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Pesquisa Avançada

Sobre a ANPAD

Divisões Acadêmicas / Comitês Científicos / Temas de Interesse



ADI - Administração da Informação

Coordenador: Cesar Alexandre de Souza - PPGA/FEA/USP

Comitê Científico:
Amarolinda Iara da Costa Zanela Klein - PPGADM/UNISINOS
Anatália Saraiva Martins Ramos - PPGA/UFRN
Ernani Marques dos Santos - NPGA/UFBA e MPA/UFBA
Líderes:
Dr. Carlo Gabriel Porto Bellini
Dr. Vishal Shah

Ambientes de uso de SI/TI, seus antecedentes, aspectos caracterizadores e efeitos sobre indivíduos e grupos. Entre os muitos tópicos de interesse, destacam-se: motivação, engajamento, ansiedade, autoeficácia, aprendizado, resistência a mudanças, gerenciamento de impressões, cyberloafing/cyberslacking, adoção, rejeição, adaptação da tecnologia, hábito, uso voluntário e uso compulsório, ergonomia de ambientes de uso, efetividade de uso, efeitos de grupo, ambientes presenciais, online, privados e organizacionais, e difusão tecnológica.

Palavras-chave: usuário, adoção, ambientes, aspectos cognitivos, aspectos comportamentais.
Líderes:
Valter de Assis Moreno Jr
Pedro Jácome de Moura Jr

O tema tem por foco o uso da tecnologia e de sistemas de informação e seus antecedentes e efeitos, analisados nos níveis de processos de negócios, unidades organizacionais, organizações como um todo, ou grupos organizações. São aceitos estudos teóricos e empíricos, casos de ensino, e estudos de caso de viés prático e com claras implicações para organizações em geral. Artigos teórico-empíricos deverão ter por base teorias bem-estabelecidas ou desenvolver proposições teóricas que tratem de fenômenos e construtos nos níveis anteriormente citados. São bem-vindos trabalhos de abordagem metodológica qualitativa, quantitativa ou mista, desde que relevantes para pesquisadores, docentes e profissionais da área de Sistemas de Informação e Administração em geral. São bem-vindos trabalhos que estabeleçam explicitamente conexões entre a adoção e uso de sistemas de informação computacionais, e tópicos tais como:
- modelos de negócio
- desempenho e competitividade
- eficiência e eficácia
- mudança ou transformação organizacional
- recursos e capacidades organizacionais
- integração entre áreas funcionais, unidades de negócio e organizações
- flexibilidade e agilidade
- comunicação e coordenação
- estruturas sociais e processos de estruturação
- política e poder no contexto organizacional
- cultura organizacional
- arquitetura empresarial e de TI
- geração de valor para o negócio com TI
- avaliação de investimentos em TI
- segurança no contexto de Sistemas de Informação

Palavras-chave: Desempenho e competitividade, Inovação e transformação organizacional, Integração e coordenação, Alinhamento e arquitetura empresarial, Fenômenos organizacionais.
Líderes:
Jefferson David Araujo Sales
Jairo Simeão Dornellas

Usos e impactos da TI/SI analisados no nível da sociedade. Usos, impactos, aplicações e implementação de TI/SI em nível da sociedade e pela Gestão Pública e ONGs, na prática democrática, na participação, na transparência; SI na prestação de serviços ao cidadão; SI em gestão (modernização inclusive) e políticas públicas; implicações sociais do uso governamental de SI, Software livre; Aspectos socioambientais da TI/SI; Aspectos de TI/SI e seu uso por organizações, grupos e indivíduos sob a ótica da inclusão, emancipação (de gênero, minorias, etc). Uso da TI/SI para o desenvolvimento (ICT4D).

Palavras-chave: TI e Sociedade, Governo eletrônico, TI para o Desenvolvimento (ICT4D), TI e Inclusão Social.
Líderes:
Edimara Mezzomo Luciano
Taiane Ritta Coelho (UFPR)

Esse tema visa discutir a área de pesquisa de TI/SI, oportunidades de pesquisa, novas tendências em temas, técnicas e abordagens; internacionalização; apresentar levantamentos sobre o passado do campo e sua história. Novas ideias, agendas de pesquisa; proposições e críticas à prática passada, atual ou tendências futuras; levantamentos bibliográficos sistemáticos sobre teorias, temas, técnicas, contribuição e produtividade no campo, bem como contribuições para o desenvolvimento da área (novas técnicas, temas, abordagens, relevância científica, práticas de pesquisa, internacionalização e carreira como pesquisador em IS).

Palavras-chave: Teorias em SI, Métodos em SI, Temas Emergentes em SI, Novas Abordagens em SI.
Líderes:
Raquel JANISSEK-MUNIZ
Fernanda Maciel REICHERT

A preocupação fundamental da Estratégia é identificar variáveis que possam intensificar o desempenho das corporações e as fontes de vantagens competitivas duráveis. A Inteligência potencializa a percepção de sinais, antecipando mudanças para incremento da estratégia organizacional. A Inteligência associa-se à Estratégia no que se refere a atividades que permitem às organizações reduzir incertezas do ambiente, alimentando com informações os processos de planejamento e decisão estratégica, fortalecendo capacidades para competir com êxito e crescer com resultado. Tal associação resulta na Inteligência Estratégica, a capacidade da organização em antecipar-se às circunstâncias em mudança do ambiente.
O termo mudança remete à Inovação, pela necessidade de constante adaptação para garantir a perpetuidade das empresas. A inovação é considerada fator-chave na sustentabilidade organizacional. Diante desta dinâmica de competitividade, organizações que desejam ser inovadoras devem desenvolver habilidades para transformar as mudanças em estratégias relevantes para mercados ainda não explorados.
Apesar de frágil a relação da capacidade de interpretação do ambiente na alavancagem do processo de inovação, acredita-se que a criação de inovações pode ser ampliada se mercado e tecnologia estiverem sendo monitorados e considerados na definição da estratégia organizacional.
Em resposta a esta problemática, a literatura de gestão estratégica e de sistemas da informação, oferece os termos ?inteligência estratégica (IE)?, ou variantes como ?strategic scanning? e "strategic foresight?, como processos que permitem desenvolver vantagens competitivas sustentáveis por meio da detecção sistemática de sinais de ameaças ou oportunidades no ambiente. Contudo, apesar da expectativa de que esta abordagem possa colaborar com a estratégia corporativa na identificação antecipada de ações chaves para inovação do negócio, a literatura sobre o tema ainda é alvo de ceticismo por parte da comunidade acadêmica, originado pelo baixo rigor científico empregado na elaboração de modelos de IE que possam apoiar organizações na identificação de ações estratégicas para explorar mercados futuros, ou impactos das ações na atividade inovativa da firma.
Quando implementada pela organização, a IE pode potencializar a compreensão do ecossistema e a percepção antecipada de movimentos de ruptura, contribuindo para a redução de incertezas, entendimento de mercados ou acesso a conhecimentos que potencializam a capacidade de inovação e, consequentemente, o desempenho sustentável das organizações. Entretanto, poucos estudos científicos têm abordado a relação da IE na identificação de caminhos de inovação.
O track Inteligência Estratégica para Inovação objetiva convidar pesquisadores no desenvolvimento e apresentação de pesquisas qualitativas e quantitativas que relacionem o desenvolvimento de estratégias de inovação às possibilidades de diagnóstico precoce de mudanças do ambiente, percebidas através de processos de inteligência instalados. Com este desafio, busca-se responder às inconsistências identificadas na produção científica sobre o tema, auxiliando organizações que integram um ambiente de negócio com um ritmo de competitividade sem precedentes.
Tópicos
- Inteligência Estratégica Antecipativa
- Inteligência Coletiva
- Inteligência e Desempenho Inovativo
- Strategic Scanning, Enviromental Scanning
- Strategic Foresight, Corporate Foresight
- Impacto/Influência de atividades de Inteligência na gestão da Inovação
- Processos de Inteligência
- Capacidades de Inteligência para desenvolvimento sustentável do negócio
- Identificação e interpretação de Sinais Fracos
- O papel da Informação Antecipativa na definição de Estratégias Inovativas
- Diagnóstico de atividades de Inteligência Estratégica
- Geração de insights: Big Data or Small Data? Smart Data!

Palavras-chave: Inteligência Estratégica Antecipativa, Sinais Fracos, Prospectiva Estratégica, Inteligência para Inovação, Processos de Inteligência.
Líderes:
Mauri Leodir Lobler
Frederico Cesar Mafra Pereira
Kathiane Benedetti Corso

Tradicionalmente, a decisão é tomada por um indivíduo ou um grupo de decisores com base em suas intuições, valores e preferências. Além disso, para um decisor específico, as decisões tomadas para um mesmo problema em momentos diferentes podem ser diferentes, porque a sua preferência não é sempre constante. A maioria das decisões que frequentemente são realizadas não requer muita reflexão, ao passo que assuntos mais complexos exigem extensa deliberação. Grande parte dos indivíduos gostaria de acreditar que suas decisões são racionais e bem fundamentadas, no entanto, pesquisas têm demonstrado que por via de regra isso não ocorre (MARCH, 1994). Acredita-se que a experiência, o conhecimento e a intuição podem ser guias através do processo de tomada de decisão, mas a limitação inerente ao processamento de informações de forma objetiva frequentemente conduz o decisor a falhas no processo de escolha (RIABACKE, 2012).
O crescente interesse dos pesquisadores de Sistemas de Informação (SI) por conceitos e técnicas originalmente adotados em Neurociências, fez surgir uma nova abordagem de pesquisa, denominada Neuro-IS. Tendo em vista que os usuários, muitas vezes, não se comportam necessariamente de maneira racional e que, frequentemente, as emoções autorrelatadas diferem das mensuradas objetivamente (WALLA; KOLLER, 2015), os pesquisadores precisam concentrar-se em comportamentos reais, analisando o comportamento além das intenções manifestadas pelo indivíduo. Frente a essa nova perspectiva, surgem inúmeros desafios, principalmente no que diz respeito aos aspectos metodológicos de estudos com emprego de técnicas de Neurociências. Devido a sua complexidade, instrumentos que medem estados e processos psicofisiológicos vêm acompanhados de múltiplos desafios metodológicos, desde seu planejamento até sua aplicação e análise. Estratégias de decisão são avaliações do processo que conduz a uma escolha, baseadas no modo como os indivíduos processam as informações disponíveis, considerando alternativas com múltiplos atributos, a fim de chegar a uma escolha final (WESTENBERG; KOELE, 1994). Indivíduos utilizam múltiplas estratégias de decisão em diferentes situações, incluindo vários métodos de simplificação ou escolhas heurísticas como resposta adaptativa à capacidade limitada do processamento da informação às exigências das tarefas de decisões complexas (PAYNE; BETTMAN; JOHNSON, 1993).


Palavras-chave: Processo decisório, processamento da informação, sistemas de apoio à decisão.
Líderes:
Cristiane Drebes Pedron
Jie Mein Goh
José Carlos da Silva Freitas Junior
Winnie Ng Picoto
Graziela Molling

A sociedade, assim como o mundo dos negócios, está passando por um processo de transformação digital (Li, 2018). Essa transformação deve-se aos recentes avanços tecnológicos que tem permitido o surgimento de novos modelos de negócios, que agora estão transformando a era industrial por meio de tecnologias digitais. Muitas destas transformações se dão pelas adoções de tecnologias da indústria 4.0, novos modelos de negócio e blockchain.
A indústria 4.0, considerada a quarta revolução industrial, se baseia na ideia de criar fábricas digitais inteligentes, facilitando a interconexão e a informatização na indústria tradicional, tornando os negócios mais flexíveis e responsivos às tendências de mercado (Lu, 2017). As tecnologias da indústria 4.0 (ex. Internet das Coisas, big data, cloud computing, analytics) proporcionam as organizações solucionar problemas de forma inovadora e/ou aproveitar oportunidades por meio de novos rearranjos de recursos e novos modelos de negócio, tendo sido percebidas como fonte de diferenciação no mercado.
Os novos modelos de negócio tem utilizado tecnologias digitais para obter vantagem competitiva (Fernandes, Ferreira, Raposo, Estevão, Peris-Ortiz, & Rueda-Armengot, 2017). Para tanto as empresas necessitam melhorar o seu desempenho, investindo em tecnologias digitais e desenvolvendo capacidades digitais.
Blockchain tem sido percebida como uma tecnologia disruptiva, sendo a tecnologia que meios digitais como as criptomoedas ou contratos e propriedades inteligentes (Yli-Huumo, Ko, Choi, Park, Smolander, 2016), sendo capaz de transformar os modelos de negócio (Nowi?ski, Kozma, 2017).
O objetivo deste track é conceituar, teorizar e apresentar evidências práticas de como se dá a transformação digital nas organizações por meio da adoção e uso de novas tecnologias bem como o desenvolvimento de capacidades organizacionais.
As seguintes questões são sugeridas:
- Quais são as capacidades necessárias para a transformação digital?
- Como as organizações desenvolvem capacidades para se valer da transformação digital e obter vantagem competitiva?
- Como os modelos de negócios são concebidos, transformados e geridos na era digital?
- Como propor valor por meio do uso de tecnologias da indústria 4.0?
- Como gerir recursos organizacionais na era digital?
- Como as organizações podem empregar a tecnologia blockchain nos seus negócios atuais ou criar novos negócios?
Neste contexto, este tema de Transformação Digital convida os autores a submeterem seus artigos sobre os seguintes temas, mas não restrito a eles:
- Capacidades digitais e modelos de negócio
- Criação de valor em ambiente de transformação digital
- Blockchain e Criptomoedas
- Fintech
- Inovação do modelo de negócio por meio de tecnologias da indústria 4.0
- Desenvolvimento, avaliação e contribuição de valor das capacidades de TI e novos modelos de negócio na era das tecnologias da Indústria 4.0: Internet of Things (IoT); Cloud Computing; Big Data; Analytics; Machine Learning; realidade aumentada; mobile computing; veículos autônomos (incluindo drones); sistemas ou robôs autônomos; e outros.
As possíveis abordagens teóricas sugeridas são: Resource Based View, Teoria Ator-Rede, Teoria Institucional, mas não limitadas a elas, aceitamos outras teorias coerentes com o tema pesquisado.
Incentivamos metodologias qualitativas, quantitativas, mistas e Design Science Research (DSR). Os artigos teórico-empíricos, aplicados e tecnológicos podem ter como contexto de pesquisa tanto organizações privadas como públicas.

Palavras-chave: Transformação Digital , Tecnologias da Indústria 4.0, Capacidades Organizacionais, Blockchain, Internet das Coisas.
Líderes:
Eduardo H. Diniz
Jorge Renato Verschoore

Blockchain é uma tecnologia descentralizada de gerenciamento de transações e de dados, desenvolvida primeiramente para a moeda digital Bitcoin. Blockchain, criptomoedas e modelos de negócios distribuídos se conectam aos novos sistemas que são criados pela modelagem de ambientes sociais, físicos e tecnológicos por meio de design orientado a TI. Blockchain e suas tecnologias relacionadas tem sido gradualmente incorporadas ao discurso organizacional, mas sua adoção levanta uma série de novas questões para as organizações. Em quais indústrias blockchain está realmente afetando os negócios? Como o blockchain pode afetar os modelos de negócios tradicionais? Como o blockchain transforma da estratégia organizacional? Essas questões demostram que são necessárias mais pesquisas para entender completamente o impacto do blockchain na estratégia organizacional e os novos modelos de negócios projetados para gerar e capturar valor em uma economia distribuída.
O propósito desta trilha é desenvolver uma visão mais ampla e inclusiva do potencial disruptivo do blockchain para alavancar estratégias de negócios e atender às necessidades humanas. O objetivo é fomentar pesquisas de ponta que contribuam para entender os impactos ambientais, econômicos, sociais, políticos e legais da blockchain.
Convidamos artigos teóricos e empíricos, adotando métodos quantitativos ou qualitativos. Abordagens inovadoras para o estudo de blockchain, criptomoedas, modelos de negócios distribuídos e fenômenos relacionados são particularmente desejáveis.
Os tópicos incluem, mas não estão limitados a:
- Novos modelos de negócios baseados em blockchain
- Criptomoedas, dinheiro digital e sistemas de pagamento baseados em blockchain
- Novas relações comerciais baseadas em blockchain
- Organizações autônomas descentralizadas (DAOs)
- Gestão de conhecimento e inovação baseada em blockchain
- Blockchain e tecnologias de registros distribuídos
- Organização, coordenação e governança distribuídas e descentralizadas
- Casos de uso e aplicação de blockchain em setores específicos como finanças, logística, mercados de energia, saúde, governo e outros
- Desafios institucionais: normas, privacidade, seguro e tributação, proteção trabalhista, sustentabilidade ambiental
- Gerenciamento de dados e governança de dados em blockchain
- Lógica inteligente de processos de negócios baseada em contratos
- Novas abordagens para o desenvolvimento de aplicações blockchain
- Comunidades de desenvolvedores de blockchain
- A interação entre a tecnologia de código aberto e blockchain
- Aplicações da Internet das Coisas em blockchain
- Questões legais nos contratos inteligentes e nas plataformas blockchain
- Novos aplicativos Fintech e serviços financeiros em blockchain
- Gerenciamento de ativos físicos com blockchain

Palavras-chave: Tecnologia Blockchain, Modelos de negócio distribuídos, Tecnologias de Registro Distribuído, Contratos Inteligentes, Criptomoedas.
Líderes:
Clarissa Carneiro Mussi
Graciella Martignago

A criação e a gestão de recursos baseados na informação e no conhecimento, seu desenvolvimento, sua renovação e exploração exercem papel fundamental à inovação e à criação de vantagem competitiva (Kogut and Zander, 1992; Zollo and Winter, 2002; Nonaka and von Krogh, 2009; Quintane et al., 2009). As capacidades dinâmicas são as habilidades da firma que permitem integrar, construir e reconfigurar competências externas e internas em ambientes de mudança rápida para dar suporte a um desempenho superior no longo prazo (Teece et al., 1997; Eisenhardt & Martin, 2000). Rotinas e práticas organizacionais que permitem à firma identificar, adquirir, assimilar, transformar e explorar seus conhecimentos (Cohen & Levinthal, 1990) são elementos necessários ao desempenho, mas ainda constituem uma caixa-preta. Neste contexto, caracterizado como disruptivo, marcado pela criação de novos modelos de negócios que possuem a tecnologia da informação como elemento central, o tema proposto envolve o estudo de recursos e capacidades voltados à informação e ao conhecimento em nível organizacional e interorganizacional. Integra-se neste escopo os trabalhos sobre a gestão do conhecimento, a qual faz parte do processo de geração e modificação sistemática de rotinas que constituem um mecanismo fundamental subjacente às capacidades dinâmicas e ao desempenho organizacional (Zollo & Winter, 2002, Chen & Fong, 2012, Prieto & Easterby-Smith, 2006, Rosa & Romani-Dias, 2018). Adicionalmente, estão os trabalhos que remetem ao papel da tecnologia da informação na gestão do conhecimento e de forma geral, no desenvolvimento e gestão de recursos e capacidades organizacionais voltados ao conhecimento. Possíveis tópicos para submissão de artigos alinhados ao tema proposto são: Conhecimento, seus antecedentes e efeitos analisados no nível organizacional e interorganizacional. Capacidade absortiva. Capacidades dinâmicas e conhecimento. Sistemas, rotinas, processos, práticas de gestão do conhecimento. Aprendizagem organizacional. Inteligência coletiva. Capacitantes da gestão do conhecimento. Criação do conhecimento. Compartilhamento do conhecimento. Transferência do conhecimento e colaboração entre organizações. Gestão do conhecimento e inovação. Tecnologia da informação (datamining, datawarehouse e datamart, intranets, portais, TI/SI para documentação, Analytics, Big Data e Business Intelligence, entre outros), capacidades e gestão do conhecimento. Gestão do conhecimento e desempenho organizacional. Impactos e implicações da gestão do conhecimento. Avaliação e indicadores de gestão do conhecimento.

Palavras-chave: Gestão do conhecimento, compartilhamento do conhecimento, criação do conhecimento, capacidades organizacionais. , aprendizagem organizacional.
Líderes:
Pietro Cunha Dolci
Gerald Grant

Em muitas organizações, a tecnologia da informação (TI) é crucial para gerar valor e obter vantagem competitiva. Assim, para o funcionamento e crescimento dos negócios, é necessário governar e investir em tecnologias tradicionais e emergentes. As tecnologias emergentes estão relacionadas, mas não limitadas a, AI, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning entre outras. A estratégia de TI e a gestão de TI também são importantes para tomar melhores decisões em diferentes setores, contextos e organizações. Como observamos, a pesquisa em Estratégia, Investimentos e Governança de TI tem sido explorada por diferentes motivações, que ainda são importantes para entender a contribuição desses estudos para a pesquisa nessa área, mas também como esses estudos podem ser usados pelos profissionais. Assim, as submissões para a trilha Estratégia de TI, Investimentos e Governança - de tecnologias tradicionais a emergentes podem incluir artigos completos e pesquisas em andamento, e podem ser conceituais, teóricos, de projeto, empíricos, estudos quantitativos ou estudos de caso. Os tópicos de interesse incluem, mas não estão limitados ao seguintes:

- Governança de TI
- Governança de tecnologias emergentes - IA, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Investimentos tecnologias tradicionais e emergentes - AI, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Estratégia de TI em todos os tipos de organizações relacionadas a tecnologias tradicionais e emergentes - IA, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Planejamento, Gestão e Alinhamento Estratégico de TI
- Antecedentes e efeitos de TI / SI nas organizações.
- Competitividade, desempenho, valor e produtividade através do uso de TI;
- Estruturas e modelos de governança, estratégia e investimentos de TI
- Antecedentes e decisões de TI / SI;
- Gerenciamento de TI, como desenvolvimento e uso de aplicativos, infraestrutura, sistemas, hospedagem e comunicações em nuvem
- Práticas e casos de governança, estratégia e investimentos em TI

Nesta trilha, estamos procurando receber trabalhos que relatem estudos de pesquisa inovadores e novos insights em teorias, modelos e práticas em pesquisa de Estratégia, Investimentos e Governança de TI.


Palavras-chave: Gestão e estratégia de TI, Investimentos em TI, Governança de TI, Tecnologias tradicionais e emergente, Valor de TI.
Líderes:
Cristina Dai Prá Martens
Rosária de Fátima Segger Macri Russo
Marcirio Silveira Chaves
Rodrigo Baroni de Carvalho

A gestão de projetos (GP) tem sido um tópico de pesquisa sempre presente na área de Sistemas de Informação (SI). Entretanto, o desafio de continuar os estudos sobre esta temática ainda existe, uma vez que as empresas estão cada vez mais projetizadas e os projetos continuam tendo altas taxas de insucesso, seja em relação ao prazo, ao orçamento, metas de qualidade, satisfação do cliente, entre outros.

Além das questões sobre o sucesso de projetos Tecnologias de Informação (TI), outras abordagens desafiam os pesquisadores e praticantes a discutir o tema de gestão de projetos. Constantemente pesquisadores e praticantes estão sendo questionados sobre como as estratégias de governança, de colaboração, de terceirização de recursos, entre outras, são conduzidas nos atuais projetos de TI/SI.

Neste cenário de novas realidades, a inteligência artificial e a ciência de dados modificam a forma como a equipe atua e colabora; os projetos podem envolver novas abordagens de gestão, a exemplo de metodologias Ágeis; tecnologias da indústria 4.0, como internet das coisas e sistemas inteligentes; assim como TI/SI globais e descentralizados.

Este tema convida ao desenvolvimento de artigos científicos, provenientes de pesquisas básica e aplicada, e tecnológicos, que permitam o amadurecimento da compreensão sobre a GP de TI/SI, especialmente nessa era contemporânea. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas, mistas ou Design Science Research. O tema contempla os seguintes tópicos, mas não se limita a eles:

- Abordagens de gestão de projetos de TI/SI, como o método Ágil, PMI, IPMA, Design Thinking, metodologias híbridas;
- Novas técnicas e ferramentas na gestão de projetos de TI/SI;
- Gestão de projetos inovadores de TI/SI;
- Novas tecnologias e mídias em projetos de TI/SI;
- Gestão do conhecimento e aprendizagem em projetos de TI/SI;
- Interfaces entre metodologias de gestão de projetos de TI/SI e metodologias de gestão da inovação;
- Gestão de programas e de portfólio de TI/SI;
- Equipes de projetos de TI/SI distribuídas, globais, virtuais e de alta performance;
- Outsourcing e terceirização em projetos de TI/SI;
- Gestão de stakeholders em projetos de TI/SI;
- Gestão de Riscos em projetos de TI/SI;
- Gestão da Qualidade em projetos de TI/SI;
- Gestão da Comunicação em projetos de TI/SI;
- Gestão de Aquisições em projetos de TI/SI;
- Competências individuais e organizacionais na gestão de projetos de TI/SI;
- Governança, gestão de riscos e aspectos de conformidade em projetos de TI/SI;
- Atuação de escritórios de projetos (PMO);
- Gestão de projetos de TI/SI em organizações públicas;
- Sucesso de projetos de TI/SI.


Palavras-chave: Projetos de TI/SI, Gestão de projetos de TI/SI, Abordagens em projetos de TI/SI, Novas tecnologias em projetos de TI/SI, Equipes de projetos de TI/SI.
Líderes:
Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha
Marie Anne Macadar
Gabriela Viale Pereira
Aurora Sanchez Ortiz
Elsa Estevez

O mundo está passando pela maior onda de crescimento urbano da história. Estima-se que a população urbana vai alcançar a cifra de 5 bilhões de pessoas até 2030. Para administrar esse crescimento é necessária uma boa governança para encontrar maneiras inteligentes de lidar com a densidade da vida urbana. Ao mesmo tempo, observa-se o surgimento de uma nova era de transformação em que cresce o nível de conexão entre moradores e o ambiente que os cerca por meio do uso de tecnologias inteligentes. Todas estas mudanças apresentam uma maior probabilidade de melhorar o bem-estar e a prosperidade da sociedade. Contudo, os desafios entre a complexa interação entre tecnologia e sociedade estão aparecendo. O tema proposto tem como objetivo explorar como a sociedade gerencia e enfrenta tais desafios urbanos em busca de soluções inovadoras que possibilitem uma melhoria na qualidade de vida das pessoas e ao mesmo tempo criando mecanismos para a sustentabilidade das cidades. Este tema também inclui pesquisas relacionadas a governança inteligente, tecnologias para cidades resilientes, co-criação e co-produção cidadã. Além disso, aborda o desenvolvimento de modelos de políticas de cidades inteligentes e inovações tecnológicas para a áreas de energia, transporte, saúde, educação, segurança pública, estruturas, ambiente natural e negócios, infraestrutura resiliente baseada na comunidade, informática e governança urbana. Redes elétricas inteligentes, sensores, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e Big Data Analytics (infraestrutura, transporte, educação, governança, meio ambiente, cuidados médicos, segurança, proteção e energia), bem como dispositivos inteligentes e de uso inovador na gestão pública também estão incluídos neste tema.
Assim, as áreas de interesse e enfoque deste tema incluem, mas não se limitam, aos seguintes assuntos:
- Governança inteligente como base para a criação de espaços urbanos e regionais inteligentes (elementos, requisitos prévios e princípios de governança inteligente)
- Governo inteligente (áreas focais, práticas atuais, casos e potenciais riscos).
- Parcerias (tripla/quádrupla hélice, parcerias público-privado e participação cidadã) em iniciativas inteligentes
- Cidades e regiões inteligentes (casos, rankings, comparações e fatores críticos de sucesso)
- Inteligência coletiva para cidades e comunidades inteligentes
- Internet das Coisas em comunidades inteligentes (infraestrutura, transporte, educação, governança, meio ambiente, cuidados médicos, segurança, proteção e energia)
- Redes elétricas inteligentes
- Meio ambiente e transporte inteligente (mobilidade individual e púbica, limpa e sem carbono)
- Dispositivos inteligentes e seu uso inovativo em cidades e/ou gestão pública
- Práticas inteligentes em cidades (facilitadas pela tecnologia), tais como sistemas de pagamento, sistemas de identificação, etc.
- Novos riscos e vulnerabilidades de cibersegurança em cidades e comunidades inteligentes
- Universidade e educação inteligentes
- Problemas de qualidade de vida em cidades e comunidades inteligentes
- Brechas urbano-rural em comunidades inteligentes
- Cidades inteligentes sustentáveis
- Cidades inteligentes, gênero e diversidade


Palavras-chave: Cidades Inteligentes, Governança Inteligente, Governo Inteligente, Cidades Sustentáveis Inteligentes.
APB - Administração Pública

Coordenador: Fernando de Souza Coelho - EACH/USP

Comitê Científico:
Antônio Sérgio Araújo Fernandes - NPGA/UFBA
Armindo dos Santos de Sousa Teodósio - PPGA/PUC Minas
Claudia Souza Passador - PPGAO/FEA-RP/USP
Líderes:
Lindomar Pinto da Silva (PPGA/UNIFACS)
Manuela Ramos da Silva (PROPADM/UFS)

Estudos sobre estratégias, estrutura, atores, processos, relações e poder intrínsecos ao Estado e à sua administração pública. Crises e reformas no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Relações entre poderes e governabilidade. Transformações nas configurações, papéis e funções assumidos pelo Estado. Burocracia Pública. Inovações na gestão pública.

Palavras-chave: Modelos de Gestão Pública, Reforma do Estado, Burocracia Pública, Modernização Administrativa.
Líderes:
Thiago Ferreira Dias (PPGP/UFRN)
Marcelo Marchesini da Costa (INSPER/Associado Individual)

Abriga os trabalhos sobre relações entre Estado e organizações do terceiro setor, da economia solidária, não-governamentais, da sociedade civil e sem fins lucrativos. Espaço público e instituições participativas formais e informais. Governança democrática, relações com atores interessados e mecanismos de controle social. Cultura política, capital social e coprodução de bens públicos. Desenvolvimento local e ação de organizações públicas não-estatais. Governo aberto.

Palavras-chave: Estado-Rede, Terceiro Setor, Governança Democrática, Espaço Público, Governo Aberto.
Líderes:
Marco Antonio Carvalho Teixeira (CMDAPG/FGV-SP)
Taísa Dias (UFSC/Aassociada Individual)

Congrega artigos sobre repartição de encargos e recursos entre esferas de governo. Processo de descentralização e governança territorial. Papéis dos governos estaduais e municipais. Poder e desenvolvimento em nível subnacional. Arranjos institucionais cooperativos. Consórcios intergovernamentais. Associativismo e arranjos produtivos locais.

Palavras-chave: Federalismo, Relações Intergovernamentais, Descentralização, Arranjos Cooperativos, Governos Subnacionais.
Líderes:
Bruno Lazzarotti Diniz Costa (CMAP - EG/FJP-MG)
Pedro Luiz Cavalcante (IDP/Associado Individual)

O tema enfoca a teoria das políticas públicas pela abordagem de public policy analisys na tradição de policy studies. Modelos analíticos e normativos de políticas públicas aplicados aos estudos sobre: agenda-setting, processo decisório, formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas e de programas governamentais. Novas abordagens teóricas e metodológicas em gestão de políticas públicas: intersetorialidade, análise de redes, territorialidade, difusão de políticas públicas, políticas públicas baseadas em evidências, capacidades estatais e instrumentos de políticas públicas, dentre outras.

Palavras-chave: Análise de Políticas Públicas, Modelos Analíticos, Formulação, Implementação, Avaliação.
Líderes:
Mário Vasconcellos Sobrinho (PPGA/UNAMA)
Fátima Bayma (MPAP/FGV-RJ)

O tema abarca os estudos das políticas públicas em uma perspectiva mais multidisciplinar e prática na tradição de policy orientation. Análise de casos de políticas, programas, projetos e atividades governamentais e públicas não estatais nas mais diversas dimensões e setores de intervenção: econômico, social, de infraestrutura, administrativo, entre outros. Foco em técnicas e ferramentas de políticas públicas com abordagem aplicada, voltado ao processo de intervenção.

Palavras-chave: Orientação Política, Casos sobre Políticas Públicas, Aplicações em Políticas Públicas, Perspectivas Práticas.
Líderes:
Fabiano M. Raupp (PPGA/UDESC)
Paulo Reis (PPGE/UFRRJ)

O tema abrange os trabalhos sobre o processo de planejamento e orçamento governamental; Finanças públicas: tributação/arrecadação, despesa pública e financiamento. Função de controle interno e externo. Estudo sobre os órgãos de controle e compliance no setor público. Políticas, gestão, mecanismos e instrumentos relacionados com as questões de transparência, prestação de contas, accountability, responsabilidade fiscal, contratualização de resultados e auditoria operacional no setor público. Combate à corrupção e qualidade do gasto público.

Palavras-chave: Planejamento Governamental, Orçamento Público, Finanças Públicas, Transparência e Accountability, Controle no Setor Público..
Líderes:
Vicente da Rocha Soares Ferreira (PPGAdm/UFG)
Ricardo Luiz Pereira Bueno (PPGOP/UNIFESP)

O tema destina-se aos trabalhos sobre gestão de serviços públicos pela perspectiva da prestação de serviços públicos em setores específicos: energia, transporte, telecomunicações, recursos hídricos, saneamento, saúde, educação, segurança pública, atendimento ao cidadão, entre outros. Modos de provisão dos serviços públicos: prestação direta ou delegada; desestatização, privatização, publicização, desregulamentação, concessão e terceirização. Novos formatos organizacionais e a prestação de serviços públicos: organizações sociais (OSs), OSCIPs, OMPS, PPPs e serviços sociais autônomos. Agências executivas. Papel regulador e agências reguladoras.

Palavras-chave: Serviços Públicos, Modos de Provisão, Novas Formas Organizacionais, Papel Regulador do Estado.
Líderes:
Denis Renato de Oliveira (PPGAP/UFLA)
Liliane Magalhães G. P. Furtado (PPGAd/UFF)

O tema é orientado para os artigos sobre funções e instrumentos gerenciais de planejamento estratégico, organização, direção e execução no âmbito intraorganizacional. Estilo e tomada de decisão em órgãos públicos. Estruturas, processos e comportamentos administrativos nas organizações públicas nas áreas funcionais de: gestão de pessoas, liderança e cultura organizacional; comunicação, marketing e qualidade em serviços públicos; gestão de materiais e patrimônio; logística, operações e suprimentos; gestão financeira e contábil; gestão de processos e sistemas de informações gerenciais. Informática pública, governo eletrônico e governança digital. Abordagens e técnicas de gestão emergentes nas organizações públicas, tais como: gerenciamento de projetos, gestão do conhecimento, organizações matriciais, análise de stakeholders dentre outros.

Palavras-chave: Organizações Públicas, Funções Gerenciais, Áreas Funcionais, Estrutura e Processos Intraorganizacionais.
Líderes:
Josiel Lopes Valadares (PPGADM/UFV)
Stephanie Ingrid Souza Barboza (UFPB/Associada Individual)

O tema volta-se ao debate sobre os fundamentos teóricos multi/interdisciplinares da administração pública. Processo de construção, delineamento e desenvolvimento do campo da administração pública do ponto de vista ontológico, epistemológico e metodológico. Paradigmas e modelos de gestão pública. Discussões sobre as abordagens teóricas que incidem na reflexão e análise dos objetos de estudo do campo: correntes do institucionalismo, nova gestão pública, novo serviço público, governança pública, entre outras. Estudos sobre as perspectivas metodológicas na pesquisa em administração pública.

Palavras-chave: Ontologias, Epistemologias, Teorias, Metodologias, Interdisciplinaridade.
Líderes:
Suylan de Almeida Midlej e Silva (PPGA/UnB)
Virgílio Cézar da Silva e Oliveira (PPGA/UFJF)

O tema incentiva os estudos historiográficos sobre a formação da administração pública no Estado brasileiro. Desenvolvimento e registro da memória em torno do escopo e dos objetos relacionados à investigação em gestão pública. Estudos comparados em administração pública. Avaliação da produção científica na área de administração pública. Reflexões sobre a construção de agendas de pesquisa para o campo.

Palavras-chave: História Administrativa, Memória da Administração Pública, Estudos Comparados, Agendas de Pesquisa.
Líderes:
Airton Cardoso Cançado (MPGPP/UFT)
Jeová Torres (CIAGS-MPDGS/UFBA)

Discute as interseções e distinções teórico-metodológicas entre gestão social, administração pública e desenvolvimento. Gestão social, governança e políticas públicas. Gestão social em programas e projetos de desenvolvimento sustentável - dimensões social, ambiental e territorial. Gestão Social em políticas culturais. Gestão de políticas sociais: desigualdade, justiça e democracia. Ação coletiva e cooperação. Cidadania ativa, participação e ação pública. Gestão social e controle social em ambientes públicos coletivos: fóruns, colegiados e conselhos.

Palavras-chave: Gestão Social, Desenvolvimento, Democracia Participativa, Abordagem Sociopolítica na Gestão Pública.
Líderes:
Francisca Farache Aureliano Da Silva (Brighton Business School - University of Brighton/UK)
José Célio Silveira Andrade (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA - UFBA)
Jose Antonio Puppim de Oliveira (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo - FGV/EAESP e FGV/EBAPE)
Lilian Soares Outtes Wanderley (PROFNIT/UFPE - UFPE)

"Governança para a Sustentabilidade: ODS em abordagens complexas" busca discutir tópicos relacionados com a agenda de desenvolvimento das Nações Unidas em 2030, que exige "uma visão supremamente ambiciosa e transformadora" e propõe dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para garantir a saúde e o bem-estar dos países, nosso planeta e as futuras gerações. Os ODS delineiam uma agenda ambiciosa que os indivíduos, as organizações públicas e privadas e sociedade têm grande potencial e capacidade de contribuir. 

O desenvolvimento sustentável e a agenda de 2030, em particular, uniram uma ampla gama de interessados da ciência, sociedade civil, governo e empresas. Muitos expressaram seus compromissos para melhorar o bem-estar do planeta e da sociedade e se unem aos esforços para implementar a agenda. Um crescente corpo de pesquisas se desenvolveu nas últimas décadas sobre a governança do desenvolvimento sustentável. No entanto, lacunas importantes ainda existem. Assim, o tema busca artigos que envolvam pesquisas sobre as várias experiências de implementação da agenda nos diversos objetivos e níveis de governança e questões não resolvidas relativas ao papel, capacidade e impactos das empresas, governos, sociedade e organizações internacionais para abordar questões de desenvolvimento sustentável, que serão exploradas.

Palavras-chave: Governança, Sustentabilidade Ecológica, Desenvolvimento Sustentável, Complexidade, ODS - Objetivos da ONU para o Desenvolvimento Sustentável
Líderes:
Reginaldo de Souza Santos (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA - UFBA)
Tatiana Dias Silva (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA - UnB)

As Relações Raciais no Brasil é um tema pouco discutido no campo da Administração, na área da Administração Pública e das Políticas Públicas. A nossa sociedade negou a existência do racismo como elemento estruturante para o nosso processo de subdesenvolvimento e causa motora das diversas formas de desigualdades sociais. O mito da democracia racial que vigorou de forma hegemônica desde o fim da escravidão até meados dos anos de 1980, pressupunha a convivência harmônica entre negros e brancos, diferentemente das situações dos EUA ou da África do Sul. A partir das históricas denúncias da sociedade civil organizada liderada pelas diversas correntes do movimento negro e da análise das relações verticais em todos os setores da sociedade, essa utopia brasileira foi desnudada ao revelar intensas desigualdades raciais expressas em inúmeros indicadores sociais. Apenas nas últimas duas décadas, o governo passou a reconhecer esse abismo social e a implementar medidas para enfrentá-lo. Até o século passado, as medidas governamentais se restringiram a iniciativas de combate ao racismo (repressivas) e de valorização da matriz africana (culturalista). Essa nova resposta do governo Brasileiro deveu-se à pressão cada vez mais qualificada dos movimentos negros, acadêmicos e setores progressistas, além de tensionamento institucional em universidades, governos subnacionais e organizações da sociedade. A literatura mostra que a partir dos resultados da III Conferência Mundial contra o Racismo (Durban, 2001), o Brasil passou a ser um dos países que mais implementaram políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial de acordo o Plano de Ação da Conferência: criação do Ministério da Promoção da Igualdade Racial e diversos organismos estaduais e municipais congêneres e o fortalecimento da Fundação Cultural Palmares. No entanto, a crise econômica e político-institucional que vem se abatendo sobre o país a partir de 2013, trouxe consequências nefastas para a sustentabilidade de todos os arranjos criados. Além de diversas resistências ideológicas ao novo modelo de gestão pública, os últimos anos mostraram um arrefecimento político, perda de espaço institucional e problemas na implementação de ações estratégicas, como as fraudes nas políticas de ação afirmativa de acesso as universidades e aos empregos públicos e a baixa adesão à política antirracista nas escolas. Diante desse quadro, procura-se discutir os avanços e desafios para o campo da Administração Pública e das Políticas Públicas no que diz respeito ao tratamento integral das Relações Raciais como elemento endógeno ao objeto de pesquisa e de ensino dessas áreas de conhecimento. Tópicos propostos: administração pública, políticas públicas e racismo institucional;administração política e relações étnico raciais no Brasil contemporâneo; relações raciais e o ciclo das políticas públicas; estudos de caso; relações raciais e as políticas para povos e comunidades tradicionais e quilombolas; ações afirmativas no ensino superior e na administração pública; relações raciais, transversalidade e interseccionalidade nas políticas públicas;políticas públicas e patrimônio afro-brasileiro; modelos de gestão de comunidades tradicionais, ; as relações raciais e as políticas públicas de segurança pública; relações raciais, burocracia e arranjos institucionais; registros administrativos e análise de dados sobre população negra; burocracia representativa.

Palavras-chave: Gestão Pública e Ações Afirmativas, Relações Raciais, Políticas da Promoção da Igualdade Racial, Administração Política , Desigualdades
CON - Contabilidade

Coordenadora: Elionor Farah Jreige Weffort - PMCC/FECAP

Comitê Científico:
Antonio Carlos Dias Coelho - PPAC/UFC
Aridelmo José Campanharo Teixeira - FUCAPE
Sônia Maria da Silva Gomes - NPGA/UFBA
Líderes:
Márcia Athayde Moreira (UNAMA e UFPA)
José C. T. Oyadomari (Mackenzie)

Concentra-se no uso das informações contábeis para o auxílio à tomada de decisão, inerente aos processos de planejamento, execução, avaliação e controle das entidades públicas e privadas. Envolve a mensuração e a avaliação do desempenho; a gestão estratégica de custos; o controle gerencial e o uso de artefatos da contabilidade gerencial; controles internos para minimização de riscos de gestão; planos de incentivos; contabilidade interorganizacional e aplicada à cadeia de valor; controladoria e sistemas de apoio à decisão; tecnologia da informação e comunicação aplicada ao controle gerencial e outros temas interdisciplinares da contabilidade de gestão.

Palavras-chave: Controladoria; Contabilidade Gerencial; Sistemas de Controle Gerencial; Apoio à Decisão: Desempenho Organizacional
Líderes:
Clea Beatriz Macagnan (UNISINOS)
Cristiane Benetti (ICN Business School - França)

Estudos relacionados a governança de organizações, como mecanismo de mitigação de risco sob uma perspectiva de contabilidade financeira, tais como: auditoria (interna e/ou externa), compliance, conselho fiscal, remuneração de executivos, disclosure e accountability.

Palavras-chave: Governança; risco; auditoria; compliance; disclosure
Líderes:
Aldo Callado (UFPB)
Raimundo Nonato Rodrigues (UFPE)

Estudos que abordam as aplicações da contabilidade para a sustentabilidade. Inclui, mas não está limitado a: Ética e Responsabilidade social. Reconhecimento e Mensuração de ações sociais, ambientais e culturais. Evidenciação (relatório ambiental, relato integrado e relatório socioambiental). Políticas Públicas (tributação verde, instrumentos regulatórios, certificações, internalização da precificação de carbono). Controladoria Socioambiental (custos ambientais, gestão ambiental, ferramentas para gestão sustentável, avaliação de impacto ambiental, indicadores socioambientais). Auditoria e assurance de relatório de sustentabilidade. Implicações dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para a formação do profissional de contabilidade. Parcerias Empresas - ONGs.

Palavras-chave: Sustentabilidade; contabilidade social e ambiental; gestão sustentável; parcerias com ONGs.
Líderes:
Edilene Santana Santos (FGV-SP)
Marcelo Alvaro da Silva Macedo (UFRJ)

Abrange pesquisas relacionadas ao processo de reconhecimento e mensuração contábil, bem como a elaboração e divulgação de relatórios financeiros destinados à usuários externos (tais como credores, investidores e reguladores). Inclui, mas não está limitado a: avaliação e mensuração dos ativos e passivos; receitas, ganhos, despesas e perdas; modelos de credit scoring baseados em variáveis contábeis; consequências econômicas da evidenciação; estudos de value relevance; derivativos; gerenciamento de resultados; impactos da regulação, incluindo aqueles da migração de padrão local para o International Financial Reporting Standards (IFRS) e informação contábil das empresas cross-listed.

Palavras-chave: Usuários externos; relatórios financeiros; regulação contábil; mensuração; mercado de capitais.
Líderes:
Rodrigo Gonçalves (UnB)
Amaury Rezende (USP-RP)
José Alonso Borba (UFSC)

Estudos relacionados à investigação e perícia contábil, especialmente em casos de fraudes e corrupção. Inclui, mas não está limitado a: fraudes em contabilidade e assuntos fiscais; relatórios financeiros fraudulentos; corrupção e contabilidade; perícia contábil e fiscal e suas aplicações no suporte a litígios; técnicas de investigação contábil; psicologia e criminologia da fraude; sistemas inteligentes e/ou de inteligência artificial, data analytics, red flags, dentre outros para investigação e prevenção de fraudes

Palavras-chave: Fraudes; corrupção; perícia contábil; inteligência artificial
Líderes:
Tiago Nascimento (FECAP)
Otávio Cabello (UNICAMP)
Silvio Nakao (USP-RP)

Nosso objetivo é atrair uma pesquisa rigorosa e inovadora que amplie nosso conhecimento sobre a interface entre a tributação e a gestão. Estamos particularmente interessados em pesquisas que ampliem nossa compreensão das práticas gerenciais existentes, distorções criadas pelas normas fiscais existentes ou que prescrevam mudanças na prática de tributação gerencial e / ou corporativa. Exemplos de estudos na área tributária incluem, mas não estão limitados a: 1. Pesquisa empírica em tributos e contabilidade 2. Influência do processo tributário em práticas de contabilidade financeira; 3. Fraude contábil e fiscal 4. Fatores determinantes do comportamento do contribuinte 5. Impacto dos arranjos fiscais sobre o valor da firma 6. Relação entre práticas de planejamento tributário e mecanismos de governança corporativa 7. Políticas públicas de benefícios fiscais.

Palavras-chave: administração tributária; agressividade tributária; evasão fiscal; cumprimento fiscal; tributação.
Líderes:
Ricardo Lopes Cardoso
André Carlos Busanelli de Aquino
Ricardo Rocha de Azevedo
Lidiane Nazaré da Silva Dias
Claudia Ferreira da Cruz

Desde o alerta de Christopher Hood em 1991, de que a dimensão de desempenho de ?resiliência? deveria ser analisada, países passaram por várias crises, e governos viram seus desempenhos econômico-financeiro erodir e às vezes colapsar frente a crises econômicas e políticas. Níveis de eficiência e eficácia acumulados por anos podem ser perdidos em dias ou horas.
A discussão de Resiliência Financeira aplicada a governos analisa como tais organizações assimilam períodos de crise e como políticas públicas são impactadas. Significa a real capacidade de governos lidarem com choques, assim como antecipá-los (Barbera et al., 2017), seja devido a catástrofes naturais, rupturas de mercados, crises políticas ou escândalos de corrupção, entre outros. A resiliência inclui a capacidade organizacional de reduzir riscos e se recuperar das crises, mas também a habilidade de ?se manter operando em situações mais adversas e se adaptar rapidamente à crise? (Hood, 1991, 14). A resiliência afeta a implementação e a manutenção de políticas públicas, pois quando o orçamento está sujeito à algum tipo de choque, políticas públicas podem ser descontinuadas.
A literatura de ?financial distress? e resiliência financeira identifica padrões de resposta à crises. Governos locais na Europa apresentam diferentes tipos de respostas, alguns cortam despesas, outros tomam medidas de mais longo prazo (Steccolini et al., 2017). No Brasil, a tendência é por respostas de curto prazo (Aquino & Cardoso, 2017). O problema é que nesses casos as políticas públicas são descontinuadas. Apesar de alguns frameworks definirem as respostas típicas e padrões de resiliência (Barbera et al., 2017), não temos conhecimento da discussão de como os mecanismos orçamentários e outros artefatos do ciclo de gestão financeira interagem moldando esses padrões. Adicionalmente, a contabilidade pode ter um papel nestas respostas, se em regime de caixa ou de competência, focada no equilibro orçamentário ou em uma perspectiva de mais longo prazo incluindo gestão de riscos.
A seção temática convida contribuições que explorem diferentes aspectos de resiliência financeira no setor público. Todas abordagens teóricas e metodológicas são bem vindas.
Possíveis tópicos a serem tratados incluem, mas não são restritos a:
- Como contadores, servidores e políticos percebem choques ou pressões inesperadas, ou o papel do ?sensemaking? na resiliência do setor público
- Quantas diferentes pressões em diversos locus da organização interagem e são condensadas, acumuladas no orçamento público
- Como os mecanismos do orçamento público transmitem e transferem os choques
- As típicas respostas a choques, cortes de despesas, aperfeiçoamento da arrecadação de impostos e taxas
- Interface de resiliência financeira e outras formas de resiliência, como organizacional, urbana, individual
- Resiliência a eventos de corrupção e outros escândalos
- Índices e métricas para captar resiliência financeira
- Papel da liderança política em projetos e suportar soluções para resiliência
- Aspectos negativos da resiliência em governos e suas equipes
- Dimensão eleitoral na construção de governos resilientes
- O papel dos órgãos de controle no desenvolvimento da resiliência
- Aspectos psicológicos e comportamentais que afetam o desenvolvimento da resiliência
- Qual modelo contábil mais contribui para a resiliência financeira
- Como as respostas a crises financeiras afetam a vida das pessoas

Palavras-chave: Resiliência, Contabilidade, Governos, Orçamento público, Políticas Públicas.
Líderes:
Edilson Paulo
Roberto Carlos Klann
José Elias Feres de Almeida

A Contabilidade tem como um de seus principais objetivos prestar informações úteis sobre as entidades aos seus diversos usuários, visto que parte é direcionada ao público externo. Com o crescimento da dimensão e da complexidade das atividades empresariais, as necessidades de informações por parte dos administradores e dos demais usuários da Contabilidade tornam-se cada vez mais distintas; no qual esses últimos precisam de uma crescente demanda de informações contábeis para que possam julgar o desempenho do administrador e da empresa, bem como para monitorar a elaboração e execução dos contratos.
O conceito de qualidade de informação contábil torna-se complexo e depende do objetivo do seu usuário, por isso, tem- se tornado um dos principais temas de discussão pelo meio acadêmico e profissional. O conceito do que seria ?qualidade da informação contábil? está relacionado ao consenso dos seus usuários, observando as características institucionais e organizacionais do mercado, levando-se em consideração os aspectos econômicos, sociais, culturais, geográficos e, inclusive, temporais.
O tema Qualidade da Informação Contábil contempla vários tópicos, tais como (mas, não se limitando a estes):
a. persistência,
b. conservadorismo,
c. gerenciamento de resultados contábeis,
d. value relevance,
e. transparência e disclosure,
f. modelos analíticos e empíricos de qualidade da informação contábil,
g. fatores determinantes e consequências da informação contábil.

Essa temática tem forte relação com outros temas mais consolidados e/ou emergentes, tornando-se uma área com grande oportunidade de pesquisas.

Palavras-chave: persistência, conservadorismo, gerenciamento de resultados contábeis, value relevance, disclosure.
Líderes:
Carlos Eduardo Facin Lavarda
Cláudio de Araújo Wanderley
Vinícius Costa da Silva Zonatto

Este tema é dedicado aos estudos sobre os fenômenos socialmente construídos na adoção e difusão de sistemas de controle gerencial e as interações culturais, políticas e simbólicas. Busca-se compreender os motivos que levaram as organizações a adotar novos instrumentos de controle gerencial, assim como as diferentes lógicas institucionais que concorrem para a adoção dos novos instrumentos na organização, e avaliar o processo de institucionalização entre os agentes. A literatura sobre adoção e difusão de práticas gerenciais entre organizações é caracterizada por duas formas de explicar o processo de difusão. A primeira forma tem sua origem na literatura econômica baseada no modelo do ator racional. Nessa linha de pesquisa, os entes que adotam novas práticas são tratados como atores racionais que tomam decisões eficientes. Dessa forma, essa linha de pesquisa tem um imediato apelo intuitivo, uma vez que ela foca no pressuposto que adoção de uma nova prática resultará num benefício econômico para a organização. A explicação racional é a perspectiva dominante na literatura sobre difusão de inovações. Apesar disso, essa linha de pesquisa tem falhado ao explicar como o aspecto cultural e social influenciam na adoção e difusão de uma nova prática de gestão. A segunda linha de pesquisa é baseada nos modelos sociológicos que tendem a adotar um argumento mais reputacional, relacionados com o crescimento de pressões sociais, culturais e políticas no processo de adoção e usos de novas práticas. Embora alguns autores da área contábil tenham se dedicado a pesquisar o processo de difusão de práticas contábeis através, por exemplo, do uso do conceito de tradução (translation) da teoria dos atores e redes (Actor Network Theory) e dos conceitos heterogeneidade organizacional (organisational heterogeneity), lógica institucional (institutional logics) e variação de praticas (practices variation) provenientes da teoria institucional, ainda existe uma ausência na literatura contábil de um framework conceitual capaz de entender e explicar os possíveis fatores institucionais que influenciam o processo de difusão das práticas contábeis.

Palavras-chave: Fenômenos socialmente construídos, Adoção de sistemas de controle gerencial, Cultura, Política, Símbolos.
Líderes:
Fernanda Filgueiras Sauerbronn
Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo
Ana Paula Capuano da Cruz
Mary Vera-Colina
David Carter

O tema Estudos Críticos e Interpretativos em Contabilidade tem como objetivo lançar um olhar mais amplo sobre a contabilidade em seu contexto social e político, abrangendo perspectivas históricas e visões utópicas da contabilidade voltadas para o futuro, com foco especial no Brasil e na América Latina. Não apenas a história e os contextos político e social, mas também a cultura e o poder dentro/ao redor das organizações têm sido pouco explorados na literatura contábil, embora uma justificativa razoável reconheça que eles devem ser fatores influentes na moldagem, na interpretação e na construção dos fenômenos contábeis.

Os pontos de vista críticos na literatura contábil internacional são bastante plurais e diversificados. Eles buscam desafiar a sabedoria convencional sobre práticas financeiras e não financeiras e criar espaços para vozes alternativas e contribuições para políticas públicas. Portanto, o tema propõe abraçar pesquisas que percebam a contabilidade como um mecanismo, um discurso, uma estrutura ou uma prática que contribui para o avanço do neoliberalismo e que sustenta novas formas de dominação ou violência neocolonial invisíveis em países marginais ou que estejam à margem.

A interdisciplinaridade é um aspecto fundamental para tornar transparente o papel da contabilidade na redução do bem-estar social e no aprofundamento das desigualdades sociais. Portanto, é necessário lidar com formas alternativas em que contabilidade e accountability podem potencialmente levar ao aumento do bem-estar social, ao mesmo tempo que desafiam os modelos econômicos e de desenvolvimento tradicionais.

Assim, o tema proposto convida os pesquisadores e as pesquisadoras à submeterem estudos contemporâneos que estejam relacionados a contabilidade gerencial, auditoria, mercados financeiros, frameworks de contabilidade, regulações, governança e responsabilidade pública, ensino, educação e pesquisa contábil, sob uma perspectiva interpretativa e crítica. Em particular, o tema oportuniza uma interface entre desenvolvimentos em estudos críticos e interpretativos de gestão, possibilidades de novas práticas, conhecimentos e formas de accountability. As contribuições são bem-vindas a partir de uma variedade de tradições teóricas, epistemológicas e filosóficas relacionadas a paradigmas críticos e interpretativos, com base em metodologias e abordagens qualitativas de pesquisa. Acadêmicos e pesquisadores em início de carreira são também bem-vindos tanto como apresentadores, quanto participantes.

Contribuições relevantes incluiriam, mas não se limitam, aos seguintes tópicos indicativos:
1. Formas de contabilidade emancipatórias, utópicas e visionárias;
2. Práticas de contabilidade e accountability relacionadas à corrida armamentista, imigração, direitos humanos e etnia;
3. Gênero, transgênero e feminismo em contabilidade;
4. Desafios a iniciativas de governo aberto, acesso à informação e transparência por meio de counter accounting;
5. Limites da contabilidade do setor público e das relações público-privadas em tempos neoliberais;
6. Crime financeiro, corrupção, denúncia de irregularidades e evasão fiscal;
7. Desafios à regulação e padronização contábil;
8. Ética, cultura, controle, poder ou subjugação do trabalho e do emprego em contabilidade gerencial;
9. Contadores como profissionais especialistas no contexto do capitalismo financeiro;
10. Educação contábil crítica em uma era de universidades empreendedoras e baseadas em performance;
11. Abordagens críticas de contabilidade ambiental, ecológica e de capital natural;
12. Perspectivas pós-coloniais e vozes subalternas em contabilidade.


Palavras-chave: investigação crítica e interpretativa, perspectivas alternativas em contabilidade, métodos qualitativos.
Líderes:
Andrea de Oliveira Gonçalves
João Abreu de Faria Bilhim
Suely de Fátima Ramos Silveira
Patricia Siqueira Varela

Todas as marés de reformas do Estado, que tiveram lugar após os anos 80 do século passado ? Nova Gestão Pública, Invenção da Governança, Novo Estado Weberiano, Nova Governança Pública, entre outras abordagens ?, atribuem maior liberdade de decisão aos gestores públicos, o que passa, forçosamente, por um tipo de controle exercido preferencialmente a posteriori, e não a priori. Ocorre que o aumento da amplitude de liberdade de decisão dos gestores públicos anda sempre associado a maior risco, por exigir menor codificação e formalização de comportamentos e procedimentos institucionais que, tradicionalmente, protegiam os gestores do risco ético dos nossos dias. Em face desse dilema, só por meio da accountability, observada como um valor social e entendida como responsabilização e prestação e contas de todos os dirigentes da hierarquia do Estado e da Administração, será possível reduzir esse risco e fomentar a convivência da liberdade do gestor com a liberdade e os direitos dos cidadãos, ou seja, manter, na gestão pública, a flexibilidade de procedimentos sem comprometer a eficiência, a eficácia e o Estado de Direito.
Nessa perspectiva, a análise das relações entre normas jurídicas, premissas e princípios que regem a contabilidade pública com o conceito de accountability parece ter, atualmente, grande relevo, o que significa que, quanto mais capacitados tiverem os cidadãos para, de forma responsável, exigirem a prestação de contas das autoridades, maior será o controle da res publica.Por isso, o objetivo central deste tema é facilitar a discussão sobre a relação entre a accountability e a contabilidade do setor público, na consolidação do controle social, no que tange às informações e a seu formato de divulgação ao público. Esta temática poderá trazer à academia uma reflexão e uma análise que possibilita entender os bloqueios atuais dentro do processo de transparência, por meio do diálogo entre a accountability e a contabilidade do setor público.
Assim, com este tema, propõe-se receber trabalhos que discutam de que maneira a contabilidade do setor público terá de evoluir para responder às exigências das diferentes interfaces da accountability, constantes em todos os programas de reforma, e, ao mesmo tempo, de que maneira será a evolução da accountability, como princípio estruturante de toda a boa governança, tal como essa se apresenta nas instituições internacionais. Possíveis tópicos a serem tratados incluem, mas não são restritos a:
- Influência do aumento das pressões por accountability no papel e na identidade do contador no setor público;
- Maneiras como a contabilidade pode auxiliar efetivamente no atendimento ao controle social;
- Barreiras na implantação de instrumentos de accountability no setor público, como resistências de servidores públicos;
- Métricas para captar accountability em governos;
- Impactos negativos trazidos pela accountability;
- Relação entre accountability social e desempenho dos governos (econômico ou social);
- Mecanismos impulsionadores de accountability em governos;
- Papel do controle externo fomentando ou bloqueando a accountability social;
- Relação entre os avanços na Tecnologia da Comunicação e Informação e a accountability social.


Palavras-chave: Accountability, Contabilidade governamental, Accountability social, Governança no setor público.
EOR - Estudos Organizacionais

Coordenadora: Alessandra de Sá Mello da Costa - IAG/PUC-Rio

Comitê Científico:
Cintia Rodrigues de Oliveira Medeiros - PPGA/FAGEN/UFU e PPGGO/UFU
Marcelo de Souza Bispo - PPGA/UFPB
Rafael Alcadipani da Silveira - CMDE e MPGPP/FGV/EAESP
Líderes:
Marina Dantas de Fiqueiredo (UNIFOR)
Rejane Prevot (Unigranrio)

Estudos que aprofundem a reflexão sobre o comportamento de indivíduos e interação em grupo nas organizações compõem o escopo deste tema. Estudos que apresentem perspectivas instigantes para a compreensão de práticas de aprendizagem social, dignidade, relações intragrupais, estão contempladas. Pesquisas que avancem sobre a contribuição de percepções, emoções, desejo, afeto, valores, crenças e atitudes para compreender o comportamento. Temas de fronteira no âmbito dos estudos do comportamento e interações nas organizações são especialmente encorajados.

Palavras-chave: Interações Sociais, Relações intragrupais, Aprendizagem Social, Emoções, Comportamento de Indivíduos
Líderes:
Ariston Azevedo Mendes (UFRGS)
Marcio Sá (UFPE)

Congrega trabalhos de cunho epistemológico ou metodológico com foco nos estudos organizacionais. A concepção de epistemologia é contemporânea, crítica e reflexiva, ou seja, incorpora o desenvolvimento da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade. Portanto, o diálogo entre diversas formas de ciência e de saberes é reconhecido como contribuição aos estudos organizacionais. Acolhe-se, por exemplo, a sociologia da ciência envolvendo discussões sobre as dimensões e natureza do campo científico, problemática sociopolítica dos atores, processos de produção e difusão do conhecimento. São bem-vindas as contribuições da história, da antropologia, da psicanálise da ciência, da geopolítica do conhecimento (Norte/Sul). Visa-se a pluralidade hermenêutica dos saberes (locais/globais). Desenvolve-se uma paradigmatologia, uma ciência com consciência. Espera-se que os trabalhos voltados para a vertente metodológica promovam discussões sobre o rigor na produção científica, com destaque para a problemática que caracteriza o emprego das metodologias qualitativas nos estudos organizacionais, considerando tanto as clássicas quanto as novas estratégias de pesquisa.

Palavras-chave: Epistemologias, Ontologias, Teorias, Metodologias, Interdisciplinaridade
Líderes:
Letícia Dias Fantinel (UFES)
Leonardo Tonon (UFTPR)

Abriga estudos que tomem a organização como espaço privilegiado de criações e reproduções simbólicas a partir das seguintes abordagens: culturas em organizações; globalização e cultura de negócios; poder e simbolismo em organizações; identidade em organizações; espaço, tempo e territorialidade no trabalho; aspectos teóricos e metodológicos em estudos sobre simbolismo em organizações.

Palavras-chave: Simbolismo, Culturas em Organizações, Identidades em Organizações, Poder e Simbolismo
Líderes:
Deise Luiza da Silva Ferraz (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD - UFMG)
Cláudio Roberto Marques Gurgel (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST - UFF)
Elcemir Paço Cunha (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acadêmicod em Admin/PPGA/FACC/CMAA - UFJF)
José Henrique de Faria (Centro de Pesq e Pós-Grad em Admin - CEPPAD - UFPR)
Wescley Silva Xavier (Prog de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM - UFV)

O objetivo do tema é fomentar o debate sobre as organizações (Estado, unidades produtivas, bancos, organizações de classe, movimentos sociais, cidades etc.) com fundamentação na crítica da economia política. O estudo das organizações depende de uma base racional capaz de proporcionar elementos explicativos do fenômeno para além das identidades superficiais e das escolhas conceituais abstratas e arbitrárias. A crítica da economia política possibilita a ultrapassagem de aspectos epidérmicos e consequentemente o alcance das determinações fundamentais do modo de produção capitalista (modalidade específica de produção e apropriação da riqueza) e sua dinâmica historicamente determinada de reciprocidades entre continuidade e mudança. Nesse sentido, o tema propõe uma aproximação direta e consciente entre o estudo das organizações e a crítica da economia política, servindo de âncora para tal estudo e para a inquirição das formações ideais (formas de consciência teóricas e práticas) correspondentes, ao mesmo tempo que procura enfrentar as tendências apologéticas diretas e indiretas (irracionalismo) em favor da crítica radical, isto é, no entendimento de que ?ser radical é agarrar as coisas pela raiz? (Marx). O tema é aberto às correntes clássicas e contemporâneas da ortodoxia e da heterodoxia dos marxismos, bem como às expressões sociológicas que flertam diretamente com os problemas da crítica da economia política e que emanam da sociabilidade regulada pelo capital. A crítica radical possui tradição na administração e nos estudos organizacionais no Brasil por meio de diferentes autores. Basta mencionar Maurício Tragtenberg e Fernando Prestes Motta que, em diferentes obras seminais, não abriram mão dos fundamentos marxistas e mobilizaram elementos da crítica da economia política como fatores explicativos para fenômenos tais como a burocracia, as alterações do processo de trabalho e as próprias teorias da administração e das organizações etc. Essa tradição é aberta ao pensamento social, inclusive latino-americano, que se debruçou sobre incontáveis aspectos que marcam a dinâmica econômica e política dos centros econômicos e das economias subordinadas. A proposta do tema é desenvolver a base racional aos estudos organizacionais na crítica da economia política e congregar pesquisadores e grupos de pesquisa ancorados no materialismo e na crítica radical. Por sua vez, a atualidade do tema é evocada não apenas por inúmeros pesquisadores brasileiros e estrangeiros que dedicam atenção aos mesmos fundamentos e elementos, mas também em razão do fato de que o contexto de crise econômica e suas notórias consequências sociais e políticas acionam incontornavelmente aquela tradição crítica do modo de produção capitalista. Tópicos:
Capitalismo, organizações e desigualdades de classe, raça e gênero
Estado e capital;
Desenvolvimento desigual e associação subordinada entre economias nacionais;
Acumulação de capital, capital fictício e crises;
Produção capitalista do espaço;
Processo de trabalho e tecnologia;
Produção destrutiva e natureza;
Processo de produção capitalista e processo de produção saúde-doença;
Gestão, poder e controle nas organizações;
Subjetividade na sociabilidade do capital;
Movimentos sociais e organizações de resistência;
Materialismo, ontologia e o problema do conhecimento;
Marxologia, formações ideias e crítica ontológica;
Ideologia e ideologias.

Palavras-chave: Poder e Controle, Modo de Produção Capitalista , Crítica da Economia Política, Materialismo , Crítica Radical
Líderes:
Francis Kanashiro Meneghetti (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA - UTFPR)
Marcelo Almeida de Carvalho Silva (PPGCC - UFRJ)
Valdir Machado Valadão Júnior (Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad - PPAC - UFU)

O interesse pelas práticas obscuras das organizações não pode ser considerado novidade. Há quase vinte anos, Vaughan (1999) em ?The Dark Side of Organizations: mistake, misconduct, and disaster? já explicava que estudiosos se debruçavam sobre o tema, embora não o chamassem dessa forma. Desde então, é indiscutível o desenvolvimento que o tema passou nos últimos anos. Recentemente, uma relevante revista de Estudos Organizacionais (Organizational Studies) dedicou um número especial para debater a temática (Linstead, Maréchal e Griffin, 2010;2014).
De maneira correlata, nos Estudos Organizacionais brasileiros as pesquisas dedicadas a analisar práticas obscuras das organizações tem encontrado espaço nos principais eventos da área como o Congresso Brasileiro de Estudos Organizacionais (CBEO) e vinculados a ANPAD.
Dentro desta perspectiva, as pesquisas sobre algumas formas de violência e os crimes cometidos pelas organizações ganham importância na medida que utilizam este espaço com estudos que apontam a recorrência de práticas organizacionais voltadas para a atividade criminosa (Medeiros, 2013; Borges, Medeiros, Biase & Valadão, 2015; Medeiros, Alcadipani & Oliveira, 2016), violência simbólica (Rosa & Brito, 2007; Bicalho & Paula, 2009), violência psicológica (Teixeira, Mesquita & Constanzi, 2018), violência moral (Siqueira, Carrieri, Lima & Andrade, 2008) ou que procuram teorizar a respeito do tema (Faria & Meneghetti, 2002; Bicalho, 2008; Meneghetti & Cicmanec, 2010). Sob uma ótica parcialmente diferente, a relação entre violência e organizações também tem sido objeto de análise para a compreensão de instituições constituídas para fins de violência e extermínio sejam elas formalizadas ou não (Meneghetti, 2011; Meneghetti, 2013; Meneghetti, 2017). Outros estudos enfatizam esta temática utilizando outras abordagens teóricas como pesquisas sobre assédio (Paixão et al, 2011; Rodrigues & Freitas, 2013) e Direitos Humanos (Costa & Silva, 2015).
Desta maneira, este eixo temático propõe a continuidade das pertinentes discussões que tratam da temática da violência em todas as suas formas e dos crimes praticados pelas organizações. Assim, são bem-vindos trabalhos que procurem avançar no conhecimento sobre estes fenômenos para além da existência destas práticas nas organizações.
Algumas possibilidades de pesquisa podem incluir, mas não se limitam a:
- Diferentes formas de violência e crimes nas organizações como:
Corrupção, fraude, subornos e sabotagens
Vigilância, espionagem e monitoramento de trabalhadores e sociedade
Assédio, abuso do poder, coações, intimidações
Acidente, adoecimento e suicídio decorrente do trabalho
Violência política
Assassinatos
Trabalho escravo e similaridades
- Os níveis onde esses atos são cometidos (micro, meso ou macro), questionando se são cometidos por indivíduos ou empresas/organizações?
- De que forma o crime e a violência são gerenciados pelas organizações. Como a ?eficiência burocrática/empresarial? pode ser utilizada nas práticas violentas e/ou criminosas?
- Identificar e analisar as práticas utilizadas pelas organizações para normalizar atividades violentas ou criminosas
- Diferentes tipos de organizações que atuam com base na violência/crime: exércitos, organizações criminosas, organizações totalitárias
- Aspectos teóricos a respeito da violência e crimes corporativos
- Relação entre diversos atores (empresa x empresa; empresa x estado) na constituição desses atos.
- Violação dos direitos humanos
Serão aceitos trabalhos empíricos ou teóricos que utilizem qualquer abordagem epistemológica ou metodológica.

Palavras-chave: Violência Organizacional, Crime Corporativo, Organizações Totalitárias, Direitos Humanos, Assédio
Líderes:
Ernesto Michelangelo Giglio (Prog de Mestr em Admin - UNIP)
Duarcides Ferreira Mariosa (Prog de Mestr Prof em Admin - Gestão em Sistemas de Saúde - PMPA-GSS - UNINOVE)
Sandro Benedito Sguarezi (Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais - Universidade do Estado de Mato Grosso- UNEMAT)
Enise Barth (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA - UFSC)

As expressões ?diversidade organizacional? e ?redes solidárias? propõem um diálogo sobre as estrutura, práticas, normas, regras, valores e gestão de grupos de organizações, especialmente os casos da América Latina, englobando desde pequenas redes de empreendedores locais, como das comunidades ribeirinhas do rio Amazonas, até projetos sociais mais amplos, como o programa de resíduos sólidos que apoia a formação de redes de material reciclável.
Entende-se por diversidade organizacional a configuração de grupos de trabalho, sejam de natureza comercial, ou outra, que apresentam características distintivas, tais estrutura de ligações e de papéis, alinhamento com valores éticos e simbólicos próprios do grupo, coerência com contexto político, social e econômico local, códigos de comunicação e modos específicos de constituição da governança.
A seleção do campo de redes solidárias (mercado solidário, economia solidária, economia da comunhão, mercado justo, economia justa) resulta de três fontes:
a. proliferação de exemplos, casos e discussões sobre redes, diversidade e governança;
b. sua importância social, quando se consideram itens da agenda 2030, como Saúde e Bem-Estar, Trabalho Decente, Desenvolvimento Territorial e Redução de Desigualdades;
c. Sua relevância acadêmica, conforme constataram os proponentes, sobre artigos apresentados nos congressos internacionais;
d. Sua relevância gerencial, quando se considera governança na vertente conceitual de gestão.
Desse contexto, em que a diversidade nas redes solidárias parece acenar para novos modos de ações coletivas, surgem alguns questionamentos e proposições de subtemas para submissões de artigos.
- Contextos nos quais emergem a diversidade de redes solidárias - Existem características e condições específicas?
- Diversidade no sentido de arranjos organizacionais distintos na estrutura, hierarquia, direção, metas, processos, ações coletivas. Valorizam-se as análises de redes solidárias. Inclui a dinâmica de relacionamento entre os atores e os processos decisórios do grupo.
- Discussões sobre os fatores de desenvolvimento e de resultados de redes solidárias diversas. Pode-se aplicar os mesmos indicadores tradicionais de resultados comerciais e sociais, ou deve-se construir sobre outras bases?
- Modelos de gestão que se mostram apropriados para essas redes. Análise e crítica dos modelos tradicionais de gestão.
- Metodologias de investigação da diversidade em redes solidárias, considerando a dominância de formas de coleta que buscam a convergência e o padrão.
- Exemplos de integração entre governo, ONGs e organizações privadas no desenvolvimento de redes solidárias
- Importância social, econômica e política da existência de diversidade de redes solidárias na América Latina.
- Casos de sucesso e de fracasso em redes solidárias, especialmente os que podem ser explicados a partir da diversidade.
- Interfaces possíveis entre diversidade organizacional, redes solidárias e sustentabilidade.
- Fronteiras e agenda de investigação na diversidade organizacional voltada para redes solidárias.
- A formação, organização e estrutura das redes de identidade e das redes de contingência.

Palavras-chave: Diversidade Organizacional, Redes Solidárias, Arranjos Organizacionais, Modelos de Gestão
Líderes:
Ana Sílvia Rocha Ipiranga (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA - UECE)
Luiz Alex Silva Saraiva (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD - UFMG)
Ulf Thoene (Escuela Internacional de Ciencias Económicas y Administrativas (EICEA) - Universidad de La Sabana - Colombia)

As cidades têm se apresentado de modo cada vez mais profícuo no campo dos Estudos Organizacionais, ampliando a sólida produção acadêmica sobre o espaço urbano, já presente nos campos da Arquitetura e Urbanismo, da Geografia, da Sociologia Urbana, da Antropologia Urbana e, mais recentemente, no da Administração Pública. Neste último campo, são grandes as preocupações em torno da gestão da cidade em termos de governança, regulamentações, participação popular, organização de espaços coletivos etc. Todavia, enquanto uma junção de estruturas físicas espaciais, regras e direitos, atores, redes e saberes, culturas e diferenças, design e tecnologias, a cidade tem se constituído uma pauta crescentemente importante por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, entre as quais, os Estudos Organizacionais. No âmbito desta proposta, destacaremos três aspectos associados à relação entre Cidade e Estudos Organizacionais: a perspectiva histórica, que confere à cidade um referencial específico situado nos meandros da reflexão sobre o tempo e na construção de espaços urbanos de história e memória; a perspectiva criativa e econômica, na qual se destaca a gestão como um aspecto central; e a perspectiva social e política, que abrange considerar o espaço urbano um território diversificado, de produção e de direito, de conquista e disputa, apropriação e rupturas, de inclusão, resiliências e resistências.

Convidamos pesquisadores a apresentarem artigos empíricos e ou teóricos - conceituais para este grupo temático a partir de diferentes posicionamentos epistemológicos e metodológicos que tenham como eixos as Cidades e os Estudos Organizacionais, principalmente no que se refere às interfaces entre História, Gestão, Dinâmica e Prática Social. Os trabalhos enviados poderão ser norteados, mas não se limitam, pelos seguintes temas e tópicos:
- Cidades, História, Memória e Patrimônio urbano.
- Cidade e suas interfaces com a Gestão e com a Economia Criativa.
- Dinâmicas sociourbanas: Experiências, Sociabilidades, Direito, Mobilidades e Territorialidades.
- Práticas de Espaço Urbano: Atores, Corpos, Cultura, Estética, História e Organização.

Palavras-chave: Cidade, Gestão de Cidades, Dinâmicas Sócio-urbanas, Economia Criativa, Organização, Práticas e Dinâmica Social
Líderes:
Alexandre de Pádua Carrieri (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD - UFMG)
Elisa Yoshie Ichikawa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA - UEM)

O presente grupo de trabalho objetiva fomentar, visibilizar e articular pesquisas sobre práticas organizativas que rompem, desestabilizam ou abrem brechas e fissuras às lógicas de trabalho neoliberal, principalmente aquelas referentes ao universo do que é dito ?popular?: negócios, comércio, artes, festas, economias informais, coisas do povo invisibilizadas que, de alguma forma, resistem ao sistema mundo globalizado.

Propomos fomentar a reflexão sobre os processos de produção e de organização de diferentes espaços, saberes e poderes: a casa, a rua, a cidade, grupos, organizações populares, ou como nos fazem ver Deleuze e Guattari (1978), propomos conhecer e refletir a produção de uma literatura (gestão) menor. Assim o olhar deve se voltar para os outros modos de existir e organizar que frequentemente são ignorados ou ativamente invisibilizados dentro de um mainstream da administração e que constituem múltiplas possiblidades de romper com pensamentos e práticas totalizantes na área.

Em um momento em que dispositivos e maquinários do poder buscam controlar e dar uma forma única à vida em meio a um capitalismo global, a resistência se intensifica justamente sobre a vida, na sobrevivência e criação de outros modos de ser e organizar que escapam, escorregam e invertem os jogos dados (FOUCAULT, 2017; LAZZARATO, 2014; 1998). Neste cenário, como indicado por Pelbart (2003, 2016), mapear outros modos de existir torna-se um projeto relevante, destacando multiplicidades que não permitem serem englobadas pelos maquinários totalizantes do poder. Na área de Estudos Organizacionais, outros modos de organizar que constantemente sobrevivem e se recriam num cotidiano formam um reservatório de saberes menores e potencialidades de superação de seu status quo.

Embasados por construções teóricas múltiplas, elaboradas por autores como Benjamin, Foucault, Deleuze, Guattari, De Certeau, Lazaratto, Negri, Didi-Huberman, Pelbart, entre outros, ressaltamos os conceitos de experiência, heterotopias, resistência, popular e fazer cotidiano para visibilizar práticas populares de resistência histórica (DIDI-HUBERMAN, 2011) que possibilitam modos de existência (PELBART, 2016) dissonantes aos modelos de negócio segundo o mainstream administrativo, baseados no trinômio avaliação, planejamento e controle.

Desse modo, propomos contribuir para uma possível ?fenomenologia da dispersão anárquica do poder? (FOUCAULT, 2011, p. 48). Por meio de experiências de gestão menores, locais, cotidianas, populares, mesmo que específicas e singulares, por vezes também provisórias, pretendemos encontrar, mapear e partilhar pistas, desvios, caminhos de fuga e ampliar as possibilidades de fazer, saber e poder de nosso espaço e tempo organizacional, ampliar a potência de contestação e criação (BENJAMIN, 1984), que inauguram o novo diante das lógicas e dispositivos de poder inerentes ao neoliberalismo individualizante.

Subgrupos/tópicos: modos de existência; relações de poder e resistência; economia popular; gestão ordinária; história e memória das práticas organizativas; práticas e táticas do cotidiano; metodologias do cotidiano e modos de existência; heterotopias; arte e gestão

Palavras-chave: Modos de Existência, Práticas Organizativas, Resistência, Gestão Ordinária, Cotidiano
Líderes:
Fernando de Oliveira Vieira (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST - UFF)
Liliam Deisy Ghizoni (Pesquisadora vinculada individualmente a ANPAD - UFT)
Anderson Araújo-Oliveira (Département de didactique Faculté des Sciences de l?éducation - UQUAM - Université du Québec à Montréal)
Lêda Gonçalves de Freitas (UCB - Universidade Católica de Brasília)

O tema ?Trabalho Escravo Contemporâneo? abarca estudos que tratem de ideias e práticas de relações de trabalho, pautadas na exploração física e psicológica de trabalhadores, que atentem contra a dignidade da pessoa humana. Chama atenção para o papel da Administração no combate ao trabalho escravo, tanto na formação e prática de atuais e futuros gestores, quanto na atuação de professores e pesquisadores, na luta por uma sociedade menos desigual em direitos e oportunidades. Justifica-se a sugestão desse tema, na Administração, tendo em vista as estatísticas recentes de retrocessos de governos e sociedade civil no combate ao crime de escravidão. Em rápida pesquisa nos sites da ONU - Organização das Nações Unidas e da OIT - Organização Internacional do Trabalho, estima-se que cerca de 21 milhões de pessoas estejam em situação de escravidão moderna, atualmente. Além disso, por se tratar de um modelo de organização de trabalho e por envolver questões de poder nas e das Organizações, é imprescindível trazer o debate para essa área de conhecimento das Ciências Sociais Aplicadas, interagindo com outros ramos do saber, tais como o Direito, a Economia, o Serviço Social, a Psicologia, dentre outros. Alguns exemplos de tópicos correlacionados ao tema: discurso da servidão voluntária; analogia à escravidão; escravidão contemporânea como modelo de gestão; lucratividade por meio do uso de trabalho escravo; programa de erradicação do trabalho escravo; o papel das empresas no combate ao trabalho escravo; os programas de responsabilidade social corporativos e promoção de empregos/trabalhos dignos; sustentabilidade social de empresas que aderem à escravidão moderna; políticas governamentais de combate ou manutenção da escravidão; OIT - Organização Internacional do Trabalho e indicadores de escravidão contemporânea, tais como: trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes, restrição de locomoção, servidão por dívida; políticas de Recursos Humanos análogas à escravidão; O uso das TIC - Tecnologias de Informação e Comunicação como recurso de controle psicológico dos trabalhadores; Administração Pública e Escravidão Contemporânea; precarização do trabalho; neoescravidão; escravidão no meio rural; escravidão na cidade; ocupações vulneráveis à escravidão; clínica do trabalho escravo; OIT - Organização Internacional do Trabalho e a noção de trabalho decente.

Palavras-chave: Trabalho Escravo Contemporâneo, Jornada Exaustiva, Condições Degradantes, Servidão, Trabalho Decente
Líderes:
Juliana Cristina Teixeira (PROFIAP - Universidade Federal de São João Del-Rei)
Josiane Silva de Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA - UEM)
Ana Paula Rodrigues Diniz (Dout em Admin - FGV/EBAPE)
Mariana Mazzini Marcondes (Dout em Admin - FGV/EBAPE)

Este tema visa discutir as desigualdades sociais produzidas no mundo do trabalho e nas organizações, considerando principalmente os eixos de raça e etnia, gênero, sexualidade e classe social. Nesse processo, privilegiamos estudos que partam de uma perspectiva interseccional, considerando não só como as diferenças constituem-se em desigualdades sociais, mas também como essas se articulam no trabalho e nas organizações, gerando mecanismos de exclusão e discriminação específicos. Tais discussões têm ganhado destaque acadêmico e político, dada a crescente preocupação com a construção de um ambiente de trabalho, de gestão e de organizações mais democráticas e inclusivas. Ressaltamos, assim, o interesse por pesquisas que evidenciem as relações e dinâmicas de poder, enfatizando a dimensão política de tais diferenças em termos ideológicos, sócio-históricos e culturais. A visão de trabalho adotada parte de uma perspectiva ampla, incluindo discussões relacionadas ao mundo do trabalho produtivo e reprodutivo, às organizações, à gestão e à administração pública e privada. No mesmo sentido, a concepção de organização selecionada é abrangente, incluindo organizações públicas e privadas, não governamentais, associações, organizações de movimentos sociais, entre outras múltiplas dimensões organizativas da vida social. Convidamos estudos que abordem como as desigualdades sociais têm sido construídas e reproduzidas no trabalho, preferencialmente de modo articulado, enfocando tanto grupos historicamente constituídos como subalternos (p.ex. mulheres, negrxs, indígenas, LGBT, pessoas com deficiência, etc.), quanto aqueles que ocupam lugares de privilégio (p.ex. masculinidades, branquidades, etc.). Esse debate inclui análises sobre as desigualdades no mercado de trabalho em nível nacional e/ou internacional; sobre a atuação estatal, de movimentos sociais e de organismos intergovernamentais na denúncia ou combate às discriminações e exclusões; e sobre experiências organizacionais, em casos únicos ou comparados sobre os modos como as diferenças e desigualdades são vividas no trabalho, assim como sobre práticas de gestão direcionadas ao enfrentamento de tal cenário. Inclui, ainda, estudos sobre a divisão social, sexual e racial do trabalho, considerando a relação entre trabalhos produtivo e reprodutivo e enfocando temas como cuidado profissional e não profissional, cuidado de públicos específicos, care, políticas de articulação trabalho e família, entre outros. Alinhado a esse debate, convidamos também discussões sobre políticas públicas orientadas para grupos discriminados ou para a promoção da igualdade social. Destacamos, por fim, o interesse por trabalhos com foco em perspectivas epistemológicas, teóricas e metodológicas para estudos sobre os temas, além de incursões sobre novas agendas de pesquisa ou sobre outros eixos marcadores de diferenças não explicitados nesta proposta.

Palavras-chave: Diferenças, Desigualdades, Interseccionalidade, Organizações, Trabalho
Líderes:
Manolita Correia Lima (Prog de Mestr e Dout em Admin em Gestão Internacional/Dout e Mestr em Admin - PMDGI - ESPM)
Maria Fernanda Cavalcanti (PUC - PUC Campinas)
Angelo Brigato Ésther (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acad em Admin/PPGA/FACC/CMAA - UFJF)

Desde seu surgimento, as universidades sofrem constantes pressões para transformação. O contexto atual, de uma sociedade civil cada vez mais volátil, heterogênea e complexa, tem exigido das mesmas acelerada capacidade de reinvenção, com o desafio de preservar suas responsabilidades sociais e humanísticas originárias. A contemporaneidade crítica e complexa com a qual a mesma se depara inclui contingências em níveis macro-global (crises financeiras acentuadas, ascensão de governos neoliberais, decadência da noção de universidade republicana, etc.), meso-institucional (com a diminuição do corpo discente em grande parte das universidades, diminuição de verbas governamentais para o ensino, pesquisa e extensão, crescentes pressões para produtividade docente/discente, crescimento vertiginoso do ensino à distância, e suposta falência dos métodos expositivos), e em nível micro-individual (deterioração das condições de trabalho dos docentes, riscos relacionados à saúde de docentes/discentes etc.). Esse tema tem o intuito de fomentar diálogos nestes três níveis, abarcando também o caráter idiossincrático das Escolas de Negócios, a fim de discutir possíveis saídas, resistências e/ou a necessidade de organizar novas formas de atuação neste âmbito. Dentre as possíveis problemáticas que se pretende incentivar reflexões críticas, incluem-se: Quais são os novos arranjos institucionais e estratégicos da universidade para enfrentar questões vitais do mundo contemporâneo? Em sistemas educacionais altamente regulados, qual é a contribuição de uma universidade submetida a interferências exógenas? Todas as universidades deveriam perseguir o ideal da internacionalização, de qual internacionalização? Frente às limitações orçamentárias, como atingir padrões internacionais (World Class University) no que se refere a produção e difusão de conhecimento? Em que medida a internacionalização hegemônica reforça a geopolítica do conhecimento? Quais são as consequências do acirramento da competição entre as universidades, seja por estudantes, professores produtivos, redes de relacionamento, recursos financeiros? É possível proteger a universidade de mercantilismos, assistencialismos, partidarismos, fanatismos e corporativismos? Quais são as responsabilidades das universidades frente ao processo de inclusão social/redução das desigualdades? No que diz respeito a temáticas específicas, há expectativas de se acolher artigos e ensaios cujos temas abordem a viabilidade da adoção de pedagogias colaborativas nas práticas acadêmico-pedagógicas em nível de graduação e pós-graduação; decolonização do ensino e da pesquisa em gestão e organizações; vivências e experiências de engajamento e diálogo em universidades e escolas de negócios; abordagens críticas à ?mercantilização? do ensino e da pesquisa em gestão e organizações; reflexões críticas sobre condições de trabalho, práticas docentes e o papel do pesquisador e das redes de pesquisadores na atual conjuntura; reflexões sobre métodos ativos de ensino e aprendizagem, sobre a aproximação escolas de negócios-empresas e novos modelos de cooperação; reflexões críticas sobre o ensino de gestão à distância.

Palavras-chave: Universidades, Escolas de Negócio, Sociedade, Contemporaneidade, Ensino e Pesquisa
Líderes:
Charles Kirschbaum (Prog de Mestr Prof em Admin - Insper)
Cristina Espinheira Costa Pereira (Prog de Mestr em Admin - UNIP)
Flávio Romero Macau (School of Business and Law - Edith Cowan University)

O tema busca compreender as relações entre os indivíduos (atores) tanto em redes de empresas quanto em redes internas de uma dada organização. Nossos interesses variam entre organizações em todas as suas formas e manifestações: empresas, de microempresas a corporações multinacionais; instituições de aprendizagem formal, de escolas a universidades; agências do setor público; e organizações não governamentais e do setor comunitário. Nossa preocupação também se estende além das fronteiras das organizações para considerar a dinâmica das alianças organizacionais, redes, comunidades de prática e capacitação.
Cada vez mais a criação de valor para uma empresa depende das redes nas quais ela está envolvida, por várias perspectivas: social, econômica, política, transacional. Os arranjos internos de uma instituição e sua potencial vantagem competitiva estão atrelados a como e em que medida seus colaboradores se engajam em redes internas e externas, nas quais compartilham informações e desenvolvem ações conjuntas. As redes podem ser locais ou internacionais, de aglomerações de empresas espontâneas ou direcionadas (clusters ou Arranjos Produtivos Locais), com ou sem governança, de aprendizagem ou inovação, dentre outras tipologias.
A história organizacional pode ser diferente de situação para situação. No entanto, em todos esses contextos, persiste um enfoque de examinar a organização e o funcionamento desses grupos de pessoas ou atores e analisar o que contribui para o sucesso e a sustentabilidade.

Principais tópicos incluem:
- Redes e suas relações inter e intraorganizacionais;
- Análise estrutural de redes;
- Aglomerações territoriais, industriais e comerciais;
- Tipologias e conceitos de redes horizontais e verticais;
- Ecossistemas empreendedores.
- Alianças, Interação competitiva, colaborativa, reciprocidade, spill overs de conhecimento, inovação;
- Processos interpessoais como confiança, justiça, poder;
- Características da rede (tamanho, diversidade, coesão) e de seus processos (desenvolvimento, liderança, tomada de decisão, cooperação e conflito).

Palavras-chave: Análise Estrutural de Redes, Redes Intraorganizacionais, Redes Interorganizacionais, Comunidades de Prática
Líderes:
Sandra Regina da Rocha Pinto (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG - PUC-Rio)
Maria Isabel Peixoto Guimarães (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG - PUC-Rio)

Diante do atual cenário de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, as rotinas organizacionais podem ser vistas como a unidade de análise que preponderantemente deve ser considerada no que diz respeito ao entendimento dos modos do fazer/pensar/compreender a organização de atividades nas organizações contemporâneas. Tradicionalmente vistas como estáveis e inflexíveis, as rotinas organizacionais passam a ser consideradas como fontes de estabilidade e mudança. A lente da Prática ilumina essa perspectiva, ajudando a configurar o campo de estudo da Dinâmica das Rotinas Organizacionais. Nessa perspectiva, estimulam-se estudos que contribuam para a abertura da caixa da preta das rotinas organizacionais, abordando seus microfundamentos e aspectos constituintes e influenciadores - aspectos ostensivos e performativos assim como os artefatos. A lente da Prática permite, também, endereçar os modos por meio dos quais a Aprendizagem Organizacional se traduz e se constitui no lócus das Rotinas Organizacionais. Dessa forma, Prática e Aprendizagem se configuram, recursivamente, nas Rotinas Organizacionais. Estudos baseados nessa perspectiva podem contribuir para o campo que relaciona Aprendizagem Organizacional e Rotinas Organizacionais. Miner, Ciuchta e Gong (2008) apresentam quatro formas de abordar a relação entre AO e RO: (1) rotinas como repositório da memória organizacional - essa abordagem está relacionada à perspectiva das capacidades dinâmicas, não considera as dinâmicas internas das rotinas, e entende a aprendizagem a partir da epistemologia da posse, onde o conhecimento é ?uma coisa?, um recurso - as rotinas, então, são vistas como repositório desse conhecimento, da experiência organizacional e representam códigos para ação; (2) organizações aprendem por meio de mudanças no mix de rotinas estáveis - essa abordagem presume que as organizações, a partir de um mix original de rotinas, que são modificadas devido à experiência, passam por um ciclo de aprendizagem organizacional que se dá pela criação da variação das rotinas, pela seleção, entre essas rotinas, de quais serão executadas no futuro, e pela retenção do novo mix de rotinas; (3) organizações aprendem pela transformação das rotinas - essa abordagem está relacionada à perspectiva da Prática, e entende que a aprendizagem acontece pela transformação ou variação das rotinas, que decorre de suas dinâmicas internas; e (4) rotinas para aprendizagem - essa abordagem parte do pressuposto de que algumas rotinas podem incorporar um processo de aprendizagem e desempenhar um papel de geradoras de mudanças sistemáticas no comportamento ou no conhecimento da organização.

Palavras-chave: Rotinas Organizacionais, Perspectiva da Prática, Aprendizagem Organizacional, Aspectos Ostensivos e Performativos, Artefatos
Líderes:
Sergio Eduardo de Pinho Velho Wanderley (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA - UNIGRANRIO)
Fernanda Tarabal Lopes (Escola de Administração EA/UFRGS e PPGA/CEFET-MG)
Denise Franca Barros (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA - UNIGRANRIO)
Amon Narciso de Barros (Mestr e Dout em Admin de Empresas - FGV/EAESP)

Esse tema tem como objetivo principal abarcar um amplo leque de pesquisas que explorem e problematizem as relações políticas, econômicas e psicossociais que se estabelecem entre sujeitos, organizações e sociedades, a partir de uma perspectiva histórica. A chamada é aberta a trabalhos empíricos e teóricos que contemplem tais relações em qualquer espaço geográfico-temporal com diferentes abordagens teóricas e metodológicas que promovam a interdisciplinaridade com diversos campos para além da própria história.
Quanto às organizações, contamos com a ampliação desse conceito de forma que contemple movimentos sociais, de operários e comunitários, a gestão (extra)ordinária, memória e o cotidiano do trabalho nos pequenos e médios negócios, organizações familiares, educacionais, culturais, sem fins lucrativos, bem como movimentos sociais. Em suma, ampliando o conceito para além de ?empresa/firma?, mas trazendo ao mesmo tempo reflexões sobre as especificidades de cada forma de organizar e/ou organização.
Neste sentido, são bem-vindos estudos que:
- Analisem como fontes e arquivos históricos contribuem para entender os fenômenos organizacionais e sua articulação com o social e o político;
- Estimulem debates sobre como a pesquisa histórica em administração e estudos organizacionais permite um engajamento com o passado que vá além do superficial ou do meramente descritivo;
- Discutam como as organizações instrumentalizam estrategicamente seu passado criando e gerindo seus acervos e arquivos documentais, construindo significados a partir de disputas entre memórias oficiais e memórias silenciadas;
- Sejam baseados em fontes diversas tais como arquivos públicos, arquivos privados e/ou empresariais, arquivos da Comissão Nacional da Verdade; jornais de época; filmes; documentários e fontes baseadas em história oral, de vida e/ou temática;
- Resgatem as relações entre políticas públicas de Educação, organizações de educação e disciplinas da Administração.
Nesse sentido, também são considerados nessa linha temática, textos que versem sobre o método biográfico em suas diversas abordagens históricas e psicossociais. Sobre esse ponto, destacamos nossa consideração à experiência e à importância da compreensão das representações dos sujeitos/narradores sobre a história, de maneira mais ampla, e em relação à sua própria história de vida. Trata-se aqui do registro de memórias individuais e coletivas, de experiências e trajetórias, resgatadas com o intuito da transformação e emancipação de coletividades, e da visibilidade à história e experiência de sujeitos, grupos, organizações e movimentos. Assim, são igualmente valiosas as contribuições que privilegiem a história de vida, a preocupação com a compreensão do sujeito e de seu mundo.
No que diz respeito à abordagem teórica, além de abordagens críticas tradicionais, esperamos o resgate de aportes teóricos do ?pensamento social brasileiro? como Sergio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Celso Furtado e Guerreiro Ramos, entre outros. Textos que discutam conceitos-chave para a história ou a partir de um olhar histórico também serão bem recebidos. Consideramos igualmente contributivas as abordagens teóricas da Psicossociologia, dentre outras vertentes, que versem sobre biografias, história, história de vida e experiência.
Assim, convidamos autores para a submissão de trabalhos teóricos e empíricos que enfoquem com base em novas fontes e objetos: contribuições ontológicas, epistemológicas e/ou metodológicas da perspectiva histórica para a área de estudos organizacionais.

Palavras-chave: História das Organizações, História de Vida, Memória, Virada Histórica
EPQ - Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade

Coordenador: Roberto Patrus - PPGA/PUC Minas

Comitê Científico:
Henrique César Muzzio de Paiva Barroso - PROPAD/DCA/CCSA/UFPE
Luis Felipe Machado do Nascimento - PPGA/EA/UFRGS
Sidnei Vieira Marinho - PPGA/UNIVALI
Líderes:
Graziela Dias Alperstedt
Júlio Araujo Carneiro da Cunha

O objetivo deste track é atrair trabalhos de interesse de acadêmicos e praticantes da Administração e da Contabilidade. As submissões poderão abranger, de forma ampla, todos os tópicos relacionados a qualquer das onze divisões da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD), desde que enfatizem soluções práticas aos problemas identificados. São trabalhos, fruto de pesquisa científica, que levam a pensar a prática da Administração e da Contabilidade, seja ela relativa a organizações públicas, privadas ou das organizações da sociedade civil, incluindo novas formas organizativas. Com esta proposta, espera-se contribuir para o alcance do equilíbrio entre a relevância prática / profissional e o rigor científico. Assim, os artigos submetidos deverão demonstrar qualidade e relevância, utilizando o rigor dos métodos científicos, ainda que sua apresentação seja em um formato que privilegie a leitura não técnica, também acessível ao público do ambiente de negócios. Essas soluções podem ser apresentadas como: (a) modelos e processos de gestão; (b) protocolos; (c) sistemas (também softwares); (d) propostas metodológicas (inclusive para pesquisa); (e) manuais de operação; (f) material instrucional (somam-se didáticos), dentre outros. É claro que, considerando que este track é constituinte da ANPAD, essas soluções têm que ter foco nas áreas de Administração ou Contabilidade ou em áreas correlatas.

Palavras-chave: Praticantes, Problema Gerencial, Rigor Científico, Publicação tecnológica.
Líderes:
Diógenes de Souza Bido
Cristiana Trindade Ituassu

Discussão das boas práticas, limites, benefícios, diferenças e semelhanças dos métodos de pesquisa, bem como os impactos da aplicação desses métodos no desenvolvimento do conhecimento em Administração e Contabilidade.

Tópicos principais:
- Planejamento da pesquisa científica: identificação de lacunas no conhecimento, modelo conceitual, prevenção de viés (e.g. common method bias) etc.
- Abordagens para a construção e teste de teorias: exploratórias e confirmatórias, processo e variância, história de vida e narrativas, estudo de caso, pesquisa ação, fenomenologia e fenomenografia, teoria fundamentada nos dados, entre outras.
- Construção e coleta de dados: etnografia, observação, entrevista, textos, vídeos, imagens, base de dados, dados de relacionamentos (redes sociais online), levantamento (survey), experimento, simulação etc.
- Análise dos dados: discussão sobre os métodos de desenvolvimento de escalas (mensuração e validação), modelagem estatística, análise de redes sociais, análise do discurso, text mining, bibliometria e revisão sistemática de literatura (discussão do método) etc.
- Rigor na apresentação e discussão dos resultados, reprodutibilidade da pesquisa e gestão dos dados.
- Questões éticas relacionadas a todas as etapas da pesquisa, desde o planejamento até a publicação.

Palavras-chave: Estratégia de pesquisa, Método de pesquisa, Análise crítica de métodos, Reprodutibilidade da pesquisa, Integridade na pesquisa.
Líderes:
Emerson Antonio Maccari
Isabel Cristina Scafuto
Danieli Artuzi Pes Backes
Maurício Andrade de Lima

Nos últimos 25 anos houve uma movimentação para a disseminação de regimes de garantia da qualidade do ensino superior em mais de metade dos países do globo, cujos governos implantaram sistemas de certificação e conformidade por meio da validação de padrões de qualidade (Jarvis, 2014; Croucher, & Woelert 2016). No Brasil, por meio da Capes, o país ingressou na lógica internacional, que se trata do aumento da competitividade na educação superior de um mercado de pesquisa cada vez mais global (Hammarfelt, & Fredrik, 2015). Segundo seus objetivos, a Capes se propõe a manter um sistema de avaliação aprimorado para a obtenção de um padrão nacional de excelência acadêmica (Capes, 2008). Embora o sistema seja considerado um dos mais modernos do mundo (Maccari, Lima, & Riccio, 2009; Nascimento, 2010), existem críticas, como por exemplo, a de que o sistema é padronizado para todas as áreas do conhecimento, fato criticado por Spagnolo e Calhau (2002) que apontam a presença de heterogeneidade entre as diferentes áreas do conhecimento, assim como diversidade quanto as questões econômicas e acesso aos recursos. A avaliação possibilita a comparação de desempenho entre as instituições de ensino superior por meio do estabelecimento de um ranking, de forma que o conceito obtido se reflete na capacidade de captação de recursos (Dias Sobrinho, 2003). O fato exposto possui dois desdobramentos, o primeiro aponta que as instituições de ensino superior passam por maior responsabilização e obtenção de financiamento baseado no desempenho (Croucher, & Woelert, 2016), causando o aumento da competitividade organizacional. A segunda implicação é o isomorfismo institucional, que se estabelece com maior frequência em um campo com elevada incerteza e pode estar associado ao desejo de assemelhar as estruturas às organizações mais legitimadas para aumentar as chances de sucesso (Dimaggio, & Powell, 1983). Essa prática existe quase que naturalmente entre as organizações e tanto maior tende a ser quanto mais regulamentado o campo organizacional (Peci, 2006). Esse fator pode levar muitas instituições a colocarem as normas regulatórias acima dos próprios objetivos estratégicos (Maccari et al., 2014; Spagnolo & Calhau, 2002). As maiores implicações do isomorfismo em um campo organizacional como o do ensino superior é a geração de entraves para os avanços qualitativos da ciência. Após esse preâmbulo sugerimos os seguintes tópicos para geração de pesquisas associadas, de modo a contribuir com o aprofundamento da discussão em torno da temática: a) A avaliação institucional e o Isomorfismo nas IES brasileiras; b) Impacto dos Programas de Pós-graduação sobre o desenvolvimento local, regional e nacional; c) Participação em rankings e a reputação das instituições; d) Impactos da regulamentação sobre a legitimidade; e) Pilares da avaliação institucional; f) A relação entre os meios e fins da avaliação; g) Planejamento Estratégico x normas regulatórias; h) A política de internacionalização científica brasileira;i) O papel da avaliação sobre a expansão científica brasileira; j) A profissionalização da gestão do ensino superior; l) Competição, cooperação e conformidade na gestão universitária; m) Paradoxo entre regionalidade e acesso aos recursos.

Palavras-chave: Avaliação do ensino superior, Ensino Superior, Padronização do ensino superior, Qualidade do ensino superior, Conformidade do ensino superior.
Líderes:
Francisco Vicente Sales Melo
Edvan Cruz Aguiar

A formação e constituição do(s) campo(s) institucional(is) de pesquisa. Veículos de difusão da produção docente e da pesquisa. Redes de cooperação entre docentes, pesquisadores, grupos e instituições. Internacionalização do ensino e da produção científica em Administração e Contabilidade. Conduta ética na relação entre pesquisadores, grupos de pesquisa e setores produtivos e sociais. Estudos históricos sobre o campo da pesquisa e do ensino da Administração. A identidade teórico-institucional da grande área de administração e contabilidade e suas interfaces com outras ciências. Análises críticas e sócio históricas relacionadas à pesquisa e à difusão de conhecimento em administração e contabilidade, incluindo possíveis perspectivas regionais. Apreciações comparativas entre o contexto brasileiro e outros países em relação à evolução do campo de ensino e pesquisa em administração e contabilidade.

Palavras-chave: Difusão científica, Cooperação em ensino e pesquisa, Internacionalização, Estudos históricos, Ética no ensino e pesquisa.
Líderes:
Maria José Carvalho de Souza Domingues
José Dutra de Oliveira Neto
Jorge Eduardo Scarpin
Adriana Maria Procópio de Araujo

O tema proposto refere-se às Tecnologias Digitais no processo de ensino-aprendizagem e tem como objetivo avançar na discussão do impacto das tecnologias nas práticas de ensino, aprendizagem na Contabilidade e Administração. A presença cada vez mais crescente das tecnologias digitais nos espaços de aprendizagem formais e informais têm proporcionado ambientes ricos e diversificados, bem como mais propensos a desafios e tensões. ( ABACHI, H. R. e MUHAMMAD, G. (2014).As tecnologias e sua ubiquidade trazem, portanto, vários aspectos que precisam ser pesquisados e discutidos, pois envolvem questões que perpassam desde a inovação curricular e pedagógica, aplicação das tecnologias no processo de ensinar e aprender a aspectos relacionados a big-data, segurança dos dados e cyberbulling. Com tal presença, não ocorre de forma homogênea e seus efeitos ainda não são concordantes, espaços para compartilhamento e discussão de pesquisas sobre o tema podem auxiliar no desvelamento desses impactos no processo ensino-aprendizagem. No aspecto relacionado a utilização das tecnologias digitais, busca-se enfatizar trabalhos que utilizem Inteligência Artificial, nas suas múltiplas vertentes e dimensões, bem como as diversas aplicações e sistemas emergentes do avanço tecnológico e da inovação científico-pedagógica. Também são relevantes trabalhos que tragam a problemática da inovação curricular e pedagógica articulada com as tecnologias digitais, no sentido do desenvolvimento do currículo nos diferentes contextos e ambientes de aprendizagem. E por ultimo, trabalhos que integrem aspetos relacionados com a usabilidade, avaliação de recursos, Sistemas, e seus relacionamentos com a ética. Acredita-se que a temática proposta irá permitir uma maior cooperação entre pesquisadores, intercâmbio de informações científicas, bem como de experiências pedagógicas.
O tema contempla, mas não se limita, aos seguintes tópicos:
- inovações tecnológicas no processo de ensino-aprendizagem;
- relatos de experiências do uso de tecnologias de informação e comunicação no ensino;
- análise da aplicação das inovações tecnológicas no ensino;
- redes, segurança e ética no uso das tecnologias digitais no ensino

Palavras-chave: Tecnologias Digitais e ética, Ensino-aprendizagem em rede, Narrativas digitais, Segurança e proteção de redes, inovações tecnoIógicas no ensino.
Líderes:
Adriana Backx Noronha Viana
Daielly Melina Nassif Mantovani Ribeiro
Luísa Cagica Carvalho
Liliana Vasconcellos Guedes

Este tema tem como objetivo discutir e refletir sobre os métodos de aprendizagem adequados ao perfil do estudante no século XXI e os desafios inerentes que se colocam às Escolas de Negócios. Nesse contexto, quatro dimensões do processo devem ser consideradas:
1. O professor como agente facilitador, tendo em conta as competências que o professor deve ter ou adquirir, focando os métodos de aprendizagem ou os métodos de formação de professores;
2. O estudante, refletindo sobre o contexto dos estilos e estratégias de aprendizagem, considerando tanto o perfil do estudante diferente quanto as novas ferramentas que marcam as estratégias de aprendizagem no século XXI. Compreender e identificar as necessidades dos estudantes em seus processos de aprendizagem. Contextos sobre a importância ou desenvolvimento de autonomia e autorregulação como propostas para experiências de aprendizagem podem ser considerados.
3. Os métodos disponíveis para experiências de aprendizagem, incluindo:
a) Aprendizagem à distância; Blended Learning; Ecossistemas de Aprendizagem;
b) Métodos Ativos, incluindo: aprendizagem baseada em problemas, JigSaw, Sala de aula invertida, gamificação entre outros;
c) a relação entre as Escolas de Negócios, a comunidade educacional e a comunidade em geral na promoção do empreendedorismo e da transferência de tecnologia e conhecimento;
d) outras metodologias e tendências inovadoras de ensino / aprendizagem.
4. A teoria do processamento da informação e a relação com o processo de ensino-aprendizagem, incluindo as implicações da neurociência no contexto da ciência da aprendizagem, refletindo sobre as mudanças necessárias nesse processo.

Palavras-chave: Métodos de Ensino-aprendizagem, Ecossistemas de Aprendizagem, Estilos e Estratégias de Aprendizagem, Ambientes Virtuais de Aprendizagem.
Líderes:
Lisiane Quadrado Closs
Cléria Donizete da Silva Lourenço
Ana Carolina Kruta de Araújo Bispo
Gabriela Tavares dos Santos

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394 indica que a formação adequada para atuar como docente no Ensino Superior em Administração e demais áreas do conhecimento é a propiciada por programas de mestrado ou doutorado acadêmicos. Em levantamento realizado em 2017 junto a 211 mestres e doutores egressos dos últimos 10 anos do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Administração da UFRGS, identificou-se que 87% deles atuavam como docentes e, apenas 4,7%, exclusivamente em pesquisa. No entanto, pouco se sabe sobre como ocorre a formação para a docência desses profissionais na academia. Isto ocorre porque há mais ações institucionalizadas para a formação de competências voltadas à pesquisa do que à docência. Há indícios de que os futuros professores estão sendo preparados para a simples repetição de conteúdos, sem que haja uma formação teórica e didática adequada que os prepare para: atuar em sala de aula, criando um ambiente que favoreça a aprendizagem e propicie suporte aos alunos; orientar pesquisas de estudantes; supervisionar estágios docentes; participar de bancas de avaliação de trabalhos científicos; ou atuar como revisores de periódicos, entre outros papéis que os professores e pesquisadores da área assumem no país. Dessa forma, o tema proposto visa disseminar novas reflexões no campo apresentado e incentivar a produção de pesquisas, de publicações e debates que contribuam para o desenvolvimento teórico e empírico desse campo científico de forma a aprimora-lo. Entre os temas de interesse propostos como sugestão para integrar essa linha temática estão: Fundamentos teóricos e epistemológicos da formação docente em Administração e Contabilidade. Percursos formativos do professor e do pesquisador na pós-graduação stricto sensu. Desenvolvimento de competências do professor e do pesquisador. Processo de orientação acadêmica. Estágio Docência. Desafios e perspectivas para a formação do professor e do pesquisador no âmbito dos cursos stricto sensu em Administração e Contabilidade. A formação do avaliador de trabalhos acadêmico-científicos. Ética e formação docente. Reflexividade e formação docente (relatos de experiências e reflexões que contribuam para gerar insights e ampliar discussões sobre a formação do professor e do pesquisador).

Palavras-chave: Formação do professor, Formação docente, Pós-Graduação stricto sensu.
Líderes:
Priscila Borin de Oliveira Claro
Paola Schmitt Figueiró

O debate sobre a aproximação entre educação e sustentabilidade tem se dado em três instâncias, a institucional, a organizacional e a didática-pedagógica. No âmbito macro institucional assiste-se desde os anos 1970 a promulgação de Conferências, Cartas e Declarações de princípios estabelecidos por organismos internacionais e agências intergovernamentais como a ONU, que tem como propósito fomentar iniciativas educacionais orientadas à sustentabilidade. No Brasil, vale lembrar ainda que no final da década de 90 a educação ambiental passou a fazer parte da legislação brasileira que regula o ensino superior (Lei 9795/1999), levando a incorporação da temática no currículo de Administração e Contabilidade. Esse movimento impulsiona as universidades a se tornarem signatárias e comprometidas com esses propósitos, o que desencadeia, no nível organizacional, uma série de iniciativas das instituições de ensino superior que vão se traduzir em projetos políticos pedagógicos, em mudanças curriculares, e em iniciativas que afetam a própria gestão do campus. Como consequência, do ponto de vista didático-pedagógico, experiências em sala de aula começam a ser disparadas apontando avanços, dificuldades, limites e potencialidades. Neste contexto, o incentivo a pesquisas nesta área tem uma importância fundamental, especialmente quando nos referimos a contribuição das escolas de Administração e Contabilidade neste processo.
O tema contempla, mas não se limita, aos seguintes tópicos:
- Abordagens teóricas do ensino da sustentabilidade na Administração e Contabilidade. - Perspectivas inter, multi e transdisciplinares no ensino da sustentabilidade na Administração e Contabilidade.
- Papel da sustentabilidade na formação do Administrador e do Contador
- Formação de professores em prol do desenvolvimento sustentável
- Educação para sustentabilidade e espiritualidade.
- Experiências curriculares e extracurriculares no ensino-aprendizagem da Sustentabilidade no currículo dos Cursos de Administração e Contabilidade.
- Avaliação das experiências de educação para sustentabilidade
- Sustentabilidade e ética no ensino de Administração e Contabilidade.
- Desafios e avanços na adequação dos cursos de Administração e Contabilidade ao PRME (Principle for Responsible Management).

Palavras-chave: Educação para Sustentabilidade e Espiritualidade, Educação Sustentável, PRME, Ensino-aprendizagem da Sustentabilidade, Sustentabilidade e ética no ensino.
Líderes:
Janette Brunstein
Claudio Senna Venzke
Ariel Behr
Lilian Giesta Cabral
Jeff King

Este tema aborda inovações pedagógicas, tecnologias e aprendizagem transformadora nos cursos de Administração e Contabilidade. A mudança no perfil dos alunos que ingressam nos cursos de Administração e Contabilidade demanda dos docentes apreender e explorar os novos modos de ser e compreender dos alunos. Trata-se do desafio de proporcionar experiências didático-pedagógicas que tenham sentido para as novas gerações e que promovam aprendizagem significativa e profunda. Este tema instiga reflexões sobre as novas linguagens, as dinâmicas e as tecnologias centradas na aprendizagem que podem favorecer um maior engajamento dos alunos, bem como um maior desenvolvimento dos seus potenciais. Experiências inovadoras podem criar um ambiente na sala de aula que estimule a emergência de aprendizagens transformadoras, isto é, aquelas que podem levar a uma revisão de premissas, pressupostos, e ampliar a visão de mundo dos alunos de Administração e Contabilidade. Além disso, os recursos tecnológicos podem contribuir para que o aluno se torne mais ativo na sala de aula e construa o seu próprio conhecimento por meio de pesquisas, discussões e experimentações. Por consequência, tem potencial para melhorar os resultados da aprendizagem, e permitir intervenções pedagógicas mais inovadoras e transformadoras. A tecnologia também poderá ser utilizada para permitir a participação à distância, bem como para inovar na forma de avaliação. Portanto, seu domínio é uma condição necessária para impulsionar o desempenho dos alunos da geração contemporânea, de quem espera que se tornem atores relevantes capazes de dar respostas aos inúmeros e complexos problemas que circundam o universo das organizações, do mundo do trabalho e do seu entorno. O tema também contempla os limites, barreiras e dificuldades dos processos de inovação, do uso das tecnologias e das iniciativas pedagógicas que visam uma aprendizagem transformadora.
Inovação, Tecnologia e Aprendizagem Transformadora vem sendo discutido nos principais eventos internacionais da área de Administração e Contabilidade. Trata-se de um tema que certamente atrairá a atenção do público da Divisão EPQ, como também das demais Divisões.

Palavras-chave: Reflexão crítica, Aprendizagem transformadora, TICs, Inovações no processo de ensino-aprendizagem, Tecnología.
Líderes:
Victor Manoel Cunha de Almeida
Anete Alberton

Casos para ensino

Palavras-chave: Método do Caso, Casos para Ensino, Notas de Ensino.
Líderes:
Beatriz Quiroz Villardi
Américo da Costa Ramos Filho

A prática profissional da administração e contabilidade e a da pesquisa na vida acadêmica são vistas neste Tema como situações intensivas em conhecimento e, por isso, a formação para elas deve destacar a análise de suas dimensões epistemológicas.
Seguindo linha de pesquisa na área, deste os anos 1990, toma-se como referência de partida uma trilogia conceitual que encerra campo problemático rico à pesquisa, teórica e empírica. Trata-se dos conceitos clássicos de Epistêmê, Téchnê e Phrónesis, parte da forma como Aristóteles reorganizou a antiga ideia de Sophía que sempre privilegiou a unidade do saber humano, unidade talvez remanescente na Phrónesis, o saber que rege a ação e a decisão, implicando prudência, sagacidade, cálculo estratégico, bom senso, sensibilidade às condições singulares e, ainda, a aprendizagem direta pela experiência. Contudo, como a própria cultura erudita grega, a tradição ocidental pós-aristotélica deu prestígio e destaque, inclusive status social e espaço nas instituições de escola, ao saber da razão analítica e do raciocínio abstrato, a Epistêmê, cindindo-a tanto do saber prático do encaminhamento da ação (Phrónesis) quanto do saber-habilidade na construção de artefatos de toda ordem, a Téchnê, o saber instrumental, seja mecânico, seja mental (o cálculo).
Até hoje, o saber epistêmico, levado ao extremo do racionalismo, é a base da nossa formação superior, a ele se agregando - mas nunca adequadamente se integrando - o saber técnico-instrumental, sobretudo com o advento da ciência empírica e da indústria na Europa, entre os séculos XVII e XIX. O resultado desta ausência de integração histórica é a imposição autóctone do saber tecnológico. E o saber fronético, refratário à análise conceitual exaustiva, embora sempre presente em todo empreendimento empresarial, político, de formação escolar e mesmo científico, ficou fora do campo de interesse reflexivo e de pesquisa.
O retorno da prática ao foco prioritário da reflexão, do marxismo ao pragmatismo, das preocupações com a produtividade de todo investimento à própria ética como categoria superior de referência social, evidenciou aquelas cisões históricas nas concepções de conhecimento, pelo menos no Ocidente. E daí surge, sob diversas formas, o campo problemático que neste Tema procura limitar-se ao que for de interesse da formação de profissionais da administração, contabilidade e da pesquisa acadêmica.
O interesse na formação - próprio da atividade docente - antecipa e traz para os ambientes de ensino e pesquisa toda a carga das situações de conhecimento na vida profissional futura, sob dois pontos de vista: o epistêmico, pois é preciso entender como se estruturam e interferem na ação profissional, e o pedagógico, as próprias instituições escolares, na graduação e na pós-graduação stricto sensu, para integralizar seu objetivo de formação.
Exemplifica-se como tópicos genéricos de pesquisa, entre outros: valor (significância), condições e limites do uso desses conceitos, dada a diversidade histórica de contextos; teoria e tecnologia nos currículos de graduação e pós-graduação, considerada a predominância da Phrónesis na prática profissional; lugar e valor da pesquisa teórica na área, considerando que hoje a lógica instrumental confunde Epistêmê e Téchnê; Sabedoria prática e implicações; O profissional e praticante como agentes da phrónesis; Contribuições epistemológicas para o ensino e a pesquisa em administração e contabilidade.

Palavras-chave: Epistemologia no ensino e na pesquisa de Administração e Contabilidade, Techné, Phrónese e Sabedoria Prática em Administração e Contabilidade, Conhecimento Tácito e Pessoal do Profissional de Administração e Contábeis, Análises epistemológicas e metatéoricas no ensino e na pesquisa de Administração e Contabilidade, Reflexividade do pesquisador e profissional em Administração, Gestão e Contabilidade.
Líderes:
João Paulo Resende de Lima
Elisabeth Oliveira Vendramin
Camilla Soueneta Nascimento Nganga
Antonia Aparecida Quintão dos Santos Cezerilo
Ruth Alejandra Patiño

A docência tem sido vista, por muito tempo, como um sacerdócio, fruto de um dom ou vocação (MARCONDES; LEITE, 2014), trazendo como consequência a ideia de que bons professores nascem para atuar como tal, ou seja, não precisam de formação específica. Masetto (2012) afirma que os professores universitários nos cursos de bacharelados geralmente são profissionais do mercado e recebem convite para atuar na docência com base na ideia de que quem sabe o conteúdo ou a prática, automaticamente sabe ensinar. Nos cursos de negócios diversos trabalhos corroboram a frágil preparação pedagógica (PATRUS; LIMA, 2014; LAFFIN; GOMES 2016), a concepção da docência como uma vocação (SANTOS; SILVA, 2016) e, até mesmo, a discussão sobre a semi-formação dos docentes da área (MARANHÃO; PAULA, 2009). Apesar do contexto preocupante, Tardif (2012) afirma que a docência tem atravessado um movimento de profissionalização buscando sua consolidação como profissão, que necessita de saberes específicos e, portanto, preparo ou qualificação. Além de saberes específicos, a docência pressupõe um conjunto de ?comportamentos, conhecimentos, destrezas, atitudes e valores que constituem a especificidade do professor? (SACRISTÁN, 1995), sendo representado pelo conceito de profissionalidade. A profissionalidade, juntamente com a formação ? inicial e continuada ? e com a experiência e os saberes advindos da experiência são constituintes importantes da Identidade Profissional Docente (IZA et al. 2014). A Identidade Docente pode ser conceituada de diversas maneiras: (i) a visão de si mesmo como docente (BEIJAARD; MEIJER; VERLOOP, 2000); (ii) a visão de profissional ideal guiado pela pergunta ?que professor eu quero ser?? (BEIJAARD; MEIJER; VERLOOP, 2004); (iii) o sentido dado à docência e à educação (PIMENTA; ANASTASIOU, 2005); (iv) as concepções que docentes tenham acerca dos estudantes e do contexto educacional (KREBER, 2010); (v) a representação das posições adotadas pelo docente em sala de aula de acordo com suas crenças pedagógicas (FANGHANEL, 2012). Especificamente sobre sua prática, a Identidade Docente ?aponta a responsabilidade do professor para a sua função social, emergindo daí a autonomia e comprometimento com aquilo que faz? (IZA et al., 2014, p. 276), e afeta suas práticas e disposições para lidar com inovações nos processos de ensino e aprendizagem (BEIJAARD; VERLOOP; VERMUNT, 2000). Por fim, os conceitos de Identidade Docente e de profissionalidade refletem e são influenciados diretamente pelo contexto histórico e social. Nesse sentido, o contexto do ensino superior representa desafios e possibilidades para (re)pensar o sentido de ?ser docente? na área de negócios. Dessa forma, convidamos as pessoas da comunidade a refletir sobre os seguintes temas:
1 Processos e formas identitárias ligadas à docência em negócios.
2 Profissionalidade e Desenvolvimento profissional docente na área de negócios.
3 A docência como profissão: perspectivas, fases e desafios;
4 Concepções de ser docente na área de negócios.
5 Percepção docente sobre métodos de ensino e avaliação da aprendizagem.
6 Interseccionalidades e Identidades profissionais docentes na área de negócios.
7 Produtivismo e crise de identidade docente: de professor aos pontos Qualis.
8 Aspectos coletivos da Identidade Profissional Docente na área de negócios.

Palavras-chave: Identidade Docente, Profissionalidade, Formação docente em negócios.
ESO - Estratégia em Organizações

Coordenador: Mário Henrique Ogasavara - PMDGI/ESPM

Comitê Científico:
Márcio Moutinho Abdalla - MPA/PPGA/UFF
Samir Adamoglu de Oliveira - PPGA/UFPB
Douglas Wegner - PPGA/Unisinos
Líderes:
Fábio Lotti Oliva
Adilson Caldeira
Peter Kelle

O tema proposto é Gestão de Riscos Corporativos. Fundamentado por COSO (2004, 2017), considerando risco como a possibilidade de um evento ocorra e afete negativamente a consecução dos objetivos organizacionais e oportunidade como a possibilidade de que um evento ocorra e influencie favoravelmente a realização dos objetivos organizacionais, entende-se que o tema proposto está associado à divisão acadêmica ?Estratégia em Organizações?, no sentido de que a gestão dos riscos corporativos conspira para a efetiva implementação da estratégia das organizações. A abordagem adotada comtempla os riscos de todas as fontes possíveis que impactam a gestão organizacional, por exemplo, riscos financeiros, riscos estratégicos, riscos operacionais, riscos políticos, riscos econômicos, riscos naturais, riscos de imagem, riscos cibernéticos e outros. De forma integrada, pode-se entender que a gestão de riscos corporativos conecta-se com o planejamento estratégico por meio da avaliação do desempenho organizacional mensurado pelo Balanced Scorecard (Kaplan, 2012, 2009). Dessa maneira, a atualidade e a importância do tema proposto ?Gestão de Riscos Corporativos? residem na proximidade que guarda como ferramenta de gestão para potencializar a consecução dos objetivos propostos pela estratégia organizacional em um ambiente cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. Indo muito além do compliance, atendimento às regras, o que pode em uma primeira impressão mostrar-se como uma abordagem reativa, a gestão de riscos corporativos objetiva, de forma proativa, identificar, analisar e tratar os riscos do negócio buscando elevar a possibilidade de que os objetivos organizacionais se concretizem. Adicionalmente, vale destacar que a gestão de riscos corporativos deve ir além das fronteiras da organização, considerando que os riscos se potencializam a medida que a organização estabelece relações com outros agentes do ambiente de negócios.
Alguns tópicos que podem ser adotados são:
- Modelos de Gestão de Riscos Corporativos;
- Gestão de Riscos Corporativos e a Gestão Estratégica dos Negócios;
- Cultura da Gestão de Riscos Corporativos;
- Análise de Riscos na Cadeia de Valor;
- Gestão de Riscos Corporativos e a Gestão da Inovação;
- Gestão de Riscos em Start-ups;
- Maturidade em Gestão de Riscos Corporativos.

Palavras-chave: Gestão de Riscos Corporativos, Análise de Riscos Corporativos, Maturidade em Gestão de Riscos Corporativos.
Líderes:
Karina Garcia Coleta
Dimária Silva e Meirelles
Márcia Ramos May
Fabian Ariel Salum
Humberto Elias Garcia Lopes

Os modelos de negócio se tornaram um tema de crescente relevância internacional em termos práticos e acadêmicos. No final dos anos 90, executivos e consultores utilizaram o conceito para entender como os negócios criavam valor no ambiente virtual (Amit & Zott, 2001). De certa forma, esse esforço ajudava os empreendedores que, em busca de financiamentos para seus projetos, precisavam demonstrar a legitimidade da sua ideia de negócio antes mesmo de sua operação e geração de lucros (Magretta, 2002). Neste contexto, os modelos de negócios apresentavam a empresa e sua lógica de criação de valor (Chesbrough & Rosembloom, 2002; Moyon & Lecocq, 2013) e, ao mesmo tempo, de capturar retornos do valor criado. Os modelos de negócio configuram-se, portanto, em um conceito que sintetiza a representação de uma dada realidade. Propicia-se, assim, a ampliação da capacidade de investigação para além da fronteira da firma e dos limites do setor de atividade, o que facilita o desenvolvimento de novas abordagens (Lambert, 2010)
Este destaque dado ao tema no ambiente empreendedor despertou a atenção e as críticas da comunidade acadêmica. Entre as mais citadas, encontra-se a de Porter (2001) para quem modelos de negócio são conceitualmente obscuros e de aplicação passageira. Apesar das críticas, a partir de 2002 as pesquisas sobre modelos de negócio se tornaram mais numerosas, procurando esclarecer e demonstrar a utilidade do conceito, bem como se legitimar como um tema próprio na literatura (Baden-Fuller & Morgan, 2010; DaSilva & Trkman, 2014; Wirtz, Pistoia, Ulrich & Göttel, 2016). Além de sessões e painéis reservados ao assunto em congressos de Administração como Strategic Management Society e Academy of Management, desde o início do ano 2000 cerca de três mil artigos foram publicados em periódicos revisados por pares (Massa, Tucci & Afuah, 2017; Wirtz et al., 2016). Em 2001, os professores Xavier Lecocq e Benoit Demil, da Universidade de Lille na França, fundaram a Business Model Community, que reúne cerca de 400 pesquisadores ao redor do mundo e divulga seus resultados de pesquisas sobre modelos de negócio. Em 2015 foi criado o Journal of Business Models (JOBM), um veículo acadêmico de disseminação de conhecimento sobre o tema, coordenado pelo professor Christian Nielsen do Business Model Design Center (Aalborg University, Dinamarca). No Brasil, em 2017, o professor Fabian Salum da Fundação Dom Cabral criou a Practical Community in Business Model que reúne acadêmicos de universidades nacionais e internacionais, além de practitioners de diversos setores da economia para co-construir conhecimento sobre modelos de negócios.
Os assuntos pertinentes ao tema desta proposta envolvem: metodologia de descrição e análise de modelos de negócios; tipologias de modelos de negócios; inovação em modelos de negócios; mensuração do impacto dos modelos de negócios na criação e captura de valor dos stakeholders; a influência da transformação digital nos modelos de negócios; modelos de negócios sustentáveis; modelos de negócios na perspectiva do consumidor (estratégia pelo lado da demanda); modelos de negócios de cooperativas e redes entres startups e incumbentes.


Palavras-chave: modelos de negócio, inovação em modelos de negócio, criação de valor, design de modelos de negócio, avaliação do modelo de negócio.
Líderes:
Edgar Reyes Junior
Marina Figueiredo Moreira
Francec Xavier Molina-Morales

Redes interorganizacionais vêm sendo foco de estudos acadêmicos e preocupação gerencial devido à sua ampla disseminação em contextos públicos e privados. De um lado, políticas públicas são formuladas, implementadas e monitoradas por meio de redes de atores, com o objetivo de atender melhor as expectativas da sociedade e aumentar a efetividade das ações. De outro lado, organizações privadas buscam atuar coletivamente para potencializar resultados, gerar ganhos relacionais e aumentar sua competitividade, por meio de alianças, parcerias, redes e cadeias de suprimentos. O volume de estudos publicados sobre esses temas nas últimas décadas demonstra sua relevância acadêmica e gerencial, ao mesmo tempo em que indica as dificuldades da ação coletiva. Com base nessa contextualização, o foco deste tema está na estratégia e governança de redes interorganizacionais, dois elementos centrais para o funcionamento de redes públicas e privadas e para o alcance de resultados coletivos. Enquanto a estratégia consiste na definição dos objetivos e da direção que os participantes de uma rede devem seguir, a governança reflete o conjunto de regras que regulam, mobilizam e alinham a atuação coletiva dos participantes. Nesta proposta, considera-se que as redes interorganizacionais, tanto públicas como privadas, podem se configurar em diferentes níveis de análise: redes sociais, redes de conhecimento e redes de empresas ou organizações. O foco das redes sociais é estudar as relações sociais entre os indivíduos, tanto formais quanto informais, o capital social gerado por meio dessas relações e o seu impacto nas organizações. Procura estudar ainda como os fenômenos tácitos impactam no desempenho em seus diferentes níveis analíticos. Nas redes de conhecimento investiga-se os processos de aprendizagem coletiva; de criação, transferência e aplicação do conhecimento em redes de empresas, organizações e ou indivíduos e seus resultados para o desempenho das unidades de análise. Nas redes de empresas ou organizações o foco se encontra nos diferentes tipos de redes de negócios e de atendimento a demandas sociais, suas conexões diádicas e múltiplas, verticais e horizontais, dispersas ou em clusters, assim como sua relação com desempenho, aprendizagem, competitividade, inovação em rede, cooperação e confiança. Neste tema, espera-se debater estudos direcionados para a estratégia e a governança de diversos modelos de redes interorganizacionais, bem como seus impactos para o funcionamento dessas redes e para os resultados alcançados. Ao mesmo tempo em que deseja-se debater estudos com profundidade teórica e rigor metodológico, estimula-se os autores a refletir sobre as implicações gerenciais dos seus estudos e como seus resultados podem ser utilizados por gestores e formuladores de políticas públicas para aperfeiçoar a atuação em rede e alcançar melhores resultados coletivos

Palavras-chave: Governança de Redes, Relações interorganizacionais, Relações interpessoais, Confiança, Inovação em rede.
Líderes:
José Eduardo Storopoli
Álvaro Cyrino
Pablo Collazzo
Eduardo Damião da Silva

Embora fatores macroeconômicos sólidos afetem o potencial de competitividade, a riqueza é realmente criada no nível microeconômico. O desenvolvimento social e econômico resulta de interações variadas e complexas em uma determinada sociedade, através do envolvimento e legitimação de ações individuais e coletivas coordenadas que definem diferentes trajetórias históricas para empresas, regiões e países. Análises de diferentes experiências e seus resultados, combinados com o crescente armazenamento de conhecimento nos campos das ciências sociais, estão ajudando as sociedades a expandir o horizonte de alternativas de curto, médio e longo prazo entre as múltiplas dimensões. Portanto, descrever como desenvolver uma estratégia econômica para um país ou região implica analisar múltiplas camadas e campos (federal, estadual e local), bem como entidades como governos, empresas, associações industriais e universidades. A Microeconomia da Competitividade fornece uma estrutura holística, embora se concentre nos ambientes microeconômicos e de negócios, para descrever e analisar a busca pela melhoria contínua e sustentável. Para que as estratégias de competitividade regional e local sejam eficazes, há várias dimensões que provavelmente estarão ligadas à sofisticação das operações das empresas, ao ambiente de negócios, às dotações herdadas dos fatores e à situação em que os clusters estão se desenvolvendo, melhorando, inovando e aprendendo. para fortalecer os laços econômicos e sociais. O sucesso do ambiente microeconômico depende das políticas monetária e fiscal do país, bem como do desenvolvimento humano e efetivo apoiado por instituições e organizações públicas.

Tópicos sugeridos e perguntas de pesquisa
1) Definições, indicadores e determinantes da competitividade
2) Influências geográficas na competitividade
3) Política de Desenvolvimento Baseada em Cluster e seu Impacto no Desempenho Econômico
4) Estratégia Econômica Nacional e Regional para a Competitividade
5) Organização de Cluster para Competitividade
6) Prosperidade e Progresso Social

Palavras-chave: Competitividade, Microeconomia da Competitividade, Clusters, Modelo Diamante, Estratégia Econômica.
Líderes:
Cláudio Reis Gonçalo
Roberto Lima Ruas
Yeda Swirski de Souza

Os estudos sobre a relação entre conhecimento e estratégia tiveram desenvolvimento significativo nas últimas décadas. Em linha com a visão baseada em recursos, a ?visão baseada em conhecimento?, no campo da estratégia, posiciona o conhecimento como um recurso diferencial e mobilizador da criação de valor e competitividade no ambiente organizacional contemporâneo, marcado pela incerteza, risco e inovação.
A singularidade do conhecimento como objeto de investigação, em sua origem interdisciplinar, demanda a integração entre teorias e abordagens metodológicas provenientes de diferentes vertentes, tais como:
- a pesquisa em administração da informação e sistemas que avança no entendimento dos processos de geração de dados, informação e criação de conhecimento;
- os estudos do comportamento organizacional que se desdobram em ações de indivíduos e grupos, contribuindo para o entendimento da aprendizagem organizacional, da produção do sentido, da criação de memórias coletivas e da flexibilidade organizacional;
- os estudos sobre desenho organizacional, já que o conhecimento organizacional requer uma perspectiva de sistemas complexos, em seus atributos de redundância e retroalimentação;
- os estudos sobre empresas baseadas em conhecimento e criatividade que se configuram em padrões e ambientes específicos e passam a interrogar modelos e práticas de indústrias tradicionais.
Nesse contexto, convida-se para a contribuição de trabalhos que tenham como foco a relação entre conhecimento organizacional e modelos e práticas organizacionais em tópicos atuais e emergentes, tais como:
1 Estudos sobre estratégia considerando os micro fundamentos de estratégias organizacionais, a aprendizagem organizacional e produção de sentido como base para a criação, transferência, construção de memória e transformação de conhecimentos;
2 Estudos e análises realizados em grandes conjuntos de informações e conhecimentos (Big data), mobilizando redefinições e redimensionamentos nos conhecimentos e inovações organizacionais;
3 As implicações da gestão de expertises avançadas, concentradas especialmente na atuação de profissionais das áreas de ciência, engenharia, matemática (STEMs) e outros campos semelhantes, na formação de conhecimentos e inovações estratégicos para as organizações. Inclui estudos sobre estratégia e gestão do conhecimento em instituições de pesquisa.
4 O papel de ambientes de inovação fundamentados em espaços institucionais e sócio-culturais tais como clusters, cidades inteligentes, arranjos locais, polos tecnológicos, etc, cujo diferencial estratégico é sustentado em conhecimento e criatividade.
5 Implicações da gestão do capital intelectual nas estratégias de inovação das organizações contemporâneas.
6 Estudos, análises e experiências acerca da Gestão Estratégica do Conhecimento, valorizando especialmente princípios, procedimentos e práticas estruturantes.

Palavras-chave: Visão baseada em conhecimento, Conhecimento e gestão, Microfundamentos, Big data, Capital intelectual.
Líderes:
Mohamed Amal
Dinorá Eliete Floriani

A localização em Negócios Internacionais (NI) tem sido um dos temas mais controversos e discutido pelas diferentes perspectivas e abordagens teóricas. Procuramos incentivar um debate mais crítico sobre os determinantes de internacionalização especificamente, do papel da localização seja em empresas de Grande, Médio ou Pequeno Porte.
O efeito das políticas públicas sobre a atratividade do IDE, principalmente em países emergentes, reflete a relevância do tema, pois constitui uma facete crítica tanto na dinâmica de exploração das vantagens específicas das firmas, como também para ampliar ou desenvolver tais vantagens. Há um conjunto de instituições sub-nacionais que transformam as localidades em espaços e territórios distintos dos espaços nacionais, por influenciarem as condições de competitividade das organizações. A internacionalização ainda, responde às mudanças geográficas, das cadeias globais de valor, da inserção em redes de cooperação, e da configuração dos próprios processos de aglomeração regional das indústrias.
Além dos temas tradicionais de NI, sugerimos uma especial atenção:
- Determinantes de Internacionalização e Modos de Entrada
- Estratégias de enraizamento e desempenho
- Instituições sub-nacionais e estratégias das multinacionais
- A dinâmica da proximidade e desempenho exportador
- MicroMultinacionais e a decisão de localização
- Internacionalização das PMEs e papel das localidades
- A dinâmica das cadeias globais de valor
- Clusters regionais e estratégias de internacionalização
- Inovação, localização e estratégias de multinacionais


Palavras-chave: Localização, enraizamento, Instituições Sub-nacionais, Multi e Micromultinacionais, clusters regionais.
Líderes:
Fernando Antonio Ribeiro Serra
Fellipe Silva Martins
Jorge Manuel Teixeira Carneiro
Ivano Ribeiro
Carlos Alberto Gonçalves

O tema Aspectos Comportamentais da Estratégia visa divulgar pesquisas que envolvem comportamento, em especial na tomada de decisão estratégica. Derivado da Teoria Comportamental, e compreendendo as decisões que influenciam a tomada de decisão e a implementação da estratégia, este tema inclui aspectos da cognição humana, emoção e interação social. Os estudos de tomada de decisão evoluíram do ponto de vista racionalista nas escolhas estratégicas (VAN DE VEN, 1992), assunto que ainda é central em estratégia (SUDDABY, 2014). Assim, os processos de tomada de decisão tornaram-se cada vez mais centrais para a literatura de estratégia, especialmente por meio de abordagens econômicas como Organização Industrial ou Visão Baseada em Recursos, bem como comportamentos adaptativos . Assim, vários paradigmas e escolas de pensamento para a estratégia emergem (WILTBANK et al., 2006). Abre-se assim espaço para outras escolas de pensamento, como a teoria do alto escalão (HAMBRICK; MASON, 1984) e as teorias evolutivas (DAGNINO, 2015), além de maior espaço para a sociologia e a psicologia (STEENSEN, 2014). Neste contraponto, os estudos de comportamento em estratégia tiveram início com os trabalhos de Simon (1947), March e Simon (1958), e Cyert e March (1963). Estes trabalhos direcionaram a atenção para as decisões organizacionais, incluindo os contextos nos quais as decisões são tomadas. Ainda assim, têm sido considerados como teorias econômicas de estratégia e influenciado teorias de origem econômica, pelo oportunismo na Teoria dos Custos de Transação e pela racionalidade limitada na Visão-baseada em Recursos. Apesar da origem há tantos anos, foi na última década que o tema despontou e se tornou um tema de vanguarda na pesquisa em estratégia. Em parte, a demora se deve à evolução da teoria de estratégia, o primeiro movimento de desvio se deu pela predominância da Organização Industrial representada pelo trabalho de Michael Porter (1980). A seguir, pela predominância da VBR (BARNEY, 1991), que apesar de considerar a racionalidade limitada na inimitabilidade, não teve ênfase significativa nos aspectos comportamentais. Nesta última, apesar de ter como base o trabalho de Penrose (1959), ao considerar a empresa como um feixe de recursos, na enfatizou a referência da autora às capacidades cognitivas dos responsáveis pela estratégia (AUGIER; FANG; RINDOVA, 2018). Este campo, além de incluir métodos tradicionais de pesquisa, inclui outros importantes para a compreensão dos aspectos comportamentais da estratégia, tanto quantitativos, como experimentos, modelagem, simulações e métodos oriundos da neurociência. Também inclui métodos qualitativos como a etnografia, a análise textual e a grounded theory (REYPENS; LEVINE, 2018). Diversos temas podem ser incluídos e contribuir, inclusive com o aprimoramento de abordagens teóricas e temas da estratégia como Teoria do Alto Escalão, Teoria da Agência, Governança Corporativa, Threat-Rigidity; Adaptação; Attention-based View, TCT, Effectuation e Bricolage, pesquisando as características dos decisores e desempenho, a tomada de decisão estratégica, o oportunismo, a adaptação de recurso, a implementação da estratégia, o comportamento sobre crise. Em especial, a tomada de decisão e outros aspectos, são influenciados pelo contexto. A pesquisa num contexto institucional, incluindo o cultural, como o do Brasil, pode contribuir significativamente para o desenvolvimento da área.

Palavras-chave: Estratégia Comportamental; Fundamentos psicológicos da estratégia; Tomada de decisão estratégica.
Líderes:
João Maurício Gama Boaventura
José Milton de Sousa-Filho
Benny Kramer Costa
Saulo Fabiano Amancio Vieira
Greici Sarturi

A medida que os campos teóricos envolvendo os temas Stakeholders, Desempenho e Valor vão se consolidando, a partir de pesquisas teórico-empíricas, modificam-se as formas de gestão das organizações e meta-organizações (redes de organizações em suas diversas formas) voltando-se para o melhor atendimento das necessidades dos seus stakeholders (incluindo comunidades e sociedade).
Em que pese o incontestável avanço da teoria dos stakeholders, no momento atual, em seu estado da arte ainda não se resolveu certos pontos carentes de teses e evidências empíricas, pontos que tocam os limites da teoria. Pontos relevantes destes limites da teoria dos stakeholders, conforme pretendemos abordar referem-se à: investigação dos conceitos de valor, as formas de criação de valor, a relação entre a criação de valor e a sua dinâmica de distribuição e captura para os stakeholders, as diferentes formas de relacionamento e engajamento com os stakeholders e os fatores associados ao desempenho organizacional.
Um desafio da teoria é explicar como os gestores definem as estratégias para distribuição de valor aos stakeholders de tal forma que o desempenho da empresa seja maximizado. Neste sentido, o conceito de valor torna-se em voga, uma vez que, inicialmente estudado na ciência como valor de uso e valor de troca, houve uma evolução na perspectiva da criação de valor, partindo da visão tradicional em que tal responsabilidade cabia unicamente às organizações. Nos últimos 20 anos, os estudiosos e praticantes deste campo tem utilizado derivações para tal conceito, que incluem a cocriação de valor, a distribuição de valor e a capturação de valor por parte dos diversos stakeholders, organizações e redes de organizações.
Como preceito para o entendimento das evoluções téorico-conceituais, dos estados da arte e das fronteiras do conhecimento, envolvendo os temas propostos e suas conexões, faz-se necessário a compreensão histórica de suas definições, caracterizações, priorizações, variáveis, esquemas teóricos, modelos e abordagens, tanto de maneiras isoladas como integradas, que são explicativas deste fenômeno.
Os temas ora propostos, também tem fortes conexões com outros subcampos dentro do estudo da estratégia, tais como competitividade, implementação de estratégias, gestão organizacional entre outros.

Em função deste panorama conceitual e do desenvolvimento da teoria dos stakeholders, este tema comporta os seguintes tópicos para submissão de artigos:

- Gestão para Stakeholders
- Estratégia para Stakeholders
- Engajamento de Stakeholders
- Valor em uso (Value in use ou value-in-use)
- Co-produção de valor (Value co-production)
- Processo de cocriação de valor (Value co-creating process)
- Conceitos de Valor para Stakeholders
- Criação e Cocriacão de Valor para Stakeholders
- Captura de Valor por Stakeholders
- Distribuição de Valor para Stakeholders
- Stakeholders, valor e competitividade
- Stakeholders, valor e implementação de estratégias
- Corporate Social Performance ? CSP
- Disclosure de CSP
- Relação entre CSP e Corporate Financial Performance ? CFP


Palavras-chave: Stakeholders, Gestão para Stakeholders, Valor, Distribuição de Valor, Desempenho Social Corporativo .
Líderes:
Walter Bataglia
Suzana Braga Rodrigues
Edson Ronaldo Guarido Filho
Jefferson Montcelli

Nunca as instituições ocuparam uma posição tão dominante nos estudos organizacionais e em estratégia empresarial quanto nos dias atuais, como se observa nas conferências e periódicos internacionais de alta qualidade. Sua relevância está na capacidade de influenciar as relações sociais e distinguir pela sua qualidade as nações mais desenvolvidas das demais (Khanna & Palepu, 2010).
A temática aqui proposta envolve o estudo das relações recíprocas entre instituições, organizações e corporações e suas implicações para a estratégia, mudança e desempenho. Existem várias definições de instituições, mas para delimitação do tema proposto, consideramos importante suas abordagens endógenas e exogenas. A primeira trata de trabalhos com foco nas dimensões instituicionais ? regras, normas, valores e culturas, seguindo a tradição do institucionalismo e neoinstitucionalismo organizacional (Selznick, 1996; Scott, 2014) e sua influência em processos e outputs internos e externos (Greenwood et al., 2011).
As perspectivas que privilegiam o aspecto exógeno consideram as instituições como externas às organizações mas com capacidade de influenciar os indivíduos e os grupos sociais que nelas atuam através de leis, regulamentações e normas e seguem o legado de North, (1991) e o institucionalismo econômico. Mais recentemente, essa abordagem tem levado em conta também a capacidade das organizações de influenciar as instituições, na construção de leis e regulamentações através de redes de relacionamento (Doh, Rodrigues, Saka-Helmhout & Mihkja 2017); barganing power e atividades políticas (Child, Rodrigues and Tse, 2013).
A perspectiva do institucionalismo organizacional desenvolvida no Brasil por inciativa de Machado-da-Silva tem evoluído a tradição de Scott (2014) de maneira singular e complementar (Machado-da-Silva & Guarido Filho, 2006). Uma das suas contribuições importantes é a integração entre as abordagens endógenas e exógenas (Guimaraes, Gomes & Guarido Filho 2018).
A abordagem exógena tem atraído o interesse de pesquisadores brasileiros (Sanches, & Bataglia, 2018) com foco na estratégia para assegurar transações econômicas em ambientes com falhas institucionais. O tema oferece a possibilidade de discussão dos sistemas institucionais em diferentes países, no que se refere a sua lógica e organização dos seus elementos em termos de grau de consistência e coordenação, qualidades que podem influenciar a formação de capacidades competitivas, como a inovação (Hall and Soskice 2001; Ahmadjian, 2016).
O tema também incentiva trabalhos que reconhecem as distinções entre as estruturas formais e informais quanto a sua influência nas decisões estratégicas das firmas. Nesse sentido, várias questões são importantes, por exemplo, como as instituições informais compensam a ausência de instituições formais?
Tópicos para submissão de artigos (não exaustivo):
- Estruturas institucionais e o desempenho organizacional e setorial
- Análises institucionais comparativas no tempo ou espaço geográfico
- Gestão estratégica de falhas institucionais e arranjos contratuais
- Contratos, cumprimento de contratos, e confiança
- Delineamento institucional, regulação e estratégia
- Mudança institucional, atividade política e ação estratégica
- Coevolução entre instituições (informais e/ou formais) e estratégia
- Respostas estratégicas, recursos e condições institucionais
- Estratégia, discurso e instituições
- Relação entre comportamento estratégico e estruturas institucionais, ética, direitos e bem-estar humano
- Mensuração institucional e métodos empíricos relacionados

Palavras-chave: Instituições formais e informais e desempenho organizacional; mensuração, delineamento, comparação e mudança institucional; regulação e ética; arranjo contratual; falhas institucionais.
Líderes:
Natália Rese
Juliano Danilo Spuldaro
Rosalia Aldraci Barbosa Lavarda
Sergio Bulgacov

Explicar desempenhos acima da média e mapear os caminhos para a vantagem competitiva são preocupações fundamentais do campo da estratégia (Schendel & Hofer, 1979; Chakravarthy & Doz, 1992), tanto nas pesquisas relacionadas ao conteúdo quanto àquelas relacionadas ao processo estratégico. A perspectiva de processo permite compreender em detalhe aspectos relevantes de como as estratégias são moldadas e implementadas (Burgelman, Flyd, Laamanen, Mantere, Vaara & Whittington, 2018). Embora a abordagem tradicional da perspectiva de processo tenha se aberto para novos níveis de análise, conjuntos mais amplos de atores e métodos mais robustos de pesquisa ainda há carência de pesquisas norteadas pelo pensamento processual (Langley, 2007). Whittington (1996) lançou um olhar compreensivo sobre a estratégia, fundando a perspectiva da estratégia como prática social, a partir da virada prática das ciências sociais para explicar que a estratégia é um desempenho situado, realizado cotidianamente por uma série de praticantes (Jarzabkowski & Spee, 2009; Vaara & Durand, 2012; Seidl & Whittington, 2014). Entende-se assim que a estratégia é realizada em um nível micro, mas também carrega todos os significados, modelos, ferramentas etc. compartilhados em nível macro. Desde o surgimento da estratégia como prática social, as discussões sobre aproximações e distanciamentos com a abordagem processual da estratégia são constantes (Whittington, 2007) e culminaram em três caminhos: complementar, crítico e combinatório (Burgelman et al., 2018). Neste tema encorajamos a discussão entre as duas perspectivas, a partir das diferentes visões possíveis ? complementar, crítica ou combinatória. São bem-vindos artigos que tragam arranjos conceituais a partir de diferentes perspectivas teóricas que possam articular discussões relativas a processos e práticas na estratégia. Valorizam-se contribuições teórico-empíricas e apresentação de novas metodologias para a aproximação ao fenômeno. Encorajamos ainda a articulação entre diferentes níveis de análise, trabalhando a relação micro-macro que é tão cara à abordagem da estratégia como prática social. São de especial interesse as temáticas relacionadas às práticas desenvolvidas pelos gerentes de nível médio (middle managers), o papel das rotinas na articulação processos e práticas, a dimensão sociomaterial no strategizing, sensemaking, sensegiving e sensebreaking, os elementos de linguagem envolvidos (discursos, narrativas, retórica, vocabulários), o fenômeno da abertura da estratégia (open strategizing), entre outras temáticas de interesse que fazem interface com a discussão proposta. Observamos a presença do tema em diferentes periódicos de relevância contemporânea e também em fóruns internacionais da área de estratégia e organizações. Não obstante, essa discussão no Brasil precisa ser encorajada, de maneira que propomos algumas questões provocativas (mas não exaustivas) em relação ao tema, a exemplo de: Como os gestores, de posse de modelos processuais, realizam a estratégia? Quais as convergências e divergências entre as perspectivas da prática e processuais na realização cotidiana da estratégia? Como se dá o envolvimento do middle manager nesta perspectiva? Como a linguagem é empregada na descrição sistêmico-processual da estratégia? Como artefatos sociomateriais são utilizados nessa realização cotidiana? Como práticas e processos variam em relação à natureza da organização? Que procedimentos metodológicos permitem concatenar as visões da prática e de processo? Que benefícios esses métodos possibilitam? Novas questões são bem-vindas.

Palavras-chave: Estratégia, Práticas Sociais, Processo, Strategizing, Rotinas.
Líderes:
Carlos Ricardo Rossetto
Carlos Eduardo Carvalho
Gloria Charão Ferreira
Angela França Versiani
Jorge Oneide Sausen

A relação entre a estratégia das organizações e a busca da internalização de conhecimentos tem se tornado um tema de destaque no campo da estratégia. Trabalhos que antes se voltavam a identificar práticas de monitoramento ambiental como elementos influentes no comportamento estratégico (Beal, 2000) têm evoluído no sentido de conceber tal comportamento a partir dos processos de aprendizagem ( Volberda, Foss & Lyles, 2014) e dos fluxos de conhecimento (Jeong-Duk & Ji-Hoon, 2017). A difusão do construto capacidade absortiva (Lane et al., 2006), entendido como o conjunto de habilidades voltadas à identificação, interiorização e aplicação organizacional de conhecimentos obtidos no meio externo ( Todorova & Dursin, 2007) tem se constituído, mais recentemente, como importante arcabouço teórico para se entender os resultados estratégicos (Maldonado et al., 2018), tais como os da flexibilidade e da inovação (Zahra & George, 2002). Tal discussão no contexto brasileiro tem se fortalecido sob diversas óticas. Por exemplo, somente para citar alguns trabalhos, deve-se mencionar o trabalho de Engelman et al., (2017) que analisaram a influência do capital intelectual, da capacidade absortiva e da inovação. Adams et al. (2016) comparam a ACAP de indústrias em diferentes contextos internacionais, incluindo empresas brasileiras. Garrido et al. (2017), também, focando empresas do Brasil, verificaram o papel da ACAP mediada pelo comportamento de internacionalização. Considerando a importância identificada do tema e as várias oportunidades de pesquisa atuais envolvendo a estratégia e inovação associadas a capacidade absortiva, propomos os seguintes sub-temas ou descritores: (1) Desenvolvimento da capacidade absortiva; (2) Aprendizagem organizacional e interorganizacional; (3) Capacidade dinâmica; (4) Inovação e internacionalização: tipos e fluxos de conhecimento, rotinas, práticas e processos voltados a aquisição, assimilação, transformação e aplicação de conhecimentos nas organizações; (5) Efeitos e consequências da absorção de conhecimentos; (6) Transferência de conhecimento; (7) Ecossistemas de inovação, (8) Desenvolvimento territorial e suas relações com o conhecimento; (9) Capacidade absortiva individual; (10) Mediadores da capacidade de absorção do conhecimento; (11) Ambidextria organizacional; (12) Sustentabilidade; (13) Inovação social; (14) Teoria institucional; (15) Drives organizacionais (cultura; liderança; estrutura, modelos mentais); (16) Adaptação e Mudança; (17) Capacidade absortiva de times; (18) Microfundamentos da capacidade absortiva e (19) Capacidade absortiva em clusters.

Palavras-chave: Antecedentes da capacidade Absortiva; Intervenientes da Capacidade Absortiva; Mecanismos de integração social; Efeitos da Capacidade Absortiva; Teorias contemporâneas e capacidade absortiva.
Líderes:
Marina Amado Bahia Gama
Jeferson Lana
Rosilene Marcon

Este tema busca discutir os desafios de pesquisa e de implantação estratégica dos aspectos de não-mercado corporativo. Por aspectos de não mercado, esta proposta utilizará os conceitos definidos por Baron (1995), que propõe que são as ações e estratégias empresariais voltadas para atuar sobre os stakeholders sociais e sobre o ambiente regulatório das organizações. O mundo passa por uma turbulência política e social em anos recentes, o que tem trazido urgência sobre estratégias pró-ativas e adaptativas por parte das organizações. Parte destas estratégias diz respeito ao posicionamento e gestão das arenas sociais e políticas, que configuram o ambiente de não-mercado. Na America Latina, por exemplo, é comum que empresas mantenham relações próximas com o governo local (BANDEIRA-DE-MELLO; ARREOLA; MARCON, 2012, GAMA; BANDEIRA-DE-MELLO; SPULDARO, 2018). Dado este contexto, esta proposta busca endereçar as seguintes questões: a) como a teoria explica as relações entre empresas e governo ou empresas e causas sociais? Quais as lacunas presentes especificamente no caso da America Latina? Quais as oportunidades de pesquisa presentes na America Latina dadas as informações e dados disponíveis? Qual o melhor mecanismo e canal de não-mercado para que as empresas lidem com aspectos específicos sociais ou de regulação política? Qual o futuro da responsabilidade social corporativa enquanto estratégia de não-mercado? Finalmente, como as empresas brasileiras estão adaptando suas estratégias de não-mercado após os choques institucionais recentes?

Palavras-chave: Estratégia de não-mercado, Atividades políticas corporativas, Responsabilidade social corporativa, Stakeholders Social, América Latina.
Líderes:
Felipe Mendes Borini
Manuel Portugal Ferreira
Christian Daniel Falaster
Claudia Frias Pinto
Cristina Lelis Leal Calegario

Este tema se caracteriza pela investigação do ambiente institucional de negócios e sua relação com os negócios internacionais das empresas na vertente de internacionalização e estratégia internacional. A abordagem institucional em negócios internacionais complementa o tripé proposto por Mike Peng (2002) e a pesquisa sobre diversas questões institucionais se tem intensificado nos últimos anos analisando desde as instituições formais e informais, o papel de instituições (e disfunções, ou ineficiências) específicas como sejam a corrupção, as instituições legais e financeiras, as dimensões culturais, mas, também, estendendo a atuação de empresas multinacionais e como estas definem a sua atuação internacional em face dos quadros institucionais idiossincráticos de cada país. Neste contexto, os estudos sobre empresas asiáticas, e especialmente chinesas, tem sido abundante e ainda é emergente o aprofundamento sobre países e empresas de outras origens como é o caso da América Latina e das multilatinas. As instituições formais e informais que caracterizam o ambiente institucional em cada país podem influenciar a atuação internacional das multinacionais em aspetos como o modo de entrada, o grau de comprometimento, a competitividade, o papel das subsidiárias, a seleção dos mercados para onde internacionalizar, o modo de interface entre empresas e agentes públicos e privados onde se incluem os agentes governamentais, entre vários outros aspectos que caracterizam a pesquisa em negócios internacionais. Também, a diversidade institucional entre países dificulta a atuação global das empresas exigindo, além de eventuais adaptações de produtos e marketing, também adaptações na forma de gerenciar as operações.
Desta forma, este tema busca trabalhos que abordam assuntos como os seguintes, não estando restrita a estes:

Ineficiências e vazios institucionais em negócios internacionais
O efeito das instituições formais e informais em operações globais
A Estratégia das empresas multinacionais sob o efeito das instituições de país de origem e destino
Mudança e co-evolução institucional e a atuação dentre empresas multinacionais
Incerteza institucional e modos de entrada e expansão internacional
Distâncias institucionais e modos de entrada e gestão internacional
Influência do governo na internacionalização
Corrupção, conexões políticas e risco político em negócios internacionais
Processos de internacionalização envolvendo mercados emergentes
Processos de internacionalização na América Latina
Multinacionais de países emergentes e a vantagem/desvantagem internacional

Palavras-chave: Instituições, governo, economias emergentes, economias da américa Latina, evolução e mudança institucional.
Líderes:
Adriana Fumi Chim-Miki
Rosa Maria Batista-Canino
Vinicius Farias Moreira

Uma análise bibliométrica realizada por Batista-Canino et al.(2016) mostrou um interesse crescente em estudos sobre coopetição, pois, no banco de dados Scopus e Web of Science, em 1996, cinco artigos foram publicados, porém, em 2017, foram 59 artigos. Mais de 60% dessas pesquisas estão publicadas em periódicos indexados pelo JCR, ou seja, é um tópico expressivo para a gestão organizacional e estratégica. O continente europeu lidera o ranking de artigos publicados, mas 66% dos acadêmicos da coopetição são afiliados a oito países, Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Finlândia, Taiwan, Itália e Brasil. Considerando esses fatos, acreditamos que a ANPAD deveria incentivar a produção de estudos sobre este tema e sua relação com outras áreas da gestão, tais como o desenvolvimento regional baseado em estratégias de coopetição, bem como repensar a análise de cluster baseada no comportamento de coopetição , etc.
A literatura reconhece o termo Coopetição como um modo diferente de fazer negócios no qual a cooperação ocorre entre concorrentes (Bengtsson & Kock, 2000, 2014; Della Corte & Sciarelli, 2012; Luo, 2007; Wang & Krakover, 2008; e outros) e, tende a consolidar um novo paradigma de competitividade: a Coopetitividade (Chim-Miki & Batista-Canino, 2017a). A pesquisa sobre coopetição se concentra nos motivos, na probabilidade, na interação entre firmas, processos e resultados (Bengtsson & Kock, 2014) e, indica que esse comportamento híbrido ocorre em nível interorganizacional, intraorganizacional. A evolução dos mercados sugere que é um ponto-chave na ?octopus strategy? utilizada pelas corporações globais (Cygler, Gajdzik & Sroka, 2014). Nesse sentido, a coopetição permite que as corporações criem um ambiente onde a competição existe entre redes e não mais entre empresas individualmente, portanto pertencer a uma rede que cubra a maioria dos atores de uma indústria é uma estratégia de sucesso. Este contexto está mudando a competitividade, e assim, alguns pesquisadores estão repensando as perspectivas do cluster e de desenvolvimento regional com base nas estratégias de coopetição (Leite et al., 2009; Dahl, Kock e Lundgren-Henriksson, 2016; Chim-Miki, Moreira e Batista-Canino), 2018; Felzensztein, Gimmon & Deans, 2018).
Um corpo crescente de evidências empíricas mostram que a estratégia de coopetição tem vários impactos positivos, como aumentar o tamanho dos mercados ou criar novos, reduzir custos por estratégias de co-marketing, inovação, conhecimento compartilhado, e aumentar a eficiência da utilização de recursos (Czakon & Czernek, 2016; Ritala, Golnam, Wegmann, 2014; Della Corte & Aria, 2016). No entanto, embora o recente crescimento nos estudos publicados sobre coopetição, muitas lacunas e questões-chave permaneçam sem resposta e o Brasil pode ser um driver de thinkers da coopetição. Assim, propomos que o EnANPAD2019 reuna estudos que destacam o desenvolvimento de redes interorganizacionais baseadas na estratégia de coopetição. Tópicos adequados incluem (mas não estão limitados a):
? Coopetição em clusters regionais e global value chain
? Ecossistemas empreendedores e estratégias de co-empreendedorismo
? Coopetição intra-organizacional: perfil dos co-intraempreendedores
? Educação empresarial para empreendedorismo coopetitivo
? Coopetition e empreendedores co-inovadores
? Estratégias de coopetição e co-marketing
? Coopetição e competitividade regional
? Criação e apropriação de valor na coopetição
? Lógicas institucionais de coopetição
? Gerenciamento das tensões de coopetição

Palavras-chave: Coopetição, Competitividade, Desenvolvimento regional coopetitivo, Co-empreendedorismo, Criação e apropriação de valor.
Líderes:
Clandia Maffini Gomes
Marcos Cohen
Flavio Hourneaux Junior
Renata Peregrino de Brito
Raquel da Silva Pereira

O compromisso com o desenvolvimento sustentável requer a integração da inovação e da sustentabilidade na estratégia e nas operações das organizações por meio da adoção de novos valores que não considerem apenas aspectos econômicos, mas também incorporem métricas não financeiras, valores éticos, sociais e ambientais. Dessa forma, o tema proposto se subdivide em três grandes eixos, detalhados a seguir.

1.Estratégias Organizacionais para a Sustentabilidade

Esse eixo aborda as teorias, conceitos e práticas relacionadas aos processos de concepção, implementação e avaliação das estratégias com vistas à sustentabilidade em organizações públicas, privadas ou do terceiro setor, propondo-se a discutir os desafios estratégicos para a transição das organizações rumo à sustentabilidade. Os tópicos abrangidos são: estratégias competitivas e colaborativas para o alcance da sustentabilidade socioambiental das organizações; projetos estratégicos sustentáveis; criação de valor sustentável para os múltiplos stakeholders das organizações; estratégias funcionais sustentáveis; gestão estratégica da sustentabilidade na cadeia de valor; estratégias para implantação de ecoparques industriais e economia circular. Busca-se estimular, também, a discussão dos fatores motivadores e limitantes da adaptação das empresas, mudanças nas rotinas e o desenvolvimento de capacidades dinâmicas sociais e ambientais. Além disso são encorajadas pesquisas sobre modelos de mensuração da sustentabilidade e do desempenho socioambiental; balanced scorecard sustentável; abordagem do Triple Bottom Line, indicadores relativos aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

2. Modelos de Negócios Inovadores e Sustentáveis

Nesse eixo são abordados os conceitos e práticas relacionadas aos novos modelos de negócios que buscam alcançar a sustentabilidade por diferentes caminhos, causando, sobretudo, impactos positivos de natureza social e ambiental. O eixo abrange tópicos como: estratégias relacionadas ao empreendedorismo social, ambiental e sustentável; projetos sociais e ambientais estratégicos das empresas; corporações B; negócios de impacto social e /ou ambiental; negócios voltados para a base da pirâmide; modelos de negócio com base na economia compartilhada e economia circular; estratégias de financiamento para projetos e negócios sociais e ambientais; parcerias institucionais para negócios e projetos socioambientais. A principal preocupação consiste em discutir a criação de negócios orientados estrategicamente para a sustentabilidade por meio da aplicação de modelos de negócios inovadores, que permitam o gerenciamento sistemático de práticas sociais e ambientais.

3.Estratégias e Mudanças Climáticas
Mudanças climáticas e os impactos de eventos climáticos extremos representam uma grande ameaça às operações das empresas e ao desenvolvimento de uma estratégia de longo prazo. De um lado, as empresas enfrentam cada vez mais pressão para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Por outro lado, as operações, os ativos e as cadeias de suprimentos das empresas estão ameaçados pela crescente ocorrência de eventos climáticos extremos. A relevância dos estudos sobre adaptação a mudanças climáticas não está apenas na identificação dos fatores motivadores e limitantes, mas também no reconhecimento de que mudanças nas rotinas e o desenvolvimento de capacidades precisam de um contexto adequado para serem percebidas e assimiladas. Assim, este eixo busca estimular discussões que analisem como as empresas incorporam a mudança climática em seu planejamento estratégico e promovem a adaptação dos seus recursos.

Palavras-chave: Sustentabilidade Organizacional, Estratégias Socioambientais, Estratégias Climáticas, Modelos de Negócios Inovadores Sustentáveis.
Líderes:
Adriana Roseli Wunch Takahashi
Marcos Vinícius Pereira Correa

O objetivo dessa proposta de tema é avançar no entendimento a respeito da natureza situada e processual das capacidades dinâmicas. As capacidades dinâmicas representam uma perspectiva teórica relevante para analisar a renovação estratégica e o crescimento sustentável das organizações em contextos de mudança (TEECE; PISANO; SHUEN, 1997; 2018; MAKADOK, 2001; HELFAT; PETERAF, 2003; WILDEN, DEVINNEY, DOWLING, 2016). A abordagem das capacidades dinâmicas tem se destacado nos últimos anos como um campo teórico que busca compreender como os recursos, rotinas e capacidades estão imbricadas no processo de renovação estratégica e busca pela vantagem competitiva nas organizações (PETERAF; STEFANO; VERONA, 2013; PETERAF; TSOUKAS, 2017).

Apesar do desenvolvimento teórico do campo das capacidades dinâmicas, destaca-se ainda uma lacuna de pesquisa capaz de descentralizar a figura do CEO ou alta gerência, analisando o caráter situado e de interação entre diferentes atores no fazer estratégico relacionado ao processo de reconfiguração dos recursos (SALVATO; RERUP, 2011; FELDMAN; WORLINE, 2011; RÉGNER, 2015; KOUME; LANGLEY, 2017). Explorar tal lacuna de pesquisa está imbricado em reconhecer que novas abordagens teóricas e epistemológicas são necessárias para explicar as novas dinâmicas existentes no mundo do trabalho e das organizações. Nesse sentido, compreender as nuances da mudança organizacional está em ir explorar diferentes níveis de análise a respeito de como as interações sociais que estruturam e recompõem recursos ao longo do tempo.

Esta chamada de trabalhos ter por objetivo aproximar outras perspectivas teóricas que supram as lacunas teóricas e metodológicas a respeito da natureza processual das capacidades dinâmicas, principalmente no tocante à recursividade entre as dimensões micro e macro da estratégia (PARMIGIANI; HOWARD-GRENVILLE, 2011; SALVATO; RERUP, 2011; JARZABKOWSKI; LE; SPEE, 2016). Considerar a aproximação dos elementos da natureza micro da realidade organizacional com os produtos da ação dos atores envolve reconhecer como emoções, criatividade, capacidades, recursos e rotinas se integram e estruturam a realidade organizacional. Reconhecer o entrelaçamento entre atores, artefatos e rotinas permite desvelar que os recursos da organização não são estanques ou independentes de seu contexto, uma vez que é a partir da ação que os recursos são transformados (FELDMAN, 2004). Com isso, os tópicos de interesse incluem:

RECURSOS: Como a mudança de recursos pode ser compreendida enquanto processo? Como diferentes atores organizacionais podem estar engajados na mudança de recursos?

ROTINAS DINÂMICAS: Como as rotinas dinâmicas suportam o desenvolvimento das capacidades dinâmicas? Como as dimensões de Sensing, Seizing e Reconfiguring estão imersas em diferentes rotinas? Como a interdependência de rotinas orientam a renovação estratégica?

CRIATIVIDADE: Como a dimensão da criatividade pode contribuir no entendimento a respeito da análise do ambiente e reconfiguração de recursos? Como diferentes atores organizacionais se engajam de maneira criativa para desenvolver novos recursos?

PROCESSOS DE INOVAÇÃO: Como diferentes processos de inovação podem contribuir com o desenvolvimento de capacidades dinâmicas?
Como as empresas desenvolvem capacidades dinâmicas para inovação de seus modelos de negócio?


Palavras-chave: Capacidades Dinâmicas , Dinamismo Ambiental , Renovação Estratégica , Recursos , Rotinas Dinâmicas.
FIN - Finanças

Coordenador: Wilson Toshiro Nakamura - PPGA/Mackenzie

Comitê Científico:
Angela Cristiane Santos Póvoa - PPAD/PUCPR
Joséte Florêncio dos Santos - PROPAD/DCA/CCSA/UFPE
Luiz Eduardo Teixeira Brandão - IAG/PUC-Rio
Líderes:
Karem Cristina de Sousa Ribeiro (PPGA/FAGEN/UFU)
Roberto Frota Decourt

Decisões de financiamento, decisões de investimento, fusões & aquisições, política de dividendos e gestão de recursos de curto prazo

Palavras-chave: Decisões de Financiamento, Decisões de Investimento, Fusões e Aquisições, Política de Dividendos, Gestão de Ativos e Passivos de curto prazo.
Líderes:
Vicente Lima Crisóstomo (PPAC/UFC)
Henrique Castro Martins

Estudos sobre os mecanismos de governança corporativa para redução de custos de agência,

Palavras-chave: Mecanismos de Governança, Conselho de Administração, Remuneração de Executivos, Problemas de Agência, Estrutura de Propriedade.
Líderes:
Marcelo Cabus Klotzle (IAG/PUC-Rio)
Eli Hadad Jr.

Riscos de mercado, de crédito e operacional. Estratégias de gestão de riscos. Mercados de derivativos financeiros, de commodities e outros: termo, futuros, opções e swaps. Apreçamento de derivativos.

Palavras-chave: Riscos de Mercado, de Crédito e Operacional, Estratégias de Gestão de Risco, Derivativos Financeiros, Derivativos de Commodeties, Apreçamento de Derivativos.
Líderes:
Andrea Mª Accioly Fonseca Minardi (Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Robert Iquiapaza

Avaliação de projetos de investimento, incluindo opções reais. Investimentos em ativos individuais e carteiras. Modelos de apreçamento de ativos (renda fixa e ações). Avaliação de desempenho de fundos. Avaliação de empresas.

Palavras-chave: Projetos de Investimento, Opções Reais, Carteiras de Investimento, Apreçamento de Ativos, Desempenho de Fundos.
Líderes:
Anderson Luiz Rezende Mól (PPGA/UFRN)
Roy Martelanc

Gestão e avaliação de instituições financeiras e aspectos regulatórios dos mercados. Globalização financeira e integração de mercados.

Palavras-chave: Gestão Bancária, Regulação do Mercado, Globalização Financeira, Integração de Mercados, Crises Financeiras.
Líderes:
Orleans Silva Martins (PPGA/UFPB)
Newton Carneiro da Costa Jr.

Estudos sobre o comportamento dos agentes, a tomada de decisão, a Teoria do Prospecto, heurísticas e vieses cognitivos, entre outras abordagens. Análise da eficiência e anomalias dos mercados.

Palavras-chave: Comportamento do Investidor, Teoria do Prospecto, Heurísticas e Viéses Cognitivos, Anômalias de Mercado, Neurofinanças.
Líderes:
Graciela Dias Coelho Jones
Tarcísio Pedro da Silva
Moacir Manoel Rodrigues Junior

O tema proposto refere-se à folga financeira, defendida por Campos e Nakamura (2015) como uma das maneiras de se criar folga organizacional, geralmente distinguida entre dois aspectos: a) liquidez, sendo a folga financeira de curto prazo, admitida por ativos circulantes em excesso mantidos pela organização; e, b) poder de empréstimos, dimensionada como folga financeira de longo prazo e caracterizada como a capacidade da empresa de emitir dívida quando necessário.
Como tópicos para submissão de artigos propõe-se: (a)relação entre folga financeira e estrutura de capital; (b) relação entre folga financeira e distribuição de dividendos; (c) folga financeira em empresas dos países da América Latina.
Décadas já se passaram desde os primeiros trabalhos sobre o tema estrutura de capital. Estudos anteriores afirmaram que não se conhecia a política de dividendos de uma empresa, mas que mudanças significativas na estrutura de capital forneciam informações aos investidores (MYERS, 1984). Mesmo com o desenvolvimento de estudos empíricos ao longo das décadas, ainda não se tem um conhecimento profundo dos fatores que determinam o endividamento de uma empresa. Como justificativa para o tema destaca-se que um dos principais fatores que pode impactar na escolha de estrutura de capital por parte das organizações é a folga financeira. A compreensão da folga financeira e sua relação com a estrutura de capital é imprescindível, visto que esta relação impacta no valor da empresa e na capacidade destas de se manterem competitivas no mercado (PAMPLONA; PADILHA; SILVA, 2018).

Palavras-chave: Estrutura de capital, Folga financeira, Desempenho Financeiro, Gestão de caixa e liquidez, Endividamento.
GOL - Gestão de Operações e Logística

Coordenadora: Susana Carla Farias Pereira - FGV/EAESP

Comitê Científico:
Alexandre Reis Graeml - PPGA/UTFPR
Mônica Cavalcanti Sá de Abreu - PPGA/UFC
Ricardo Silveira Martins - CEPEAD/FACE/UFMG
Líderes:
Marcos Paulo Valadares de Oliveira (UFES)
Andrew Beheregarai Finger (UFAL)

As estratégias das operações e logísticas buscam alinhar as estratégias da organização à estratégia das redes de negócios. Isso implica entender as preferências e necessidades dos clientes e alinhar os processos internos para convergirem para o melhor desempenho naqueles critérios que originam as verdadeiras fontes de vantagens competitivas. Desta forma, o estudo dos processos para a sua definição em busca da maximização dos critérios de desempenho das operações são estratégicos. E a logística é uma dessas operações de grande impacto nas organizações, com os seus processos ancorado principalmente nas atividades de transporte, definição do estoque, no uso das informações dos pedidos e outras e nas definições sobre as localização e instalações. Tudo isso do universo das operações e da logística, suas estratégias e suas formas de gestão, condicionam o posicionamento das empresas nas redes de suprimentos em termos de seu desempenho, sua capacidade de resposta e sua participação na formação de parcerias de redes de sucesso ou não. Essas são as principais preocupações deste track.

Palavras-chave: Estratégias de operações, Estratégias de transporte, Estratégias de estoque, Instalações, Redes de distribuição.
Líderes:
Minelle E. Silva, Universidade de Fortaleza
Simone Alves Pacheco de Campos
Alexandre de Oliveira e Aguiar (Universidade Nove de Julho)

Ao longo dos anos, a gestão de operações tem se deparado com demandas que vão além de sua perspectiva tradicional de eficiência e produtividade. Com uma prática que considera os aspectos intra- e interorganizacionais, percebe-se que um novo olhar para o comportamento moral dos gestores e para a ética entre os membros da cadeia de suprimento (Beske e Seuring, 2014), suscita a necessidade de se pensar indicadores direcionados à promoção de sustentabilidade na cadeia de suprimento. Sabe-se que o corrente debate neste contexto demonstra maior ênfase dos estudos em relação as preocupações ambientais, todavia entende-se que está nas questões sociais o maior desafio para a gestão de operações, uma vez que estas precisam ser gerenciadas de formas múltiplas (Yawar e Seuring, 2017).

Na busca por minimizar a concentração de discussões nos países da América do Norte e da Europa (Gold e Schleper, 2017), abre-se o debate voltado para países em desenvolvimento, em especial no contexto da América Latina, onde são diversos os aspectos que devem ser considerados na busca por sustentabilidade (Fritz e Silva, 2018). Para os autores, os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) podem ser considerados, o que levaria, por exemplo, a mais estudos voltados à redução da pobreza (ODS #1) e busca por produção e consumo mais sustentáveis (ODS #12). Assim, podem ser submetidas pesquisas tanto com uma visão tradicional de gestão de operações para sustentabilidade, que visam mitigar os impactos ambientais e o uso mais eficiente dos recursos naturais, e contempla estudos sobre tecnologias, modelos de gestão e ferramentas para reduzir os impactos ambientais e sociais decorrentes das atividades produtivas.

A partir desta visão, entre os possíveis tópicos envolvidos estão:

- sistemas de gestão ambiental e rotulagem ambiental,
- estudos de impacto ambiental e licenciamento, custos ambientais, análise de riscos, tecnologias de produção mais limpa
- avaliação do ciclo de vida do produto
- gerenciamento de passivos ambientais e auditoria ambiental
- tecnologias de controle de poluição ambiental, gestão de resíduos sólidos, gestão de recursos hídricos e controle da poluição atmosférica.
- desenvolvimento de produtos ou serviços sustentáveis, transporte sustentável; eco-design; e eco-inovação.
- estratégias climáticas; projetos de adaptação e mitigação das emissões de gases do efeito estufa (GEE);
- mercado de carbono e mecanismos de desenvolvimento limpo
- projetos de energia renovável; tecnologias para redução do consumo de energia, energia limpa e eficiência energética
- relação entre responsabilidade socioambiental e resultados do negócio
- métodos e critérios de seleção e monitoramento socioambiental de fornecedores
- capital social, confiança e colaboração entre membros da cadeia de suprimento
- responsabilidade compartilhada e seus reflexos nas operações
- desempenho e indicadores de sustentabilidade em operações
- certificações socioambientais - motivações, implantação e resultados (ex. Fair-trade)
- tecnologias sociais e novos modos de operação
- direitos humanos e trabalhistas na gestão das operações (ex. Modern Slavery)
- objetivos do desenvolvimento sustentável e a contribuição da gestão de operações sustentáveis

Tais temas demonstram a multiplicidade de possibilidade relacionadas à este tema. Assim, convidamos toda comunidade acadêmica envolvida com sustentabilidade na gestão de operações, no contexto intra- e interorganizacional, a submeter suas pesquisas e relatos técnicos no sentido de avançar o debate sobre esta temática.

Palavras-chave: Sustentabilidade em cadeias de suprimento, Gestão socioambiental de Operações, Gestão Ambiental, Responsabilidade Social, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Líderes:
Simone Sehnem (UNOESC e UNISUL)
Fernando Viana (UNIFOR)
Márcia Dutra de Barcellos (UFRGS)

Antecedentes da economia circular. Práticas de economia circular. Transição do modelo linear de produção para o modelo circular. Barreiras para operacionalizar a economia circular. Modelos de negócios circulares. Alternativas comerciais circulares, por exemplo, aluguel, leasing, economia compartilhada. A dimensão social na economia circular. Reformulação de produtos e cadeias de suprimentos para a economia circular. Modularização e aproveitamento em cascata. Reutilização de produtos, componentes e materiais. Economia circular e comunicação com o mercado. Cidades sustentáveis e economia circular. Indicadores de desempenho em economia circular. Ecossistemas industriais e circularidade de recursos. Mudanças institucionais rumo à economia circular. Eco-design, Eco-parques industriais, gestão sustentável da cadeia de suprimentos; cadeia de valor sustentável; logística reversa; remanufatura; descarte e obsolescência programada; cadeia de suprimento verde, Redução. Reúso. Reciclagem. Reclassificação. Renovação. Políticas públicas rumo a economia circular. Custo de fabricação e economia circular.
Justificativa da sua atualidade: em um ambiente com recursos finitos, desmaterializar, remanufatura, remodelar, modularizar via aproveitamento em cascata, otimizar o uso de recursos, recuperar, regenerar via ciclos técnicos e biológicos, se tornam premissas fundamentais para geração de desenvolvimento e progresso. Além disso, o potencial de fontes de energias limpas e sustentáveis, a exemplo da energia solar, eólica, biomassa, utilização de energias derivadas de resíduos, são necessidades demandadas pelas organizações. Sobretudo, pensar no uso dos materiais em ciclos contínuos, desde a fabricação, uso, recuperação, desmonte e re-fabricação. Portanto, buscar gerar valor a partir daquilo que antes era descartado pela indústria, reinserindo materiais na cadeia produtiva e reduzindo a dependência de recursos naturais. Por fim, consiste em gerar sistemas integrados de soluções sustentáveis, pautados em modelos de negócios cujas premissas são a regeneração, compartilhamento, otimização, ciclagem, virtualização e trocas. Esses modelos pressupõem o fornecimento circular, a recuperação de recursos, a extensão da vida útil dos produtos, plataformas de compartilhamento e oferta de produtos como serviços. Todos os aspectos apontados precisam ser abordados numa abordagem multinível, gerando um upgrade de tecnologia embarcada nos produtos ofertados à sociedade, de dispositivos para acesso a produtos e serviços e de obsolescência programada, que permite reintroduzir materiais nas cadeias de produção de modo a reduzir a pegada ecológica e os passivos ambientais, gerando inclusão social e benefícios econômicos.c

Palavras-chave: Economia Circular, Modelos de Negócios Circulares, Ecossistemas Industriais Circulares.
Líderes:
Sérgio Castro Gomes (UNAMA)
Antonio Cordeiro de Santana (UNAMA)
Mariluce Paes de Souza (UNIR)

O tema se propõe discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais dos processos produtivos agrícolas e de produtos florestais madeireiros (PFM) e não madeireiros (PFNM), a partir da perspectiva teórica de gestão da cadeia de valor inclusiva, sustentável e global com foco na gestão das operações nos elos de processo, produção, inovação e logística. Após a Rio92 os produtos agropecuários e das florestas brasileiras passaram a sofrer maior controle relativo à procedência, manejo, boas práticas de produção, comercialização e aproveitamento de resíduos. O Brasil tem 54,0% do seu território coberto por florestas nativas com biomas como o da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, em que a atividade agropecuária, a exploração de madeira de floresta natural e de floresta planta, o açaí, a erva-mate nativa, pinhão, folhas de eucalipto e resina, a castanha-do-Brasil, óleos de andiroba e copaiba, a cera de pó de carnaúba, as amêndoas de babaçu e a fibra de piaçava entre outros são explorados e promovem a geração de emprego e renda para milhares de famílias que desenvolvem a extração desses produtos e prestam serviços sociais e ambientais ao planeta colaborando para redução do efeito estufa e para reduzir os efeitos das mudanças climáticas.
De acordo com Ministério do Meio Ambiente o Produto Madeireiro é todo o material lenhoso passível de aproveitamento para serraria, estacas, lenha, poste, moirão, entre outros e os Produtos Não Madeireiros são produtos florestais não-lenhosos de origem vegetal, tais como resina, cipó, óleo, sementes, frutos, plantas ornamentais, plantas medicinais, entre outros, bem como serviços sociais e ambientais, como reservas extrativistas, sequestro de carbono, conservação genética e outros benefícios oriundos da manutenção da floresta.
Os Tópicos para submissão de artigos podem ser ? aspectos relacionados a:
- Efeitos de mudanças climáticas na produção de PFM e PFNM;
- Geração de energia a partir de resíduos florestais
- Boas práticas de produção e comercialização de PFM e PFNM;
- Valoração de serviços ecossistêmicos e sociais dos ativos naturais;
- Extrativismo sustentável e segurança alimentar;
- Políticas públicas, inclusão social e desempenho da produção e comercialização de PFNM;

Palavras-chave: recursos naturais florestais, impactos de mudanças climáticas na produção, geração de energia a partir de resíduos, extrativismo sustentável, Valoração de serviços ecossistêmicos e sociais dos ativos naturais.
Líderes:
Leonardo Marques
Peter Wanke
Ricardo Martins

Este Tema convida artigos que utilizem métodos quantitativos em Operações, com foco especial em métodos emergentes e sub-utilizados em nossa área, com destaque para: Operações comportamentais, Social Network Analysis e Soft computing. Nossa área de conhecimento vêm enfatizando a necessidade de avançar além de métodos consagrados como estudos de caso e surveys, para permitir avanço do conhecimento. A diversidade de métodos permite triangulação metodológica, o que é fundamental para preencher lacunas que a repetição de métodos mais consagrados acaba falhando em esclarecer. Destacamos a seguir três frentes prioritárias.
A primeira frente trata de Operações Comportamentais. Esta frente tem tradição em Marketing e estuda decisões não-hiper-racionais. Uma abordagem trata de Experimentos comportamentais, estudando comportamentos que (i) não sejam motivados por interesse próprio, e/ou (ii) não sejam conscientes, e/ou (iii) não otimizem uma função objetivo. Exemplos incluem o uso de vignettes, onde um cenário é descrito para os participantes, que respondem ou fazendo uma escolha, ou julgando as opções baseados em uma escala likert (Croson et al., 2013). Uma segunda abordagem trata de Pesquisa Operacional comportamental, proposta por Hämäläinen et al. (2013), que mostra como os aspectos comportamentais devem ser inseridos no processo de decisão dos agentes sem desprezar os modelos matemáticos. Pretende-se analisar o impacto humano no processo de utilização de métodos de investigação na resolução de problemas e na modelagem do comportamento humano.
A segunda frente foca em Social Network Analysis (SNA), que permite o contraste entre questões no nível do indíviduo, da díade, e da rede (Borgatti & Li, 2009). SNA investiga relações interpessoais como variáveis de explicação para fenômenos em redes de suprimentos, permitindo discussões sobre confiança, poder, dependência, interdependência, acesso e controle de informação, entre outros (Galaskiewicz, 2011). Este método atende a crescente chamadas para a necessidade de estudos em gestão da cadeia de suprimentos que explorem além da unidade de análise de firmas individuais (Carter et al., 2015; Miemczyk et al., 2012; Walker et al., 2014).
Como terceira frente destacamos soft computing, que, ao contrário da pesquisa operacional clássica, lida com modelos aproximados e fornece soluções para problemas complexos da vida real (Ibrahim, 2016). A soft computing é baseada em técnicas como lógica difusa, algoritmos genéticos, redes neurais artificiais, aprendizado de máquina e sistemas especialistas. Embora a teoria e as técnicas de soft computing tenham sido introduzidas pela primeira vez na década de 1980, ela agora se tornou uma importante área de pesquisa e estudo em diferentes operações, na logística e e na gestão da cadeia de suprimentos.
O espaço a ser criado neste Tema visa não só explorar métodos na fronteira do conhecimento em Operações, mas também incentivar pesquisas multi-método, que combinem estudos qualitativos e quantativos, bem como dados objetivos e subjetivos, e estudos multi-nível, combinando múltiplas unidades de análise (Carter et al., 2015). Nosso convite (e provocação) à comunidade é explorar a Fronteira Metodológica em Operações, propondo o aumento da plularidade de métodos na divisão GOL do ENANPAD como ponto de partida para uma publicação acadêmica em Operações mais plural no longo prazo.

Palavras-chave: Operações Comportamentais, Experimentos Comportamentais, Social Network Analysis, Soft Computing, Pesquisa multi-método.
Líderes:
Cristiane Biazzin
Patricia Guarnieri
Priscila Laczynski de Souza Miguel
Verônica Angélica Freitas de Paula

Desde o final da década de 1970, muitos autores têm evidenciado a importância de encarar de forma estratégica a função de compras e de relacionamentos entre organizações (FARMER, 1978; FREEMAN; CAVINATO, 1999; KISER, 1976; MONCZKA, 1992; PEARSON; GRITZMACHER, 1990; RECK; LONG, 1988; SPEKMAN, 1989; SPEKMAN; HILL, 1980; SPINA et al., 2013), bem como a necessidade de incorporar e alinhar a área de Compras às decisões estratégicas da empresa (WATTS at al., 1995; NARASIMHAN e CARTER, 1998; GONZALEZ-BENITO, 2007).

A área de Compras pode ser considerada como uma das funções mais complexas dentro de uma organização. Diante da variedade de decisões e seu impacto nos resultados (financeiros e operacionais) da organização e na cadeia de suprimentos, fatores como relacionamentos, velocidade e acuracidade para tomada de decisões passam a ser pontos relevantes neste processo. Mais recentemente, a área de Compras passou a considerar novos critérios de desempenho na escolha de seus fornecedores, como risco, sustentabilidade, tecnologia e inovação. De forma ampla, a organização precisa compreender como utilizar a área de Compras de forma a criar valor e continuamente lidar com a complexidade de informações e direcionar caminhos assertivos (SCHOENHERR; SPEIER-PERO, 2015).

No que tange aos fornecedores, Mohr e Spekman (1994) já enfatizaram que relacionamentos de longo prazo entre compradores e fornecedores são relacionamentos estratégicos intencionais entre empresas independentes que compartilham metas, buscam benefícios mútuos e reconhecem um alto nível de mútua interdependência. Lambert (2004) reforça que a chave para a integração na cadeia de suprimentos é justamente determinar quais membros são críticos para o sucesso da empresa e da cadeia, e alocar atenção gerencial e recursos a estes membros, com os quais é viável a constituição de parcerias. Assim, nos processos de compra, a criação destes relacionamentos ocorre, primeiramente, com a intenção de adquirir vantagem competitiva e, depois, evoluem para a resolução de problemas conjuntos e para resolver situações conflitantes (MOHR; SPEKMAN, 1994). Lambert (2004) ressalta ainda a importância em se estabelecer relacionamentos com fornecedores-chave, que podem prover os clientes com a competência necessária para desenvolver novos produtos, novas tecnologias e novos processos. Por outro lado, muitas das pesquisas em gestão de relacionamentos presumem simetria de poder nos relacionamentos e não avaliam como isto influencia na distribuição de valor entre as partes (ADEGBESAN; HIGGINS, 2010; CROOK; COMBS, 2007; BRITO; MIGUEL, 2017).

Pesquisas também indicam que existem diferenças significativas entre as formas de organização da área de compras dos setores público e privado, em especial devido ao papel que as contratações públicas desempenham na consecução de objetivos governamentais mais abrangentes do que a simples busca por lucro (ARLBJØRN; FREYTAG, 2012; JOHNSON; LEENDERS; MCCUE, 2003; MURRAY, 2001; ZHENG et al., 2007).

Spina et al. (2013) afirmam que, apesar do aumento de publicações sobre o tema, o campo ainda não pode ser considerado maduro. Há oportunidades de pesquisas usando diferentes metodologias e perspectivas, tais como pesquisas que explorem o lado do fornecedor. O uso de multidisciplinaridade no campo também é um tema a ser explorado.

Palavras-chave: Compras sustentáveis, Gestão de compras públicas e privadas, Gestão de riscos na cadeia de suprimentos, Relacionamentos comprador-fornecedor, Tecnologia em compras e relacionamentos.
Líderes:
EDUARDO ARMANDO
ILAN AVRICHIR
INGRIDI VARGAS BORTOLASO
LUCIANA MARQUES VIEIRA
MÁRCIO LOPES PIMENTA

O termo cadeias globais de valor (GVC ) é uma abordagem que analisa o fenômeno do fatiamento dos processos de produção entre atores localizados em vários países. A produção se dá através de uma sequência de atividades, em que cada uma agrega algum valor ao que foi adicionado pelos elos anteriores. A sequência dessas atividades é descrita e analisada, desde a sua concepção até produção e uso final, bem como é examinada a relação entre trabalhos executados, tecnologias, padrões, regulamentos, produtos, processos e mercados de cada local específico, com o propósito de entender como se inter-relacionam e influenciam, bem como a estrutura e a dinâmica das cadeias (Gereffi & Fernandez-stark, 2016).

Dessa forma, a GVC dá atenção particular à questão de como e porque a distribuição de atividades entre regiões e países permite a cada elo se apropriar do valor gerado ao longo da cadeia. A abordagem GVC tem foco no fato de que, com frequência, empresas e agrupamentos produtivos de países emergentes desenvolvem atividades que lhes permite captar pouco valor relativamente ao que obtém os elos da cadeia localizados nos países desenvolvidos (Kaplinsky & Morris, 2016). Pergunta-se o porquê disso e busca soluções para esse fenômeno, o qual afeta negativamente a possibilidade de upgrading econômico, social e ambiental desses países. É, portanto, uma abordagem que tem interesse particular para países emergentes e ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

Já o termo redes de produção (RP), engloba as redes locais de negócios que são formadas para interligar atores melhorando a dinâmica relacional gerando externalidades positivas, como o acesso a recursos e capacidades externas, sendo entendida como uma parte da interação entre atores, atividades e recursos interdependentes. Os momentos de cooperação e competição poderão produzir benefícios maiores do que aqueles alcançados por uma estratégia de atuação individual. Analisa-se quanto a relacionamento colaborativo pode contribuir para evolução da estrutura da rede de negócios e criação de valor, em comparação a competir.

O Tema GVC & RP da Divisão GOL abrange diversos aspectos, incluindo principalmente:
1. Mudanças tecnológicas e distribuição das atividades produtivas entre regiões e países;
2. Alterações na distribuição geográfica das atividades e gestão operacional e logística;
3. Implicações e desafios para assegurar que os padrões tecnológicos, de qualidade e ambientais sejam seguidos pelos integrantes das cadeias e redes, bem como sua influência sobre os elos;
4. Como a distribuição de valor é influenciada pelas diferentes formas de coordenação, tradicionais e novas, como, por exemplo, plataformas;
5. Impactos da integração das empresas e regiões em GVCs & RPs sobre as condições sociais e sobre o meio ambiente das regiões;
6. Diferenças e semelhanças entre as perspectivas GVC, RP e (Global Production Network);
7. Inovação e difusão de conhecimento nas GVCs-RPs;
8. Upgrading de produto, processo, funcional e de cadeias;
9. Offshoring e reshoring.

Referências
Gereffi, G., & Fernandez-stark, K. (2016). Global Value Analysis: a Primer. Durham: Center on Globalization, Governance & Competitiveness, Duke University.
Kaplinsky, R., & Morris, M. (2016). Thinning and thickening: Productive sector policies in the era of global value chains. European Journal of Development Research. 28(4), 625-645.

Palavras-chave: Cadeias Globais de Valor, Governança da Cadeia, Gestão da Cadeia de Suprimento, Terceirização e Produção Global, Redes Globais de Produção.
Líderes:
juliana bonomi santos
Kleber Fossati Figueiredo
Marcelo Caldeira Pedroso
Gustavo Andrey de Almeida Lopes Fernandes

Com o crescimento da importância dos serviços nas economias, pesquisadores de diferentes campos começaram a voltar suas atenções para a prestação de serviços. Desde a década de 70, pesquisadores exploram como e por que produtos e serviços diferem em relação aos seus respectivos processo de desenvolvimento, produção e comercialização. Dentro do campo de operações, os serviços também ganharam espaço com autores explorando as diversas nuances da operação de serviço. Hoje, os trabalhos em gestão das operações de serviço correspondem por uma parcela significante dos artigos publicados nos periódicos da área de operações e cadeias de abastecimento. Além disso, há periódicos específicos para estudos em serviços e dedicados à algumas industrias específicas, como hospitalidade e saúde. Devido à relevância da gestão das operações de serviço como área de pesquisa, faz-se relevante criar dentro da linha GOL do Encontro Anual da ANPAD um tema dedicado. Esse tema visa receber trabalhos focados na gestão de operações de serviço e está aberto para receber artigos ligados assuntos relevantes dentro dessa literatura, tais como gestão da capacidade e filas, gestão da qualidade e produtividade, gestão do cliente e seu papel no processo produtivo, medição e gestão do desempenho, servitização e redes de suprimentos de serviço (ver Field et al., 2018; Victorino et al., 2018). Serão bem vindos estudos conduzidos em diferentes indústrias, sejam elas business-to-business ou business-to-consumer, no âmbito público ou privado. Nesse sentido, o tema espera receber contribuições ligadas a serviços de saúde, educação, hotelaria, para mencionar alguns. Espera-se criar um fórum para a comunidade nacional interessada na área debater temas relevantes, mesmo que os estudos sejam conduzidos em contextos e indústrias diferentes. O professor Martin Spring, da Lancaster University Management School, também foi convidado a participar da organização do tema. Ele possui ampla experiência e publicação na área de gestão de operações de serviço, com ênfase em serviços B2B (http://www.lancaster.ac.uk/lums/people/martin-spring). Ele está planejando realizar uma visita ao Brasil para realizar diversas atividades acadêmicas e está disposto a participar da organização do tema, caso sua visita coincida com o cronograma da conferência.

Palavras-chave: papel do cliente no processo de serviço , gestão da qualidade, produtividade, capacidade e filas, recuperação de serviços, servitização e inovação em serviços, logistica e suprimentos para serviços.
Líderes:
André Cherubini Alves
Luciana Harumi Hashiba Maestrelli Horta
Antônio Domingos Padula

A nova economia digital tem impactado diretamente a área de operações e logísticas. Novas tecnologias como: internet das coisas (IoT), robótica, inteligência artificial (IA), Big-Data, smart-connected-devices, impressoras 3D, mobilidade, entre outros que compõe, estão criando um ambiente totalmente novo e redesenhando a forma com que as empresas se conectam, produzem e distribuem suas soluções em seus mercados. A integração dessas tecnologias com a produção compõe o que se denomina de indústria 4.0. Essa ?revolução digital? está alterando os limites das empresas, suas operações e relações com fornecedores e consumidores ao longo da cadeia através de plataformas mais conectadas. Essas mudanças têm surgido mais notadamente por meio das novas empresas de tecnologia (startups) que já nascem nesse novo ambiente digital, mas também sendo crescentemente adotadas por empresas já estabelecidas que buscam um reposicionamento competitivo. Nesse sentido, a economia digital traz uma série de desafios para gestores de operações e logística que precisam encontrar formas novas, mais inteligentes e mais conectadas para competir no século 21. O objetivo dessa seção é convidar estudos que explorem operações e logística na era digital no Brasil e no mundo. Busca-se estudos relacionados a desafios e oportunidades para operações e logísticas na era digital, casos de empresas tradicionais ou startups que tem buscado essas inovações em diferentes elos da cadeia de valor. Questões como:
- Como a nova economia digital impacta a área de operações e logística das empresas?
- Quais os determinantes do sucesso para implementação de inovações em operações na era digital?
- Quais os desafios e estratégias das empresas em diferentes setores?
- Como buscar diferenciação em operações na economia digital?
- É possível distinguir tipos de estratégias digitais em operações e logística?
- Como as estratégias digitais, utilização de big-data, inteligência artificial se integram a novos modelos de negócios?
- Como as estratégias digitais em operações e logística impactam a inovação em serviços?
- Quais os limites das estratégias digitais?
- Qual a relação entre operações regionais e globais na nova economia digital?
Para responder a essas perguntas, esta seção aceita artigos empíricos usando vários métodos como: estudos de caso, surveys, pesquisa-ação, pesquisa com dados secundários entre outros que apresentem rigor científico e fundamentação teórica adequada.

Palavras-chave: Economia Digital, Indústria 4.0, Big Data, Internet das Coisas, Mobilidade.
Líderes:
Andrea Lago da Silva
Eliciane Maria da Silva
Francisco Rodrigues Lima Junior
Muriel de Oliveira Gavira

A gestão de riscos de fornecedores e a resiliência voltada para questões sustentáveis tem adquirido importância recente devido à percepção de reduzir a exposição das empresas à riscos sociais, ambientais e éticos (Fiksel 2003; Canzaniello, Hartmann e Fifka 2017). A construção de resiliência entre os elos da cadeia torna-se necessária para sustentar simultaneamente o crescimento econômico, melhorar os impactos sociais e ambientais e, ao mesmo tempo, ser resistente a perturbações e pressões externas (Fahimnia e Jabbarzadeh 2016; Marchese, Reynolds, Bates et al. 2018). Questões envolvendo danos ambientais, tratamento não éticos e injustos aos funcionários e compliance recaem sobre o tema de responsabilidade social corporativa e gestão ambiental. Estas questões, acontecendo em qualquer elo da cadeia de suprimentos, podem afetar a reputação das companhias contratantes. Quando tais questões ocorrem, stakeholders (consumidores, organizações não governamentais e acionistas, por exemplo) podem ter reações de protestos e repúdios sobre as companhias contratantes. Danos ambientais e práticas de trabalhos injustas podem resultar em perda de reputação (Hartmann e Moeller 2014; Hajmohammad e Vachon 2016). Exemplos recentes de práticas de má condutas oriundas de fornecedores envolveram as marcas Zara, Apple e KitKat (Hofmann, Busse, Bode et al. 2014; Busse, Schleper, Weilenmann et al. 2017). Portanto, observa-se a importância de entender como as teorias de gestão de riscos de fornecedores e resiliência refletem as várias questões de sustentabilidade. Teorias de análise de decisão comportamental (Simon 1947; French, Maule e Papamichail 2009) e analítica (Rubinstein 1998; Brandenburg, Govindan, Sarkis et al. 2014) para o processo de seleção e avaliação de fornecedores a fim de mitigar o risco de sustentabilidade (Ritchie e Brindley 2007; Foerstl, Reuter, Hartmann et al. 2010), tem sido abordadas em trabalhos recentes. Além destas, teorias de visão baseada em recursos, teoria de dependência de recursos, teoria da agência e teoria de decisão sobre a racionalidade limitada (Roehrich, Grosvold e Hoejmose 2014). A seleção e as estratégias de desenvolvimento de fornecedores podem ser influenciadas pela percepção de risco dos gestores nas companhias contratantes, dependência de recursos entre fornecedores e compradores e pressão dos stakeholders. Adicionalmente, fatores como confiança, reputação, valores éticos são elementos importantes da governança informal em relacionamentos cooperativos (Hirsch e Meyer 2010). Também, o entendimento de teorias de tomada decisão comportamental e os aspectos sociais, psicológicos e sustentáveis são importantes para complementar o desenvolvimento de modelos prescritivos, analíticos e/ou normativos que apoiam a tomada de decisão (Bendoly, Croson, Goncalves et al. 2010; Kull, Oke e Dooley 2014). Portanto, possíveis tópicos para submissão de artigos poderão centrar em: (a) seleção, avaliação e desenvolvimento de fornecedores sustentáveis; (b) tomada de decisão comportamental; (c) modelos analíticos de tomada de decisão; (d) operações sustentáveis; (e) cadeia de suprimentos sustentável; (f) logística sustentável, (g) gestão de risco em cadeias sustentáveis; (h) resiliência em cadeias sustentáveis.

Palavras-chave: tomada de decisão comportamental, seleção, avaliação e desenvolvimento de fornecedores sustentáveis, modelos analíticos de tomada de decisão, gestão de riscos, resiliência.
Líderes:
Marcos Lopez Rego
Leandro Alves Patah

O tema ?Gestão de projetos? contempla pesquisas e trabalhos acadêmicos relacionados à unidade de análise denominada ?projeto?, o qual pode ser definido como um esforço temporário para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo, realizado em uma organização ou em um conjunto de organizações, com limitações de prazo, recursos e com um escopo definido. Sua importância pode ser destacada pela necessidade das organizações, públicas ou privadas, implementarem adequadamente seus projetos com o intuito de cumprirem os objetivos estratégicos que deram origem aos mesmos. Sem uma adequada gestão de projetos, novas ideias, processos ou produtos ficarão no papel e seus benefícios não se tornarão realidade. A partir desse entendimento são propostas as seguintes linhas de trabalhos: Projetos como organizações temporárias; Metodologias de gestão de projetos; Ferramentas e técnicas de gestão de projetos; O Gerente de projeto; Gestão estratégica de projetos; Maturidade em gestão de projetos; Programas e portfólios de projetos; Desempenho, benefícios e sucesso de projetos; Projetos internacionais; Megaprojetos; Governança e estruturas organizacionais para projetos; Escritórios de projetos; Lições aprendidas em projetos; Ensino e treinamento em gestão de projetos; Métodos ágeis de gestão de projetos; Projetos no setor público; Organizações baseadas em projetos; Casos em projetos: projetos culturais, sociais, ambientais, ajuda humanitária; Projetos históricos; e Sustentabilidade e gestão de projetos.

Palavras-chave: Projetos, Programas, Portfolios, Gerentes de projetos, Gestão de projetos.
GPR - Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho

Coordenadora: Ana Heloísa da Costa Lemos - IAG/PUC-Rio

Comitê Científico:
Tereza Cristina Batista de Lima - PPAC/UFC
Sidinei Rocha de Oliveira - PPGA/EA/UFRGS
Wilson Aparecido Costa de Amorim - PPGA/FEA/USP
Líderes:
Admardo Bonifácio Gomes Júnior (CEFET/MG)
Ludmila de Vasconcelos Machado Guimarães (CEFET/MG)


Prazer e Sofrimento no trabalho. Estresse. Burnout. Suicídio e violência no trabalho. Assédio moral. Assédio sexual. Alcoolismo e drogas. Outras patologias do trabalho. Modos de trabalhar e suas consequências no ser e no viver. Conflito Trabalho-família. Trabalho e outras esferas da vida. Afetos e Trabalho. Contratos psicológicos. Relações de poder e o trabalhador. Experiência de tempo e espaço. Controle e resistência no trabalho. Dilemas relativos ao trabalho. Clínicas do trabalho.

Palavras-chave: Prazer e Sofrimento no trabalho. Assédios moral e sexual. Conflito Trabalho-família. Clínicas do trabalho. Relações de poder e trabalho.
Líderes:
Simone Nunes (PUC-Minas)
Francielle Molon da Silva (UFPEL e PPGA/FURG)

Gestão de pessoas por competências. Competências individuais. Competências coletivas. Competências organizacionais. Relações entre competências individuais, coletivas e organizacionais. Desenvolvimento de competências. Competências emergentes. Desenvolvimento de competências de liderança. Desenvolvimento de competências em contextos de inovação. Mapeamento de competências. Impactos de práticas e políticas de gestão de pessoas por competências em resultados organizacionais. Recrutamento e Seleção de pessoas por competências. Avaliação de Desempenho por competências. Treinamento e Desenvolvimento de pessoas baseado em competências. Competências para o teletrabalho.

Palavras-chave: Gestão de pessoas por competências. Desenvolvimento de competências. Mapeamento de competências.
Líderes:
Daniela Campos Bahia Moscon (PPGA/UNIFACS)
Ana Carolina de Aguiar Rodrigues (FEA/USP)

Motivação e satisfação. Tomada de decisão. Comunicação. Poder (autoridade e autonomia) e Conflito. Cultura Organizacional. Valores (pessoais, profissionais, no trabalho, organizacionais). Comprometimento, vínculos, entrincheiramento. Justiça organizacional. Retaliação nas organizações. Ética. Equipes de trabalho. Confiança.

Palavras-chave: Comportamento organizacional. Vínculos no trabalho. Valores organizacionais.
Líderes:
Antonio Carvalho Neto
André Luiz Fischer
Andrea Poleto Oltramari (PPGA/UFRGS)
João Alfredo dos Reis Peixoto
Leonardo Nelmi Trevisan

Desde 1945, o modelo tradicional dos Sistemas de Relações de Trabalho (SRTs) se firmou, baseado nas negociações entre três atores sociais coletivos: trabalhadores, empregadores e governos (Dunlop, 1993). O Estado regulando mais (modelo regulador de SRT) ou menos (modelo voluntarista de SRT), e os trabalhadores e empregadores relacionando-se através de negociações coletivas mais ou menos centralizadas por região ou país. A crise deste modelo tradicional dunlopiano de SRT na Europa e EUA a partir dos anos 1980 veio com a reestruturação produtiva tecnológico-organizacional e a tendência crescente de liberalização das economias nacionais desde então. As estratégias dos atores sociais coletivos passaram a ser o foco dos estudos e de novo modelo de SRTs (Kochan, Katz & McKersie, 1986). Recentemente, a necessidade de se repensar os dois modelos tem sido salientada por estudiosos de SRTs comparados, como Marginson (2016), Wright, Wailes, Bamber e Lansbury (2017). Isto por que tais modelos não dão conta de explicar a dinâmica contemporânea, impactada: pela indústria 4.0; pelo consequente movimento de flexibilização da legislação trabalhista em vários países; pela maior diversidade dos mercados de trabalho, em relação a gênero (mulheres e trabalhadores LGBTs), idade (etarismo, jovens e idosos), qualificação, classe social, raça e crescentes fluxos migratórios. Autores como Kaufman (2012), Carvalho Neto, Amorim e Fischer (2016), Ferraz, Oltramari e Ponchirolli (2011) defendem também a necessidade de abordar os impactos destas mudanças nos SRTs sobre as políticas de Recursos Humanos (RH) das empresas. Boundarouk, Parry e Furtmueller (2016) destacam o avanço da informatização de práticas de RH (E-HRM) e seus efeitos sobre as RTs. Estes temas têm demandado que a pesquisa avance para além dos estudos clássicos (entendidos aqui como aqueles sobre condições de trabalho, negociação coletiva sindicatos-empresas, flexibilização, desregulamentação). Tais temas clássicos permanecem atuais e necessários, mas devem coexistir com os temas emergentes supramencionados, com abertura para estudos teóricos e empíricos, qualitativos e quantitativos. Num momento em que o SRT brasileiro já experimenta os impactos de profunda reforma na legislação trabalhista, esta proposta não poderia ser mais oportuna. Convidamos autores para submeter artigos segundo tópicos que podem estar imbricados e não necessariamente estanques, mas que considerem ações e estratégias dos atores sociais coletivos e também o impacto nas políticas de RH, a saber:
- SRTs comparados de diferentes países (voluntaristas, reguladores, mistos, outros modelos);
- impactos nos SRTs nacionais dos novos parâmetros de integração às cadeias internacionais de produção movidos por atitudes protecionistas de países com maior poder de definir regras comerciais;
- impactos das reformas trabalhistas nos SRTs do Brasil e de outros países (legislação, perfil do mercado de trabalho, qualificação, classe social, políticas e práticas de RH);
- RTs na indústria 4.0;
- RTs e as diversidades (gênero, etarismo, raça, portadores de deficiência, imigrantes);
- RTs simbólicas: a violência no trabalho;
- novos e tradicionais atores sociais coletivos; individualização das RTs;
- negociações sindicais e acordos coletivos sobre todos estes temas;
- novas configurações das áreas de RH, bem como estratégias, políticas e práticas de RH nas organizações frente às novas configurações do trabalho.


Palavras-chave: Sistemas de Relações de Trabalho Comparados, Relações de Trabalho e impactos em Recursos Humanos, Relações de Trabalho e diversidades, Relações de Trabalho e indústria 4.0, Flexibilização da Legislação Trabalhista.
Líderes:
Carolina Maria Mota Santos
Heliani Berlato

A proposta é discutir a situação atual dos estudos em torno de conquistas e desafios vivenciados por mulheres e homens quando se equaciona carreira e vida pessoal. Dado que a temática de gênero faz luz a essa discussão, o grupo de trabalho também pretende ampliar o olhar para as interseccionalidades que tocam a mulher e chamar à discussão os conceitos de feminilidade e masculinidade.

A participação da mulher no mercado de trabalho é cada vez mais estudada. Na área da administração encontramos diversos estudos sobre mulheres que chegaram aos primeiros escalões, discussões sobre o fenômeno Glass Ceiling em relação a esta categoria profissional (Mota-Santos, Tanure, Carvalho Neto, 2014), e em relação às empreendedoras (Mota-Santos, Carvalho Neto, Versiani, Caeiro e Martins, 2016), além de aspectos que tratam a perspectiva de profissionais mais maduras e em processo de envelhecimento.

Logo, o interesse desta proposta é aglutinar pesquisas e práticas, de caráter transdisciplinar, que problematizam as questões relacionadas ao trabalho e a vida pessoal de mulheres e também de homens. Espera-se reunir pesquisadores e pesquisadoras que tratam destas discussões com enfoque também nas questões de gênero levando em conta antigos e atuais impasses e desafios.

Entender o gênero como elo de duas partes permite refletir a respeito do quebra-cabeça social que constrói posições e papéis nos quais os homens, como categoria universal são vistos com determinados comportamentos (Carmo, 2010) e as mulheres com comportamentos geralmente opostos aos dos homens (Medrado & Lyra, 2008).

Ao falar de gênero, é comum referirmos ao feminino e ao masculino. Infelizmente aprendemos a agir de acordo com as prescrições de cada sexo e ainda encontramos padrões estereotipados em que o feminino se relaciona apenas às mulheres e o masculino apenas aos homens.

Não podemos esquecer a fluidez que existe ao falarmos de gênero. Souza et al (2015, p. 283), por exemplo, ressaltam que ?O masculino possui muito mais conteúdos femininos nos dias de hoje do que em épocas passadas?. É neste contexto que consideramos que o marcador de gênero se constitui como categoria e também um termo relacional. O que é ser homem depende do que é ser mulher e vice-versa. As mudanças no feminino impactam o que venha a ser masculino (Nascimento et al, 2009; Araújo, 2005).

Além disso, outras propostas que não tratam do debate a partir da categoria gênero, mas que contribuem com discussões relacionadas ao mercado de trabalho e carreira também fazem parte desta discussão.

Sendo assim, espera-se trabalhos que estejam enquadrados nos seguintes tópicos:

1. Relação trabalho e família sob a perspectiva do casal
2. Desenvolvimento de carreira da mulher e suas interseccionalidades (mulher negra, lésbica, em situação vulnerável)
3. O fenômeno opt out.
4. Dual career.
5. Perfil da mulher no mercado de trabalho
6. Maternidade e Paternidade na construção e desenvolvimento da carreira
7. Mulheres e envelhecimento no mercado de trabalho
8. Mulheres na ciência
9. Barreiras para igualdade e equidade de gênero
10. Classe social, carreira e mulher
11. Novas marcas do feminino
12. Novas marcas da masculinidade


Palavras-chave: Trabalho e Família, Dual career, Teto de Vidro, Maternidade/Paternidade, Feminino/Masculino.
Líderes:
Lucia Barbosa de Oliveira
Bruno Felix
Elza Fátima Rosa Veloso
Juliana Mansur
Zélia Miranda Kilimnik

O tema carreira, entendida como a sucessão de atividades desempenhadas por uma pessoa ao longo da vida, tem atraído a atenção de pesquisadores brasileiros com diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. O contexto de grandes mudanças nas relações de trabalho e no modo com as carreiras se desenvolvem, além dos efeitos da transição demográfica e dos deslocamentos geográficos, tem contribuído para o florescimento desde campo do conhecimento.

Visando estimular a continuidade das pesquisas e promover a integração dos pesquisadores da área, propomos este track para os eventos da ANPAD. Convidamos a submissão de trabalhos que busquem o avanço teórico deste campo do conhecimento (Baruch, Sz?cs, & Gunz, 2015), que proponham novos caminhos metodológicos, além de pesquisas empíricas sobre a realidade brasileira. Sem nos limitarmos às mesmas, destacamos as seguintes avenidas de pesquisa.

Carreiras, identidades e vida profissional no século XXI
- Efeitos de mudanças sociais e demográficas sobre o trabalho e a carreira.
- Novas ocupações e modos de trabalhar: gig work, terceirização, trabalhador ?PJ?, uberização (Fleming, 2017; Graham et al., 2017).
- Conflito vida pessoal?vida profissional e seus efeitos sobre a carreira (Chang, McDonald, & Burton, 2010).
- Os impactos dos avanços tecnológicos nas carreiras

Interseções entre carreira e diversidade
- Discriminação de gênero, raça/etnia, idade, orientação sexual no ambiente de trabalho e seus impactos sobre as carreiras desses profissionais.
- Trajetórias de carreira de imigrantes e refugiados
- Trajetórias de carreiras de grupos minoritários e outsiders (Becker, 2008).
- Carreiras pré e pós-aposentadoria.

Temas emergentes
- Choques de carreira (Seibert et al. 2013)
- Vocação e seus impactos sobre escolhas e trajetórias de carreira
- Job crafting (Akkermans & Tims, 2017)
- Career ownership (Arthur et al., 2017)


Palavras-chave: Carreira, Trabalho, Profissão, Ocupação profissional.
Líderes:
Claudia Simone Antonello
Marcio Pascoal Cassandre

Nossa proposta tem a intenção de contribuir com a comunidade brasileira e estrangeira de pesquisadores da temática Aprendizagem e Conhecimento, principalmente a que se refere às organizações. Temos como interesse a expansão da compreensão dos processos de aprendizagem por meio do diálogo transdisciplinar de áreas do conhecimento como a Sociologia, a Antropologia, a Psicologia e a Educação. Essa intersecção amplia a compreensão sobre como se configura a aprendizagem nas organizações, os sujeitos que aprendem, os movimentos metodológicos para aprender, motivações e intenções de aprendizagem, sua dimensão política, bem como saberes que se constituem pelos e nos processos organizativos.
Considerando que produção no nível industrial era o lugar onde a abrangência da aprendizagem era considerada exclusiva, principalmente enquanto resultados e commodities, atualmente urge a ampliação do lócus de sua ocorrência em outros espaços socialmente organizados. Também, conhecer e reconhecer os atores que interagem com e nessas organizações é outra reflexão pretendida, em distintos contextos de exclusão e de desigualdades sociais e econômicas.
Na ampliação que aqui se propõe, considerar a natureza das organizações enquanto processos organizativos é ir além da compreensão hegemônica de que a organização produtiva é o espaço único da ocorrência da aprendizagem, pois consideramos os movimentos sociais; as organizações populares, sociais, públicas, e não governamentais; os coletivos; as redes físicas e virtuais, dentre outras, também como lugar de expressão de aprendizagens. Da natureza dos atores, os de diferentes pertencimentos territoriais (imigrantes, refugiados e expatriados), os de distintas urbanidades e ruralidades, os de distintas bandeiras étnico-raciais, de gênero e diversidade sexual, pertencimento religioso, cultural e de linguagens, revela-se uma forma de considerarmos, também, a lacuna política dos estudos desenvolvidos no campo da aprendizagem nas organizações. De buscar dar visibilidade, crítica e espaços de manifestação dos atores coletivos que habitualmente estão invisíveis. Isto implica evidentemente, em discutir alternativas metodológicas para desenvolver tais estudos.
Nesse sentido, não se pretende limitar o significado do lócus de ocorrência da aprendizagem. Para nós, sinalizar que as organizações e os sujeitos possuem outras características e configurações do seu espaço e tempo histórico já é algo que direciona o olhar para uma aprendizagem mais ampla; é perceber que nas mudanças que a sociedade vem se constituindo e das organizações há um acontecer a todo tempo, num continuum de estabilidades e instabilidades. Tudo vai acontecendo: sujeitos transitam, configuram-se, constituem-se e constituem aos outros, às organizações e a si mesmos.
Organizar e aprender é, assim, considerar as ?organizações? e ?aprendizagem? como realizações, que estão sempre no curso ativo de ações e que são resultados de processos relacionais, coletivos, precários e parciais, numa lógica que é própria e situada no contexto em que acontece, onde as pessoas e a materialidade estão engendradas em redes de relações.
A aprendizagem, assim como as organizações, é um processo imbricado nas práticas sociais que constituem as próprias organizações e as suas formas de conhecer, é fundamentalmente um processo relacional. Desta maneira, também entendemos a relevância de discutir aspectos onto-epistemológicos associados aos métodos empregados para desenvolver estudos neste campo.

Palavras-chave: Aprendizagem e Gestão de Pessoas, Conhecimento e Gestão de Pessoas, Processos Organizativos e Gestão de Pessoas, Métodos de Aprendizagem.
Líderes:
Anderson de Souza Sant"Anna
Flávia de Souza Costa Neves Cavazotte
Reed Elliot Nelson
Estelle Monique Morin

O tema se direciona a fomentar a produção e o compartilhamento de estudos, pesquisas e discussões em torno fenômeno da Liderança, tendo por base as dimensões societal, organizacional e individual. O escopo compreende análise de abordagens tradicionais, críticas e contemporâneas sobre o tema, em particular de abordagens, estilos de liderança e formas de seu desenvolvimento em contextos marcados por transformações demográficas, geopolíticas, tecnológicas, comportamentais e organizacionais. Compreende também estudos que busquem a produção de teorias e abordagens considerando características e especificidades da realidade brasileira, bem como pesquisas empíricas que a enfatizem, bem como proponham comparações com outros contextos sócio-econômicos e culturais. Envolve, ainda, espaço para a discussão de abordagens teórico-metodológicas e conceituais que compreendam ou extrapolem o mainstream dos estudos sobre o tema, com destaque para permanências, mudanças, paradoxos e dilemas em torno da produção teórica em torno do constructo, e suas articulações com a realidade nacional. Dentre o conjunto de tópicos e subtópicos incluem-se estudos teóricos e empíricos abrangendo abordagens clássicas e emergentes, liderança e perspectivas críticas, relações entre liderança e poder, liderança e cultura, liderança e gestão, liderança e identidade, liderança e gênero, liderança e sustentabilidade, liderança e equipes, liderança e demais elementos do comportamento humano e organizacional, assim como liderança e terceiro setor, liderança e administração pública, desenvolvimento de liderança, competências em liderança, liderança e novas configurações organizacionais, liderança e complexidade, liderança e economia digital.

Palavras-chave: Liderança, Desenvolvimento de Liderança, Estilos de Liderança, Abordagens em Liderança, Competências em Liderança.
Líderes:
MARIO TEIXEIRA REIS NETO
BRUNO HENRIQUE ROCHA FERNANDES
JORGE FILIPE DA SILVA GOMES

As mudanças têm acontecido em uma velocidade crescente o que torna o processo competitivo cada vez mais desafiador e complexo. As mudanças exigem que as organizações redobrem a atenção sobre o ambiente externo e interno. Como o meio sócio cultural também tem mudado, as políticas e práticas de gestão de pessoas sofrem tensões e podem se tornar ineficazes na mesma velocidade das mudanças na tecnologia e no mercado. Como consequência, os desempenhos individuais e organizacionais estão sobe intenso questionamento, porque os parâmetros de bom e ruim estão sempre mudando. Essa perspectiva é apoiada pela teoria sistêmica de um gerenciamento que sugere que nenhuma organização é um sistema fechado e que mesmo os departamentos dentro de organizações maiores, são impactados e podem impactar seu ambiente.
Diante do contexto apresentado, o presente tema se propõe a acolher estudos que comtemplem:
- Novos modelos de gestão de pessoas e ou questionamentos sobre os modelos tradicionais que sinalizem novos caminhos para o campo;
- Estudos sobre políticas e práticas de gestão de pessoas frente aos desafios de uma nova fragmentada e de intensa competição sob restrição de recursos;
- Gestão estratégica de pessoas para organizações sob intenso desafio e mudança;
- Mensuração de resultados de gestão de pessoas;
- Gestão internacional de pessoas segundo os desafios existentes em diferentes campos;
- As ações de gestão e seus efeitos no clima organizacional;
- As relações entre as mudanças organizacionais e a gestão de pessoas;
- Consultoria em gestão de pessoas.

Palavras-chave: Modelos de Gestão de Pessoas, Gestão estratégica de pessoas, Resultados em gestão de pessoas, Gestão do clima organizacional, Mudança organizacional.
Líderes:
Andrea Leite Rodrigues
Helio Arthur Irigaray
Alcides Barrichello
Jesuína Maria Pereira Ferreira

Considerado uma atividade central que estrutura a vida dos indivíduos, o trabalho passou adquirir diferentes sentidos ainda mais em tempos de intensificação da flexibilização e terceirização sustentadas pelo discurso da empregabilidade e gestão da própria carreira (ROHN; LOPES, 2015). Por isso, sentido do trabalho tem sido, reiteradamente, objeto de pesquisa.

As produções acadêmicas brasileiras sobre o tema têm sido predominantemente influenciadas pelas obras dos Professores Estelle Morin (HEC Montreal) e Ricardo Antunes (UNICAMP); todavia, não raramente, as diferenças ontológicas e epistemológicas entre os dois têm sido negligenciadas. A canadense conduz pesquisas empíricas, cujos objetivos essenciais são a mensuração e a intervenção; ou seja, uma proposta claramente funcionalista, com base no management meaning. O brasileiro, por sua vez, busca discutir, com base na sociologia do trabalho, como o avanço do taylorismo e do fordismo resultaram na destituição do sentido do trabalho, o qual tornou-se mecânico, precarizado e alienado.

As pesquisas sobre o conceito de sentido do trabalho têm englobado larga gama de opções teóricas e metodológicas. Trata-se de um conceito central em teorias emergentes como a psicologia positiva (PRATT; ASHFORTH, 2003).

Mais recentemente, a discussão sobre o tema também abarcou os novos formatos de regulação do trabalho, os contratos temporários, horários flexíveis, trabalho, redução de jornada e teletrabalho (RODRIGUES; BARRICHELLO; MORIN, 2016, RODRIGUES e al. 2017)

Explorar esta conversa inédita, a partir de diferentes ontologias e epistemologias, entre sentido do trabalho, identidades sociais (visíveis ou invisíveis) e contextos organizacionais (estruturas, processos, práticas e políticas das organizações) contribuirá para um melhor entendimento e avanço da discussão não só sobre o tema em questão, mas também sobre os processos organizacionais de inclusão e exclusão; prazer e sofrimento; e, no limite, qualidade de vida no ambiente de trabalho e suas correlações com produtividade.

Possíveis tópicos para submissão:
Congratulamo-nos com artigos sobre uma ampla gama de abordagens teóricas e metodológicas, incluindo obras nas áreas de psicologia, sociologia, política e gestão. Abaixo destacamos alguns temas apenas para incentivar a criatividade de autores / pesquisadores interessados neste convite.
- Quais identidades são reconhecidas, valorizadas, toleradas, estigmatizadas ou rejeitadas no mundo do trabalho e como elas impactam nos processos de significação do trabalho para estes indivíduos?
- Qual é o sentido do trabalho para profissões, tarefas, identidades sociais estigmatizadas? Quais são as implicações para os indivíduos e para as organizações?
- Estudos empíricos com foco em experiências locais, regionais e interculturais. Comparações entre sites, categorias profissionais distintas ou ambientes diferentes (por exemplo, público versus privado) ou quaisquer outras categorias de análise;
- Estudos utilizando escalas, modelagem e outros métodos que permitam avaliar, validar e discutir antecedentes e desdobramentos do significado do trabalho;
- Estudos sobre os fundamentos teóricos / epistemológicos da pesquisa sobre o sentido do trabalho no Brasil e no exterior;
- Estudos que relacionem os sentidos do trabalho e as gerações;
- Estudos que relacionem os sentidos do trabalho e gênero;
- Métodos de pesquisa inovadores sobre os sentidos do trabalho (desafios, perspectivas, tendências, análises multi-nível);
- Gestão do sentidos do trabalho e outros constructos importantes na gestão: comprometimento, envolvimento, motivação, bem-estar e sofrimento no trabalho, estresse, afetos e emoções.

Palavras-chave: Sentidos do trabalho, Significado do trabalho, Bem estar no trabalho, Sofrimento no trabalho, Desenho de tarefas (Job Design).
ITE - Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo

Coordenador: Roberto Carlos Bernardes - PPGA-FEI/FEI

Comitê Científico:
Cândido Borges - PPGADM/UFG
Gustavo da Silva Motta - PPGA/UFF
Kadigia Faccin - PPGA/UNISINOS
Líderes:
SIMONE VASCONCELOS RIBEIRO GALINA
ANA VALÉRIA CARNEIRO DIAS


Renovação e mudança estão na essência da inovação e das atividades empreendedoras, sendo que novos temas, negócios e tecnologias surgem frequentemente e se tornam desafios para a gestão das organizações, que devem estar preparadas para analisar e gerenciar tendências emergentes, nutrindo a cultura da inovação e empreendedora. Assim, esta área abrange estudos que compreendam temas emergentes na área de inovação e empreendedorismo, cujo assunto não tenha ainda sido tão amplamente discutido em quaisquer das temáticas descritas e que manifestem potencial debate e interesse da Divisão de Inovação tecnologia e empreendedorismo.

Palavras-chave: Bioeconomia, Nanoeconomia, inovação global, internacionalização da inovação, Neuromanegment.
Líderes:
LEONARDO AUGUSTO DE VASCONCELOS GOMES
Ana Lúcia Figueiredo Facin

Nos últimos anos, a transformação digital vem atraindo com intensidade crescente a atenção da academia e da prática. A chamada transformação digital envolve mudanças nas capacitações industriais, de serviços e de gestão da inovação, necessárias para que as organizações consigam aproveitar as oportunidades e responder aos desafios ligados a um conjunto vasto de tecnologias (ex: Internet das Coisas, Big Data, Inteligência artificial, Indústria Serviços 4.0, Block Chain, Machine Learning, entre outras). Para que de fato consigam aproveitar ou responder aos desafios da transformação digital, muitas empresas precisam também ingressar no mundo da inovação radical. Diferente da inovação mais incremental, a inovação radical é marcada por incertezas e complexidade nas estratégias de gestão das capacidades organizacionais. Para gerenciar as inovações mais radicais, as empresas precisam desenvolver capacidades e recuros específicos em ambientes de incerteza e alta volatilidade. Apesar de existir um acumulado razoável de pesquisas sobre o tema (gestão da inovação radical), poucos estudos aboraram a ligação entre a transformação digital e gestão da inovação radical até então. Acreditamos que a junção desses dois temas pode abrir novas e rotas promissoras de pesquisa. Neste sentido, neste track, estamos interessados em trabalhados empíricos e teóricos ligados ao contexto da transformação digital e inovação radical. De forma ilustrativa, eis alguns temas que os pesquisadores podem explorar:
1. Quais são os paradoxos e dilemas ligados à transformação digital para a atividade de inovação nas empresas?
2. Quais são as capacitações necessárias para que as firmas desenvolvam inovações ligadas à transformação digital e a industria 4.0?
3. Como as tecnologias digitais afetam a gestão da inovação?
4. Como as empresas gerenciam os ecossistemas digitais em face às oportunidades e desafios das tecnologias digitais ou inovações radicais?
5. Como as tecnologias digitais propiciam a formação de novas capacidades para inovação radical ?
6. Como as empresas podem responder à disrupção provocada por tecnologias digitais?
7. Como as tecnologias digitais abrem espaço para novas modalidades de aprendizagem organizacional?
8. Como as tecnologias digitais modificação o comportamento do consumo da inovação ou a aceitação tecnológicos de um produto ou serviços.
9. Como a Inteligência Artificial (IA) está relacionada ao desenvolvimento de inovações? Quais constructos moderam a relação entre IA e gestão da inovação?

Palavras-chave: Inovação Radical, Inteligencia Artificial; Tranformação Digital e Aprendizagem, Indústria e Serviços 4.0.
Líderes:
EDUARDO RAUPP DE VARGAS
JOSIVÂNIA SILVA FARIAS

As últimas duas décadas testemunharam o crescimento dos estudos sobre inovação em serviços (GALLOUJ; SAVONA, 2009). E as especificidades destas atividades, por sua vez, trazem instigantes desafios para o estudo da gestão da inovação. Desta forma, constituem uma contribuição decisiva para compreendermos a dinâmica de atividades que respondem, hoje, por mais de dois terços da atividade econômica. Além disso, os serviços trazem importantes questões para a gestão da inovação em outros setores econômicos e, também, para o desenvolvimento de soluções inovadoras de questões sociais e ambientais. Os trabalhos esperados neste track devem corresponder a esta ampla gama de questões que giram em torno do tema da inovação em serviços. De um lado, é fundamental aprofundar o entendimento do que é uma inovação em serviços, como ela pode ser gerida e como seus resultados podem ser medidos (DJELLAL; GALLOUJ, 2018). Os diversos ramos de atividades que compõem os serviços devem ser considerados. Nesta direção, destacam-se pontos como a coprodução da inovação, a inovação aberta em serviços (CHESBROUGH, 2011; MINA; BASCAVUSOGLU-MOREAU; HUGHES, 2014), a apropriação de valor e a proteção de inovações, as capacidades de inovação requeridas (HERTOG; AA; JONG, 2010) e os modelos de negócio inovadores em serviços. De outro, é importante entender como os serviços interferem na dinâmica da inovação em outros setores de atividade, como na indústria - observamos aí o fenômeno da servitização (BETTENCOURT; BROWN, 2013) - e no agronegócio. No mesmo sentido, é importante explorar como a inovação em serviços tem sido utilizada no enfrentamento da questão ambiental (DJELLAL; GALLOUJ, 2016; CALABRESE et al, 2018), de questões sociais (HAVE; RUBALCABA, 2016; HARRISON; KLEIN; BROWNE, 2010) e na gestão pública. Estas interfaces têm se mostrado profícuas na compreensão teórica do fenômeno inovativo em serviços e, sobretudo, no desenvolvimento de soluções efetivas para estas questões.

Palavras-chave: KIBS, Gestão de Capacidades, Ciência de Serviços.
Líderes:
Tomas de Aquino Guimaraes
ROGERIO HERMIDA QUINTELLA

O tema contempla estudos sobre inovações oriundas de contexto aberto, colaborativo e articulações em redes de negócios ou de ciência, tecnologia e inovação. Inovação é um fenômeno cada vez mais dependente de interações, sendo socialmente determinada e fortemente influenciada por arranjos institucionais e organizacionais específicos. Essa visão sistêmica da inovação pressupõe relações de cooperação entre indivíduos, grupos e organizações, que compartilham conhecimentos, informações e outros tipos de recursos, visando a geração e difusão de inovações. As redes, tanto internas como entre organizações, agregam mecanismos de cooperação entre os distintos stakeholders, no contexto de arranjos produtivos locais, incubadoras, parques tecnológicos, aceleradoras de empresas e demais arranjos. São também estimulados estudos com foco em comunidades de prática e projetos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, desenvolvidos entre equipes multifuncionais e interdisciplinares.

Palavras-chave: redes de inovação, redes organizacionais, práticas de cooperação.
Líderes:
Cleidson Nogueira Dias
Bibiana Volkmer Martins
Marcelo Fernandes Pacheco Dias
Daniel Pires Vieira

Em um contexto onde a era da sociedade industrial passa a dar lugar à sociedade do conhecimento, imprime-se um novo paradigma histórico, no qual países vivem hoje o desafio de desenvolvimento em um ambiente econômico muito mais incerto e definido pela concorrência acirrada de mercados. Na busca pela excelência, velocidade de ação e superação, torna-se requisito básico transformar o conhecimento produzido em inovação. Inovações são essenciais para a competitividade de empresas individuais e para os ecossistemas, bem como para enfrentar grandes desafios na sociedade e na economia. Portanto, entender acerca da Gestão da Inovação é de relevância acadêmica e prática.
A Gestão da Inovação está amadurecendo como campo de pesquisa, o que exige um rigor na concepção e execução dessas. Apesar de haver preocupação com os princípios fundamentais como o desenho e a questão da pesquisa, ou escolher amostras que são apropriadas para a questão de pesquisa (Bono & McNamara, 2011), existem ainda uma série de desafios específicos que exigem a adaptação de métodos existentes ou o desenvolvimento de métodos de pesquisa distintos.
Além da complexidade de definir, operacionalizar e medir conceitos centrais de gestão da inovação, como ?desempenho inovador?, ?criatividade? e ?novidade? (Crossan & Apaydin, 2010; Klijn & Tomic, 2010), os pesquisadores enfrentam desafios ao tentar generalizar suas descobertas. Ademais, as teorias da inovação tornaram-se mais complexas e abertas ao longo do tempo, e agora conectam uma multiplicidade de atores e partes interessadas (Sørensen, Mattsson, & Sundbo, 2010). Isso faz com que novas metodologias e perspectivas na investigação da gestão da inovação contribuam para o enriquecimento da área.
O objetivo deste tema é examinar os desenvolvimentos metodológicos e de ferramentas tecnológicas avançadas relevantes dentro do contexto da gestão da inovação. De modo a contribuir para uma compreensão mais eficaz dos métodos existentes e emergentes e sua aplicação na pesquisa em gestão da inovação. O convite está aberto para contribuições que enfatizem qualquer método, seja ele qualitativo, quantitativo, conceitual por natureza ou ainda baseando em avanços de ferramentas tecnológicas aplicadas. Assim, a ênfase de cada artigo deve estar no próprio método de pesquisa e análise, assim como os resultados conquistados. Encorajamos contribuições que abordem, mas não se limitem aos seguintes tópicos:
- Especificidades da gestão da inovação para o desenho metodológico e teórico. Como métodos existentes e emergentes podem contribuir para o avanço teórico e analítico para os estudos no campo da Inovação?
- Interdisciplinariedade. Como métodos de outras áreas do conhecimento podem contribuir com os estudos de gestão da inovação? Avanços da ciência cognitiva, de análise, simulação e inteligência computacional que podem ser aplicados ao estudo da inovação;
- Novas unidades e níveis de análise na gestão da inovação. Que tipo de desafios e oportunidades metodológicas existem quando se estudam formas de organização como ecossistemas de inovação? Como podemos estudar questões de gestão da inovação quando estão envolvidos um grande número de atores ou informações?
- Questões de mensuração na pesquisa em gestão da inovação. Como podemos medir os conceitos aparentemente intangíveis usados na pesquisa em gestão da inovação?
- Metodologias, técnicas, ferramentas, métricas e impacto prático. Como podemos utilizar métodos que permitam uma melhor comunicação dos resultados para que sejam compreendidos fora da academia? Como podemos combinar métodos de pesquisa rigorosos com relevância prática ao mesmo tempo?
- Metodologias e novas técnicas de coleta e análise para pesquisa e produção científica no campo da inovação: (i) big data para correlação de palavras; (ii) inteligência artificial e modelagem de algoritmos para revisão sistemática e bibliometrias; (iii) aplicação de análise de redes para estudos de inovação; (iv) uso de técnicas Road mapping, forecasting, foresight, delphy, isto é, estudos preditivos e prospectivos para a área de inovação; (v) análise de simulação para impacto de decisões tecnológicas, de apoio a tecnologias emergentes e cenários tecnológicos; (vi) patenteometria; (vii) uso de softwares para estudos qualitativos e quantitativos; (viii) Neurociência aplicada aos estudos da inovação e indústria 4.0.

Palavras-chave: Novas Metodologias de Pesquisa; Técnicas Avançadas de Análise; Ciência Digital Aplicada a Inovação; Análise Quali-Quanti; Simulação em Rede.
Líderes:
BRUNO BRANDÃO FISCHER
NICHOLAS VONORTAS
MARCELO GONÇALVES DO AMARAL
EDMUNDO INÁCIO JÚNIOR

O empreendedorismo intensivo em conhecimento (KIE na sigla em inglês para Knowledge-Intensive Entrepreneurship) representa um fenômeno que impulsiona a competitividade econômica e as capacidades inovadoras agregadas dos sistemas econômicos. Empresas envolvidas em tais empreendimentos podem ser definidas com base em quatro características: i. Eles são novos empreendimentos; ii. Eles são inovadores; iii. Eles exibem intensidade de conhecimento significativa em suas atividades; iv. Eles exploram oportunidades inovadoras em diversos setores. De acordo com essa ampla definição, pretendemos abordar os casos específicos de empreendedorismo acadêmico, novos empreendimentos de alto crescimento (por exemplo, gazelas), empreendedorismo estudantil e outras formas de atividade empreendedora voltada para a inovação.
Nessa linha, o KIE tem um alto potencial de gerar efeitos generalizados sobre o crescimento econômico, bem-estar social e criação de riqueza, o que é relevante para os processos de formulação de políticas. No entanto, o empreendedorismo como um todo recebeu relativamente pouca atenção em estudos relacionados à abordagem de sistemas de inovação e, como resultado, ainda estamos longe de um entendimento em profundidade acerca de questões relativas ao surgimento de novas empresas de base tecnológica e seus determinantes sistêmicos.
Em geral, os mecanismos que moldam as tendências evolucionárias do empreendedorismo não são de natureza linear, operando de maneira diferente em locais distintos com diferentes origens socioeconômicas. No geral, a falta de compreensão empírica sobre os respectivos determinantes de sucesso destas empresas reduz a capacidade dos formuladores de políticas de conceber iniciativas orientadas ao uso eficiente de recursos destinados ao fomento de KIE. Assim, as tentativas de identificar diretamente os determinantes de sucesso em novos empreendimentos intensivos em conhecimento representam um debate atual e em desenvolvimento. A literatura abordou vários determinantes e moderadores potenciais da atividade empreendedora intensiva em conhecimento. Estes incluem (mas não estão restritos a) capital humano e social, disponibilidade de recursos financeiros, capacidades de nível empresarial e o ambiente tecnológico geral em que essas empresas estão inseridas.
Outro potencial determinante que recebeu atenção de pesquisadores diz respeito ao papel desempenhado pela infraestrutura de conhecimento, a qual representa não somente uma fonte importante de oportunidades empreendedoras, mas também alimenta os empreendedores com níveis mais altos de capacidade de absorção. Nesse sentido, as universidades são frequentemente reconhecidas como entidades-chave para os processos evolutivos dos ecossistemas, funcionando como fontes de ideias, recursos humanos e empreendedores. Podemos traduzir essas questões em algumas questões orientadoras de pesquisa de interesse:
- Quais são os principais determinantes de sucesso do KIE (com ênfase no contexto dos países em desenvolvimento)?
- Qual é a relevância relativa dos diferentes grupos de determinantes (Financeiro, de Conhecimento, Organizacional, etc.) nestes países?
- Qual é o papel das políticas públicas na determinação de sucesso da KIE?
- Até que ponto as universidades afetam a geração de spin-offs intensivos em conhecimento?
- Quais modelos de engajamento entre grandes empresas e startups são mais adequados para gerar êxito nestas novas firmas?

Palavras-chave: Empreendedorismo Intensivo em Conhecimento; Determinantes; Inovação.
Líderes:
Alsones Balestrin
Aurora Carneiro Zen
Gustavo Dalmarco
Clarissa Stefani Teixeira
Olivier Coussi (University of Poitiers - França)

A utilização do termo ?ecossistemas de inovação?, empregado para explicar atividades inovadoras desenvolvidas em colaboração, vem crescendo substancialmente nos últimos doze anos devido à incapacidade dos modelos de inovação tradicionais em identificar estratégias políticas bem-sucedidas que impulsionam as inovações nacionais e regionais. Em virtude da relevância prática e do crescente uso de práticas de ecossistema por parte de gestores, empreendedores e atores políticos, pesquisadores de diferentes origens e disciplinas estão se ocupando de estudos acerca de ecossistemas de inovação. A diversidade de conceitos e aplicações empíricas que surgem neste âmbito se mostram não só como um desafio, mas principalmente uma oportunidade para os estudiosos do ecossistema. Assim, este tema congrega estudos teóricos e empíricos sobre habitats e ecossistemas de inovação, através da aplicação de conceitos como inovação aberta, hélice tríplice, transferência de conhecimento e co-criação em ecossistemas de inovação. Políticas públicas e desenvolvimento de melhores práticas em contextos como os parques tecnológicos, incubadoras e pólos de inovação e ambientes de relacionamento que integram governo-universidade-empresa traduzem o escopo de análise. Análises comparadas de sistemas nacionais, setoriais e regionais de inovação são bem vindos. São desejados estudos que também abordem outros atores do ecossistema de inovação, como aceleradoras de projetos inovadores, cidades inteligentes, cidades de conhecimento, comunidades online, ecossistemas simbióticos e demais instituições que incentivem o surgimento de organizações inovadoras. As cidades ainda podem ser abordadas como ecossistemas de inovação. Por fim, também é de interesse os resultados de pesquisas sobre empresas start-ups e spin-offs, além de spillovers de conhecimento.

Palavras-chave: Ecossistemas de Inovação; Hélice-tripla; Habitats de Inovação.
Líderes:
Edmilson de Oliveira Lima
Denize Grzybovski

Empreendedorismo é uma área de estudos que se encontra estabelecida em um conjunto temas acadêmicos centrais, dentre os quais o empreendedorismo social e o empreendedorismo ligado à inovação e à tecnologia. Kuckertz e Prochotta (2018) enfatizam o potencial acadêmico e prático de contribuição do estudo desses temas tanto como tópicos gerais quanto como em seus determinantes e no dimensionamento de suas manifestações (ex: empresas sociais). O objetivo aqui é construirmos um espaço de diálogo entre estudiosos desses temas que desenvolvem pesquisas e práticas no campo, comprometidos com a geração de tecnologias e ações inovadoras por organizações/empresas sociais tanto no setor público quanto no privado cujo foco é também a promoção da transformação social. A interface do empreendedorismo com a tecnologia e a inovação pode contribuir para o avanço do campo, intensificar o desenvolvimento de negócios sociais e contribuir para o enfrentamento dos problemas sociais e econômicos. Pretendemos captar subtemas novos e emergentes, sem deixar de atrair contribuições segundo uma abordagem mais tradicional de abordagem dos temas, contemplando o pluralismo metodológico, teórico e empírico. Propomos promover aproximação de temas e estimular a formação de redes de pesquisadores sobre empreendedorismo social no contexto contemporâneo, considerando a realidade dinâmica e as novas formas de organizações e de relações entre os atores e destes com o ambiente. Acolheremos tanto contribuições teóricas quanto empíricas, assim como comparações e perspectivas internacionais.

Não excluiremos qualquer configuração possível de abordagem de um ou de mais de um dos subtemas citados no título desta chamada: ?O social, a inovação e as tecnologias na perspectiva do empreendorismo?. Contudo, todos os trabalhos deverão ter o empreendedorismo em seu núcleo temático.

Os seguintes subtemas serão particularmente bem-vindos:
- Empreendedorismo social
- Inovação social e empreendedorismo
- Bricolagem (com tecnologia e/ou inovação) no empreendedorismo social ou não social
- Effectuation (com tecnologia e/ou inovação) no empreendedorismo social ou não social
- Empreendedorismo tecnológico (empreendedorismo digital, etc.)
- Modelo de negócios para empreendimentos sociais
- Empresas sociais
- Criação de valor social (opcionalmente com tecnologia e/ou inovação) no empreendedorismo
- Ação empreendedora
- Tecnologia social e empreendedorismo
- Empreendedores sociais e capacidade inovativa

Palavras-chave: Empreendedorismo social. Empreendedor social. Criação de valor. Inovação social. Modelos de negócios.
Líderes:
Priscila Rezende da Costa
Cláudia Terezinha Kniess
Luc Quoniam
Evelize Welzel
Geciane Porto

Na atualidade, o progresso econômico necessita estar crescentemente alinhado à estratégia organizacional. Este alinhamento é importante principalmente para as empresas que priorizam a inovação, pois elas estão suscetíveis às questões mundiais vigentes que apontam para um mundo mais interdependente, com cada vez mais acesso à comunicação, com sinergia das partes interessadas (stakeholders) e com expectativas de que suas lideranças e parceiros ajam com maior responsabilidade. Nesse contexto, o aumento da competitividade global, a crescente demanda por eficiência operacional, como também as regulações socioambientais, desafiam as empresas a inovar cada vez mais com foco estratégico. Para atender estas novas tendências globais é necessário conceber a inovação como um fenômeno multifacetado, caracterizado por complexas inter-relações entre pessoas, instituições e o ambiente institucional. Uma vez associada, especificamente, à questão socioambiental, a inovação não necessita estar focalizada somente na demanda de mercado, mas pode também contemplar as necessidades da sociedade, criando valor agregado sem comprometer o atendimento das necessidades das futuras gerações. Além disso, a inovação pode assumir características de frugalidade, ou seja, (a) de rápida disponibilização para o mercado, (b) com facilidade e simplicidade de utilização por parte dos usuários, (c) com economia de recursos, (d) resistente a falhas durante o uso e (e) com potencial de escalabilidade em outros mercados, regiões e países. Inovação e frugalidade são, portanto, assuntos que ganharam relevância acadêmica e aplicada considerável em anos recentes, particularmente, no que tange a transição para uma nova economia que tende a priorizar a preservação da biodiversidade, o consumo consciente de recursos, a acessibilidade e internacionalização da inovação e a maior perfomance econômico-financeira. Sendo assim, empresas que atuam em mercados emergentes são continuamente desafiadas a adaptar, integrar e reconfigurar recursos para buscar um desempenho distintivo em termos de geração de inovação frugal. Para tal, pressupõe-se que tais empresas podem estabelecer alianças estratégicas locais e globais para acessar recursos complementares e idiossincráticos, além disso, podem desenvolver processos de absorção do conhecimento para buscar legitimidade e enfrentar as pressões do ambiente institucional. Consequentemente, faz parte deste fenômeno multifacetado de estratégia de inovação, toda a estrutura de recursos e capacidades que venham a favorecer o desenvolvimento de produtos, processos e serviços frugais, de maneira direta ou indireta, bem como soluções que possibilitam a preservação da matéria viva e a melhoria da condição socioambiental do Planeta Terra, potencializando a qualidade de vida dos seres humanos. Assume relevância, por conseguinte, pesquisas sobre estratégia de inovação e frugalidade, especificamente em temas (e assuntos correlatos) que são também algo desta chamada, a saber: (a) gestão de recursos para suficiência e responsabilidade social corporativa; (b) gestão interorganizacional da inovação frugal; (c) maturidade dos processos de capacidade absortiva e de prospecção de tecnologias verdes; (d) sensibilidade ao ambiental institucional, incluindo as dimensões econômica, social e ambiental; (e) desenvolvimento de novos produtos e serviços para ambientes dinâmicos, interconectados e fortuitos à cooperação, como exemplo, em cidades inteligentes; e (f) consolidação da capacidade relacional em empresas de economias emergentes que, por vezes, adotam estratégias aceleradas de internacionalização em prol da inovação frugal. Estas temáticas sinalizam uma tendência de envolvimento de atores com recursos distintivos e capacidades dinâmicas que estão deslocando o locus de trabalho, anteriormente, definido como o núcleo da empresa para fora de suas fronteiras, culminando, portanto, na formação de novos modelos de negócio para a promoção da inovação e da frugalidade.

Palavras-chave: MarkCapacidade Absortiva; Capacidade Relacional; Inovação Frugal; Ambiente Institucional.
Líderes:
Isabel Cristina dos Santos
Luis Paulo Bresciani

O século XXI impõe ao ambiente técnico-científico uma retomada da centralidade do elemento humano, cada vez mais concentrado em espaços urbanos. Questões como o estilo de vida urbano, segurança pública, gerenciamento de crises, e outros, demandam a proposição de soluções que associem o modelo de vida pós-moderno à necessidade de resgatar a simplicidade da qualidade do viver. Assim, é de se esperar a promoção de debates, geração de produtos e serviços, novos e renovadores, que coloquem o ser humano no centro das soluções de problemas urbanos, transformando os lugares em espaços inteligentes e humanizados, com adoção de tecnologias orientadas para o aprimoramento dos serviços à sociedade e às novas demandas urbanas e, ao mesmo tempo, propiciando que a entrega de serviços favoreça, os espaços de convívio, a segurança, a mobilidade e uso de equipamentos públicos. Tais discussões têm pautado o trabalho de pesquisadores no âmbito do Planejamento Urbano, da Educação, da Saúde; das Cidades Digitais, da Ciência de Dados e outras áreas, o que permite considerar esse tema de alto relevo e de caráter multidisciplinar, permitindo a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) com a integração da ética na gestão dos espaços públicos e privados. Assim, esses elementos são parte da solução e servem como ferramentas de estímulo a formação de uma gestão (pública ou privada) eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação (cidadãos ou colaboradores). É lócus do desenvolvimento integrado, crescente e sustentável, tornando os processos mais eficientes, inovadores, competitivos, atrativos e resilientes, e, por isso, melhorando a qualidade de vida das pessoas, a capacidade de integração entre as cidades, metrópoles, regiões e territórios. Porém, é na interação das áreas do conhecimento que o fenômeno ?espaços inteligentes? tomará forma e produzirá um novo olhar de pesquisa pela circunscrição do fenômeno na sua natureza multi e transciplinar. O tema é complexo, o que define sua análise sob diferentes ângulos. O conceito de cidades vem sendo debatido como sendo ?espaços inteligentes e humanizados?, reconhecendo que eles representam o fluxo de conhecimento, evolução e convergência tecnológica, sob o qual as cidades e as organizações se conectam e se integram por meio da transformação de seus espaços, intermediados pelo uso intensivo de tecnologias da informação e comunicação, proporcionando qualidade de vida e inclusão às pessoas. O Estatuto da Metrópole (BRASIL, 2015) ?estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e a execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas e em aglomerações urbanas?, reconhecendo que as divisas entre as cidades são tênues, e que as virtudes e as limitações espraiam-se a partir das cidades. E as soluções precisam contemplar novas fronteiras e a metrópole redesenha os novos limites.
Sugestão de temas para submissão de artigos Este tema focaliza estudos acerca das soluções empreendedoras e tecnologias aplicadas para a transformação de cidades, regiões e metrópoles em territórios resilientes, inclusivos, sustentáveis e seguros. Nesta área temática serão abordados aspectos relativos às inovações aplicadas nos campos da saúde pública e bem-estar social, segurança urbana e gestão de riscos; habitação, mobilidade e saneamento; monitoramento dos espaços e equipamentos públicos; transparência, participação e controle social; investimentos públicos em tecnologia e infraestrutura; integração metropolitana; fomento ao empreendedorismo e sistemas inteligentes de serviços públicos; integração de dados e governança territorial. Sociedade Digital e Inclusiva.


Palavras-chave: Governança Metropolitana, Integração Tecnológica, Regiões Inovadoras, Inovação e Empreendedorismo.
Líderes:
Giancarlo Gomes
Gabriel Marcuzzo do Canto Cavalheiro
Henrique Machado Barros
Mariana Brandão Cavalheiro

Os estudos deste tema envolvem as políticas de gestão das capacidades e recursos para inovação, práticas de transferência, aprendizagem, difusão e absorção tecnológica, gestão de projetos de PD&I, desenvolvimento de produtos inovadores, métricas e indicadores para a gestão da inovação e a gestão da propriedade intelectual nas organizações. Abrangem estudos sobre processos de inovação com o uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC), negócios eletrônicos (e-business) e novas tecnologias digitais, além de estudos sobre a apropriação do esforço inovador em vários contextos. De forma geral, este tema conecta a tecnologia, a cibernética e a inovação sob uma perspectiva de estratégia tecnológica e de gestão de empresas de base tecnológica. Congrega pesquisas no tema da criação, difusão e exploração de informação no campo da economia do conhecimento, inserindo aspectos legais relativos à propriedade intelectual e a identificação geográfica. Compreende também temas como: vigília, monitoramento e prospecção tecnológica, projeção de cenários (foresight e technology roadmapping), design science e inovação nos ciberespaços. Os estudos nessa área também visam aprofundar assuntos vinculados à inovação e a internet, como crowdsourcing, crowdfunding, bussiness intelligence e redes sociais. Adicionalmente, este tema também enfoca a análise do impacto da propriedade intelectual sobre ambientes promotores de inovação no setor acadêmico, empresarial, governamental e de organizações sociais, assim como os vários mecanismos de propriedade intelectual são gerenciados em tais ambientes para promover a captura de valor da inovação. A análise de dados de registros de propriedade intelectual em âmbito nacional e internacional poderão servir de base para a realização de: estudos setoriais baseados na análise de dados patentários, proposição de modelos de transferência de tecnologia, avaliação de impactos de indicações geográficas concedidas pelo INPI, assim como a análise de políticas públicas voltadas para o uso estratégico da propriedade intelectual.

Palavras-chave: Gestão da Inovação, Propriedade Intelectual, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Líderes:
Daiane Mülling Neutzling
Danielle Denes dos Santos Carstens
José Carlos Lázaro da Silva Filho
Maria Tereza Saraiva de Souza
Marilia Bonzanini Bossle

A busca pelo atendimento dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável tem estado presente cada vez mais nos discursos de acadêmicos, pesquisadores, formuladores de políticas e, inclusive, representantes das indústrias. Neste sentido, a inovação é vista como uma das áreas mais profícuas para se alcançar a sustentabilidade nas diferentes esferas da sociedade (Boons & Lüdeke-Freund, 2013; Bossle et al., 2016; Matos & Silvestre, 2013).
Tem-se como inovação orientada para a sustentabilidade, ou inovação sustentável, a introdução de produtos, processos de produção, práticas de gestão ou métodos de negócios, novos ou significativamente melhorados, que visam criar valor econômico, social e ambiental (Adams et al., 2016; OECD, 2009). Na perspectiva interna a organização, a inovação sustentável pode ser estudada a partir das capacidades inovadoras para desenvolver novas tecnologias aplicadas a produtos e serviços ou ainda na influência das mudanças da cultura organizacional (Boons & Lüdeke-Freund, 2013, Neutzling et al, 2018). As inovações podem também ser um instrumento de transformação dos próprios modelos de negócios, a partir de novos paradigmas de gestão para tratar as questões sociais e ambientais, como são os negócios baseados no valor compartilhado ou negócios de impacto (Petrini et al. 2016; Teodósio & Comini, 2012). Por fim, em uma perspectiva sistêmica, novas dinâmicas institucionais podem se valer de inovações para estabelecer uma transição sócio-tecnica para a sustentabilidade (Geels 2010; Grin et al. 2011) visando a transformação de sociedade mais sustentáveis.
Desta forma, esta chamada visa explorar pesquisas que relacionam diferentes correntes teóricas e metodológicas aplicadas ao contexto da inovação sustentável, abarcando temas sobre inovação incremental a temas de inovação radical e disruptivas. Alguns temas atuais e emergentes de elevado interesse para a temática são: eco-inovações, tecnologias limpas; patentes ambientais; inovação ambiental aplicada à economia circular; inovação no ciclo de vida de produtos; inovação em transição energética, eficiência energética, energias limpas e renováveis; inovação ambiental disruptiva; inovação para economia de baixo carbono, inovação para a mobilidade urbana, inovação para economia compartilhada; transição socio-técnica para a sustentabilidade; inovação sustentável para a base da pirâmide (BoP), negócios de impacto, inovação para a gestão sustentável de recursos hídricos e florestais.

Palavras-chave: Inovação, Desenvolvimento Sustentavel, produtos, processos, negócios.
Líderes:
Edson Sadao Iizuka
Tales Andreassi
Verônica Macário de Oliveira
Gustavo Hermínio Salati Marcondes de Moraes
Bruno Rondani

A área de empreendedorismo encontra-se em uma fronteira entre a teoria e a prática (Aldrich, 2012; Shane & Venkataraman, 2000). Ao longo dos últimos anos algumas abordagens teóricas têm se consolidado nas pesquisas sobre o tema, tais como: a corrente econômica de compreensão do fenômeno (Carlsson et al., 2013), a abordagem comportamental do empreendedor (Gartner, 1988; McClelland, 1976; Carlsson et al., 2013), a teoria do comportamento planejado (Ajzen, 2002), e abordagens da ?prática?, tais como a teoria do effectuation (Sarasvaty, 2001), ensino e aprendizagem (Fayolle & Líñán, 2015; Kuratko, 2007).
Entretanto, ainda há espaço para desenvolvimento de pesquisas críticas e desenvolvimento de modelos conceituais e teóricos em empreendedorismo, empreendedorismo social e intraempreendedorismo, considerando a dinâmica da área, sua relevância para o desenvolvimento local e a sua articulação com outros fenômenos como design thinking (Brown, 2009) e modelagem ágil de negócios. Ao mesmo tempo, ressalta-se a importância de análises de exemplos empíricos, tais como startups, negócios sociais e inclusivos, organizações exponenciais, entre outros, como um espaço para que pesquisadores e practioners possam avançar em pesquisas acadêmicas e aplicadas.
Nesse mesmo sentido, ao analisarem a produção internacional em Empreendedorismo a partir de uma revisão sistemática, Iizuka et al (2016) apontaram algumas temáticas promissoras aos pesquisadores brasileiros: pesquisas sobre empresas familiares; aprofundamento e melhoria das pesquisas sobre os aspectos psicológicos, especialmente os que se relacionarem ao medo, à raiva e à frustração; pesquisas que tratem do empreendedorismo internacional; pesquisas sobre microfinanças dado que estamos num país com pobreza e desigualdade social, finalmente, o tema do venture capital e correlatos (angels, seed money) são relevantes em pesquisas futuras no Brasil, a despeito de um ecossistema empreendedor em construção.
Portanto, a proposta desse tema é explorar pesquisas acadêmicas que busquem contribuir com o avanço teórico na área de empreendedorismo ? a partir de ensaios teóricos, novas metodologias de pesquisa, assim como a apresentação de modelos teóricos e conceituais, por exemplo - ao mesmo tempo em que busca-se explorar exemplos práticos de organizações inovadoras e que se constituem como potencial empírico de investigação a partir de Casos de Ensino, assim como relatos técnicos e até mesmo painéis com empreendedores. Busca-se estimular diálogos com pesquisas que explorem a realidade local e brasileira, assim como trabalhos com uma abordagem mais ampla, abstrata e teórica são esperadas nessa temática. Acredita-se que tal proposta seja relevante aos pesquisadores e grupos de pesquisa das áreas de empreendedorismo, empreendedorismo social e intraempreendedorismo.

Palavras-chave: Teorias em Empreendedorismo, Metodologias Emergentes, Empreendedorismo, Empreendedorismo social, Intraempreendedorismo.
Líderes:
Sílvio Bitencourt da Silva
Daniel Pedro Puffal

A política de inovação emergiu como um novo campo de estudo durante as últimas décadas, refletindo a crescente atenção dos formuladores de políticas e estudiosos sobre o papel que a inovação desempenha no desenvolvimento econômico e social de longo prazo. No Brasil além da Emenda Constitucional 15/85, conhecida como Emenda da Inovação, o governo federal incluiu a promoção da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (CT&I) entre as "diretrizes estratégicas" do Plano Plurianual 2016-2019. Sugere que a dinamização da produção científica e tecnológica nacional passa pelo fortalecimento, a ampliação e a modernização da infraestrutura de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) públicas e privadas, pela sua maior integração com o setor produtivo, pelo estabelecimento de redes cooperativas de P&D e ainda pela articulação e integração entre os diversos órgãos e instituições que compõem o sistema nacional de CT&I.
Entre os atores do Sistema Nacional de Tecnologia e Inovação (SNCTI) descrito na Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI) 2016-2022, as ICTs tem obtido maior atenção frente ao seu potencial para auxiliar no aprofundamento das relações entre a coletividade científica, empresas, governo e sociedade . Nesta direção, o ambiente institucional das ICTs está caracterizado pela sua inserção no terceiro nível de atores do SNCTI, os operadores de CT&I, onde são geradas as inovações, desenvolvidas as tecnologias e realizadas pesquisas que foram objeto de diretrizes no nível político e de alocações de recursos no nível das Agências de Fomento.
Universidades podem ser tomadas como ICTs, devendo-se considerar também outros operadores relevantes tais como: os Institutos de Pesquisa (privados); os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFE); e os Institutos Estaduais de CT&I.
O chamado ?marco legal da inovação? e conhecido como Código de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) regulamentado pelo Decreto n.º 9.283, de 2018, procura avançar na promoção de um ambiente regulatório mais seguro e estimulante para a inovação no Brasil, onde grande peso é dado ao estabelecimento de mecanismos de estímulo à participação de ICTs em atividades de inovação associadas ao mercado.
O Decreto define uma ICT como um ?órgão ou entidade da administração pública, direta ou indireta, ou pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, legalmente constituída sob as leis brasileiras, com sede e foro no país, que inclua em sua missão institucional os objetivos social ou estatutário, entre outros, a pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico, ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos?.
A participação de ICTs no SNCTI suscita diversos desafios teóricos e empíricos no âmbito das políticas de inovação, indicando possíveis tópicos para submissão de artigos neste tema, tais como
- articulação das empresas, os diferentes níveis de governo, as ICTs, as agências de fomento ou organizações da sociedade civil
- mecanismos de geração de empreendimentos, integração de ICTs, incentivo de investimentos em P&D; e promoção de ecossistemas de inovação;
- fontes de fomento à inovação;
- internacionalização de ICTs;
- modelos institucionais para ICTs;
- linhas de atuação das ICTs; e
- perspectivas para suas atividades frente aos desafios da CT&I.

Palavras-chave: Inovação, Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação, Política de Inovação, Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento.
Líderes:
Thiago Gomes Nascimento
Fernando Gomes de Paiva Júnior

A economia criativa tem atraído atenção global nos últimos anos, direcionada para organizações, academia e governos de diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento (Sung, 2015). Assim, é imperativo o crescimento, desenvolvimento e institucionalização de estudos sobre as origem e características da economia criativa, considerando suas promessas e seus problemas (Schlesinger, 2013; Carvalhal & Múzzio, 2015), além de abranger atividades calcadas na propriedade intelectual de serviços ou produtos que incorporam inovação, desde atividades tradicionais até as complexas cadeias produtivas (Miguez, 2007). Com a presença de indivíduos criativos (Múzzio & Paiva Júnior, 2014) que possuem habilidades diferenciadas para atuação no mercado de trabalho (Serra & Fernandez, 2014), esse tema constitui mecanismo para o crescimento nas economias pós-industriais. De acordo com UNCTAD (2010), a economia criativa se mostra conceitualmente polissêmica e se centra em ativos criativos que buscam estimular a geração de renda, a criação de empregos, a exportação de ganhos, a promoção da inclusão social e diversidade cultural como formas de potencialização do desenvolvimento humano.
O tema proposto para a divisão Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo versa sobre economia criativa, ao expressar a estreita relação entre criatividade e inovação, conforme Perry-Smith e Mannucci (2017), em que serão aceitos trabalhos que contemplem temáticas como criatividade, inovação, cultura, tecnologia e desenvolvimento, arte, humanidades e entretenimento, tratados sob os prismas de gestão de negócios, empreendedorismo, indústrias, regiões e territórios e os profissionais criativos. Assim, serão aceitos trabalhos que busquem responder ao proposto na agenda desenvolvida por Almeida, Teixeira e Luft (2015): a) verificar a existência de redes de cooperação entre indústrias criativas ? clusters criativos ? e a relação entre estas indústrias; b) abordar o papel do governo na condição de agente regulador e promotor de condições adequadas para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas; c) analisar práticas de gestão que estimulem a aprendizagem e a criatividade individual, compondo equipes de trabalho oriundas de diferentes setores criativos; d) realizar estudos quantitativas visando avaliar e validar os achados de pesquisas já realizadas; e) adotar uma perspectiva de processo direcionada para analisar a gestão de pessoas no âmbito das indústrias criativas em meio a mudanças organizacionais; f) realizar pesquisas comparativas relacionando indústrias de determinado setor, situadas em diferentes ambientes, bem como entre indústrias criativas e ?não criativas, e entre indivíduos que compõem a chamada classe criativa; f) aplicar a Teoria do Capital Criativo no contexto das indústrias nacionais; g) analisar relações contratuais relacionadas a indústrias que compõem a economia incluindo todos os agentes evolvidos no processo; h) verificar a utilização de sites pessoais e redes sociais virtuais como formas de exibição talentos na Internet; i) traçar considerações acerca da educação num contexto marcado pelo sistema midiático-cultural; j) Ponderar a respeito das transformações nas indústrias culturais e criativas; l) realizar estudos empíricos pautados em fontes de coletas de dados pouco frequentes nos estudos analisados; m) analisar o impacto das recentes evoluções tecnológicas em diferentes cadeias de produção criativas; n) investigar diferentes condicionantes das estratégias de coordenação das atividades produtivas nas indústrias culturais e criativas.

Palavras-chave: Economia Criativa, Indústrias Criativas, Cidades Criativas, Criatividade e Inovação, Desenvolvimento e Tecnologia.
Líderes:
Fábio de Oliveira Paula
Teresia Diana Lewe van Aduard de Macedo Soares

Inovar é de extrema importância para a firmas garantirem a sua sobrevivência, crescimento e o bom desempenho nos dias atuais, que têm como característica a incerteza e o dinamismo, além da velocidade cada vez maior do desenvolvimento tecnológico. Nesse contexto, não somente as empresas privadas, mas também as empresas estatais que competem no mercado precisam desenvolver competências inovativas e tecnológicas. Mas não somente as empresas precisam inovar. O mundo dinâmico da atualidade aumentou as exigências das pessoas com relação aos serviços públicos, que precisam ser cada vez mais eficientes e com custos razoáveis para o contribuinte. Para se adequar a essas demandas, os diversos órgãos da administração pública precisam ser cada vez mais inovadores. Algumas empresas e órgãos da administração pública brasileira são reconhecidamente altamente inovadores, como por exemplo a Petrobras e a Receita Federal. Porém, em grande parte dos casos, o desempenho de inovação fica aquém das expectativas.
Além da necessidade de inovar por parte empresas e demais órgãos da administração pública, de forma a permitir o atingimento de suas respectivas missões, o governo também tem uma responsabilidade mais macro de orquestrar um sistema nacional ou regional de inovação que seja capaz de permitir uma maior intensidade inovativa conjunta dos diversos entes públicos e privados. Tal orquestração se dá através da criação e implementação de políticas públicas que incentivam a inovação pelos diversos órgãos públicos, assim como por intermédio de empresas estatais que participam de redes de alianças com a iniciativa privada, gerando demandas de novas tecnologias para as empresas privadas e desenvolvendo inovações a partir de atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e parcerias.
A efetividade das empresas e outros órgãos estatais no processo inovativo é geralmente considerada mais baixa do que em entidades da iniciativa privada de acordo com diversos autores. Porém, estudos empíricos apresentam diversas controvérsias com relação à essa afirmativa, além de muitas vezes fazerem comparações inadequadas por não considerar as diferenças de finalidade dos mesmos. Por isso, o estudo da inovação na administração pública, constituída no Brasil pelos diversos órgãos, autarquias, fundações públicas, e empresas públicas e de economia mista, é de fundamental importância para o desenvolvimento do país. Alguns subtemas que podem ser estudados (sem serem exaustivos), sempre podendo contemplar o Brasil e comparações com outros países do mundo, são:

- inovações na administração pública (em entes que não competem no mercado, como órgãos, autarquias e fundações públicas);
- inovações em empresas estatais e sua relação com desempenho (na dimensão financeira e em outras dimensões de interesse público);
- participação da administração pública na orquestração dos sistemas regionais e nacionais de inovação

Palavras-chave: Inovação na administração pública, Inovação em empresas estatais, Desempenho de empresas estatais, Sistemas nacionais e regionais de inovação.
Líderes:
Cristiana Fernandes De Muylder
Pedro Verga Matos
Olaf Reinhod
Jefferson La Falce

O tema proposto intitulado Inovação e desenvolvimento de estratégias e tecnologias para nova sociedade, tem como foco propiciar discussões e divulgação das ações que aproximam a academia das organizações (empresas, startups, governo, etc.) quanto ao desenvolvimento de estratégias e tecnologias inovadoras para análise de características sociais e econômicas de grupos de pessoas.
Este tema inclui aplicações e resultados com utilização de tecnologia de Social Customer Relationship Management (Social CRM), inteligencia em negócios, melhores práticas empresas startups, dentre outras.
Justifica-se a criação deste tema na área ITE da ANPAD 2019 frente a necessidade de avançar pesquisas aplicadas sobre características da sociedade atual e seus desafios (Zhang, Winterich, and Mittal, 2009; Hofstede, 1984, 2001; Harvanko et al., 2013; Bindah and Othman, 2012; Veludo-de-Oliveira et al.,2014).
A proposição deste tema discute inovação e uso da internet para entender esse ambiente da sociedade colaborando com outros eventos e periódicos onde pode-se refletir na percepção ou análise do cotidiano de indivíduos, organizações e sociedade (Kukar-Kinney, Scheinbaum, & Schaefers, 2016).
São tópicos iniciais sugeridos para envio de artigos:
a) Tecnologias e redes sociais (Social CRM Technology, Business Innovation, Resultados de Data Mining)
b) Estratégia e inteligência (Sistemas de inteligência competitiva, Sistemas de informações e desempenho nos negócios)
c) Práticas em Startup (Inovação e modelos de negócios)
d) Ações governamentais e inovação tecnológica com uso de redes sociais

Palavras-chave: Inovação, Tecnologia e Redes Sociais, Social CRM, Inteligência e desempenho, Inovação e Startups.
MKT - Marketing

Coordenador: Paulo Henrique Muller Prado - CEPPAD/UFPR

Comitê Científico:
Danny Pimentel Claro - INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa
Emílio José Montero Arruda Filho - PPAD/UNAMA e FACE/FUMEC
Fernando Bins Luce - PPGA/EA/UFRGS
Líderes:
Danielle Mantovani Lucena da Silva
Juan Jose Camou Viacava
Lucia Salmonson Guimarães Barros
Cristiane Pizzutti dos Santos

Estudos teóricos e empíricos que resultem de pesquisas do tipo levantamento, modelos correlacionais e estudos exploratórios. Explorem os determinantes individuais do comportamento do consumidor. Incluam, mas não exclusivamente, estudos sobre motivação, personalidade, atenção, percepção, busca de informações, processo de decisão de compra, formação e mudança de atitudes, e categorização.

Palavras-chave: comportamento do consumidor, métodos descritivos, métodos exploratórios, propostas teóricas, processo de decisão.
Líderes:
Evandro Lopes
Marcelo Moll Brandão
Isabella Giuliana

Artigos que resultem de estudos experimentais que contribuam empiricamente para o entendimento dos processos de Marketing. Devem ser submetidos trabalhos que utilizaram os desenhos experimentais single factor ou  fatoriais completos ? between ou within subjects ?, modelos condicionais, com variáveis dependentes de intenção, de comportamento ou neurofisiológicos, ou seja, estudo que resultem em estudos causais de Marketing. Para esse grande tema, os subtemas sugeridos estão relacionados ao comportamento do consumidor: (1) processo de tomada de decisão (reconhecimento de necessidade, processos de avaliação, escolha, comparação, compra, consumo e julgamento pós-compra), (2) teorias relacionadas ao processo de informação (exposição as informações ? forma de apresentação do conteúdo ?, atenção, emoção, metas, autorregularão, sentimentos, adaptação, compreensão, percepção, memória), (3) variáveis influenciadoras do processo de decisão de compra (motivação, envolvimento, conhecimento, atitude, valores, estilo de vida, crownding), (4) variáveis advindas das estratégia do mix de marketing (persuasão, inovação/novos produtos, varejo e canais de distribuição, meios de comunicação, efeito das marcas, gestão de varejo, administração de serviços). Ou seja, os subtemas incluem aplicações de psicologia cognitiva, psicologia social, psicologia econômica e teorias do comportamento de compra e econômica que buscam entender o comportamento do consumidor. Os resultados desses estudos têm com o objetivo trazer aplicação as estratégias de marketing. Justificativa: Os estudos experimentais em Marketing têm recebido maior atenção na academia internacional e é uma temática crescente nos principais top journals da área de administração, principalmente ? mas não exclusivamente ? de Marketing.

Palavras-chave: Experimentos, Tomada de decisão, psicologia econômica, psicologia congnitiva, psicologia social.
Líderes:
Maribel Suarez
Luiz Alexandre Pessoa

Este tema inclui discussões integradas com a perspectiva teórica da Consumer Culture Theory (CCT). Contempla estudos ou ensaios que busquem explorar o consumo - significados, sócio materialidade, influências, práticas ? a partir de uma abordagem multidisciplinar. Articula áreas de conhecimento tais como Antropologia, Sociologia, História, Linguística e Comunicação Social. Como exemplos, podem ser citadas as investigações que buscam compreender o consumo e as questões relativas a gênero, estética, regionalidades, construção e manutenção de identidade social, diferenças culturais e sociais, tribos urbanas, diferentes coletividades de consumidores, redes, anticonsumo e resistência. No Brasil o tema é um dos mais atraentes dentro da área de Marketing, algo evidenciado pelo elevado número de submissões de trabalhos no Enanpad, principal congresso do país. Desde sua criação, em 2009, o tema Cultura e Consumo (tema 3) coloca-se entre os três com maior número de submissões dentre os diversos temas de marketing. Em escolas de negócios brasileiras de todas as regiões do país circulam novos grupos de pesquisadores dentro da tradição CCT. As pesquisas CCT têm atualmente presença constante em periódicos como Journal of Consumer Research e Journal of Marketing, publicações com alto fator de impacto, além de outras revistas acadêmicas com reconhecida qualidade tais como Research in Consumer Behavior, Consumption Markets and Culture, Marketing Theory, Journal of Consumer Behavior. Conferências anuais da Association for Consumer Research (ACR) e American Marketing Association (AMA) destinam tracks específicos para a pesquisa CCT.

Palavras-chave: Consumer Culture Theory, Cultura, Significados do consumo, Sociomaterialidade, Relações sociais.
Líderes:
Francisco Vieira
Marlon Dalmoro
Daniel Rezende
João Felipe Sauerbronn

Este tema visa ampliar a interconexão entre o conhecimento do campo de marketing e a noção de mercado. Prevalente nas discussões do campo de marketing até a 1960, essa interconexão tem voltado a tona diante do reconhecimento do papel que o mercado - sua produção e suas dinâmicas - possui na teorização e prática de marketing. O interesse no tema envolve pesquisadores inicialmente conectados com as perspectiva sociocultural do consumo, do marketing industrial, bem como da sociologia e antropologia econômica. A perspectiva ontológica que dá forma aos estudos de mercado envolve desde concepções estruturalistas do mercado, da prática, até ontologias planas como a Teoria Ator-Rede. Contempla, assim, estudos ou ensaios que abordam  "mercado" - a partir de mais diferentes perspectivas teóricas e metodológicas - como elemento central. Envolve estudos conectados com perspectivas emergentes na descrição dos mercados, como a de estudos construtivistas de mercado, mercado enquanto prática, exercício de agência e modelagem dos mercados, sistemas dinâmicos de mercado, entre outros. Contempla, também, estudos de mercados a partir de diferentes níveis de análise (macro, meso e micro), das noções de sistemas agregados de marketing, e da intersecção entre mercados e sociedade. Como exemplos, possíveis discussões neste tema  envolvem, entre outras, a descrição das dinâmicas que moldam um determinado mercado, formatação de mercados, análise de mercados alternativos, conflitos e papel de diferentes atores na constituição de mercado, estrutura, regulação e institucionalização dos mercados, explicações culturais, sociológicas, históricas e antropológicas para os mercados.

Palavras-chave: Sistemas dinâmicos de mercado, estudos construtivistas de mercado, prática de mercado, estruturas de mercado, relação de produção e consumo.
Líderes:
Eduardo Eugênio Spers
Felipe Zambaldi
Elder Semprebon
Diogo Monteiro

Estudos que exploram tanto o desenvolvimento e aplicação de novos métodos de pesquisa qualitativos e quantitativos em marketing bem como a contribuição para o desenvolvimento de teoria e epistemologia em marketing. Por um lado, este tema inclui estudos sobre as novas opções metodológicas em estudos de marketing, desenvolvimento e testes de propriedades de escalas, construção de novos modelos teóricos e modelos de previsão e de simulação. Também abrange discussões metodológicas e epistemológicas sobre usos de métodos qualitativos em marketing. Contempla estudos que busquem o entendimento dos fenômenos em marketing associados às diferentes realidades brasileiras, integrando contribuições teóricas e metodológicas não apenas de outras áreas da administração, mas também de outros domínios de conhecimento. Por fim, este tema inclui discussões de bases epistemológicas que permeiam a construção de Teorias em Marketing. Trata-se de um tema que já existente na divisão de marketing e que permite não só testar ou propor inovações e melhorias metodológicas e teóricas, mas também uma reflexão sobre a produção atual e as tendências das pesquisas de marketing realizadas no contexto nacional e internacional. São bem-vindos todos os tipos de estudos que envolvam a coleta e a análise de dados qualitativos e quantitativos, resenhas, bibliometria e ensaios teóricos e conceituais.

Palavras-chave: Tendências de pesquisa, Epistemologia, Teoria, Métodos qualitativos, Métodos quantitativos.
Líderes:
Marcos Inácio Severo de Almeida
Heitor Kato
Rafael Porto
Ricardo Coelho
Valter Faia

Este tema de pesquisa recebe estudos que consideram estratégias e atividades de marketing como inputs e o desempenho mercadológico como principal(is) output(s). Por inputs entende-se todo o esforço mercadológico das estratégias de marketing (produto/serviço, preço, praça e promoção) e por outputs variáveis de desempenho/resposta em níveis de mindset do consumidor (brand equity, qualidade percebida, satisfação, lealdade atitudinal), comportamental do consumidor (aquisição, retenção, boca a boca, customer lifetime value, share of wallet), produto-mercado (vendas, participação de mercado, rentabilidade) e contabilidade e financeira (custos, lucros, margens, alavancagem, retorno para o investidor). Inclui ainda estudos sobre conceitos, modelos e teorias acerca de relacionamentos entre empresas, clientes e outras partes envolvidas na entrega de valor e geração de desempenho. Também estão incluídas nessa temática pesquisas que exploram alocação de recursos, análise de mercados e estratégia de marketing internacional (exportação/importação de produtos), mas que necessariamente relacionem esses conceitos com métricas de desempenho mercadológico. O tema recebe trabalhos de diversas inspirações metodológicas, tais como pesquisas de levantamento (métodos amparados em survey), experimentais e de modelagem econométrica aplicada a dados de marketing e diversas técnicas analíticas para compreender o impacto resultante do marketing em níveis de firma, empresa (ou varejo), produto-marca ou consumidor. Finalmente, pode incluir também revisões sistemáticas de literatura (revisões bibliométricas ou estudos meta-analíticos) cujo objetivo é explicar os determinantes das variáveis de desempenho mercadológico em seus diferentes níveis.

Palavras-chave: Desempenho de marketing, Estratégias de marketing, Influência do marketing, Métricas de marketing.
Líderes:
Ricardo Veiga
Paul Maglio
Celso Matos
André Urdan
Agnaldo Higuchi

A emergente ciência de serviço foca os sistemas de serviços, visando a explicar e impulsionar a inovação sistemática e o gerenciamento de serviços. Sistemas de serviços são configurações de cocriação de valor de pessoas, tecnologia, proposições de valor conectando sistemas de serviços internos e externos e informações compartilhadas. Este tema recebe pesquisas que exploram tópicos como: Lógica dominada por serviço (Service-Dominant Logic); Inovação em Serviços; Cocriação e codescruição de valor; (Eco)Sistemas de serviços; Infusão de Serviços (Service Infusion); Prestação de Serviços e Tecnologia; Serviços Digitais; Serviços Transformadores (Trasformative Services), e outros temas correlatos.

Palavras-chave: ciência de serviço, Lógica Dominada por Serviço, ecossistema de serviços, inovação, cocriação de valor.
Líderes:
Cid Gonçalves
Paulo de Paula Baptista
Hans Kaufmann

O track proposto incorpora os fenômenos relacionados aos seguintes subtemas: Perspectiva de estudo do relacionamento consumidor marca (e.g. autoconexão com marcas, comunidade de marca, CBBE, BRQ ); Relacionamentos positivos e negativos com marcas (e.g. amor, paixão, engajamento, retaliação, ódio, boicote, sabotagem); Big data, data mining e analytics no gerenciamento do relacionamento consumidor e marca; Marcas humanas e celebridades (e.g. esportistas, políticos, influenciadores digitais, artistas); Marcas de localidades (e.g. efeito pais de origem, marca cidade ou pais); Modelos e variáveis utilizadas na explicação e previsão dos relacionamentos (e.g. valor, satisfação, comprometimento, confiança, engajamento e lealdade); Gestão do relacionamento e rentabilidade (e.g. CRM, customer lifetime value, customer equity, up selling, cross selling); Consequências atitudinais do relacionamento (e.g Boca a boca, sensibilidade a preço, intenção de recompra).

Palavras-chave: Relacionamento consumidor marca, Autoconexão com marcas, Comunidade de Marcas, CRM, Marcas de lugares.
Líderes:
Nelsio Abreu
Marcelo Pinto
Leticia Casotti
Olga Pepece
Solange Alfinito

O tema ?Marketing e Sociedade? se situa no campo do macromarketing que faz parte da perspectiva não-interativa-não-econômica das escolas do marketing. Esse campo defende uma abordagem sistêmica para o marketing com vistas a melhorar estratégias e políticas para o bem-estar social. O tema traz debates diversos relacionados aos efeitos do marketing sobre a sociedade que podem contemplar tanto aspectos positivos quanto disfunções e problemas inerentes à relação Marketing e Sociedade. Como exemplo de estudos destacamos: ética em marketing, consumo consciente, consumo colaborativo, consumo de vulneráveis, consumismo, sustentabilidade em marketing, qualidade de vida subjetiva e bem-estar pessoal, marketing de organizações sem fins lucrativos, marketing e interseccionalidades, (neo)colonialismo e marketing, movimentos dos consumidores como resistência e diversos tipos de ativismo, marketing e desigualdades. O tema insere também a proposta da Transformative Consumer Research e Transformative Service Research onde emergem questões em contextos de vulnerabilidade tais como pobreza, envelhecimento, portadores de deficiências, fome, obesidade, desperdício de alimentos, impactos sócio ambientais, cidadania e consumo, escravidão moderna, refugiados, caminhos desviantes do consumo, estigma. No tocante às escolhas onto-epistemológicas, as diversas perspectivas e correntes, bem como trabalhos de cunho empírico e ensaístico são apropriados para o tema.

Palavras-chave: Marketing e Sociedade, Macromarketing, Transformative Consumer Research, Consumo Sustentável, Consumidores vulneráveis.
Líderes:
Eduardo Ayrosa
Marcus Hemais
Ronan Quintão

O foco deste tema é a investigação sobre as possibilidades de emancipação do consumidor, assim como os limites que se impõem à sua emancipação. Os seguintes tópicos são bem-vindos a este tema: Consumo como ação política; Construção de consciência crítica de consumidores; Práticas de resistência de consumidores; Limites teóricos e práticos de formas de resistência ao consumo; Pedagogia de consumo emancipatório; Engajamento de consumidores em práticas de ativismo social; Limites teóricos e práticos do ativismo de consumidores; Casos que relatam efeitos indesejados da ação de instituições do mercado; Casos que relatam efeitos indesejados do consumo sobre pessoas; Consumo e espoliação de identidades; Consumo e riscos ao corpo e à mente; Considerações teóricas e filosóficas sobre marketing, consumo, emancipação e ação política de consumidores; Possibilidades e problemas metodológicos relativos à investigação crítica de marketing e consumo.

Palavras-chave: Emancipação do consumidor, Consumo consciente, Efeitos indesejados do consumo, Marketing crítico, Estudos críticos de consumo.
Líderes:
Lelis Balestrin Espartel
Kenny Basso
George Alba

O track recebe estudos teóricos e empíricos com foco em temas relacionados à gestão varejista e a questões relacionadas aos canais de marketing. São bem vindos trabalhos abordando formatos varejistas, estratégias varejistas, varejo multicanal, omnicanal e showrooming, franquias, inovação e tecnologia no varejo, mobile shopping, e-tailing, experiência e engajamento do consumidor, trade-offs do consumidor no contexto varejista. Também inclui pesquisas relacionadas a sortimento, gerenciamento por categoria, precificação no varejo, logística varejista, operação varejista, marcas próprias, crowding, serviços ao cliente, design e layout de loja, visual merchandising, relacionamento entre varejistas e demais membros da cadeia de suprimento, entre outros.

Palavras-chave: Varejo, Canais de Marketing, Cadeia de suprimento, Logística.
Líderes:
Eliane Cristine Francisco Maffezzolli
Martin de la Martinière Petroll

Este tema abrange estudos empíricos e teóricos de aspectos relacionados à gestão de marcas e produtos e ao composto de preços e da comunicação. Inclui estudos sobre gestão de produtos e novos produtos, gestão de marcas, brand equity e customer based brand equity, identidade e reputação de marca e relacionamentos de consumidores com marcas. Também inclui pesquisas relacionadas ao composto de comunicação, como novos meios de comunicação, métricas de avaliação da comunicação, seleção de meios, gestão da comunicação integrada, estratégias promocionais, venda pessoal, gestão de vendas, relações públicas e patrocínios. Compreende ainda estudos devotados aos aspectos relacionados a preços do composto de marketing tais como políticas de preço, descontos, relação preço-qualidade, entre outros.

Palavras-chave: Gestão de Produtos, Gestão de Marcas, Gestão de Preços, Comunicação Integrada de Marketing, Novos Produtos.
Líderes:
Jorge Brantes
Ana Augusta Freitas
Paula Chimenti
Angilberto Freitas
Angela Maria Cavalcanti da Rocha

Este tema contempla trabalhos que explorem o marketing digital em qualquer um de seus aspectos (comportamento do consumidor digital, redes sociais digitais, e-commerce, propaganda digital, mobile commerce, boca-a-boca eletrônico ? eWOM, marketing via dispositivos móveis, realidade aumentada, marketing via ferramentas de busca, realidade virtual, games, métricas e dados digitais, big data, e-mail marketing, electronic marketplaces, marketing afiliado, marketing baseado em localização, blog marketing, influenciadores digitais, mundos virtuais 3D, plataformas digitais, ofertas digitais e novas regras de precificação em plataformas, database marketing, user generated content, green technology, canais emergentes de comunicação eletrônica, co-criação, televisão direta e vídeo sob demanda, entre outros), assim como trabalhos que tratem do desenvolvimento, difusão e adoção de inovações e novas tecnologias (teorias de difusão, processo decisório de adoção, modelos de adoção e aceitação de tecnologias ? TAM, UTAUT e outros, taxa de adoção, atributos de inovações, desenvolvimento de inovações, liderança de opinião, redes de difusão, agentes de mudança, consequências de inovações, entre outros).

Palavras-chave: Marketing Digital, Marketing via Dispositivos Móveis, Comportamento do Consumidor Digital, Difusão de Inovações, Aceitação de Tecnologias.
Líderes:
Luciana Florêncio de Almeida
Thelma Valeria Rocha
Marcos Fava Neves

Contempla estudos, ensaios teóricos e pesquisas nos campos da estratégia, marketing e comportamento do consumidor que focalizem o agronegócio, a indústria e varejo de alimentos, bem como foodservice e turismo gastronômico. Abrange estudos relacionados a análise e proposições acerca das estratégias desenvolvidas por empresas e agentes públicos nas diversas cadeias de valor do agronegócio. Inclui também estudos que desvendam e discutem o comportamento do consumidor de alimentos e o impacto de suas decisões no desenvolvimento da indústria de alimentos, do varejo, do foodservice e do turismo gastronômico. Abrange também estudos que discutem os temas da alimentação saudável, veganismo, segurança do alimento, sustentabilidade na produção de alimentos, rastreabilidade e autenticidade alimentar. Compreende ainda estudos relacionados as comunidades online que discutem alimentação, veganismo e gastronomia.

Palavras-chave: agronegocio, alimento, marketing, consumo, varejo.