições de países avançados torna-se uma instituição; ou como uma multinacional que opera em um país em desenvolvimento impõe limites à globalização de pequenos atores em sua cadeia de suprimentos. Igualmente relevante é o engajamento político de atores privados e estatais no desenho de regulamentações, por meio do lobby e corrupção.
Propomos discutir, portanto, como as empresas privadas constroem monopólios e oligopólios pressionando governos e trocando favores com atores políticos envolvidos na formulação de políticas. As empresas multinacionais e os empreendedores institucionais têm sido analisados como atores dotados dessa capacidade (Frynas, et al. 2017), mas ainda sabemos muito pouco sobre como as multinacionais em associação com os governos entram no mercado externo, obtêm tratamento favorável e convencem o governo do país de origem e do país anfitrião a mudar regras ou mesmo financiar suas atividades no exterior (Lazzarini, Musacchio, Bandeira-de-Mello, & Marcon, 2002).
A perspectiva coevolucionária, mais do que qualquer outra, possui as ferramentas teóricas e metodológicas para entender os efeitos de mudanças disruptivas nas organizações e suas estratégias. Algumas questões inflexíveis estão sendo desenvolvidas sobre os efeitos da inteligência artificial e as novas tecnologias são capazes de revolucionar a maneira como as empresas operam e, portanto, impulsionam o desempenho de uma empresa (van de Wetering & Bos 2019). Outra investigação urgente está se desenvolvendo sobre o impacto das pressões sociais e movimentos econômicos na gestão estratégica sustentável. Incentivamos os estudiosos que abordam essas questões a apresentar seu trabalho em nossos debates sobre coevolução.

Palavras-chave: Coevolução ; Propriedades da Coevolução ; Mecanismos da Coevolução ; Características da Coevolução
Líderes:
Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi (Prog de Mestr Prof em Admin/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Robert Aldo Iquiapaza (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - CEPCON/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

O tema "investimentos e apreçamento de ativos" faz parte da divisão de Finanças. Os seguintes tópicos estão incluídos: avaliação de projetos de investimento, avaliações usando a abordagem de opções reais, Investimentos em ativos individuais e carteiras, modelos de apreçamento de ativos, tanto de renda fixa como de ações, avaliação de desempenho de fundos e avaliação de empresas

Palavras-chave: Projetos de Investimento ; Opções Reais ; Carteiras de Investimento ; Apreçamento de Ativos ; Desempenho de Fundos
Líderes:
Karem Cristina de Sousa Ribeiro (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Roberto Frota Decourt (Prog de Pós-Grad em Ciências Cont/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGCCont/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

O tema Finanças Corporativas tem como objetivo principal promover trabalhos sobre os principais aspectos científicos, teóricos e práticos da administração financeira, abordando as temáticas de decisões de financiamento, decisões de investimento, fusões e aquisições, política de dividendos, gestão de capital de giro, assimetria de informação entre gestores e investidores, etc.
As decisões de financiamento resultam na estrutura de capital das empresas, que vêm sendo estudadas desde os trabalhos seminais de Modigliani e Miller (1958). Desde então, diversos estudos importantes foram e continuam sendo realizados sobre o tema, resultando em teorias como a teoria de trade-off e a teoria de pecking order. Todavia, apesar de amplamente pesquisado, o tema ainda continua inconclusivo.
As decisões de investimento compõem os projetos de orçamento de capital. Está relacionado principalmente à análise de gastos em ativos fixos e, eventualmente, intangíveis.
A gestão de capital de giro forma as decisões de capital de giro, compostas pelos ativos e passivos circulantes (caixa, disponibilidades, contas a receber, estoques, fornecedores, etc.). Tais decisões determinam a sobrevivência a curto prazo das organizações, cujos determinantes de liquidez, giro e rentabilidade fundamentam de forma básica as análises realizadas.
A política de dividendos determina a distribuição dos lucros aos acionistas, proporcionalmente às proporções que cada um possui.
As ondas de fusões e aquisições representam a união de duas ou mais empresas de acordo com o interesse das partes.
Todas estas temáticas formam o escopo principal de finanças corporativas, pilar fundamental para a gestão das organizações.


Palavras-chave: Decisões de financiamento ; Decisões de investimento ; Fusões e aquisições ; Política de dividendos ; Gestão de capital de giro
Líderes:
Orleans Silva Martins (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)
Newton Carneiro Affonso da Costa Jr. (Prog de Pós-Grad em Admin – PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)

Estudos sobre o comportamento dos agentes, a tomada de decisão, a Teoria do Prospecto, heurísticas e vieses cognitivos, entre outras abordagens. Análise da eficiência e anomalias dos mercados.

Palavras-chave: Comportamento do Investidor ; Teoria do Prospecto ; Heurísticas e Viéses Cognitivos ; Anômalias de Mercado ; Neurofinanças
Líderes:
Anderson Luiz Rezende Mól (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Programa de Pós-grad em Ciências Contábeis/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Roy Martelanc (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Prog de Mestr Prof em Gestão de Negócios - MPGN/FFA - Faculdade FIA de Administração e Negócios)

O tema visa estimular a investigação de alto nível sobre Mercados e Instituições Financeiras no Brasil e Mundo. De forma objetiva o tema proposto abriga discussão acerca dos aspectos da integração de mercados, política monetária e estabilidade financeira, canais de transmissão de volatilidade e contágio, regulação de mercados, “corporate banking”, ratings, governança corporativa de Instituições financeiras, concentração de mercados, valuation e desempenho de instituições financeiras, entre outros. Stricto sensu, o tema se articula sob dois objetivos. O primeiro (1) é substantivo: contribuir com o debate sobre estabilidade financeira, a regulação e integração dos mercados além da gestão e avaliação das Instituições financeiras, viabilizando insights dentro e fora da ortodoxia econômica de forma a produzir uma pauta propositiva à luz do trinômio “Corporate Banking x Regulação x Integração de Mercados”. O segundo (2) é metodológico, e se relaciona diretamente com o objetivo do tema: consolidar metodologias de estudos que permitam a extrapolação do “ceticismo esclarecido” da simples evidência empírica.
Em relação ao objetivo (1), estimulam-se investigações que tragam contribuições relevantes do ponto de vista do desenvolvimento dos instrumentos e das instituições financeiras partícipes do Sistema Financeiro doméstico e internacional. Neste contexto, a regulação, integração de mercados e globalização financeira sustentam um ambiente fértil de investigações para além de pautas institucionais clássicas. Políticas monetárias alternativas, reforma e novos instrumentos de regulação oferecem um contexto para produção de reconstruções institucionais comparadas, discutindo a evolução de certos arranjos de governança do sistema financeiro. Isto posto, o tema proposto visa oferecer um ambiente adequado para a produção e veiculação de investigações de alto impacto sobre os Mercados e Instituições Financeiras.



Palavras-chave: “Corporate Banking” ; Instituições Financeiras ; Integração de Mercado ; Regulação
Líderes:
Vicente Lima Crisóstomo (Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad – PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará)
Henrique Castro Martins (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

Esse tema abrange estudos sobre a relação entre mecanismos de governança corporativa e a presença e/ou redução dos diversos conflitos de agência. Dentre os mecanismos de governança corporativa, podem-se ser citados: Conselho de administração, Estrutura de propriedade, Concentração de propriedade, Presença de investidores institucionais, Presença de blockholders, Sistemas de remuneração executiva, Sistemas internos de controle entre outros. Além disso, aceitam-se também trabalhos acerca do ambiente institucional e dos seus mecanismos ou regras de proteção aos direitos dos investidores (acionistas e credores). Trabalhos que investiguem outcomes de adesão a práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) também são aceitos. Finalmente, incentivam-se a submissão de trabalhos que discutam os efeitos da adesão, criação, planejamento ou incorporação de sistemas e políticas de Governança na performance financeira e não-financeiras das organizações.

Palavras-chave: Mecanismos de Governança ; Conflitos de agência ; Estrutura de propriedade ; Conselho de administração ; Remuneração executiva
Líderes:
Marcelo Cabus Klotzle (Prog de Mestr Prof em Admin/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
ELI HADAD JUNIOR (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)

Riscos de mercado, de crédito e operacional. Estratégias de gestão de riscos. Mercados de derivativos financeiros, de commodities e outros: termo, futuros, opções e swaps. Apreçamento de derivativos.

Palavras-chave: Risco de Mercado ; Risco de Crédito ; Risco Operacional ; Estratégias de gestão de risco ; Derivativos financeiros
Líderes:
José Alonso Borba (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico – PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
amaury jose rezende (PPGCC/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Marke Geisy da Silva Dantas (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Renan Barabanov de Assis (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab – PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo - GpG/FIPECAFI)
Monique Cristiane de Oliveira (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico – PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)

Entidades esportivas, outrora analisadas apenas como um fenômeno sociocultural, atualmente também são estudadas a partir do viés econômico-financeiro (Zambom-Ferraresi, García-Cebrián, Lera-López, & Iráizoz, 2017). Como consequência, o uso dos demonstrativos contábeis se torna objeto de análise tanto na academia como no mercado. Justificam-se estudos a este respeito, em função da sua importância para diversos interessados, como gestores, credores, investidores, governo e torcedores.

A literatura relacionada aponta uma particularidade importante, quando da avaliação do desempenho destas organizações. É necessário examinar a partir de duas perspectivas: resultados dentro de campo e sucesso econômico-financeiro (Guzmán, 2006). Portanto, os objetivos são orientados para que se alcance tanto a maximização dos lucros como o sucesso esportivo (Sloane, 2015; Terrien, Scelles, Morrow, Maltese, & Durand, 2017).

Szymanski (2017) argumenta que o desempenho esportivo é medido semanalmente. Os resultados são mensurados com acurácia, tendo em vista que somente três resultados são possíveis (vitória, empate ou derrota). De acordo com este desempenho, a gestão dos recursos financeiros é realizada. A conquista de vitórias e, consequentemente títulos, tende a impactar positivamente os resultados financeiros. Por outro lado, derrotas em sequência podem, em último caso, decretar a falência de um clube.

Sob outro aspecto da gestão dos clubes, há um cenário ainda comum nas entidades esportivas, o de má gestão, crises financeiras e escândalos de corrupção, acompanhados da ausência de transparência da informação sobre a gestão das equipes e sua consequente avaliação. Neste sentido, a Governança e suas boas práticas pode auxiliar na minimização deste cenário e contribuir para o processo de profissionalização da gestão e a reorganização financeira e administrativa das equipes (Marques & Costa, 2016).

Assim, as áreas de interesse deste tema abrangem, mas não se limitam, aos seguintes assuntos:
• Finanças em entidades esportivas;
• Governança em entidades esportivas;
• Transparência em entidades esportivas;
• Gestão em entidades esportivas;
• A relação entre os desempenhos financeiro e esportivo em entidades esportivas

Palavras-chave: Gestão esportiva ; Governança ; Transparência ; Desempenho financeiro ; Desempenho esportivo
Líderes:
Luciana Maines da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
John Robert Bessant (Business School/University of Exeter)
Tatiana Iakovleva (Business School/Stavanger University)
Claudia Cristina Bitencourt (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

O termo Responsible Research and Innovation (RRI) (Pesquisa e Inovação Responsável) surgiu em 2002, no 6th EU Framework Programme for Research and Technological Development (FP6), que é um conjunto de ações no nível da União Europeia para financiar e promover a pesquisa (Comissão Europeia, 2002). No documento a responsabilidade está atrelada a questões éticas (criação de redes entre organismos e atividades existentes, promoção do diálogo em um contexto global, conscientização, treinamento, pesquisa em ética em relação à ciência e tecnologia) e a incerteza, risco e princípio da precaução (análise e melhores práticas). Ao longo da última década, o conceito de inovação impulsionou grande parte da agenda de pesquisa europeia (Comissão Europeia, 2013).
A responsabilidade na pesquisa e inovação é motivada pela preocupação global com o planeta, seus recursos naturais, assim como uma sociedade justa e inclusiva (Nações Unidas, 2015). Essa preocupação diz respeito a governos, que podem agir através de políticas e regulamentos, mesmo que ainda estejam em fase de desenvolvimento (Scherer, Palazzo, & Baumann, 2006). Mas também diz respeito à iniciativa privada (Burget et al., 2016).
Na prática, a RRI visa moldar, manter, desenvolver, coordenar e alinhar processos, atores e responsabilidades existentes e inovadores relacionados à inovação e pesquisa, com o objetivo de garantir resultados de pesquisa desejáveis e aceitáveis (Stahl, 2013). Consiste, portanto, no desenvolvimento de novos produtos e serviços que combinam crescimento, desempenho e responsabilidade. Esta responsabilidade é dirigida aos clientes e usuários, bem como ao ecossistema como um todo (Pavie, & Carthy, 2015).
Ao considerar a inovação como um processo, a RRI denota uma orientação para antecipação, inclusão, capacidade de resposta e reflexividade (Van Oudheusden, 2014). Essas quatro dimensões implicam um compromisso coletivo e contínuo de ser (Stilgoe, Owen, & Macnaghten, 2013). A antecipação descreve e analisa os impactos – econômicos, sociais, ambientais ou outros - pretendidos e potencialmente não intencionais que possam surgir e é sustentada por metodologias que incluem a previsão, avaliação de tecnologias e desenvolvimento de cenários (Owen, et al. 2013). A reflexão reflete sobre os propósitos subjacentes, motivações e impactos potenciais daquilo que é conhecido (incluindo as áreas de regulação, revisão ética ou outras formas de governança que podem existir) e o que não é conhecido (incertezas associadas, riscos, áreas de ignorância, pressupostos, questões e dilemas) (Owen, et al. 2013). A inclusão se refere a diminuição da autoridade de especialistas, com a inclusão de novas vozes na governança da ciência e da inovação como parte de uma busca pela legitimação Owen, et al. 2013). A responsividade exige uma capacidade para mudar a forma ou direção em resposta aos valores das partes interessadas e públicos e mudanças nas circunstâncias. A capacidade de resposta significa fazer ajustes inevitáveis nas trajetórias de inovação à medida que progridem e mobilizam as expectativas de todos os envolvidos (Demers-Payette et al., 2016).
O campo é amplo, podendo ser estudado sob a ótica da pesquisa desenvolvida em universidades e centros de pesquisa, no contexto de políticas públicas de incentivo à inovação e a inovação desenvolvida através da iniciativa pública. Neste sentido, esta trilha se interessa pelas seguintes questões:

Como os inovadores no contexto de negócios podem ser incentivados a fim de prevenirem possíveis implicações prejudiciais das inovações que pretendem desenvolver?

Quais ferramentas, atividades ou estratégias podem ser usadas para ajudar as organizações a prever possíveis implicações prejudiciais, sem conter inovações potencialmente desejáveis?

Como os stakeholders com valores diferentes, ou os que se opõem à inovação, podem ser envolvidos durante o processo de inovação?

Como a inclusão de stakeholders com valores diferentes influencia o desenvolvimento da inovação e sua subsequente implementação?

Como as organizações podem se engajar em um diálogo honesto, com base em informações transparentes acessíveis aos stakeholders, sem colocar em risco sua vantagem competitiva?

Outras inquietações são bem-vindas.

Palavras-chave: Pesquisa e inovação responsável ; Inovação responsável ; Políticas públicas ; Inovação ; Universidade
Líderes:
Simone Vasconcelos Ribeiro Galina (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Ana Valéria Carneiro Dias ( Mestrado Profissional em Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual/ Doutorado em Inovação Tecnológica e Biofarmacêutica /UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

Renovação e mudança estão na essência da inovação; novos temas e tecnologias surgem frequentemente, tornando-se desafios para a gestão das organizações, que devem estar preparadas para analisar e gerenciar tendências emergentes. Assim, esta track abrange estudos que compreendam temas emergentes em inovação, que não tenham ainda sido amplamente discutidos em quaisquer outras temáticas e que manifestem potencial debate e interesse da Divisão de ITE. Exemplos de temas de interesse podem ser, embora não se limitem a:

• Embora a vantagem da globalização para inovação seja reconhecida, a agenda da “estratégia regional” emergiu recentemente (Verbeke, Asmussen, 2016), e diferentes aspectos de proximidade (Boschma, 2005) devem ser considerados para uma melhor compreensão dos impactos da distância geográfica em parcerias para a inovação, tanto interorganizações quanto intra-organizações. Como as organizações podem se beneficiar do conhecimento disperso geograficamente, superando o desafio da colaboração a longa distância? Como a substituição e / ou sobreposição (Hansen, 2015) influenciam as relações entre parceiros com diferenças tanto geográficas quanto não-espaciais? Há diferenças entre empresas de países desenvolvidos e em desenvolvimento (Zedtwitz et al., 2015)? O desenvolvimento local é reforçado pela participação de multinacionais estrangeiras no Sistema Nacional de Inovação?
• Inovação transformativa (Transformative Innovation) tem sido considerada para enfrentar desafios globais como sustentabilidade e inclusão. Isso requer o envolvimento de múltiplos atores e partes interessadas, assim, uma agenda de pesquisa é necessária para lidar com preocupações distintas e elaboração de políticas adequadas (Schot e Steinmueller, 2018). Quais são as tendências em políticas para inovação transformativa? Quais são as habilidades necessárias para envolver diferentes atores na autogestão da inovação transformativa? Como perfil dos empreendedores, suas motivações e oportunidades percebidas podem orientar a inovação transformativa?
• Adoção e difusão de tendências tecnológicas nas organizações (impressão 3D, inteligência artificial, IoT, blockchain, biotecnologia, nanotecnologia...) têm se comportado como catapultas para promover a transformação de indústrias e gerar novos negócios. Esses tópicos geralmente são discutidos do ponto de vista técnico, no entanto, acadêmicos têm negligenciado peculiaridades do gerenciamento da inovação: como as organizações desenvolvem capacidades para lidar com tendências tecnológicas?
• Embora existam estudos sobre os impactos do processo de financeirização da economia sobre os investimentos em inovação (Lazonick e Mazzucato, 2013), a relação entre financeirização e a gestão da inovação tem sido pouco explorada. Que condicionantes e contingências uma perspectiva financeirizada do capitalismo aporta para a gestão, a organização e os resultados da inovação?
• Como a abordagem de inovação como prática complexa e performativa (Garud et al., 2018; Garud et al, 2011) pode contribuir para questões como tratamento de incertezas, aprendizagem, construção de capacidades dinâmicas, definições estratégicas, entre outras? Que categorias/conceitos são relevantes para tratar a performatividade e a complexidade?
• Inovação e trabalho. Que conceitos/categorias são necessários para compreender o trabalho em atividades de inovação? Que elementos da organização do trabalho são relevantes para a inovação? Como articular essa discussão com a questão da ambidestria, sobretudo contextual (Gibson e Birkinshaw, 2004)? Como articular conceitos existentes (competências, autonomia, cooperação...) para explicar a inovação como um processo complexo e apoiar a gestão da inovação?

Palavras-chave: internacionalização da inovação ; inovação transformativa ; tendências tecnológicas ; complexidade ; performatividade
Líderes:
ALSONES BALESTRIN (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Bibiana Volkmer Martins (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
GUSTAVO DALMARCO (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
LEONARDO AUGUSTO DE VASCONCELOS GOMES (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
coussi (PH D Program/University of Poitiers)

Em um contexto no qual a inovação é tida como uma das bases para o desenvolvimento econômico, a implementação e o desenvolvimento bem sucedidos de ecossistemas de inovação se torna fundamental para potencializar as capacidades individuais e coletivas dos atores para a geração de conhecimentos científicos e tecnológicos. A partir da contribuição seminal de Schumpeter (1912; 1942), em que à inovação é dado o principal papel na explicação do desenvolvimento econômico, novos avanços teóricos têm sido feitos para compreender melhor tal fenômeno. A abordagem mais sistêmica da estratégia de inovação foi relatada na literatura sob diversas formas, desde a visão mais clássica de sistemas de inovação até conceitos mais contemporâneos, como no caso dos ecossistemas de inovação (ADNER; KAPOOR, 2010; 2016). A utilização do termo “ecossistemas de inovação” cresceu nos últimos anos, sendo empregado para explicar atividades inovadoras com uma vasta variedade de atores, como universidades, empresas, empreendedores individuais, poder público e sociedade civil organizada. Estudos empíricos têm demonstrado como cada um dos atores podem atuar como catalizadores dos processos em um ecossistema de inovação. Schwartz e Bar-El (2015) argumentam que os governos nem sempre realizam adequadamente esse papel, levando a um fracasso na obtenção de um crescimento econômico ótimo em detrimento da economia nacional e da própria indústria. Por sua vez, Leon (2013) defende que os ecossistemas de inovação podem ser orquestrados por universidades, uma vez que as mesmas passam a agir como indutoras do desenvolvimento e da transferência de conhecimentos e tecnologias disruptivas. Embora a abordagem de ecossistemas de inovação tenha ganhado espaço na literatura sobre estratégia, inovação e empreendedorismo, não há consenso entre os autores sobre a definição do conceito (GOMES et al., 2018). Somado a isso, essa ainda é uma área nova, que vem se desenvolvendo rapidamente e que apresenta vários aspectos e lacunas a serem analisados (SHAW; ALLEN, 2016). A diversidade de conceitos e aplicações empíricas que surgem neste âmbito se mostram não só como um desafio, mas principalmente uma oportunidade para os estudiosos do ecossistemas. Assim, este tema congrega estudos teóricos e empíricos sobre ecossistemas de inovação que contemplem:
a) Avanços teóricos e conceituais sobre Ecossistemas de Inovação,
b) Inovação aberta, hélice tríplice/quádrupla, transferência de conhecimento e co-criação de valor em ecossistemas de inovação;
c) Orquestração e governança para o desenvolvimento de ecosistemas de inovação;
d) O emprego da abordagem ecossistêmica para abordar inovação radical, novos modelos de negócio, novos mercados ou indústrias emergentes.
e) Políticas públicas e desenvolvimento de melhores práticas em parques tecnológicos, incubadoras e pólos de inovação;
f) Análises de sistemas nacionais, setoriais e regionais de inovação;
g) Atores do ecossistema de inovação, como aceleradoras de projetos inovadores, cidades inteligentes, cidades de conhecimento, comunidades online, ecossistemas simbióticos e demais instituições que incentivem o surgimento de organizações innovadoras;
h) Pesquisas sobre empresas start-ups e spin-offs;
i) Spillovers de conhecimento em Ecossistemas de Inovação.
j) Crescimento e desenvolvimento de ecossistemas.

Palavras-chave: Ecossistemas de Inovação e Empreendedorismo ; Co-criação de Valor ; Hélice-tripla ; Hélice-quádrupla ; Cidades Inteligentes
Líderes:
Thiago Gomes Nascimento (Mestr Prof em Gestão Estratégica de Organizações - Centro de Educ Superior de Brasília/MGEO/CESB/IESB - Centro Universitário Instituto de Educação Superior de Brasília)
Fernando Gomes de Paiva Júnior (Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic – PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco - Prog de Mestr Prof em Gestão Pública e Desenvolvimento do Nordeste/Cent de Ciênc Soc Aplic - MGP/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

A economia criativa tem atraído atenção global nos últimos anos, direcionada para organizações, academia e governos de diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento (Sung, 2015). Assim, é imperativo o crescimento, desenvolvimento e institucionalização de estudos sobre as origem e características da economia criativa, considerando suas promessas e seus problemas (Schlesinger, 2013; Carvalhal & Múzzio, 2015), além de abranger atividades calcadas na propriedade intelectual de serviços ou produtos que incorporam inovação, desde atividades tradicionais até as complexas cadeias produtivas (Miguez, 2007). Com a presença de indivíduos criativos (Múzzio & Paiva Júnior, 2014) que possuem habilidades diferenciadas para atuação no mercado de trabalho (Serra & Fernandez, 2014), esse tema constitui mecanismo para o crescimento nas economias pós-industriais. De acordo com UNCTAD (2010), a economia criativa se mostra conceitualmente polissêmica e se centra em ativos criativos que buscam estimular a geração de renda, a criação de empregos, a exportação de ganhos, a promoção da inclusão social e diversidade cultural como formas de potencialização do desenvolvimento humano.
O tema proposto para a divisão Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo versa sobre economia criativa, ao expressar a estreita relação entre criatividade e inovação, conforme Perry-Smith e Mannucci (2017), em que serão aceitos trabalhos que contemplem temáticas como criatividade, inovação, cultura, tecnologia e desenvolvimento, arte, humanidades e entretenimento, tratados sob os prismas de gestão de negócios, empreendedorismo, indústrias, regiões e territórios e os profissionais criativos. Assim, serão aceitos trabalhos que busquem responder ao proposto na agenda desenvolvida por Almeida, Teixeira e Luft (2015): a) verificar a existência de redes de cooperação entre indústrias criativas – clusters criativos – e a relação entre estas indústrias; b) abordar o papel do governo na condição de agente regulador e promotor de condições adequadas para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas; c) analisar práticas de gestão que estimulem a aprendizagem e a criatividade individual, compondo equipes de trabalho oriundas de diferentes setores criativos; d) realizar estudos quantitativas visando avaliar e validar os achados de pesquisas já realizadas; e) adotar uma perspectiva de processo direcionada para analisar a gestão de pessoas no âmbito das indústrias criativas em meio a mudanças organizacionais; f) realizar pesquisas comparativas relacionando indústrias de determinado setor, situadas em diferentes ambientes, bem como entre indústrias criativas e “não criativas, e entre indivíduos que compõem a chamada classe criativa; f) aplicar a Teoria do Capital Criativo no contexto das indústrias nacionais; g) analisar relações contratuais relacionadas a indústrias que compõem a economia incluindo todos os agentes evolvidos no processo; h) verificar a utilização de sites pessoais e redes sociais virtuais como formas de exibição talentos na Internet; i) traçar considerações acerca da educação num contexto marcado pelo sistema midiático-cultural; j) Ponderar a respeito das transformações nas indústrias culturais e criativas; l) realizar estudos empíricos pautados em fontes de coletas de dados pouco frequentes nos estudos analisados; m) analisar o impacto das recentes evoluções tecnológicas em diferentes cadeias de produção criativas; n) investigar diferentes condicionantes das estratégias de coordenação das atividades produtivas nas indústrias culturais e criativas.


Palavras-chave: Economia criativa ; Indústrias criativas ; Cidades criativas ; Empreendedorismo criativo ; Desenvolvimento tecnológico
Líderes:
Ana Clarissa Matte Zanardo dos Santos (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Suzanne ??rica Nóbrega Correia (PPGA/Universidade Federal de Campina Grande)
Paola Schmitt Figueiró ()
Ana Clara Aparecida Alves de Souza (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
José Carlos Lázaro da Silva Filho (Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad – PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará)

Inovação Social é um campo bem consolidado tanto na Europa quanto na América do Norte. Esse é um (sub)campo que se forma na intersecção da abordagem sociotécnica do desenvolvimentos de “novas práticas sociais” com a abordagem tradicional de gestão de demandas sociais. Nos últimos 10 anos instituições definidoras de políticas tecnológicas e sociais como OCDE e a Comunidade Européia (via BEPA) estabeleceram um marco institucional do conceito central do (sub)campo de Inovação Social (Howaldt et al. 2014, Moulaert 2013). Pode-se afirmar que nesse período o campo estabeleceu um fundamentação acadêmica sólida (muitas vezes não vista fora do campo), expandindo a necessidade de pensar a inovação social como uma abordagem construtiva do processo de respostas a demandas sociais, que podem ser entendidas como um processo de implementação de uma proposição nova ou renovada no contexto em questão. Nos países em desenvolvimento (o “Global South”), apesar de ser um amplo campo empírico de demandas sociais e processos de adoção de novas prática, o uso desta abordagem, exigindo novos arranjos de atores (ou “práticas sociais”, quando sob outra lente), ainda se encontra em fase de consolidação.
Este track considera que este campo, ainda em consolidação no Brasil, tem caminhos concretos para a sua expansão, sendo possíveis diferentes discussões teórico-empíricas dentro do campo da Administração. Entre as possibilidades de expansão da discussão, destacam-se:
- Inovação Social Local - Grassroots Innovation (Martin & Upham, 2016).
- Ecossistemas de Inovações Sociais e Desenvolvimento Territorial (Sgaragli, 2014)
- O processo de adoção de Tecnologias sociais (Dagnino, 2014).
- Abordagens teóricas e compreensão das dimensões da inovação social (Souza, Lessa & Lazaro, 2019);
- Compreensão do processo da inovação social e a institucionalização (Agostini, Silveira & Bossle, 2016);
- Desenvolvimento e transformações sociais geradas através da Inovação Social (Haxeltine et al., 2017);
- Inovações sociais na perspectiva de práticas consumo (Jeager-Erben, Ruckert-John & Schäfer, 2015),
- Desenvolvimento Inovações Socias ligadas a políticas públicas e a busca da Sustentabilidade (Haxeltine et al. 2017Davies & Simon, 2013),
Portanto, a proposta desse track é estimular pesquisas acadêmicas e reflexão acerca dos avanços teórico-empíricos sobre as inovações sociais, contemplando suas dimensões e práticas, bem como as transformações resultantes de seu desenvolvimento. Busca-se estimular diálogos com pesquisas que explorem a realidade local e brasileira, assim como trabalhos com uma abordagem mais ampla, abstrata e teórica. Tendo em vista a presença de artigos com esta temática nos últimos 5 anos no EnANPAD, os proponente acreditam que se que tal tracka seja relevante aos pesquisadores e grupos de pesquisa da área proposta, bem como novos pesquisadores deste processo de consolidação do (sub)campo.


Palavras-chave: Inovação Social ; Tecnologia Social ; Inovação Local ; Transformação Social ; Práticas Sociais
Líderes:
Maria Tereza Saraiva de Souza (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Danielle Denes dos Santos Carstens (Prog de Mestr e Dout em Admin – PMDA/UP - Universidade Positivo)

A busca pelo atendimento dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável tem estado presente cada vez mais nos discursos de acadêmicos, pesquisadores, formuladores de políticas e, inclusive, representantes das indústrias. Neste sentido, a inovação é vista como uma das áreas mais profícuas para se alcançar a sustentabilidade nas diferentes esferas da sociedade (Boons & Lüdeke-Freund, 2013; Bossle et al., 2016; Matos & Silvestre, 2013).
A ecoinovação, ou inovação ambiental, consiste em processos novos ou modificados, técnicas, sistemas e produtos que evitam ou reduzem os impactos ambientais (KEMP; ARUNDEL, 1998). KESIDOU; DEMIREL, 2012), causados pelo consumo e atividades de produção (CARRILLO; GONZÁLEZ; KÖNNÖLÄ, 2009). A ecoinovação não se limita a inovação em produtos, processos, métodos de marketing e métodos organizacionais, pode provocar mudanças socioculturais e nas estruturas institucionais (OECD, 2009); além de ser utilizada para prevenção e controle da poluição (KEMP; PONTOGLIO, 2011). Os drivers determinante da adoção da ecoinovação, como a regulamentação (BOSSLE, DUTRA, VIEIRA, SAUAVÉ, 2015; LOPES SANTOS, 2019) tem levado ao desenvolvimento de produtos verdes, técnicas de manejo sustentável e redução de resíduos (KEMP; PONTOGLIO, 2011) assim como em fontes de energias limpas (KEMP; PEARSON, 2008; KEMP; PONTOGLIO, 2011), criando novos espaços de mercado para produtos e serviços ou processos orientados para as questões ambientais (CHARTER; CLARK, 2007; OLTRA; SAINT JEAN, 2009) integrando a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) (CHARTER; CLARK, 2007). Sendo assim, a inovação ambiental serve para prevenir, reduzir, diagnosticar e monitorar os danos antrópicos, gerados pelas ações do homem (MARKUSSON, 2001) levando a necessidade de otimizar a utilização dos recursos naturais, tais como energia e água, de forma mais eficiente (COMISSÃO EUROPEIA, 2007; KEMP; PONTOGLIO, 2011). Nesse contexto, as políticas industriais, ambientais, tecnológicas e cientificas devem convergir (COENEN; LÓPEZ, 2010).
Desta forma, esta chamada visa explorar pesquisas atuais e emergentes, que relacionam diferentes correntes teóricas e metodológicas aplicadas ao contexto da inovação ambiental, que são de elevado interesse para a temática: drives da inovação ambiental; tecnologias limpas; patentes ambientais; P&D verde; ecodesign; inovação ambiental aplicada à economia circular; inovação no ciclo de vida de produtos; inovação em transição energética, eficiência energética, energias limpas e renováveis; inovação ambiental para modelos de negócios disruptivos; inovação para economia de baixo carbono, inovação em cadeia de suprimentos verde; inovação para a mobilidade urbana, inovação para economia compartilhada; inovação ambiental para a gestão sustentável de recursos hídricos e florestais.


Palavras-chave: Ecoinovação ; Inovação Ambiental ; Tecnologias Limpas ; P&D Verde ; Ecodesign
Líderes:
DIEGO ANTONIO BITTENCOURT MARCONATTO (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Edmundo Inácio Júnior (Programa de Pós-graduação em Administração/Universidade Estadual de Campinas)
Lucio Gonçalves De Carli (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Emidio Gressler Teixeira (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

O papel desempenhado pelos pequenos e médios negócios (PMEs) nas economias e sociedades ao redor do mundo é extremamente importante (OECD, 2017). Normalmente, PMEs totalizam 99% dos negócios (EBRD, 2019) e são responsáveis por grandes contribuições ao PIB e à criação de empregos (OECD, 2017). No Brasil, metade dos empregos formais são mantidos pelas PMEs que, em conjunto, produzem um quarto do produto nacional (SEBRAE, 2017). Esses números, que podem ser mais altos em países desenvolvidos (EDINBURGH GROUP, 2013), mostram que as PMEs fomentam o fortalecimento da classe média e o aumento da qualidade de vida de populações inteiras. De fato, não há país que tenha alcançado um desenvolvimento real sem a força das PMEs.
No entanto, PMEs são afetadas por múltiplos problemas que ameaçam sua sobrevivência e seu potencial de crescimento. Obstáculos internos e ameaças contextuais causam a morte ou afetam negativamente a performance de muitas PMEs (DOBBS; HAMILTON, 2007), o que acarreta desemprego e outros danos à sociedade. Além disso, o conteúdo tecnológico incorporado em seus produtos e serviços, especialmente no Brasil, está longe da média de suas contrapartes, as grandes empresas (IBGE, 2016).
A importância evidente das PMEs, tanto em termos sociais quanto econômicos, assim como as ameaças que elas enfrentam, justificam os esforços para aprofundar a compreensão sobre as causas e a natureza da sua sobrevivência e crescimento. As debilidades do setor de pequenos negócios, normalmente encontrada em países em desenvolvimento, tendem a produzir iniciativas de baixa tecnologia e escala que pouco contribuem para a geração de emprego, inovação e aumento de produtividade (ÁCS et al., 2017). PMEs vigorosas, por outro lado, têm maiores chances de operarem como fontes de inovação e trabalho (GIBB; DAVIES, 1990).
A despeito dessa relevância, a pesquisa sobre o crescimento das PMEs se tem provada particularmente difícil (SHEPHERD; WIKLUND, 2009). Pouco avanço foi feito e convergências nesse campo de estudo são muito mais raras do que a sua fragmentação (DEMIR; WENNBERG; MCKELVIE, 2017; DOBBS; HAMILTON, 2007), vistos as múltiplas barreiras que obstaculizam a investigação desse fenômeno. Sua maioria nasce de definições inconsistentes, dos desafios em termos de sampling e da própria complexidade fenomenológica e estrutural inerentes ao crescimento em si (DEMIR; WENNBERG; MCKELVIE, 2017).
Nesse track, discutiremos papers centrados em diferentes aspectos da pesquisa sobre a performance das PMEs: mortalidade, sobrevivência e crescimento. Serão bem-vindas, especialmente, as contribuições focadas nos seguintes itens:
1) Desafios metodológicos envolvidos na pesquisa sobre o crescimento de PMEs, tais como o uso de diferentes definições de PMEs, métricas divergentes de crescimento, timespans de crescimento e definição de unidade de análise;
2) Identificação de causas estáveis (internas e contextuais) do crescimento de PMEs;
3) Impactos e dinâmicas organizacionais internos causados pelo crescimento nos PMEs;
4) Identificação de diferentes padrões organizacionais que eventualmente ocorram durante a trajetória de crescimento das PMEs;
5) Identificação de possíveis padrões de inovação nas PMEs e seus determinantes. Artigos quantitativos, qualitativos e teóricos são bem-vindos;
6) Análise das relações entre desempenho organizacional e desempenho inovador, e seus determinantes;
7) Associação entre sobrevivência e desempenho inovador ou sobrevivência e crescimento, com métodos quantitativos aplicados.

Palavras-chave: PME ; Crescimento ; Sobrevivência ; Desempenho ; Inovação EM PMES
Líderes:
Edmilson de Oliveira Lima (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - 00/ANEGEPE - Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas)
Vânia Maria Jorge Nassif (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
ROSE MARY ALMEIDA LOPES (N/A/ANEGEPE - Presidência/ANEGEPE Associação Nacional de Estudos de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas)
Adriana Backx Noronha Viana (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Marcela Barbosa de Moraes (Programa de Pós-Graduação em Gestão e Desenvolvimento Regional/Universidade de Taubaté)

O empreendedorismo e a inovação são áreas de estudo que se ligam entre si e a temas acadêmicos de grande importância e potencial de contribuição na pesquisa atual, dentre os quais, os que seguem. Primeiramente, há as questões sociais, nos estudos do empreendedorismo social (Austin, Stevenson e Wei-skillern, 2006; Bittencourt et al., 2016; Campos et al., 2012; Di Domenico, Haugh, e Tracey, 2010; Mair e Marti, 2006; Phillips et al., 2015). Há também os temas da efetuação (Salusse e Andreassi, 2016; Perry, Chandler e Markova, 2012; Sarasvathy, 2001; Sarasvathy, Foster e Ramesh, no prelo), da bricolagem (Baker e Nelson, 2005; Di Domenico, Haugh, e Tracey, 2010) ou dos dois temas tratados junto (Fisher, 2012; Nelson e Lima, 2019; Servantie e Rispal, 2018). Esses dois últimos temas são muito badalados e têm sido ativa e intensamente estudados de modo a ampliar rapidamente as fronteiras do conhecimento em empreendedorismo e em inovação. O empreendedorismo digital também tem recebido particular atenção, por sua efervescência na realidade prática das diversas sociedades (Allen, 2019; Giones e Brem, 2017; Nambisan, 2017; Richter, Kraus e Syrjä, 2015; Zaheer, Breyer e Dumay, 2019). O tema ajuda consideravelmente a gerar novos conhecimentos úteis para as práticas e pesquisas do empreendedorismo e da inovação, inclusive quanto a suas mútuas e intensas relações.

Todos esses temas listados têm sua importância e sua necessidade de pesquisa sustentados pelos autores citados. Percebe-se, contudo, que tal necessidade é ainda mais profunda no Brasil, país em que a pesquisa em empreendedorismo e inovação é restrita principalmente quanto a esses temas e carece de um grande levante de ampliação e aperfeiçoamento. Tal levante seria particularmente benéfico a países como o Brasil devido a seu considerável potencial de contribuição para o desenvolvimento de nações caracterizadas pela pobreza. Quanto ao empreendedorismo social, ele é diretamente indicado por Kuckertz e Prochotta (2018) como o terceiro tópico de pesquisa mais promissor em empreendedorismo, atrás dos tópicos “processo empreendedor” e “comportamento empreendedor”. Configura-se assim algo muito útil e relevante para as pesquisas brasileiras.

O objetivo desta chamada é a criação de um espaço de diálogo e de troca de conhecimentos entre estudiosos do empreendedorismo e da inovação quanto aos temas aqui propostos visando à ampliação e ao aperfeiçoamento de suas pesquisas. Daí poder-se-ia intensificar o desenvolvimento de conhecimentos úteis para o enfrentamento dos problemas sociais e econômicos.

Serão bem-vindas tanto contribuições teóricas quanto empíricas, estudos quantitativos, qualitativos e mistos, assim como comparações e perspectivas internacionais.

Não se excluirá qualquer configuração possível de abordagem de um ou de mais de um dos subtemas citados no título desta chamada. Contudo, todos os trabalhos deverão ter o empreendedorismo e/ou a inovação em seu núcleo temático.

Contribuições sobre os seguintes subtemas serão particularmente bem recebidas, sem exclusão de outras possibilidades no escopo desta chamada:

• Empreendedorismo social
• Inovação social e empreendedorismo
• Effectuation no empreendedorismo social ou não social
• Empreendedorismo tecnológico (empreendedorismo digital, etc.)
• Empresas sociais
• Criação de valor social (opcionalmente com tecnologia e/ou inovação)
• Comportamento empreendedor

Palavras-chave: Empreendedorismo ; Inovação ; Aspectos sociais ; Effectuation ; Empreendedorismo digital
Líderes:
Moacir de Miranda Oliveira Junior (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Prog de Mestr Prof em Gestão de Negócios - MPGN/FFA - Faculdade FIA de Administração e Negócios)
ROBERTO CARLOS BERNARDES (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Priscila Rezende da Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Max von Zedtwitz (Department of Strategic Management/Kaunas University of Technology)

Ascensão dos países em desenvolvimento como centro de inovação e sua nova nomenclatura para mercados emergentes têm ocupado um lugar de relevância na agenda internacional de pesquisa sobre estratégias globais de inovação e P&D. Os mercados emergentes têm propiciado às multinacionais vantagens dinâmicas para as multinacionais explorarem os fluxos de oferta de recursos e conhecimento local através de estratégias orientadas para a gestão da inovação de amplitude global. Nas abordages ortodoxas para o estudo da inovação, as economias avançadas estariam no epicentro de criação e difusão da inovação global para os mercados mundiais. Exemplos atuais de mercados emergentes evidênciam que muitas destas inovações surgem de modo pioneiro nestes mercados, em empresas nativas ou subsidiarias estrangeiras locais para depois serem comercializadas e adotados com sucesso nos mercados avançados ou em suas próprias matrizes. O termo “inovação reversa” tenta exprimir as inovações que emanam dos países em desenvolvimento para os países avançados (Von Zedtwitz et Al. 2018), por multinacionais estrangeiras que, de outra forma, seriam consideradas uma forma de localização avançada de produtos. Von Zedtwitz et Al. (2018) argumentam que tais definições orientadas para o mercado são incompletas e sugerem a ampliação deste conceito definindo inovação reversa como qualquer tipo de inovação global que, em algum momento, é caracterizada por uma reversão do fluxo de inovação de um país em desenvolvimento para um país avançado. Nestes conjunto de inovações típicas de mercados emergentes podem ser consideradas ainda aquelas soluções baseadas em inovaçao de custo, inovações com restrições de recursos, inovações na base da piramide, Inovações disruptivas “good enough”(Hart and Christensen, 2002; Hang et al., 2010;), inovação trickle-up (Prahalad, 2004) e inovação frugal (Govindarajan and Trimble, 2012) entre outras. O objetivo deste tema é estimular os estudos empíricos e teóricos associados ao contexto das estratégias de inovação global e inovação típícas de mercados emergentes, indicando possíveis tópicos para submissão de artigos, tais como:
1. Inovação e tranferencia reversa do conhecimento entre empresas subsidiarias e multinacionais;
2. Estratégias globais e “glocalizadas” de inovação atráves da exploração dinâmica de recursos e na oferta de fontes conhecimento locais;
3. Internacionalização de startups e empresas digitais a através de soluções de produtos e serviços inovadores locais;
4. Estudos qualitativos ou quantitativos de inovações típicas de mercados emergentes;
5. Desenvolvimento de produto, processos e serviços de baixo custo com elevada oferta de valor que são internacionalizados ou comercializados para mercados externos;
6. Inovações do tipo Blowback: soluções criativas e inovadoras desenvolvidas e adotadas em mercados emergentes para depois serem replicadas em mercados internacionais


Palavras-chave: Inovação Global ; Inovação Reversa ; Inovação Frugal ; Inovação com Recursos Restritos ; Internacionalização com foco em inovação local
Líderes:
Dennys Eduardo Rossetto (BBA, M.Sc. and Ph.D. Program in Global Business/SKEMA Business School • Université Côte d’Azur (GREDEG) - Marketing and Management Department/Universidade do Texas em El Paso, TX, EUA)
Cleidson Nogueira Dias (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília - Gerência de Inovação/Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa))
Marcelo Fernandes Pacheco Dias (Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Isabelle Walsh (KTO Research/SKEMA Business School)

O objetivo deste tema é examinar novos métodos, técnicas e processos que permitam o desenvolvimentos metodológico de pesquisas, na aplicação de ferramentas avançadas relevantes, ou ainda em métodos de ensino dentro do contexto da gestão da inovação e do empreendedorismo. O convite está aberto para contribuições que enfatizem qualquer método, seja ele qualitativo, quantitativo, experimental ou conceitual por natureza ou ainda baseando em avanços de ferramentas tecnológicas aplicadas ou processos de avaliação, mensuração e aplicação em atividades de inovação ou de empreendedorismo. Assim, a ênfase de cada artigo deve estar no próprio método de pesquisa ou de análise, na aplicação da ferramenta ou processo, assim como nos resultados conquistados. Encorajamos contribuições que explorem a associação de métodos distintos, métodos multi-métodos ou que abordem, mas não se limitem aos seguintes tópicos: (1) Especificidades da gestão da inovação e/ou empreendedorismo para o desenho metodológico e teórico: Como métodos existentes e emergentes podem contribuir para o avanço teórico e analítico para os estudos no campo da Inovação/empreendedorismo? Ou ainda, como novos métodos podem ser aplicados no ensino de inovação e empreendedorismo? (2) Pesquisa Interdisciplinar: Como métodos de outras áreas do conhecimento podem contribuir com os estudos de gestão da inovação e/ou do empreendedorismo? Avanços da ciência cognitiva, de análise, simulação e inteligência computacional que podem ser aplicados ao estudo da inovação e/ou do empreendedorismo; (3) Novas unidades e níveis de análise na gestão da inovação/empreendedorismo: Que tipo de desafios e oportunidades metodológicas existem quando se estudam formas de organização como ecossistemas de inovação ou ecossistemas empreendedores? Como podemos estudar questões de gestão da inovação e/ou de empreendedorismo quando estão envolvidos um grande número de atores ou informações? (4) Questões de mensuração na pesquisa em gestão da inovação e/ou empreendedorismo: Como podemos medir os conceitos aparentemente intangíveis usados na pesquisa em gestão da inovação e/ou em empreendedorismo? (5) Metodologias, técnicas, ferramentas, métricas e impacto prático: Como podemos utilizar métodos que permitam uma melhor comunicação dos resultados para que sejam compreendidos fora da academia? Como podemos combinar métodos de pesquisa rigorosos com relevância prática ao mesmo tempo? (6) Metodologias e novas técnicas de coleta, limpeza de dados, normalização, processamento e análises para pesquisa e produção científica no campo da inovação e do empreendedorismo: (i) big data para correlação de palavras, temas de pesquisa, campos do saber, correntes teóricas; (ii) inteligência artificial e modelagem de algoritmos para revisão sistemática, bibliometrias, cientometrias e meta-análises; (iii) aplicação de análise de redes para estudos de inovação e do empreendedorismo, ecossistemas de inovação e/ou ecossistemas empreendedores, agentes locais, transferência de conhecimento, relações institucionais, etc.; (iv) uso de técnicas de Road mapping, forecasting, foresight, delphi, isto é, estudos preditivos e prospectivos para a área de empreendedorismo, inovação, de tecnologias, de patentes ou indicadores tecnológicos; (v) análise de simulação para impacto de decisões tecnológicas, de apoio a tecnologias emergentes e cenários tecnológicos e sociais; (vi) uso de técnias e ferramentas para patenteometria, mensuração da inovação através de patentes, contribuições intelectuais, redes, mensuração de atividades empreendedoras, potenciais empreendedores, níveis de sucesso de novos negócios, etc.; (vii) uso de softwares para estudos qualitativos e quantitativos, ou novos usos e técnicas via software ou sistemas baseados na web; (viii) neurociência, computação cognitiva, sistemas dinâmicos, simulação baseada em agendes, experimentos, machine learning, blockchain, redes neurais, inteligência artificial aplicada aos estudos da inovação e do empreendedorismo no contexto da indústria 4.0.; (ix) métodos ou técnicas de mensuração e divulgação de impacto social de pesquisas acadêmicas, de resultados de pesquisas ou de projetos de inovação e empreendedorismo e o uso de inteligência aumentada em pesquisas de inovação e empreendedorismo.
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Palavras-chave: Métodos de Pesquisa; ; Pesquisa Qualitativa; ; Pesquisa Quantitativa ; Ensino de Inovação e Empreendedorismo ; Técnicas Preditivas
Líderes:
José Milton de Sousa-Filho (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
MAIRA PETRINI (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Graziella Maria Comini (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
José Augusto Lacerda Fernandes (PPGGP/NAEA/UFPA)
Marta Lucia Tostes Vieira (PPGGP/NAEA/UFPA)

A emergência e expansão de empreendimentos sociais no mundo faz com que este fenômeno seja foco de estudo, tanto para conhecer suas características empíricas quanto para estender-lhe os conhecimentos provenientes da teoria das organizações e as possibilidades de modelar ferramentas apropriadas de gestão. Há uma tendência de revisão de valores nas empresas tradicionais, particularmente em termos de maior consciência sobre o impacto que desejam provocar na sociedade e no meio ambiente. Como resultado, observa-se o surgimento de novos formatos organizacionais híbridos, que buscam atingir objetivos antes vistos como incompatíveis: sustentabilidade financeira e geração de valor socioambiental. Empresas sociais (social enterprise), negócios inclusivos (inclusive business), negócios sociais (social business), negócios com impacto social são alguns dos termos usados para explicar as organizações que visam a solução de problemas socioambientais com eficiência e sustentabilidade financeira por mecanismos de mercado. Por ser uma terminologia nova, importada do ambiente empresarial, ela tem sido alvo de “calorosos” debates entre acadêmicos e practitioners. A tensão é provocada pela falta de um entendimento comum sobre um conceito novo e que procura conciliar dois temas vistos a priori como irreconciliáveis: negócios e impacto social. A falta de uma visão homogênea é explicada por dois principais fatores: pelas diferentes formas de definir o caráter social dos empreendimentos e pelas diversas maneiras de avaliar o caráter inovador deste tipo de organização. Nesse amplo espectro de atores, as configurações destes negócios assumem diferentes formatos, assim, cada organização vai se posicionar de acordo com os seus objetivos e interesses, dando um peso diferente para cada um dos fatores que compõem o conceito.
Em 2019, um levantamento realizado pela Pipe Social mapeou 1002 negócios de impacto socioambiental no país. Por meio de entrevistas com empreendedores, especialistas, sessões de trabalho com atores do ecossistema e análise de dados secundários, constatou-se que a principal área de atuação desses empreendimentos tem sido tecnologias verdes (46%), cidadania (43%), educação (36%), seguida por saúde (26%), serviços financeiros (23%) e cidades (23%). Destes empreendimentos, 42% ainda não tinham recebido investimentos e 35% não tinham faturado nenhum valor até então. Em 2016 e 2017, foram registradas 69 operações de investimento de impacto no Brasil, em um total de US $ 131 milhões. Tais investimentos concentraram-se no setor de tecnologias da informação e comunicação (TIC), em linha com as tendências globais, totalizando US $ 54 milhões em 16 negócios. De acordo com o relatório da Impact Investing Impact da Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE), feito em 2018, aproximadamente metade desses acordos foi de menos de US $ 250.000.
Desta forma, o objetivo deste track é fomentar e estimular pesquisas na temática de empresas sociais e organizações híbridas. Ao promover análises mais aprofundadas sobre a atuação e o desenvolvimento dos negócios de impacto e das organizações híbridas no Brasil, essa proposta pretende não somente compreender com maior robustez a atuação desses empreendimentos, bem como iluminar, a partir de diferentes prismas de análise, os aspectos que têm condicionado a gestão e o desempenho dessas iniciativas tão importantes quanto emergentes no contexto nacional.

Palavras-chave: Negócios de impacto socioambiental ; Empreendedorismo Social ; Organizações híbridas ; Investimento de impacto ; Base da pirâmide
Líderes:
Aurora Carneiro Zen (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Geciane Silveira Porto (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Dalton Chaves Vilela Junior (PROFNIT/UFAM - Universidade Federal do Amazonas)
Alex Fabianne de Paulo (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Cristiano Gonçalves Pereira (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)

As redes sociais se desenvolvem, ao longo do tempo, a partir de trocas formais e informais entre os atores. Sabe-se que tais redes são fundamentais para que empreendedores e gestores de inovação identifiquem novas oportunidades e organizem sua rede de acordo com suas necessidades (JOHANNISSON & HUSE, 2000), uma vez que moldam o fluxo de informação e traçam os laços através do qual ideais, conhecimentos e capital financeiro fluem. Stuart e Sorenson (2005) argumentam que a posição de indivíduos e firmas em redes impacta nas oportunidades de criar novas empresas e também nas limitações que enfrentam. Estudos sobre redes de empreendedores no nível individual focam nas relações ou laços dos próprios empreendedores com outros indivíduos ou organizações, comportando-se como agentes da firma (ANDERSON & MILLER, 2003; BATJARGAL, 2003; SHANE & CABLE, 2002). Além disso, os laços iniciais do empreendedor influenciam as decisões econômicas do novo empreendimento, como resultado de estarem imersas nas relações sociais do empreendedor (GRANOVETTER, 1973). Além disso, laços adormecidos podem ser fonte de conhecimento e capital social, uma vez que, quando reconectados, são mais valiosos (Walter et al., 2015), estes nós fracos originam informações não redundantes que permitem o desenvolvimento e a diferenciação (GRANOVETTER, 1973), fortalecendo a geração de oportunidades de inovação. Destaca-se ainda a importância base de conhecimento gerada em países em desenvolvimento com falhas de mercado e fraquezas institucionais (GIULIANI, 2013), como é o caso do Brasil A presente proposta de tema busca levantar o debate sobre diferentes dinâmicas de redes sociais e as implicações no fluxo de conhecimento, no empreendedorismo e na inovação. Esse tema é crítico para o sucesso de empreendimentos inovadores, que depende de quão bem os atores são capazes de adaptar proativamente suas redes e lidar com as consequências da rotatividade. Ensaios teóricos e trabalhos empíricos em redes sociais são bem-vindos.

• Como o conhecimento coletivo é gerado e flui na rede?
• Quais propostas metodológicas usando ARS podem contribuir para a identificação de trajetórias tecnológicas?
• Qual a relação entre as propriedades da rede, o fluxo de conhecimento e o desenvolvimento de inovações?
• Qual é a influência das redes sociais no empreendedorismo?
• Como as redes contribuem para a emergência de ecossistemas de inovação?
• Como evoluem as redes formadas por instituições de ensino e pesquisa?
• A análise dinâmica das redes nos permite analisar quais problemas na área de inovação e empreendedorismo?
• Qual é o papel da dinâmica das redes na emergência de clusters e ecossistemas de inovação?
• Quais são os direcionadores da dinâmica da rede?
• Qual é a dinâmica de laços adormecidos e reconectados para inovação das empresas?

Palavras-chave: Rede Social ; Fluxo de Conhecimento ; Trajetória Tecnológica
Líderes:
Silvio Bitencourt da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Daniel Pedro Puffal (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Programa de Pós-Graduação em Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Luiz Carlos Di Serio (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Glessia Silva (Mestr Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - PROPADM/UFS - Universidade Federal de Sergipe - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

A inovação é uma área de pesquisa intensa no meio acadêmico em áreas que integram a economia, administração, engenharias e o direito, entre outras. Tem atraído uma atenção crescente das empresas e governos como motor do desenvolvimento econômico e social de longo prazo.
A pesquisa tem proporcionado uma compreensão abrangente do fenômeno e um dos campos que tem sido focada durante as últimas décadas é o das políticas públicas. Nomeadamente no contexto de políticas de inovação em contextos distintos, como nações, estados, munícipios ou industrias em particular.
No Brasil últimos anos tem sido frutíferos para o debate e formulação de políticas públicas de inovação. É possível destacar, neste contexto, a Emenda Constitucional 15/85, o Plano Plurianual 2016-2019, a Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI) e o Decreto n.º 9.283, de 2018. Alguns esforços específicos são encaminhados nessa direção, como o Decreto nº 9.854, de 25 de junho de 2019, que institui o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT) ou mesmo a discussão em torno do “Marco Legal de Startups e Empreendedorismo Inovador” sobre como melhorar o ambiente de negócios, facilitar o investimento em startups, além de tratar de aspectos ligados a relações de trabalho e compras públicas, além da proposta de um novo programa de financiamento para as universidades e institutos de ensino federais, o Future-se que se propõe a estimular captação de recursos próprios pelas instituições com doações e parcerias com empresas privadas.
Porém, entre 129 países, o Brasil é o 66º mais inovador segundo o Índice Global de Inovação (IGI). Em 2019, o país perdeu duas posições em relação ao ano anterior, em que ocupava o 64ª lugar. Suíça, Suécia, Estados Unidos, Países Baixos e Reino Unido lideram o ranking. A China, por sua vez, segue em ascensão, agora em 14º lugar entre as nações mais inovadoras, ultrapassando o Japão (15º).
Esta situação demonstra que contribuições sobre políticas de inovação no Brasil ainda precisam ser investigadas e debatidas.
Com o intuito de criar subsídios para os formuladores de políticas de inovação em um momento em que muitas delas estão em revisão por conta do seu período de vigência e das perspectivas em construção no atual governo federal para alavancar o desenvolvimento econômico e social de longo prazo, esta edição contemplará contribuições sobre os seguintes tópicos:

1. Políticas de Inovação no Brasil: Avanços e Retrocessos
2. Pesquisa sobre Políticas de inovação no Brasil
3. Formulação e Implementação de Políticas de Inovação no Brasil: Desafios e Oportunidades
4. Sistema Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação (SNCTI) do Brasil: Experiências e Resultados
5. Participação dos atores e sua interação no Sistema Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação do Brasil (SNCTI), como p. ex. as relações entre entes públicos e privados
6. Sistemas de inovação setoriais, regionais e locais no Brasil: Sucessos e Fracassos
7. Avanços tecnológicos nas principais indústrias, como p. ex. agronegócio e petróleo & gás ou frente a emergência de novas tecnológicas, como as de IoT
8. Aspectos legais e regulamentares da inovação no Brasil
9. Infraestrutura de serviços tecnológicos
10. Adequação de políticas de inovação federais, estaduais e municipais ao contexto que pretendem atender
11. Políticas de Empreendedorismo
12. Outros tópicos relacionados

Palavras-chave: Desenvolvimento ; Políticas Públicas ; Economia ; Sociedade
Líderes:
Juliana Bonomi Santos de Campos (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Kleber Fossati Figueiredo (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Devido a importância dos serviços nas economias, pesquisadores de diferentes campos começaram a voltar suas atenções para a prestação de serviços. Desde a década de 70, pesquisadores já exploram como e por que produtos e serviços diferem em relação ao processo de desenvolvimento, produção e comercialização. A pesquisa em serviços cresceu e ganhou periódicos específicos, tais como o Jounal of Service Research, Journal of Services Management, e The Services Industries Journal. Dentro do campo de operações, os serviços também ganharam espaço com autores explorando as diversas nuances da operação de serviço. Assim, esse tema visa explorar características intrínsecas da gestão das operações de serviço. Buscamos estudos sobre Business-to-business e business-to-consumers/users , no âmbito público e privado, de diferentes indústrias. Esperamos receber contribuições ligadas a serviços de saúde, educação, logística, hotelaria, infraestrutura, para mencionar alguns. Encorajamos submissões de trabalhos ligados a diferentes temas da gestão de operações de serviço, dentre eles:
- o papel do cliente e o processo de serviço
- viabilização de experiências de serviço
- gestão da qualidade, produtividade e desempenho em serviços
- gestão de capacidade e filas
- ecosistema de serviços e ciência de serviços com aplicações em operações
- gestão de parcerias em serviços
- logísticas e suprimentos para serviços
- recuperação de serviços
- servitização e inovação em serviços
- modelos de gestão adaptados a serviços públicos

Palavras-chave: Operações de serviço ; Qualidade e Produtividade em serviços ; Gestão de estoques, capacidade, e filas ; Servitização ; Criação de experiências de serviço
Líderes:
Eliciane Maria da Silva (Programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP/Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP)
Marcelo Martins de Sa (Graduação /Saint Paul Escola de Negócios - Graduação /Centro Universitário das Américas)
Patricia Guarnieri (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)

A gestão de risco e resiliência entre os elos da cadeia torna-se necessária para sustentar simultaneamente o crescimento econômico, diminuir a vulnerabilidade frente aos impactos sociais e ambientais e, ao mesmo tempo, ser resistente diante de perturbações e pressões externas (Fahimnia e Jabbarzadeh, 2016; Marchese, Reynolds, Bates et al., 2018). Neste sentido, identificar fatores chaves de sucesso e boas práticas diante dos diversos tipos de riscos, contribui para o design e planejamento de cadeias resilientes (Shin e Park, 2019), bem como na elaboração de escalas para avaliar resiliência em organizações e cadeias (Singh et al. 2019); Donadoni et al. 2018).

É fundamental entender como as teorias de gestão podem ser aplicadas e ampliadas, visando mitigar impactos de riscos e aumentar resiliência em cadeias de suprimentos tornando as mais sustentáveis e competitivas. Entre elas podemos destacar no campo da tomada de decisão, as teorias de análise de decisão comportamental (Simon, 1947; French, Maule e Papamichail, 2009) e analítica (Rubinstein, 1998; Brandenburg, Govindan, Sarkis et al., 2014) para o processo de seleção e avaliação de fornecedores (Ritchie e Brindley, 2007; Foerstl, Reuter, Hartmann et al., 2010). ). Métodos de apoio à decisão que incorporem os diferentes critérios envolvendo as dimensões econômica, ambiental e social, além de questões éticas relacionadas também se tornam relevantes (Guarnieri e Trojan, 2019).
No campo da estratégia podem favorecer estudos empíricos ligados à teoria de dependência de recursos, teoria do capital social, visão relacional, e abordagem das capacidades dinâmicas, que mostrem por exemplo como organizações podem adaptar suas rotinas para aprenderem a construir resiliência (Scholten et al. 2019) ou explorar recursos e capacidades que tornem pequenas e médias empresas mais alertas e prontas para resposta e recuperação diante de rupturas em cadeias (Polyviou et al. 2019).
No campo das finanças, a teoria da agência e teoria de decisão sobre a racionalidade limitada (Roehrich, Grosvold e Hoejmose, 2014), podem contribuir para seleção e melhoria das estratégias de desenvolvimento de fornecedores, por meio de maior percepção de risco dos gestores nas companhias contratantes, melhor controle sobre a dependência de recursos entre fornecedores e compradores e pressão dos stakeholders.
Fatores como confiança, reputação, valores éticos (Hirsch e Meyer, 2010) e gestão de mudanças (exemplos, mudanças constitucionais como BREXIT ou reformas no Brasil) (Hendry et al. 2018). Também, o relacionamento entre gestão de riscos e inovação, no intuito de compreender quando os investimentos em inovação podem melhorar a resiliência de organizações e cadeias (Parast et al. 2019).
Portanto, possíveis tópicos para submissão de artigos poderão centrar em: (a) seleção, avaliação e desenvolvimento do relacionamento entre fornecedores e compradores para sustentabilidade e resiliência; (b) modelos analíticos e comportamentais para tomada de decisão em cadeias resilientes; (c) operações de gestão da sustentabilidade e capital social para organizações e cadeias; (d) aprendizagem e inovação em cadeia de suprimentos para sustentabilidade e resiliência; (e) planejamento, logística (materiais, informações e recursos) e design da cadeia de suprimentos para sustentabilidade e resiliência.

Palavras-chave: tomada de decisão comportamental ; seleção, avaliação e desenvolvimento de fornecedores sustentáveis ; modelos analíticos de tomada de decisão ; gestão de risco ; resiliência
Líderes:
Veronica Angelica Freitas de Paula (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia - Programa de Pós-graduação em Gestão Organizacional/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Priscila Laczynski de Souza Miguel (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Andrea Lago da Silva (Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção/UFSCar)

A integração entre diferentes funções de uma organização e entre empresas ao longo da cadeia de suprimentos é chave para criar valor para o consumidor final (Mollenkopf et al., 2000; Alam et al., 2014). Estudos de integração identificam funções, processos e atividades que dão suporte a iniciativas de desenvolvimento e transferência de conhecimento entre demanda e suprimentos (Phelps et al., 2012). Neste sentido, faz-se necessário planejamento integrado de negócio entre compras, gestão da demanda e oferta, e distribuição (Christopher; Ryals 2014).
Compras, em organizações públicas e privadas (B2B), precisa compreender como criar valor a partir de seus fornecedores (Chik; Handfield, 2014). Relacionamentos de longo prazo entre compradores e fornecedores são estratégicos entre empresas independentes que compartilham metas, buscam benefícios mútuos e reconhecem alto nível de mútua interdependência (Mohr; Spekman, 1994). É essencial determinar quais membros são críticos para o negócio e alocar atenção gerencial e recursos a estes membros, criando parcerias (Lambert; Knemeyer; Gardner, 2004) e/ou entender a complexidade inerente a fornecedores multiníveis (Mena et al, 2013), lidando com a complexidade de informações para direcionar caminhos assertivos (Schoenherr; Speier-Pero, 2015). Uso de multidisciplinaridade, enfoque no fornecedor, práticas de gestão de risco e de responsabilidade social e ambiental, atenção às especificidades de compras públicas podem contribuir para o amadurecimento da área.
O planejamento de vendas e operações (S&OP – Sales and Operations Planning) é um processo de decisão usado para construir alinhamento (Pedroso; Silva; Tate, 2016) e sincronização entre demanda e suprimentos (Oliva; Watson, 2011; Pedroso et al., 2016). Para sua correta implementação são necessários coordenação e comprometimento das partes por meio de processos, ferramentas, organização e cultura colaborativa (Tuomikangas; Kaipia, 2014). Apesar do tema não ser novo, poucas empresas obtiveram sucesso em sua implementação (Jonsson; Holmström, 2016), que requer amadurecimento no processo (Vereecke et al., 2018). Existem lacunas a preencher, como: a arquitetura necessária para um planejamento efetivamente colaborativo (Christopher; Ryals 2014); os desafios e as intervenções no processo para alavancar sua implementação (Jonsson; Holmström, 2016) e o papel do contexto (setor, aspectos organizacionais, complexidade, interfaces intra e interorganizacionais) no processo de S&OP (Kristensen; Jonsson, 2018).
Na gestão da distribuição, o atendimento ao consumidor final evoluiu do varejo tradicional para multi e omnicanalidade. Consumidores podem colocar seus pedidos para as organizações e recebê-los de diferentes maneiras. Tanto o varejo como a indústria agora competem com o comércio eletrônico para atender o consumidor final (B2C) (Melacini et al., 2018). Esta nova realidade traz desafios para a área de supply chain que precisa rever seus processos e adaptá-los para os novos canais (Hübner; Kuhn; Wollenburg, 2016; Ishfaq et al., 2016; Hübner; Wollenburg; Holzapfel, 2016). Decisões importantes referem-se à gestão do transporte e uso de fretes dinâmicos, definição de centros de distribuição e pontos de coleta, sistemas de picking, avaliação dos sistemas de informação mais adequados, integração com fornecedores e logística reversa (Miguel, 2019), além de colaboração entre indústria e varejo. Há oportunidades de pesquisas sobre integração e planejamento de canais logísticos usando diferentes metodologias e perspectivas.

Palavras-chave: Compras ; S&OP ; Canais Logísticos e de Distribuição ; Integração ; Omni e multicanalidade
Líderes:
Leonardo Marques (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Marilia Bonzanini Bossle (PROFNIT - Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação/Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS)
Minelle Enéas da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)

Ao longo dos anos, a gestão de operações tem se deparado com demandas que vão além de sua perspectiva tradicional de eficiência e produtividade. Com uma prática que considera os aspectos intra- e inter-organizacionais, percebe-se um novo olhar para o comportamento moral dos gestores e para a ética entre os membros da cadeia de suprimento (Beske e Seuring, 2014). Sabe-se que o corrente debate demonstra maior ênfase nas preocupações ambientais, todavia entende-se que está nas questões sociais o maior desafio para a gestão de operações (Yawar e Seuring, 2017).

Na busca por minimizar a concentração de discussões nos países da América do Norte e da Europa (Gold e Schleper, 2017), abre-se o debate voltado para países em desenvolvimento, em especial no contexto da América Latina, onde são diversos os aspectos que devem ser considerados na busca por sustentabilidade (Fritz e Silva, 2018). Para os autores, os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) podem ser considerados, o que levaria, por exemplo, a mais estudos voltados à redução da pobreza (ODS #1) e busca por produção e consumo mais sustentáveis (ODS #12).

Soma-se à necessidade de avançar em modelos de menor impacto ambiental e social a demanda por modelos de gestão mais transparentes – ou seja, modelos que permitam que consumidores e demais stakeholders de uma determinada empresa tenham acesso a informações como origem da matéria-prima, lista de empresas fornecedoras, e indicadores de impacto social e ambiental (Marshall et al., 2016). Estudos recentes mostram que para avançar na direção de modelos sustentáveis e transparentes, incorporar vozes que cubram a diversidade de stakeholders que forma a rede de suprimentos se torna crítico (Marques, 2019).

A partir desta visão, entre os possíveis tópicos para este tema destacam-se:
? relação entre responsabilidade socioambiental, ODS e resultados do negócio
? modelos e processos de transparência em redes de suprimentos
? métodos e critérios de seleção e monitoramento socioambiental de fornecedores
? desempenho e indicadores de sustentabilidade em operações
? tecnologias sociais, novos modos de operação e novas tecnologias como blockchain
? direitos humanos e trabalhistas na gestão das operações (ex. Modern Slavery)
? avaliação do ciclo de vida do produto
? desenvolvimento de produtos ou serviços sustentáveis, transporte sustentável, eco-design, eco-inovação e gestão de resíduos sólidos
? estratégias climáticas; adaptação e mitigação de emissões de gases do efeito estufa (GEE)
? certificações socioambientais - motivações, implantação e resultados (ex. Fair-trade)

Tais temas demonstram a multiplicidade de possibilidade relacionadas à este tema. Assim, convidamos toda comunidade acadêmica envolvida com sustentabilidade na gestão de operações, no contexto intra- e interorganizacional, a submeter suas pesquisas e relatos técnicos no sentido de avançar o debate sobre esta temática.

Palavras-chave: Sustentabilidade em cadeias de suprimento ; Transparência em redes de suprimento ; Gestão socioambiental de Operações ; Operações Sustentáveis ; Impacto socioambiental
Líderes:
Ilan Avrichir (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Luciana Marques Vieira (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Ingridi Vargas Bortolaso (Prog de Mestr Prof em Admin - PPGA/UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul)
EDUARDO ARMANDO (Prog de Mestr Prof em Gestão de Negócios - MPGN/FFA - Faculdade FIA de Administração e Negócios - Pós-Graduação Lato Sensu/FECAP - Centro Universitário FECAP)
MARCIO LOPES PIMENTA (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

O termo cadeias globais de valor (GVC ) é uma abordagem que analisa o fenômeno do fatiamento dos processos de produção entre atores localizados em vários países. A produção se dá através de uma sequência de atividades, em que cada uma agrega algum valor ao que foi adicionado pelos elos anteriores. A sequência dessas atividades é descrita e analisada, desde a sua concepção até produção e uso final, bem como é examinada a relação entre trabalhos executados, tecnologias, padrões, regulamentos, produtos, processos e mercados de cada local específico, com o propósito de entender como se inter-relacionam e influenciam, bem como a estrutura e a dinâmica das cadeias (Gereffi & Fernandez-Stark, 2016).
Dessa forma, a GVC dá atenção particular à questão de como e porque a distribuição de atividades entre regiões e países permite a cada elo se apropriar do valor gerado ao longo da cadeia. A abordagem GVC tem foco no fato de que, com frequência, empresas e agrupamentos produtivos de países emergentes desenvolvem atividades que lhes permite captar pouco valor relativamente ao que obtém os elos da cadeia localizados nos países desenvolvidos (Kaplinsky & Morris, 2016). Pergunta-se o porquê disso e busca soluções para esse fenômeno, o qual afeta negativamente a possibilidade de upgrading econômico, social e ambiental desses países. É, portanto, uma abordagem que tem interesse particular para países emergentes e ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
Já o termo redes de produção (RP), engloba as redes locais de negócios que são formadas para interligar atores melhorando a dinâmica relacional gerando externalidades positivas, como o acesso a recursos e capacidades externas, sendo entendida como uma parte da interação entre atores, atividades e recursos interdependentes. Os momentos de cooperação e competição poderão produzir benefícios maiores do que aqueles alcançados por uma estratégia de atuação individual. Analisa-se quanto a relacionamento colaborativo pode contribuir para evolução da estrutura da rede de negócios e criação de valor, em comparação a competir.
O Tema GVC & RP da Divisão GOL abrange diversos aspectos, incluindo principalmente:
1. Mudanças tecnológicas e distribuição das atividades produtivas entre regiões e países;
2. Alterações na distribuição geográfica das atividades e gestão operacional e logística;
3. Implicações e desafios para assegurar que os padrões tecnológicos, de qualidade e ambientais sejam seguidos pelos integrantes das cadeias e redes, bem como sua influência sobre os elos;
4. Como a distribuição de valor é influenciada pelas diferentes formas de coordenação, tradicionais e novas, como, por exemplo, plataformas;
5. Impactos da integração das empresas e regiões em GVCs & RPs sobre as condições sociais e sobre o meio ambiente das regiões;
6. Diferenças e semelhanças entre as perspectivas GVC, RP e (Global Production Network);
7. Inovação e difusão de conhecimento nas GVCs-RPs;
8. Upgrading de produto, processo, funcional e de cadeias;
9. Offshoring e reshoring.


Palavras-chave: Cadeias Globais de Valor ; Governança da Cadeia ; Gestão da Cadeia de Suprimento ; Terceirização e Produção Global ; Redes Globais de Produção
Líderes:
Marcos Lopez Rego (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas - Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Leandro Alves Patah (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Luciano Ferreira da Silva (Prog de Mestr Prof em Admin - Gestão de Projetos - PMPA-GP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)

O tema “Gestão de projetos” contempla pesquisas e trabalhos acadêmicos relacionados à unidade de análise denominada “projeto”, o qual pode ser definido como um esforço temporário para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo, realizado em uma organização ou em um conjunto de organizações, com limitações de prazo, recursos e com um escopo definido. Embora a realidade de gestão de projetos contemple muitas vezes a busca por certa previsibilidade e controle, a atividade de gestão de projetos enfrenta também ambientes de constante inovação, incertezas e riscos advindos do ambiente externo (inovações tecnológicas, mudanças climáticas, catástrofes, crises econômico-sociais etc.). Neste contexto, oportunidades têm surgido dentro e fora da academia para melhorar procedimentos, desenvolver teorias e/ou integrar disciplinas como, por exemplo, a aplicação de métodos híbridos.
Sua importância pode ser destacada pela necessidade das organizações, públicas ou privadas, implementarem adequadamente seus projetos com o intuito de cumprirem os objetivos estratégicos que deram origem aos mesmos. Sem uma adequada gestão de projetos, novas ideias, processos ou produtos ficarão no papel e seus benefícios não se tornarão realidade. A partir desse entendimento são propostas as seguintes linhas de trabalhos: Projetos como organizações temporárias; Metodologias de gestão de projetos; Ferramentas e técnicas de gestão de projetos; O Gerente de projeto; Gestão estratégica de projetos; Maturidade em gestão de projetos; Programas e portfolios de projetos; Desempenho, benefícios e sucesso de projetos; Projetos internacionais; Megaprojetos; Governança e estruturas organizacionais para projetos; Escritórios de projetos; Lições aprendidas em projetos; Ensino e treinamento em gestão de projetos; Métodos ágeis de gestão de projetos; Projetos no setor público; Organizações baseadas em projetos; Projetos de simbolismo intensivo; Casos em projetos: projetos culturais, sociais, ambientais, ajuda humanitária; Projetos históricos; e Sustentabilidade e gestão de projetos.

Palavras-chave: projetos ; gerenciamento de projetos ; portfolio de projetos ; megaprojetos ; gerentes de projetos
Líderes:
CYNTIA MEIRELES MARTINS (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia)
sérgio castro gomes (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia - Governança Pública/Escola de Governança Pública do estado do Pará)
MARILUCE PAES-DE-SOUZA (Programa de Pós-Graduação Mestrado em Administração/Universidade Federal de Rondônia)
Tania Nunes da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

O tema se propõe discutir as questões econômicas, sociais e ambientais envolvidas no contexto dos processos produtivos das atividades agropecuárias, florestais e extrativistas, tomando como perspectiva a gestão da cadeia de valor, inclusiva e sustentável, considerando, o potencial dessas cadeias serem inseridas em mercados internacionais. O foco de discussão recai sobre as operações das cadeias de base primária tais como: práticas sustentáveis, inovação, empreendedorismo, inserção de produtos regionais em cadeias globais a partir de certificações, estruturas de governança, riscos e resiliência em cadeias de suprimento, arranjos produtivos, relacionamentos, cooperação e competição, e a gestão das operações nos elos de produção, agregação de valor, comercialização e logística.
Após a Rio92, os produtos agropecuários e das florestas brasileiras passaram a sofrer maior controle relativo às suas práticas, origem do produto, manejo dos recursos naturais, boas práticas de produção, comercialização e aproveitamento de resíduos. O Brasil tem 54% do seu território coberto por florestas nativas com biomas como o da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, em que a atividade agropecuária, a exploração de madeira de floresta natural e de floresta plantada, além das várias práticas de extrativismo promovem a geração de trabalho, emprego e renda para milhares de famílias à jusante e a montante das cadeias agrícolas e extrativistas e, que diretamente, podem prestar serviços sociais e ambientais ao planeta colaborando para redução do efeito estufa e para reduzir os efeitos das mudanças climáticas. Os Tópicos para submissão de artigos podem estar relacionados a:
• Impactos da gestão econômica e financeira da rede de suprimento nos relacionamentos com fornecedores e clientes
• Cooperação e desenvolvimento de fornecedores
• Certificação de produtos de base primária para inclusão em cadeias globais
• Efeitos de mudanças climáticas na produção, rentabilidade dos produtores e no excedente dos consumidores de Produtos Florestais madeireiros (PFM) e Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM)
• Geração de energia sustentável a partir de resíduos florestais
• Logística reversa
• Práticas sustentáveis de produção, agregação de valor e gestão das cadeias
• Empreendedorismo em cadeias de base primária
• Inovação de produção, agregação de valor, produto e gestão das cadeias de valor sustentáveis
• Valoração de serviços ecossistêmicos e sociais dos ativos naturais
• Extrativismo sustentável e segurança alimentar
• Políticas públicas, inclusão social e desempenho da produção e comercialização de cadeias produtivas de base primária
• Estruturas de governança, arranjos produtivos e cooperação em Cadeias de Suprimento de base primária
• Gestão de Risco e Resiliência em Cadeia de Suprimento de base primária


Palavras-chave: Gestão do Agronegócio ; Extrativismo ; Práticas inovadoras no agronegócio ; Riscos climáticos no agronegócio ; Cooperativismo agrícola
Líderes:
Simone Sehnem (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin – PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)
Fernando Luiz Emerenciano Viana (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
MARCIA DUTRA DE BARCELLOS (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Antecedentes da economia circular. Práticas de economia circular. Transição do modelo linear de produção para o modelo circular. Barreiras para operacionalizar a economia circular. Modelos de negócios circulares. Alternativas comerciais circulares, por exemplo, aluguel, leasing, virtualização de processos, economia compartilhada. A dimensão social na economia circular. Reformulação de produtos e cadeias de suprimentos para a economia circular. Modularização e aproveitamento em cascata. Reutilização de produtos, componentes e materiais. Economia circular e comunicação com o mercado. Cidades sustentáveis e economia circular. Indicadores de desempenho em economia circular. Ecossistemas industriais e circularidade de recursos. Mudanças institucionais rumo à economia circular. Eco-design. Redução. Reuso. Reciclagem. Reclassificação. Renovação (energias renováveis). Políticas públicas rumo a economia circular. Custo de fabricação e economia circular. Modelos de negócios circulares. Competências para a economia circular. Liderança para a economia circular. Inovação disruptiva e economia circular. Justificativa da sua atualidade: em um ambiente com recursos finitos, desmaterializar, remanufatura, remodelar, modularizar via aproveitamento em cascata, otimizar o uso de recursos, recuperar, regenerar via ciclos técnicos e biológicos, se tornam premissas fundamentais para geração de desenvolvimento e progresso. Além disso, o potencial de fontes de energias limpas e sustentáveis, a exemplo da energia solar, eólica, biomassa, utilização de energias derivadas de resíduos, são necessidades demandadas pelas organizações. Sobretudo, pensar no uso dos materiais em ciclos contínuos, desde a fabricação, uso, recuperação, desmonte e re-fabricação. Portanto, buscar gerar valor a partir daquilo que antes era descartado pela indústria, reinserindo materiais na cadeia produtiva e reduzindo a dependência de recursos naturais. Por fim, consiste em gerar sistemas integrados de soluções sustentáveis, pautados em modelos de negócios cujas premissas são a regeneração, compartilhamento, otimização, ciclagem, virtualização e trocas. Esses modelos pressupõem o fornecimento circular, a recuperação de recursos, a extensão da vida útil dos produtos, plataformas de compartilhamento e oferta de produtos como serviços. Todos os aspectos apontados precisam ser abordados numa abordagem multinível, gerando um upgrade de tecnologia embarcada nos produtos ofertados à sociedade, de dispositivos para acesso a produtos e serviços e de obsolescência programada, que permite reintroduzir materiais nas cadeias de produção de modo a reduzir a pegada ecológica e os passivos ambientais, gerando inclusão social e benefícios econômicos.

Palavras-chave: Economia Circular. ; Modelos de Negócios Circulares. ; Ecossistemas Industriais Circulares. ; Circularidade ; Regenerar
Líderes:
ANDREW BEHEREGARAI FINGER (Mestrado Profissional em Administração Pública/Universidade Federal de Alagoas)
Marcos Paulo Valadares de Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)

Estratégias de operações e logística contribuem para o melhor posicionamento das empresas nas redes de suprimentos em termos de seu desempenho, sua capacidade de resposta e sua participação na formação de parcerias. Isso implica entender as preferências e necessidades dos clientes e alinhar os processos internos para convergirem para o melhor desempenho naqueles critérios que resultam em vantagens competitivas. Desta forma, os principais interesses desse tema são:
- sistemas e métricas de desempenho
- gestão da qualidade, produção enxuta e 6 sigma
- gestão de processos
- estudos de otimização
- gestão de transportes
- gestão de estoques
- gestão da informação (pedidos)
- estudos sobre capacidade
- estudos sobre localização de instalações, entre outros
Obter o melhor desempenho e otimizar a cadeia de suprimentos, buscando evitar rupturas no abastecimento e gerar valor ao cliente, tornam a gestão da cadeia e a sua logística essenciais no cenário competitivo atual.


Palavras-chave: Estratégias de operações ; Gestão da cadeia de suprimentos ; Gestão da qualidade ; Logística ; Redes de distribuição
Líderes:
André Cherubini Alves (CGA/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
J?lio C?sar Bastos de Figueiredo (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
JURANDIR PEINADO (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

A nova economia digital tem impactado diretamente a área de operações e logísticas. Novas tecnologias como: blockchain, internet das coisas (IoT), robótica, inteligência artificial (IA), Big-Data, smart-connected-devices, impressoras 3D, entre outras que compõe, estão criando um ambiente totalmente novo e redesenhando a forma com que as empresas se conectam, produzem e agregam valor para seus clientes. A integração dessas tecnologias com a produção compõe o que se denomina de indústria 4.0. Essa revolução digital está alterando os limites das empresas, suas operações e relações com fornecedores e consumidores ao longo da cadeia de suprimentos através de plataformas mais conectadas. Essas mudanças têm surgido mais notadamente por meio das novas empresas de tecnologia (startups) que já nascem nesse novo ambiente digital, mas também sendo crescentemente adotadas por empresas já estabelecidas que buscam um reposicionamento competitivo. Nesse sentido, a economia digital e a Indústria 4.0 trazem uma série de desafios para gestores de operações e logística que precisam encontrar formas novas, mais conectadas para competir no século 21. O objetivo dessa seção é convidar estudos que explorem operações e logística na era digital no Brasil e no mundo. Busca-se estudos relacionados a desafios e oportunidades para operações e logística na era digital, casos de empresas tradicionais e startups que tem buscado essas inovações em diferentes elos da cadeia de valor. Questões como: - Como a nova economia digital impacta a área de operações e logística das empresas? - Quais os determinantes do sucesso para implementação de inovações em operações na era digital? - Quais os desafios e estratégias das empresas em diferentes setores? - Como buscar diferenciação em operações na economia digital? - É possível distinguir tipos de estratégias digitais em operações e logística? - Como as estratégias digitais, utilização de big-data, inteligência artificial se integram a novos modelos de negócios? - Como as estratégias digitais em operações e logística impactam a inovação em serviços? - Quais os limites das estratégias digitais? - Qual a relação entre operações regionais e globais na nova economia digital? Para responder a essas perguntas, esta seção aceita artigos empíricos usando vários métodos como: estudos de caso, surveys, pesquisa-ação, pesquisa com dados secundários entre outros que apresentem rigor científico e fundamentação teórica adequada.

Palavras-chave: Logística e Indústria 4.0 ; Blockchain in Supply Chain ; Economia Digital ; Digitalização da gestão da cadeia de suprimentos ; Smart Supply Chain
Líderes:
Anderson de Souza Sant'Anna (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Flávia de Souza Costa Neves Cavazotte (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
PAULA SOUSA BRANT E MELO (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Juliana Mansur (Mestr Prof em Admin Pública/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas - Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)

O tema se direciona a fomentar a produção e o compartilhamento de estudos, pesquisas e discussões em torno fenômeno da Liderança, tendo por base as dimensões societal, organizacional e individual. O escopo compreende análise de abordagens tradicionais, críticas e contemporâneas sobre o tema, em particular de abordagens, estilos de liderança e formas de seu desenvolvimento em contextos marcados por transformações demográficas, geopolíticas, tecnológicas, comportamentais e organizacionais. Compreende também estudos que busquem a produção de teorias e abordagens considerando características e especificidades da realidade brasileira, bem como pesquisas empíricas que a enfatizem, bem como proponham comparações com outros contextos socioeconômicos e culturais. Envolve, ainda, espaço para a discussão de abordagens teórico-metodológicas e conceituais que compreendam ou extrapolem o mainstream dos estudos sobre o tema, com destaque para permanências, mudanças, paradoxos e dilemas em torno da produção teórica em torno do constructo, e suas articulações com a realidade nacional. Dentre o conjunto de tópicos e subtópicos incluem-se estudos teóricos e empíricos abrangendo abordagens clássicas e emergentes, liderança e perspectivas críticas, relações entre liderança e poder, liderança e cultura, liderança e gestão, liderança e revolução 4.0, liderança e identidade, liderança e gênero, liderança e sustentabilidade, liderança e equipes, liderança e demais elementos do comportamento humano e organizacional, assim como liderança e terceiro setor, liderança e administração pública, desenvolvimento de liderança, competências em liderança, liderança e novas configurações organizacionais, liderança e complexidade, liderança e economia digital.

Palavras-chave: Liderança ; Desenvolvimento de Liderança ; Competências em Liderança ; Estilos de Liderança ; Liderança 4.0
Líderes:
Kely Cesar Martins de Paiva (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Diogo Henrique Helal (Diretoria de Pesquisas Sociais/Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ - Curso de Mestr Prof em Gestão Empresarial - MPGE/FBV - Faculdade Boa Viagem)
Diego Costa Mendes (Departamento de Administração e Contabilidade (DAD/UFV)/UFV - Universidade Federal de Viçosa - Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic – PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

Não é novidade afirmar que o mundo do trabalho apresenta composição cada vez mais diversa. A heterogeneidade da força de trabalho apresenta para os campos do trabalho, do comportamento humano e da gestão de pessoas vastos enfoques de investigação, incluindo-se estudos que relacionem e interseccionem o fator idade e/ou geracional com outros construtos nas relações sociais no trabalho. Uma geração pode ser compreendida como um grupo que compartilha — além do período de nascimento e de idades próximas — eventos históricos, políticos e sociais significativos em suas existências e que podem ser associados ao desenvolvimento humano e à existência de alguns padrões de referência. A literatura aponta que indivíduos de faixas etárias diversas tendem a se comportar de modos peculiares, demarcando distintas formas para adentrar, permanecer e/ou sair do mundo do trabalho, espelhando particularidades nos comportamentos de jovens, adultos e idosos nos espaços laborais. Assim como as juventudes são diversas, as experiências de idosos em processo de aposentadoria também demarcam vivências que precisam ser melhor investigadas, compreendidas e gerenciadas. Levando-se em conta, também, outras interseccionalidades — como gênero, cor de pele, orientação sexual, orientação religiosa, orientação estética —, tais particularidades tendem a aumentar e a se constituir fatores complicadores do ponto de vista social e, assim, de gestão. Tais questões demandam, seguramente, um papel mais ativo das organizações e da gestão de pessoas, no sentido de uma maior participação e responsabilização no que se refere aos desafios compreendidos nos processos de inserção e de saída do mercado de trabalho.
Assim sendo, este tema busca estimular debates, desenvolvimento de pesquisas e aprofundamento dos conhecimentos a respeito da diversidade etária da força de trabalho e das múltiplas gerações no ambiente laboral, bem como discussões que relacionem tais temáticas com:
Ageismo e aspectos demográficos, comportamentais e sociais;
Cotidiano de jovens trabalhadores, trabalhadores adultos e idosos;
Gerações e poder nas organizações;
Gerações, trajetórias e carreiras;
Gerações e políticas e práticas de gestão de pessoas;
Inserção e longevidade no mercado de trabalho;
Juventudes e profissionalização;
Gerações e políticas públicas;
Programa Jovem Aprendiz;
Envelhecimento ativo nas organizações;
Gerações, cibercultura e ciberespaço;
Ageismo e desemprego;
Estigmas, estereótipos, preconceitos, discriminações e marginalidade etários.
Portanto, pesquisas que focalizem tais grupos, individual ou comparativamente, nas mais diferentes nuanças do mundo do trabalho, bem como com os mais diversos aportes epistemológicos e metodológicos, são bem-vindas.

Palavras-chave: Gerações e trabalho ; Ageismo nas organizações ; Etarismo e trabalho ; Juventudes e trabalho ; Envelhecimento e relações de trabalho
Líderes:
Heliani Berlato (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc Sup de Agricultura “Luiz de Queiroz” - PPGA/ESALQ/USP - Universidade de São Paulo)
Carolina Maria Mota Santos (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Angela Christina Lucas (FCA-Unicamp/FCA-Unicamp)
Fernanda Versiani de Rezende (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

A proposta é discutir a situação atual dos estudos em torno de conquistas e desafios vivenciados por mulheres e homens quando se equaciona carreira e vida pessoal. Dado que a temática de gênero faz luz a essa discussão, o grupo de trabalho também pretende ampliar o olhar para as interseccionalidades que tocam a mulher e chamar à discussão os conceitos de feminilidade e masculinidade.

A participação da mulher no mercado de trabalho é cada vez mais estudada. Na área da administração encontramos diversos estudos sobre mulheres que chegaram aos primeiros escalões, discussões sobre o fenômeno Glass Ceiling em relação a esta categoria profissional (Mota-Santos, Tanure, Carvalho Neto, 2014), e em relação às empreendedoras (Mota-Santos, Carvalho Neto, Versiani, Caeiro e Martins, 2016), além de aspectos que tratam a perspectiva de profissionais mais maduras e em processo de envelhecimento.

Logo, o interesse desta proposta é aglutinar pesquisas e práticas, de caráter transdisciplinar, que problematizam as questões relacionadas ao trabalho e a vida pessoal de mulheres e também de homens. Espera-se reunir pesquisadores e pesquisadoras que tratam destas discussões com enfoque também nas questões de gênero levando em conta antigos e atuais impasses e desafios.

Entender o gênero como elo de duas partes permite refletir a respeito do quebra-cabeça social que constrói posições e papéis nos quais os homens, como categoria universal são vistos com determinados comportamentos (Carmo, 2010) e as mulheres com comportamentos geralmente opostos aos dos homens (Medrado & Lyra, 2008).

Ao falar de gênero, é comum referirmos ao feminino e ao masculino. Infelizmente aprendemos a agir de acordo com as prescrições de cada sexo e ainda encontramos padrões estereotipados em que o feminino se relaciona apenas às mulheres e o masculino apenas aos homens.

Não podemos esquecer a fluidez que existe ao falarmos de gênero. Souza et al (2015, p. 283), por exemplo, ressaltam que “O masculino possui muito mais conteúdos femininos nos dias de hoje do que em épocas passadas”. É neste contexto que consideramos que o marcador de gênero se constitui como categoria e também um termo relacional. O que é ser homem depende do que é ser mulher e vice-versa. As mudanças no feminino impactam o que venha a ser masculino (Nascimento et al, 2009; Araújo, 2005).

Além disso, outras propostas que não tratam do debate a partir da categoria gênero, mas que contribuem com discussões relacionadas ao mercado de trabalho e carreira também fazem parte desta discussão.

Sendo assim, espera-se trabalhos que estejam enquadrados nos seguintes tópicos:

1. Relação trabalho e família sob a perspectiva do casal
2. Desenvolvimento de carreira da mulher e suas interseccionalidades (mulher negra, lésbica, em situação vulnerável)
3. O fenômeno opt out.
4. Dual career.
5. Perfil da mulher no mercado de trabalho
6. Maternidade e Paternidade na construção e desenvolvimento da carreira
7. Mulheres e envelhecimento no mercado de trabalho
8. Mulheres na ciência
9. Mulheres imigrantes
10. Barreiras para igualdade e equidade de gênero
11. Classe social, carreira e mulher
12. Novas marcas do feminino
13. Novas marcas da masculinidade



Palavras-chave: Trabalho e Família ; Dual career ; Gênero ; Maternidade/Paternidade ; Feminino/Masculino
Líderes:
MARCIO PASCOAL CASSANDRE (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Cláudia Simone Antonello (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Maria Beatriz Rodrigues (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Nossa proposta visa contribuir com a comunidade científica de pesquisadores da temática Aprendizagem e Conhecimento, principalmente a que se refere às organizações.Temos interesse na compreensão dos processos de aprendizagem por meio do diálogo transdisciplinar de áreas do conhecimento como Sociologia, Antropologia, Psicologia e Educação. Essa intersecção amplia a compreensão sobre a aprendizagem nas organizações, seus atores, movimentos metodológicos, dimensão política, bem como saberes que se constituem pelos e nos processos organizativos.
Ocorre a ampliação do lócus da ocorrência da aprendizagem em outros espaços socialmente organizados, revelando-se imprescendível conhecer e reconhecer atores que interagem com e nessas organizações. Pretende-se refletir sobre os saberes em distintos contextos de exclusão e de desigualdades socioeconômicas.
Na ampliação proposta, considerar a natureza das organizações enquanto processos organizativos é ir além da compreensão hegemônica da organização produtiva como espaço único da ocorrência da aprendizagem, considerando os movimentos e organizações sociais; populares, públicas, não governamentais; os coletivos; as redes físicas e virtuais, como lugares de expressão de aprendizagens.A natureza dos atores, os diferentes pertencimentos territoriais, as distintas urbanidades e ruralidades, as distintas bandeiras étnico-raciais e indígenas, de gênero e diversidade sexual, pertencimento religioso, cultural e de linguagens, revelam-se formas de considerarmos a lacuna política dos estudos da aprendizagem nas organizações. Busca-se dar visibilidade, crítica e espaços de manifestação dos atores coletivos, habitualmente invisíveis. Isto também implica em discutir alternativas metodológicas para desenvolver tais estudos.
Tópicos que gostaríamos de discutir (mas não limitados a):
• Como se constituem os saberes pelos e nos processos organizativos?
• Qual a implicação da dimensão política das práticas na construção de saberes?
• Como as novas formas organizacionais e os arranjos de emprego (trabalho temporário e contingente, intermediários, empresas baseadas em rede etc.) influenciam a distribuição de poder e as desigualdades nos mercados e local de trabalho?
• Como se estabelecem as relações (mutáveis) entre a participação social e a segregação? E como isto repercute nas dimensões trabalho, profissões e aprendizagem?
• Como os saberes da ciência, da política, da história natural e dos povos originários nos auxiliam a pensar e criar modos coletivos de resistência.
• Como as informações emergentes e tecnologias (plataformas on-line, algoritmos, aprendizado de máquina, análise preditiva etc.) moldam a triagem, a contratação, a alocação de tarefas e, consequentemente, a aprendizagem no local de trabalho?
• Como as novas tecnologias redefinem a natureza do trabalho criando novas identidades, profissões e comunidades? E neste contexto, quais e como são gerados novos discursos que limitam as profissões, o trabalho e a constituição de saberes?
• Quais são as consequências (não)pretendidas das práticas e das rotinas organizacionais antigas e novas, em particular porque elas beneficiam alguns indivíduos ou grupos enquanto restringem as oportunidades para outros dentro e fora das organizações de trabalho?
• Onde os métodos de pesquisa social estão sendo inventados? Quais são os possíveis espaços alternativos aos sistemas de conhecimento hegemônico de conhecimento?
• Qual é o potencial crítico e transformador dos métodos de pesquisa acerca do tema aprendizagem e conhecimento?
• Quais saberes e práticas envolvem a constituição do sujeito que reflete, transforma e codifica o trabalho científico e de pesquisa?

Palavras-chave: Aprendizagem ; Conhecimento ; Processos Organizativos ; Métodos ; Saberes
Líderes:
Lucia Barbosa de Oliveira (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Andrea Poleto Oltramari (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Bruno Felix Von Borell de Araujo (Prog de Admin de Empresas/FUCAPE Business School/FUCAPE - Fund Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab, Economia e Finanças)
Filipe Augusto Silveira de Souza (Graduação/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

Os estudos de carreira sob a perspectiva organizacional datam da década de 1970. Ao longo de sua existência, tal abordagem foi dominada por um conjunto de metáforas ou discursos, tais como carreira organizacional e, mais recentemente, carreiras sem fronteiras e proteana (Arthur & Rousseau, 1996; Hall, 1976). Nas últimas décadas, o foco recaiu sobre aspectos subjetivos como autonomia, proatividade, bem-estar e autorrealização. Em contraposição, há quem proponha o conceito de carreiras flexíveis, com vistas a capturar as múltiplas influências contextuais que ora habilitam e ora constrangem os indivíduos (Mayrhofer, Meyer, & Steyrer, 2007). Coloca-se em questão a demasiada ênfase sobre a agência individual, ao mesmo tempo em que se destaca o papel central da posição social, da dinâmica organizacional e do ambiente institucional mais amplo (Tomlinson et al., 2018). Nesse sentido, as carreiras devem ser pensadas levando-se em conta as dimensões espacial, temporal e relacional, em linha com a tradição histórica dos estudos de carreira, bem como com as recentes propostas baseadas em teorias sociológicas de longo prazo, sobretudo as pautadas nas obras de Bourdieu e Giddens.
No âmbito de um quadro contextual mais amplo, a emergência da Quarta Revolução Industrial trouxe consigo um conjunto de transformações estruturais no mundo do trabalho, com destaque para o aumento do número de modalidades atípicas de trabalho (Hirschi, 2018). Diante deste cenário pouco alentador, correspondente a um quadro de crescente desigualdade social, torna-se pouco palatável a insistência na reprodução dos estudos de carreira em torno de discursos restritos a uma abordagem otimista das carreiras gerenciais, profissionais e hierárquicas. Como propõem Baruch e Vardi (2016, p. 355), “não há como se compreender a real natureza das carreiras através do emprego de construtos e medidas que presumam positividade, sem ao menos considerar, na mesma análise, noções como fracasso, insegurança no trabalho, tratamento injusto, assédio e incivilidade”.
Visando estimular a continuidade das pesquisas e promover a integração dos pesquisadores da área, convidamos a submissão de trabalhos que busquem o avanço teórico-empírico deste campo do conhecimento. A partir do reconhecimento de que todos que trabalham têm uma carreira, propomos as seguintes vias de pesquisa:
- Novas ocupações e modos de trabalhar: gig work, uberização, mercado de trabalho digital (MTD).
- Influência das mudanças socioeconômicas, demográficas, culturais, territoriais e individuais sobre o processo de precarização objetiva e subjetiva das carreiras.
- Carreiras no contexto dos vínculos de trabalho flexíveis: trabalho temporário e intermitente, microempreendedor individual, trabalhador “PJ”.
- Flexibilidade espacial do trabalho: teletrabalho, trajetórias de imigrantes, exilados e refugiados.
- Trabalho, carreira e a interseção com marcadores sociais (classe, gênero e raça).
- Carreira e classe social: classe, trajetória educacional e trajetória profissional.
- Carreiras de outsiders: trajetórias de grupos ocupacionais ou sociais considerados marginais ou desviantes (Becker, 2008).
- Identidades e identificação social (como indivíduos se definem por meio de seu trabalho) e transições de papel.
- Chamados ocupacionais (callings).
- Carreiras em contexto .
- Carreiras sustentáveis
- Análise crítica dos discursos relativos às novas carreiras.
- O lado sombrio (dark-side) das carreiras contemporâneas.



Palavras-chave: Carreiras ; Trajetórias profissionais ; Ocupações ; Flexibilidade ; Classe social
Líderes:
Ludmila de Vasconcelos Machado Guimaraes (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Jefferson Lopes La Falce (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
LEONARDO TONON (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Raquel de Oliveira Barreto (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Renato Koch Colomby (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Baseado em três eixos principais (Trabalho, Organização e Subjetividade), a proposta deste GT é avançar nas discussões sobre o trabalho e suas articulações com a dinâmica micro (sujeito) e macro (social). Para além de uma ocupação, o trabalho possui um papel fundamental na estruturação da identidade, subjetividade e saúde do trabalhador, sendo necessário fomentar constantemente discussões centradas nos seus múltiplos impactos, inclusive em termos de prazer e sofrimento. Compreendendo o trabalho como elemento central em nossas vidas, é fundamental também resgatá-lo enquanto eixo organizador da sociedade, desafiando-nos a manter um olhar atento para a complexidade trazida pelas diferentes perspectivas ideológicas, sociológicas, psicológicas, políticas, legais e econômicas existentes.
Partindo desse entendimento que privilegia aspectos provenientes de leituras sobre as psicopatologias do trabalho, bem como sobre as diferentes formas de construção de subjetividades no contexto laboral contemporâneo, convidamos a todos os interessados em dialogar trazendo discussões que transitem pelas temáticas: Prazer e Sofrimento no trabalho. Clínicas do trabalho. Saúde e adoecimento mental no trabalho: estresse, burnout e suicídio. Alcoolismo e outras drogas. Modos de trabalhar e suas consequências no ser e no viver. Afetos e Trabalho. Contratos psicológicos. Relações de poder e o trabalhador. Controle e resistência no trabalho. Dimensões da subjetividade e trabalho. Métodos e metodologias de intervenção no trabalho.

Palavras-chave: Psicopatologias do trabalho ; Prazer e Sofrimento ; Subjetividade ; Clinicas do trabalho
Líderes:
Arnaldo José França Mazzei Nogueira (Prog de Estudos Pós-Graduados em Admin/PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Mestr Prof em Empreendedorismo/Facul de Economia, Admin e Contab - MPE/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Liliana Vasconcellos (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
ROBERTA GUASTI PORTO (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

Desde 1945, o modelo tradicional dos Sistemas de Relações de Trabalho (SRTs) se firmou, baseado nas negociações entre três atores sociais coletivos: trabalhadores, empregadores e governos (Dunlop, 1993). O Estado regulando mais (modelo regulador de SRT) ou menos (modelo voluntarista de SRT), e os trabalhadores e empregadores relacionando-se através de negociações coletivas mais ou menos centralizadas por região ou país. A crise deste modelo tradicional dunlopiano de SRT na Europa e EUA a partir dos anos 1980 veio com a reestruturação produtiva tecnológico-organizacional e a tendência crescente de liberalização das economias nacionais desde então. As estratégias dos atores sociais coletivos passaram a ser o foco dos estudos e de novo modelo de SRTs (Kochan, Katz & McKersie, 1986). Recentemente, a necessidade de se repensar os dois modelos tem sido salientada por estudiosos de SRTs comparados, como Marginson (2016), Wright, Wailes, Bamber e Lansbury (2017). Isto por que tais modelos não dão conta de explicar a dinâmica contemporânea, impactada: pela indústria 4.0; pelo consequente movimento de flexibilização da legislação trabalhista em vários países; pelo impacto dos fluxos cada vez maiores de imigrantes. Autores como Kaufman (2012), Carvalho Neto, Amorim e Fischer (2016), Ferraz, Oltramari e Ponchirolli (2011) defendem também a necessidade de abordar os impactos destas mudanças nos SRTs sobre as políticas de Recursos Humanos (RH) das empresas. Boundarouk, Parry e Furtmueller (2016) destacam o avanço da informatização de práticas de RH (E-HRM) e seus efeitos sobre as RTs. Estes temas têm demandado que a pesquisa avance para além dos estudos clássicos (entendidos aqui como aqueles sobre condições de trabalho, negociação coletiva sindicatos-empresas, flexibilização, desregulamentação). Tais temas clássicos permanecem atuais e necessários, mas devem coexistir com os temas emergentes supramencionados, com abertura para estudos teóricos e empíricos, qualitativos e quantitativos. Num momento em que o SRT brasileiro já experimenta os impactos de profunda reforma na legislação trabalhista, esta proposta não poderia ser mais oportuna. Convidamos autores para submeter artigos segundo tópicos que podem estar imbricados e não necessariamente estanques, mas que considerem ações e estratégias dos atores sociais coletivos e também o impacto nas políticas de RH, a saber:
- SRTs comparados de diferentes países (voluntaristas, reguladores, mistos, outros modelos);
- impactos nos SRTs nacionais dos novos parâmetros de integração às cadeias internacionais de produção movidos por atitudes protecionistas de países com maior poder de definir regras comerciais;
- impactos das reformas trabalhistas nos SRTs do Brasil e de outros países (legislação, perfil do mercado de trabalho, qualificação, classe social, políticas e práticas de RH);
- RTs na indústria 4.0;
- RTs e imigrantes;
- novos e tradicionais atores sociais coletivos; individualização das RTs;
- negociações sindicais e acordos coletivos sobre todos estes temas;
- novas configurações das áreas de RH, bem como estratégias, políticas e práticas de RH nas organizações frente às novas configurações do trabalho;
- transformações digitais, gestão de pessoas e relações de trabalho;
- relações de trabalho e empreendedorismo.


Palavras-chave: Sistemas de Relações de Trabalho Comparados ; Relações de Trabalho e impactos em Recursos Humanos ; Relações de Trabalho e imigração ; Relações de Trabalho, transformação digital e indústria 4.0 ; Flexibilização e precarização do trabalho
Líderes:
Francielle Molon da Silva (Faculdade de Administração e Turismo/UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - Prog de Pós-Grad em Admin/Inst de Ciênc Econômicas, Administrativas e Contábeis - PPGA/ICEAC/FURG - Universidade Federal do Rio Grande)
Simone Costa Nunes (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Tatiana Ghedine (Prog de Pós-Grad em Admin/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin e Turismo/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)

O tema competências apareceu de forma mais expressiva na década de 1980, sendo que a discussão sobre sua aplicação, tanto no meio acadêmico quanto empresarial, suscitou reflexões e questões sobre sua aplicabilidade e resultados. Essa discussão gira em torno do fato de que a implementação do gerenciamento por competência não está atingindo efetivamente os níveis organizacional e individual. Diante disso, propomos o tema "Competência: avanços, desafios e caminhos a seguir". A intenção é promover uma discussão sobre como a abordagem competência está sendo apropriada, tanto na esfera acadêmica quanto empresarial, bem como suscitar discussões sobre a necessidade ou não de uma ressignificação sobre o assunto. Portanto, esperamos que as pesquisas apresentadas reflitam os impasses e desafios atualmente enfrentados pela noção de competência, em organizações públicas, privadas e do terceiro setor, considerando a relação entre os aspectos estratégico, coletivo e individual. Diante disso, esperamos receber artigos que se enquadrem nos seguintes tópicos:
1) Difusão da abordagem competência nas organizações.
2) Gestão por Competências.
3) A relação entre competências organizacionais e competências coletivas (funcional ou de equipes).
4) Relações e desdobramentos entre competências organizacionais, coletivas (funcionais e de equipes) e individuais.
5) Contextos organizacionais de inovação e as competências organizacionais e coletivas (funcionais e de equipes).
6) Competências organizacionais e a relação como o desempenho organizacional.
7) Mapeamento de competências organizacionais, coletivas (funcionais e equipes) e individuais.
8) Repensando a noção de competências e sua aplicabilidade nas organizações.


Palavras-chave: Competências ; Gestão por Competências ; Gestão Estratégica de Pessoas por competências ; Competências coletivas ; Mapeamento de competências
Líderes:
Ivan Beck Ckagnazaroff (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Lilian Bambirra de Assis (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Carolina Riente de Andrade Paula (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Kamila Pagel de Oliveira (Mestr em Admin Pública/FJP - Fundação João Pinheiro)

A gestão de pessoas no setor público pode ser compreendida como a definição de políticas e diretrizes em relação ao capital humano para aumentar a eficiência dos servidores e, por consequência, do próprio órgão público (MARCONI, 2005). Ao recuperar a história da formação da Gestão de Pessoas no setor público no contexto da formação da administração pública brasileira, percebe-se que a herança da formação do Estado, que vem desde a colonização portuguesa, refletiu-se em políticas de gestão de pessoas no Brasil, considerando desde o processo de alocar servidores públicos, até as ações de retenção.
Segundo Longo (2007), por mais importantes que sejam as mudanças legais, as reestruturações organizacionais e a modernização tecnológica não são suficientes para alterar significativamente o funcionamento das organizações públicas. Assim, ao compreender que o investimento nas pessoas que atuam na máquina pública é um processo de resultados no médio e no longo prazo, nem sempre com visibilidade para a sociedade, muitos governantes optaram no decorrer da história por não fazê-lo. Segundo Gaetani (1998), apesar do discurso reformista reivindicar profissionalização da gestão pública, com mudanças no sistema de recrutamento e seleção, nas políticas de cargos e salários, formação e desenvolvimento, promoção e benefícios, na formatação do concurso público, etc, a preocupação primordial sempre foi diminuir a folha de pagamentos e o downsizing.
O serviço público atualmente convive com os dois extremos em gestão de pessoas. Em uma mesma organização é possível encontrar processos ultrapassados e também práticas modernas de gestão de pessoas. Araújo Júnior e Martins (2014) apontam que no Brasil, por exemplo, a gestão por competências foi consolidada como um dos modelos a ser seguido pela administração pública, a partir do Decreto no 5.707 de 2006. Este aspecto pode ser justificado pela descontinuidade das políticas de gestão pessoas na administração pública e dificuldades de estruturação dos sistemas de gestão. Portanto, a presença de vários modelos de gestão e traços de modelos ultrapassados, podem existir nas instituições até hoje, ao considerar que a implementação dos modelos de administração pública normalmente não estão consolidados. (MATIAS-PEREIRA, 2007)
Skorková (2016) aponta que as funções gerenciais podem ser similares e genéricas entre os setores público e privado, porém as condições nesses dois ambientes são bem distintas. Adicionalmente, desafios ainda maiores se colocam para a gestão de pessoas no setor público, quando observado o contexto da área, a instabilidade política, a rotatividade dos dirigentes máximos e a existência mútua dos modelos “patrimonialista”, burocrático, gerencial e governança em rede. Discutir as políticas e práticas e debater como as organizações públicas vêm se organizando em sua gestão de pessoas, torna-se fundamental para contribuir com a sociedade e com as práticas e desafios diários que a área vem enfrentando.


Palavras-chave: Gestão de Pessoas ; Políticas e Práticas na Gestão de Pessoas ; Setor Público ; Burocracia ; Gerencialismo
Líderes:
Jair Nascimento Santos (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin – PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador - Administração/UNEB)
Helio Arthur Reis Irigaray (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Darcy Mitiko Mori Hanashiro (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Maria Nivalda de Carvalho-Freitas (Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI)

A coexistência de múltiplas identidades nos ambientes social e organizacionais impõem desafios para a gestão e para a compreensão dos processos que envolvem a diversidade. Frequentemente observamos ideologias críticas da diferença e sentimentos que culminam na atribuição de "diferença cultural" ou “funcional” que excluem certos grupos, em função de gênero, raça, etnia, cor de pele, cultura, religião, idade, porte estético, deficiência físico-mental, orientações afetivo-sexuais, país ou região de origem, classe social ou profissão e cargo ocupado nas organizações. Esta exclusão, não raramente, se manifesta em atos de violência explicita ou simbólica, que resulta em sofrimento para as vítimas.

O objetivo deste GT é promover o debate sobre todas as formas de desigualdades nas relações de trabalho e nas políticas públicas para as diferentes dimensões da diversidade, bem como numa economia política global. Visamos abordar como as medidas políticas e práticas podem ser elaboradas para promover a inclusão de grupos minoritários e vozes marginalizadas, para que trabalhemos em prol da justiça social e o bem-estar de todos os indivíduos e comunidades. Neste sentido, entendemos ser fundamental que se discuta o quanto as políticas públicas e das empresas estão alinhadas com as pautas dos movimentos sociais (feminista, negro, LGBTQIA+, por exemplo).

Neste GT aceitamos trabalhos que partam de qualquer premissa ontológica e se valha de qualquer escolha epistemológica. Assim, convidamos acadêmicos e acadêmicas a enviar trabalhos empíricos ou ensaios teóricos, que discutam como enfrentar os desafios da inclusão nos grupos minorizados, como valorizar a diversidade e promover a justiça social ou organizacional, ou ainda, trabalhos que identifiquem novas identidades, demandas e desejos emergentes no contexto organizacional e social contemporâneo, os desafios impostos pela (re)configuração da sociedade brasileira frente a uma onda neoconservadora.

Palavras-chave: Diversidade ; Inclusão ; Exclusão ; LGBTQIA+ ; Raça e etnia
Líderes:
Mario Teixeira Reis Neto (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Bruno Henrique Rocha Fernandes (Prog de Pós-Grad em Admin – PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Prog de MestrProf em Admin: Gestão Contemporânea das Organizações/FDC - Fundação Dom Cabral)
Jorge Filipe da Silva Gomes (Other/ISEG, Universidade de Lisboa)

As organizações que são capazes de gerir os seus recursos humanos de forma mais eficiente e eficaz são aquelas que não apenas se adaptam aos ambientes envolventes em permanente mudança, mas também as que conseguem criar as condições para um crescimento sustentado e continuado no tempo. Mais recentemente, a gestão de pessoas tem sido confrontada com novos desafios: o advento da economia digital, a internacionalização e a gestão verde de recursos humanos.

No que concerne a economia digital, a forma de criar valor está sendo afetada pelas novas tecnologias. A rapidez com que as mudanças estão ocorrendo ultrapassa em muitos casos a capacidade de adaptação das organizações. Falar de adaptação é falar da criação de novas competências individuais e organizacionais, pelo que a gestão de pessoas deverá estar no centro desta adaptação à nova realidade.

É crescente o número de organizações que passam a competir nos mercados globais, oferecendo produtos e serviços para clientes e consumidores em vários mercados. Trata-se da internacionalização da gestão de pessoas, já conhecida das corporações globais, mas de crescente importância para empresas locais, economias e sociedades.

O meio ambiente e a sustentabilidade trazem desafios à gestão de pessoas, com responsabilidades na mudança de hábitos e comportamentos dos empregados, com impacto não apenas nos resultados da empresa, mas também nos resultados em outros stakeholders, como a sociedade e o ambiente.

As mudanças têm acontecido em uma velocidade crescente o que torna o processo competitivo cada vez mais desafiador e complexo. Isso exige que as organizações redobrem a atenção sobre o ambiente externo e interno. Como o meio sócio cultural também tem mudado, as políticas e práticas de gestão de pessoas sofrem tensões e podem se tornar ineficazes na mesma velocidade das mudanças na tecnologia e no mercado. Como consequência, os desempenhos individuais e organizacionais estão sobe intenso questionamento, porque os parâmetros de bom e ruim estão sempre mudando.

A gestão de pessoas de baixa renda e baixa qualificação se apresenta como um grande desafio para os gestores e a comunidade acadêmica. Se por um lado o mundo organizacional vive em um ambiente de exigências e desafios crescentes, existe no Brasil um contingente muito grande de pessoas com características e qualificações típicas de uma economia de baixa tecnologia e baixa produtividade.

Diante do contexto apresentado, o presente tema se propõe a acolher estudos que contemplem:
• Modelos de gestão de pessoas que sinalizem novos caminhos no campo;
• Políticas e práticas de gestão de pessoas frente aos desafios de cada contexto;
• Mensuração de resultados de gestão de pessoas;
• Gestão internacional de pessoas;
• Gestão de pessoas e seus efeitos no clima organizacional, na cultura e na sustentabilidade ambiental;
• As relações entre as mudanças organizacionais e a gestão de pessoas;
• Os efeitos da economia digital na gestão de pessoas: modelos, politicas e práticas;
• Gestão de pessoas de baixa qualificação: modelos, políticas e práticas que contemplem elementos do comportamento organizacional;
• Consultoria em gestão de pessoas.



Palavras-chave: Modelos de gestão de pessoas ; Políticas de gestão de pessoas ; Mudanças e gestão de pessoas ; Gestão internacional de pessoas ; Gestão de pessoas de baixa qualificação
Líderes:
Daniela Campos Bahia Moscon (Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia - Núcleo de Pós-Grad em Admin – NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Ana Carolina de Aguiar Rodrigues (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab – PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Vânia Medianeira Flores Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas – PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Vania de Fátima Barros Estivalete (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas – PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)

O objetivo proposto para esse tema é favorecer o contato com discussões atuais no campo dos estudos organizacionais nas dimensões que abarcam o indivíduo, o grupo e a organização. Diante de um campo tão vasto, diversificado e fragmentado, vários recortes são possíveis. Desse modo, propõe-se discutir e refletir sobre alguns fenômenos e processos organizacionais que constituem objeto de intenso interesse acadêmico e profissional no atual contexto de mudanças no mundo do trabalho e analisar como a diversidade individual impacta na construção da qualidade do relacionamento entre trabalhadores e organizações. Entender o que é comportamento organizacional é fundamental para a avaliação do ambiente e para a adoção de práticas efetivas de gestão de pessoas. Além disso, ajuda nortear a atuação dos gestores e líderes a fim de criar condições favoráveis para um melhor desempenho individual e coletivo. Tal entendimento envolve o uso de novas ferramentas de diagnóstico, sobretudo aquelas envolvem métodos mais robustos, tais como modelagens aplicadas ao estudo do comportamento organizacional.
Assim, a partir da temática do comportamento organizacional, são propostos alguns subtemas mais comuns e que ainda são objeto de interesse dos pesquisadores: a) Motivação e satisfação; b) Percepção e Tomada de decisão; c) Comunicação; d) Poder (autoridade e autonomia); e) Conflitos no trabalho; f) Cultura Organizacional; g) Valores (pessoais, profissionais, no trabalho, organizacionais); h) Comprometimento, vínculos no trabalho, entrincheiramento; i) Justiça organizacional; j) Ética; l) Equipes de trabalho; m) Novas ferramentas de diagnóstico do comportamento organizacional; n) modelagem multinível aplicada ao estudo do comportamento organizacional.


Palavras-chave: Comportamento organizacional. ; Vínculos no trabalho. ; Valores organizacionais. ; Cultura Organizacional ; Motivação e satisfação
Líderes:
Thiago Soares Nunes (Mestrado Profissional em Administração/Centro Universitário UNA)
Alice de Freitas Oleto (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Suzana da Rosa Tolfo (Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Jose Vitor Palhares (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - outro/IFFar - Instituto Federal Farroupilha)

A discussão sobre violência e saúde dentro das organizações vêm se intensificando cada vez mais, e a academia aparece na vanguarda para expor, auxiliar e intervir no desenvolvimento de práticas mais saudáveis e positivas. Nesta perspectiva, os fatores psicossociais relacionados ao trabalho podem auxiliar na identificação de elementos que facilitam e/ou inibem os fatores favoráveis/positivos (como promoção da saúde, confiança e respeito, engajamento, suporte e proteção aos trabalhadores) e desfavoráveis/negativos (proporcionam riscos e ameaças, violência, assédio moral e/ou sexual, intimidações e outras hostilidades) que afetam o desenvolvimento e desempenho no trabalho, as relações interpessoais e a organização por completo (ZANELLI; KANAN, 2018). Observa-se que existe um abismo entre o discurso e a prática de ações e políticas dos fatores favoráveis/positivos, assim como um tabu ao debater sobre os fatores desfavoráveis/negativos. Portanto, este eixo temático propõe trazer à tona discussões pertinentes que tratem sobre a violência e a saúde manifestadas de todas as suas formas nas organizações. Dessa maneira, são bem-vindos trabalhos empíricos ou teóricos de diferentes abordagens epistemológicas e metodológicas que procurem expor a existência destes fenômenos nas organizações e busquem avançar no conhecimento da área. Algumas possibilidades de estudo podem incluir, mas não se limitam a:
- Violência no trabalho.
- Assédio moral;
- Assédio sexual;
- Condições e organização do trabalho, saúde e doença;
- Políticas, estratégias de intervenções em organizações;
- Saúde e segurança no trabalho;
- Saúde e adoecimento;
- Capacidade/incapacidade para o trabalho;
- Doenças ocupacionais;
- Qualidade de vida no trabalho (QVT)
- Condições e organização de trabalho;
- Suporte organizacional.

Palavras-chave: Violência no trabalho ; Assédio moral e/ou sexual ; Saúde e segurança no trabalho ; Políticas, estratégias de e intervenções em organizações ; Qualidade de vida no trabalho
Líderes:
Andrea Leite Rodrigues (Prog de Pós-Grad em Gestão de Políticas Públicas/Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/USP - Universidade de São Paulo)
Alcides Barrichello (CCSA pós-lato/Universidade Presbiteriana Mackenzie - PEC - Programas de Educação Continuada/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
JESUINA MARIA PEREIRA FERREIRA (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO EMPRESARIAL (MPGE)/CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFBV)
Pedro Bendassolli (Pos-Graduacao em Psicologia /UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Considerado uma atividade central que estrutura a vida dos indivíduos, o trabalho passou adquirir diferentes sentidos ainda mais em tempos de intensificação da flexibilização e terceirização sustentadas pelo discurso da empregabilidade e gestão da própria carreira. Por isso, sentido do trabalho tem sido, reiteradamente, objeto de pesquisa. As pesquisas têm englobado larga gama de opções teóricas e metodológicas. Trata-se de um conceito central em teorias emergentes como a psicologia positiva, mas também em abordagens críticas e interpretativistas. Mais recentemente, a discussão sobre o tema também abarcou os novos formatos de regulação do trabalho, os contratos temporários, horários flexíveis, trabalho, redução de jornada e teletrabalho, entre outros recortes. Congratulamo-nos com artigos sobre uma ampla gama de abordagens teóricas e metodológicas, incluindo artigos oriundos da psicologia, sociologia, política e gestão. Abaixo destacamos alguns temas apenas para incentivar a criatividade de autores interessados neste convite.

• Sentido do trabalho e a sociedade brasileira. Proposições teóricas, empíricas e metodológicas que avancem na discussão das características locais e globais. Para além das terríveis misturas entre Morin e Antunes!
• Estudos empíricos com foco em experiências locais, regionais e interculturais. Comparações entre categorias profissionais distintas ou ambientes diferentes (por exemplo, público versus privado) ou quaisquer outras categorias de análise;
• Estudos utilizando escalas, modelagem e outros métodos que permitam avaliar, validar e discutir antecedentes e desdobramentos do significado do trabalho;
• Estudos que relacionem os sentidos do trabalho e as gerações;
• Estudos que relacionem os sentidos do trabalho e gênero;
• Métodos de pesquisa inovadores sobre os sentidos do trabalho (desafios, perspectivas, tendências, análises multi-nível);
• Gestão dos sentidos do trabalho e outros constructos importantes na gestão: comprometimento, envolvimento, motivação, bem-estar e sofrimento no trabalho, estresse, afetos e emoções;
• A perda do sentido e a experiência de alienação;
• O futuro dos estudos sobre sentidos do trabalho.


Palavras-chave: sentido do trabalho ; significado do trabalho ; centralidade do trabalho ; alienação no trabalho ; identidade social e trabalho
Líderes:
Frederike Monika Budiner Mette (ESPM SUL/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Mateus Canniatti Ponchio (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - CGAE (Graduação)/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Rafaela Almeida Cordeiro (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Tania Modesto Veludo de Oliveira (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

O tema proposto espera receber artigos que explorem diferentes contextos de consumo que possam levar um indivíduo à experiência de vulnerabilidade financeira, bem como as estratégias de enfrentamento desenvolvidas e utilizadas pelo indivíduo para minimizar essa experiência. Também são esperados trabalhos que investiguem o processo de tomada de decisões financeiras, considerando tanto aspectos pessoais (traços de personalidade) como de mercado (políticas de acesso ao crédito). Possíveis tópicos incluem (mas não são restritos) a: antecedentes e consequentes do bem-estar financeiro (variáveis objetivas e subjetivas); processo de tomada de decisão financeira; como as atividades de marketing podem levar o indivíduo à situação de vulnerabilidade financeira; abordagens socioculturais para compreender a vulnerabilidade de consumo/financeira; e implicações para políticas públicas dos estudos sobre vulnerabilidade de consumo/financeira.

Palavras-chave: bem-estar ; decisões financeiras ; pesquisa transformativa em serviço ; políticas públicas ; vulnerabilidade financeira
Líderes:
Jorge Brantes Ferreira (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Paula Chimenti ()
Angilberto Sabino de Freitas (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
Ana Augusta Ferreira de Freitas (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UECE - Universidade Estadual do Ceará)

Este tema contempla trabalhos que explorem o marketing digital em qualquer um de seus aspectos (comportamento do consumidor digital, redes sociais digitais, e-commerce, propaganda digital, mobile commerce, boca-a-boca eletrônico – eWOM, marketing via dispositivos móveis, realidade aumentada, marketing via ferramentas de busca, realidade virtual, games, métricas e dados digitais, big data e analytics, e-mail marketing, electronic marketplaces, marketing afiliado, marketing baseado em localização, blog marketing, influenciadores digitais, mundos virtuais 3D, plataformas digitais, ofertas digitais e novas regras de precificação em plataformas, database marketing, user generated content, green technology, canais emergentes de comunicação eletrônica, co-criação, televisão direta e vídeo sob demanda, entre outros), assim como trabalhos que tratem do desenvolvimento, difusão e adoção de inovações e novas tecnologias (teorias de difusão, processo decisório de adoção, modelos de adoção e aceitação de tecnologias – TAM, TAM2, TAM3, UTAUT, UTAUT2 e outros, taxa de adoção, atributos de inovações, desenvolvimento de inovações, liderança de opinião, redes de difusão, agentes de mudança, consequências de inovações, impactos de novas tecnologias e sua adoção em mercados e consumidores, entre outros). O tema está aberto tanto para estudos de marketing digital e inovação que tenham foco no comportamento do consumidor quanto para estudos com foco na perspectiva das empresas, explorando as dinâmicas de plataformas digitais e aspectos internos relacionados ao marketing digital ou de inovações.

Palavras-chave: Marketing Digital ; Marketing via Dispositivos Móveis ; Comportamento do Consumidor Digital ; Difusão de Inovações ; Aceitação de Tecnologias
Líderes:
Francisco Giovanni David Vieira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Marlon Dalmoro (PPGSAS/UNIVATES)
Daniel Carvalho de Rezende (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras)
João Felipe Rammelt Sauerbronn (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)

Este tema visa ampliar a interconexão entre o conhecimento do campo de marketing e a noção de mercado. Prevalente nas discussões do campo de marketing até a 1960, essa interconexão tem voltado a tona diante do reconhecimento do papel que o mercado - sua produção e suas dinâmicas - possui na teorização e prática de marketing. O interesse no tema envolve pesquisadores inicialmente conectados com as perspectivas socioculturais do consumo, do marketing industrial, bem como da sociologia e antropologia econômica. A perspectiva ontológica que dá forma aos estudos de mercado envolve desde concepções estruturalistas do mercado, da prática, até ontologias planas como a Teoria Ator-Rede. Contempla, assim, estudos ou ensaios que abordam 'mercado' - a partir das mais diferentes perspectivas teóricas e metodológicas - como elemento central. Envolve estudos conectados com perspectivas emergentes na descrição dos mercados, como a de estudos construtivistas de mercado, mercado enquanto prática, exercício de agência e modelagem dos mercados, sistemas dinâmicos de mercado, entre outros. Contempla, também, estudos de mercados a partir de diferentes níveis de análise (macro, meso e micro), das noções de sistemas agregados de marketing, das instituições e processos institucionais envolvendo mercados e da intersecção entre mercados e sociedade. Como exemplos, possíveis discussões neste tema envolvem, entre outras, a descrição das dinâmicas que moldam um determinado mercado, formatação de mercados, análise de mercados alternativos, conflitos e papel de diferentes atores na constituição de mercado, estrutura, regulação e institucionalização dos mercados, processos de mercantilização, explicações culturais, sociológicas, históricas e antropológicas para os mercados.

Palavras-chave: Sistemas dinâmicos de mercado ; Estudos construtivistas de mercado ; Prática de mercado ; Estruturas de mercado ; Relação de produção e consumo
Líderes:
Giuliana Isabella (Prog de Mestr Prof em Admin/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Marcelo Moll Brandão (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Evandro Luiz Lopes (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - outro/UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo)

Artigos que resultem de estudos experimentais que contribuam empiricamente para o entendimento dos processos de Marketing. Devem ser submetidos trabalhos que utilizaram os desenhos experimentais single factor ou fatoriais completos – between ou within subjects –, modelos condicionais, com variáveis dependentes de intenção, de comportamento ou neurofisiológicos, ou seja, estudo que resultem em estudos causais de Marketing. Para esse grande tema, os subtemas sugeridos estão relacionados ao comportamento do consumidor: (1) processo de tomada de decisão (reconhecimento de necessidade, processos de avaliação, escolha, comparação, compra, consumo e julgamento pós-compra), (2) teorias relacionadas ao processo de informação (exposição as informações – forma de apresentação do conteúdo –, atenção, emoção, metas, autorregularão, sentimentos, adaptação, compreensão, percepção, memória), (3) variáveis influenciadoras do processo de decisão de compra (motivação, envolvimento, conhecimento, atitude, valores, estilo de vida, crownding), (4) variáveis advindas das estratégia do mix de marketing (persuasão, inovação/novos produtos, varejo e canais de distribuição, meios de comunicação, efeito das marcas, gestão de varejo, administração de serviços). Ou seja, os subtemas incluem aplicações de psicologia cognitiva, psicologia social, psicologia econômica e teorias do comportamento de compra e econômica que buscam entender o comportamento do consumidor. Os resultados desses estudos têm com o objetivo trazer aplicação as estratégias de marketing. Justificativa: Os estudos experimentais em Marketing têm recebido maior atenção na academia internacional e é uma temática crescente nos principais top journals da área de administração, principalmente – mas não exclusivamente – de Marketing.

Palavras-chave: Experimento de Campo ; Experimento de Laboratório ; Mix de Marketing ; Processo de Tomada de Decisão ; Psicologia Economica e Comportamental
Líderes:
Marcos Inácio Severo de Almeida (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Heitor Takashi Kato (Prog de Pós-Grad em Admin – PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Rafael Barreiros Porto (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília - Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
RICARDO LIMONGI FRANCA COELHO (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Valter da Silva Faia (PCO/UEM - Universidade Estadual de Maringá - Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)

Este tema de pesquisa relaciona estratégias e atividades de marketing como inputs e o desempenho mercadológico como principal(is) output(s). Por inputs entende-se todo o esforço mercadológico das estratégias de marketing (produto/serviço, preço, praça e promoção) e por outputs variáveis de desempenho/resposta em níveis de mindset do consumidor (brand equity, qualidade percebida, satisfação, lealdade atitudinal), comportamental do consumidor (aquisição, retenção, boca a boca, customer lifetime value, share of wallet), produto-mercado (vendas, participação de mercado, rentabilidade), e contabilidade e financeira (custos, lucros, margens, alavancagem, retorno para o investidor). O tema de pesquisa ampara-se na fundamentação teórica da cadeia de produtividade e resultados de desempenho de marketing. Inclui estudos sobre conceitos, modelos e teorias acerca de relacionamentos entre empresas, clientes e outras partes envolvidas na entrega de valor e geração de desempenho. Por essas razões, se trata de um tema de pesquisa transversal, cujo principal objetivo é compreender o efeito e o retorno das atividades de mercado nas medidas de desempenho. Desse modo, o tema recebe trabalhos de diversas inspirações metodológicas, tais como pesquisas de levantamento (métodos amparados em survey), experimentais e de modelagem econométrica aplicada a dados de marketing e diversas técnicas analíticas para compreender o impacto resultante do marketing em níveis de firma, empresa (ou varejo), produto-marca ou consumidor. Finalmente, pode incluir também revisões sistemáticas de literatura (revisões bibliométricas ou estudos meta-analíticos) cujo objetivo é explicar os determinantes das variáveis de desempenho mercadológico em seus diferentes níveis.

Palavras-chave: Desempenho de marketing ; Estratégias de marketing ; Influência do marketing ; Métricas de marketing
Líderes:
Eduardo Eugênio Spers (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc Sup de Agricultura “Luiz de Queiroz” - PPGA/ESALQ/USP - Universidade de São Paulo)
Elder Semprebon (PPGADM UFPR/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Felipe Zambaldi (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

O tema Teoria, Epistemologia e Métodos de Pesquisa em Marketing já é oferecido como opção para submissão de trabalhos no EnANPAD por muitos anos. Uma de suas contribuições principais é a de ser um espação para a submissão de artigos que discutam e reflitam ao mesmo tempo a essência da área acadêmica de marketing, quanto proponham novas sugestões de teorias, modelos e metodologias que devam ser exploradas pela área de marketing em artigos futuros. Engloba tanto estudos que exploram tanto o desenvolvimento e aplicação de novos métodos de pesquisa qualitativos e quantitativos em marketing, bem como a contribuição para o desenvolvimento da teoria e epistemologia em marketing. Este tema inclui estudos sobre as novas opções metodológicas em estudos de marketing, desenvolvimento e testes de propriedades de escalas, construção de novos modelos teóricos e modelos de previsão e de simulação. Também abrange discussões metodológicas e epistemológicas sobre usos de métodos qualitativos em marketing. Contempla estudos que busquem o entendimento dos fenômenos em marketing associados às diferentes realidades brasileiras, integrando contribuições teóricas e metodológicas não apenas de outras áreas da administração, mas também de outros domínios de conhecimento. Por fim, este tema inclui discussões de bases epistemológicas que permeiam a construção de Teorias em Marketing. Trata-se de um tema que já existente na divisão de marketing e que permite não só testar ou propor inovações e melhorias metodológicas e teóricas, mas também uma reflexão sobre a produção atual e as tendências das pesquisas de marketing realizadas no contexto nacional e internacional. São bem-vindos todos os tipos de estudos que envolvam a coleta e a análise de dados qualitativos e quantitativos, resenhas, bibliometrias e ensaios teóricos e conceituais.

Palavras-chave: Teoria em Marketing ; Epistemologia em Marketing ; Metodologias em Marketing
Líderes:
Emerson Wagner Mainardes (Prog de Admin de Empresas/FUCAPE Business School/FUCAPE - Fund Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab, Economia e Finanças - Mestrado em Contabilidade e Administração/FUCAPE - Fund Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab, Economia e Finanças)
Aléssio Bessa Sarquis (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin – PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)
Lucilaine Pascuci (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)

Este tema cobre estudos ligados ao marketing público, marketing para organizações sem fins lucrativos, green marketing, social marketing, marketing religioso, marketing para a saúde, marketing para o ensino superior e outras modalidades de ensino, marketing político, outros tipos de marketing ligados ao setor público e ao setor sem fins lucrativos; os assuntos de interesse envolvem qualidade de serviços, marketing mix nos setores público e não lucrativo, marca, co-criação de valor, estratégias de marketing, relacionamento, captação e retenção de doadores e voluntários, entre outros assuntos abordados sob a ótica pública e/ou do setor sem fins lucrativos. A temática do marketing público e do marketing sem fins lucrativos vem ganhando espaço na literatura de marketing em virtude do crescimento de importância do marketing em setores não comerciais. Especialmente as organizações sociais ampliam sua importância para a sociedade e, ao mesmo tempo, cresce a competição por recursos (como doadores e voluntários). Já o marketing público vem demonstrando relevância para mostrar à sociedade a efetividade das ações dos governos, cada vez mais cobrados pelos cidadãos. Desta forma, os pesquisadores podem contribuir com organizações públicas e sem fins lucrativos, tendo em vista que, geralmente, a importação direta dos conhecimentos de marketing com fins lucrativos para os setores público e sem fins lucrativos tende a não ser adequada, exigindo a construção de conhecimentos específicos de marketing para os setores público e sem fins lucrativos. Assim sendo, este tema busca estimular o interesse dos pesquisadores brasileiros para investigar o marketing público e o marketing sem fins lucrativos, bem como suas derivações (educação, saúde, política, ecológico, entre outros).

Palavras-chave: marketing público ; marketing sem fins lucrativos ; marketing social ; marketing verde ; marketing para a saúde
Líderes:
Nelsio Rodrigues de Abreu (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)
Marcelo de Rezende Pinto (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
olga maria coutinho pepece (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Leticia Moreira Casotti (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Solange Alfinito (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UnB - Universidade de Brasília)

O tema “Marketing e Sociedade” se situa no campo do macromarketing, campo que faz parte da perspectiva não-interativa-não-econômica das escolas do marketing, que surgiram a partir da década de 1960. Adeptos desse campo se dedicam a defender uma abordagem sistêmica para o marketing com vistas a melhorar as estratégias e as políticas para o bem-estar social. Nesse sentido, o tema tem como proposta principal debater os diversos aspectos relacionados aos efeitos do marketing sobre a sociedade, tendo como princípio norteador analisar tanto os aspectos positivos quanto as disfunções e problemas inerentes a essa relação. Assim, ganham destaque estudos que articulem ética em marketing, consumo consciente, consumo colaborativo, resistência ao consumo, consumismo, sustentabilidade em marketing, qualidade de vida subjetiva e bem-estar pessoal e marketing de organizações sem fins lucrativos. Pertencem ainda a esse tema os estudos que se baseiam na proposta da Transformative Consumer Research e Transformative Service Research, nos quais a figura dos consumidores vulneráveis torna-se central, mas que também propiciem a emergência de outras questões tais como fome, obesidade, política alimentar, desperdício de alimentos, consumo de alimentos e seus impactos sócio ambientais, cidadania e consumo, escravidão moderna, refugiados, caminhos desviantes do consumo, gênero e interseccionalidade, narrativas e estigmatização também são bem-vindas. No tocante às escolhas onto-epistemológicas, as diversas perspectivas e correntes, bem como trabalhos de cunho empírico e ensaístico são apropriados para o tema.

Palavras-chave: Marketing e Sociedade ; Macromarketing ; Consumo Sustentável ; Consumo Consciente ; Transformative Consumer Research
Líderes:
Luciana Faluba Damázio (Prog de MestrProf em Admin: Gestão Contemporânea das Organizações/FDC - Fundação Dom Cabral)
João Luiz Soares (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Helena Belintani Shigaki (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

A Centralidade no Cliente (Customer Centricity) aborda, simultaneamente, uma perspectiva estratégica, que considera o cliente como o foco da conduta organizacional e uma perspectiva estrutural, abordando as capacidades que permitem responder rapidamente às demandas do mercado. Customer Centricity reflete a medida em que uma organização está direcionada para entender os clientes e entregar soluções por eles indicadas implicando, assim, em uma forma de gestão orientada para compreender o que eles querem, como querem e como a empresa pode se organizar para melhor atender a essas necessidades, ser paga por isso e ainda lucrar. O tema também circunscreve discussões que envolvem experiência do usuário, clienting, satisfação e fidelização de clientes, capacidades mercadológicas, personalização, desafios e demandas do consumidor, omnichannel e métricas de avaliação, por meio de estudos teóricos e empíricos que utilizam abordagens qualitativas e quantitativas.

Palavras-chave: customer centricity ; capacidades de marketing ; experiência do usuário ; análise competitiva ; satisfação e lealdade do cliente
Líderes:
Luciana Florêncio de Almeida (Prog de Mestr Prof em Comportamento do Consumidor - MPCC/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Thelma Valéria Rocha (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Marcos Fava Neves (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo - Mestr Prof em Gestão Internacional - MPGI/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
ANTONELLA SAMOGGIA (Department of Agricultural and Food Sciences/University of Bologna)

A área de agronegócio quanto de alimentos tem atraído atenção continua e consistente de pesquisadores do mundo todo. Dois fatos demonstram a relevância do tema para a academia em estudos da Administração: 1) existência de periódicos acadêmicos consolidados e de alto impacto, como Appetite (Hindex=110), British Food Journal (Hindex=64), Journal of Rural Studies (Hindex=82), Journal of Food Science (H index=123), Food Policy (Hindex = 76), entre muitos outros. Além disso, o tema é transversal e tem sido publicado em revistas renomadas na temática de Consumo e Marketing como Journal of Marketing Research, Journal of Consumer Research and International Journal of Consumer Studies; 2) a existência de grupos de pesquisa especializados no tema com produção respeitada como: MAPP Centre of Aarhuss University (Research on Value Creation in the Food Sector for Consumers, Industry and Society), Purdue University Center for Food and Agricultural Business, INRA (Institut national de la recherche agronomique), CIRAD (Centre de coopération internationale en recherche agronomique pour le développement), entre outros.
O Tema contempla estudos, ensaios teóricos e pesquisas nos campos da estratégia, marketing e comportamento do consumidor que focalizem o agronegócio, a indústria e varejo de alimentos, bem como foodservice e turismo gastronômico. Abrange estudos relacionados a análise e proposições acerca das estratégias desenvolvidas por empresas e agentes públicos nas diversas cadeias de valor do agronegócio. Inclui também estudos que desvendam e discutem o comportamento do consumidor de alimentos e o impacto de suas decisões no desenvolvimento da indústria de alimentos, do varejo, do foodservice e do turismo gastronômico. Abrange também estudos que discutem os temas da alimentação saudável, veganismo, segurança do alimento, sustentabilidade na produção de alimentos, rastreabilidade e autenticidade alimentar. Compreende ainda estudos relacionados as comunidades online que discutem alimentação, veganismo e gastronomia.


Palavras-chave: marketing do agronegócio ; consumo de alimento ; marketing de alimentos ; Varejo de Alimentos
Líderes:
Cid Gonçalves Filho (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Paulo de Paula Baptista (Prog de Pós-Grad em Admin – PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Marcos Ferreira Santos (Escuela Internacional de Ciencias Económicas y Administrativas/Universidad La Sabana - Observatorio SCALA/Universidad Los Andes)

A relação entre Consumidores e Marcas (Consumer-Brand Relationships - CBR) é um dos temas de expressão na literatura de marketing contemporâneo. O relacionamento consumidor-marca pode ser definido como uma extensão lógica da personalidade da marca, se assemelhando ao relacionamento entre as pessoas. Resulta de um vínculo emocional decorrente das interações e experiências vivenciadas dos consumidores com as marcas, desenvolvido ao longo do tempo, levando as firmas a executarem várias tarefas para construírem e manterem essas relações. Neste sentido, a relação consumidor-marca pode ser pensada como um resultado do processo interativo sequencial de relações entre o consumidor e uma marca personificada em uma perspectiva de longo prazo, em vez de um padrão simples de recompra com base na satisfação dos consumidores com um produto, marca ou um serviço.

Neste sentido, o track proposto incorpora os fenômenos relacionados aos seguintes subtemas: Perspectiva de estudo do relacionamento consumidor marca (e.g. autoconexão com marcas, comunidade de marca, CBBE, Brand Relationship Quality ); Relacionamentos positivos e negativos com marcas (e.g. amor, paixão, engajamento, retaliação, ódio, boicote, sabotagem); Big data, data mining e analytics no gerenciamento do relacionamento consumidor e marca; Marcas humanas e celebridades (e.g. esportistas, políticos, influenciadores digitais, artistas); Marcas de localidades (e.g. efeito pais de origem, marca cidade ou pais); Modelos e variáveis utilizadas na explicação e previsão dos relacionamentos (e.g. valor, satisfação, comprometimento, confiança, engajamento e lealdade); Gestão do relacionamento e rentabilidade (e.g. CRM, customer lifetime value, customer equity, up selling, cross selling); Consequências atitudinais do relacionamento (e.g Boca a boca, sensibilidade a preço, intenção de recompra).


Palavras-chave: Relacionamento consumidor marca ; Autoconexão com marcas ; Comunidade de Marcas ; CRM ; Marcas de lugares
Líderes:
Marcus Wilcox Hemais (Prog de Mestr Prof em Admin/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Eduardo André Teixeira Ayrosa (Pesquisador independente/Pesquisador independente)
Ronan Torres Quintão (Administração/IFSP - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)

O consumo é frequentemente entendido como a forma dominante de produção e reprodução de significados na nossa sociedade. Como tal, o consumo abre possibilidades para interações humanas, entre pessoas, objetos e instituições. A importância do consumo na investigação de temas diversos relacionados a relações sociais é inegável e até mesmo inescapável. Dada tal importância, é fundamental reconhecermos que se por um lado o consumo abre portas e propõe possibilidades relacionais, por outro lado, limita ou mesmo elimina possibilidades dependendo de que atores estejam envolvidos no processo de consumo. Indo mais longe, relações mediadas por bens, serviços e experiências têm um potencial ao mesmo tempo emancipador e escravizador. Assim sendo, observar fenômenos de consumo sob uma perspectiva crítica é pôr luz sobre o lado menos visível dos fenômenos de consumo, aqueles aos quais Nason (1989) se referia como efeitos indiretos não previstos (por exemplo: discriminação, ameaças à segurança, à saúde, destruição de recursos). A perspectiva crítica permite dar conta de relações de poder e dominação entre atores diversos nos mercados que, sob uma ótica positiva, são naturalizadas, passam como invisíveis. Usamos a palavra "emancipação" para dar ênfase a trabalhos que tenham como objeto estas relações de desequilíbrio, dominação, ou naturalização, e tenham como objetivo produzir conhecimento que leve, de alguma forma, à libertação do consumidor destas formas de domínio, seja por propor formas de ação social que permitam essa emancipação do consumidor, seja por descrevê-las, analisá-las teoricamente, ou apontar criticamente seus limites. Assim sendo, as seguintes palavras-chave são bem-vindas a este tema: Marketing crítico; Decolonialidade e pós-colonialismo; Consumerismo; Questões de Gênero; Consciência de consumo; Opressão e dominação no consumo; Ideologias, consumo e mercados; Resistência do consumidor; Consumo como ação política; Pedagogia de consumo; Ativismo; Consumo e identidades espoliadas e estigmatizadas. Trabalhos em estado inicial de desenvolvimento são bem vindos, uma vez que vemos o espaço do congresso como uma oportunidade de auxílio ao desenvolvimento do texto. São também bem vindos casos que relatam efeitos indesejados da ação de instituições do mercado; casos que relatam efeitos indesejados do consumo sobre pessoas; e trabalhos baseados em considerações teóricas e filosóficas sobre marketing, consumo, emancipação e ação política de consumidores, assim como discussões sobre métodos relativos à investigação crítica de marketing e consumo.

Palavras-chave: Marketing crítico ; Decolonialidade e pós-colonialismo ; Consciência e consumo ; Opressão e dominação no consumo e mercados ; Resistências
Líderes:
Luís Alexandre Grubits de Paula Pessôa (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
MARIBEL CARVALHO SUAREZ (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Este tema inclui discussões integradas com a perspectiva teórica da Consumer Culture Theory (CCT). O foco das pesquisas de Cultura e Consumo reside na investigação das condições sociais em que o consumo e os recursos de mercado (ex. marcas, canais, tecnologias, dentre outros) mediam direta ou indiretamente as relações sociais, as experiências dos indivíduos, a construção simbólica e material dos arranjos sociais. O tema contempla, portanto, estudos ou ensaios que busquem explorar o consumo - significados, sócio materialidade, influências, práticas – a partir de uma abordagem multidisciplinar, articulando áreas de conhecimento tais como Antropologia, Sociologia, História, Linguística e Comunicação Social. Como exemplos de pesquisa, podem ser citadas as investigações que buscam compreender o consumo e as questões relativas a gênero, estética, regionalidades, construção e manutenção de identidade social, diferenças culturais e sociais, tribos urbanas, diferentes coletividades de consumidores, redes, anticonsumo e resistência. Nesse tipo de pesquisa, a cultura não é investigada como uma variável ou como um sistema homogêneo de significados compartilhados coletivamente, por exemplo, explicando o que seria a cultura brasileira ou a cultura gaúcha, carioca, etc. A pesquisa na perspectiva teórica da CCT explora a distribuição heterogênea de significados e a sobreposição de diferentes grupos culturais coexistentes em sociedades complexas.

Palavras-chave: Teoria da Cultura de Consumo ; Cultura e Consumo ; Comportamento do Consumidor ; Cultura ; Significados do Consumo
Líderes:
Suzane Strehlau (Prog de Mestr Prof em Comportamento do Consumidor - MPCC/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Ana Paula Celso de Miranda (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Este tema inclui discussões que tenham como objetivo explicar a moda como comportamento compartilhado por um grupo em uma mesma relação de tempo e espaço bem como compreender o luxo como uma construção social não só do que é raro ou exclusivo mas do que não é comum ou usual. A compreensão desses fenômenos tem papel importante tanto para colaborar com a teoria de marketing de moda e luxo bem como a aplicação estratégica para esses setores que por suas características não são atendidos com as elaborações teórico-praticas que são desenvolvidas em outros contextos. Para tanto esse track contempla estudos ou ensaios que busquem explorar fashion e luxury branding (extensão e alongamento, estratégias nacionais e globais, imitações e falsificações), pesquisa de tendências, expansão de mercado, redes sociais, omnichannel, inovação e desenvolvimento de produtos e coleções, artificação do luxo, marketing digital e e-commerce, novos conceitos no varejo, experiência no consumo, usabilidade de sites, upcycling e transformação têxtil, a partir de abordagem multidisciplinar. As pesquisas sobre moda e luxo estão presentes em periódicos como Journal of Consumer Research, Journal of Marketing, Journal of Consumer Behavior e Fashion Theory entre outras. Todas vertentes de métodos de pesquisa são incentivadas, sejam qualitativos ou quantitativos.

Palavras-chave: Moda ; Luxo ; Comportamento do consumidor de luxo ; Marcas de luxo ; Status
Líderes:
Lélis Balestrin Espartel (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia – PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Kenny Basso (Outro/Cooperando Pesquisas - Outro/B-Lab Learning Space)
George Alba (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - MBA em Gestão Empresarial e Empreendedorismo/IFRS)

O track recebe estudos teóricos e empíricos com foco em temas relacionados à gestão varejista e a questões relacionadas aos canais de marketing. De forma específica, trabalhos abordando diferentes formatos varejistas; definição de estratégias varejistas; vantagens competitivas no varejo; internacionalização varejista; varejo na base da pirâmide; desafios e vantagens das configurações de varejo multicanal e omnicanal; showrooming e seus impactos; formatos, estratégias e gestão de franquias; inovação e tecnologia e seus impactos no varejo; inteligência artificial e data science no contexto varejista; mobile shopping; e-tailing; experiência, engajamento e comportamento do consumidor no varejo; trade-offs do consumidor no contexto varejista; localização de loja física; ambientação de loja; marketing sensorial aplicado ao varejo; planejamento de sortimento e gestão de estoques no varejo; gerenciamento por categoria; preços dinâmicos, pacotes de preço e formação de preço no varejo; logística varejista; operação varejista; big data, CRM e sistemas de informação no varejo; gestão de marcas próprias; densidade espacial, densidade social e percepção de crowding no varejo; definição do nível de serviços ao cliente; design e layout de loja; visual merchandising; gestão de pessoas e de equipes de vendas no varejo; varejo sustentável; questões éticas, legais e de responsabilidade social corporativa. Também inclui pesquisas discutindo relacionamento entre varejistas e demais membros da cadeia de suprimento; gestão atacadista e novas configurações; papeis dos intermediários no canal de marketing; estruturas de poder nos canais de marketing; construção e manutenção de relacionamentos no canal de marketing; natureza, consequências, fontes e resolução de conflitos no canal; entre outros.

Palavras-chave: Varejo ; Canais de Marketing ; Cadeia de suprimento ; Logística
Líderes:
Agnaldo Keiti Higuchi (PPAP/UFVJM)
ANDR?? TORRES URDAN (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
CELSO AUGUSTO DE MATOS (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios – PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Ricardo Teixeira Veiga (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin – CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Paul P. Miglio (Ernest and Julio Gallo Management Program/University of California, Merced)

A emergente ciência de serviços foca os sistemas de serviços, visando a explicar e impulsionar a inovação sistemática e o gerenciamento de serviços. Sistemas de serviços são configurações de co-criação de valor de pessoas, tecnologia, proposições de valor conectando sistemas de serviços internos e externos e informações compartilhadas (Maglio & Spohrer, 2008). Esta definição recursiva do sistema de serviços parece necessária, já que a Lógica Dominada por Serviço (LDS) foi identificada como uma base filosófica adequada para o desenvolvimento de uma ciência de serviços (Maglio, Vargo, Caswell & Spohrer, 2009; Vargo & Akaka, 2009) e ecossistemas de serviço são entendidos como estruturas fractais (Wieland, Hartmann, & Vargo, 2017). Para romper e superar o pensamento convencional de marketing, devemos interpretar 'serviço' como a aplicação de competências para o benefício dos atores envolvidos em uma troca, e reconhecer o serviço como a base fundamental da troca (Vargo & Lusch, 2009) e explicar como os serviços afetam nosso bem-estar como indivíduos, empregados, famílias e comunidades (Anderson & Ostrom, 2015). A utilização de uma perspectiva sistêmica é natural e frutífera à medida que desenredamos as complexidades inerentes ao significado de valor, segundo as perspectivas de múltiplos beneficiários, os processos de co-criação de valor e os mecanismos de integração de recursos nos ecossistemas de serviços, coordenados por instituições e arranjos institucionais (Ostrom, Parasuraman, Bowen, Patrício, Voss, 2015; Vargo e Lusch, 2016). Esse arcabouço também ajuda na modelagem de um novo paradigma para a ciência do marketing, com implicações interdisciplinares e transdisciplinares. Estudos empíricos e conceituais recentes, principalmente baseados na lógica S-D, devem ser difundidos, discutidos e avaliados em seu potencial para resolver controvérsias duradouras e integrar conhecimentos de diferentes fontes no campo da ciência de serviços. Essa é a nossa principal expectativa e compromisso com o tema “Avanços na Ciência de Serviços”, agora proposto à ANPAD.


Palavras-chave: Lógica Dominada por Serviço ; Inovação em serviços ; Cocriação e codestruição de valor ; Ecossistemas de serviços ; Serviços digitais
Líderes:
Danielle Mantovani (Centro de Pesq e Pós-Grad em Admin – CEPPAD/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Cristiane Pizzutti dos Santos (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin – PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
JUAN JOSE CAMOU VIACAVA (Prog de Pós-Grad em Admin – PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Lucia Salmonson Guimarães Barros (Mestr Prof em Gestão Internacional - MPGI/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

O estudo do comportamento do consumidor abrange todos os processos envolvidos quando as pessoas selecionam, compram, usam ou dispõem de produtos, serviços, ideias e experiências para atenderem suas necessidades e desejos. O tema Comportamento do Consumidor é sempre atual, pois como consumidores, somos constantemente expostos a novas formas de consumo e também influenciamos as estratégias de marketing das empresas. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, a diversificação dos canais e das plataformas digitais, a quantidade de fatores que influenciam as decisões de consumo cresceu substancialmente. Consequentemente, a demanda por pesquisas que analisam os antecedentes e consequentes do comportamento do consumidor é enorme. Os estudos que envolvem essa temática buscam analisar os fatores que permitem a compreensão do comportamento de compra dos consumidores e suas implicações na formulação da estratégia da empresa e também de políticas públicas. As pesquisas nesse tema também buscam discutir as principais perspectivas da análise do consumidor, envolvendo os aspectos socioculturais, as diferenças individuais e as etapas do processo de decisão de compras. Dessa forma, este tema abrange estudos teóricos e empíricos que resultem de pesquisas do tipo levantamento, modelos correlacionais e estudos exploratórios. Também inclui estudos que explorem os determinantes individuais do comportamento do consumidor. Além disso, incluam, mas não exclusivamente, estudos sobre motivação, personalidade, atenção, percepção, busca de informações, processo de decisão de compra, formação e mudança de atitudes.

Palavras-chave: comportamento do consumidor ; métodos descritivos ; métodos exploratórios ; métodos exploratórios ; processo de decisão
Líderes:
VALTER AFONSO VIEIRA (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Jose Carlos Korelo (PPGADM/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
MARTIN DE LA MARTINI??RE PETROLL (Prog de Pós-Grad em Admin – PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)

Este tema abrange estudos teóricos e empíricos sobre produto e novos produtos, preço, comunicação e promoção. Inclui estudos sobre desenvolvimento de novos produtos e de administração de produtos já inseridos no mercado (estratégias, pesquisa e desenvolvimento, embalagem, aceitação, etc.), administração de preços (criação, formas de apresentação, estratégias de apreçamento, descontos, percepção do comprador sobre o preço, etc), gestão da promoção (promoção de vendas, merchandising, layout, etc) e da comunicação (estratégias de comunicação integrada, relações públicas, marketing direto, patrocínios, mídias sociais, mobile marketing, etc).

Palavras-chave: Gestão de Produtos ; Gestão de Preços ; Gestão de Promoções ; Gestão da Comunicação