ITE - Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo

Coordenador: Kadígia Faccin (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Comitê Científico:
Daiane Mulling Neutzling (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Marcelo Amaral (Mestr Prof em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - MPA/PPGA/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Vânia Maria Jorge Nassif (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Líderes:
Gabriel Marcuzzo Do Canto Cavalheiro (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Henrique Machado Barros (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Fábio De Oliveira Paula (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Mariana Brandao Cavalheiro (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
João Paulo Lima Santos (UFAL/PROFNIT/Universidade Federal de Alagoas)

O valor das empresas vem sendo crescentemente influenciado pelas suas capacidades de gerar inovações em produtos e serviços, assim como criar mecanismos efetivos para se apropriar do valor de tais inovações (Ceccagnoli, 2009; Laursen & Salter, 2014). Dessa forma, a proteção dos ativos de propriedade intelectual (PI) tornou-se primordial na atual sociedade do conhecimento (Lall, 2003; Castells, 2000), sendo o principal mecanismo formal de apropriação de inovações (Hall et al., 2014; Hurmelinna-Laukkanen & Puumalainen, 2007). Como tal, empresas atuantes em setores altamente competitivos e intensivos em conhecimento precisam construir robustos portfólios de ativos de PI, tais como marcas, patentes, desenhos industriais e direitos autorais, para promover a competitividade (Huang & Cheng, 2015; Drivas et al., 2016). Ademais, as universidades brasileiras têm demonstrado um engajamento cada vez maior com os ativos de PI, sendo, por exemplo, nos anos mais recentes, as organizações instaladas no país com o maior número de depósitos de pedidos de patente. Tendo em vista a crescente importância dos intangíveis, e um contexto mais frágil da garantia da propriedade intelectual em países emergentes como o Brasil (Cuervo-Cazurra & Rui, 2017), o estudo deste tema se mostra relevante para o contexto nacional. O tema envolve pesquisas relacionadas à gestão da propriedade intelectual e transferência de tecnologia, incluindo: prospecção tecnológica no campo da propriedade intelectual; monitoramento de tendências em registros de marcas; desafios da propriedade intelectual na transformação digital; avaliação dos impactos de indicações geográficas (IGs); proposição e avaliação de estratégias para a transferência das inovações geradas pelas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs); avaliação de políticas públicas de estímulo à proteção das criações; gestão de acordos de transferência de tecnologias oriundas das ICTs; avaliação do relacionamento de ICTs com empresas; avaliação de políticas públicas de estímulo à proteção das criações; avaliação da conveniência da proteção das criações e sua divulgação; avaliação da atuação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ferramentas tecnológicas de apoio à gestão de propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Adicionalmente, este tema também enfoca a análise do impacto da propriedade intelectual sobre ambientes promotores de inovação no setor acadêmico, empresarial, governamental e de organizações sociais.



Palavras-chave: Propriedade Intelectual ; Transferência de Tecnologia ; Inovação ; Patentes ; Marcas
Líderes:
Simone Vasconcelos Ribeiro Galina (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Ana Valéria Carneiro Dias ( Mestrado Profissional em Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual/ Doutorado em Inovação Tecnológica e Biofarmacêutica /UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Luísa Margarida Cagica Carvalho (Mestrado em Ciências Empresariais/Instituto Politécnico de Setúbal - Centro de Investigação acreditado pela FCT Portugal/CEFAGE Universidade de Évora)
Maria Teresa Gomes Valente Da Costa (Ciências Empresariais/Instituto Politécnico de Setúbal)

Renovação e mudança estão na essência da inovação; novos temas surgem frequentemente, tornando-se desafios para as organizações, que devem estar preparadas para gerenciar tendências emergentes. Esta track abrange estudos que compreendam temas emergentes em inovação, que não tenham sido amplamente discutidos em quaisquer outras temáticas e que manifestem potencial debate e interesse da Divisão ITE. Exemplos de temas de interesse podem ser, embora não se limitem a:

? Inovação internacional tem sido estudada há décadas, mas persistem questões em aberto. Há evidências de que a agenda da ?estratégia regional? emergiu recentemente (Verbeke and Asmussen, 2016), e aspectos de proximidade (Boschma, 2005) devem ser considerados para melhor compreender os impactos da distância geográfica em parcerias para a inovação. Como as organizações podem se beneficiar do conhecimento disperso e geograficamente distante, superando o desafio da colaboração a longa distância? Como a substituição/sobreposição (Hansen, 2015) influenciam as relações entre parceiros com diferenças geográficas e não-espaciais?

? Internacionalização de P&D tem sido estudada desde os anos 1990s, no entanto, ainda há lacunas a serem entendidas: Há diferenças entre empresas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, tanto como sede quanto hospedeiro de P&D (Zedtwitz et al., 2015)? O desenvolvimento local/regional relaciona-se com participação de multinacionais (estrangeiras ou nacionais) no Sistema Nacional de Inovação (Papanastassiou, et al. 2020)?

? Inovação transformativa tem sido considerada para enfrentar desafios globais como sustentabilidade e inclusão. Isso requer o envolvimento de múltiplos atores e partes interessadas, assim, uma agenda de pesquisa é necessária para lidar com preocupações distintas e elaboração de políticas adequadas (Schot e Steinmueller, 2018). Quais são as tendências em políticas para inovação transformativa? Quais são as habilidades necessárias para envolver diferentes atores na autogestão da inovação transformativa? Como perfil dos empreendedores, suas motivações e oportunidades percebidas podem orientar a inovação transformativa?

? Adoção e difusão de tendências tecnológicas (impressão 3D, IA, IoT, blockchain, biotecnologia, nanotecnologia...) têm se comportado como catapultas para promover a transformação de indústrias e gerar novos negócios. Esses tópicos geralmente são discutidos do ponto de vista técnico, no entanto, acadêmicos têm negligenciado peculiaridades do gerenciamento da inovação: como as organizações desenvolvem capacidades para lidar com tendências tecnológicas?

? Embora existam estudos sobre os impactos do processo de financeirização sobre os investimentos em inovação (Lazonick, Mazzucato, 2013), a relação entre financeirização e gestão da inovação é pouco explorada. Que condicionantes o capitalismo financeirizado aporta para a gestão, organização e resultados da inovação?

? Como a abordagem de inovação como processo e prática complexa e performativa (Garud et al., 2018; Langley et al, 2013) pode contribuir para questões como tratamento de incertezas, aprendizagem, construção de capacidades dinâmicas? Que categorias/conceitos são relevantes para tratar a performatividade e a complexidade e inovação como processo?

? Que conceitos/categorias são necessários para compreender o trabalho em atividades de inovação? Que elementos da organização do trabalho são relevantes para a inovação? Como articular essa discussão com a questão da ambidestria, sobretudo contextual (Gibson e Birkinshaw, 2004)? Como articular conceitos existentes (competências, autonomia, cooperação...) para explicar a inovação como um processo complexo?

? Em que medida emergem novos temas associados a novos modelos de negócio sustentáveis (Roome e Louche, 2016) que implicam o envolvimento mais ativo dos diversos stakeholders na criação e captura de valor? Neste contexto novos modelos assumem protagonismo com ligação à digitalização e à circularidade da economia, neste âmbito importa discutir: como os modelos de negócio da economia circular (Lewandowski, 2016), que em parte derivam do processo digital mas também de novas formas de pensar na eficiência econômica e nos seus impactos no ambiente, podem ser uma tendência? Por outro lado importa discutir em que medida estes modelos de negócios acentuam ainda mais a dimensão do setor serviços (Kohtamäki et al, 2019)?

? De que forma a economia circular pode proporcionar oportunidades para negócios de impacto mais sustentáveis (Weetman, 2019)? Em 2030, estima-se que a população mundial será de 9 bilhões, o que representa quase 3 bilhões a mais de pessoas a consumir toda uma variedade de produtos e serviços. Começa a ser consensual que manter um nível tão elevado de consumo nos dias atuais será insustentável devido à baixa quantidade de recursos naturais disponíveis (Bradshaw e Brook, 2014, WWF, 2012, Dauvergne, 2010). Este esgotamento dos vários recursos naturais, conjuntamente com os problemas relacionados pelo excesso de resíduos gerados pelo enorme aumento do consumo exigirá novos paradigmas de negócios.

1 ? Poderá o consumo colaborativo mudar o nosso mundo? O consumo colaborativo permite que as pessoas, além de perceberem os benefícios enormes do acesso a produtos e serviços em detrimento da propriedade, economizem dinheiro, espaço e tempo. Através das redes sociais, redes inteligentes e tecnologias em tempo real começa a acontecer uma superação de desatualizados modos de hiperconsumo, criando sistemas inovadores, baseados no uso compartilhado, dando lugar a novos modelos de negócio colaborativos. (Cohen & Kietzmann, 2014).

? Por que a co-criação é importante na criação de novos negócios? A estratégia de co-criação implica a criação de valor por um conjunto de stakeholders para a obtenção de benefícios mútuos. Implica, pois, o envolvimento de diferentes públicos (colaboradores, fornecedores, clientes) e até mesmo outras empresas no processo de criar/produzir algo. A autoria do termo deve-se a Prahalad e Ramaswamy (2004). Contudo outros conceitos como inovação aberta (Chesbrough, 2006) e crowdsourcing (Howe, 2009) relacionam-se com co-criação e todos implicam a participação criativa de pessoas e entidades, que através da criatividade e partilha de recursos contribuem para acrescentar valor aos novos negócios.

Palavras-chave: internacionalização da inovação ; inovação transformativa ; tendências tecnológicas ; complexidade ; performatividade
Líderes:
Maria Tereza Saraiva De Souza (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Danielle Denes Dos Santos (Prog de Mestr e Dout em Admin - PMDA/UP - Universidade Positivo)

A busca pelo atendimento dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável tem estado presente cada vez mais nos discursos de acadêmicos, pesquisadores, formuladores de políticas e, inclusive, representantes das indústrias. Neste sentido, a inovação é vista como uma das áreas mais profícuas para se alcançar a sustentabilidade nas diferentes esferas da sociedade (BOONS & LÜDEKE-FREUND, 2013; BOSSLE ET AL., 2016; MATOS & SILVESTRE, 2013). A ecoinovação, ou inovação ambiental, consiste em processos novos ou modificados, técnicas, sistemas e produtos que evitam ou reduzem os impactos ambientais (KEMP; ARUNDEL, 1998). KESIDOU; DEMIREL, 2012), causados pelo consumo e atividades de produção (CARRILLO; GONZÁLEZ; KÖNNÖLÄ, 2009). A ecoinovação não se limita a inovação em produtos, processos, métodos de marketing e métodos organizacionais, pode provocar mudanças socioculturais e nas estruturas institucionais (OECD, 2009); além de ser utilizada para prevenção e controle da poluição (KEMP; PONTOGLIO, 2011). Os drivers determinante da adoção da ecoinovação, como a regulamentação (BOSSLE, DUTRA, VIEIRA, SAUAVÉ, 2015; LOPES SANTOS, 2019) tem levado ao desenvolvimento de produtos verdes, técnicas de manejo sustentável e redução de resíduos (KEMP; PONTOGLIO, 2011) assim como em fontes de energias limpas (KEMP; PEARSON, 2008; KEMP; PONTOGLIO, 2011), criando novos espaços de mercado para produtos e serviços ou processos orientados para as questões ambientais (CHARTER; CLARK, 2007; OLTRA; SAINT JEAN, 2009) integrando a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) (CHARTER; CLARK, 2007). Sendo assim, a inovação ambiental serve para prevenir, reduzir, diagnosticar e monitorar os danos antrópicos, gerados pelas ações do homem (MARKUSSON, 2001) levando a necessidade de otimizar a utilização dos recursos naturais, tais como energia e água, de forma mais eficiente (COMISSÃO EUROPEIA, 2007; KEMP; PONTOGLIO, 2011). Nesse contexto, as políticas industriais, ambientais, tecnológicas e cientificas devem convergir (COENEN; LÓPEZ, 2010). Desta forma, esta chamada visa explorar pesquisas atuais e emergentes, que relacionam diferentes correntes teóricas e metodológicas aplicadas ao contexto da inovação ambiental, que são de elevado interesse para a temática: drivers da inovação ambiental; tecnologias limpas; patentes ambientais; P&D verde; ecodesign; inovação ambiental aplicada à economia circular; inovação no ciclo de vida de produtos; inovação em transição energética, eficiência energética, energias limpas e renováveis; inovação ambiental para modelos de negócios disruptivos; inovação para economia de baixo carbono, inovação em cadeia de suprimentos verde; inovação para a mobilidade urbana, inovação para economia compartilhada; inovação ambiental para a gestão sustentável de recursos hídricos e florestais.

Palavras-chave: Tecnologias Limpas ; P&D Verde ; Negócios Ambientais Disruptivos ; Energias renováveis ; Inovação para economia de baixo carbono
Líderes:
José Augusto Lacerda Fernandes (PPGGP/NAEA/UFPA)
Edson Sadao Iizuka (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Aurélia Adriana De Melo (Escola de Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Bruno De Souza Lessa (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)

A emergência e expansão de empreendimentos sociais no mundo faz com que este fenômeno seja foco de estudo, tanto para conhecer suas características empíricas quanto para estender-lhe os conhecimentos provenientes da teoria das organizações e as possibilidades de modelar ferramentas apropriadas de gestão. Há uma tendência de revisão de valores nas empresas tradicionais, particularmente em termos de maior consciência sobre o impacto que desejam provocar na sociedade e no meio ambiente. Como resultado, observa-se o surgimento de novos formatos organizacionais híbridos, que buscam atingir objetivos antes vistos como incompatíveis: sustentabilidade financeira e geração de valor socioambiental. Empresas sociais (social enterprises), negócios inclusivos (inclusive business), negócios sociais (social businesses), negócios com impacto social são alguns dos termos usados para explicar as organizações que visam a solução de problemas socioambientais com eficiência e sustentabilidade financeira por mecanismos de mercado. Por ser uma terminologia nova, importada do ambiente empresarial, ela tem sido alvo de 'calorosos' debates entre acadêmicos e practitioners. A tensão é provocada pela falta de um entendimento comum sobre um conceito novo e que procura conciliar dois temas vistos a priori como irreconciliáveis: negócios e impacto social. A falta de uma visão homogênea é explicada por dois principais fatores: pelas diferentes formas de definir o caráter social dos empreendimentos e pelas diversas maneiras de avaliar o caráter inovador deste tipo de organização. Nesse amplo espectro de atores, as configurações destes negócios assumem diferentes formatos, assim, cada organização vai se posicionar de acordo com os seus objetivos e interesses, dando um peso diferente para cada um dos fatores que compõem o conceito. Em 2019, um levantamento realizado pela Pipe Social mapeou 1002 empresas sociais no país. Por meio de entrevistas com empreendedores, especialistas, sessões de trabalho com atores do ecossistema e análise de dados secundários, constatou-se que a principal área de atuação desses empreendimentos tem sido tecnologias verdes (46%), cidadania (43%), educação (36%), seguida por saúde (26%), serviços financeiros (23%) e cidades (23%). Destes empreendimentos, 42% ainda não tinham recebido investimentos e 35% não tinham faturado nenhum valor até então. Em 2016 e 2017, foram registradas 69 operações de investimento de impacto no Brasil, em um total de US $ 131 milhões. Tais investimentos concentraram-se no setor de tecnologias da informação e comunicação (TICs), em linha com as tendências globais, totalizando US $ 54 milhões em 16 negócios. De acordo com o relatório da Impact Investing Impact da Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE), feito em 2018, aproximadamente metade desses acordos foi de menos de US$ 250.000. Desta forma, o objetivo deste track é fomentar e estimular pesquisas na temática de empresas sociais e organizações híbridas. Ao promover análises mais aprofundadas sobre a atuação e o desenvolvimento do empreendedorismo social e das organizações híbridas no Brasil, essa proposta pretende não somente compreender com maior robustez a atuação desses empreendimentos, bem como iluminar, a partir de diferentes prismas de análise, os aspectos que têm condicionado a gestão e o desempenho dessas iniciativas tão importantes quanto emergentes no contexto nacional.

Palavras-chave: Empreendedorismo Social ; Empresas sociais ; Impacto social
Líderes:
Luciana Maines Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Silvania Da Rocha Medeiros Vila Nova (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
John Robert Bessant (Business School/University of Exeter)
Tatiana Iakovleva (Business School/Stavanger University)

O termo Responsible Research and Innovation (RRI) (Pesquisa e Inovação Responsável) surgiu em 2002, no 6th EU Framework Programme for Research and Technological Development (FP6), que é um conjunto de ações no nível da União Europeia para financiar e promover a pesquisa (Comissão Europeia, 2002). No documento a responsabilidade está atrelada a questões éticas (criação de redes entre organismos e atividades existentes, promoção do diálogo em um contexto global, conscientização, treinamento, pesquisa em ética em relação à ciência e tecnologia) e a incerteza, risco e princípio da precaução (análise e melhores práticas). Ao longo da última década, o conceito de inovação impulsionou grande parte da agenda de pesquisa europeia (Comissão Europeia, 2013).
A responsabilidade na pesquisa e inovação é motivada pela preocupação global com o planeta, seus recursos naturais, assim como uma sociedade justa e inclusiva (Nações Unidas, 2015). Essa preocupação diz respeito a governos, que podem agir através de políticas e regulamentos, mesmo que ainda estejam em fase de desenvolvimento (Scherer, Palazzo, & Baumann, 2006). Mas também diz respeito à iniciativa privada (Burget et al., 2016).
Na prática, a RRI visa moldar, manter, desenvolver, coordenar e alinhar processos, atores e responsabilidades existentes e inovadores relacionados à inovação e pesquisa, com o objetivo de garantir resultados de pesquisa desejáveis e aceitáveis (Stahl, 2013). Consiste, portanto, no desenvolvimento de novos produtos e serviços que combinam crescimento, desempenho e responsabilidade. Esta responsabilidade é dirigida aos clientes e usuários, bem como ao ecossistema como um todo (Pavie, & Carthy, 2015).
Ao considerar a inovação como um processo, a RRI denota uma orientação para antecipação, inclusão, capacidade de resposta e reflexividade (Van Oudheusden, 2014). Essas quatro dimensões implicam um compromisso coletivo e contínuo de ser (Stilgoe, Owen, & Macnaghten, 2013). A antecipação descreve e analisa os impactos - econômicos, sociais, ambientais ou outros - pretendidos e potencialmente não intencionais que possam surgir e é sustentada por metodologias que incluem a previsão, avaliação de tecnologias e desenvolvimento de cenários (Owen, et al. 2013). A reflexão reflete sobre os propósitos subjacentes, motivações e impactos potenciais daquilo que é conhecido (incluindo as áreas de regulação, revisão ética ou outras formas de governança que podem existir) e o que não é conhecido (incertezas associadas, riscos, áreas de ignorância, pressupostos, questões e dilemas) (Owen, et al. 2013). A inclusão se refere a diminuição da autoridade de especialistas, com a inclusão de novas vozes na governança da ciência e da inovação como parte de uma busca pela legitimação Owen, et al. 2013). A responsividade exige uma capacidade para mudar a forma ou direção em resposta aos valores das partes interessadas e públicos e mudanças nas circunstâncias. A capacidade de resposta é, portanto, fazer ajustes inevitáveis nas trajetórias de inovação à medida que progridem e mobilizam as expectativas de todos os envolvidos (Demers-Payette et al., 2016).
O campo é amplo, podendo ser estudado sob a ótica da pesquisa desenvolvida em universidades e centros de pesquisa, no contexto de políticas públicas de incentivo à inovação e a inovação desenvolvida através da iniciativa pública.

Palavras-chave: Pesquisa e Inovação Responsável ; Inovação Responsável ; Políticas Públicas ; Gestão da Inovação ; Centros de Pesquisa
Líderes:
Diego Antonio Bittencourt Marconatto (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Clarissa Stefani Teixeira (Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Emidio Gressler Teixeira (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Gaspar Antonio Peixoto (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

O papel desempenhado pelas pequenos e médias empresas (PMEs) nas economias e sociedades ao redor do mundo é extremamente importante (OECD, 2017). Normalmente, PMEs totalizam 99% dos negócios (OECD/ETF/EU/EBRD, 2019) e são responsáveis por grandes contribuições ao PIB e à criação de empregos (OECD, 2017). No Brasil, metade dos empregos formais são mantidos pelas PMEs que, em conjunto, produzem um quarto do produto nacional (SEBRAE, 2018). Esses números, que podem ser mais altos em países desenvolvidos (Edinburgh Group, 2013), mostram que as PMEs fomentam o fortalecimento da classe média e o aumento da qualidade de vida de populações inteiras.
A importância evidente das PMEs, tanto em termos sociais quanto econômicos, assim como as ameaças que elas enfrentam, justificam os esforços para aprofundar a compreensão sobre as causas e a natureza da sua sobrevivência e desempenho. Portanto, o crescimento de pequenas empresas constitui um dos tópicos centrais de estudo em empreendedorismo (Marvel, Davis, & Sproul, 2016). Sabe-se que o crescimento aumenta a chance de sobrevivência dos negócios e que a incapacidade de expansão está diretamente relacionada com o insucesso da firma (McKelvie & Wiklund, 2010; Rauch & Rijsdijk, 2013).
O crescimento das PMEs, de baixa e alta intensidade tecnológica, é influenciado por elementos internos e externos à firma. A disponibilidade de capital humano (e.g. Colombo & Grilli, 2005) e recursos financeiros (Cowling, Brown, & Rocha, 2020), bem como o desenvolvimento das capacidades da firma (e.g. Parida, Pesämaa, Wincent, & Westerberg, 2017), são exemplos de importantes preditores deste fenômeno. Adicionalmente, o contexto pode revelar condições e possibilidades para descobrir, criar e explorar inovações (Ngoasong, 2018). Nesse sentido, pesquisas recentes têm empregado, por exemplo, o ecossistema de inovação como lente de análise para a criação de novos negócios e fomento da ação empreendedora (Gomes, Facin, Salerno, & Ikenami, 2018).
A despeito da relevância, a pesquisa sobre o crescimento das PMEs se tem provada particularmente difícil (Shepherd & Wiklund, 2009). Pouco avanço foi feito e convergências neste campo de estudo são muito mais raras do que a fragmentação dos resultados, devido as múltiplas barreiras relacionadas as definições inconsistentes, desafios em termos de amostragem e da própria complexidade fenomenológica inerente ao crescimento em si (Demir, Wennberg, & McKelvie, 2017).
Neste tema, discutiremos diferentes aspectos da pesquisa sobre o desempenho das PMEs: nascimento, mortalidade, sobrevivência, crescimento e escalabilidade. Serão bem-vindos artigos qualitativos, quantitativos e teóricos relacionados, mas não limitados, aos seguintes assuntos:
1. Desafios metodológicos envolvidos na pesquisa sobre inovação, empreendedorismo e desempenho em PMEs, tais como diferenças conceituais, métricas, unidades de análise etc.;
2. Identificação de possíveis padrões de inovação em PMEs e das relações entre os desempenhos organizacional e inovador;
3. Investigações sobre empreendedorismo e a sua relação com o desenvolvimento e o desempenho de pequenos negócios: intenção, comportamento e atitude empreendedora, características do empreendedor, empreendedorismo feminino etc.;
4. Fatores causais importantes (internos e/ou contextuais) para o nascimento, sobrevivência, crescimento, portabilidade, escalabilidade e mortalidade de PMEs;
5. Como os ecossistemas de inovação influenciam a atividade empreendedora e/ou o desenvolvimento de PMEs.


Palavras-chave: PME ; Crescimento ; Sobrevivência ; Desempenho ; Inovação
Líderes:
Bruno Anicet Bittencourt (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Giancarlo Gomes (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Lucas Bonacina Roldan (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Elisa Thomas (Business School/University of Stavanger)

A Quarta Revolução Industrial fortaleceu a importância da cultura e das competências técnicas, comportamentais e relacionais que devem ser aprimoradas durante todos os anos de estudos. Além disso, as competências genéricas que permitem uma participação bem-sucedida em processos de inovação e empreendedorismo são muito valorizadas. A importância das inovações fica clara, pois as empresas e organizações procuram continuamente funcionários inovadores. As empresas precisam de inovações para criar competitividade e o setor público para produzir serviços de alta qualidade e com boa relação custo-benefício (Keinänen e Kairisto-Mertanen, 2019). Dessa forma, são necessários profissionais que sejam capazes de participar dos processos de inovação e que possam contribuir para a criação de inovações (Hero e Lindfors, 2019). No entanto, ?o papel do ensino superior não é apenas formar alunos de graduação para trabalhos futuros, mas também treinar futuros funcionários para realizar tarefas de trabalho, que então geram inovações? (Keinänen e Kairisto-Mertanen, 2019, p. 17). Assim, isso impõe desafios às formas de educar, uma vez que precisamos de mudanças em todas as etapas principais da educação: planejamento, implementação e avaliação dos resultados de aprendizagem (Lappalainen, 2018).

Nesse track, discutiremos papers centrados em diferentes aspectos de pesquisa relacionados ao lado humano e comportamental da inovação. Serão bem-vindos ensaios teóricos e trabalhos empíricos sobre os seguintes tópicos:

Liderança para Inovação
Competências para Empreendedorismo e Inovação
Intenção empreendedora
Comportamento Inovador e Empreendedor
Cultura para Inovação
Pedagogia para Inovação
Educação empreendedora
Aprendizagem para Inovação
Service Learning
Service Innovation
Mindset para Inovação e Empreendedorismo
Outros tópicos relacionados



Palavras-chave: competências para inovação ; comportamento empreendedor ; cultura para inovação ; educação empreendedora ; liderança para inovação
Líderes:
Bibiana Volkmer Martins (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Alsones Balestrin (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Vinicius Farias Moreira (Programa de Pós Graduação em Administração/Universidade Federal de Campina Grande)
Paola Rücker Schaeffer (Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica/UNICAMP)

A partir da contribuição seminal de Schumpeter (1912; 1942), em que à inovação é dado o principal papel na geração do desenvolvimento econômico, novos avanços têm sido feitos para compreender melhor tal fenômeno. Abordagens sistêmicas sobre estratégias de inovação foram relatadas na literatura sob diversas formas, englobando desde a visão mais clássica de sistemas de inovação até conceitos mais contemporâneos, como os ecossistemas de inovação (ADNER; KAPOOR, 2010; 2016). Com base no estudo de Moore (1993), que cunhou o termo ecossistemas de negócios, levando o construto ?ecossistema? para as ciências sociais, nasceram os conceitos de ecossistemas de inovação (EI) (ADNER, 2006) e ecossistemas empreendedores (EE) (ISENBERG, 2010). O primeiro é normalmente empregado para explicar atividades inovadoras com grande variedade de atores, os quais cooperam para criar valor que individualmente não seriam capazes (ADNER, 2006). Assim, nos EI, o ?eco? enfatiza a dinâmica relacional e a decorrente criação de valor (RITALA; ALMPANOUPOULOU, 2017). Já nos EE, existe um conjunto de elementos (liderança, mercado, clientes, cultura, etc) que se relacionam impulsionando a criação e o desenvolvimento da atividade empreendedora (ISENBERG, 2010). Desde então, a utilização desses termos cresceu e emergiram críticas com relação à ambigüidade conceitual em relação às pesquisas em ecossistemas, decorrente essas da variação na definição de limites e níveis de análise dos fenômenos (RITALA; GUSTAFSSON, 2018). Além disso, os conceitos têm recebido críticas pela falta de consistência teórica e de evidências empíricas que corroborem com a necessidade de um novo termo (OH et al., 2016; SCARINGELLA; RADZIWON, 2017; GOMES et al., 2018; BOGERS et al. 2019). Assim, embora a abordagem ecossistêmica tenha ganhado espaço na literatura sobre estratégia, inovação e empreendedorismo, não há consenso sobre a definição dos conceitos originados dela (GOMES et al., 2018). A diversidade de conceitos e aplicações empíricas que surgem neste âmbito evidencia os desafios teóricos e metodológicos da área e também destaca as oportunidades de pesquisas futuras. Dessa forma, a despeito dos avanços realizados nos últimos anos (GOMES et al., 2018; BOGERS; SIMS, 2019; SUOMINEN; SEPPÄNEN; DEDEHAYR, 2019; VOLKMER MARTINS et al. 2019; GRANSTRAND; HOLGERSSON, 2020), os quais contribuíram para o aumento da robustez dos conceitos, diversas lacunas permanecem em aberto, principalmente no que tange ao entendimento desses fenômenos em países emergentes como o Brasil. Assim, este tema congrega estudos teóricos e empíricos que contemplem: * Avanços teóricos e conceituais sobre EI e EE;
* Orquestração e governança para a criação e desenvolvimento de EI e EE;
* A abordagem ecossistêmica para debater inovação radical, novos modelos de negócio, novos mercados ou indústrias emergentes;
* Políticas públicas e desenvolvimento de melhores práticas em parques tecnológicos, incubadoras e pólos de inovação;
* Análises de sistemas nacionais, setoriais e regionais de inovação;
* Atores e elementos integrantes dos EI e EE;
* Pesquisas sobre empresas start-ups e spin-offs;
* Spillovers de conhecimento em EI;
* Estudos sobre os níveis de análise e limites dos ecossistemas
* Impacto social dos EE e EI.


Palavras-chave: Ecossistema de Inovação ; Ecossistema de Empreendodorismo ; Sistemas de Inovação ; Inovação Aberta ; Start-ups
Líderes:
Edmilson De Oliveira Lima (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - 00/ANEGEPE - Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas)
Rose Mary Almeida Lopes (N/A/ANEGEPE - Presidência/ANEGEPE Associação Nacional de Estudos de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas)
Adriana Backx Noronha Viana (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Marcela Barbosa De Moraes (Programa de Pós-Graduação em Gestão e Desenvolvimento Regional/Universidade de Taubaté)
Reed Elliot Nelson (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

Fazer muito com pouco é muito frequentemente empregado como modo de se empreender, ainda mais em situação de crise (Kuckertzet al., 2020; Nelson e Lima, 2020; Kwong et al., 2019; Tsilika et al., 2020). Isso implica usar bricolagem (Baker e Nelson, 2005) e effectuation (Sarasvathy, 2001; Sarasvathy et al., 2020) - como também informa Fisher (2012) - esta última se também houver limitação dos riscos enfrentados a um nível de perdas aceitáveis (Dew et al., 2009; Martina, 2020).

Fazer negócios digitais é também muito comum (Zaheeret al., 2019) e tende a se disseminar ainda mais como prática à medida que as tecnologias digitais se desenvolvem e se tornam mais acessíveis (Allen, 2019; Nambisan, 2017). Fazer a transição para o digital (p. ex. montar o próprio delivery com recursos online ou aderindo ao iFood ou Rappi) ou adaptações digitais (p. ex. ampliar a gama das divulgações e vendas online) tem também se mostrado como solução para aumento de vendas e diminuição de custos, importantes soluções frente a crises (Dwivediet al., 2020; Kuckertz et al., 2020; Papadopoulos et al., 2020). Contra uma crise de pandemia (p. ex. H1N1, covid-19 etc.), o digital também é útil por diminuir a proximidade física das pessoas e o risco de contágio. Os usos do digital frente a crises são propiciados por effectuation e/ou bricolagem (p. ex. Kuckertz et al., 2020), até mesmo em condições de grande pobreza, por contarem com meios tecnológicos baratos e amplamente disponíveis. Ajudam na resiliência do empreendedorismo e das economias.

Os temas focados nesta chamada de trabalhos têm sua importância e sua necessidade de pesquisa já confirmadas por ampla literatura. Contudo, tal necessidade é particularmente grande no Brasil. Em nosso país, a pesquisa em empreendedorismo e inovação é reduzida nesses temas, precisando de ampliação e aperfeiçoamento.

Esta chamada visa a gerar troca de novos conhecimentos sobre os temas aqui focados produzindo contribuições úteis para aperfeiçoar pesquisas e práticas relativas a superação e resiliência em crises (Shepherd et al., 2020; Thorgren e Williams, 2020; Trump e Linkov, 2020; Williams et al., 2017; Williams e Shepherd, 2016; Williams e Shepherd, 2018).

Serão bem-vindos trabalhos teóricos e empíricos, estudos quantitativos, qualitativos e mistos que podem ser comparações e perspectivas internacionais e apresentar qualquer configuração possível de tratamento de apenas um ou vários dos temas da chamada.

São exemplos não excludentes de temas centrais dos trabalhos a serem recebidos, a focarem preferencialmente em processos de superação e na resiliência do empreendedorismo frente a crises:

? Negócios e transição digital
? Bricolagem
? Effectuation
? Effectuation e/ou bricolagem combinada(s) a recursos digitais
? O empreendedorismo frente a crises
? Empreendedorismo e transformação digital
? Effectuation para resiliência
? Bricolagem para resiliência
? Transição e adaptações digitaispara superação de desafios
? Inovações baratas e frugais com tecnologia para se empreender

Palavras-chave: Empreendedorismo digital ; Bricolagem ; Effectuation ; Crise ; Resiliência
Líderes:
Ana Clarissa Matte Zanardo Dos Santos (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Jose Carlos Lazaro (Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad - PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará - Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad - PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará)
Suzanne érica Nóbrega Correia (PPGA/Universidade Federal de Campina Grande)

Inovação Social é um campo bem consolidado tanto na Europa quanto na América do Norte. Esse é um (sub)campo que se forma na intersecção da abordagem sociotécnica do desenvolvimentos de ?novas práticas sociais?, com a gestão de demandas sociais. Nos últimos 10 anos instituições definidoras de políticas tecnológicas e sociais como OCDE e a Comunidade Européia (via BEPA) estabeleceram um marco institucional do conceito central do (sub)campo. Nos países em desenvolvimento (Global South), que se configuram um amplo campo para essa nova perspectiva, o uso de uma abordagem construtiva de respostas a demandas sociais com fundamentação teórica ainda está em fase de consolidação e exige novos arranjos de atores (ou ?práticas sociais?, quando sob outra lente).
Embora haja amplo reconhecimento da necessidade de inovação social, a sua ideia ainda é complexa devido a várias definições e falta de uma fundamentação teórica abrangente. Percebe-se, então, que ainda não há um entendimento claro de como a inovação social leva à mudança social, às condições que governam sua criação, sua gênese, disseminação e aceitação, sem distingui-lo claramente de outras formas de inovação. Assim, considera-se que esse campo, ainda em consolidação no Brasil, tem caminhos concretos para a sua expansão, sendo possíveis diferentes discussões teórico-empíricas. Entre as possibilidades de expansão da discussão, destacam-se:

- Abordagens teóricas e compreensão das dimensões da inovação social (Mulgan, Tucker, Ali & Sanders, 2007; Souza, Lessa & Lazaro, 2019);
- Compreensão do processo da inovação social e a institucionalização (Agostini, Silveira & Bossle, 2016);
- Desenvolvimento e transformações sociais geradas através da IS (Haxeltine et al., 2017; Shabunova, Leonidova & Mukhametova, 2019);
- Inovações sociais na perspectiva de práticas consumo (Jeager-Erben, Ruckert-John & Schäfer, 2015),
- Desenvolvimento de políticas públicas e a busca da Sustentabilidade (Haxeltine et al. 2017; Correia et al., 2018; Davies & Simon, 2013),
- Inovação Social Local - Grassroots Innovation (Martin & Upham, 2016).
- Tecnologias sociais (Dagnino, 2014; Costa et al., 2013).
- Ecossistemas de Inovações Sociais e Desenvolvimento Territorial (Sgaragli, 2014; Andion et al., 2020).
- Inovação social e os efeitos da pandemia (Chui & Ko, 2020; Cattivelli & Rusciano, 2020).

Tais enfoques resultam da compreensão abrangente e integrada das inovações sociais, incluindo diferentes atores, setores da sociedade, áreas de pesquisa e campos de aplicação, demonstrando assim, que a ampliação da perspectiva é crucial para a compreensão da inovação social (Scoppetta, Butzin & Rehfeld, 2014; Ziegler, 2017).
Portanto, a proposta desse tema é estimular pesquisas acadêmicas acerca dos avanços teórico-empíricos sobre as inovações sociais, contemplando suas dimensões e práticas, bem como as transformações resultantes de seu desenvolvimento. Busca-se estimular diálogos com pesquisas que explorem a realidade local e brasileira, assim como trabalhos com uma abordagem mais ampla, abstrata e teórica. Tendo em vista a presença de artigos com esta temática nos últimos 5 anos no EnANPAD, acredita-se que tal proposta seja relevante aos pesquisadores e grupos de pesquisa da área proposta, bem como novos pesquisadores deste processo de consolidação do (sub)campo.

Palavras-chave: Inovação social ; Inovação sustentável ; Inovação social corporativa ; Tecnologia social ; Transformação social
Líderes:
Dennys Eduardo Rossetto (BBA, M.Sc. and Ph.D. Program in Global Business/SKEMA Business School ? Université Côte d?Azur (GREDEG) - Marketing and Management Department/Universidade do Texas em El Paso, TX, EUA)
Marcelo Fernandes Pacheco Dias (Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais/Universidade Federal de Pelotas)
Isabelle Walsh (KTO Research/SKEMA Business School (Brazil, China, France, South Africa, USA))

O objetivo deste tema é examinar novos métodos, técnicas e processos que permitam o desenvolvimento metodológico de pesquisas no contexto da gestão da inovação e do empreendedorismo. Encorajamos contribuições que explorem a associação de métodos distintos, métodos multi-métodos ou que abordem, mas não se limitem aos seguintes tópicos: (1) Especificidades da gestão da inovação e/ou empreendedorismo para o desenho metodológico e teórico: Como métodos existentes e emergentes podem contribuir para o avanço teórico e analítico para os estudos no campo da Inovação/empreendedorismo? Ou ainda, como novos métodos podem ser aplicados no ensino de inovação e empreendedorismo? (2) Pesquisa Interdisciplinar: Como métodos de outras áreas do conhecimento podem contribuir com os estudos de gestão da inovação e/ou do empreendedorismo? Avanços da ciência cognitiva, de análise, simulação e inteligência computacional que podem ser aplicados ao estudo da inovação e/ou do empreendedorismo; (3) Novas unidades e níveis de análise na gestão da inovação/empreendedorismo: Que tipo de desafios e oportunidades metodológicas existem quando se estudam formas de organização como ecossistemas de inovação ou ecossistemas empreendedores? Como podemos estudar questões de gestão da inovação e/ou de empreendedorismo quando estão envolvidos um grande número de atores ou informações? (4) Questões de mensuração na pesquisa em gestão da inovação e/ou empreendedorismo: Como podemos medir os conceitos aparentemente intangíveis usados na pesquisa em gestão da inovação e/ou em empreendedorismo? (5) Metodologias, técnicas, ferramentas, métricas e impacto prático: Como podemos utilizar métodos que permitam uma melhor comunicação dos resultados para que sejam compreendidos fora da academia? Como podemos combinar métodos de pesquisa rigorosos com relevância prática ao mesmo tempo? (6) Metodologias e técnicas de coleta, limpeza de dados, normalização, processamento e análises para pesquisa e produção científica no campo da inovação e do empreendedorismo: (i) big data para correlação de palavras, temas de pesquisa, campos do saber, correntes teóricas; (ii) IA e modelagem de algoritmos para revisão sistemática, bibliometrias, cientometrias e meta-análises; (iii) aplicação de análise de redes para estudos de inovação e do empreendedorismo, ecossistemas de inovação e/ou ecossistemas empreendedores, agentes locais, transferência de conhecimento, relações institucionais, etc.; (iv) técnicas de Road mapping, forecasting, foresight, delphi, isto é, estudos preditivos e prospectivos para a área de empreendedorismo, inovação, de tecnologias, de patentes ou indicadores tecnológicos; (v) análise de simulação para impacto de decisões tecnológicas, de apoio a tecnologias emergentes e cenários tecnológicos/sociais; (vi) técnias e ferramentas para patenteometria, mensuração da inovação através de patentes, contribuições intelectuais, redes, mensuração de atividades empreendedoras, potenciais empreendedores, níveis de sucesso de novos negócios, etc.; (vii) uso de softwares para estudos qualitativos e quantitativos, ou novos usos e técnicas via software ou sistemas baseados na web; (viii) neurociência, computação cognitiva, sistemas dinâmicos, simulação baseada em agendes, experimentos, machine learning, blockchain, redes neurais, IA aplicada aos estudos da inovação e do empreendedorismo no contexto da indústria 4.0.; (ix) métodos ou técnicas de mensuração e divulgação de impacto social de pesquisas acadêmicas, de resultados de pesquisas ou de projetos de inovação e empreendedorismo e o uso de inteligência aumentada em pesquisas de inovação e empreendedorismo

Palavras-chave: Novas Metodologias de Pesquisa ; Técnicas Avançadas de Análise ; Ciência Digital Aplicada ; Análise Quali-Quanti ; Simulação em Rede
Líderes:
Priscila Rezende Da Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Roberto Carlos Bernardes (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Felipe Mendes Borini (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Moacir De Miranda Oliveira Junior (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Itiel Moraes Da Silva (Departamento de Administração /Universidade Federal do Oeste da Bahia)

Ascensão dos países em desenvolvimento como centro de inovação e sua nova nomenclatura para mercados emergentes têm ocupado um lugar de relevância na agenda internacional de pesquisa sobre estratégias globais de inovação e P&D. Os mercados emergentes têm propiciado às multinacionais vantagens dinâmicas para as multinacionais explorarem os fluxos de oferta de recursos e conhecimento local através de estratégias orientadas para a gestão da inovação de amplitude global. Nas abordagens ortodoxas para o estudo da inovação, as economias avançadas estariam no epicentro de criação e difusão da inovação global para os mercados mundiais. Exemplos atuais de mercados emergentes evidenciam que muitas destas inovações surgem de modo pioneiro nestes mercados, em empresas nativas ou subsidiarias estrangeiras locais para depois serem comercializadas e adotados com sucesso nos mercados avançados ou em suas próprias matrizes. O termo ?inovação reversa? tenta exprimir as inovações que emanam dos países em desenvolvimento para os países avançados (Von Zedtwitz et Al. 2018), por multinacionais estrangeiras que, de outra forma, seriam consideradas uma forma de localização avançada de produtos. Von Zedtwitz et Al. (2018) argumentam que tais definições orientadas para o mercado são incompletas e sugerem a ampliação deste conceito definindo inovação reversa como qualquer tipo de inovação global que, em algum momento, é caracterizada por uma reversão do fluxo de inovação de um país em desenvolvimento para um país avançado. Nestes conjunto de inovações típicas de mercados emergentes podem ser consideradas ainda aquelas soluções baseadas em inovação de custo, inovações com restrições de recursos, inovações na base da pirâmide, Inovações disruptivas ?good enough?(Hart and Christensen, 2002; Hang et al., 2010;), inovação trickle-up (Prahalad, 2004) e inovação frugal (Govindarajan and Trimble, 2012) entre outras. O objetivo deste tema é estimular os estudos empíricos e teóricos associados ao contexto das estratégias de inovação global e inovação típicas de mercados emergentes, indicando possíveis tópicos para submissão de artigos, tais como: Inovação e transferência reversa do conhecimento entre empresas subsidiarias e multinacionais; Estratégias globais e ?glocalizadas? de inovação através da exploração dinâmica de recursos e na oferta de fontes conhecimento locais; Internacionalização de startups e empresas digitais a através de soluções de produtos e serviços inovadores locais; Estudos qualitativos ou quantitativos de inovações típicas de mercados emergentes; Desenvolvimento de produto, processos e serviços de baixo custo com elevada oferta de valor que são internacionalizados ou comercializados para mercados externos; e Inovações do tipo Blowback: soluções criativas e inovadoras desenvolvidas e adotadas em mercados emergentes para depois serem replicadas em mercados internacionais.

Palavras-chave: Inovação Global ; Inovação Reversa ; Inovação Frugal ; Internacionalização com Foco em Inovação ; Inovação Típicas de Mercados Emergentes
Líderes:
Silvio Bitencourt Da Silva (Mestrado Profissional em Direito da Empresa e dos Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Luiz Carlos Di Serio (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Glessia Silva (Programa de Mestrado Acadêmico em Administração da Universidade Federal de Sergipe (PROPADM) /UFS - Universidade Federal de Sergipe - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Daniel Pedro Puffal (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Programa de Pós-Graduação em Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

A inovação é uma área de pesquisa intensa no meio acadêmico em áreas que integram a economia, administração, engenharias e o direito, entre outras. Tem atraído uma atenção crescente das empresas e governos como motor do desenvolvimento econômico e social de longo prazo.
A pesquisa tem proporcionado uma compreensão abrangente do fenômeno e um dos campos que tem sido focada durante as últimas décadas é o das políticas públicas. Nomeadamente no contexto de políticas de inovação e empreendedorismo em contextos distintos, como nações, estados, munícipios ou indústrias em particular.
No Brasil, os últimos anos tem sido frutíferos para o debate e formulação de políticas públicas de inovação. É possível destacar, neste contexto, a Emenda Constitucional 15/85, os Plano Plurianuais e, a Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI) e o chamado ?marco legal da inovação? regulamentado pelo Decreto n.º 9.283, de 2018.
Esta situação demonstra que um número significativo de contribuições sobre políticas de inovação e empreendedorismo ainda precisa ser investigadas e debatidas.
Nesta direção, com o intuito de criar subsídios para os formuladores de políticas de inovação e empreendedorismo em um momento em que muitas delas estão em revisão por conta do seu período de vigência e das perspectivas em construção no atual governo federal para alavancar o desenvolvimento econômico e social de longo prazo, esta edição contemplará contribuições sobre os seguintes tópicos:

1. Políticas de inovação e empreendedorismo no Brasil e no mundo: Avanços e Retrocessos
2. Pesquisa sobre políticas de inovação e empreendedorismo no Brasil e no mundo
3. Formulação e Implementação de inovação e empreendedorismo no Brasil e no mundo: desafios e oportunidades
4. Políticas orientadas para a demanda e par a procura e seus instrumentos, como p. ex. compras públicas e incentivos fiscais respectivamente.
5. Sistemas de Inovação no Brasil e no mundo: experiências e resultados
6. Participação dos atores e sua interação em Sistemas de Inovação no Brasil e no mundo, como p. ex. as relações entre entes públicos e privados como no caso das Universidades ou Institutos de Tecnologia
7. Sistemas de inovação setoriais, regionais e locais no Brasil e no mundo: Sucessos e Fracassos
8. Avanços tecnológicos nas principais indústrias, como p. ex. agronegócio e petróleo & gás ou frente a emergência de novas tecnológicas, como as de Internet das Coisas (IoT) ou Inteligência Artificial (AI);
9. Aspectos legais e regulamentares da inovação no Brasil e no mundo;
10. Infraestrutura de serviços tecnológicos;
11. Outros tópicos relacionados.


Palavras-chave: empreendedorismo ; governo ; inovação ; políticas públicas ; sistemas de inovação
Líderes:
Aurora Carneiro Zen (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Alex Fabianne De Paulo (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Dalton Chaves Vilela Junior (PROFNIT/UFAM - Universidade Federal do Amazonas)
Fernando Antonio Prado Gimenez (Program de Pós-Graduação em Políticas Públicas/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Simone Cristina Ramos (PPGOLD - Programa de Pós Graduação em Gestão, Organizações, Liderança e Decisão/UFPR - Universidade Federal do Paraná)

As redes sociais se desenvolvem, a partir de trocas formais e informais entre os atores. Sabe-se que tais redes são fundamentais para que empreendedores e gestores de inovação identifiquem novas oportunidades e organizem sua rede de acordo com suas necessidades (JOHANNISSON & HUSE, 2000), uma vez que moldam o fluxo de informação e traçam os laços através do qual ideais, conhecimentos e capital financeiro fluem. Stuart e Sorenson (2005) argumentam que a posição de indivíduos e firmas em redes impacta nas oportunidades de criar novas empresas e também nas limitações que enfrentam. Estudos sobre redes de empreendedores no nível individual focam nas relações ou laços dos próprios empreendedores com outros indivíduos ou organizações, comportando-se como agentes da firma (ANDERSON & MILLER, 2003; BATJARGAL, 2003; SHANE & CABLE, 2002). Além disso, os laços iniciais do empreendedor influenciam as decisões econômicas do novo empreendimento (GRANOVETTER, 1973). Laços adormecidos podem ser fonte de conhecimento e capital social, uma vez que, quando reconectados, são mais valiosos (Walter et al., 2015), estes nós fracos originam informações não redundantes que permitem o desenvolvimento e a diferenciação (GRANOVETTER, 1973), fortalecendo a geração de oportunidades de inovação e o empreendedorismo. Destaca-se ainda a importância base de conhecimento gerada em países em desenvolvimento com falhas de mercado e fraquezas institucionais (GIULIANI, 2013), como é o caso do Brasil. No empreendedorismo, ainda, são relevantes questões relacionadas ao surgimento e desenvolvimento de redes, governança e impactos sobre financiamento e crescimento de empreendimentos. A presente proposta de tema busca levantar o debate sobre diferentes perspectivas de redes sociais e as implicações no fluxo de conhecimento, no empreendedorismo e na inovação. Esse tema é crítico para o sucesso de empreendimentos inovadores, que depende de quão bem os atores são capazes de adaptar proativamente suas redes e lidar com as consequências da rotatividade. Ensaios teóricos e trabalhos empíricos em redes sociais são bem-vindos.

? Como o conhecimento coletivo é gerado e flui na rede?
? Quais propostas metodológicas usando ARS podem contribuir para a identificação de trajetórias tecnológicas?
? Qual a relação entre as propriedades da rede, o fluxo de conhecimento e o desenvolvimento de inovações?
? Qual é a influência das redes sociais no empreendedorismo?
? Como ocorre o fluxo de conhecimento em clusters industriais?
? Como as redes contribuem para a emergência de ecossistemas de inovação e de ecossistemas empreendedores?
? Como evoluem as redes formadas por instituições de ensino e pesquisa?
? A análise dinâmica das redes nos permite analisar quais problemas na área de inovação e empreendedorismo?
? Qual é o papel da dinâmica das redes na emergência de clusters, ecossistemas de inovação e ecossistemas empreendedores?
? Quais são os direcionadores da dinâmica da rede?
? Qual é a dinâmica de laços adormecidos e reconectados para inovação das empresas?
? De que forma a participação em redes de inovação e empreendedoras se relaciona com diferenças associadas a gênero?
? Quais os condicionantes do desempenho de startups sob a perspectiva do capital social e participação em redes ?
? O empreendedorismo internacional demanda diferentes formas de presença em redes?
? Que competências e práticas empreendedoras são úteis para o desempenho organizacional a partir da presença em redes sociais?


Palavras-chave: Redes Sociais ; Inovação ; Trajetórias Tecnológicas ; Empreendedorismo ; Startups
Líderes:
Andrea Aparecida Da Costa Mineiro (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras - Mestrado Profissional em Administração/UNIFEI - Universidade Federal de Itajubá)
Thiago Renault (Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Adriana Ferreira De Faria (Economia/UFV - Universidade Federal de Viçosa)

Desde o último quartil do século XX, os países industrializados passaram a fortalecer a base de conhecimento de suas economias, em função do novo paradigma técnico-econômico baseado na difusão das tecnologias de informação e comunicação (HARVEY, 1992). Surge então a noção de ?economia baseada no conhecimento?na qual a inovação passa a ser o elemento que proporciona vantagens competitivas às empresas e que se torna objetivo primordial das políticas econômicas dos países (ETZKOWITZ, 2008; PORTER, 1998).
Essa nova economia é organizada em rede e os atores institucionais, como a Universidade (U), as empresas do setor produtivo de bens e serviços (E), o Governo (G) nos seus diferentes níveis, e entidades organizadas da sociedade civil(S), que executam seus papeis natos respectivos de geração e transmissão do conhecimento, produção de bens e serviços (B/S) e regulação da atividade econômica, e também, a partir de múltiplas interações, assumem novos papéis havendo sobreposição, retroalimentação e o surgimento de dinâmicas não-lineares em espaços híbridos e de consenso (ETZKOWITZ; LEYDESDORFF, 2000; CARAYANNIS; BARTH; CAMPBELL, 2014; CARAYANNIS; CAMPBELL 2010).
O produto resultante das relações UEG e UEGS são as abordagens da Triple Helix e Quadruple Helix, que se refletem na emergência de mecanismos e ambientes de inovação, como as incubadoras de empresas, os parques científicos, tecnológicos e de inovação, os hubs de inovação, além dos escritórios de transferência e comercialização de tecnologia, das redes de P&D&I colaborativa, projetos de desenvolvimento econômico regional (arranjos e sistemas produtivos e inovativos locais), distritos de inovação, entre outros (ETZKOWITZ, 2008; AMARAL, 2015).
Estes modelos refletem o processo de geração, apropriação e difusão do conhecimento científico tecnológico e neste aspecto a emergência de modelos como a inovação aberta (Open Innovation) permite a melhor gestão de tais fluxos resultando em impactos positivos para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social.
Este track estará recebendo artigos nas temáticas abaixo:
- Ambientes de inovação (ecossistemas; incubadoras de empresas; parques científicos, tecnológicos e de inovação; áreas de inovação; distritos de inovação);
- Mecanismos de proteção do conhecimento e transferência de tecnologia (escritórios de comercialização, núcleos de inovação tecnológica, entre outros);
- Sistemas de inovação (nacional/regional) e as abordagens da Hélice Tripla, Quádrupla e Quíntupla;
- O papel da sociedade civil organizada na inovação e no desenvolvimento econômico;
- Inovação nas empresas: Open Innovation, FORTH, Stage-Gate, e outros modelos de gestão da inovação;
- Arranjos produtivos e desenvolvimento econômico regional com ênfase ou base em inovação;
- O papel da universidade no século XXI, universidade empreendedora, gestão universitária e o papel do gestor acadêmico (academic manager);


Palavras-chave: Interação Universidade-Empresa ; Hélice Tríplice ; Hélice Quadrupla ; Inovação Aberta ; Universidade Empreendedora