ADI - Administração da Informação

Coordenador: Edimara Mezzomo Luciano (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)

Comitê Científico:
Jairo Simião Dornelas (Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic - PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)
Marie Anne Macadar Moron (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Pietro Cunha Dolci (Prog de Mestr Prof em Admin - PPGA/UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul)
Líderes:
Ariel Behr (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Carla Bonato Marcolin (FAGEN/UFU - Universidade Federal de Uberlândia - Pós-Doutorado/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Eduardo Henrique Diniz (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Eusebio Scornavacca (Outro/Merrick School of Business)
Jorge Renato De Souza Verschoore Filho (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Os objetivos deste tema estão em explorar o link entre Sistemas de Informação nas práticas de Contabilidade, Auditoria e Finanças; bem como desenvolver uma visão mais ampla e inclusiva do potencial disruptivo da Blockchain e seu valor para alavancar novas estratégias de negócios. Busca-se, assim, contribuir com discussões sobre o impacto da Blockchain e de diferentes tecnologias no uso da informação e no processo decisório, promovendo discussões relacionadas aos processo de estruturação, regulação, controle e modelagem de organizações privadas e públicas.

As transformações provocadas pelas novas tecnologias afetam as estruturas dos negócios, criando oportunidades e desafios para as organizações. O maior volume de dados e a digitalização de diferentes processos auxiliam as organizações a melhorarem as ações voltadas à análise de resultados e à eficiência de seus processos; ao mesmo tempo, as organizações são pressionadas a manifestarem uma conduta de maior transparência, de controles internos e de gerenciamento da qualidade das informações fornecidas aos diferentes interessados.

Simultaneamente, aspectos tradicionais de gestão dão lugar a novas formas de práticas organizacionais e, até mesmo, a novos modelos de negócio, implicando mudanças estruturais constantes. Apesar dessas tendências, muitas organizações ainda estão encontrando um caminho que equilibre a melhoria de suas atuais operações com as novas oportunidades oferecidas pelas tecnologias emergentes.

Tal cenário exige que essas oportunidades e desafios sejam analisados de forma interdisciplinar, aliando o conhecimento técnico-teórico dos profissionais responsáveis pela conformidade das organizações, com o conhecimento teórico-empírico dos profissionais de Sistemas de Informação. Dessa forma, o atual contexto demanda profissionais com habilidades analíticas, capacitados a trabalhar com diferentes tecnologias e suas implicações nos mais diversos processos organizacionais.

Alguns potenciais tópicos incluem, mas não se limitam a:
- Transparência, Accountability e Novas Tecnologias
- Tecnologias aplicadas a Controles Internos e à detecção de fraude.
- Gestão de Riscos, Controle e Auditoria em Sistemas de Informação.
- Delegação de Algoritmos no Processo Contábil-Financeiro e de Auditoria.
- Auditoria Forense.
- Gestão da Segurança da Informação e Cybersecurity.
- Tecnologias Emergentes nos Modelos de Negócio Contábeis (novos e tradicionais).
- Transformação Digital em Contabilidade, Auditoria e Finanças.
- Analytics e Big Data em Contabilidade, Auditoria e Finanças.
- Aplicações de Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina em Contabilidade,
Auditoria e Finanças.
- Competências do profissional de Contabilidade, Auditoria e Finanças na Era Digital.
- Criptomoedas, dinheiro digital e sistemas de pagamento baseados em Blockchain
- Novos relacionamentos de negócios baseados em Blockchain
- Organizações Autônomas Descentralizadas (DAOs)
- Sistemas financeiros e Blockchain
- Blockchain e tecnologia de contabilidade distribuída
- Novas aplicações Fintech
- Gerenciamento de ativos físicos com Blockchain
- Desafios políticos: normas, privacidade, seguros e tributação, proteção do trabalho,
sustentabilidade ambiental
- Casos de uso e aplicação de Blockchain em setores específicos

São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.

Palavras-chave: Sistemas de Informação Contábil ; Blockchain ; Contabilidade, Auditoria e Finanças de Negócio ; Economia de Criptografia ; Inteligência Artificial
Líderes:
Jefferson David Araujo Sales (PROPADM/UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Ernani Marques Dos Santos (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)

Os usos, impactos e repercussões da tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) analisados e entendidos em nível da sociedade. Os usos, impactos, aplicações e implementações de tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) em nível da sociedade, na gestão pública e nas ONGs, bem como na prática democrática, na participação do indivíduo e na transparência da gestão; Tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) utilizados para a prestação de serviços ao cidadão; A tecnologia da informação e os sistemas de informação (TI/SI) como instrumentos para a gestão, inclusive a modernização, e suas repercussões nas políticas públicas; Implicações sociais do uso governamental de tecnologias da informação e sistemas de informação (TI/SI); A adoção de software livre na gestão pública; Aspectos socioambientais e impactos do advento da tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI); Aspectos de tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) e seus usos por cidadãos, grupos e organizações sob a ótica da inclusão digital, bem como a emancipação de gênero, minorias, dentre outros. Uso da tecnologia da informação e sistemas de informação (TI/SI) para o desenvolvimento (ICT4D). Midias sócias virtuais e suas repercussões na atuação do cidadão, da sociedade e do governo. Militância digital; Governo eletrônico - e-gov e seus impactos na qualidade dos serviços públicos.


Palavras-chave: TI e Sociedade ; TI e Inclusão Social ; E-Gov e Serviços Públicos ; TI para o Desenvolvimento (ICT4D)
Líderes:
Alessandra Cabral Nogueira Lima (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia - Docente/UFS - Universidade Federal de Sergipe)
Ademir Macedo Nascimento (Mestrado Profissional em Administração (Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável)/Universidade de Pernambuco)
Jorge Da Silva Correia Neto (Mestrado Profissional em Administração Pública PROFIAP/Universidade Federal Rural de Pernambuco)
Mai-ly Vanessa Almeida Saucedo Faro (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia - Docente/Universidade Federal de Sergipe)

A proposição do tema ?Tecnologias, Colaboração e saúde? caracteriza-se como trilha de pesquisa necessária na área de Administração da Informação (ADI), em que serão abordados estudos e pesquisas relacionadas aos diferentes ambientes de uso, adoção e apropriação da TI, aspectos caracterizadores e efeitos sobre a saúde. Além disso o tema se propõe a promover um espaço de diálogo em que a transformação da saúde através do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação seja amplamente discutido, e possa configurar o estado atual do desenvolvimento da tecnologia de informação em saúde no Brasil e no mundo.
Trata-se de um tema em constante evolução haja vista as tecnologias a exemplo das plataformas sociais baseadas na Internet vêm favorecendo a colaboração, assim como o compartilhamento e a interação; e estão sendo apropriadas nas dimensões da atividade humana em seus mais diversos contextos, inclusive na área de Saúde, com reflexos nas atividades, papéis e competências dos profissionais de saúde e seus pares. É sabido que a saúde não se restringe aos seus profissionais e ao governo, o usuário de serviços de saúde hoje tornou-se o cerne principal do setor, e as tecnologias de informação e comunicação permitem serviços digitais que atendam aos desejos e necessidades desses indivíduos. Temáticas como como saúde digital, global e mobilidade; informática clínica; Organização, Gestão, Avaliação e Impacto Social da Informática em Saúde são trazidas pela comunidade acadêmica uma vez que entendidas como área de conhecimento e prática, são consideradas nos ambientes organizacionais de saúde, que são influenciados pelo potencial das tecnologias digitais uma vez que estas propiciam procedimentos inovadores que expandem o alcance, a qualidade e a resolutividade dos diversos aspectos da atenção à saúde.
Submissões que promovam as contribuições de TI para o desenvolvimento contínuo do campo da saúde e suas dimensões serão bem-vindas, estimulando-se a submissão de trabalhos resultantes de pesquisas teóricas e empíricas, dissertações de mestrado e teses de doutorado, assim como ensaios teóricos.

Palavras-chave: saúde digital ; tecnologia da saúde ; informática clínica ; Gestão, Avaliação e Impacto Social da Informática em Saúde ; colaboração interativa
Líderes:
Mauri Leodir Lobler (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas - PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Marcos Paulo Valadares De Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Eliete Dos Reis Lehnhart (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas - PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Monize Samara Visentini (Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Políticas Públicas/Universidade Federal da Fronteira Sul)

Como e porque decidimos de determinada forma? Essa é uma pergunta central formulada por Hammerstein e Stevens (2012) no livro ?Evolução e Mecanismos do Processo Decisório?. Eles afirmam que nossas escolhas são governadas por mecanismos cognitivos moldados ao longo do tempo, através do processo de seleção natural. Desde a detecção de sinais e a memória, até o aprendizado individual e social, a evolução criou em nós fortes conceitos prévios sobre como e quando processamos as informações, e são esses blocos de construção cognitivos evoluídos que fornecem a base para nossas escolhas. Para um decisor específico, as decisões tomadas para um mesmo problema em momentos diferentes podem ser diferentes, porque a sua preferência não é sempre constante. Grande parte dos indivíduos gostaria de acreditar que suas decisões são racionais e bem fundamentadas; no entanto, pesquisas têm demonstrado que, por via de regra, isso não ocorre (MARCH, 1994). Acredita-se que a experiência, o conhecimento e a intuição podem ser guias através do processo de tomada de decisão, mas a limitação inerente ao processamento de informações de forma objetiva frequentemente conduz o decisor a falhas no processo de escolha (RIABACKE, 2012). Para além do estudo do comportamento e da cognição humana, ou melhor, baseado nesses estudos, busca-se cada vez mais a implementação de sistemas através de modelos, algoritmos que possam auxiliar ou até mesmo substituir o ser humano na tomada de decisão. Lepri et al.(2018) afirmam que a combinação de maior disponibilidade e de grandes quantidades de dados comportamentais humanos refinados, bem como avanços no aprendizado de máquina, estão gerando uma crescente dependência de algoritmos para resolver problemas sociais complexos. Os processos de tomada de decisão algorítmica podem levar a decisões mais objetivas e, portanto, potencialmente mais justas do que aquelas tomadas por seres humanos que podem ser influenciadas pela ganância, preconceito, fadiga ou fome. No entanto, a tomada de decisão algorítmica tem sido criticada por seu potencial para aumentar a discriminação, assimetria de informação e poder.
Nesse tema podem ser submetidos estudos que tratam de: uso da informação; técnicas e sistemas para tomada de decisão; modelagem; modelos conceituais em decisão; sistemas e técnicas para apoio à tomada de decisão; desenvolvimento e avaliação de SAD; modelagem de processos com modelos matemáticos; simulação; otimização; modelos de redes; processos estocásticos; programação linear; filas; métodos multicritério; sistemas especialistas e de inteligência artificial; redes neurais artificiais; neuro-IS; lógica fuzzy; e machine learning. Outros assuntos relacionados ao processo decisório são bem-vindos. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.


Palavras-chave: processo decisório ; modelagem da decisão ; cognição ; sistemas de apoio a decisão
Líderes:
Cristiane Drebes Pedron (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
José Carlos Da Silva Freitas Junior ( PPGN - Programa de Pós-graduação em Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Graziela Molling (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Giuliana Veronese (-/Stefanini)

A sociedade, assim como o mundo dos negócios, está passando por um processo de transformação digital (Li, 2018) e que foi impulsionado pela pandemia por COVID-19 (Soto-Acosta, 2020). Essa transformação deve-se aos recentes avanços tecnológicos que tem permitido o surgimento de novos modelos de negócios, que agora estão transformando a era industrial por meio de tecnologias digitais. Muitas destas transformações se dão pelas adoções de tecnologias da indústria 4.0, gerando novos modelos de negócio.
A indústria 4.0, considerada a quarta revolução industrial, se baseia na ideia de criar fábricas digitais inteligentes, facilitando a interconexão e a informatização na indústria tradicional, tornando os negócios mais flexíveis e responsivos às tendências de mercado (Lu, 2017). As tecnologias da indústria 4.0 (ex. Internet das Coisas, big data, cloud computing, analytics) proporcionam as organizações solucionar problemas de forma inovadora e/ou aproveitar oportunidades por meio de novos rearranjos de recursos e novos modelos de negócio, tendo sido percebidas como fonte de diferenciação no mercado. Os novos modelos de negócio tem utilizado tecnologias digitais para obter vantagem competitiva (Fernandes et al., 2017). Para tanto, as empresas necessitam melhorar o seu desempenho, investindo em tecnologias digitais e desenvolvendo capacidades digitais.
O objetivo deste track é conceituar, teorizar e apresentar evidências práticas de como se dá a transformação digital nas organizações por meio da adoção e uso de novas tecnologias bem como o desenvolvimento de capacidades organizacionais.

As seguintes questões são sugeridas:
? Quais são as capacidades necessárias para a transformação digital?
? Como as organizações desenvolvem capacidades para se valer da transformação digital e obter vantagem competitiva?
? Como os modelos de negócios são concebidos, transformados e geridos na era digital?
? Como propor valor por meio do uso de tecnologias da indústria 4.0?
? Como gerir recursos organizacionais na era digital?

Neste contexto, este tema de Transformação Digital convida os autores a submeterem seus artigos sobre os seguintes temas, mas não restrito a eles:
? Capacidades digitais e modelos de negócio
? Criação de valor em ambiente de transformação digital
? Inovação do modelo de negócio por meio de tecnologias da indústria 4.0
? Desenvolvimento, avaliação e contribuição de valor das capacidades de TI e novos modelos de negócio na era das tecnologias da Indústria 4.0: Internet of Things (IoT); Cloud Computing; Big Data; Analytics; Machine Learning; realidade aumentada; mobile computing; veículos autônomos (incluindo drones); sistemas ou robôs autônomos; e outros.
As possíveis abordagens teóricas sugeridas são: Resource Based View, Teoria Ator-Rede, Teoria Institucional, mas não limitadas a elas, aceitamos outras teorias coerentes com o tema pesquisado.
Incentivamos metodologias qualitativas, quantitativas, mistas e Design Science Research (DSR). Os artigos teórico-empíricos, aplicados e tecnológicos podem ter como contexto de pesquisa tanto organizações privadas como públicas.


Palavras-chave: Transformação Digital ; Tecnologias da Indústria 4.0 ; Capacidades Organizacionais
Líderes:
Clarissa Carneiro Mussi (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin - PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)
Andrea Raymundo Balle (Curso de Mestr Prof em Gestão Empresarial - MPGE/FBV - Faculdade Boa Viagem)
Mirian Oliveira (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - ISEG/Universidade de Lisboa - Portugal)
Carla Curado (ISEG/Universidade de Lisboa)

O conhecimento é um ativo intangível relevante para a obtenção da vantagem competitiva sustentável, o que torna relevante a sua gestão. A gestão do conhecimento compreende um conjunto de processos voltados à criação, armazenamento, compartilhamento, aplicação e proteção do conhecimento, visando atender aos objetivos organizacionais. A tecnologia da informação ao mesmo tempo que pode facilitar a gestão do conhecimento, também pode aumentar os riscos de perder a vantagem competitiva obtida. Desta forma, as organizações precisam equilibrar as atividades que promovem o compartilhamento e a proteção do conhecimento, com o intuito de manter sua competitividade. Vários são os antecedentes que podem alavancar a gestão do conhecimento na organização como, por exemplo o capital social, assim como mediar a relação dos seus processos com a inovação ou o desempenho organizacional como, por exemplo a capacidade absortiva. O tema proposto envolve o estudo de recursos e capacidades voltados ao conhecimento em nível individual, equipes, intraorganizacional e inter-organizacional. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas. Neste contexto, este tema ?Gestão do Conhecimento: antecedentes, processos e resultados? convida os autores a submeterem seus artigos sobre as seguintes temáticas, mas não restrito as mesmas:
Mecanismos para compartilhamento do conhecimento
Equilíbrio entre compartilhar e proteger conhecimento
Questões sociais e comportamentais da gestão do conhecimento
Capacidade absortiva e Capacidades dinâmicas
Retenção e acúmulo de conhecimento
Gestão do conhecimento e tecnologia da informação
Gestão do conhecimento e mídias sociais
Gestão do conhecimento e gestão de projetos
Resultados da gestão do conhecimento
Gestão do conhecimento em micro, pequenas, médias e grandes empresas
Avaliação e indicadores de gestão do conhecimento
Capital social e a gestão do conhecimento
Qualidade do conhecimento
Criação do conhecimento
Gestão do conhecimento e inovação
Aprendizagem organizacional
Gestão do conhecimento e ciência de dados
Motivações para gestão do conhecimento
Mecanismos para a gestão do conhecimento


Palavras-chave: Gestão do Conhecimento ; Compartilhamento do Conhecimento ; Capacidade Absortiva ; Retenção do Conhecimento ; Proteção do Conhecimento
Líderes:
Cristina Dai Prá Martens (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Marcirio Silveira Chaves (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Rodrigo Baroni De Carvalho (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Anibal Cassanelli (Ingeniería Mecánica/Universidad Nacional de Mar del Plata.)

A gestão de projetos (GP) tem estado sempre presente na área de Sistemas de Informação (SI). Entretanto, as organizações estão cada vez mais projetizadas e os projetos continuam tendo altas taxas de insucesso, seja em relação a prazo, orçamento, metas de qualidade, satisfação do cliente, entre outros.

Além disso, pesquisadores e praticantes estão sendo questionados sobre como as estratégias de governança, de colaboração, de terceirização de recursos, entre outras, são conduzidas nos atuais projetos de TI/SI.

Neste cenário de novas realidades, a inteligência artificial e a ciência de dados modificam a forma como a equipe atua e colabora; os projetos podem envolver novas abordagens de gestão, a exemplo de metodologias ágeis; tecnologias da indústria 4.0, como internet das coisas e sistemas inteligentes; assim como TI/SI globais e descentralizados.

Este tema convida ao desenvolvimento de artigos científicos, provenientes de pesquisas básica e aplicada, e tecnológicos, que permitam o amadurecimento da compreensão sobre a GP de TI/SI. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas, mistas ou Design Science Research. O tema contempla os seguintes tópicos, mas não se limita a eles:

? Abordagens de gestão de projetos de TI/SI, como o método Ágil, PMI, IPMA, Design Thinking, metodologias híbridas (combinação de abordagens).
? Gestão de projetos ágeis na área de TI/SI: Fundamentos do Agile (lacuna de conhecimento, teoria da restrição, etc.), Processo, projeto e programa Agile, Princípios de liderança ágil, Metodologias ágeis (Scrum, etc.), Equipes Agile (Organização, etc.), Contratos de projeto de SI / TI (tipos, riscos, etc.).
? Aspectos sócio-técnicos do desenvolvimento de SI e gestão de projetos.
? Atuação de escritórios de projetos (PMO).
? Competências individuais e organizacionais na gestão de projetos de TI/SI.
? Equipes de projetos de TI/SI distribuídas, globais, virtuais e de alta performance.
? Gestão da Comunicação em projetos de TI/SI.
? Gestão da Qualidade em projetos de TI/SI.
? Gestão de Aquisições em projetos de TI/SI.
? Gestão de programas e de portfólio de TI/SI.
? Gestão de projetos de TI/SI em organizações públicas.
? Gestão de projetos inovadores de TI/SI.
? Gestão de Riscos em projetos de TI/SI.
? Gestão de Stakeholders em projetos de TI/SI.
? Gestão do conhecimento e aprendizagem em projetos de TI/SI.
? Governança, gestão de riscos e aspectos de conformidade em projetos de TI/SI.
? Interfaces entre metodologias de gestão de projetos de TI/SI e metodologias de gestão da inovação.
? Novas técnicas e ferramentas na gestão de projetos de TI/SI.
? Novas tecnologias e mídias em projetos de TI/SI.
? Outsourcing e terceirização em projetos de TI/SI.
? Sucesso de projetos de TI/SI.


Palavras-chave: Projetos de TI/SI ; Gestão de projetos de TI/SI ; Abordagens em projetos de TI/SI ; Novas tecnologias em projetos de TI/SI ; Gestão de projetos ágil
Líderes:
Guilherme Lerch Lunardi (PPGA/FURG/FURG - PROFIAP/FURG - Universidade Federal do Rio Grande)
Kathiane Benedetti Corso (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)
Alexandre Cappellozza (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)

O tema 'Aspectos individuais e de grupo no uso de SI/TI' caracteriza-se como uma importante e consolidada trilha de pesquisa na área de Administração da Informação (ADI), em que são abordados estudos e pesquisas relacionadas aos diferentes ambientes de uso da TI, seus antecedentes, aspectos caracterizadores e efeitos sobre indivíduos e grupos. Complementarmente, destaca-se, ainda, como um tema em constante evolução, em que ano após ano, novas temáticas envolvendo o uso de SI/TI, tanto no nível individual quanto de grupo, são levantadas pela comunidade acadêmica como importantes aspectos que devem ser levados em consideração no atual ambiente organizacional, fortemente influenciado pelas mais inovadoras tecnologias de informação. Os principais tópicos de interesse que podem se enquadrar neste tema dizem respeito a: motivação, engajamento, ansiedade, autoeficácia, aprendizado, resistência ao uso, cyberloafing/cyberslacking, dependência de Internet/Smartphone, adoção, rejeição, adaptação da tecnologia, hábito, uso voluntário e uso compulsório da TI, ergonomia de ambientes de uso, efetividade de uso, efeitos de grupo, cultura, ambientes presenciais, online, privados e corporativos, e difusão tecnológica. Submissões que demonstrem as contribuições de SI/TI para o desenvolvimento contínuo dos campos das teorias individual, grupal e organizacional são bem-vindas. Incentiva-se, portanto, a submissão de trabalhos resultantes de pesquisas teóricas e empíricas, dissertações de mestrado e teses de doutorado, assim como ensaios teóricos.

Palavras-chave: usuário ; grupo ; adoção ; uso ; aspectos cognitivos
Líderes:
Rafael Alfonso Brinkhues (Administração/Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul)
Fabio Luis Falchi De Magalhaes (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - Informática e Gestão do Conhecimento/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)

Para o funcionamento e crescimento dos negócios, é necessário governar e investir em tecnologias tradicionais e emergentes. As tecnologias emergentes estão relacionadas, mas não limitadas a, AI, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning entre outras. A estratégia de TI e a gestão de TI também são importantes para tomar melhores decisões em diferentes setores, contextos e organizações. Como observamos, a pesquisa em Estratégia, Capacidades, Investimentos e Governança de TI tem sido explorada por diferentes motivações, que ainda são importantes para entender a contribuição desses estudos para a pesquisa nessa área, mas também como esses estudos podem ser usados pelos profissionais. Assim, as submissões para a trilha Estratégia, Capacidades, Investimentos e Governança podem incluir artigos completos e pesquisas em andamento, e podem ser conceituais, teóricos, de projeto, empíricos, estudos quantitativos, estudos de caso ou relatos de desenvolvimento tecnológicos. Os tópicos de interesse incluem, mas não estão limitados ao seguintes:

- Governança de TI
- Governança de tecnologias emergentes - IA, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Investimentos tecnologias tradicionais e emergentes - AI, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Estratégia de TI em todos os tipos de organizações relacionadas a tecnologias tradicionais e emergentes - IA, Blockchain, IOT, Big Data, Machine Learning, etc.
- Capacidades de Informação, Digitais e de TI / SI
- Planejamento, Gestão e Alinhamento Estratégico de TI
- Capacidades de Informação e TI
- Antecedentes e efeitos de TI / SI nas organizações.
- Competitividade, desempenho, valor e produtividade através do uso de TI
- Estruturas e modelos de governança, estratégia e investimentos de TI
- Antecedentes e decisões de TI / SI;
- Gerenciamento de TI, como desenvolvimento e uso de aplicativos, infraestrutura, sistemas, hospedagem e comunicações em nuvem
- Práticas e casos de governança, estratégia e investimentos em TI

Nesta trilha, estamos procurando receber trabalhos que relatem estudos de pesquisa inovadores e novos insights em teorias, modelos e práticas em pesquisa de Estratégia, Investimentos e Governança de TI. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.


Palavras-chave: Estratégia de TI; Capacidades de TI; Investimentos em TI ; Governança de TI; Tecnologias tradicionais e emergentes; Valor do negócio

Palavras-chave: Estratégia de TI ; Capacidades de TI ; Investimentos em TI ; Governança de TI ; Tecnologias tradicionais e emergentes
Líderes:
Guilherme Costa Wiedenhoft (PPGa - ICEAC/FURG)
Taiane Ritta Coelho (Programa de Pós-graduação em Gestão da Informação - PPGGI/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Marlei Pozzebon (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - IB/HEC Montreal )
Ruben Filipe De Sousa Pereira (ISTAR-IUL - Centro de Investigação em Ciências da Informação, Tecnologias e Arquitetura (ISTA) /Instituto Universitário de Lisboa - ISCTE)

Esse tema possui um caráter transversal aos demais, aceitando estudos de todos os tópicos relativos a SI/TI que visem discutir o estado da arte da área das pesquisas em SI/TI. Buscam-se estudos teóricos ou empíricos que aprofundem as discussões sobre os aspectos filosóficos, teóricos e metodológicos das pesquisas em SI/TI. Especificamente, este tema busca trabalhos que, por meio de argumentação ou rigor metodológico, refletem criticamente as premissas fundamentais sobre os fenômenos de SI/TI que estudamos. Este tema busca ainda, estudos que indiquem novas oportunidades de pesquisa, novas tendências em temas, técnicas e abordagens; internacionalização; apresentem levantamentos sobre o passado do campo, sua história e as perspectivas para o futuro da área (pesquisa e pesquisador). Este tema inclui também estudos que proponham novas ideias, agendas de pesquisa; proposições e críticas à prática passada, atual ou tendências futuras; avaliações e críticas de tendências na pesquisa em SI, bem como contribuições para o desenvolvimento da área e para ampliação do rigor e relevância das pesquisas em SI/TI.
Os tópicos de interesse deste tema incluem, mas não estão limitados a:
- Aplicações teóricas na fronteira do campo e tenham como unidade de análise ao menos um dos artefatos de SI/TI
- Revisões de questões ontológicas, epistemológicas e metodológicas na pesquisa de SI/TI
- Discussões sobre novas teorias e teorias emergentes em SI/TI
- Aprimoramento do trabalho interdisciplinar em SI/TI
- Novas abordagens metodológicas para a pesquisa em SI/TI
- Abordagens filosóficas em SI/TI
- Identificação das redes de colaboração nas pesquisas em SI/TI
- Ensaios teóricos e Revisões Sistemáticas da Literatura que apontem gaps e lacunas a serem exploradas nas pesquisas em SI/TI.


Palavras-chave: Teorias em SI/TI ; Métodos em SI/TI ; Temas Emergentes em SI/TI ; Novas Abordagens e lacunas em SI/TI ; Rigor e Relevância dos Estudos em SI
Líderes:
Raquel Janissek-muniz (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Fernando Carvalho De Almeida (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)

Diante da dinâmica de competitividade, com desafios que englobam crescente concorrência, clientes cada mais informados, rápidos avanços tecnológicos, entre outros fatores evolutivos que geram expectativas, organizações que se desejam inovadoras devem desenvolver capacidades para transformar as mudanças do ambiente em estratégias relevantes para mercados sempre em transformação. Em ambientes turbulentos, aumenta ainda mais a pressão para que sejam proativas às demandas de mercado por soluções inovadoras. Uma das preocupações fundamentais das organizações é identificar, no ambiente, elementos variáveis que possam intensificar seu desempenho inovativo e fontes de vantagens competitivas duráveis, de forma a preparar-se para enfrentar possíveis ameaças e/ou aproveitar oportunidades competitivas. Através do estabelecimento de processos estruturados de monitoramento do ambiente, visando a captação e interpretação de elementos informativos para melhor compreensão do ecossistema, a Inteligência potencializa a percepção de sinais pertinentes, convertendo-os em insights que sustentam a antecipação de mudanças do ambiente. A Inteligência associa-se fortemente à estratégia na medida que se refere a atividades que permitem, às organizações atentas, reduzir incertezas do ambiente em evolução, alimentando com informações diferenciadas os processos de planejamento e decisão estratégica, fortalecendo capacidades organizacionais para competir com êxito e crescer com resultados. Tal associação resulta na Inteligência Estratégica, que diz respeito à capacidade da organização em adaptar-se e antecipar-se às circunstâncias em mudança do ambiente de negócios, em uma visão de longo prazo. Para o estabelecimento da Inteligência Estratégica, são necessários pessoas, processos e ferramentas que, combinados, alavancam a conversão de informações do ambiente para a adaptação e evolução organizacional. Com processos que apoiam o desenvolvimento de vantagens competitivas sustentáveis por meio da detecção sistemática de sinais do ambiente, a Inteligência tem sido considerada fator distintivo na sustentabilidade organizacional, exigindo esforços na busca do estabelecimento de processos diferenciais, suportados por ferramentas e tecnologias que facilitam, ao coletivo implicado, a conversão de sinais em insights diferenciais. Em resposta a esta problemática, a literatura de Gestão Estratégica e de Sistemas da Informação, oferece conceitos associados à Inteligência Estratégica (IE), nas suas variantes como ?strategic scanning?, 'strategic foresight? e 'corporate foresight?, bem como direcionamentos que geram nomenclaturas associadas à IE, tais como Inteligência Antecipativa, Inteligência Coletiva, Inteligência Prospectiva, Inteligência Organizacional, Inteligência Competitiva, Inteligência de Mercado, entre outras práticas de monitoramento que auxiliam organizações a manter um olhar atento a seu ambiente. Nesta linha, outras terminologias têm se associado à função Inteligência sob um olhar mais tecnológico, trazendo discussões sobre como Big Data, Data Science, Data Mining, Inteligência Artificial, entre outros, podem contribuir e aperfeiçoar o processo de Inteligência, abrindo todo um novo leque de estudos, aplicações e possibilidades. Neste ínterim, a proposta do track Inteligência Estratégica é motivar pesquisadores no desenvolvimento e apresentação de pesquisas relacionadas aos diversos tipos de atividade de Inteligência, visando contribuir para a expectativa de que esta abordagem possa apoiar a estratégia corporativa na identificação antecipada de ações para sustentabilidade do negócio. São aceitos trabalhos com diferentes abordagens metodológicas, sejam qualitativas, quantitativas ou mistas.

Palavras-chave: Inteligência Estratégica; Inteligência Antecipativa; Inteligência Competitiva ; Inteligência Coletiva, Inteligência Organizacional; Inteligência de Mercado ; Processos de Inteligência; Tecnologias e Ferramentas para Inteligência ; Sinais Fracos, Small Data, Smart Data x Big Data ; Impactos da atividade de Inteligência; Geração de insights
Líderes:
Erico Przeybilovicz (NA/Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer - Centro de Estudos em Administração Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Manuella Maia Ribeiro (Cetic.br/Núcleo de Informação e Comunicação do Ponto BR (NIC.br))
Maria Alexandra Viegas Cortez Da Cunha (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Gabriela Viale Pereira (Department for E-Governance/Danube University Krems - Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Elsa Estevez (nono /Universidad Nacional del Sur)

O mundo está passando pela maior onda de crescimento urbano da história. Estima-se que a população urbana vai alcançar a cifra de 5 bilhões de pessoas até 2030. Para administrar esse crescimento é necessária uma boa governança para encontrar maneiras inteligentes de lidar com a densidade da vida urbana. Ao mesmo tempo, observa-se o surgimento de uma nova era de transformação em que cresce o nível de conexão entre moradores e o ambiente que os cerca por meio do uso de tecnologias digitais. Todas estas mudanças apresentam uma maior probabilidade de melhorar o bem-estar e a prosperidade da sociedade. Contudo, os desafios entre a complexa interação entre tecnologia e sociedade estão aparecendo. O tema proposto tem como objetivo explorar como a sociedade gerencia e enfrenta tais desafios urbanos em busca de soluções inovadoras que possibilitem uma melhoria na qualidade de vida das pessoas e ao mesmo tempo criando mecanismos para a sustentabilidade das cidades. Este tema também inclui pesquisas relacionadas a governança inteligente, tecnologias para cidades resilientes, co-criação e co-produção cidadã. Além disso, aborda o desenvolvimento de modelos de políticas de cidades inteligentes e inovações tecnológicas para a áreas de energia, transporte, saúde, educação, segurança pública, infraestruturas, ambiente natural e negócios, infraestrutura resiliente baseada na comunidade, informática e governança urbana. Redes elétricas inteligentes, sensores, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e Big Data Analytics (infraestrutura, transporte, educação, governança, meio ambiente, cuidados médicos, segurança, proteção e energia), bem como dispositivos inteligentes e de uso inovador na gestão pública também estão incluídos neste tema.
Assim, as áreas de interesse e enfoque deste tema incluem, mas não se limitam, aos seguintes assuntos:
? Governança inteligente como base para a criação de espaços urbanos e regionais inteligentes (elementos, requisitos prévios e princípios de governança inteligente)
? Governo inteligente (áreas focais, práticas atuais, casos e potenciais riscos).
? Inovação e parcerias (tripla/quádrupla hélice, parcerias público-privado e participação cidadã) em iniciativas inteligentes
? Sustentabilidade em Cidades Inteligentes
? Cidades e regiões inteligentes (casos, comparações e fatores críticos de sucesso)
? Inteligência coletiva para cidades e comunidades inteligentes.
? Internet das Coisas em comunidades inteligentes (infraestrutura, transporte, educação, governança, meio ambiente, cuidados médicos, segurança, proteção e energia)
? Participação e transparência nas relações de interação cidade-cidadãos-governo
? Inclusão x Gentrificação em cidades inteligentes
? Estudos sobre cidades inteligentes utilizando-se a lente teórica do colonialismo
? Redes elétricas inteligentes
? Meio ambiente e transporte inteligente (mobilidade individual e púbica, limpa e sem carbono)
? Dispositivos inteligentes e seu uso inovativo em cidades e/ou gestão pública
? Práticas inteligentes em cidades (facilitadas pela tecnologia), tais como sistemas de pagamento, sistemas de identificação, etc.
? Novos riscos e vulnerabilidades de cibersegurança em cidades e comunidades inteligentes
? Universidade e educação inteligentes
? Problemas de qualidade de vida em cidades e comunidades inteligentes
? Brechas urbano-rural em comunidades inteligentes
? Cidades inteligentes, gênero e diversidade
? Programas de formação em cidades inteligentes e sustentáveis
? Aspectos teóricos e metodológicos em cidades inteligentes
? Modelos avaliativos de cidades inteligentes (modelos, métricas, rankings e indicadores)
? Cidades Inteligentes no contexto de pós-pandemia


Palavras-chave: Cidades Inteligentes ; Governança Inteligente ; Governo Inteligente ; Cidades Sustentáveis Inteligentes
APB - Administração Pública

Coordenador: Armindo Dos Santos De Sousa Teodósio (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

Comitê Científico:
Suely De Fátima Ramos Silveira (Progr de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM/UFV - Universidade Federal de Viçosa)
Suylan De Almeida Midlej E Silva (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Thiago Ferreira Dias (Prog de Pós-Grad em Gestão Pública/Centro de Ciências Sociais Aplicadas - PPGP/CCSA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Líderes:
Lindomar Pinto Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin - PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador - Administração/Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana)
Manuela Ramos Da Silva (PROPADM/UFS)
Claudiani Waiandt (PDGS/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Lucas Santos Cerqueira (Prog de Pós-Grad em Admin/Inst de Ciênc Econômicas, Administrativas e Contábeis - PPGA/ICEAC/FURG - Universidade Federal do Rio Grande)

A Administração Pública, considerada como um agente operativo do Estado, é requerido que se reorganize, e elabore modelos de gestão que atendam às exigências e às necessidades sociais, políticas e econômicas. A reformulação e a modernização da administração pública, no sentido de racionalizar as ações e aumentar a efetividade das suas instituições, respondendo com agilidade e competência às demandas do Governo e da sociedade, fazem-se cada vez mais necessárias.

As novas perspectivas teóricas apontam no sentido tanto de uma maior importância quanto de uma maior complexidade do papel do Estado, argumentando que instituições públicas eficientes e novas conexões políticas com a sociedade tornam-se fundamentais na oferta de serviços associados à expansão das capacidades humanas (POLLITT; BOUCKAERT, 2000).

Para Pacheco (2010) o Brasil enfrenta um desafio duplo na sua administração pública: primeiro, a construção de uma burocracia nos moldes weberianos, que permaneceu inconclusa desde a primeira tentativa de modernização do Estado no regime de Vargas; segundo, o de dotá-la de profissionalismo relativo à competência, compromissos com resultados e desempenho. Em outras palavras, o desafio de associar os princípios racionais-legais do modelo burocrático à gestão efetiva e pautada pelo desempenho organizacional e criação de valor público.



Considerando tais aspectos, justifica-se a relevância e pertinências da proposição do tema Estado, Organizações e Gestão Pública: reformas e inovações no âmbito da Divisão de Administração Pública.

De acordo com Kliksberg (1992, p.45), a administração pública e o seu funcionamento, modernização do Estado e as reformas administrativas não são a-históricos: ?fazem parte de um processo histórico global que a marcou profundamente em suas características centrais e que ela por sua vez, contribuiu para modelar. (...) Sua historicidade visceral determina que muitos dos problemas que apresenta não são endógenos; são as manifestações, em seu nível, de problemas estruturais da sociedade em seu conjunto?

Diante do exposto, este tema acolherá os estudos teóricos, empíricos e/ou teóricos-empíricos sobre 1) estratégias, estrutura, atores, processos, relações e poder intrínsecos ao Estado e à sua administração pública; 2) crises e as reformas no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, tanto no contexto nacional e internacional; 3) relações entre poderes e a governabilidade;4) transformações nas configurações, papéis e funções assumidos pelo Estado; 5) burocracia pública; 6) inovação e empreendedorismo na gestão pública; 7) Competência Organizacional na gestão pública


Palavras-chave: Modelos de Gestão Pública ; Reforma do Estado ; Burocracia Pública ; Modernização Administrativa ; Inovação e Empreendedorismo
Líderes:
Luiza Reis Teixeira (PDGS/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Marcelo Marchesini Da Costa (Programa Avançado em Gestão Pública/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Morgana Gertrudes Martins Krieger (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Paula Chies Schommer (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina - Programa de Desenvolvimento e Gestão Social, PDGS/UFBA - Universidade Federal da Bahia)

Este tema tem o intuito de debater características, potencialidades, dilemas e desafios encontrados nas relações entre Estado e diferentes formas de organização da sociedade civil, sendo estas formalizadas ou não. Em um período de proliferação e diversificação de arranjos de governança ao longo de vários setores e níveis de governo, as relações entre Estado e organizações não estatais - sejam estas colaborativas ou confrontativas, espontâneas ou forçadas - são componentes estruturantes da democracia e têm efeito direto na forma em que a sociedade lida com aquilo que é público e com problemas públicos.

Ainda ressoam em instâncias acadêmicas e na gestão pública as recomendações do movimento da Nova Gestão Pública, que preconiza a contratação de organizações sem fins lucrativos para a entrega de serviços públicos, no intuito de promover eficiência. No entanto, as possibilidades de relação entre Estado, cidadãos e organizações da sociedade civil extrapolam esse tipo de interação, contemplando diversidade de formas e conteúdos para definir e lidar com os problemas públicos, o que pode ser compreendido como parte de uma Nova Governança Pública. Além da eficiência, elementos como colaboração, pluralismo, transparência, confiança, participação cidadã e accountability são valorizados como meios para produzir bens e serviços públicos e para lidar com desafios complexos, na democracia. Alguns desses valores e práticas, entretanto, são considerados relevantes ou úteis também em contextos não democráticos. As relações entre Estado e sociedade civil, ainda que contemplem colaboração, também incluem conflito, negociação e mediação de interesses diversos, até formas de cooptação e coerção. Neste sentido, as práticas abordadas neste tema podem incluir, mas não se restringem a:
a) Governança democrática, colaboração, parcerias e coprodução de bens e serviços públicos;
b) Advocacy e o papel da sociedade civil na formulação, implementação e avaliação de ações públicas;
c) Relações entre governos e sociedade civil, instituições participativas, mecanismos de participação e a contribuição para o aumento de transparência, controle e accountability;
d) Conflito, cooptação e mecanismos de mobilização e articulação para o controle do exercício do poder;
e) Ações voltadas ao desenvolvimento socioterritorial, incluindo tecnologias sociais, em especial as que tragam investigações qualitativas e quantitativas que apontem a ação de organizações não-estatais como propulsoras de ações de interesse público.

Devido ao contexto contemporâneo, este tema abarca com especial atenção, mas não de forma exclusiva, trabalhos focados nos seguintes tópicos:
- A relação estabelecida entre sociedade civil e governos para lidar com a pandemia de Covid-19, a crise ambiental, o aumento da desigualdade e com elementos sociais, culturais e políticos decorrentes desse contexto;
- Compreensão das estratégias de gestão e articulação adotadas pela sociedade civil para aprimorar a sua atuação no que se relaciona com a solução de problemas públicos;
- O avanço do autoritarismo e retrocesso na agenda de participação, com o potencial fechamento do diálogo e de parcerias existentes entre governos e organizações da sociedade civil, redução de conselhos e outras instituições participativas atuantes na sociedade brasileira.


Palavras-chave: Sociedade civil ; Estado ; transparência ; advocacy ; participação
Líderes:
Marco Antonio Carvalho Teixeira (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr Prof em Gestão e Políticas Públicas - MPGPP/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Antonio Sergio Araujo Fernandes (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Eduardo José Grin (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Karina Furtado Rodrigues (Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares/Escola de Comando e Estado-Maior do Exército)
Alex Bruno Ferreira Marques Do Nascimento (Programa de Pós-Graduação em Administração/Universidade Federal de Campina Grande)

O tema visa debater como o pacto federativo e as relações intergovernamentais no Brasil vem sendo afetado pela conjuntura crítica brasileira marcada pela disputa e confronto entre diferentes esferas de governo. Essa questão é particularmente aguda nas políticas de bem-estar social, nas quais a descentralização e a responsabilização pela implementação em nível subnacional é acompanhada de coordenação e financiamento federal. Este modelo de cooperação federativa materializado, sobretudo, por meio de sistemas de políticas públicas foi uma marca central, pelo menos, das duas últimas décadas. Desde sobreposição de competências, originalmente concebidas por marco constitucional, em inúmeras matérias, somou-se ao longo do tempo diversas medidas recentralização federativa que reduziram a autonomia das esferas subnacionais. A esse fato soma-se a intensificação de uma dinâmica federativa conflitiva que afeta a cooperação intergovernamental. A pandemia da COVID-19 desencadeou e escancarou sobremaneira uma lógica de disputas federativas na qual os Governos subnacionais passaram a competir com o Governo Federal em termos de protagonismo. Um efeito deletério tem sido a perda de interligação entre atores políticos e o funcionamento institucional das políticas públicas, o que coloca a crise epidemiológica no centro da dimensão da territorial politics que atinge federações e países com mecanismos federalizados. No caso do Brasil, esse processo é fortemente influenciado pela inação política federal no combate a Pandemia, o que induziu um tipo de jogo político que precisa ser analisado em perspectiva, pois seus efeitos sobre as políticas públicas e cooperação intergovernamental deve se prolongar. As relações intergovernamentais já estavam em processo de mudança antes desta crise, porém seus efeitos se intensificaram durante a pandemia, quando a necessidade de um papel coordenador da União ficou mais evidente. Isso porque crises sanitárias exigem forte coordenação governamental, sobretudo em países federativos caracterizados por problemas intergovernamentais complexos. Por outro lado, o espaço para inovações se acentuou com a cooperação federativa, numa clara tentativa dos Governos subnacionais de criarem instâncias de poder capazes de tecnicamente propor a solução de problemas.

Palavras-chave: federalismo ; políticas públicas ; cooperação intergovernamental ; covid-19 ; governos subnacionais
Líderes:
Bruno Lazzarotti Diniz Costa (Mestr em Admin Pública/FJP - Fundação João Pinheiro)
Pedro Luiz Costa Cavalcante (Mestrado/Ipea - Mestrado/Idp)

O tema enfoca a teoria das políticas públicas pela abordagem de public policy analysis na tradição de policy studies. O debate no tema incorpora tanto a discussão mais teórica quanto contribuições empíricas ao estudo das políticas públicas. A área de políticas públicas encontra-se hoje bastante consolidada em torno de um conjunto de modelos analíticos e normativos de políticas públicas, que organizam o debate. Estes modelos são geralmente aplicados aos estudos sobre políticas públicas, comumente orientados pela noção (em si mesma bastante debatida) do ciclo de políticas: agenda-setting, processo decisório, formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas e de programas governamentais. No entanto, já há algum tempo, a agenda do campo de análise de políticas públicas vem se renovando, a partir de novas abordagens teóricas e metodológicas em gestão de políticas públicas. Ao lado do intenso debate sobre participação e democratização das políticas, vários outros temas têm frequentado a literatura e a produção acadêmica, ao mesmo tempo em que são enfrentadas e desafiam os policy makers: intersetorialidade, análise de redes, territorialidade, difusão de políticas públicas, políticas públicas baseadas em evidências, capacidades estatais e instrumentos de políticas públicas.,além da discussão sobre federalismo, parcerias e relações intergovernamentais na produção de políticas públicas.

Palavras-chave: Análise de Políticas Públicas ; Modelos Analíticos ; Formulação ; Implementação ; Avaliação
Líderes:
Mário Vasconcellos Sobrinho (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia - PPGEDAM/UFPA)
Fátima Bayma De Oliveira (Mestr e Dout em Admin Pública / EBAPE / FGV/Mestr e Dout em Admin Pública / EBAPE / FGV)
Washington Jose De Sousa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Agatha Justen Gonçalves Ribeiro (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)

O tema se propõe a discutir estudos e aplicações de políticas públicas em uma perspectiva multi e interdisciplinar e na tradição de policy orientation. Estudos ?orientados a política pública? (policy oriented), nos termos em que esta é definida na literatura das policy sciences, são aqueles que acumulam aspectos de multidisciplinaridade (e interdisciplinaridade), normatividade e animo na resolução de problemas. Busca-se enfatizar análise de casos de políticas, programas, projetos e atividades governamentais e públicos, assim como ações públicas não estatais e/ou advindas da sociedade que se relacionam com as políticas públicas governamentais nas mais diversas dimensões e setores de intervenção: econômico, social, ambiental, cultural, de infraestrutura, educacional, de ciência, tecnologia e inovação, intervenção administrativa, políticas de desenvolvimento territorial, entre outros. Tem-se como foco as técnicas e ferramentas de políticas públicas com abordagem aplicada, voltado ao processo de intervenção e mudança social e organizacional. Outras matrizes teóricas que alimentem o debate da consecução e aplicabilidade da política pública também serão consideradas para análise de contraditórios. Metodologicamente, o tema prioriza estudos de casos, multi-casos e análises comparativas sem, entretanto, descartar outros métodos de pesquisa. As montagens das seções serão realizadas prioritariamente por políticas públicas setoriais, entretanto considerando a inter-relação setorial, quando for o caso.

Palavras-chave: Orientação Política ; Casos de Políticas Públicas ; Aplicações em Políticas Públicas ; Perspectivas Práticas ; Ações Públicas
Líderes:
Ana Rita Silva Sacramento (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Caio Cesar De Medeiros Costa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Elaine Cristina De Oliveira Menezes (Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Territorial Sustentável/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Fabiano Maury Raupp (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Paulo Ricardo Da Costa Reis (Programa de Graduação em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social (GPDES)/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

O tema abrange os trabalhos sobre o processo de planejamento e orçamento governamental. Finanças públicas: tributação/arrecadação, gasto público e financiamento. Função de controle interno e externo; estudo sobre os órgãos de controle e compliance no setor público; políticas; gestão; mecanismos; e instrumentos relacionados com as questões de transparência, prestação de contas, accountability, responsabilidade fiscal, contratualização de resultados e auditoria operacional no setor público; combate à corrupção; e qualidade do gasto público.

Palavras-chave: Planejamento Governamental ; Orçamento Público ; Finanças Públicas ; Transparência e Accountability ; Controle no Setor Público
Líderes:
Vicente Da Rocha Soares Ferreira (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Lilian Ribeiro De Oliveira (Escola de Negócios/Centro Universitário Barão de Mauá - Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Victor Corrêa (-/Academia da Força Aérea - outro/outro)
Gemael Chaebo (Profiap UFMS/UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)

O tema destina-se aos trabalhos sobre gestão de serviços públicos pela perspectiva da prestação de serviços públicos em setores específicos: energia, transporte, telecomunicações, recursos hídricos, saneamento, saúde, educação, segurança pública, atendimento ao cidadão, entre outros. Modos de provisão dos serviços públicos: prestação direta ou delegada; desestatização, privatização, publicização, desregulamentação, concessão, coprodução e terceirização. Novos formatos organizacionais e a prestação de serviços públicos: organizações sociais (OSs), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS), Parcerias Público-Privadas (PPPs) e serviços sociais autônomos. Agências executivas e agências reguladoras.

Justificativa da proposta
A apresentação do tema se justifica por incluir tópicos fundamentais na gestão de organizações públicas e serviços públicos. Com os avanços tecnológicos, as reformas da administração pública as preocupações dos governos com uma gestão pública voltada para resultados, tornam-se indispensáveis reflexões sobre modelos organizacionais, estruturas de governança e arranjos institucionais que facilitem a entrega de serviços públicos de qualidade. Acrescente-se, também, que todos os proponentes trabalham e pesquisam com os temas relacionados na proposta, quais sejam: administração pública, serviços públicos, prestação de serviços públicos, gestão de organizações públicas, coprodução de serviços públicos e políticas públicas. Outro fator considerado na formação da equipe é sua participação em diversos programas de pós-graduação de várias instituições como é possível ser observado em seus respectivos currículos.



Palavras-chave: Serviços públicos ; Formas de provisão ; Novos formatos organizacionais ; Papel regulador do Estado ; Agências reguladoras e executivas
Líderes:
Liliane Magalhaes Girardin Pimentel Furtado (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Denis Renato De Oliveira (Programa de Pós-Graduação em Administração Pública/UFLA - Universidade Federal de Lavras)
Daniel Reis Armond De Melo (Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação/UFAM)
Denise Ribeiro De Almeida (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Marco Antonio Catussi Paschoalotto (Administração/Unoeste - Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)

O tema é orientado para os artigos sobre funções e instrumentos gerenciais de planejamento estratégico, organização, direção e execução no âmbito intraorganizacional. Estilo e tomada de decisão em órgãos públicos. Estruturas, processos e comportamentos administrativos nas organizações públicas nas áreas funcionais de: gestão de pessoas, liderança e cultura organizacional; comunicação, marketing e qualidade em serviços públicos; gestão de materiais e patrimônio; logística, operações e suprimentos; gestão financeira e contábil; gestão por processos, sistemas de informações gerenciais - TICs no serviço público, governo eletrônico e governança digital. Abordagens e técnicas de gestão emergentes nas organizações públicas, tais como: gerenciamento de projetos, gestão do conhecimento, organizações matriciais, transformação digital no setor público, design thinking, análise de stakeholders dentre outros. Trata-se de um tema relevante na medida em que propõe reunir pesquisas que explorem os caminhos para uma gestão pública de qualidade nas suas mais diferentes frentes, isto é, nas suas áreas funcionais. Particularmente no contexto atual, no qual se reconhece restrições de diversas ordens às organizações públicas, aliadas a diversas mudanças do contexto ambiental - por exemplo, relacionadas à mudanças sociais, tecnológicas, dentre outras - torna-se ainda mais fundamental direcionar esforços de pesquisas que tenham como propósito promover, em última análise, a busca pela eficiência organizacional e a qualidade na prestação dos serviços públicos.

Palavras-chave: Organizações Públicas ; Funções Gerenciais ; Áreas Funcionais ; Estruturas Intraorganizacionais ; Gestão Pública
Líderes:
Josiel Lopes Valadares (Progr de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM/UFV - Universidade Federal de Viçosa)
Stephanie Ingrid Souza Barboza (rograma de Pós-graduação em Gestão Pública e Cooperação Internacional/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)

No contexto da administração pública no Brasil, a discussão de matrizes ontológicas e epistemológicas, tem sido levantada no intuito de relatar a importância de compreensão do campo por um olhar multifacetado. Especificamente existe a necessidade de se pensar novos caminhos metateóricos pouco explorados tendo como inspiração referenciais diversos na análise das novas demandas da administração pública contemporânea. Há ainda uma escassez de trabalhos que utilizam abordagens críticas, hermenêuticas e fenomenológicas - aqui especificamente a teoria crítica como norteadora dos estudos na administração pública. Diante deste contexto, este tema, propõe-se fortalecer uma agenda de pesquisas que debata o fortalecimento teórico do campo da administração pública para além da perspectiva empírica. Busca-se, sobretudo fortalecer uma investigação disciplinar, interdisciplinar e/ou multidisciplinar na administração pública. São bem vindas propostas de trabalho que visem articular a administração pública tanto em âmbito técnico, quanto na perspectiva política, social e cultural. Assim, o tema volta-se ao debate sobre os fundamentos teóricos multi/interdisciplinares da administração pública. Processo de construção, delineamento e desenvolvimento do campo da administração pública do ponto de vista ontológico, epistemológico e metodológico. Paradigmas e modelos de gestão pública. Discussões sobre as abordagens teóricas que incidem na reflexão e análise dos objetos de estudo do campo: correntes do institucionalismo, nova gestão pública, novo serviço público, governança pública, entre outras. Estudos sobre as perspectivas metodológicas na pesquisa em administração pública

Palavras-chave: Paradigma ; Conhecimento ; Episteme
Líderes:
Elza Maria Marinho Lustosa Da Costa (Mestr Prof em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - MPA/PPGA/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Luciana De Oliveira Miranda (Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública - FUP/UnB/UnB - Universidade de Brasília)
Vânia Aparecida Rezende (outro/outro)

Nos últimos quinze anos, na esteira da celebração de várias efemérides importantes, como os 200 anos da transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro e os 130 anos de República, ao lado de iniciativas mais perenes, surgiram esforços pontuais (mas significativos) que atestam a renovação do interesse pelos estudos históricos no campo da administração pública. Assim, diversas publicações recentes vêm se juntar à vigorosa produção historiográfica que vicejou na área até a década de 1980.
É verdade, que estamos longe do vigor da produção acadêmica de ensaios e livros didáticos dos anos 1950, 1960 e 1970. Mas, em 2019, a República completou 130 anos e no próximo 2022, o Brasil vai comemorar 200 anos de Independência. Certamente, o interesse pelo tema vai crescer e suscitar a valorização da produção intelectual no campo.
Por ouro lado, pouco se avançou no sentido de incorporar a essa produção historiográfica as principais conquistas da historiografia contemporânea. Com efeito, a maioria dos trabalhos recentes que vieram contribuir para renovação do campo pouco contribuiu para a superação das limitações indicadas pela crítica que se dirigia à monumental História Administrativa do Brasil, iniciada pelo DASP ainda nos anos 1950.
A redescoberta da importância do conhecimento histórico e da influência mútua entre países no campo da Administração Pública deve vir acompanhada da renovação de temas, fontes e métodos de pesquisa, com a produção de dissertações, artigos e livros que discutem as transformações do Estado e da Administração Pública brasileira em perspectiva histórica e comparada. Há muito o que discutir sobre esse processo, sobretudo no atual momento da vida brasileira em que todos as instituições estão em causa. Como já disse Unamuno, precisamos conhecer a história para evitar repeti-la. Nem como tragédia nem como farsa.
O tema acolhe trabalhos que resgatem a memória da Administração Pública brasileira, estudos historiográficos sobre a formação brasileira e estudos comparados, particularmente com outros países da América Latina. São objetos importantes de discussão e análise: História do Estado, história institucional e história administrativa, Memória da Administração Pública, Evolução da Gestão Pública, Estudos Comparados. Historiografia da Administração Pública Brasileira. Fontes para a história da Administração Pública. Memória da Administração Pública brasileira. Histórias de Vida. Homens de Estado. Administração Pública na América Latina. Administração para o desenvolvimento. Administração Pública em perspectiva internacional.
Nesse sentido, aborda a Administração Pública como fato social total, estabelecendo conexões entre transformações nos planos econômico, social, político, cultural e institucional, resgatando a memória da trajetória da gestão pública e valorizando os estudos comparados.


Palavras-chave: História Administrativa ; Memória da Administração Pública ; Estudos Comparados em Administração Pública ; Trajetória e desenvolvimento da Administração Pública ; Evolução da Gestão Pública
Líderes:
Verônica Macário De Oliveira Motta (Programa de Pós-Graduação em Administração/Universidade Federal de Campina Grande - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Airton Cardoso Cançado (PROFIAP UFT/UFT - Universidade Federal do Tocantins)
Jeová Torres Silva Júnior (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UECE - Universidade Estadual do Ceará - PDGS-CIAGS/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Júnia Fátima Do Carmo Guerra (Pós-graduação Mestrado em Segurança Pública e Cidadania/Universidade do Estado de Minas Gerais)

Estudos recentes sobre gestão social apontam que sua definição busca incorporar aspectos relacionados aos espaços de cidadania, relações interorganizacionais e administração pública. A proposta é incorporar a gestão social na prática comunitária, mostrando seu potencial para se desenvolver em contextos diversos.
Considera-se, portanto, que as interfaces entre Gestão Pública e Gestão Social discutem as interseções e distinções teórico-metodológicas, bem como as práticas entre gestão social, administração pública e desenvolvimento. Na democracia participativa espera-se uma relação mais estreita entre o Estado e a sociedade cujo protagonista deixa de ser o Estado que passa a intermediar as discussões e deliberações com os vários atores da sociedade civil. Nessa vertente e, sobretudo, considerando os desafios do atual contexto político e social do país, torna-se relevante a proposição de artigos que envolvam pesquisas sobre: Gestão social, governança e políticas públicas. Gestão Social, transparência e accountability. Gestão Social e coprodução de bens públicos. Gestão social em programas e projetos de desenvolvimento sustentável - dimensões social, ambiental e territorial. Gestão Social em políticas culturais. Gestão de políticas sociais: desigualdade, justiça e democracia. Inovação social, ação coletiva e cooperação para o bem comum. Cidadania ativa, participação e ação pública. Gestão social e controle social em ambientes públicos coletivos: fóruns, colegiados e conselhos.
A proposta desse tema é explorar pesquisas acadêmicas que busquem contribuir com o avanço teórico nas interfaces entre Gestão Social e Gestão Pública - com modelos teóricos e conceituais, bem como com aplicações empíricas que busquem analisar exemplos pragmáticos. Acredita-se que tal proposta seja relevante aos pesquisadores e grupos de pesquisa da área.


Palavras-chave: Gestão Social ; Desenvolvimento ; Democracia Participativa ; Abordagem Sociopolítica na Gestão Pública
Líderes:
Jose Antonio Puppim De Oliveira (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr em Admin/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Lilian Soares Outtes Wanderley ( PROFNIT/UFPE/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

Governança para a Sustentabilidade na Gestão Pública discute tópicos relacionados com a agenda de desenvolvimento das Nações Unidas em 2030, que exige 'uma visão supremamente ambiciosa e transformadora' e propõe dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para garantir a saúde e o bem-estar dos países, nosso planeta e as futuras gerações. Os ODS delineiam uma agenda ambiciosa que os indivíduos, as organizações públicas e privadas e sociedade têm grande potencial e capacidade de contribuir. O desenvolvimento sustentável e a agenda de 2030, em particular, uniram uma ampla gama de interessados da ciência, sociedade civil, governo e empresas. Muitos expressaram seus compromissos para melhorar o bem-estar do planeta e da sociedade e se unem aos esforços para implementar a agenda. Um crescente corpo de pesquisas se desenvolveu nas últimas décadas sobre a governança do desenvolvimento sustentável. No entanto, lacunas importantes ainda existem. Assim, o tema convida artigos que envolvam pesquisas sobre as várias experiências de implementação da agenda nos diversos objetivos e níveis de governança e questões não resolvidas relativas ao papel, capacidade e impactos das empresas, governos, sociedade e organizações internacionais para abordar questões de desenvolvimento sustentável. Cada uma das perspectivas acima tem uma dinâmica institucional direcionando corporações em certas direções (não) sustentáveis, e essas dinâmicas variam entre escalas, lugares e setores. Atenção para os meta papéis das organizações na governança, ou seja, tornar, fazer ou quebrar a boa governança e o nível em que isso ocorre, ou seja, micro, meso e macro.

Palavras-chave: Governança ; Sustentabilidade ; ODS ; Desenvolvimento ; Governança para Sustentabilidade
Líderes:
Tatiana Dias Silva (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília - outro/Ipea)
Elias De Oliveira Sampaio (Superintendência do Patrimônio da União na Bahia /Ministério da Economia - Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Pedro Jaime (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI - Graduação /ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)

As Relações Raciais no Brasil é um tema pouco discutido no campo da Administração, na área da Administração Pública e das Políticas Públicas. A nossa sociedade negou a existência do racismo como elemento estruturante para o nosso processo de subdesenvolvimento e causa motora das diversas formas de desigualdades sociais. O mito da democracia racial que vigorou de forma hegemônica desde o fim da escravidão até meados dos anos de 1980, pressupunha a convivência harmônica entre negros e brancos, diferentemente das situações dos EUA ou da África do Sul. A partir das históricas denúncias da sociedade civil organizada liderada pelas diversas correntes do movimento negro e da análise das relações verticais em todos os setores da sociedade, essa utopia brasileira foi desnudada ao revelar intensas desigualdades raciais expressas em inúmeros indicadores sociais. Apenas nas últimas duas décadas, o governo passou a reconhecer esse abismo social e a implementar medidas para enfrentá-lo. Até o século passado, as medidas governamentais se restringiram a iniciativas de combate ao racismo (repressivas) e de valorização da matriz africana (culturalista). Essa nova resposta do governo brasileiro deveu-se à pressão cada vez mais qualificada dos movimentos negros, acadêmicos e setores progressistas, além de tensionamento institucional em universidades, governos subnacionais e organizações da sociedade. A literatura mostra que a partir dos resultados da III Conferência Mundial contra o Racismo (Durban, 2001), o Brasil passou a ser um dos países que mais implementaram políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial de acordo o Plano de Ação da Conferência: criação do Ministério da Promoção da Igualdade Racial e diversos organismos estaduais e municipais. No entanto, a crise econômica e político-institucional que vem se abatendo sobre o país a partir de 2013, trouxe consequências nefastas para a sustentabilidade de todos os arranjos criados. Além de diversas resistências ideológicas ao novo modelo de gestão pública, os últimos anos mostraram um arrefecimento político, perda de espaço institucional e problemas na implementação de ações estratégicas. Diante desse quadro, procura-se discutir os avanços e desafios para o campo da Administração Pública e das Políticas Públicas no que diz respeito ao tratamento integral das Relações Raciais como elemento endógeno ao objeto de pesquisa e de ensino dessas áreas de conhecimento. Tópicos propostos para articulação entre relações raciais, administração pública e/ou políticas públicas: racismo estrutural e institucional; administração política e relações étnico raciais no Brasil contemporâneo; ações afirmativas; transversalidade e interseccionalidade; políticas de segurança pública; relações raciais, burocracia e arranjos institucionais; registros administrativos e análise de dados sobre população negra; burocracia representativa; questão racial, problemas públicos e democracia; empreendedores negros; migrações, nova diáspora negra e racismo.

Palavras-chave: Relações Raciais ; Gestão Pública e Ações Afirmativas ; Políticas da Promoção da Igualdade Racial ; Administração Política ; Desigualdades
Líderes:
Maria Carolina Martinez Andion (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Lindijane De Souza Bento Almeida (Programa de Pós-Graduação em Estudos Urbanos e Regionais/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Resumo:

Discute as relações entre administração pública, participação e Estado democrático de direito. Experimentações democráticas como práticas para ampliação da efetividade, legitimidade, justiça social e inovação na administração pública. Alcances e limites do agir participativo democrático nos sistemas políticos, na governança e na ação públicas em territórios, instituições e organizações governamentais e não governamentais. Dinâmicas de aprendizado coletivo, investigação pública, controle social e accountability, inovações sociais e inovação no setor público e co-construção de respostas para os problemas públicos, a partir da participação social e de processos de governança colaborativa.

Justificativa:

Este tema busca abrir espaço para debates, teóricos e empíricos, sobre o fenômeno da ?experimentação democrática?, a partir do agir participativo na administração pública. Focaliza os processos de ?baixo pra cima? fundados na participação democrática e na interface entre diversos atores, recursos, práticas e saberes na gestão pública.

No Brasil, assim como em outros países, após a redemocratização, a Constituição e os marcos regulatórios da administração pública passam a incentivar uma gestão pública colaborativa co-construída pelos gestores públicos e outros agentes da sociedade civil, fortalecendo sistemas de democracia deliberativa (Midlej e Silva, 2019). Entretanto, mais recentemente, assistimos em todo o mundo à retomada de regimes de governo mais autoritários, com discursos antidemocráticos e refratários à participação. Nesse novo cenário e, diante dos desafios colocados pela Pandemia da COVID-19, coloca-se a necessidade e urgência de se (re) discutir os processos de experimentação democrática e sua relação com a administração pública.

Esse debate é atual e de suma importância, ainda mais diante dos efeitos da pandemia de COVID-19, tendo em vista as as crises das democracias modernas em todo o mundo e seus desdobramentos na administração pública e nas discussões sobre governança pública. Isso abre uma ampla agenda de pesquisa sobre os alcances e os limites da governança colaborativa e de outras formas do agir democrático na renovação da administração pública, tanto em âmbito internacional (Fung e Wright, 2003, Bohman, 2012; Ansell, 2007, 2012; Ansell e Torfing, 2018, Ansell, Sorensen e Torfing, 2020) quanto no Brasil (Milani, 2008; Vaz, 2011; Avritzer, 2017; Andion et al, 2017; Midlej e Silva, 2019, Andion, 2020).

Diante disso, coloca-se a relevância científica e prática desse painel que visa ampliar a compreensão sobre os alcances e limites de novas experimentações democráticas para fazer avançar e criar novas agendas de debate e novas práticas na administração pública. Em particular, nos interessa explorar novas perspectivas teórico-analíticas para o estudo das experimentações democráticas e do agir participativo em diferentes campos de prática como os sistemas políticos, a governança pública, a gestão de políticas públicas, a ação pública nos territórios, as instituições e as organizações governamentais e não governamentais.


Palavras-chave: Administração pública democrática ; Governança colaborativa ; Experimentações democráticas ; Participação ; Democracia
Líderes:
Romulo Carvalho Cristaldo (Profiap - Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional/UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados)
Maria Elisa Huber Pessina (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin - PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador)
Ives Romero Tavares Do Nascimento (Curso de Administração/Universidade Federal do Cariri)

Nessa proposta temática, elencamos como objetivo principal tratar das interfaces, diálogos e convergências entre a Administração e os estudos do internacional. Parte-se da premissa de que no plano global e das relações inter/supranacionais, se localizam fenômenos e processos sociais cujas particularidades se relacionam profundamente com os objetos de estudo da Administração, desde as empresas, o Estado, as políticas públicas, a gestão e sustentabilidade de organizações da sociedade civil ou o próprio manejo dos modos de desenvolvimento e produção capitalistas, entre outros. Nesse sentido, multiplicam-se em programas de pós-graduação em Administração, Contabilidade e Turismo, trabalhos cuja problematização enfoca questões transfronteiriças, supranacionais ou mesmo globais. São investigações nessa natureza que o tema que aqui se propõe pretende reunir.

Além dos tópicos que já vem sendo cobertos no campo dos estudos da internacionalização de empresa, visamos concentrar trabalhos tanto no âmbito da grande área da Administração, Administração Pública e Estudos Organizacionais, como interdisciplinares, que abordem (i) organizações supranacionais, internacionais ou multinacionais, (ii) cooperação internacional, suas agendas, gestão, discussão da eficácia e interfaces com a gestão pública e social local, (iii) governança internacional, (iv) internacionalização do capital, sistema-mundo e economia mundo, (v) relação entre agendas internacionais para o desenvolvimento e políticas públicas locais, (vi) organizações da sociedade civil transnacional, (vii) cadeias produtivas globais, (viii) geopolítica e geoestratégia da empresa; (ix) Agenda 2030, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a 'Década da Ação'. Serão bem vindos ainda resultados de investigações sobre outros fenômenos internacionais associados à área, mas que não tenham sido mencionados.

Palavras-chave: Organizações Internacionais ; Cooperação Internacional para o Desenvolvimento ; Internacionalização de Capital ; Mundialização ; Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Líderes:
Gabriela Lotta (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Alexandre De Ávila Gomide (Mestrado Profissional em Administração Pública/IDP - Mestrado Profissional em Desenvolvimento e Políticas Públicas/IPEA)

Este tema incentiva pesquisas e estudos que buscam estudar a burocracia (enquanto estrutura e atores) e suas transformações contemporâneas a partir de múltiplas lentes analíticas. O tema acolhe estudos que focam em tendências e funções contemporâneas burocráticas, como a autonomia, o papel de órgãos auditores, fiscalizadores e controladores (ao exemplo dos tribunais de conta, controladorias, ministério público, entre outros), a agencificação, a regulação e o papel das agências reguladoras, a consolidação do centro do governo ou a representatividade burocrática. Trabalhos que buscam diagnosticar como os agentes burocráticos respondem às pressões por vezes conflitantes sociais e políticas são particularmente bem vindos, ao exemplo da interação da dinâmica burocrática com o combate à corrupção, com o populismo, ou com a tendência ao fortalecimento dos controles externos e internos. Como estas pressões afetam a reputação burocrática e a sua capacidade de implementação de políticas públicas? Convidam-se estudos que analisam conceitualmente e empiricamente os atores coletivos implementadores de políticas publicas, desde o alto escalão, o médio escalão até a burocracia de rua, observando sua atuação, comportamento e interações com outros atores. O tema incentiva também pesquisas realizadas no contexto latino americano ou outros contextos que possam servir de base para a consolidação da pesquisa comparada com o Brasil.

Palavras-chave: Burocracia ; Agência ; Estruturas organizacionais ; Comportamento ; Regulação
Líderes:
Frederico José Lustosa Da Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Ana Claudia Farranha (PPGD/UnB - Universidade de Brasília)
Humberto Falcão Martins (Gestão Pública/FDC - Fundação Dom Cabral)

A apresentação ao Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional n° 32/2020, que ?altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa?, suscitou a retomada, em novas bases, do debate sobre reforma do Estado e sobre reforma administrativa no Brasil. Cabe destacar que esse tema sempre esteve na agenda, desde 1936, quando o presidente Getulio Vargas iniciou a reforma burocrática que consistiu na primeira tentativa de desprivatização do Estado brasileiro. Entretanto, neste momento, a discussão ganha densidade, intensidade e calor de acordo com o conteúdo das propostas.
Espera-se uma longa tramitação da PEC n° 32/2020 no Congresso Nacional, que não se esgotará com a promulgação da Emenda, se aprovada. Muitas providências dependem de leis complementares, leis ordinárias e dispositivos infralegais. Até lá, o debate ganhará a atenção da academia, das corporações de servidores públicos e da mídia. Numa avaliação preliminar, as críticas se orientam para a falta de objetivos claros, para além da redução de gastos públicos; pela inexistência de um diagnóstico consistente, que traga números precisos sobre as eventuais economias com despesas de pessoal; pela completa ausência de uma base conceitual sólida que balize a formulação de princípios e diretrizes; pela fragilidade dos argumentos relacionados às mudanças no regime jurídico dos servidores públicos e, sobretudo, na questão da estabilidade, entre outras mudanças importantes.
Essas críticas ensejam discussões importantes sobre o Estado democrático, os alcances e limites da intervenção estatal, os princípios da boa administração pública e nos mostram os constantes problemas da própria gestão pública. Estão relacionados à crise fiscal e ao suposto esgotamento do modelo de welfare. Suscitam questões relativas ao processo de desenvolvimento, à provisão de serviços sociais básicos, à renda dos indivíduos e à qualidade de vida da população brasileira. Constituem também considerações quanto à formulação de políticas públicas, às capacidades estatais para implementá-las, aos arranjos institucionais para relações intergovernamentais e para as parcerias com a sociedade e o mercado e, sobretudo, ao financiamento do investimento público e dos serviços sociais.
O tema acolhe estudos sobre reformas administrativas em geral, em sentido amplo, e, particularmente, sobre as iniciativas do atual governo consubstanciadas na EC n° 32/2020. Trata-se de discutir o conteúdo em si do projeto de reforma e, em perspectiva comparada, a inserção das propostas governamentais no contexto internacional e em perspectiva histórica. São objetos importantes de discussão e análise: Papel do Estado; História das reformas administrativas desde o início do século XX; Tendências liberais e burocratizantes nas reformas administrativas brasileiras; Modelos de Administração Pública; Nova Administração Pública; Novas tendências em Administração Pública; Mudança política, mudança institucional e reforma administrativa. Transformação digital e impacto nos serviços públicos.

Palavras-chave: Reforma do Estado ; Reformas Administrativas ; Governança ; Democracia ; Capacidades estatais
Líderes:
Hironobu Sano (Prog de Pós-Grad em Gestão Pública/Centro de Ciências Sociais Aplicadas - PPGP/CCSA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Leonardo Secchi (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Fernando Do Amaral Nogueira (Mestr Prof em Gestão e Políticas Públicas - MPGPP/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Magnus Luiz Emmendoerfer (Progr de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM/UFV - Universidade Federal de Viçosa)

Este tema tem como objetivo estimular estudos sobre inovação no setor público, uma área de pesquisa da administração pública ainda embrionária, porém promissora. O intuito é avançarmos na inovação em gestão, política e serviços públicos de diferentes esferas e áreas do governo com foco nos processos de formulação e implementação, geração de valor público, resultados e impactos, bem como desafios e aprendizados.

Incentivamos estudos que analisem e/ou questionem: o ciclo de inovação - identificação do problema, geração de ideias, prototipação, implementação, disseminação; as ferramentas e técnicas utilizadas no processo de inovação, dentre as quais se destacam o design thinking, métodos ágeis e design sprint; a gestão da inovação nas organizações públicas, a atuação dos empreendedores de políticas públicas. São bem-vindas análises de diferentes estratégias de inovação que incluem iniciativas de cocriação e participação social, experimentalismo na gestão, democracia digital, economia comportamental aplicada às políticas públicas, inovação aberta (desafios públicos, hackathons, crowdsourcing, etc.), gamificação, bem como o papel dos laboratórios de inovação.

Este tema também valoriza abordagens empíricas sobre o papel da inovação em: i) processos de melhorias dos resultados entregues à sociedade pelas organizações públicas, em termos de eficiência, qualidade, aprendizado, transparência, entre outros e; ii) na compreensão e nos esforços de soluções de problemas complexos e incertos (wicked problems), tais como desigualdade, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, envelhecimento da população e, mais recentemente, a pandemia da Covid-19 com suas implicações multidimensionais.

Incentivamos um entendimento amplo quanto à ideia de inovação, não sendo, portanto, necessário focar apenas em inovação de cunho tecnológico, mas também em serviços, processos, gestão de mudanças ou desenvolvimento organizacional. Quando há foco em tecnologia, especialmente em questões de fronteira como Internet das Coisas (IoT), blockchain, uso e desenvolvimento de algoritmos e Inteligência Artificial (IA), sugere-se uma apreciação ampla e crítica, que discuta problemas, dificuldades e consequências de adoção de tais ferramentas, além de potencialidades ou vantagens. Finalmente, também são bem-vindas discussões sobre contratação, avaliação ou fiscalização de inovação pelo governo.

Reforçarmos a importância de que os artigos submetidos dialoguem com algumas das perspectivas teóricas da inovação no setor público - ciclo de inovação, difusão, barreiras e indutores, cocriação, experimentalismo, teoria do stakeholders, grau de inovação etc. - de forma a contribuir na construção de um quadro analítico compartilhado para investigação científica das experiências governamentais. A lente da inovação pode ser inclusive associada a outras teorias - ciclo de políticas públicas, governança, democracia e participação social, relações intergovernamentais, capacidade estatal, empreendedorismo etc. - de forma a elaborar uma matriz de análise mais sofisticada e complementar.



Palavras-chave: Inovação no setor público ; Co-criação ; Experimentalismo ; Valor público ; Políticas públicas
Líderes:
Julio Araujo Carneiro Da Cunha (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Mirna De Lima Medeiros (Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas/Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG)
Victor Silva Corrêa (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)

Os desafios do desenvolvimento regional são relevantes para a academia devido seus efeitos no bem estar social local, e, também, devido ao fato de o desenvolvimento regional ser propulsor da promoção de desenvolvimento social, econômico e local. Entretanto, o desenvolvimento regional ocorre de forma efetiva quando há troca de capital social entre os agentes e as organizações locais. A existência de capital social (confiança, comprometimento, identidade local, cultura compartilhada, colaboração etc.) estimula e fortalece a relação entre eles. Tal capital social cria especialidades locais e conhecimentos diferenciais, baseados na forma específica de trabalhar localmente, que se sobrepõe à atuação individual de cada organização. Diante disso, cabe ao poder público, especialmente aos policymakers, estimular os agentes locais não somente com apoio institucional, mas promovendo também o relacionamento e as trocas entre eles. A partir destas trocas se criam potencialidades locais de base social capazes de incrementar a legitimação de conhecimentos locais por meio da criação de marcas regionais, de indicações geográficas e de clusters com maior poder de competitividade conjunta. Além do mais, as trocas entre agentes e as organizações locais permitem a criação de ecossistema que estimula o desenvolvimento de indústrias locais especializadas, e que, consequentemente, estimula o empreendedorismo local a partir de movimentos de spill-over e spin-offs.

Partindo, portanto, do pensamento associado da localidade, do desenvolvimento regional e do capital social, espera-se gerar discussões intrigantes e importantes sobre como a localidade pode se desenvolver e catalisar seu crescimento. Além de se buscar o aprofundamento de discussões de cunho social para o desenvolvimento regional, espera-se entender como agentes intermediadores, como é o caso dos policymakers, podem trazer contribuições efetivas para trocas entre agentes locais e estimular o desenvolvimento regional.

Esperam-se trabalhos com norteados pelas teorias de Capital Social, Trocas Sociais, Social Crítica, Relacionamento Estratégico, Institucional, Estruturação Social, Controle Social (ou Laços Sociais), Aprendizagem Social, Penetração Social, Imersão Social, Identidade Social, Socio-materialismo, Redes Sociais, Cultura Local, Desenvolvimento Regional, e outras abordagens capazes de capturar os efeitos sociais das trocas entre agentes no desenvolvimento regional.

São bem vindos trabalhos com abordagens interdisciplinares e multidisciplinares para a compreensão dos fenômenos empíricos. Esforços voltados para ensaios teóricos de cunho crítico e analítico são esperados. Casos de ensino dos mais diversos setores são possíveis de serem abordados.


Palavras-chave: Localidade ; Desenvolvimento Regional ; Capital Social ; Territorialidade
Líderes:
Genauto Carvalho De Fran??a Filho (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Elizabeth Matos Ribeiro (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia - Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Monica Matos Ribeiro (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin - PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador - Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Ariston Azevedo Mendes (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Elinaldo Santos (Educação /UESB Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - Outros /Universidade Federal da Bahia )

A Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (EAUFBA) é pioneira na discussão sobre administração política no País. História essa que tem origem nas contribuições de João Ubaldo Ribeiro, quando exerceu a cátedra da disciplina Ciência Política na EAUFBA, no trabalho seminal Política e Administração (1969), (re)publicado em 2006 pelo periódico Organizações & Sociedade. A discussão ganha consistência com a tese defendida por Reginaldo Souza Santos no Instituto de Economia da UNICAMP (1991) e com o artigo Administração Política Brasileira (1993), publicado na Revista de Administração Pública. Mas, é nos idos dos anos 2000 que a definição de administração política, como campo de conhecimento se destaca na literatura brasileira. A Administração Política, na condição de subcampo da Administração, tem por finalidade científica e profissional, contribuir para que os administradores políticos e profissionais possam se capacitar para observar, descrever, explicar, evidenciar, criticar, normatizar e propor soluções administrativas e organizacionais (no campo da gestão e da gerência) que contribuam, de forma efetiva, para articular as duas dimensões indissociáveis que envolvem os ?atos e fatos administrativos e organizacionais? e/ou as ?práticas e saberes administrativos e organizacionais?, através da integração entre o ?Pensar e o Agir?; entre a dimensão política da gestão e a dimensão técnico-operacional da gerência. O tema proposto objetiva abrir espaço para a apresentação e discussão de estudos voltados para a análise dos modelos de gestão do desenvolvimento de correntes teóricas diversas como o estruturalismo, o pós-estruturalismo, o multiculturalismo e o pós-colonialismo (Desenvolvimentismo Cepalino, Neoliberalismo, Novo-Desenvolvimentismo, Pós-Desenvolvimentismo, etc.), de modo a evidenciar as implicações dos modelos no cotidiano dos indivíduos, das organizações e da sociedade; bem como de estudos dirigidos à análise e/ou avaliação dos efeitos da Administração Política Brasileira sobre a distribuição da riqueza e da renda social.

Palavras-chave: Administração ; Administração Política ; Administração Política Brasileira: Pensamento e Práticas em Gestão ; Pensamento Administrativo Brasileiro
CON - Contabilidade

Coordenador: Ieda Margarete Oro (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina)

Comitê Científico:
Carlos Henrique Silva Do Carmo (Programa de Pós Graduação em Ciências Contábeis/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Delci Grapegia Dal Vesco (Mestrado em Contabilidade /Prog de Mestr em Ciências Contábeis )
Edilson Paulo (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Líderes:
Diana Vaz De Lima (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Claudia Ferreira Da Cruz (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - PPGCC/UFRJ/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Lidiane Nazaré Da Silva Dias (PPGEA/UFPA - Universidade Federal do Pará)
Blenio Cezar Severo Peixe (Programa de Pós-Graduação em Contabilidade /UFPR/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Mauricio Correa Da Silva (Pós-graduação em Ciências Contábeis/UFRN/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Desde o advento do New Public Management (NPM), pesquisas e discussões sobre como ocorrem as alterações nas instituições, processos, sistemas, políticas e organizações geraram insights úteis sobre os caminhos para melhorar a governança (Rodhes, 1996; Lynn et al, 2000; Almqvist et al, 2013; Fukuyama, 2013; Capano, 2014; Frederickson et al 2015; Grindle, 2017; Tonelli et al, 2017). Da perspectiva local, um desafio que se apresenta é sobre quem governa a governança e como podem ser atribuídas responsabilidades entre os atores envolvidos e questões significativas em termos de prestação de contas (Casula, 2017), revelando a importância da accountability também nesse processo. Na visão de Lynn Jr, Heinrich e Hill (2000), entre as questões que motivam o estudo sistemático da governança pública no campo de públicas estão: (i) Como mais entidades administrativas podem ser executadas da melhor forma possível?? (ii) Como os regimes, agências, programas e atividades do setor público podem ser organizados e gerenciados para alcançar objetivos públicos? (iii) como o Governo pode melhorar continuamente o desempenho de modo a ganhar o respeito dos cidadãos que pagam e cujas vidas são afetadas por seus programas e atividades regulatórias? Desafios como esses são diariamente enfrentados pelos gestores públicos brasileiros, especialmente quando se trata de gestores de entes subnacionais (Silva Corralo, 2015). Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, os Municípios brasileiros tiveram a sua autonomia e seu protagonismo reconhecidos, mas, apesar desse avanço institucional, a descentralização do poder para a esfera municipal não considerou previamente as desigualdades do território brasileiro e criou diferentes ?Brasis?. Essa diversidade acabou por limitar e comprometer as condições para o exercício das competências municipais compartilhadas com as demais esferas e aprofundou as disparidades locais e regionais do país. Na prática, o que se observa é que na maior parte do território brasileiro o aumento da responsabilidade atribuída aos Municípios pela Constituição de 1988 não veio acompanhado de uma estrutura administrativo-financeira adequada para gerir e monitorar as novas ações a serem implementadas, e, dessa forma, alcançar as metas esperadas tem se tornado um desafio para os gestores municipais. Além da escassez das fontes de financiamento e da demanda de recursos cada vez maior para atender as políticas sociais, como saúde, educação e assistência social, o que fragiliza a economia municipal, a incapacidade de os sistemas administrativos agirem efetiva e decisivamente para resolver problemas públicos faz com que os Municípios não consigam alcançar as condições necessárias para se desenvolver. É nesse ambiente que surge a discussão de políticas públicas de governança e accountability, materializadas sob a forma de mecanismos de liderança, resiliência, estratégia e controle para avaliar, direcionar e monitorar a gestão pública municipal, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade. A seção temática convida contribuições que explorem diferentes aspectos da governança e da accountability na perspectiva dos Governos locais. Todas as abordagens teóricas e metodológicas são bem-vindas.


Palavras-chave: Accountability ; Governança Pública ; Governos Locais ; Municípios ; Setor Público
Líderes:
Carlos Eduardo Facin Lavarda (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico - PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Cláudio De Araujo Wanderley (Ciências Contábeis/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)
Vinícius Costa Da Silva Zonatto (Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)

Este tema foca no caráter interdisciplinar da contabilidade gerencial e tem como foco as relações entre contabilidade gerencial e comportamento humano, estruturas e processos organizacionais e institucionais, e o ambiente sócio-político mais amplo da empresa. Tem como objetivo desafiar e estender a compreensão dos papéis da contabilidade gerencial e práticas emergentes e técnicas relacionadas na construção de atores econômicos e sociais, e seus modos de organização econômica, incluindo formas em que tais práticas influenciam e são influenciadas pelo desenvolvimento do mercado e outras instituições. Este tema de pesquisa busca expandir a visão que os atores organizacionais são sempre racionais que tomam decisões eficientes. A explicação racional é a perspectiva dominante na literatura de contabilidade gerencial, e ela possui o pressuposto que adoção/uso de uma prática resultará num benefício econômico para a organização. Porém, uma corrente alternativa de pesquisa vem apontando que essa perspective racional tem falhado em explicar como os aspectos culturais e sociais influenciam na adoção e uso de uma prática de gestão. Assim essa corrente alternativa destaca a importância de estudar fenômenos na área de contabilidade gerencial de forma mais abrange envolvendo aspectos ligados a pressões sociais, culturais e políticas no processo de adoção e usos de práticas de contabilidade gerencial. Desta forma, nessa temática, busca-se estudos que se baseiam em diversas metodologias e desenvolvimentos teóricos de todas as ciências sociais, e que iluminam o desenvolvimento, processos e efeitos da contabilidade gerencial em seus contextos organizacionais, políticos, históricos e sociais. Este tema cobre, mas não se limita, os seguintes tópicos: os papéis da contabilidade gerencial nas organizações e na sociedade; a contribuição das práticas de contabilidade gerencial para o surgimento, manutenção e transformação de instituições organizacionais e sociais; os papéis da contabilidade gerencial no desenvolvimento de novas formas organizacionais e institucionais, ambos público e privado; as relações entre contabilidade gerencial, accountability, ética e justiça social; estudos comportamentais das práticas de contabilidade gerencial e dos provedores, verificadores e usuários das informações contábeis, incluindo aspectos cognitivos dos processos de mensuração, julgamento e tomada de decisão; os aspectos comportamentais dos processos de planejamento, controle e avaliação; estudos de processos organizacionais de concepção, implementação e uso de sistemas de controle de gestão; estudos sociais, organizacionais, políticos e psicológicos do processo de definição de padrões e práticas na área de contabilidade gerencial.

Palavras-chave: Contabilidade gerencial ; Contexto social e político ; Sociedade ; Controle gerencial
Líderes:
Juliano Lima Soares (UFG - Universidade Federal de Goiás)
Edson Rodrigues De Aro (Administração/UFMT)
Júlio Orestes Da Silva (UFG - Universidade Federal de Goiás)
Ilse Maria Beuren (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico - PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)

Há diversos pontos de intersecção entre a Gestão da Inovação e a Contabilidade Gerencial, especialmente no que tange a contribuição de ambas na sobrevivência e adaptabilidade dos negócios com vistas ao desenvolvimento.

As informações oriundas da contabilidade gerencial podem ser utilizadas como um catalisador da inovação, propiciando diferentes tipos de inovação (produtos, serviços, processos, marketing e organizacional) e em diferentes perspectivas (incremental, radical ou disruptiva), entretanto, o uso desequilibrado de alguns artefatos podem inibir a criatividade, a aprendizagem organizacional e por consequente, a inovação.

Diante disto, buscando ampliar o conhecimento sobre essas relações teóricas e os impactos práticos, não esquecendo de seus possíveis antecedentes, consequentes, moderadores e mediadores, bem como as características institucionais, os sentidos e significados atribuído aos artefatos, esse tema propõem investigar:

a) as mudanças organizacionais causadas pela implementação de uma nova prática da contabilidade gerencial;
b) como a implementação de um novo artefato gerencial impacta a capacidade inovativa da firma;
c) categorizar quais são os artefatos da contabilidade gerencial que promovem ou inibem a inovação intra e interorganizacional;
d) como e quanto o uso ou o desenho dos sistemas de controle gerencial contribuem com o equilíbrio das ações de inovação radical e incremental em organizações ambidestras;
e) o impacto do uso dos artefatos da contabilidade gerencial e da gestão da inovação no desempenho e na sobrevivência das organizações.

Esse tema também acolhe pesquisas que versão sobre as práticas contábeis (normativas ou gerenciais) aplicadas a empresas que adotam novos modelos de negócios, especialmente as empresas de base tecnológicas (EBT), como as Startups e Fintech.


Palavras-chave: Contabilidade Gerencial ; Gestão da Inovação ; Artefatos Gerenciais ; Novos modelos de negócios ; Desempenho
Líderes:
Marcelo Botelho Da Costa Moraes (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab - PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Roberto Carlos Klann (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Cristian Bau Dal Magro (Ciências Contábeis e Administração/Unochapecó - Universidade Comunitária da Região de Chapecó)
Dante Baiardo Cavalcante Viana Junior (PhD in Management/Iscte - Instituto Universitário de Lisboa)

A Contabilidade tem como um de seus principais objetivos prestar informações úteis sobre as entidades aos seus diversos usuários, visto que parte é direcionada ao público externo. Com o crescimento da dimensão e da complexidade das atividades empresariais, as necessidades de informações por parte dos administradores e dos demais usuários da Contabilidade tornam-se cada vez mais distintas. Esses últimos precisam de uma crescente demanda de informações contábeis para que possam julgar o desempenho do administrador e da empresa, bem como para monitorar a elaboração e execução dos contratos.
O conceito de qualidade de informação contábil torna-se complexo e depende do objetivo do seu usuário, por isso, tem se tornado um dos principais temas de discussão pelo meio acadêmico e profissional. O conceito do que seria ?qualidade da informação contábil? está relacionado ao consenso dos seus usuários, observando as características institucionais e organizacionais do mercado, levando-se em consideração os aspectos econômicos, sociais, culturais, geográficos e, inclusive, temporais. Além disso, a qualidade da informação contábil está atrelada a teorias comportamentais, econômicas, do ambiente institucional e cultural, dentre outros fatores internos e externos. O tema Qualidade da Informação Contábil contempla vários tópicos, tais como (mas, não se limitando a estes):
a. persistência,
b. conservadorismo,
c. gerenciamento de resultados contábeis,
d. value relevance,
e. transparência e disclosure,
f. modelos analíticos e empíricos de qualidade da informação contábil,
g. fatores determinantes e consequências da informação contábil.

Palavras-chave: Persistência ; Conservadorismo ; Gerenciamento de Resultados ; Relevância da Informação ; Divulgação
Líderes:
José Alonso Borba (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico - PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Amaury Jose Rezende (PPGCC/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Monique Cristiane De Oliveira (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico - PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Marke Geisy Da Silva Dantas (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Fábio Minatto (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico - PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)

Entidades esportivas, outrora analisadas apenas como um fenômeno sociocultural, atualmente também são estudadas a partir do viés econômico-financeiro (Zambom-Ferraresi, García-Cebrián, Lera-López, & Iráizoz, 2017). Como consequência, o uso dos demonstrativos contábeis se torna objeto de análise tanto na academia como no mercado. Justificam-se estudos a este respeito, em função da sua importância para diversos interessados, como gestores, credores, investidores, governo e torcedores.
A literatura relacionada aponta uma particularidade importante, quando da avaliação do desempenho destas organizações. É necessário examinar a partir de duas perspectivas: resultados dentro de campo e sucesso econômico-financeiro (Guzmán, 2006). Portanto, os objetivos são orientados para que se alcance tanto a maximização dos lucros como o sucesso esportivo (Sloane, 2015; Terrien, Scelles, Morrow, Maltese, & Durand, 2017).

Szymanski (2017) argumenta que o desempenho esportivo é medido semanalmente e a gestão dos recursos financeiros é realizada a partir do seu nível. A conquista de vitórias e, consequentemente títulos, tende a impactar positivamente os resultados financeiros. Por outro lado, derrotas em sequência podem, em último caso, decretar a falência de um clube (Alaminos & Fernandez, 2019; Scelles, Morrow, Maltese, & Durand, 2017).

Sob outro aspecto da gestão dos clubes, há um cenário ainda comum, o de má gestão, crises financeiras e escândalos de corrupção. Estes se estabelecem em certa medida a partir do baixo nível de transparência da informação sobre a gestão das equipes e sua consequente avaliação. Neste sentido, a Governança e suas boas práticas podem auxiliar na minimização deste cenário e contribuir para o processo de profissionalização da gestão e a reorganização financeira e administrativa das equipes (Marques & Costa, 2016; Ruta, Lorenzon, & Sironi, 2019).

Assim, as áreas de interesse deste tema abrangem, mas não se limitam, aos seguintes assuntos:

1. Finanças em entidades esportivas;
2. Governança em entidades esportivas;
3. Transparência em entidades esportivas;
4. Gestão em entidades esportivas;
5. A relação entre os desempenhos financeiro e esportivo em entidades esportivas


Palavras-chave: Gestão esportiva ; Governança ; Transparência ; Desempenho financeiro ; Desempenho esportivo
Líderes:
Franciele Beck (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Cleston Alexandre Dos Santos (Ciências Contábeis/UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)

Concentra-se no uso das informações contábeis para o auxílio à tomada de decisão, inerente aos processos de planejamento, execução, avaliação e controle das entidades públicas e privadas. O processo decisório são soluções para problemas, decisão entre alternativas para ações, novos investimentos, estratégias entre outras decisões acerca da empresa. Abordagens como o activity-based costing, the balanced scorecard, target costing e kaizen costing são alguns dos muitos exemplos de técnicas que proliferam nos manuais de Contabilidade de Gestão internacionais (Major, 2011). Para Atkinson et al. (2011), as informações contábeis gerenciais podem auxiliar os tomadores de decisão uma vez que são capazes de mensurar o desempenho econômico de unidades operacionais. Outro fator, é que tais informações podem ser utilizadas como uma ferramenta em que os trabalhadores conseguem obter um feedback de seu desempenho na organização, fato que gera aprendizado com base em uma experiência passada para melhorar o futuro. Envolve a mensuração e a avaliação do desempenho ; a gestão estratégica de custos; avaliação de riscos, planos de incentivos; recompensas, contabilidade interorganizacional e aplicada à cadeia de valor; controladoria e sistemas de apoio à decisão; contabilidade aplicada à avaliação, gestão de ativos intangíveis e capital intelectual; tecnologia da informação e comunicação aplicada ao controle gerencial e outros temas interdisciplinares da contabilidade de gestão. A controladoria estratégica, gerencial e operacional. Indicadores de mensuração de resultados. Indicadores financeiros e não financeiros.

Palavras-chave: Controladoria ; Contabilidade Gerencial ; Gestão Estratégica de custos ; Apoio à Decisão ; Desempenho Organizacional
Líderes:
Paulo Roberto Da Cunha (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/FURB - Universidade Regional de Blumenau - Graduação em Ciências Contábeis/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Rodrigo De Souza Gonçalves (PPGCont - Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis/UnB - Universidade de Brasília)
Antonio Gualberto Pereira (Programa de Pós-Graduação em Contabilidade - PPGCONT/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Orleans Silva Martins (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)

A Governança Corporativa, para Siffert (1998) passou a ter relevância com o surgimento das corporações modernas, tais organizações têm a segregação entre propriedade e controle como principal característica. Dentre os mecanismos internos destaca-se, por exemplo, a ação do Conselho de Administração, já como mecanismo externo tem-se como exemplo, a obrigatoriedade da publicação de informações sobre a companhia (SILVEIRA, 2002). Estudos relacionados a governança e auditoria nas organizações, como mecanismo de mitigação de riscos sob uma perspectiva de contabilidade financeira, contempla tópicos, tais como: auditoria (interna e/ou externa), compliance, conselho fiscal, conselho de administração, comitê de auditoria e controle interno na ótica da contabilidade financeira. Estudos relacionados a controle interno, como deficiências, fatores econômicos que expõem a falhas de controle Estudos relacionados à investigação em casos de fraudes e corrupção. Inclui, mas não está limitado a: fraudes em contabilidade e assuntos fiscais; relatórios financeiros fraudulentos; corrupção e contabilidade; perícia contábil e fiscal e suas aplicações no suporte a litígios; técnicas de investigação contábil; psicologia e criminologia da fraude; sistemas inteligentes e/ou de inteligência artificial, data analytics, red flags, dentre outros para investigação e prevenção de fraudes.

Palavras-chave: Governança ; Auditoria ; Conformidade ; Controle interno ; Fraudes
Líderes:
Simone Leticia Raimundini Sanches (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Denize Demarche Minatti Ferreira (Prog de Pós-Grad em Contab/Centro Socioeconômico - PPGC/CSE/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Sady Mazzioni (Programa de Pós Graduação em Ciências Contábeis e Administração/Unochapecó - Universidade Comunitária da Região de Chapecó)

O conceito de desenvolvimento sustentável resulta de um relativamente longo processo histórico de reavaliação crítica da relação entre a sociedade civil e seu meio natural. Por se tratar de um processo contínuo e complexo, hoje existem várias abordagens que procuram explicar o conceito de sustentabilidade. Essa variedade pode ser constatada pelas inúmeras definições relativas a esse conceito (Van Bellen,2004). Estudos que abordam as aplicações da contabilidade para a sustentabilidade e Terceiro Setor. Inclui, mas não está limitado a: Ética e Responsabilidade social. Reconhecimento e Mensuração de ações sociais, ambientais e culturais. Evidenciação (relatório ambiental, relato integrado e relatório socioambiental). Políticas Públicas (tributação verde, instrumentos regulatórios, certificações, internalização da precificação de carbono). Controladoria Socioambiental (custos ambientais, gestão ambiental, ferramentas para gestão sustentável, avaliação de impacto ambiental, indicadores socioambientais). Auditoria e assurance de relatório de sustentabilidade. Implicações dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável para a formação do profissional de contabilidade. Parcerias Empresas - ONGs - Terceiro Setor.

Palavras-chave: sustentabilidade ; contabilidade social e ambiental ; gestão sustentável ; parcerias com ONGs ; Terceiro setor
Líderes:
Vinícius Gomes Martins (Programa de Pós-Graduação em CIências Contábeis/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)
Vagner Antonio Marques (PPGCon - Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Aládio Zanchet (Programa de Pós-Graduação em Contabilidade/UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná )
Ilirio José Rech (Ciências Contábeis/UFG - Universidade Federal de Goiás - Ciências Contábeis/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

Abrange pesquisas relacionadas ao processo de reconhecimento e mensuração contábil, bem como a elaboração e divulgação de relatórios financeiros destinados à usuários externos (tais como credores, investidores e reguladores). Inclui, mas não está limitado a: avaliação e mensuração dos ativos e passivos; receitas, ganhos, despesas e perdas; modelos de credit scoring baseados em variáveis contábeis; consequências econômicas da evidenciação; estudos sobre derivativos e outros instrumentos financeiros; impactos da regulação, incluindo aqueles da migração de padrão local para o International Financial Reporting Standards (IFRS) e informação contábil das empresas cross-listed.

Palavras-chave: Usuários externos ; relatórios financeiros ; regulação contábil ; mensuração ; mercado de capitais
Líderes:
Silvia Pereira De Castro Casa Nova (Curso de Pós-Grad em Controlad e Contab/Facul de Economia, Admin e Contab - PPGCC/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Mestrado em Ciências Contábeis/Universidade Federal do Mato Grosso do Sul)
Fernanda Filgueiras Sauerbronn (PPGCC/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - PPGCON/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Paulo Frederico Homero Junior (Bacharelado em Administração - Campus Frederico Westphalen/Instituto Federal Farroupilha)
Sandra Maria Cerqueira Da Silva (DCIS/Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS - FAT ADM/Faculdade Anísio Teixeira - FAT)
Cheryl R. Lehman (Accounting Graduate Program/Hofstra University)

O tema Estudos Críticos e Interpretativos em Contabilidade tem como objetivo lançar um olhar mais amplo sobre a contabilidade em seu contexto social e político, abrangendo perspectivas históricas e visões utópicas da contabilidade voltadas para o futuro, com foco especial no Brasil e na América Latina. Não apenas a história e os contextos político e social, mas também a cultura e o poder dentro/ao redor das organizações têm sido pouco explorados na literatura contábil, embora uma justificativa razoável reconheça que eles devem ser fatores influentes na moldagem, na interpretação e na construção dos fenômenos contábeis.
Os pontos de vista críticos na literatura contábil internacional são bastante plurais e diversificados. Eles buscam desafiar a sabedoria convencional sobre práticas financeiras e não financeiras e criar espaços para vozes alternativas e contribuições para políticas públicas. Portanto, o tema propõe abraçar pesquisas que percebam a contabilidade como um mecanismo, um discurso, uma estrutura ou uma prática que contribui para o avanço do neoliberalismo e que sustenta novas formas de dominação ou violência neocolonial invisíveis que estejam à margem.
A interdisciplinaridade é um aspecto fundamental para tornar transparente o papel da contabilidade na redução do bem-estar social e no aprofundamento das desigualdades sociais. Portanto, é necessário lidar com formas alternativas em que contabilidade e accountability podem potencialmente levar ao aumento do bem-estar social, ao mesmo tempo que desafiam os modelos econômicos e de desenvolvimento tradicionais.
Assim, o tema proposto convida pesquisadores à submeterem estudos contemporâneos que estejam relacionados a contabilidade gerencial, auditoria, mercados financeiros, frameworks de contabilidade, regulações, governança e responsabilidade pública, ensino, educação e pesquisa contábil, sob uma perspectiva interpretativa e crítica. Em particular, o tema oportuniza uma interface entre desenvolvimentos em estudos críticos e interpretativos de gestão, possibilidades de novas práticas, conhecimentos e formas de accountability. As contribuições são bem-vindas a partir de uma variedade de tradições teóricas, epistemológicas e filosóficas relacionadas a paradigmas críticos e interpretativos, com base em metodologias e abordagens qualitativas de pesquisa. Acadêmicos e pesquisadores em início de carreira são também bem-vindos tanto como apresentadores, quanto participantes.
Contribuições relevantes incluiriam (indicativo):
1. Formas de contabilidade emancipatórias, utópicas e visionárias;
2. Práticas de contabilidade e accountability relacionadas à corrida armamentista, imigração, direitos humanos e etnia;
3. Gênero, transgênero e feminismo em contabilidade;
4. Desafios a iniciativas de governo aberto, acesso à informação e transparência por meio de counter accounting;
5. Limites da contabilidade do setor público e das relações público-privadas em tempos neoliberais;
6. Crime financeiro, corrupção, denúncia de irregularidades e evasão fiscal;
7. Desafios à regulação e padronização contábil;
8. Ética, cultura, controle, poder ou subjugação do trabalho e do emprego em contabilidade gerencial;
9. Contadores como profissionais especialistas no contexto do capitalismo financeiro;
10. Educação contábil crítica em uma era de universidades empreendedoras e baseadas em performance;
11. Abordagens críticas de contabilidade ambiental, ecológica e de capital natural;
12. Perspectivas pós-coloniais e vozes subalternas em contabilidade;
13. História crítica e interpretativa para a compreensão do papel da contabilidade e do profissional da contabilidade.

Palavras-chave: epistemologias críticas e interpretativas ; perspectivas alternativas em contabilidade ; métodos qualitativos
EOR - Estudos Organizacionais

Coordenador: Cintia Rodrigues De Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

Comitê Científico:
Charles Kirschbaum (Prog de Mestr Prof em Admin/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Josiane Silva De Oliveira (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Marina Dantas De Figueiredo (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Líderes:
Ana Silvia Rocha Ipiranga (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UECE - Universidade Estadual do Ceará)
Luiz Alex Silva Saraiva (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

As cidades têm se apresentado de modo cada vez mais profícuo no campo dos Estudos Organizacionais, ampliando a sólida produção acadêmica sobre o espaço urbano, já presente nos campos da Arquitetura e Urbanismo, da Geografia, da Sociologia Urbana, da Antropologia Urbana e, mais recentemente, no da Administração Pública. Neste último campo, são grandes as preocupações em torno da gestão da cidade em termos de governança, regulamentações, participação popular, organização de espaços coletivos etc. Todavia, enquanto uma junção de estruturas físicas espaciais, regras e direitos, atores, redes e saberes, culturas e diferenças, design e tecnologias, a cidade tem se constituído uma pauta crescentemente importante por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, entre as quais, os Estudos Organizacionais. No âmbito desta proposta, e dando continuidade ao exitoso tema de interesse anterior, destacaremos três aspectos associados à relação entre Cidade e Estudos Organizacionais: a perspectiva histórica, que confere à cidade um referencial específico situado nos meandros da reflexão sobre o tempo e na construção de espaços urbanos de história e memória; a perspectiva criativa e econômica, na qual se destaca a gestão como um aspecto central; e a perspectiva das margens que abriga múltiplos feixes associados a saberes e existências produzidos perifericamente, e ?à margem? do que é tido como hegemônico e, portanto, visível.

Convidamos pesquisadores a apresentarem artigos empíricos e ou teóricos - conceituais para este grupo temático a partir de diferentes posicionamentos epistemológicos e metodológicos que tenham como eixos as Cidades e os Estudos Organizacionais, principalmente no que se refere às interfaces entre História, Gestão, Dinâmica e Margens. Os trabalhos enviados poderão ser norteados, mas não se limitam, pelos seguintes temas e tópicos:

? Cidades, História, Memória e Patrimônio urbano.
? Cidade e suas interfaces com a Gestão e com a Economia Criativa.
? Dinâmicas Socio-Urbanas: Experiências, Sociabilidades, Direito, Mobilidades e Territorialidades.
? Práticas de Espaço Urbano: Atores, Corpos, Cultura, Estética e Organização.
? Margens e Periferias na/da Cidade: Corpos, Existência, Resistências, Saberes, Culturas e Dinâmicas não Hegemônicas.
? Facetas do Urbano sob a Ótica Organizacional: Cidades Globais, Cidades Mortas, Cidades Dormitórios, Cidades Ameaça, Cidades Jardim, Cidades Cansadas.

Palavras-chave: Cidades ; História das/nas margens ; Margens das/nas cidades ; Gestão nas cidades ; Organização, Práticas e Dinâmica social das/nas cidades
Líderes:
Angelo Brigato Esther (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acad em Admin/PPGA/FACC/CMAA/UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora)
Manolita Correia Lima (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Ivor Prolo (PPGEC/UNEMAT - Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Fernanda Geremias Leal (Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Virgílio Cézar Da Silva E Oliveira (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Admin e Ciências Contábeis/Curso de Mest Acad em Admin/PPGA/FACC/CMAA/UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora)

Desde sua gênese, as universidades estão submetidas a processos de transformação e movimentos que colocam suas razões de ser em xeque. Os esforços para justificar a sua relevância têm exigido capacidade de reconfiguração, preservando as responsabilidades originais e sugerindo novos desafios. Contudo, a historiografia da universidade permite afirmar que suas transformações nunca foram capazes de satisfazer plenamente às expectativas sociais. Frente à centralidade de uma instituição cujos compromissos ultrapassam os campos do ensino, da pesquisa e da extensão, pretende-se fomentar o debate sobre a universidade. Nesse sentido, alguns questionamentos, dos mais abrangentes aos mais contextualizados, são oportunos:
Por que e como preservar a educação superior como direito humano universal, reconhecido como necessidade social e dever dos Estados?
O que entender por autonomia universitária e liberdade acadêmica?
Quais são os limites éticos e políticos da universidade como a conhecemos?
Que elementos definem uma instituição com tamanha variação de contornos e significados?
A gestão universitária contemporânea é compatível com as transformações vivenciadas pela sociedade?
Como proteger a universidade de mercantilismos, corporativismos e negacionismos?
Durante e após a pandemia, quais foram e quais poderão ser as contribuições da universidade ao novo normal?
Qual é a relação entre o modelo hegemônico de internacionalização e as geopolíticas desiguais de conhecimento?
Quais são as consequências do acirramento da competição entre universidades, seja por reconhecimento em rankings exógenos, docentes e discentes produtivos/promissores ou fontes de financiamento?
Diante das limitações orçamentárias, como alcançar padrões de excelência no que se refere à produção e à difusão de conhecimento?
Quais são as responsabilidades da universidade frente aos processo de inclusão social e redução de desigualdades?
Quais são as disfuncionalidades e as zonas de obsolescência da universidade quando considerados os propósitos e os destinos do conhecimento; a interdisciplinaridade; a relação entre educação e formação cidadã e a democratização do acesso (aliada aos desafios da permanência discente)?
Quais papéis os servidores Técnico-Administrativos em Educação podem exercer na gestão universitária e em atividades-fim, notadamente na pesquisa e na extensão?
O que é possível aprender com as arquiteturas universitárias e os novos arranjos institucionais criados a partir do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais Brasileiras (REUNI)?
Afinal, tendo em mente o contexto internacional, mas problematizando dilemas, condicionantes e urgências nacionais, que universidade queremos e para quem?
O foco desse tema centra-se, portanto, em produções que considerem a universidade como uma instituição em constante transformação. Espera-se que os textos favoreçam o entendimento de caminhos deliberados e/ou emergentes para a rede de instituições de ensino superior em tempos de demandas crescentes, de escassez de meios e de incertezas - potencializadas por novas relações sociais, tecnologias de produção e comunicação e restrições sanitárias pós-pandemia. Nesse sentido, priorizam-se estudos sobre o âmbito público da educação, traduzido em projetos universitários arrojados e socialmente relevantes, suportados por abordagens teórico-metodológicas críticas e propositivas, voltadas à tríade ensino, pesquisa e extensão, mas, também, à gestão universitária.


Palavras-chave: Universidade pública ; Universidade contemporânea ; Universidade não-hegemônica ; Políticas de educação superior ; Internacionalização da educação superior
Líderes:
Alexandre De Pádua Carrieri (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Elisa Yoshie Ichikawa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Luciano Mendes (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc Sup de Agricultura ?Luiz de Queiroz? - PPGA/ESALQ/USP - Universidade de São Paulo - Ecologia Aplicada/USP - Universidade de São Paulo)

O presente grupo de trabalho objetiva fomentar, visibilizar e articular pesquisas sobre práticas organizativas que rompem, desestabilizam ou abrem brechas e fissuras às lógicas de trabalho neoliberal, principalmente aquelas referentes ao universo do que é dito ?popular?: negócios, comércio, artes, festas, economias informais, coisas do povo invisibilizadas que, de alguma forma, resistem ao sistema mundo globalizado.

Propomos fomentar a reflexão sobre os processos de produção e de organização de diferentes espaços, saberes e poderes: a casa, a rua, a cidade, grupos, organizações populares. O olhar se volta para os outros modos de existir e organizar que frequentemente são ignorados ou ativamente invisibilizados dentro de um mainstream da administração e que constituem múltiplas possiblidades de romper com pensamentos e práticas totalizantes na área.

Em um momento em que dispositivos e maquinários do poder buscam controlar e dar uma forma única à vida em meio a um capitalismo global, a resistência se intensifica justamente sobre a vida, na sobrevivência e criação de outros modos de ser e organizar que escapam, escorregam e invertem os jogos dados (FOUCAULT, 2017; LAZZARATO, 2014). Neste cenário, como indicado por Pelbart (2000, 2003, 2016), mapear outros modos de existir torna-se um projeto relevante, destacando multiplicidades que não permitem serem englobadas pelos maquinários totalizantes do poder. Na área de Estudos Organizacionais, outros modos de organizar que constantemente sobrevivem e se recriam num cotidiano formam um reservatório de saberes menores e potencialidades de superação de seu status quo.

Embasados por construções teóricas múltiplas, elaboradas por autores como Benjamin, Foucault, Deleuze, Guattari, De Certeau, Lazaratto, Negri, Didi-Huberman, Pelbart, entre outros, ressaltamos os conceitos de experiência, heterotopias, resistência, popular e fazer cotidiano para visibilizar práticas populares de resistência histórica (DIDI-HUBERMAN, 2011) que possibilitam modos de existência (PELBART, 2016) dissonantes aos modelos de negócio segundo o mainstream administrativo, baseados no trinômio avaliação, planejamento e controle.

Desse modo, propomos contribuir para uma possível ?fenomenologia da dispersão anárquica do poder? (FOUCAULT, 1998, p. 48). Por meio de experiências de gestão menores, locais, cotidianas, populares, mesmo que específicas e singulares, por vezes também provisórias, pretendemos encontrar, mapear e partilhar pistas, desvios, caminhos de fuga e ampliar as possibilidades de fazer, saber e poder de nosso espaço e tempo organizacional, ampliar a potência de contestação e criação (BENJAMIN, 1984), que inauguram o novo diante das lógicas e dispositivos de poder inerentes ao neoliberalismo individualizante.


Palavras-chave: Modos de existência ; Práticas organizativas ; Cotidiano ; Resistência ; Popular
Líderes:
Ana Paula Paes De Paula (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Maurício Roque Serva De Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)

O ambiente acadêmico nacional já assimilou a necessidade da reflexão sobre a produção do conhecimento científico a respeito das organizações e da prática administrativa. A epistemologia está inserida como disciplina específica, ou como tópico particular de discussão na maioria das grades curriculares dos Programas de Pós-Graduação em Administração. Epistemologia também é tema central de eventos científicos, como no caso do Colóquio Internacional de Epistemologia e Sociologia da Ciência da Administração, e diversas vezes já recebeu, por parte de periódicos da área, edições inteiramente dedicadas à sua discussão. No âmbito da ANPAD, o Tema foi criado em 2009, na Divisão de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade (EPQ), e, em 2010, na Divisão de Estudos Organizacionais (EOR). Enquanto estudo metódico e reflexivo do saber, de sua organização, de sua formação, de seu desenvolvimento, de seu funcionamento e de seus produtos, a epistemologia ocupa um lugar importantíssimo para o exame crítico de nosso próprio produzir ciências e saberes, auxiliando-nos, desta forma, na tomada de consciência crítica de nossa prática cotidiana.

Para a Divisão EOR, a proposta é que o tema seja dedicado à epistemologia nos estudos organizacionais e busque focalizar a reflexão sobre a produção de saberes e conhecimento científico dos fenômenos organizacionais e administrativos, como também discutir as condições sociais de produção desse conhecimento, sempre com o intuito de promover diálogos entre epistemologias e disciplinas. Com esses objetivos, o tema contempla as diversas abordagens epistêmicas (positivismo, funcionalismo, estruturalismo, institucionalismo, interpretativismo, teoria crítica, marxismo, pragmatismo, pós-estruturalismo, realismo crítico, pós-crítica, entre outras), a partir de contribuições de disciplinas como administração, sociologia, antropologia, filosofia, história, semiótica e psicanálise. Ontologia e metodologia podem ser abordadas, mas a partir da articulação dessas com as epistemologias, construindo-se princípios, argumentos, hipóteses, procedimentos, resultados, interpretações e práticas para analisar criticamente as diversas abordagens ou correntes epistemológicas. Complementarmente, as condições sociais e organizacionais da produção científica ? o denominado campo científico ? poderão também ser discutidas de forma articulada à epistemologia, pois além do desenvolvimento epistemológico ter forte influência dessas condições, os Programas de Pós-Graduação formam professores e pesquisadores para atuarem em um campo que necessita ser debatido cientificamente no ENANPAD para a sua própria evolução.




Palavras-chave: Epistemologias em Estudos Organizacionais ; Teorias em Estudos Organizacionais ; Metodologias em Estudos Organizacionais ; Campo científico e condições sociais de produção do conhecimento ; Interdisciplinaridade
Líderes:
Marcio Pascoal Cassandre (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Cláudia Simone Antonello (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Maria Beatriz Rodrigues (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Nossa proposta visa contribuir com a comunidade científica de pesquisadores da temática Aprendizagem e Conhecimento, principalmente a que se refere às organizações. Temos interesse na compreensão dos processos de aprendizagem por meio do diálogo transdisciplinar de áreas do conhecimento como Sociologia, Antropologia, Psicologia e Educação. Essa intersecção amplia a compreensão sobre a aprendizagem nas organizações, seus atores, movimentos metodológicos, dimensão política, bem como saberes que se constituem pelos e nos processos organizativos.
Ocorre a ampliação do lócus da ocorrência da aprendizagem em outros espaços socialmente organizados, revelando-se imprescendível conhecer e reconhecer atores que interagem com e nessas organizações. Pretende-se refletir sobre os saberes em distintos contextos de exclusão e de desigualdades socioeconômicas.
Na ampliação proposta, considerar a natureza das organizações enquanto processos organizativos é ir além da compreensão hegemônica da organização produtiva como espaço único da ocorrência da aprendizagem, considerando os movimentos e organizações sociais; populares, públicas, não governamentais; os coletivos; as redes físicas e virtuais, como lugares de expressão de aprendizagens. A natureza dos atores, os diferentes pertencimentos territoriais, as distintas urbanidades e ruralidades, as distintas bandeiras étnico-raciais e indígenas, de gênero e diversidade sexual, pertencimento religioso, cultural e de linguagens, revelam-se formas de considerarmos a lacuna política dos estudos da aprendizagem nas organizações. Busca-se dar visibilidade, crítica e espaços de manifestação dos atores coletivos, habitualmente invisíveis. Isto também implica em discutir alternativas metodológicas para desenvolver tais estudos.
Tópicos que gostaríamos de discutir (mas não limitados a):
? Como se constituem os saberes pelos e nos processos organizativos?
? Qual a implicação da dimensão política das práticas na construção de saberes?
? Como as novas formas organizacionais e os arranjos de emprego (trabalho temporário e contingente, intermediários, empresas baseadas em rede etc.) influenciam a distribuição de poder e as desigualdades nos mercados e local de trabalho?
? Como se estabelecem as relações (mutáveis) entre a participação social e a segregação? E como isto repercute nas dimensões trabalho, profissões e aprendizagem?
? Como os saberes da ciência, da política, da história natural e dos povos originários nos auxiliam a pensar e criar modos coletivos de resistência.
? Como as informações emergentes e tecnologias (plataformas on-line, algoritmos, aprendizado de máquina, análise preditiva etc.) moldam a triagem, a contratação, a alocação de tarefas e, consequentemente, a aprendizagem no local de trabalho?
? Como as novas tecnologias redefinem a natureza do trabalho criando novas identidades, profissões e comunidades? E neste contexto, quais e como são gerados novos discursos que limitam as profissões, o trabalho e a constituição de saberes?
? Quais são as consequências (não)pretendidas das práticas e das rotinas organizacionais antigas e novas, em particular porque elas beneficiam alguns indivíduos ou grupos enquanto restringem as oportunidades para outros dentro e fora das organizações de trabalho?
? Onde os métodos de pesquisa social estão sendo inventados? Quais são os possíveis espaços alternativos aos sistemas de conhecimento hegemônico de conhecimento?
? Qual é o potencial crítico e transformador dos métodos de pesquisa acerca do tema aprendizagem e conhecimento?
? Quais saberes e práticas envolvem a constituição do sujeito que reflete, transforma e codifica o trabalho científico e de pesquisa?



Palavras-chave: Aprendizagem ; Conhecimento ; Processos Organizativos ; Métodos ; Saberes
Líderes:
Felipe Fróes Couto (PPGDEE - Programa de Pós-Graduação Profissional em Desenvolvimento Econômico e Estratégia Empresarial/UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros - Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Jussara Jessica Pereira (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Caio Coelho (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Gonzalo Pardo Beneyto (Facultad de Derecho/Universidad de Alicante)
María Ángeles Abellán-lópez (otro/Universidad de Valencia)

O papel político-social desempenhado pelas empresas têm ganhado a atenção de autores nos estudos organizacionais com os temas de empreendedorismo (Battilana, Leca, & Boxenbaum, 2009), liderança (Yuan & Woodman, 2010) e direitos humanos (Barros, 2018). Já alguns trabalhos têm estudado a corrupção e a relação direta com o setor privado (Collins, Uhlenbruck, & Rodriguez, 2009; Chowdhury, Audretsch, & Belitski, 2015). Isso se dá em função de escândalos recentes de corrupção (Coelho & Barros, 2020), bem como crimes e desastres ambientais (Pereira, Barros & Rezende, 2020). Assim, é importante entender melhor o papel desempenhado pelas organizações e sua respectiva responsabilização. Pesquisas recentes têm explorado a necessidade e o insucesso de políticas de governança corporativa, programas de integridade/compliance (Aldeguer et al. 2020; Couto & Carrieri, 2020; Zattoni & Cuomo, 2008) e responsabilidade social corporativa (Bansal, & Song, 2017).
Muitas organizações se valem da importância dada a sua função social para criar códigos de ética, ações voluntárias e ?humanitárias?, bem como campanhas de marketing que melhoram sua imagem (Zattoni & Cuomo, 2008). Esses macroprocessos são influenciados pelo ambiente institucional e por fenômenos como o isomorfismo (DiMaggio & Powell, 1983), mas também funcionam como moeda de troca para a geração de legitimidade (Suchman, 1995).
Essa tendência positiva é obscurecida pelas evidências que mostram a formação de 'uma fachada de responsabilidade' (Meyer & Rowan, 1977, Zylbersztajn, 2002). Ao mesmo tempo em que divulgam suas ações sociais, as organizações estão ocultando atuações irresponsáveis e até mesmo ilícitas como corrupção, crimes corporativos, crimes ambientais e discriminação por gênero, raça e idade entre outros comportamentos antiéticos (Costa & Borin, 2018).
De forma ampla, este tema busca analisar: a) como as empresas atuam politicamente? b) como o ativismo empresarial e de CEOs se exerce e quais seus impactos sociais? c) quais são seus comportamentos antiéticos? d) E os instrumentos para combatê-los?
São bem-vindas as pesquisas com perspectivas e análises a nível organizacional, individual e/ou estrutural com todas as diferentes abordagens ontológicas, epistemológicas, metodológicas e teóricas que discutam sobre a função político-social das organizações. As pesquisas podem incluir, mas não se limitam aos seguintes temas:
-O papel das organizações na promoção de Direitos Humanos ou na sua violação;
-Ativismo político e estratégias de não-mercado (relações eleitorais-partidárias);
-Ativismo político junto à sociedade (construções discursivas da imagem empresarial e disseminação de discursos de diversidade);
-Transparência empresarial diante da sociedade em casos de escândalos;
-RSC como discurso neoliberal e outras perspectivas críticas;
-Abordagens teóricas, epistemológicas e metodológicas alternativas para se analisar a função política e social das organizações;
-Envolvimento de organizações em viradas e momentos políticos históricos;
-As organizações frente à sustentabilidade, ao meio ambiente e à sociedade;
-Reflexões sobre eventos de irresponsabilidade corporativa;
-Incentivo ao pensamento crítico sobre as ações de CSR;
-Negócios sociais e formas organizacionais alternativas;
-Corrupção, crimes corporativos e atividades antiéticas;
-Arranjos institucionais e políticas público-privadas para combater as condutas antiéticas.

Palavras-chave: Ativismo Político-social ; Responsabilidades organizationais ; Irresponsabilidades organizacionais ; Direitos humanos ; Negócios sociais
Líderes:
Fernando Ressetti Pinheiro Marques Vianna (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Engenharia de Produção/Facet)
Giselle Cavalcante Queiroz (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Gustavo Matarazzo Rezende (Não se Aplica/IFSP - outro/outro)
Ianaira Barretto Souza Neves (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Luiz Gustavo Alves De Lara (Prog de Mestr e Dout em Admin - PMDA/UP - Universidade Positivo)

As inovações tecnológicas, enquanto ferramentas do neoliberalismo, têm produzido uma nova ordem econômica e social baseada em práticas veladas de extração, predição e vendas de dados. Essa exploração dos dados permite a maximização do lucro das organizações e potencializa a expropriação de direitos e de captura das experiências humanas, consolidando-se como uma nova forma de poder e colonialismo - o de dados. Essas novas tecnologias, ditas inteligentes, se sustentam em um discurso de solucionismo tecnológico, indispensável para o crescimento e a produtividade das organizações. Nesse contexto, algumas pesquisas têm apontado para uma cultura de vigilância que produz uma sociedade e um Estado sentinela. Nota-se uma forte demanda pela predição dos comportamentos dos sujeitos, e a instalação de um paradigma persuasivo, baseado na indução de comportamentos e decisões, nem sempre conscientes. Essa racionalidade tecnológica se reproduz em diversas instâncias da vida social. No âmbito das relações de trabalho, enquanto se discute perspectivas de substituição da força de trabalho por máquinas, não é possível desconsiderar a profunda reconfiguração das relações laborais alicerçada pela digitalização. A gestão por algoritmo tem permitido uma dispersão física e desarticulação dos trabalhadores, bem como um controle detalhado das ações de cada indivíduo. Em paralelo, as tecnologias, especialmente as digitais, não são simples aparatos funcionais. Elas são construídas a partir de crenças e lógicas humanas e que não apresentam neutralidade axiológica, em essência são interesses organizacionais constituídos na forma de ferramentas digitais. Com isso, a utilização dessas ferramentas têm apresentado como efeito colateral, a acentuação da (re)produção de desigualdade, exclusão e discriminação social. Problematizar a ética das tecnologias digitais, desvelando suas predisposições de (re)produzir privilégios e os seus compromissos de manutenção de lógicas hegemônicas, torna-se uma agenda necessária e que contribui para a discussão da discriminação por gênero, raça, entre outras importantes questões denunciadas nas relações sociais. Nesse sentido, é fundamental abrir espaços para as perspectivas de disputa de poder e das tecnorresistências, analisando: i. as assimetrias das relações de poder entre usuários de plataformas digitais e as organizações que as operam; ii. o papel do Estado na mediação e controle dessas relações; iii. os crescentes fenômenos organizacionais baseados nas ações de tecnoativistas; e iv. novas perspectivas éticas embasadas nas criatividades dos sujeitos, como os hackers, que buscam subverter essa nova forma de dominação sociodigital, através das próprias redes e mídias sociais. A chamada pretende reunir abordagens e métodos plurais, e almeja instigar o desenvolvimento de pesquisas sobre o mundo digitalizado e os estudos organizacionais. Para isso são propostas seis temáticas principais:
1)Capitalismo de vigilância, colonialismo de dados e mediação algoritmica;
2)Trabalho digitalizado, cultura de vigilância e gestão por algoritmo;
3) Digitalização como ferramenta de desigualdade, exclusão e discriminação (posições sociais, raciais, de gênero entre outras);
4)Poder e tecnorresistência;
5) As articulações do discurso da tecnologia digital;
6) A relação entre a digitalização e os contextos atípicos, como as consequências da pandemia da COVID-19, e suas repercussões nas e pelas tecnologias digitais.

Palavras-chave: Capitalismo de vigilância ; Colonialismo de dados ; Gestão por algoritmo ; Desigualdade digital ; Tecnorresistência
Líderes:
Letícia Dias Fantinel (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Fábio Freitas Schilling Marquesan (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Yuna Souza Dos Reis Da Fontoura (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Fábio Luiz Zanardi Coltro (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Estudos Sociais Aplicados - PPGA/CESA /UEL - Universidade Estadual de Londrina )

O Antropoceno se apresenta como uma nova época geológica marcada pelos impactos que nós, seres humanos, causamos no chamado Sistema-Terra, explorando os limites naturais e moldando a superfície do planeta de forma comparável às próprias forças telúricas (STEFFEN ET AL., 2015). Nesse contexto, este tema tem por objetivo reunir e fomentar debates que ponham em questão o pensamento científico em Gestão e Estudos Organizacionais nas relações organizadas entre os diferentes atores e sujeitos do Antropoceno (sejam eles humanos e/ou não-humanos) tanto quanto as interações e conflitos decorrentes dessas relações.
Por um lado, queremos convidar a comunidade acadêmica ao desafio de pensar sobre os limites e fragilidades dos modos de desenvolvimento capitalista que, por meio de práticas organizacionais destrutivas (ERGENE; BANERJEE; HOFFMAN, 2020; BANERJEE, 2008), vêm produzindo interações com outras formas de estar no mundo, que resultam em crises e catástrofes sanitárias, econômicas e socioambientais. Nos interessa, ainda, agregar discussões sobre as desigualdades produzidas pela economia política que sustenta o Antropoceno e que produzem os crescentes conflitos em torno da apropriação da natureza. Tais conflitos envolvem uma multiplicidade de atores, suas agendas políticas e diferentes formas organizativas dispostas em territórios marcados por lutas, vulnerabilidades e exploração extrativista, industrial, rural, dentre outras. Buscamos, dessa forma, trabalhos em Estudos Organizacionais que contemplem os distintos grupos sociais impactados por tais processos.
Por outro lado, ao entendermos o campo que se forma em torno de incômodos, inquietações e críticas a partir do chamado ?excepcionalismo humano?, marcado por perspectivas antropocêntricas e especistas que caracterizam o pensamento ocidental e abordagens científicas hegemônicas, convidamos os interessados ao exercício de reflexões críticas sobre possíveis alternativas para pensarmos a própria coexistência de humanos e não-humanos no Antropoceno/Capitaloceno, a partir de uma preocupação com a dimensão biossocial do organizar (LABATUT; MUNRO; DESMOND, 2016), abrindo espaço a perspectivas multiespécie nos Estudos Organizacionais (FANTINEL, 2020). Procuramos abrir espaço para reflexões que coloquem o organizar em perspectiva a partir de políticas mais que humanas (BEACHAM, 2018). Entendemos que o Antropoceno ressalta a crise dos paradigmas modernos e que pode proporcionar a articulação de novas lentes para pensar o bem viver e o viver com os outros, numa perspectiva integrativa dos entes da natureza contra os efeitos do capitalismo (ERGENE; CALÁS; SMIRCICH, 2018). O escopo dessa perspectiva possibilita questionar os limites das tradicionais ontologias dualistas que marcam a produção de conhecimento. Além disso, o Antropoceno traz a necessidade de revisão das epistemologias do norte e a abertura para a decolonialidade (DAVIS; TODD, 2017; QUIJANO, 2011).

Palavras-chave: Antropoceno ; Organização ; Natureza ; Antropocentrismo ; Não-humanos
Líderes:
Ana Flávia Rezende (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Ana Paula Rodrigues Diniz (EBS/Essex Business School)
Josiane Barbosa Gouvêa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá - Outro/IFPR - Instituto Federal do Paraná)
Juliana Cristina Teixeira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá - DADM/CCJE/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Mariana Mazzini Marcondes (Prog de Pós-Grad em Gestão Pública/Centro de Ciências Sociais Aplicadas - PPGP/CCSA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Este tema visa discutir as desigualdades sociais produzidas no mundo do trabalho e nas organizações, considerando principalmente os eixos de raça, etnia, gênero, sexualidade, classe social e territorialidade. Nesse processo, priorizamos estudos que partam de uma perspectiva interseccional, considerando não só como as diferenças constituem-se em desigualdades, mas também como essas se articulam no trabalho e nas organizações, gerando mecanismos de privilégios e desprivilégios estruturais específicos. Tais discussões têm ganhado destaque acadêmico e político, dada a crescente preocupação com a construção de um ambiente de trabalho, de gestão e de organizações mais democráticas e inclusivas. Ressaltamos, assim, o interesse por pesquisas que evidenciem as relações e dinâmicas de poder, enfatizando a dimensão política de tais diferenças em termos ideológicos, sócio-históricos e culturais. A visão de trabalho adotada parte de uma perspectiva ampla, incluindo discussões relacionadas ao mundo do trabalho produtivo e reprodutivo, às organizações, à gestão e à administração pública e privada. No mesmo sentido, a concepção de organização selecionada é abrangente, incluindo organizações públicas e privadas, não governamentais, associações, organizações de movimentos sociais, entre outras múltiplas dimensões organizativas da vida social. Convidamos estudos que abordem como as desigualdades sociais têm sido construídas e reproduzidas no trabalho, preferencialmente de modo articulado, enfocando tanto grupos historicamente privilegiados (p.ex. homens, brancos, membros de elites socioeconômicas, pessoas em experiências de imigração a partir de lugar de privilégio, pessoas cis, heterossexuais, pessoas sem deficiência, etc.), quanto grupos desprivilegiados (p.ex. mulheres, pessoas negras, trabalhadoras e trabalhadores, pessoas em experiências de imigração que resultam em desigualdades, indígenas, quilombolas, LGBTQI+, pessoas com deficiência, reflexões sobre desigualdades territoriais e regionais, etc.). Esse debate inclui análises sobre as desigualdades no mercado de trabalho em nível nacional e/ou internacional; sobre a atuação estatal, de movimentos sociais e de organismos intergovernamentais na denúncia ou combate às estruturas de privilégios que conformam discriminações e exclusões; e sobre experiências organizacionais, em casos únicos ou comparados sobre os modos como as diferenças e desigualdades são vividas no trabalho, assim como sobre práticas de gestão direcionadas ao enfrentamento de tal cenário. Inclui, ainda, estudos sobre a divisão social, sexual e racial do trabalho, considerando a relação entre trabalhos produtivo e reprodutivo e enfocando temas como cuidado profissional e não profissional, cuidado de públicos específicos, care, políticas de articulação trabalho e família, entre outros. Alinhado a esse debate, convidamos também discussões sobre políticas públicas orientadas para grupos desprivilegiados ou para a promoção da equidade social, assim como debates sobre monitoramento e avaliação dessas políticas. Destacamos, por fim, o interesse por trabalhos com foco em perspectivas epistemológicas, teóricas e metodológicas para estudos sobre os temas, além de incursões sobre novas agendas de pesquisa ou sobre outros eixos marcadores de diferenças não explicitados nesta proposta.


Palavras-chave: Interseccionalidade ; Diferenças ; Desigualdades ; Organizações ; Trabalho
Líderes:
Denise Franca Barros (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
Sergio Eduardo De Pinho Velho Wanderley (PPGA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
Amon Narciso De Barros (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Doutorado em Management & Marketing/University of Essex)
Fernanda Tarabal Lopes (Escola de Administração/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)

A virada histórica em administração e estudos organizacionais se consolidou a partir dos anos 2000 (Mills et al., 2016). Uma comunidade epistêmica diversa se consolidou em torno das discussões sobre o passado e como escrever história para o presente (Coraiola & Murcia, 2020; Decker et al., 2020). Tal comunidade, já está consolidada no Brasil e no exterior (Costa et al., 2010).
Este tema abarca pesquisas históricas que explorem as relações políticas, econômicas e psicossociais que se estabelecem entre sujeitos, organizações e sociedades. Esperamos contar com trabalhos que contemplem tais relações em qualquer espaço geográfico-temporal a partir de quaisquer abordagens teóricas e metodológicas (e.g., Wanderley & Barros, 2019).
Quanto às organizações, esse conceito é entendido de forma ampliada. Contempla, por exemplo, movimentos sociais, o cotidiano do trabalho, organizações familiares, ou educacionais. Em suma, o conceito vai além de firma, e deve refletir sobre as especificidades de cada forma de organizar.
Esperamos textos utilizando o método biográfico ou história de vida em suas diversas abordagens históricas e psicossociais (Granato et al., 2020). Destacamos a relevância da experiência das pessoas no tempo e da compreensão das representações dos sujeitos sobre a história, de maneira mais ampla, e em relação à sua história de vida. Trata-se do registro de memórias individuais e coletivas (Rowlinson et al., 2010), de experiências e trajetórias resgatadas a fim de narrar ou transformar, emancipação e visibilização de coletividades, sujeitos e suas experiências.
No que diz respeito à abordagem teórica, esperamos o resgate de clássicos do pensamento social brasileiro (Wanderley, 2016), bem como temas estruturantes da realidade social do país (Wanderley & A. Barros, 2019), como o papel da escravidão e outras características que enquadraram o desenvolvimento do país (A. Barros & Wanderley, 2020). Também aguardamos trabalhos que se debrucem sobre conceitos caros à história ou à memória (Granato et al., 2020). Igualmente para teóricas da Psicossociologia, dentre outras vertentes, que versem sobre biografias, história, história de vida e experiência (V. Barros e Lopes, 2014).
Convidamos para a submissão de trabalhos teóricos e empíricos que enfoquem com base em novas fontes e objetos, contribuições ontológicas, epistemológicas e/ou metodológicas da perspectiva histórica para a área de estudos organizacionais.
São bem-vindos estudos que:
- Analisem como fontes e arquivos históricos contribuem para entender os fenômenos organizacionais e sua articulação com o social e o político;
- Estimulem debates sobre a pesquisa histórica em administração e estudos organizacionais;
- Discutam os usos do passado nos estudos organizacionais. Além disso, investiguem como as organizações instrumentalizam seu passado criando e gerindo seus acervos e arquivos documentais, construindo significados a partir de disputas entre memórias oficiais e memórias silenciadas;
- Sejam baseados em fontes tais como arquivos públicos, privados ou empresariais, incluindo propagandas, jornais, filmes, documentários, etc;
- Utilizem as abordagens teórico-metodológicas de História de Vida e/ou História Oral, nas quais se destacam: a centralidade no sujeito e em sua experiência vivida, importância da oralidade, a valorização da memória individual e social para a compreensão das organizações, do trabalho e da sociedade;
- Resgatem as relações entre políticas públicas de Educação, organizações de educação e disciplinas da Administração.

Palavras-chave: História ; Memória ; História de Vida ; História Oral ; Virada Histórica
Líderes:
Aline Lourenço De Oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras)
Fernanda Mitsue Soares Onuma (GPM- Gestão Pública Municipal/UNIFAL - Universidade Federal de Alfenas/MG)

A presente proposta temática tem por objetivo desmistificar, no âmbito dos Estudos Organizacionais, o trabalho como restrito à esfera dita ?produtiva?, apontando ainda para o potencial de contribuição da teoria sobre a reprodução social para a compreensão materialista, feminista, antirracista e decolonial das mudanças organizacionais, educacionais e sociais em curso no contexto do neoliberalismo contemporâneo. Neste tema, busca-se conferir visibilidade ao trabalho desvalorizado considerado ?feminino?, nos termos de Jules Falquet, realizado por mulheres empobrecidas, racializadas e proletarizadas que, ao redor do globo, exercem as atividades mal (ou não) remuneradas do trabalho reprodutivo. Este, também chamado de ?trabalho doméstico? é um conjunto de atividades de natureza física, emocional e sexual por meio do qual mulheres garantem a existência e manutenção do capitalismo pela via da reprodução social. Silvia Federici compreende a reprodução social em duplo sentido: pela reprodução da mão-de-obra explorada, via nascimento, sustento e educação de crianças que comporão o futuro proletariado, bem como pelos trabalhos realizados (principalmente) por mulheres nos lares, garantindo que a classe trabalhadora (sobretudo, os homens) esteja apta a retornar à exploração capitalista do dia seguinte. Desta forma, a reprodução social consiste na base material da cultura do patriarcado. Como Heleieth Saffioti explica, descarta-se a cultura patriarcal como fonte última de explicação da discriminação de mulheres no capitalismo. A partir da teoria unitária, como explica Cinzia Arruzza, compreende-se as relações geradoras de opressões de gênero, classe e raça como elementos integrantes da sociedade capitalista que, ao longo de processos históricos, dissolveu formas de vida social precedentes a fim de atender às necessidades das classes dominantes em cada contexto. Em período de crise econômica mundial, em que a sanha especulativa neoliberal acentua os ditames ideológicos da austeridade fiscal e cortes orçamentários de políticas públicas essenciais à reprodução social, observa-se a plena compatibilidade entre liberalismo econômico e conservadorismo moral. O avanço mundial de discursos contrários às mulheres, à população negra, indígenas e à comunidade LGBTQIA+ servem de verniz ideológico para empurrar cada vez mais mulheres racializadas e empobrecidas ao trabalho doméstico mal (ou não) remunerado, respondendo à importância concreta do trabalho reprodutivo para os donos dos meios de produção, que deixou de ser financiado coletivamente via Estado por políticas sociais para ser assumido na (suposta) esfera privada do lar. O tema se propõe, nesse sentido, a fomentar e discutir trabalhos relacionados a questões como: romantização da maternidade, controle reprodutivo, trabalho doméstico, controle reprodutivo, acesso e condições de permanência da mulher na escola, reforço a estereótipos de gênero, genocídio de populações indígenas e da juventude negra, avanço de práticas e discursos liberais colonizados, aumento do encarceramento em massa de pessoas (sobretudo, mulheres) racializadas e proletarizadas ao redor do globo e que configuram, portanto, críticas a instrumentos de gestão da pobreza usados para mascarar a necessidade no contexto neoliberal atual de se empurrar pessoas racializadas e proletarizadas (sobretudo, mulheres) ao trabalho reprodutivo compulsório e/ou ao cárcere, a fim de mascarar a face essencialmente predatória e discriminatória da ordem social.

Palavras-chave: reprodução social ; maternidade ; trabalho reprodutivo ; encarceramento ; educação
Líderes:
Leandro Rodrigo Canto Bonfim (Colegiado de Administração/UNESPAR - Universidade Estadual do Paraná)
Arnaldo Luiz Ryngelblum (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)
Ernesto Michelângelo Giglio (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)

O mundo em que estamos acostumados está mudando, assim como mudam nossos parâmetros do que é considerado o normal. Grande parte dessas mudanças se originam na percepção global da necessidade de se enfrentar os grandes desafios societais que se apresentam nesse cenário (Ferraro et al., 2015; George et al., 2016). Nesse sentido, vivenciamos grandes desafios atuais, como a produção de vacinas contra a Covid19; problemas nas redes organizacionais envolvidas nas mudanças climáticas; a regulação das informações individuais nas redes; críticas a modelos econômicos que excluem a diversidade; dificuldades dos países latino-americanos em contribuir para o alcance do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.
Por práticas organizacionais entende-se como a construção, decisão e prática propriamente dita de ações relativas às alianças, aos acordos, à solução de conflitos, manifestações do poder, processos de discussão e negociação de normas e regras, presença de governança formal e informal; formação da estrutura de laços, legitimação e institucionalização do modo de operação dos grupos, entre os mais evidentes (Hinings, Logue, & Zietsma, 2017; Ocasio, Thornton, & Lounsbury, 2017). Do mesmo modo, entende-se que as teorias da construção social pressupõem que os atores sociais são aqueles que configuram a realidade social e organizacional por meio de suas práticas e regras. Ao mesmo tempo, essa realidade construída de práticas e regras direciona as ações dos atores. Essas teorias entendem que o processo de construção envolve diferentes condições como colaboração, negociação entre os atores, ou até mesmo imposição. Eventualmente, a relação entre os atores pode resultar em conflitos, os quais podem ou não implicar em mudanças nas práticas, regras e configurações organizacionais (Goodrick & Reay, 2011; Nicolini et al., 2016; Raynard, 2016).
Deste modo, tendo como base a noção de que o enfrentamento de grandes desafios societais requer grandes mudanças sociais e que elas não são possíveis sem o engajamento das organizações (Ferraro et al., 2015; George et al., 2016), esse tema propõe que que sejam discutidas tais questões à partir da transição de uma visão funcional e baseada em projetos individuais para uma visão que permita compreender o papel das organizações e das práticas organizacionais na construção social de uma nova realidade que se mostra urgente à partir da solução desses grandes desafios (Manders, Wieczorek, & Verbong, 2018).
Este tema apresenta relevância tanto teórica quanto empírica, dado o crescente interesse acadêmico e gerencial na busca das respostas para os grandes desafios societais pelas organizações (van Wijk et al., 2013). Contudo, questões relativas à multiplicidade e heterogeneidade de atores e práticas organizacionais envolvidos na ação coletiva (Grodal & O?Mahony, 2017) em busca das respostas para grandes desafios societais ainda carecem de melhor explicação. Assim, encoraja-se a apresentação de casos, ou reflexões que investiguem essas temáticas a partir de teorias da construção social que emergiram nas últimas décadas, tais como institucionalismo sociológico, visão relacional, análise social de redes, policy networks, ecossistemas, inovação coletiva, hélice tríplice, enfim, teorias que lidam com os processos sociais de decisão e ação coletiva.

Palavras-chave: Práticas organizacionais ; Grandes desafios societais ; Construção social ; Ação coletiva
Líderes:
Maurício Reinert Do Nascimento (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Cristiano De Oliveira Maciel (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Mário Sacomano Neto (Engenharia de Produção/UFSCar)

Diferentes mercados e seus processos, tais como competição, cooperação, risco, avaliação e valoração, impactam as organizações, suas estratégias, estruturas e governança. Poder, política, moralidade, as leis e interesses também são aspectos relevantes para a compreensão da construção de mercados e de como as organizações nele se relacionam. Além disso, a diversidade institucional é influenciada fortemente por agentes econômicos. Tomando esses fenômenos em consideração, a Sociologia Econômica é uma das áreas que mais tem contribuído e ainda apresenta grande potencial para estimular novas teorizações no campo de Estudos Organizacionais. Esse ramo da sociologia tem ampliado o entendimento da ação econômica, principalmente ao transpor os pressupostos racionalistas da Teoria Econômica Tradicional e privilegiar aspectos culturais, sociais, cognitivos e políticos na dinâmica dos mercados e das organizações. Entendemos que o caráter distintivo da Sociologia Econômica, entre tantas outras teorias em Estudos Organizacionais, é a concepção de ação econômica imersa (embedded) socialmente e a sua relação com mercados, organizações e instituições. Portanto, tendo como objetivo o aprofundamento do conhecimento na área de Estudos Organizacionais acerca da relação entre Mercados, Organizações e Instituições, destacamos que são bem-vindos nesse tema trabalhos teórico-empíricos e ensaios de várias perspectivas teóricas, tais como: Sociologia Econômica, Sociologia dos Mercados, Economia Política, Socio-Economia, Nova Economia Institucional, Teoria Institucional, Análise Institucional Comparativa, Teoria dos Campos, Análise de Redes Sociais e Ciência Política. O tema está aberto a trabalhos de natureza tanto qualitativa quanto quantitativa.

Palavras-chave: Mercados ; Sociologia Econômica ; Ação Econômica ; Imersão Social ; Teoria Institucional
EPQ - Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade

Coordenador: Henrique Cesar Muzzio De Paiva Barroso (Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic - PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

Comitê Científico:
Beatriz Quiroz Villardi (Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Diógenes De Souza Bido (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Eduardo Paes Barreto Davel (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Líderes:
Gustavo Behling (Prog de Pós-Grad em Administração/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Flavia D` Albergaria Freitas (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Victor Manoel Cunha De Almeida (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Anete Alberton (Prog de Pós-Grad em Administração/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)

O caso para ensino é uma modalidade de trabalho que abrange um relato de uma situação vivenciada por um profissional, uma organização privada, pública ou do terceiro setor, ou ainda um projeto específico de natureza prática e/ou social, que apresenta um dilema a ser analisado no contexto do ensino de graduação ou pós-graduação. Desta forma, o método do caso subsidia o processo de tomada de decisão, oportunizando a maior integração entre a teoria e a prática. O principal objetivo é educacional e orientado para a aprendizagem e o desenvolvimento de competências específicas de uma disciplina (Alberton & Silva, 2018).

Entre os anos de 2007 e 2018, os eventos da ANPAD publicaram 277 casos para ensino. O quantitativo é significativo, uma vez que nos últimos quatro anos foram publicados 117 casos, o que equivale a 42,24% das publicações de casos dos últimos 10 anos, indicando uma perspectiva de crescimento pela modalidade. O número de revistas que publicam casos para ensino também teve um incremento significativo, e já são mais de 20 revistas que os publicam regularmente (Alberton & Silva, 2018).

Algumas características de um bom caso para ensino incluem a clareza do objetivo e do dilema, a sua contribuição para a área de conhecimento da Administração e o contexto em que foi desenvolvido, bem como a imparcialidade do autor na apresentação do caso, o fornecimento de informações detalhadas de incidentes ou diálogos abrangendo o contexto, os antecedentes, os agentes envolvidos e o dilema, além da qualidade das notas de ensino (Alberton & Silva, 2018).

O formato de um caso para ensino é bem específico. Trata-se de um documento único de 8 a 16 páginas, organizado em duas grandes seções - descrição (narrativa) do caso e notas de ensino.

As notas de ensino são fundamentais, pois objetivam orientar o professor na análise do caso no contexto educacional, seja na graduação ou na pós-graduação.

A análise do caso deve ser apresentada exclusivamente no corpo das notas de ensino, por meio de questões para discussão (discussion questions) que ofereçam ?possíveis respostas? (quantitativas e/ou qualitativas) - apoiadas por referências à literatura - para cada uma das questões propostas. Em outras palavras, as notas de ensino não devem apresentar uma seção de revisão de literatura. As referências à literatura devem ser feitas durante a articulação das respostas às questões.

Além disso, a simples sugestão de um conjunto de questões para discussão não é condição suficiente para as notas de ensino. Cada questão proposta exige uma análise criteriosa apoiada pela literatura.

O posicionamento do caso para ensino é muito relevante. Os autores do caso devem indicar com clareza os objetivos didáticos do caso, o tema (fundamental issue), a disciplina (curso) e o nível do programa (graduação ou pós-graduação) em que o caso poderia ser aplicado. Em outras palavras, um caso que serve para tudo e para todos não será adotado por ninguém.

Palavras-chave: Casos para Ensino ; Método do Caso ; Aprendizagem Centrada no Participante ; Aprendizagem Baseada em Caso ; Aprendizagem Ativa
Líderes:
Luis Felipe Machado Do Nascimento (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Priscila Borin De Oliveira Claro (Mestrado Profissional em Política Pública/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Lilian Caporlíngua Giesta-cabral (PPGA/UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido)
Cláudio Senna Venzke (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Janette Brunstein (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)

O fomento a iniciativas educacionais inovadoras orientadas à sustentabilidade e a espiritualidade tem se dado em três instâncias: a institucional, a organizacional e a didática-pedagógica. No âmbito institucional, desde os anos 1970, Conferências, Cartas e Declarações de princípios estabelecidos por organismos e agências intergovernamentais e internacionais, como a ONU, contribuíram para a divulgação e institucionalização da sustentabilidade no ensino. No Brasil, no final da década de 1990, a temática sustentabilidade passou a ser obrigatória nos currículos do ensino superior (Lei 9795/1999). Em paralelo, também a partir da década de 1990, o desenvolvimento do estudo da espiritualidade nas organizações ganhou corpo, principalmente com suporte do grupo MSR (Management, Spirituality and Religion) no Academy of Management (EUA). O MSR explora como a espiritualidade pode influenciar a dinâmica organizacional e afetar os resultados da gestão, buscando entender melhor o significado do trabalho, o impacto da espiritualidade e da liderança espiritual no local de trabalho, o objetivo dos negócios e os elementos distintivos dos aspectos espirituais, ou mesmo religiosos, individuais. Mais recentemente, em 2015, a partir da publicação da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável a educação para sustentabilidade e para a espiritualidade ganhou ainda mais força por serem fundamentais para o alcance dos objetivos propostos. A responsabilidade das Instituições de Ensino Superior (IES) é traduzir os objetivos globais em estudos e experiências de aprendizado que fomentem a formação de profissionais responsáveis e conscientes. As iniciativas relacionadas a experiências curriculares e co-curriculares, experimentação pedagógica, metodologias ativas e inovadoras, gestão e impacto on-campus and off-campus são fundamentais para desenvolvimento de profissionais preparados para lidar com os desafios socioeconômicos e ambientais da sociedade em que vivemos. Neste sentido, o tema aqui proposto dedica-se a explorar experiências inovadoras das IES e dos professores-pesquisadores no âmbito da educação para a sustentabilidade e espiritualidade nos cursos de Administração e Contabilidade. Acreditamos que o incentivo a pesquisas nesta área é fundamental para maior disseminação de boas práticas que possam ser aplicadas e replicadas por IES a fim de ampliar o impacto social da educação.
O tema contempla, mas não se limita, aos seguintes tópicos:
? Abordagens teóricas da Educação para Sustentabilidade e Espiritualidade nos cursos de Administração e Contabilidade .
? Experiências curriculares e co-curriculares; inter, multi e transdisciplinares da Educação para a Sustentabilidade e Espiritualidade nos cursos de Administração e Contabilidade.
? Experimentação pedagógica em Educação para a Sustentabilidade e Espiritualidade nos cursos de Administração, e Contabilidade.
? Metodologias ativas e inovadoras da Educação para a Sustentabilidade e Espiritualidade nos cursos de Administração e Contabilidade.
? Avaliação das experiências de educação para sustentabilidade e espiritualidade.
? Gestão do campus e das pessoas para sustentabilidade e espiritualidade nas IES.
? Definição, monitoramento e reporte de impacto social das IES.
? Papel da sustentabilidade e da espiritualidade na formação do Administrador e do Contador.
? Formação de professores em prol da Educação para Sustentabilidade e Espiritualidade em Administração e Contabilidade
? Avaliação das experiências de educação para sustentabilidade.
? Desafios e avanços na adequação dos cursos de Administração e Contabilidade aos aspectos regulários, aos princípios de certificadoras, acreditadoras e associacões (PRME/ AACSB/EQUIS/Pacto Global.)


Palavras-chave: Educação para Sustentabilidade ; Espiritualidade ; Metodologias ativas e inovadoras em administração e contabilidade
Líderes:
Daniel Pacheco Lacerda (Engenharia de Produção e Sistemas/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - GMAP | UNISINOS/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Rosária De Fátima Segger Macri Russo (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Graziela Dias Alperstedt (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Rafael Teixeira (Supply Chain and Information Management/College of Charleston)

A Design Science e a Design Science Research têm se desenvolvido em diferentes áreas da gestão, incluindo Sistemas de Informação e Gestão de Operações, por exemplo. Recentemente, o Journal of Operations Management inaugurou um departamento para avançar no conhecimento metodológico e incentivar pesquisas que utilizem este método.

As pesquisas que produzem conhecimentos científicos sobre como projetar, avaliar e implementar os artefatos para a melhoria das organizações brasileiras são oportunas e necessárias para o avanço da sociedade. Atualmente vemos uma preocupação elevada nos Mestrados e Doutorados Profissionais para gerar produtos tecnológicos. Estes produtos podem ser considerados artefatos.

Nesse sentido, esta trilha tem como objetivo receber pesquisas que se dediquem ao avanço científico (Design Science), metodológico (Design Science Research e outros métodos) e os resultados da utilização da DS/DSR nas diferentes divisões da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD).

Este tema convida os autores a submeterem seus artigos sobre os seguintes temas, mas não restrito a eles:
- Discussão sobre o paradigma de Design Science;
- Métodos de pesquisa nesse paradigma (DSR e Technical Action Research - TAR, por exemplo);
- Critérios e processo de validação dos artefatos, interna e externamente;
- Métodos de coleta e análise utilizados ao longo da pesquisa em DS (entrevistas, grupo focal, estudo de caso, survey etc.);
- Discussões sobre definição de tipos de artefatos, de classe de problemas e generalização;
- Pesquisas resultantes da aplicação de Design Science.


Palavras-chave: Design Science ; Design Science Research ; artefatos ; produção tecnológica ; método em DSR
Líderes:
Américo Da Costa Ramos Filho (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense - Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Maria Clara Figueiredo Dalla Costa Ames (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)
Leonardo Fernandes Souto (Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC)/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Instituto de Economia/Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas, Estratégia e Desenvolvimento/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Iván Darío Toro Jaramillo (Doctorado en Administración y la Maestría en Ciencias de la Administración/Universidad Pontificia Bolivariana )

A prática profissional da administração e contabilidade e a da pesquisa na vida acadêmica são vistas aqui como situações intensivas em conhecimento e, assim, o ensino e a formação para elas deve destacar a análise de seus fundamentos e dimensões epistemológicas e metodológicas.
Toma-se como referência os conceitos clássicos de Epistêmê, Téchnê e Phrónesis, formando uma trilogia que privilegiou a unidade do saber humano, que rege a ação e a decisão, implicando, dentre outros, a prudência e a aprendizagem direta pela experiência.
Contudo, a tradição ocidental pós-aristotélica deu prestígio e espaço nas instituições de escola, ao saber da razão analítica e do raciocínio abstrato, a Epistêmê, cindindo-a do saber prático do encaminhamento da ação (Phrónesis) e do saber-habilidade na construção de artefatos de toda ordem, a Téchnê, o saber instrumental, seja mecânico ou mental (o cálculo).
O saber epistêmico, levado ao extremo do racionalismo, tem sido a base da nossa formação superior, a ele se agregando -mas nunca adequadamente integrando- ao saber técnico-instrumental. E o saber fronético, refratário à análise conceitual exaustiva, embora sempre presente em todo empreendimento empresarial, político, de formação escolar e mesmo científico, ficou fora do campo de interesse reflexivo e de pesquisa.
Com o retorno da prática ao foco prioritário da reflexão evidenciando cisões nas concepções de conhecimento, tem-se o campo problemático deste Tema aqui delimitado à formação e ensino de profissionais da administração, contabilidade e da pesquisa acadêmica.
O interesse na formação traz para os ambientes de ensino e pesquisa toda a carga das situações de conhecimento na vida profissional futura, sob dois perspectivas: (i) o epistêmico (entender como se estruturam e interferem na ação profissional), e (ii) o pedagógico (instituições escolares na graduação e pós-graduação stricto sensu), para integralizar seu objetivo de formação.
Os tópicos de interesse do tema como:
? (1) valor (significância), condições e limites do uso desses conceitos, dada a diversidade histórica de contextos;
? (2) teoria e tecnologia nos currículos de graduação e pós-graduação, considerada a predominância da Phrónesis na prática profissional;
? (3) lugar e valor da pesquisa teórica na área, considerando que hoje a lógica instrumental confunde Epistêmê e Téchnê;
? (4) Sabedoria prática, gestão do conhecimento pessoal e suas implicações;
? (5) O profissional e praticante de pesquisa e ensino em administração e contabilidade como agentes da phrónesis;
? (6) estudos comparativos entre o contexto brasileiro e outros países quanto à evolução do conhecimento do campo de ensino e pesquisa em administração e contabilidade;
? (7) Epistemologia e pensamento reflexivo e reflexibilidade na formação, acadêmica e prática, em administração e contabilidade.

Propiciam-se, assim, estudos reflexivos na formação de pesquisadores, administradores, contadores e suas diversas formas de conhecimento: o epistêmico ou, teórico (saber contemplativo), o conhecimento técnico baseado na techné (saber fazer) e o decorrente da phrónesis (saber deliberar em contextos específicos, como e quando agir). Destarte, o examinar o próprio ?ninho? (o da academia e o dos profissionais da área de Administração e Contabilidade) leva a seus praticantes a exercer a crítica e a reflexão do conhecimento que utilizam e produzem.

Palavras-chave: Epistemologia no ensino e na pesquisa ; Techné, Phronesis e Sabedoria Prática ; Conhecimento Tácito e Pessoal do Profissional ; Análises epistemológicas, metodológicas e metatéoricas no ensino e na pesquisa ; Reflexividade do pesquisador e profissional em administração e contabilidade
Líderes:
Danieli Artuzi Pes Backes (UFMT/Universidade Federal de Mato Grosso)
Emerson Antonio Maccari (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Mauricio Andrade De Lima (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin - PPGA/CMA/Universidade do Vale do Rio do Peixe)
Elida Furtado Da Silva Andrade (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)

Há uma movimentação para a disseminação de regimes de garantia da qualidade do ensino superior em mais de metade dos países do globo, cujos governos implantaram sistemas de certificação e conformidade por meio da validação de padrões de qualidade (Jarvis, 2014; Croucher, & Woelert, 2016). No Brasil, por meio da Capes, o país ingressou na lógica internacional, que se trata do aumento da competitividade na educação superior para uma dinâmica de pesquisa cada vez mais global (Hammarfelt, & Fredrik, 2015). De acordo com os objetivos definidos, a Capes se propõe a manter um sistema de avaliação aprimorado para a obtenção de um padrão nacional de excelência acadêmica (Capes, 2008). Embora o sistema seja considerado um dos mais modernos do mundo (Maccari, Lima, & Riccio, 2009; Nascimento, 2010), existem críticas, como por exemplo, a de que o sistema é padronizado para todas as áreas do conhecimento, fato criticado por Spagnolo e Calhau (2002) que apontam a presença de heterogeneidade entre as diferentes áreas do conhecimento, assim como diversidade quanto as questões econômicas e acesso aos recursos. A avaliação possibilita a comparação de desempenho entre as instituições de ensino superior por meio do estabelecimento de um ranking, de forma que o conceito obtido se reflete na capacidade de captação de recursos (Dias Sobrinho, 2003). O fato exposto possui dois desdobramentos, o primeiro aponta que as instituições de ensino superior passam por maior responsabilização e obtenção de financiamento baseado no desempenho (Croucher, & Woelert, 2016), causando o aumento da competitividade organizacional. A segunda implicação é o isomorfismo institucional, que se estabelece com maior frequência em um campo com elevada incerteza e pode estar associado ao desejo de assemelhar as estruturas às organizações mais legitimadas para aumentar as chances de sucesso (Dimaggio, & Powell, 1983). Essa prática existe quase que naturalmente entre as organizações e tanto maior tende a ser quanto mais regulamentado o campo organizacional (Peci, 2006). Esse fator pode levar muitas instituições a colocarem as normas regulatórias acima dos próprios objetivos estratégicos (Maccari et al., 2014; Spagnolo & Calhau, 2002). As maiores implicações do isomorfismo em um campo organizacional como o do ensino superior é a geração de entraves para os avanços qualitativos da ciência. Após esse preâmbulo sugerimos os seguintes tópicos para geração de pesquisas associadas e contribuição com o aprofundamento da discussão em torno da temática: a) A avaliação institucional e a qualidade nas IES brasileiras; b) Impacto dos Programas de Pós-graduação sobre o desenvolvimento local, regional e nacional; c) Participação em rankings e a credibilidade das instituições; d) Impactos da regulamentação sobre a legitimidade institucional; e) Pilares da avaliação institucional; f) Relação entre os meios e os fins da avaliação; g) Planejamento Estratégico x normas regulatórias; h) Política de internacionalização científica brasileira; i) O papel da avaliação na expansão acadêmico-científica; j) Profissionalização da gestão no ensino superior; l) Competição, cooperação e conformidade na gestão universitária; m) Paradoxo entre regionalidade e acesso aos recursos; n) Burocracia e efetividade organizacional; o) Órgãos de avaliação e controle como orientadores da governança institucional.

Palavras-chave: Avaliação ; Desempenho ; Qualidade ; Regulamentação ; Legitimidade
Líderes:
Iara Regina Dos Santos Parisotto (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Maria José Carvalho De Souza Domingues (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Francisco Anibal Ganga Contreras ( Programa de Investigación em Governanza Universitaria UNIVERSIDADE LOS LAGOS/Universidad Tarapacá- CHILE)
Gustavo Da Rosa Borges (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)

O tema proposto refere-se a gestão universitária e suas estratégias de competitividade tendo como objetivo avançar na discussão da temática de gestão universitária, observando sua complexidade, atipicidade e especificidades.
Aspectos como diversidade de objetivos, profissionais altamente especializados e o fato de terem vários objetivos como ensino, pesquisa, extensão e gestão, fazem com que as instituições de ensino superior desenvolvam estruturas, formas de agir e de tomar decisões muito próprias (BUSCH,2005; MEYER; LOPES, 2015). Diversos estudos sugerem diferentes modelos para analisar as organizações universitárias. Contreras e Mascayano (2018), por exemplo, sugerem um novo modelo denominado Nova Governança Universitária para analisar estas organizações. Miller, McAdam e McAdam (2014) em seu estudo, tiveram como objetivo analisar modelos de negócios de universidades dentro do Reino Unido, sob a perspectiva dos stakeholders. Navarro e Gallardo (2003) e Tian e Martin (2014) também apresentam propostas alternativas de modelo para a gestão universitária.

O papel destas instituições torna-se estratégico, bem como o seu estudo, visto que são nelas que se formam as novas gerações de profissionais e cidadãos. Assim sendo, estudos e pesquisas que contribuam para o avanço do conhecimento e de respostas aos problemas enfrentados por essas organizações repercutem na sociedade como um todo.
A Pandemia do Coronavirus também mostrou que embora o uso da tecnologia e o uso novos métodos de ensino e aprendizagem tenham evoluido, afim de melhorar e qualificar as competências de discentes e docentes, muito ainda se precisa evoluir. Nesse sentido, novas formas de gestão e nsino/aprendizagem vivenciadas durante a pandemia podem contribuir com estudos na área.
A demanda por inovação e conhecimento evidencia o papel da terceira missão nas universidades levantando questões quanto aos desafios das universidades em lidar com uma variedade de tarefas, incluindo ainda cooperação com indústrias, transferência de tecnologia e conhecimento, criação de empresas e startups (MASCARENHAS et al., 2017).

Os achados em recente pesquisa sobre empreendedorismo e inovação no ambiente das universidades brasileiras, promovido pelo SEBRAE E ENDEAVOR (2017), confirmam que a maioria das universidades brasileiras não é considerada empreendedora, abrindo oportunidades de pesquisa sobre a orientação e postura empreendedora dos discentes e docentes.

Nesta temática busca-se contemplar estudos que abordem as diversas dimensões da administração universitária, desde estudos sobre estratégias utilizadas pelas IES, interação universidade-empresa, a contribuição das instituições de ensino superior para o desenvolvimento sustentável, a gestão de pessoas e liderança, a gestão acadêmica, além da inovação tecnológica, inovação em métodos de ensino/aprendizagem, inovação no ambiente universitário, incentivo a startups, a contribuição das instituições de ensino superior para o desenvolvimento da postura empreendedora e universidades virtuais. Também são bem-vindos trabalhos sobre atração e retenção de estudantes, tanto na modalidade presencial quanto virtual.

Acredita-se que a temática proposta irá permitir uma maior cooperação entre pesquisadores e intercâmbio de informações científicas em administração e contabilidade.

Estratégias de IES.
Interação universidade-empresa.
Tomada de decisão em IES.
Desenvolvimento sustentável em IES.
Responsabilidade socioambiental universitária.
Gestão de pessoas e liderança em IES.
Gestão acadêmica.
Marketing educacional em IES
Inovação tecnológica em IES.
Universidades empreendedoras.
Universidades virtuais.



Palavras-chave: Gestão universitária ; tomada de decisão ; universidade virtual ; universidade empreendedora ; competitividade em IES
Líderes:
Sandro Vieira Soares (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin - PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina - Curso de Ciências Contábeis/Centro Universitário Municipal de São José)
Carolina Freddo Fleck (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)
Fernando Maciel Ramos (Mestrado Profissional em Administração/Universidade do Contestado - Prog de Pós-Grad em Ciências Cont/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGCCont/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Graça Maria Do Carmo Azevedo (Programa de Doutoramento em Contabilidade/Universidade de Aveiro)
Andressa Hennig Silva (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)

Os métodos de pesquisa são dinâmicos e seu desenvolvimento é permanente, pois refletem as mudanças culturais, sociais e tecnológicas. Diante disso há a necessidade de formação contínua dos pesquisadores. Dessa forma, entende-se como relevante o desenvolvimento de pesquisas e reflexões sobre os diferentes Métodos de Pesquisa, sejam eles qualitativos, quantitativos ou mistos. Tais pesquisas e reflexões possibilitam evidenciar suas limitações e potencialidades que geram novos olhares para as pesquisas em Administração e Contabilidade.

Tópicos principais

- Discussão dos usos dos métodos em diferentes perspectivas teóricas e os impactos da aplicação desses métodos no desenvolvimento do conhecimento em Administração e Contabilidade;

- Discussão das boas práticas, limites, benefícios, diferenças e semelhanças dos diferentes métodos de pesquisa;

- Planejamento da pesquisa científica: identificação de lacunas no conhecimento, modelo conceitual, prevenção de viés (e.g. common method bias) etc entre os diferentes métodos;

- Uso dos métodos para a construção e teste de teorias: história de vida, narrativas, estudo de caso, pesquisa ação, design science research, pesquisa aplicada, observação participante, fenomenologia, fenomenografia, teoria fundamentada nos dados, entre outras.

- Abordagens interdisciplinar, multidisciplinar, transdisciplinar, multiteórica e multiparadigmática de análise de dados.

- Construção de instrumentos e coleta de dados: observação, entrevista, documentos, etnografia, vídeos, imagens, base de dados, dados de relacionamentos (redes sociais online), levantamento (survey), experimento, simulação, desenvolvimento de escalas, validade, confiabilidade etc.

- Análise dos dados: análise estatística, econometria, psicometria, contabilometria, cientometria, bibliometria, informetria, webmetria, patentometria, altmetria, análise de redes sociais, análise de conteúdo, análise do discurso, análise fílmica, mineração de dados, etc.

- Revisão literatura: revisão sistemática, revisão qualitativa, revisão integrativa, meta-análise, revisão metodológica, etc.

- Rigor na apresentação e discussão dos resultados, reprodutibilidade da pesquisa e gestão dos dados, etc.

- Questões éticas relacionadas a todas as etapas da pesquisa, desde o planejamento até a publicação.

- Estudos sobre epistemologia na área de Administração e Contabilidade (e.g. Burrel e Morgan, Kuhn, Popper, Feyerabend, Fleck, Lakatos, etc.).

- Ensino dos métodos de pesquisa: oportunidades e desafios na graduação e pós-graduação de Administração e Contabilidade.

Palavras-chave: Método de pesquisa ; Pesquisas Quantitativas ; Pesquisas Qualitativas ; Métodos Mistos ; Análise dos Dados
ESO - Estratégia em Organizações

Coordenador: Fernando Antonio Ribeiro Serra (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)

Comitê Científico:
Christian Daniel Falaster (PPGAD/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Eduardo Damião Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
José Milton De Sousa-filho (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Líderes:
Ivano Ribeiro (Mestr Prof em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplicadas/UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Fellipe Silva Martins (Programa de Pós-Graduação em Informática e Gestão do Conhecimento/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Jorge Manoel Teixeira Carneiro (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Carlos Alberto Gonçalves (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Ricardo Luiz Pereira Bueno (Prog de Mest Prof em Gestão de Políticas e Organizações Públicas/Escola Paulista de Política, Economia e Negócios - MPGPOP/EPPEN/UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo)

O tema 'Estratégia comportamental: psicologia, sociologia, política e tomada de decisão em organizações' tem como objetivo avançar a discussão no campo das ações humanas que influenciam a tomada de decisão estratégica (Steensen, 2014). A abrangência do tema parte de pressupostos decorrentes de princípios da psicologia cognitiva, comportamental, social e evolutiva e suas diversas aplicações em processos, agentes, antecedentes e consequentes de decisões em organizações. Além disso, abre espaço para estudos envolvendo sociologia, antropologia, política, economia comportamental e neurociência aplicada. Assim, visa propor um espaço de pesquisa para a interação entre estas bases teóricas, níveis de análise e abordagens metodológicas compatíveis (Kline, 2008).
A discussão sobre o escopo da estratégia comportamental parte de três visões - limitada, intermediária e ampliada (Hambrick & Crossland, 2018). A primeira restringe a estratégia comportamental a conflitos entre racionalidade e vieses cognitivos, assunto que ganhou interesse, especialmente, a partir dos anos 1970. A visão intermediária parte do pressuposto que outros aspectos psicológicos têm efeito na decisão estratégica como cognição, atenção, busca, aspirações e, em especial, de que a análise dos atores e decisões deve ser interpretada sob uma perspectiva dinâmica ao invés de estática (Dagnino, 2015). A terceira amplia os limites da estratégia comportamental para além do indivíduo e abre espaço para a psicologia social e suas consequentes (sociologia, política, etc). Assim, faculta estudos com foco em composição de equipes, heterogeneidade de decisões, coalizões e conflitos e divergência de interpretações (Augier et al., 2018). Analisando-se a composição dos estudos submetidos a versões anteriores deste tema, infere-se que é justamente esta visão ampliada que melhor reflete o cenário da pesquisa em estratégia comportamental no país.
Desta forma, buscam-se estudos cuja contribuição incluam, mas não se limitem, à Teoria do Alto Escalão, Teoria da Agência, Governança Corporativa, Threat-rigidity, Adaptação, Attention-based View, TCT, Inércia Estratégica, pesquisando as características dos decisores e desempenho, a tomada de decisão estratégica, o oportunismo, a adaptação de recurso, a implementação da estratégia, o comportamento sobre crise. Em especial, a tomada de decisão e outros aspectos que são influenciados pelo contexto. A pesquisa num contexto institucional, incluindo o cultural, como o do Brasil, pode contribuir significativamente para o desenvolvimento da área.
Para esta iteração do tema, busca-se um processo mais maduro de contribuições (Hoskisson et al., 1999) - pautados em literatura sólida, desenvolvimento de hipóteses e proposições claras e estruturadas e, consequentemente, contribuições de interesse à discussão na área (Brinberg & McGrath, 1985; Van de Ven, 2007; Reypens & Levine, 2018; Jacquard & Jacoby, 2019). Além dos métodos tradicionalmente utilizados em estratégia, abre-se espaço para experimentação metodológica (métodos mistos), bem como métodos que podem trazer novidade à pesquisa na área - experimentos, análise neuro/psicológica, aprendizado de máquina e deep learning, entre outros.

Palavras-chave: Estratégia comportamental ; Tomada de decisão estratégica ; Cognição ; Psicologia
Líderes:
Silvio Popadiuk (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Fernando Ribeiro Dos Santos (Tecnólogos e Bacharelados/Instituto Federal de São Paulo - Campus Cubatão - Tecnólogos/FATEC Praia Grande)
Suzana Gilioli Da Costa Nunes (Prog de Mestr Prof em Gestão de Políticas Públicas - GESPOL/UFT - Universidade Federal do Tocantins - Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)

A potencialização dos recursos da firma advém da sua capacidade em promover o melhor trade-off entre o processo de exploitation (explotação) e exploration (exploração) (March, 1991; Jansen et al., 2009). A compreensão desses dois conceitos relativos à busca e aplicação do conhecimento organizacional - exploração e explotação - envolve a sua conexão com um amplo conjunto de outros elementos que fazem parte de seu modelo ontológico e epistemológico. Ao se especificar com detalhes as características relativas aos dois conceitos, automaticamente contribui para o entendimento do terceiro conceito derivado de ambos, a ambidestria (ambidexterity). Gupta et al., (2006), em análise de artigos publicados no Academy Management Journal, em 2006, avaliaram que os conceitos de exploração e explotação precisam ser discutidos sob diferentes correntes teóricas: inovação tecnológica, design organizacional, adaptação organizacional, aprendizagem organizacional, vantagem competitiva ou sobrevivência organizacional. Desde 2007 quando foi publicado o primeiro artigo sobre ambidestria no EnAnpad outros trabalhos sobre o tema já foram desenvolvidos no Brasil entre publicações em periódicos, congressos, livros, capítulos e dissertações. Contudo, essa discussão ainda é muito incipiente no Brasil. No EnAnpad de 2109 foi apresentado apenas um Painel sobre o tema e três artigos em 2020. Entretanto, desde 2010 foram publicados pelo menos 1.000 artigos internacionais sobre o tema, segundo a Web of Science. Assim, entendemos que essa discussão tem potencial para ser explorada no contexto brasileiro.

Para isso, sugere-se a apresentação de trabalhos teóricos e empíricos que contemplem a associação da ambidestria com: capital social, empreendedorismo, capacidade absortiva, transferência de conhecimento, compartilhamento de conhecimento, aprendizagem organizacional, redes, tomada de decisão, inovação, estrutura organizacional, custo de transação, teoria da agência, sustentabilidade.

Outras associações são bem-vindas, desde que sob um enfoque genuíno e teoricamente lastreado na perspectiva de ambidestria.

Palavras-chave: Ambidestria ; Geração de valor ; Exploração (Exploration) ; Explotação (Exploitation)
Líderes:
Isabel Cristina Scafuto (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Sérgio Henrique Arruda Cavalcante Forte (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Flavio Santino Bizarrias (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
June Alisson Westarb Cruz (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Alessandra Cassol (Programa de Mestrado Profissional em Administração (PMPA)/UnC - Universidade do Contestado - Bacharel em Administração/UFFS - Universidade Federal Fronteira Sul)

Organizações semiautônomas são caracterizadas por serem unidades com relativa autonomia, geralmente presentes em organizações altamente hierarquizadas ou outros tipos de rede de relacionamento. Este tipo de organização costuma apresentar estrutura decisória e administrativa própria, além de gozar de certa autonomia (Meyer et al., 2017). No entanto, permanecem ligadas à uma administração central e a um código de normas a cumprir. Nesses casos, o desempenho das organizações matrizes, sejam elas públicas ou privadas, depende mais fortemente do desempenho individual das unidades semiautônomas (Barnabas & Mekoth, 2010; Gelade & Young, 2005; Sengul & Gimeno, 2013). Este é o caso das filiais de corporações (Menz, Kunisch, & Collis, 2015), franquias (Blut, Backhaus, Heussler, Woisetschläger, Evanschitzky, & Ahlert, 2011), amoeba management (Adler & Hiromoto, 2012; Urban, 2017; Meyer et al., 2017), mas também de outros tipos de organizações a partir de um crescente movimento de empoderamento, flexibilidade e agilidade com foco nos resultados que acontece no varejo em geral, bem como nos bancos de varejo (Sierra et al., 2019).
Já as organizações provisórias se caracterizam por situações nas quais as estruturas são desenvolvidas com tempo determinado. Como por exemplo, nos projetos estratégicos das organizações, nos hospitais de campanha, ou de forma semipermanente, como nos eventos repetitivos. No caso dos projetos estratégicos, estes continuam a impactar as empresas mesmo depois do encerramento (Eskerod et al., 2015) ou, ainda, gestão de times semiautônomos, chamada de amoeba management (Urban, 2017).
Pela influência das organizações semiautônomas e provisórias no desempenho estratégico das organizações matrizes, neste tema, propõe-se a organizar esta pesquisa dispersa, principalmente, pelo contexto de um país emergente como o Brasil. Dessa forma, sugerimos algumas submissões que possam contribuir e aprofundar essa discussão sobre estratégias em organizações semiautônomas e ou provisórias: Teoria do Autoescalão; Stakeholders; RBT (Visão Baseada em Recursos; Capabilities; Visão Baseada em Conhecimento); Teoria Neo-Institucional (social e econômica); dentre outras abordagens em estratégia que possam ser estudadas em organizações semiautônomas e provisórias.

Palavras-chave: Estratégia ; Organizações Semiautônomas ; Organizações Provisórias ; Franquias ; Filiais
Líderes:
Fábio Lotti Oliva (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Mestr Prof em Empreendedorismo/Facul de Economia, Admin e Contab - MPE/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Adilson Caldeira (Programa de Pós-Graduação em Administração do Desenvolvimento de Negócios/Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Peter Kelle (Stephenson Department of Entrepreneurship & Information Systems/Louisiana State University)

O tema proposto é Gestão de Riscos Corporativos: Gestão Estratégica, Desempenho Organizacional e Governança Corporativa. Fundamentado por COSO (2004, 2017), considerando risco como a possibilidade de um evento ocorra e afete negativamente a consecução dos objetivos organizacionais e oportunidade como a possibilidade de que um evento ocorra e influencie favoravelmente a realização dos objetivos organizacionais, entende-se que o tema proposto está associado à divisão acadêmica ?Estratégia em Organizações?, no sentido de que a gestão dos riscos corporativos conspira para a efetiva implementação da estratégia das organizações. A abordagem adotada contempla os riscos de todas as fontes possíveis que impactam a gestão organizacional, por exemplo, riscos financeiros, riscos estratégicos, riscos operacionais, riscos políticos, riscos econômicos, riscos naturais, riscos de imagem, riscos cibernéticos e outros. De forma integrada, pode-se entender que a gestão de riscos corporativos se conecta com a gestão estratégica por meio da avaliação do desempenho organizacional mensurado pelo Balanced Scorecard (Kaplan, 2012, 2009). Adicionalmente, vale destacar que a gestão de riscos corporativos deve ir além das fronteiras da organização, considerando que os riscos se potencializam à medida que a organização estabelece relações com outros agentes do ambiente de negócios. Nesse sentido, em um ambiente de negócios cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo, a gestão de riscos corporativos é uma ferramenta administrativa essencial para suportar os princípios da boa governança corporativa que inspiram a maior confiança nas relações estabelecidas com os agentes envolvidos (OECD,2015).

Alguns tópicos que podem ser abordados são:

? Modelos de Gestão de Riscos Corporativos;
? Gestão de Riscos Corporativos e Gestão Estratégica dos Negócios;
? Gestão de Riscos Corporativos e Desempenho Organizacional;
? Gestão de Riscos Corporativos e Governança Corporativa;
? Cultura da Gestão de Riscos Corporativos;
? Análise de Riscos na Cadeia de Valor;
? Gestão de Riscos Corporativos e Gestão da Inovação;
? Gestão de Riscos Corporativos e Gestão dos Negócios Digitais;
? Gestão de Riscos Corporativos e Gestão de Negócios Internacionais
? Gestão de Riscos Corporativos no Setor Público;
? Gestão de Riscos em Startups;
? Maturidade em Gestão de Riscos Corporativos.

Outros tópicos são bem-vindos, desde que sob um enfoque genuíno e teoricamente lastreado na perspectiva de Gestão de Riscos Corporativos.


Palavras-chave: Gestão de Riscos Corporativos ; Análise de Riscos Corporativos ; Maturidade em Gestão de Riscos Corporativos ; Gestão Estratégica dos Negócios ; Desempenho Organizacional
Líderes:
Natália Rese (Prog. de Pós-Graduação em Administração/PPGADM/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Rosalia Aldraci Barbosa Lavarda (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Diego M. Coraiola (Augustana Campus/Universidade de Alberta)
Rodrigo A. Rosa (Positivo Business School/UP - Universidade Positivo)
Eduardo Guedes Villar (Prog. de Pós-Graduação em Administração/PPGADM/UFPR - Universidade Federal do Paraná)

A partir do conceito de strategizing, o fazer estratégia ganhou novos contornos, sendo compreendido como uma prática socialmente imersa (Vaara & Whittington, 2012). Esse reconhecimento abriu espaço para uma compreensão aprofundada do fenômeno, bem como para diálogos e intersecções do entendimento de estratégia com diferentes perspectivas do campo do management, das organizações, da teoria social e dos estudos de linguagem (Golsorkhi, Rouleau, Seidl & Vaara, 2015). Partimos da contribuição de Whittington (1996), que lançou um olhar compreensivo sobre a estratégia, ao entender a estratégia como prática social (a partir da virada da prática das ciências sociais) para explicar que a estratégia é uma realização situada, construída cotidianamente por uma série de praticantes (Jarzabkowski, Kaplan, Seidl, & Whittington, 2016). Entende-se assim, que a estratégia é realizada em um nível micro, mas, também carrega todos os significados, modelos, ferramentas, valores etc., os quais são compartilhados em nível macro (Golsorkhi, Seidl, Rouleau, & Vaara, 2015).
Face a essa discussão, o fenômeno da estratégia neste tema pode ser compreendido a partir de: (i) diversas abordagens onto-epistemológicas, (ii) diferentes teorias, concepções, conceitos sociológicos e organizacionais, e (iii) procedimentos metodológicos inovadores e aproximações não-tradicionais.
Assim, são de especial interesse as temáticas, concepções e aproximações relacionadas:
(i) às práticas desenvolvidas pelos diferentes praticantes e profissionais da estratégia, por exemplo, gerentes de nível médio (middle managers) como articuladores do fazer estratégico;
(ii) ao papel das rotinas na articulação de processos e de práticas do strategizing;
(iii) à dimensão sociomaterial e a participação de elementos não-humanos no strategizing;
(iv) aos elementos de linguagem envolvidos (discursos, narrativas, retórica, vocabulários);
(v) às iniciativas e às práticas no parodoxo entre abertura e fechamento do fazer estratégico (open strategizing);
(vi) à processualidade (strong view) e a temporalidade do fenômeno;
(vii) ao papel da história e da memória no fazer da estratégia;
(viii) ao strategizing em contextos institucionais híbridos, extremos, pluralísticos e/ou espaços digitais;
(ix) à outras aproximações e interações teóricas para iluminar o fazer da estratégia.

Encorajamos a pensar problemas de pesquisa que possam (re)discutir as lógicas e pressupostos dominantes da área de estratégia sob ângulos próprios e idiossincráticos da realidade brasileira. Assim, propomos algumas questões provocativas (mas não exaustivas) em relação ao tema, a exemplo de:
- Como os gestores, de posse de modelos próprios do campo da estratégia, se apropriam deles, interpretam, constroem e reconstroem, para a realização da estratégia?
- Como se dá o envolvimento de diferentes atores (intra e inter-organizacionais) nesta perspectiva?
- Como a linguagem torna-se um elemento central no fazer da estratégia?
- Como artefatos e elementos sociomateriais são utilizados nessa realização cotidiana?
- Como práticas e processos variam em relação à natureza da organização?
- Como se dá o fazer estratégico em contextos pluralísticos e/ou em processos organizativos não-tradicionais?
- Como tempo, história, memória estão entrelaçados com o fazer da estratégia?
- Como diferentes práticas organizacionais afetam a abertura da estratégia?
- Que procedimentos metodológicos permitem concatenar as diferentes dimensões e/ou elementos do fazer da estratégia?

Novas questões são bem-vindas, desde que sob um enfoque genuíno e teoricamente lastreado na perspectiva do strategizing.

Palavras-chave: Strategizing ; Perspectivas sociológicas da estratégia ; Estratégia como prática social ; Perspectivas processuais da estratégia ; Sociomaterialidade
Líderes:
Marina Amado Bahia Gama (Prog de Mestr Prof em Admin - MPA/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Jeferson Lana (Prog de Pós-Grad em Administração/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Rosilene Marcon (Prog de Pós-Grad em Administração/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Ivan Lapuente Garrido (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Este tema discute como as empresas implementam estratégias políticas e sociais, as chamadas nonmarket strategies (Baron, 2002). O mundo tem sofrido uma turbulência política considerável nos últimos anos, que tem pressionado as empresas a implantar estratégias adaptativas e proativas no ambiente político e social. Por exemplo, na América Latina, é comum que as firmas cultivem conexões políticas com o governo de origem (BANDEIRA-DE-MELLO; ARREOLA; MARCON, 2012), há um histórico de relacionamento entre firmas e governo (GAMA; BANDEIRA-DE- MELLO; SPULDARO, 2018; MUSACCHIO; LAZZARINI, 2016). Além disso as empresas estão cada vez mais adaptando suas estratégias socio-ambientais, via parceria com organizações sem fins lucrativos ou até mesmo de forma direta (Gatignon e Capron, 2020). Há algumas pesquisas que começam a indicar a importância de estratégias sociais e políticas após a COVID-19, como sendo uma forma de gerar vantagem competitiva (Lawton, Dorobantu, Rawjani e Sun, 2020).

Diante desse contexto, este tema buscará responder às seguintes questões:
- Qual o papel da teoria na explicação da relação estratégica entre empresa e governo?
- Que papel deve desempenhar no futuro para explicar esse fenômeno na América Latina e nos países desenvolvidos?
- Até que ponto a corrupção desenfreada é uma oportunidade e uma ameaça para a pesquisa e a prática das relações comerciais e governamentais?
- Quais são as oportunidades de pesquisa disponíveis na América Latina considerando a disponibilidade dos dados?
- Quais serão as melhores estratégias políticas e sociais para abordar futuras questões que afetam a estratégia e a organização das EMNEs e MNEs?
- Qual é o futuro da responsabilidade social corporativa (CSR)?
- Como as empresas estão adaptando suas estratégias de não mercado após os choques institucionais local e globalmente?
- Como as estratégias políticas e sociais afetam na internacionalização das empresas? Na relação entre país de origem e destino?
- Como as estratégias políticas e sociais se tornam vantagens competitivas para além das fronteiras do país de origem?

Palavras-chave: Estratégia Política Corporativa ; Estratégia social corporativa ; Estratégia Política Corporativa & Internacionalização ; Governo ; Estratégia não mercado
Líderes:
Edgar Reyes Junior (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Daniel Pires Vieira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Jefferson Marlon Monticelli (Pós-Doutorado em Administração de Empresas/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Programa de Pós-Graduação/Universidade Unilasalle)
Suzana Braga Rodrigues (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC - Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)

Esta linha de pesquisa pretende agrupar estudos das diferentes relações interorganizacionais e interpessoais estabelecidas em diferentes tipos de redes de negócio, suas conexões diádicas e múltiplas, verticais e horizontais, em relações de cooperação, competição e coopetição, assim como sua relação com desempenho a partir da criação e captura de valor. Tem, como teorias de base, a visão baseada em recursos, networks, teoria dos custos de transação e suas variantes.
Inclui também o processo de criação, transferência e aplicação de conhecimento nos diferentes tipos de relações entre empresas, organizações e ou indivíduos e seus resultados para o desempenho das unidades de análise, inclusive para a inovação ou por meio do uso de Tecnologias da Informação e Comunicação.
Também considera as relações sociais entre os indivíduos, formais e informais, e o seu impacto nas organizações. Procura estudar ainda como os fenômenos tácitos impactam no desempenho das organizações, considerando o capital social e a confiança como elementos integradores dos diferentes atores sociais, assim como as dinâmicas estabelecidas nestas relações com base nos diferentes elementos da teoria institucional.
Nesse sentido, propõe-se um eixo para os seguintes tópicos:
? Antecedentes, dinâmicas e resultados da competição, cooperação, coopetição e conflito;
? Instituições e desempenho por meio de relações interorganizacionais e interpessoais;
? Criação e apropriação de valor por meio de estratégias de competição, cooperação e coopetição;
? Relações interpessoais em nível intraorganizacional, interorganizacional e inter-redes;
? Estratégias de relacionamento para co-marketing ou co-inovação;
? Lógica institucional das estratégias de relacionamento;
? Gerenciamento das tensões de competição, cooperação e coopetição.


Palavras-chave: Relações interorganizacionais ; Relações interpessoais ; Redes de conhecimento ; Coopetição ; Competição
Líderes:
Tobias Coutinho Parente (Mestrado Profissional em Administração/Universidade Ibirapuera)
Cláudio Antonio Pinheiro Machado Filho (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Luiz Ricardo Kabbach De Castro (Management/University of Florida)
Thiago Henrique Moreira Goes (Câmara de Gestão e Empreendedorismo/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Alex Fernando Borges (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia - FACES/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

Empresa familiar é a estrutura de negócio dominante na maioria dos países, sendo uma das principais responsáveis pela geração de emprego e renda (Zellweger, 2017). Mesmo entre as empresas de capital aberto, as famílias empresárias formam a maioria dos acionistas majoritários (Bennedsen, Pérez-González, & Wolfenzon, 2010). O reconhecimento desse predomínio tem suscitado um número crescente de estudos focados nessas empresas. Todavia, a simples prevalência da empresa familiar não é suficiente para considerá-la um tópico de estudo, é preciso observar o que as tornam um corpo de organizações diferente. Assim, as pesquisas têm sido impulsionadas pela perspectiva de que o envolvimento da família no negócio por meio da gestão, governança e propriedade influencia a definição e condução da estratégia organizacional (Chrisman, Chua, & Sharma, 2005; Chua, Chrisman, & Sharma, 1999). Familiares podem buscar satisfazer seus objetivos não econômicos por meio da empresa, o que envolve aspectos emocionais. Por isso, familiares, mesmo que não presentes no dia-a-dia da empresa, podem influenciar as decisões estratégicas do negócio. Por outro lado, a coesão familiar pode ser uma força para o negócio, que transparece confiança ao mercado. De forma positiva ou não, a constante interação entre o sistema da família e do negócio é característica única das empresas familiares. Sob essa ótica, as empresas familiares possuem comportamentos diferentes das suas contrapartes, uma vez que as empresas não familiares não possuem a família como stakeholder.
Nesse sentido, o tema proposto espera receber artigos, com diferentes lentes teóricas e metodológicas, que contribuam para o avanço do conhecimento sobre empresas familiares, considerando as idiossincrasias das famílias empresárias e como suas relações com o negócio afetam a estratégia, tanto no campo da gestão, quanto da governança. Também serão bem-vindos trabalhos que tratem das estratégias da família enquanto empresária. Vale ressaltar que o tema não se restringe apenas à comparação das empresas familiares com suas contrapartes, espera-se também por trabalhos que explorem a heterogeneidade entre as empresas familiares.

Alguns temas são sugeridos, porém esta não é uma lista exaustiva:
? Aplicação de conceitos sobre empresas familiares: família, envolvimento familiar, modelo dos três círculos, familiness, socioemotional wealth, etc.;
? Aspectos culturais e comportamentais: altruísmo, aprendizagem, conflitos, comprometimento, emoções, identidade, gênero, valores, etc.;
? Ciclo de vida das empresas familiares e transição geracional;
? Consultoria e assessoramento às famílias empresárias;
? Criação de valor econômico e social;
? Dinâmica da família e sua influência no negócio;
? Aspectos estratégicos na empresa familiar: capacidades dinâmicas, capacidade de absorção, competitividade, fusões e aquisições, internacionalização, etc.;
? Empreendedorismo e inovação em empresas familiares: empreendedorismo transgeracional e sucessão empreendedora, empresas familiares empreendedoras, orientação empreendedora, perfil e comportamento empreendedor familiar, empreendedorismo corporativo e tipos de inovação;
? Governança corporativa e familiar;
? Heterogeneidade e análises comparativas entre empresas familiares - companhias abertas x fechadas, grandes x pequenas e médias, unifamiliar x multifamiliar, etc.;
? Influência dos empregados não familiares e cônjuges;
? Objetivos econômicos e não econômicos;
? Relacionamento da família e da empresa com a sociedade: aspectos ambientais, políticos e sociais;
? Sucessão em diferentes perspectivas: propriedade, negócio e família.


Palavras-chave: Empresa familiar ; Família empresária ; Sucessão na empresa familiar ; Governança familiar
Líderes:
Carlos Ricardo Rossetto (Prog de Pós-Grad em Administração/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Jorge Oneide Sausen (PPGDR/UNIJUI)
Ângela França Versiani (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Carlos Eduardo Carvalho (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina)
Éverton Luís Pellizzaro De Lorenzi Cancellier (Prog de Pós-Grad Profissional em Administração/Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas/ESAG/UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina)

As capacidades são diferentes construtos integrados nas empresas para gerar vantagem competitiva. Teece et al. (1997) argumentam que o termo se refere ao papel fundamental da gestão estratégica em adaptar, integrar e reconfigurar processos e rotinas organizacionais internas e externas, recursos e competências funcionais para atender às necessidades de um ambiente em mudança. Para execução e desenvolvimento de uma capacidade, processos de integração e combinação de recursos são necessários e suas eficácias serão alcançadas através de rotinas (Eisenhart & Martin, 2000; Zollo & Winter, 2002). A concepção tradicional de rotinas se aplica a ambientes relativamente estáveis ou previsivelmente em mudança, cujo processo depende do conhecimento existente (Wang & Ahmed, 2007). Em contrapartida, para ambientes de dinâmicos, um tipo distinto de capacidade é necessário para responder a este ambiente, chamadas de capacidades dinâmicas e são baseadas na geração de novos conhecimentos (Ray, Barney & Muhanna, 2004). Capacidades, assim como recursos, têm sido objeto de numerosas classificações, sugerindo que elas podem ir de básicas e comuns a avançadas, escassas e estrategicamente importantes (Schriber & Löwstedt, 2015). A literatura distingue uma variedade considerável de capacidades que operam em ambientes estáveis e dinâmicos (Eisenhart & Martin, 2000). A pesquisa identificou e categorizou as capacidades em três níveis (Carattoli, 2013), nível zero ou ordinário (permitindo que a empresa ganhe seu sustento), primeiro nível ou capacidades dinâmicas, relacionadas à capacidade de uma empresa de se adaptar, criar, desenvolver e modificar a base de recursos em resposta às mudanças ambientais (Giniuniene & Jurksiene, 2015) e os recursos de ordem superior que resultam na modificação do nível anterior.

Dentro deste contexto, propomos estudos sobre as capacidades (capacidade dinâmica; capacidade absortiva; capacidade inovativa; capacidade adaptativa, capacidades digitais, dentre outras) possam ser submetidos. E neste sentido este track instiga submissão de artigos que avancem nos estudos de capacidades e recursos, incluindo novas abordagens empíricas. Sugerimos, além dos artigos ora desenvolvidos, também os que levem em conta a equifinalidade, considerando que existam diversos fatores que possam auxiliar na construção de capacidades, levando a desempenhos superiores iguais. Também serão bem vindos artigos com modelos multiníveis que possam lidar com capacidades em vários níveis. Necessitamos ir além de um foco de definição para um foco configuracional. Isso implica não somente numa comparação dos diferentes níveis de capacidades, mas misturas dos níveis e tipos de capacidades, condicionados à estrutura da empresa. Pensemos sobre como contabilizar a heterogeneidade, e isto implica que o desenvolvimento de capacidades não apresenta um modelo geral ótimo com variações para contingências, mas diferentes modelos ótimos para diferentes firmas e setores.

Por último, a proposta de submissão para este track não se limita a olhar exclusivamente os estudos sobre capacidades, mas abre o leque de propostas de artigos que contribuam na relação das capacidades com outros campos teóricos: (1) RBV; (2) gestão de tecnologia e inovação; (3) negócios internacionais; (4) transformação digital; (5) gestão de operações; (6) sistemas de informação; (7) ativos complementares; (8) gestão de marketing e recursos humanos; (9) gestão do conhecimento, dentre outras áreas.


Palavras-chave: CAPACIDADES ; RECURSOS ; ROTINAS ; CONHECIMENTO ; COMPETÊNCIAS
Líderes:
Renata Peregrino De Brito (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Marcos Cohen (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Clandia Maffini Gomes (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas - PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)

O compromisso com o desenvolvimento sustentável requer mudanças na estratégia e nas operações das organizações buscando inovação e a inclusão de valores éticos, sociais e ambientais além do compromisso econômico. Dessa forma, o tema proposto se subdivide em três grandes eixos, detalhados a seguir.

1.Estratégias Organizacionais para a Sustentabilidade

Esse eixo aborda as teorias, conceitos e práticas relacionadas aos processos de concepção, implementação e avaliação das estratégias com vistas à sustentabilidade em organizações públicas, privadas ou do terceiro setor, assim como os desafios estratégicos da transição das organizações rumo à sustentabilidade. Os tópicos abrangidos são: estratégias competitivas e colaborativas para o alcance da sustentabilidade socioambiental das organizações; projetos estratégicos sustentáveis; criação de valor sustentável para os múltiplos stakeholders das organizações; estratégias funcionais sustentáveis; gestão estratégica da sustentabilidade na cadeia de valor; estratégias para implantação de ecoparques industriais e economia circular. Busca-se estimular, também, a discussão dos fatores motivadores e limitantes da adaptação das empresas, mudanças nas rotinas e o desenvolvimento de capacidades dinâmicas sociais e ambientais. Adicionalmente, são encorajadas pesquisas sobre modelos de mensuração da sustentabilidade e do desempenho socioambiental; balanced scorecard sustentável; abordagens do Triple Bottom Line e ESG (Environment, Social and Governance), indicadores relativos aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

2. Modelos de Negócios Inovadores e Sustentáveis

Nesse eixo são abordados os conceitos e práticas relacionadas aos novos modelos de negócios que buscam alcançar a sustentabilidade por diferentes caminhos, causando, sobretudo, impactos positivos de natureza social e ambiental. O eixo abrange tópicos como: estratégias relacionadas ao empreendedorismo social, ambiental e sustentável; projetos sociais e ambientais estratégicos das empresas; corporações B; negócios de impacto social e /ou ambiental; negócios voltados para a base da pirâmide; modelos de negócio com base na economia compartilhada e economia circular; estratégias de financiamento para projetos e negócios sociais e ambientais; parcerias institucionais para negócios e projetos socioambientais. A principal preocupação consiste em discutir a criação de negócios orientados estrategicamente para a sustentabilidade por meio da aplicação de modelos de negócios inovadores, que permitam o gerenciamento sistemático de práticas sociais e ambientais.

3.Estratégias para Mudanças Climáticas
Mudanças climáticas representam uma grande ameaça às operações das empresas e ao desenvolvimento de uma estratégia de longo prazo. As empresas têm o desafio de ajustar suas operações para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e ao mesmo tempo necessitam ajustar suas operações e cadeias de suprimentos para se proteger dos riscos de eventos climáticos extremos. Desta forma, o estudo de estratégias para mudanças climáticas busca identificar como as empresas respondem às incertezas ambientais, na busca de inovação e adequação de seus produtos, processos e modelos de negócio ou mesmo na decisão de inação. Influenciam neste processo movimentos de isomorfismo de práticas, a capacidades e recursos internos, assim como o ambiente institucional e a capacidade cognitiva dos gestores em reconhecer as mudanças ambientais.

Palavras-chave: Sustentabilidade organizacional ; Estratégias socioambientais ; Estratégias climáticas ; Modelos de Negócios Inovadores Sustentáveis ; Inovação orientada para sustentabilidade
Líderes:
Heidy Rodriguez Ramos (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Programa de Pós-Graduação em Cidades Inteligentes e Sustentáveis/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Luiz Antonio De Camargo Guerrazzi (Escola de Gestão de Empresas/Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes - Portugal)
Marcelo Roger Meneghatti (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Mestr Prof em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplicadas/UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná )
Vanessa Vasconcelos Scazziota (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)

As relações entre empreendedorismo e estratégia constituem uma interessante intersecção para a disciplina de estratégia. Se por estratégia entendemos uma série de atividades interdependentes por meio das quais as empresas criam vantagem e, por empreendedorismo, empresas nascentes competindo por mercados também nascentes, estes últimos caracterizados como abstratos, já que estão em formação, podemos argumentar que a estratégia empreendedora é a formulação de estratégia em cenários de incerteza, ambiguidade e alta velocidade (Ott & Eisenhardt, 2020). Além disso, o comportamento empreendedor pode ser observado também em empresas estabelecidas, quando estas necessitam expandir para novos mercados ou inovar (Davidsson, 2016). Por isso, parece interessante entender como os empreendedores e empresas já estabelecidas formulam estratégias de forma a criar e capturar valor sob condições de incerteza, bem como as variáveis intervenientes nesse processo. Importantes linhas de pesquisa que combinam antecedentes contextuais e atributos individuais (experiência, incerteza e munificência de recursos) como influenciadores da formulação estratégica podem contribuir para avanços que expliquem a estratégia emergente. Exemplos dessas abordagens seriam a Effectuation (Sarasvathy, 2008) e a Bricolage (Baker & Nelson, 2005), consideradas como abordagens flexíveis e orientadas ao learning by doing (foco na ação). Outras linhas de pesquisa focam na capacidade cognitiva do empreendedor como um elemento essencial para a formulação estratégica, isto é, a combinação de uma sequência de atividades que levam o empreendimento à vantagem competitiva sustentável. Exemplos dessas abordagens são encontrados na literatura de managerial cognition e das capacidades dinâmicas, por exemplo (Helfat & Peteraf, 2015). Dessa forma, há a oportunidade de explorar os benefícios de um possível equilíbrio entre essas duas linhas de investigação e entender como os empreendedores podem combinar a flexibilidade oriunda da ação orientada à aprendizagem e a elaboração estruturada de atividades de formulação estratégica (Ott et al., 2017). Adicionalmente, visualizamos a oportunidade de combinação entre essas abordagens e as teorias da estratégia (nomeadamente a Teoria Baseada em Recursos e suas vertentes, Teoria de Custos de Transação, Teoria dos Stakeholders, entre outras). Mediante o exposto, consideramos algumas temáticas para esta linha:
? Diferenças no processo de formulação estratégica quando consideramos o business as usual e uma orientação à inovação ou crescimento
? Teorias já estabelecidas em estratégia que podem fornecer insights às abordagens empregadas na literatura sobre empreendedorismo
? Effectuation, causation e/ou bricolage e a influência de seus respectivos antecedentes (contextuais e individuais) na ação empreendedora;
? Tentativa e erro, experimentação e aprendizagem e possíveis impactos no sucesso do novo empreendimento;
? Processos cognitivos e modelos mentais durante a formulação estratégica;
? Fatores externos (crises sociais, econômicas e políticas, feedbacks negativos do mercado) e seu impacto no pensamento e na ação empreendedora (ex.: pivotagem, reformulação do modelo de negócio, improvisação com recursos, orquestração de recursos, turnaround);
? Metodologias que capturem o processo empreendedor em empresas nascentes ou já estabelecidas.

Palavras-chave: Formulação de estratégia ; Empreendedorismo ; Comportamento empreendedor ; Ambientes empreendedores
Líderes:
João Maurício Gama Boaventura (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Benny Kramer Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - outro/USP - Universidade de São Paulo)
Greici Sarturi (Programa de Pós-Graduação em Administração Pública/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Keysa Manuela Cunha De Mascena (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Simone Ruchdi Barakat (Progr de Mestr Prof em Admin/FECAP - Centro Universitário FECAP)

O gerenciamento estratégico das organizações envolve uma ampla gama de stakeholders, os quais são conceituados como grupos ou indivíduos que afetam ou são afetados pela organização na busca por seus objetivos (Freeman, 1984). Entender o relacionamento desses atores e sua influência no desempenho das organizações e na criação de valor tem ganhado destaque na literatura de gestão (Boaventura, Bosse, Mascena e Sarturi, 2020; Barney, 2018; Harrison, Bosse e Phillips, 2010; Tantalo e Priem, 2016). Tendo em vista contemplar os avanços teóricos e empíricos acerca dessas questões, o tema divide-se em três temáticas. A temática Gestão de stakeholders avança na discussão sobre gerenciamento dos stakeholders em diferentes organizações e contextos e sua interface com outros temas da literatura de gestão. A temática sobre Valor tem como objetivo discutir e avançar sobre o conceito de valor e seus desdobramentos no contexto organizacional. Por fim, a temática Desempenho organizacional inclui a análise dos antecedentes do desempenho, mensuração de desempenho e a relação entre a estratégia organizacional e o desempenho.


1. Gestão de Stakeholders
- Teoria dos Stakeholders
- Gestão de Stakeholders em Organizações Públicas e Privadas
- Estratégia para Stakeholders
- Cooperação, Envolvimento e Engajamento de Stakeholders
- Valor para Stakeholders
- Stakeholders e Responsabilidade Social Corporativa
- Stakeholders e Governança Corporativa
- Gestão de Projetos e Stakeholders
- Capacidades Organizacionais para a Gestão de Stakeholders
- Microfundamentos da Teoria dos Stakeholders
- Rede de Stakeholders
- Outras Concepções de Stakeholders no Contexto da Administração, Economia e Engenharia.

2. Criação, Cocriação, Distribuição e Apropriação de Valor
- Teorias de Criação, Cocriação, Distribuição e Apropriação de Valor
- Valor em Uso
- Cocriação de Valor
- Coprodução de Valor
- Codestruição de Valor
- Criação de Valor
- Apropriação de Valor
- Distribuição de Valor
- Destruição de Valor
- Valor, Vantagem Competitiva e Competitividade
- Outros Aspectos de Agregação de Valor

3. Desempenho Organizacional
- Desempenho social corporativo
- Divulgação de desempenho
- Desempenho financeiro corporativo
- Relação entre desempenho social e financeiro
- Gestão de stakeholders e desempenho
- Recursos organizacionais e desempenho
- Competências organizacionais e desempenho
- Influência dos stakeholders no desempenho

Palavras-chave: Gestão dos Stakeholders ; Criação e Cocriação de Valor ; Distribuição e Apropriação de Valor ; Desempenho Organizacional ; Desempenho Social
Líderes:
Renato Telles (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista - Prog de Pós-Grad em Admin/USCS - Universidade Municipal de São Caetano do Sul)
Ana Cláudia Azevedo (Progr de Pós-Grad em Admin - PPG-ADM/UFV - Universidade Federal de Viçosa)
Paulo Cassanego Jr (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa)
Marcos Aurélio Santos Da Silva (-/Embrapa)
Mário Sacomano Neto (Engenharia de Produção/UFSCar)

Embora a compreensão sobre redes, clusters e ecossistemas de negócios e suas respectivas contribuições para o desempenho sócio econômico tenha se ampliado consistentemente nas últimas décadas, a literatura abriga uma diversidade importante de pressupostos teóricos e observações empíricas não distintos e, muitas vezes paradoxais. Constata-se uma falta de integração e diálogo entre os estudos e abordagens da literatura. Esse fato reflete na dificuldade de compreensão das complexas inter-relações dentro, entre e para além destes arranjos e formas de governança.

Na expectativa de aprofundar e consolidar o conhecimento nessa temática, o objetivo deste tema é explorar e contribuir para o debate sobre abordagens contribuintes para o avanço da compreensão sobre redes, clusters, ecossistemas de negócios e suas formas de governança. Mais especificamente, tem-se como foco processos, estruturas, capacidade competitiva desses arranjos, envolvendo organizações públicas, privadas e do terceiro setor. Nesse sentido, ênfase é dada a contribuições voltadas a combinações sistêmicas de atores, envolvendo processos e interações, trocas e perspectivas, intervenientes na competitividade e geração de valor destes arranjos interorganizacionais.

Considerando o escopo apresentado, possíveis temas para envio de submissões incluem:

- Teoria de Redes, Clusters e Ecossistemas de Negócios;
- Competitividade de Redes, Clusters e Ecossistemas de negócios;
- Desempenho de Redes, Clusters e Ecossistemas de negócios;
- Análise Comparada de Redes, Clusters e Ecossistemas de negócios;
- Identificação de mecanismos de governança e gestão relacionados à eficácia de grupo;
- Relação entre vínculo social e recursos para governança e gestão de redes, clusters e ecossistemas;
- Mecanismos culturais e institucionais para gestão de redes, clusters e ecossistemas;
- Interação dinâmica de estrutura e gestão para o alcance de objetivos coletivos;
- Função da gestão na orientação estratégica de Redes, Clusters e Ecossistemas de Negócio;
- Dinâmica de inovação em Redes, Clusters e Ecossistemas de Negócios;
- Redes, Clusters, Ecossistemas de Negócio e Desenvolvimento Regional;
- Categorias Sociais em Redes, Clusters e Ecossistemas de Negócio;
- Abordagens Sociométricas de Organizações em Rede;
- Gestão de clusters e ecossistemas de negócios como redes complexas.



Palavras-chave: Organizações em rede ; Clusters de negócio ; Ecossistemas de negócio ; Capacidade competitiva e criação de valor interorganizacional ; Governança e mecanismos de gestão interorganizacional
Líderes:
Marcos Rogério Mazieri (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Renato Penha (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Fabrício Garcia Imbrizi (./Atos)
Júlio Cesar Volpp Sierra (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
André Moraes Dos Santos (Prog de Pós-Grad em Administração/Cursos de Mestr Acad em Admin e Dout em Admin/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)

A pesquisa científica em estratégia tem sido desenvolvida com a dupla abordagem; avanço teórico e os benefícios ou implicações para os praticantes. Ainda não há total clareza sobre como atender a esta dupla abordagem, em parte porque ainda não há tantos artigos tecnológicos (Biancolino et al., 2012). Artigos tecnológicos são artigos científicos em termos de rigor metodológico e de fundamentação teórica (Motta, 2017), que conduzem a discussões sobre a aplicação de determinado conhecimento da área de estratégia, notadamente aderente aos interesses dos praticantes (Rojo & Walter, 2014). O potencial de disseminação do conhecimento sobre estratégia de um artigo tecnológico é um dos interesses deste tema aqui proposto, envolvendo o desenvolvimento de novos produtos (Wang et al., 2020; Zhan et al., 2020), alcance de competências, relacionamento entre universidade e indústria (Cheng et al., 2020; Kohus et al., 2020), indicadores estratégicos (Lai & Yuen, 2020; Villarreal et al., 2020;) entre muitas outras possibilidades que encontram-se fora do campo teórico, mas que são relevantes para a gestão e para a estratégia das organizações. Para tanto, interessam discussões a respeito da forma e do conteúdo dos artigos tecnológicos, adaptação ou desenvolvimento de métodos aderentes aos artigos tecnológicos, definição das seções descritivas sobre a aplicabilidade do conhecimento e da forma como os resultados são discutidos orientados para proporcionar insights, comparações com cenários estratégicos similares além de oferecer artefatos acionáveis e aplicáveis em contextos diferentes ao da pesquisa original (Rosini et al., 2015). Trata-se, portanto, de discutir possibilidades de produção de qualidade internacional de pesquisas aplicadas na área de estratégia, documentadas em forma de artigo tecnológico, rigorosamente construídos, do ponto de vista metodológico e teórico, com alto potencial de disseminação e popularização de conhecimento de estratégia para as organizações, praticantes e para a academia

Palavras-chave: Artigo Tecnológico ; Relato Técnico ; Relatório Técnico e Científico ; Relato Tecnológico ; Definição de Problema Estratégico
Líderes:
Cláudia Sofia Frias Pinto (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina)
Manuel Anibal Silva Portugal Vasconcelos Ferreira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras - DGE/ESTG - Instituto Politécnico de Leiria)
Cristina Lelis Leal Calegario (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras)
Silvio Luis De Vasconcellos (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Marcelo André Machado (Programa Profissional em Gestão e Negócios-PPGN /UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Este tema foca as questões de estratégia global e negócios internacionais. Incluem-se as pesquisas sobre internacionalização, modos de entrada, localização, estratégias e tomada de decisão nas multinacionais, subsidiárias, inovação internacional, fluxos de conhecimento globais, interação entre o ambiente global e as empresas, estudos comparativos em diferentes países, economias emergentes, internacionalização de e para a América Latina, cadeia de valor global, atuação subnacional, as diversas componentes do ambiente internacional de negócios, empreendedorismo internacional, entre outros assuntos, usando as teorias disponíveis. Buscamos também pesquisas que abordem os novos aspetos globais como a internacionalização na era digital, ecossistemas digitais, novas estruturas organizacionais, novos modelos de negócio, (de)globalização, entre outros.

O tema busca trabalhos que abordam assuntos como os seguintes, não estando restrita a estes:
- Estratégias globais e estruturas nas empresas multinacionais.
- Competição global, multinacionais e subsidiárias.
- A produção internacional e a cadeia de valor global.
- Transferência de tecnologia e conhecimento e inovação internacional.
- Como o ambiente internacional (p.ex., cultural, econômico, legal, politico) influencia as atividades, estratégias, estruturas e processos de tomada de decisão das multinacionais.
- A influência do ambiente politico, legal e regulatório na internacionalização e suas disfunções.
- O ambiente institucional e os negócios internacionais.
- A influência do governo e conexões na internacionalização e nas estratégias das empresas globais.
- Decisões de localização internacional e subnacional.
- CEOs, top management team e tomada de decisão nas multinacionais.
- Estudos sobre os modos de entrada (exportação, alianças estratégicas, aquisições).
- Estudos comparativos em diferentes países e ambientes institucionais.
- A internacionalização envolvendo mercados emergentes, multinacionais emergentes e (des)vantagens internacionais.
- Como a transformação digital influencia as estratégias de internacionalização e os negócios das empresas.
- A digitalização e novos modelos de negócio na internacionalização

Palavras-chave: estratégia global ; negócios internacionais ; internacionalização ; multinacionais
Líderes:
Brigitte Renata Bezerra De Oliveira (DADM - Departamento de Administração/Universidade Federal Rural de Pernambuco)
Fabricia Durieux Zucco (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau - PPGHT/UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí)
Leonardo Vils (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)

Em 2007, Nag, Hambrick e Chen, no seu artigo publicado no Strategic Management Journal intitulado What is strategic management, really? Inductive derivation of a consensus definition of the field, apresentaram uma definição contendo seis elementos que compõem uma definição implícita do campo de estratégia que os incorpora: ?The field of strategic management deals with the major intended and emergent initiatives taken by general managers on behalf of owners, involving utilization of resources, to enhance the performance of firms in their external environments? (Nag, Hambrick & Chen, 2007, p. 944). Notadamente, desde as proposições seminais de Chandler (1962) acerca do conceito de estratégia, o campo tem evoluído e procurado responder questões que vão além destes elementos (Burgelman et al., 2018). Além disso, Nag, Hambrick & Chen, (2007 p. 952) argumentam que a estratégia como campo de estudo possui ?fronteiras amorfas e pluralismo inerente?, não estando restrita a abordagens teóricas ou metodologias dominantes. Esta perspectiva é corroborada por Ronda-Pupo e Guerra Martins (2012).

Ao longo dos anos recentes, a ANPAD tem incentivado a submissão de temas que refletem possíveis grupos de pesquisas liderados de acordo com sua afinidade em torno dos temas propostos no campo das Estratégias das Organizações. Notamos, no entanto, que existem temas emergentes em que podem não ser considerados ou contemplados apenas de modo marginal, além de existirem desafios metodológicos específicos, de notável interesse da comunidade. Adicionalmente, em consonância com temáticas recentes propostas pela Strategic Management Society, busca-se, portanto, aprofundar tópicos tradicionais na área de estratégia que têm evoluído, sobretudo em termos de seu conteúdo e contexto, os quais podem ser observados por abordagens metodológicas emergentes e proporcionar discussões teórico-conceituais que avancem.

Acerca do conteúdo da estratégia, evidenciam-se questões típicas dos níveis de estratégia, inclusive genérico, internacional, funcional e corporativo, quanto às fusões e aquisições, diversificação, conluio tácito e alianças, entre outros, no âmbito doméstico e estrangeiro, além do destaque para o papel da liderança e da diversidade. Quanto ao contexto da estratégia, destaca-se fortemente a influência do ambiente externo contemplada neste tema, observado à ótica de 03 (três) abordagens principais (ver: Forsgren, 2013): (i) da teoria contingencial e do necessário fit entre estratégia, estrutura organizacional e ambiente externo como propulsor do desempenho; (ii) da teoria institucional e variáveis concernentes às dimensões políticas, econômicas, sociais e setoriais; e (iii) da teoria comportamental das redes de relacionamento entre os atores.

Em síntese, este tema procura incluir temas, metodologias e abordagens emergentes ou evolutivas que não estejam sendo consideradas. Exemplos podem ser: estudos regionais, locais e setoriais de competitividade, experimentos e quasi-experimentos em estratégia, estudos longitudinais e em painéis, além de abordagens tipicamente qualitativas, não tradicionais na área, como etnografia e fenomenologia, que considerem de modo ampliado o conteúdo e o contexto da estratégia e proponha discussões e reflexões inovadoras no campo.

Palavras-chave: Conteúdo de Estratégia ; Contexto de Estratégia ; Proposições teórico-conceituais ; Metodologias emergentes
FIN - Finanças

Coordenador: Alethéia Ferreira Da Cruz (Programa de Pós Graduação em Ciências Contábeis/UFG - Universidade Federal de Goiás)

Comitê Científico:
Edison Simoni Da Silva (Progr de Mestr Prof em Admin/FECAP - Centro Universitário FECAP)
Karem Cristina De Sousa Ribeiro (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Robert Aldo Iquiapaza (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Líderes:
Daiana Paula Pimenta (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - PPGCC/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Joelson Sampaio (Progr de Mestr Prof em Admin/FECAP - Centro Universitário FECAP - EESP/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Tarcísio Pedro Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Josete Florencio Dos Santos (Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic - PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco)

O tema Finanças Corporativas tem como objetivo principal promover trabalhos sobre os principais aspectos científicos, teóricos e práticos da administração financeira, abordando as temáticas de decisões de financiamento, decisões de investimento, fusões e aquisições, política de dividendos, gestão de capital de giro, assimetria de informação entre gestores e investidores, etc.
As decisões de financiamento resultam na estrutura de capital das empresas, que vêm sendo estudadas desde os trabalhos seminais de Modigliani e Miller (1958). Desde então, diversos estudos importantes foram e continuam sendo realizados sobre o tema, resultando em teorias como a teoria de trade-off e a teoria de pecking order. Todavia, apesar de amplamente pesquisado, o tema ainda continua inconclusivo.
As decisões de investimento compõem os projetos de orçamento de capital. Está relacionado principalmente à análise de gastos em ativos fixos e, eventualmente, intangíveis.
A gestão de capital de giro forma as decisões de capital de giro, compostas pelos ativos e passivos circulantes (caixa, disponibilidades, contas a receber, estoques, fornecedores, etc.). Tais decisões determinam a sobrevivência a curto prazo das organizações, cujos determinantes de liquidez, giro e rentabilidade fundamentam de forma básica as análises realizadas.
A política de dividendos determina a distribuição dos lucros aos acionistas, proporcionalmente às proporções que cada um possui.
As ondas de fusões e aquisições representam a união de duas ou mais empresas de acordo com o interesse das partes.
Todas estas temáticas formam o escopo principal de finanças corporativas, pilar fundamental para a gestão das organizações.


Palavras-chave: Decisões de investimento ; Decisões de financiamento ; Fusões e aquisições ; Gestão Capital de Giro ; Políticas de dividendos
Líderes:
Vicente Lima Crisóstomo (Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad - PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará)
Henrique Castro Martins (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Fernanda Maciel Peixoto (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia - Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

Esse tema abrange estudos sobre a relação entre mecanismos de governança corporativa e a presença e/ou redução dos diversos conflitos de agência. Dentre os mecanismos de governança corporativa, podem-se ser citados: Conselho de administração, Estrutura de propriedade, Concentração de propriedade, Presença de investidores institucionais, Presença de blockholders, Sistemas de remuneração executiva, Sistemas internos de controle entre outros. Além disso, aceitam-se também trabalhos acerca do ambiente institucional e dos seus mecanismos ou regras de proteção aos direitos dos investidores (acionistas e credores). Trabalhos que investiguem outcomes de adesão a práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) também são aceitos. Finalmente, incentivam-se a submissão de trabalhos que discutam os efeitos da adesão, criação, planejamento ou incorporação de sistemas e políticas de Governança na performance financeira e não-financeiras das organizações.

Palavras-chave: Mecanismos de Governança ; Conflitos de agência ; Estrutura de propriedade ; Conselho de administração ; Remuneração executiva
Líderes:
Newton Carneiro Affonso Da Costa Jr. (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Kelmara Mendes Vieira (UFSM - Universidade Federal de Santa Maria - Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações Públicas/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Claudia Emiko Yoshinaga (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Angela Cristiane Santos Povoa (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)

Nesse tema estão abrangidos trabalhos que tratem de estudos que consideram vieses e distúrbios comportamentais, que contrariam a racionalidade plena dos investidores e administradores. Além disso, esse tema abrange estudos de natureza experimental, que estão se tornando cada vez mais comuns na área de finanças. Conforme tem sido discutido na literatura, há uma discussão acerca da eficiência dos mercados. Essa discussão também ganhou peso por conta do surgimento de bolhas especulativas, como foi o caso da bolha da internet que acometeu o mercado de ações dos Estados Unidos ao final dos anos 90. Mais recentemente tivemos a crise do subprime que trouxe à tona também eventuais dúvidas quanto à eficiência do mercado e quanto aos problemas de assimetria de informação que puderam ser identificados no mercado mais desenvolvido do mundo, que é o mercado norte-americano. A seguir, expomos com mais detalhes os tópicos que compõem esse tema. Estudos sobre o comportamento dos agentes, a tomada de decisão, a Teoria do Prospecto, heurísticas e vieses cognitivos, contabilidade mental entre outras abordagens. Efeito disposição. Análise da eficiência e anomalias dos mercados. Estudos experimentais em finanças . Efeito manada. Humor, atenção e experiência do investidor. Implicações dos vieses comportamentais. Acesso limitado a informações. Pesquisas de neurociência aplicados a finanças.

Palavras-chave: Comportamento do Investidor ; Teoria do Prospecto ; Heurísticas e Viéses Cognitivos ; Anômalias de Mercado ; Neurofinanças
Líderes:
Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi (Prog de Mestr Prof em Admin/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Marcos Antônio De Camargos (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Mestrado Profissional em Economia/Faculdade Ibmec de Minas Gerais)
Rodrigo Fernandes Malaquias (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

O tema investimentos e apreçamento de ativos faz parte da divisão de Finanças. Os seguintos tópicos estão incluídos: avaliação de projetos de investimento, avaliações usando a abordagem de opções reais; Investimentos em ativos individuais e carteiras, modelos de apreçamento de ativos, tanto de renda fixa como de ações, avaliação de desempenho de fundos e avaliação de empresas. É possível desenvolver, avaliar, testar e propor metodologias de Apreçamento de ativos financeiros para os Fundos de Investimento e aos Fundos de Investimento em Índice de Mercado, e para os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios e Fundos de Investimento Imobiliário, apenas aos títulos e valores mobiliários integrantes de suas carteiras de investimentos. As metodologias são desenvolvidas de acordo com as características de cada ativo ou grupo de ativos. O processo e a metodologia devem seguir as melhores práticas do mercado. As informações de preços ou fatores a serem utilizados no Apreçamento de ativos financeiros devem ser preferencialmente obtidos por fontes públicas para facilitar a replicação. Ademais, como exemplos de trabalhos empíricos pode-se ter modelos baseados em consumo e visão geral; mercados de ativos contingentes; fronteira média-variância e representações beta; relações entre fatores de desconto, betas e fronteiras médiavariância; implicações de existência e teoremas de equivalência; condicionando informação; etc. Também, estudos ligados a propriedade de títulos ( CDB) , que é ligado a dívida do banco; os Títulos Públicos Federais, que é uma dívida do governo; e também as Debêntures, que são dívidas das empresas.

Palavras-chave: Projetos de Investimento ; Opções Reais ; Carteiras de Investimento ; Apreçamento de Ativos ; Desempenho de Fundos
Líderes:
Anderson Luiz Rezende Mól (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Programa de Pós-grad em Ciências Contábeis/UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Roy Martelanc (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Prog de Mestr Prof em Gestão de Negócios - MPGN/FFA - Faculdade FIA de Administração e Negócios)
Pedro Guilherme Ribeiro Piccoli (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Prog de Mestr Prof em Gestão de Cooperativas/Escola de Negócios do Centro de Ciências Sociais Aplicadas/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)

O tema visa estimular a investigação de alto nível sobre Mercados e Instituições Financeiras no Brasil e Mundo. De forma objetiva o tema proposto abriga discussão acerca dos aspectos da integração de mercados, política monetária e estabilidade financeira, canais de transmissão de volatilidade e contágio, regulação de mercados, ?corporate banking?, ratings, governança corporativa de Instituições financeiras, concentração de mercados, valuation e desempenho de instituições financeiras, entre outros. Stricto sensu, o tema se articula sob dois objetivos. O primeiro (1) é substantivo: contribuir com o debate sobre estabilidade financeira, a regulação e integração dos mercados além da gestão e avaliação das Instituições financeiras, viabilizando insights dentro e fora da ortodoxia econômica de forma a produzir uma pauta propositiva à luz do trinômio ?Corporate Banking x Regulação x Integração de Mercados?. O segundo (2) é metodológico, e se relaciona diretamente com o objetivo do tema: consolidar metodologias de estudos que permitam a extrapolação do ?ceticismo esclarecido? da simples evidência empírica.
Em relação ao objetivo (1), estimulam-se investigações que tragam contribuições relevantes do ponto de vista do desenvolvimento dos instrumentos e das instituições financeiras partícipes do Sistema Financeiro doméstico e internacional. Neste contexto, a regulação, integração de mercados e globalização financeira sustentam um ambiente fértil de investigações para além de pautas institucionais clássicas. Políticas monetárias alternativas, reforma e novos instrumentos de regulação oferecem um contexto para produção de reconstruções institucionais comparadas, discutindo a evolução de certos arranjos de governança do sistema financeiro. Isto posto, o tema proposto visa oferecer um ambiente adequado para a produção e veiculação de investigações de alto impacto sobre os Mercados e Instituições Financeiras.


Palavras-chave: ?Corporate Banking? ; Instituições Financeiras ; Integração de Mercado ; Regulação
Líderes:
Marcelo Cabus Klotzle (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Eli Hadad Junior (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Leandro Maciel (Departamento de Administração/USP - Universidade de São Paulo)

A gestão de riscos corporativos e de mercado, abrange o estudo da geração de valor por meio do entendimento dos processos de concessão de crédito e análise de risco, da capacidade do uso de instrumentos financeiros para alavancagem organizacional, e mais especificamente do uso dos derivativos financeiros como instrumento de maximização de valor. Busca-se favorecer os processos decisórios sob a temática dos riscos tendo em vista o uso de informações macro e micro econômicas, do uso dos derivativos para proteção de flutuações de mercado dos ativos que compõem carteiras de investimentos. Trata-se da identificação, avaliação, priorização dos riscos de forma coordenada, com aplicações práticas visando minimizar o impacto de eventos inesperados e negativos ou ainda permitir a maximização dos resultados esperados para a organização. Os tópicos deste tema incluem, mas não se limitam a identificação do risco e sua análise; avaliação dos riscos advindos o uso de instrumentos financeiros, com ênfase ao uso de derivativos; da minimização das ameaças e incertezas; do monitoramento e acompanhamento dos riscos, do gerenciamento do risco, riscos de mercado, de crédito e operacional. Estratégias de gestão de riscos, mercados de derivativos financeiros, de commodities e outros: termo, futuros, opções e swaps; apreçamento de derivativos. São esperados trabalhos que contribuam para a temática da gestão de risco e do uso de derivativos de forma a contribuir com a literatura sobre o tema, tendo em vista o avanço no estudos das finanças no Brasil mas também suas intersecções com mercados internacionais.



Palavras-chave: Risco de Mercado ; Risco de Crédito ; Risco Operacional ; Estratégias de gestão de risco ; Derivativos financeiros
Líderes:
Herbert Kimura (Programa de Pós-graduação em Contabilidade/UnB - Universidade de Brasília)
Leonardo Fernando Cruz Basso (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Fabiano Guasti Lima (Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Flavio Luiz De Moraes Barboza (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

A ciência de dados tem sido impulsionada pelas inovações tecnológicas e pela geração e armazenamento massivos de informações. De forma abrangente, ciência de dados incorpora o uso de métodos científicos que exploram ferramentas estatísticas e computacionais, que são também tradicionalmente utilizadas na teoria e na prática de finanças. No entanto, mais recentemente, a ciência de dados passou a ser associada a técnicas voltadas a inteligência artificial, aprendizagem de máquina, big data, etc...
Na área financeira, algoritmos de aprendizagem de máquina estão sendo utilizados em diversas aplicações como, por exemplo, construção de carteiras, estimação de preços de ativos, geração de application scoring, previsão da migração de risco de crédito, avaliação de churning de clientes entre instituições financeiras, identificação de operações bancárias fraudulentas, avaliação e prevenção de erros humanos ou de falhas em sistemas, análise de propensão a aquisição de serviços ou produtos financeiros, etc. Resultados de pesquisas acadêmicas têm sugerido que modelos de machine learning apresentam desempenho superior ao de técnicas estatísticas tradicionais.
Os top journals de finanças estão também explorando ciência de dados trazendo não somente discussões teóricas respaldadas por análises empíricas por meio de regressões tradicionais como também análises a partir do uso de técnicas que exploram big data e machine learning. Sob a perspectiva de teoria de finanças, o uso de técnicas mais recentes de ciência de dados pode contribuir na investigação de hipóteses, a partir de uma análise empírica menos restrita pelos modelos usuais de regressão.
Nesse tema da Divisão de Finanças, são privilegiados estudos que explorem ciência de dados para avançar o conhecimento sobre a teoria e a prática em finanças. Mais especificamente, busca-se a reflexão sobre como e por que modelos e técnicas de inteligência artificial, aprendizagem de máquina e big data contribuem para um melhor entendimento de fenômenos financeiros, trazendo discussões sobre evidências empíricas e paradigmas teóricos.

Palavras-chave: Ciência de dados ; Aprendizagem de máquina em finanças ; Inteligência artificial em finanças ; Modelagem quantitativa em finanças ; Técnicas estatísticas e computacionais para finanças
Líderes:
Moisés Ferreira Da Cunha (PPGCC/UFG - Universidade Federal de Goiás - PPGCC/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Ducineli Régis Botelho (PPGCont/UnB - Universidade de Brasília)
Wenner Glaucio Lopes Lucena (Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (PPGCC)/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)
Ani Caroline Grigion Potrich (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Evaldo José Da Silva (Ciências Contábeis ICSA/UFPA - Universidade Federal do Pará)

São bem vindos artigos que contemplem os seguintes assuntos:

Educação Financeira e Alfabetização Financeira
- Crises financeiras
- Investimentos
- Créditos, empréstimo e financiamento
- Ciclo de vida financeiro

Educação Financeira e Finanças Pessoais
- Origem da educação financeira
- Orçamento e planejamento pessoal e familiar
- Valor do dinheiro no tempo
- Renda e Gastos Pessoais
- Distribuição de Renda
- Gerenciamento de dívidas: endividamento e superendividamento
- Longevidade (aposentadoria)

Educação Financeira e Consumo Consciente
- Consumismo
- Inadimplência
- Compras impulsivas
- Reaproveitamento e reciclagem de produtos

Educação Financeira e Mercado Financeiro
- Investidor iniciante
- Renda fixa
- Renda variável

Educação Financeira e as Organizações
- Educação financeira para MEI
- Planejamento e Orçamento Financeiro
- Construção e validação de medidas de mensuração para uma boa Educação Financeira
- Educação financeira e a sua relação com outros construtos e variáveis

Ensino em Educação Financeira
- Educação financeira nas escolas
- Casos de Ensino
- Ensino de Finanças Pessoais na Infância e Adolescência

Políticas Públicas em Educação Financeira
- Nível de educação financeira de uma comunidade
- Educação financeira e bem (qualidade de vida) estar de uma comunidade



Palavras-chave: Educação Financeira ; Alfabetização Financeira ; Finanças Pessoais ; Finanças Comportamentais ; Investimentos
Líderes:
Graciela Dias Coelho Jones (FACIC/UFU/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Fernanda Finotti Cordeiro (PPG em Economia/UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora)
Régio Marcio Toesca Gimenes (PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS/UFGD - UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS)
Wilson Toshiro Nakamura (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)

A área temática proposta refere-se a temas contemporâneos abordados pela área de Finanças, que não são contemplados nas demais áreas temáticas, por se tratarem de assuntos emergentes.
As finanças sustentáveis, geralmente se referem ao processo de levar em consideração as questões ambientais, sociais e de governança (ESG) ao tomar decisões de investimento, levando a maiores investimentos de longo prazo em atividades e projetos econômicos sustentáveis. As considerações ambientais podem se referir à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, bem como ao meio ambiente de forma mais ampla, como a preservação da biodiversidade, prevenção da poluição e economia circular.
Como sugestões para submissão de artigos, sem contudo limitar outros temas emergentes, propõe-se os seguintes:
(a) Finanças Sustentáveis: Finanças Verdes, greens bonds, Rating ESG( environment social and governance), ODS (objetivo de desenvolvimento sustentável da ONU) e métricas de medição , blended finance, economia circular, crédito de carbono.
(b) FinTechs
(c) Criptomoedas: Crowdfunding, blockchain, criptomoeda, ICO( initial coin offer), STO (security token offer)
(d) Finanças no esporte
A justificativa para a criação dessa área temática está respaldada nos fenômenos que tem permeado o mundo moderno, na nova realidade e no atual cenário proveniente de inovação, novas tecnologias e legislações que impactam de forma significativa a área de Finanças.


Palavras-chave: Finanças sustentáveis ; Finanças ambientais ; FinTechs ; Blockchain ; criptomoedas
ITE - Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo

Coordenador: Kadígia Faccin (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

Comitê Científico:
Daiane Mulling Neutzling (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Marcelo Amaral (Mestr Prof em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin - MPA/PPGA/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Vânia Maria Jorge Nassif (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Líderes:
Gabriel Marcuzzo Do Canto Cavalheiro (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Admin, Ciências Contábeis e Turismo - PPGAd/EST/UFF - Universidade Federal Fluminense)
Henrique Machado Barros (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Fábio De Oliveira Paula (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Mariana Brandao Cavalheiro (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
João Paulo Lima Santos (UFAL/PROFNIT/Universidade Federal de Alagoas)

O valor das empresas vem sendo crescentemente influenciado pelas suas capacidades de gerar inovações em produtos e serviços, assim como criar mecanismos efetivos para se apropriar do valor de tais inovações (Ceccagnoli, 2009; Laursen & Salter, 2014). Dessa forma, a proteção dos ativos de propriedade intelectual (PI) tornou-se primordial na atual sociedade do conhecimento (Lall, 2003; Castells, 2000), sendo o principal mecanismo formal de apropriação de inovações (Hall et al., 2014; Hurmelinna-Laukkanen & Puumalainen, 2007). Como tal, empresas atuantes em setores altamente competitivos e intensivos em conhecimento precisam construir robustos portfólios de ativos de PI, tais como marcas, patentes, desenhos industriais e direitos autorais, para promover a competitividade (Huang & Cheng, 2015; Drivas et al., 2016). Ademais, as universidades brasileiras têm demonstrado um engajamento cada vez maior com os ativos de PI, sendo, por exemplo, nos anos mais recentes, as organizações instaladas no país com o maior número de depósitos de pedidos de patente. Tendo em vista a crescente importância dos intangíveis, e um contexto mais frágil da garantia da propriedade intelectual em países emergentes como o Brasil (Cuervo-Cazurra & Rui, 2017), o estudo deste tema se mostra relevante para o contexto nacional. O tema envolve pesquisas relacionadas à gestão da propriedade intelectual e transferência de tecnologia, incluindo: prospecção tecnológica no campo da propriedade intelectual; monitoramento de tendências em registros de marcas; desafios da propriedade intelectual na transformação digital; avaliação dos impactos de indicações geográficas (IGs); proposição e avaliação de estratégias para a transferência das inovações geradas pelas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs); avaliação de políticas públicas de estímulo à proteção das criações; gestão de acordos de transferência de tecnologias oriundas das ICTs; avaliação do relacionamento de ICTs com empresas; avaliação de políticas públicas de estímulo à proteção das criações; avaliação da conveniência da proteção das criações e sua divulgação; avaliação da atuação de Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e ferramentas tecnológicas de apoio à gestão de propriedade intelectual e transferência de tecnologia. Adicionalmente, este tema também enfoca a análise do impacto da propriedade intelectual sobre ambientes promotores de inovação no setor acadêmico, empresarial, governamental e de organizações sociais.



Palavras-chave: Propriedade Intelectual ; Transferência de Tecnologia ; Inovação ; Patentes ; Marcas
Líderes:
Simone Vasconcelos Ribeiro Galina (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Ana Valéria Carneiro Dias ( Mestrado Profissional em Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual/ Doutorado em Inovação Tecnológica e Biofarmacêutica /UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Luísa Margarida Cagica Carvalho (Mestrado em Ciências Empresariais/Instituto Politécnico de Setúbal - Centro de Investigação acreditado pela FCT Portugal/CEFAGE Universidade de Évora)
Maria Teresa Gomes Valente Da Costa (Ciências Empresariais/Instituto Politécnico de Setúbal)

Renovação e mudança estão na essência da inovação; novos temas surgem frequentemente, tornando-se desafios para as organizações, que devem estar preparadas para gerenciar tendências emergentes. Esta track abrange estudos que compreendam temas emergentes em inovação, que não tenham sido amplamente discutidos em quaisquer outras temáticas e que manifestem potencial debate e interesse da Divisão ITE. Exemplos de temas de interesse podem ser, embora não se limitem a:

? Inovação internacional tem sido estudada há décadas, mas persistem questões em aberto. Há evidências de que a agenda da ?estratégia regional? emergiu recentemente (Verbeke and Asmussen, 2016), e aspectos de proximidade (Boschma, 2005) devem ser considerados para melhor compreender os impactos da distância geográfica em parcerias para a inovação. Como as organizações podem se beneficiar do conhecimento disperso e geograficamente distante, superando o desafio da colaboração a longa distância? Como a substituição/sobreposição (Hansen, 2015) influenciam as relações entre parceiros com diferenças geográficas e não-espaciais?

? Internacionalização de P&D tem sido estudada desde os anos 1990s, no entanto, ainda há lacunas a serem entendidas: Há diferenças entre empresas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, tanto como sede quanto hospedeiro de P&D (Zedtwitz et al., 2015)? O desenvolvimento local/regional relaciona-se com participação de multinacionais (estrangeiras ou nacionais) no Sistema Nacional de Inovação (Papanastassiou, et al. 2020)?

? Inovação transformativa tem sido considerada para enfrentar desafios globais como sustentabilidade e inclusão. Isso requer o envolvimento de múltiplos atores e partes interessadas, assim, uma agenda de pesquisa é necessária para lidar com preocupações distintas e elaboração de políticas adequadas (Schot e Steinmueller, 2018). Quais são as tendências em políticas para inovação transformativa? Quais são as habilidades necessárias para envolver diferentes atores na autogestão da inovação transformativa? Como perfil dos empreendedores, suas motivações e oportunidades percebidas podem orientar a inovação transformativa?

? Adoção e difusão de tendências tecnológicas (impressão 3D, IA, IoT, blockchain, biotecnologia, nanotecnologia...) têm se comportado como catapultas para promover a transformação de indústrias e gerar novos negócios. Esses tópicos geralmente são discutidos do ponto de vista técnico, no entanto, acadêmicos têm negligenciado peculiaridades do gerenciamento da inovação: como as organizações desenvolvem capacidades para lidar com tendências tecnológicas?

? Embora existam estudos sobre os impactos do processo de financeirização sobre os investimentos em inovação (Lazonick, Mazzucato, 2013), a relação entre financeirização e gestão da inovação é pouco explorada. Que condicionantes o capitalismo financeirizado aporta para a gestão, organização e resultados da inovação?

? Como a abordagem de inovação como processo e prática complexa e performativa (Garud et al., 2018; Langley et al, 2013) pode contribuir para questões como tratamento de incertezas, aprendizagem, construção de capacidades dinâmicas? Que categorias/conceitos são relevantes para tratar a performatividade e a complexidade e inovação como processo?

? Que conceitos/categorias são necessários para compreender o trabalho em atividades de inovação? Que elementos da organização do trabalho são relevantes para a inovação? Como articular essa discussão com a questão da ambidestria, sobretudo contextual (Gibson e Birkinshaw, 2004)? Como articular conceitos existentes (competências, autonomia, cooperação...) para explicar a inovação como um processo complexo?

? Em que medida emergem novos temas associados a novos modelos de negócio sustentáveis (Roome e Louche, 2016) que implicam o envolvimento mais ativo dos diversos stakeholders na criação e captura de valor? Neste contexto novos modelos assumem protagonismo com ligação à digitalização e à circularidade da economia, neste âmbito importa discutir: como os modelos de negócio da economia circular (Lewandowski, 2016), que em parte derivam do processo digital mas também de novas formas de pensar na eficiência econômica e nos seus impactos no ambiente, podem ser uma tendência? Por outro lado importa discutir em que medida estes modelos de negócios acentuam ainda mais a dimensão do setor serviços (Kohtamäki et al, 2019)?

? De que forma a economia circular pode proporcionar oportunidades para negócios de impacto mais sustentáveis (Weetman, 2019)? Em 2030, estima-se que a população mundial será de 9 bilhões, o que representa quase 3 bilhões a mais de pessoas a consumir toda uma variedade de produtos e serviços. Começa a ser consensual que manter um nível tão elevado de consumo nos dias atuais será insustentável devido à baixa quantidade de recursos naturais disponíveis (Bradshaw e Brook, 2014, WWF, 2012, Dauvergne, 2010). Este esgotamento dos vários recursos naturais, conjuntamente com os problemas relacionados pelo excesso de resíduos gerados pelo enorme aumento do consumo exigirá novos paradigmas de negócios.

1 ? Poderá o consumo colaborativo mudar o nosso mundo? O consumo colaborativo permite que as pessoas, além de perceberem os benefícios enormes do acesso a produtos e serviços em detrimento da propriedade, economizem dinheiro, espaço e tempo. Através das redes sociais, redes inteligentes e tecnologias em tempo real começa a acontecer uma superação de desatualizados modos de hiperconsumo, criando sistemas inovadores, baseados no uso compartilhado, dando lugar a novos modelos de negócio colaborativos. (Cohen & Kietzmann, 2014).

? Por que a co-criação é importante na criação de novos negócios? A estratégia de co-criação implica a criação de valor por um conjunto de stakeholders para a obtenção de benefícios mútuos. Implica, pois, o envolvimento de diferentes públicos (colaboradores, fornecedores, clientes) e até mesmo outras empresas no processo de criar/produzir algo. A autoria do termo deve-se a Prahalad e Ramaswamy (2004). Contudo outros conceitos como inovação aberta (Chesbrough, 2006) e crowdsourcing (Howe, 2009) relacionam-se com co-criação e todos implicam a participação criativa de pessoas e entidades, que através da criatividade e partilha de recursos contribuem para acrescentar valor aos novos negócios.

Palavras-chave: internacionalização da inovação ; inovação transformativa ; tendências tecnológicas ; complexidade ; performatividade
Líderes:
Maria Tereza Saraiva De Souza (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Danielle Denes Dos Santos (Prog de Mestr e Dout em Admin - PMDA/UP - Universidade Positivo)

A busca pelo atendimento dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável tem estado presente cada vez mais nos discursos de acadêmicos, pesquisadores, formuladores de políticas e, inclusive, representantes das indústrias. Neste sentido, a inovação é vista como uma das áreas mais profícuas para se alcançar a sustentabilidade nas diferentes esferas da sociedade (BOONS & LÜDEKE-FREUND, 2013; BOSSLE ET AL., 2016; MATOS & SILVESTRE, 2013). A ecoinovação, ou inovação ambiental, consiste em processos novos ou modificados, técnicas, sistemas e produtos que evitam ou reduzem os impactos ambientais (KEMP; ARUNDEL, 1998). KESIDOU; DEMIREL, 2012), causados pelo consumo e atividades de produção (CARRILLO; GONZÁLEZ; KÖNNÖLÄ, 2009). A ecoinovação não se limita a inovação em produtos, processos, métodos de marketing e métodos organizacionais, pode provocar mudanças socioculturais e nas estruturas institucionais (OECD, 2009); além de ser utilizada para prevenção e controle da poluição (KEMP; PONTOGLIO, 2011). Os drivers determinante da adoção da ecoinovação, como a regulamentação (BOSSLE, DUTRA, VIEIRA, SAUAVÉ, 2015; LOPES SANTOS, 2019) tem levado ao desenvolvimento de produtos verdes, técnicas de manejo sustentável e redução de resíduos (KEMP; PONTOGLIO, 2011) assim como em fontes de energias limpas (KEMP; PEARSON, 2008; KEMP; PONTOGLIO, 2011), criando novos espaços de mercado para produtos e serviços ou processos orientados para as questões ambientais (CHARTER; CLARK, 2007; OLTRA; SAINT JEAN, 2009) integrando a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) (CHARTER; CLARK, 2007). Sendo assim, a inovação ambiental serve para prevenir, reduzir, diagnosticar e monitorar os danos antrópicos, gerados pelas ações do homem (MARKUSSON, 2001) levando a necessidade de otimizar a utilização dos recursos naturais, tais como energia e água, de forma mais eficiente (COMISSÃO EUROPEIA, 2007; KEMP; PONTOGLIO, 2011). Nesse contexto, as políticas industriais, ambientais, tecnológicas e cientificas devem convergir (COENEN; LÓPEZ, 2010). Desta forma, esta chamada visa explorar pesquisas atuais e emergentes, que relacionam diferentes correntes teóricas e metodológicas aplicadas ao contexto da inovação ambiental, que são de elevado interesse para a temática: drivers da inovação ambiental; tecnologias limpas; patentes ambientais; P&D verde; ecodesign; inovação ambiental aplicada à economia circular; inovação no ciclo de vida de produtos; inovação em transição energética, eficiência energética, energias limpas e renováveis; inovação ambiental para modelos de negócios disruptivos; inovação para economia de baixo carbono, inovação em cadeia de suprimentos verde; inovação para a mobilidade urbana, inovação para economia compartilhada; inovação ambiental para a gestão sustentável de recursos hídricos e florestais.

Palavras-chave: Tecnologias Limpas ; P&D Verde ; Negócios Ambientais Disruptivos ; Energias renováveis ; Inovação para economia de baixo carbono
Líderes:
José Augusto Lacerda Fernandes (PPGGP/NAEA/UFPA)
Edson Sadao Iizuka (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Aurélia Adriana De Melo (Escola de Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Bruno De Souza Lessa (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)

A emergência e expansão de empreendimentos sociais no mundo faz com que este fenômeno seja foco de estudo, tanto para conhecer suas características empíricas quanto para estender-lhe os conhecimentos provenientes da teoria das organizações e as possibilidades de modelar ferramentas apropriadas de gestão. Há uma tendência de revisão de valores nas empresas tradicionais, particularmente em termos de maior consciência sobre o impacto que desejam provocar na sociedade e no meio ambiente. Como resultado, observa-se o surgimento de novos formatos organizacionais híbridos, que buscam atingir objetivos antes vistos como incompatíveis: sustentabilidade financeira e geração de valor socioambiental. Empresas sociais (social enterprises), negócios inclusivos (inclusive business), negócios sociais (social businesses), negócios com impacto social são alguns dos termos usados para explicar as organizações que visam a solução de problemas socioambientais com eficiência e sustentabilidade financeira por mecanismos de mercado. Por ser uma terminologia nova, importada do ambiente empresarial, ela tem sido alvo de 'calorosos' debates entre acadêmicos e practitioners. A tensão é provocada pela falta de um entendimento comum sobre um conceito novo e que procura conciliar dois temas vistos a priori como irreconciliáveis: negócios e impacto social. A falta de uma visão homogênea é explicada por dois principais fatores: pelas diferentes formas de definir o caráter social dos empreendimentos e pelas diversas maneiras de avaliar o caráter inovador deste tipo de organização. Nesse amplo espectro de atores, as configurações destes negócios assumem diferentes formatos, assim, cada organização vai se posicionar de acordo com os seus objetivos e interesses, dando um peso diferente para cada um dos fatores que compõem o conceito. Em 2019, um levantamento realizado pela Pipe Social mapeou 1002 empresas sociais no país. Por meio de entrevistas com empreendedores, especialistas, sessões de trabalho com atores do ecossistema e análise de dados secundários, constatou-se que a principal área de atuação desses empreendimentos tem sido tecnologias verdes (46%), cidadania (43%), educação (36%), seguida por saúde (26%), serviços financeiros (23%) e cidades (23%). Destes empreendimentos, 42% ainda não tinham recebido investimentos e 35% não tinham faturado nenhum valor até então. Em 2016 e 2017, foram registradas 69 operações de investimento de impacto no Brasil, em um total de US $ 131 milhões. Tais investimentos concentraram-se no setor de tecnologias da informação e comunicação (TICs), em linha com as tendências globais, totalizando US $ 54 milhões em 16 negócios. De acordo com o relatório da Impact Investing Impact da Aspen Network of Development Entrepreneurs (ANDE), feito em 2018, aproximadamente metade desses acordos foi de menos de US$ 250.000. Desta forma, o objetivo deste track é fomentar e estimular pesquisas na temática de empresas sociais e organizações híbridas. Ao promover análises mais aprofundadas sobre a atuação e o desenvolvimento do empreendedorismo social e das organizações híbridas no Brasil, essa proposta pretende não somente compreender com maior robustez a atuação desses empreendimentos, bem como iluminar, a partir de diferentes prismas de análise, os aspectos que têm condicionado a gestão e o desempenho dessas iniciativas tão importantes quanto emergentes no contexto nacional.

Palavras-chave: Empreendedorismo Social ; Empresas sociais ; Impacto social
Líderes:
Luciana Maines Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Silvania Da Rocha Medeiros Vila Nova (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
John Robert Bessant (Business School/University of Exeter)
Tatiana Iakovleva (Business School/Stavanger University)

O termo Responsible Research and Innovation (RRI) (Pesquisa e Inovação Responsável) surgiu em 2002, no 6th EU Framework Programme for Research and Technological Development (FP6), que é um conjunto de ações no nível da União Europeia para financiar e promover a pesquisa (Comissão Europeia, 2002). No documento a responsabilidade está atrelada a questões éticas (criação de redes entre organismos e atividades existentes, promoção do diálogo em um contexto global, conscientização, treinamento, pesquisa em ética em relação à ciência e tecnologia) e a incerteza, risco e princípio da precaução (análise e melhores práticas). Ao longo da última década, o conceito de inovação impulsionou grande parte da agenda de pesquisa europeia (Comissão Europeia, 2013).
A responsabilidade na pesquisa e inovação é motivada pela preocupação global com o planeta, seus recursos naturais, assim como uma sociedade justa e inclusiva (Nações Unidas, 2015). Essa preocupação diz respeito a governos, que podem agir através de políticas e regulamentos, mesmo que ainda estejam em fase de desenvolvimento (Scherer, Palazzo, & Baumann, 2006). Mas também diz respeito à iniciativa privada (Burget et al., 2016).
Na prática, a RRI visa moldar, manter, desenvolver, coordenar e alinhar processos, atores e responsabilidades existentes e inovadores relacionados à inovação e pesquisa, com o objetivo de garantir resultados de pesquisa desejáveis e aceitáveis (Stahl, 2013). Consiste, portanto, no desenvolvimento de novos produtos e serviços que combinam crescimento, desempenho e responsabilidade. Esta responsabilidade é dirigida aos clientes e usuários, bem como ao ecossistema como um todo (Pavie, & Carthy, 2015).
Ao considerar a inovação como um processo, a RRI denota uma orientação para antecipação, inclusão, capacidade de resposta e reflexividade (Van Oudheusden, 2014). Essas quatro dimensões implicam um compromisso coletivo e contínuo de ser (Stilgoe, Owen, & Macnaghten, 2013). A antecipação descreve e analisa os impactos - econômicos, sociais, ambientais ou outros - pretendidos e potencialmente não intencionais que possam surgir e é sustentada por metodologias que incluem a previsão, avaliação de tecnologias e desenvolvimento de cenários (Owen, et al. 2013). A reflexão reflete sobre os propósitos subjacentes, motivações e impactos potenciais daquilo que é conhecido (incluindo as áreas de regulação, revisão ética ou outras formas de governança que podem existir) e o que não é conhecido (incertezas associadas, riscos, áreas de ignorância, pressupostos, questões e dilemas) (Owen, et al. 2013). A inclusão se refere a diminuição da autoridade de especialistas, com a inclusão de novas vozes na governança da ciência e da inovação como parte de uma busca pela legitimação Owen, et al. 2013). A responsividade exige uma capacidade para mudar a forma ou direção em resposta aos valores das partes interessadas e públicos e mudanças nas circunstâncias. A capacidade de resposta é, portanto, fazer ajustes inevitáveis nas trajetórias de inovação à medida que progridem e mobilizam as expectativas de todos os envolvidos (Demers-Payette et al., 2016).
O campo é amplo, podendo ser estudado sob a ótica da pesquisa desenvolvida em universidades e centros de pesquisa, no contexto de políticas públicas de incentivo à inovação e a inovação desenvolvida através da iniciativa pública.

Palavras-chave: Pesquisa e Inovação Responsável ; Inovação Responsável ; Políticas Públicas ; Gestão da Inovação ; Centros de Pesquisa
Líderes:
Diego Antonio Bittencourt Marconatto (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Clarissa Stefani Teixeira (Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Emidio Gressler Teixeira (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Gaspar Antonio Peixoto (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

O papel desempenhado pelas pequenos e médias empresas (PMEs) nas economias e sociedades ao redor do mundo é extremamente importante (OECD, 2017). Normalmente, PMEs totalizam 99% dos negócios (OECD/ETF/EU/EBRD, 2019) e são responsáveis por grandes contribuições ao PIB e à criação de empregos (OECD, 2017). No Brasil, metade dos empregos formais são mantidos pelas PMEs que, em conjunto, produzem um quarto do produto nacional (SEBRAE, 2018). Esses números, que podem ser mais altos em países desenvolvidos (Edinburgh Group, 2013), mostram que as PMEs fomentam o fortalecimento da classe média e o aumento da qualidade de vida de populações inteiras.
A importância evidente das PMEs, tanto em termos sociais quanto econômicos, assim como as ameaças que elas enfrentam, justificam os esforços para aprofundar a compreensão sobre as causas e a natureza da sua sobrevivência e desempenho. Portanto, o crescimento de pequenas empresas constitui um dos tópicos centrais de estudo em empreendedorismo (Marvel, Davis, & Sproul, 2016). Sabe-se que o crescimento aumenta a chance de sobrevivência dos negócios e que a incapacidade de expansão está diretamente relacionada com o insucesso da firma (McKelvie & Wiklund, 2010; Rauch & Rijsdijk, 2013).
O crescimento das PMEs, de baixa e alta intensidade tecnológica, é influenciado por elementos internos e externos à firma. A disponibilidade de capital humano (e.g. Colombo & Grilli, 2005) e recursos financeiros (Cowling, Brown, & Rocha, 2020), bem como o desenvolvimento das capacidades da firma (e.g. Parida, Pesämaa, Wincent, & Westerberg, 2017), são exemplos de importantes preditores deste fenômeno. Adicionalmente, o contexto pode revelar condições e possibilidades para descobrir, criar e explorar inovações (Ngoasong, 2018). Nesse sentido, pesquisas recentes têm empregado, por exemplo, o ecossistema de inovação como lente de análise para a criação de novos negócios e fomento da ação empreendedora (Gomes, Facin, Salerno, & Ikenami, 2018).
A despeito da relevância, a pesquisa sobre o crescimento das PMEs se tem provada particularmente difícil (Shepherd & Wiklund, 2009). Pouco avanço foi feito e convergências neste campo de estudo são muito mais raras do que a fragmentação dos resultados, devido as múltiplas barreiras relacionadas as definições inconsistentes, desafios em termos de amostragem e da própria complexidade fenomenológica inerente ao crescimento em si (Demir, Wennberg, & McKelvie, 2017).
Neste tema, discutiremos diferentes aspectos da pesquisa sobre o desempenho das PMEs: nascimento, mortalidade, sobrevivência, crescimento e escalabilidade. Serão bem-vindos artigos qualitativos, quantitativos e teóricos relacionados, mas não limitados, aos seguintes assuntos:
1. Desafios metodológicos envolvidos na pesquisa sobre inovação, empreendedorismo e desempenho em PMEs, tais como diferenças conceituais, métricas, unidades de análise etc.;
2. Identificação de possíveis padrões de inovação em PMEs e das relações entre os desempenhos organizacional e inovador;
3. Investigações sobre empreendedorismo e a sua relação com o desenvolvimento e o desempenho de pequenos negócios: intenção, comportamento e atitude empreendedora, características do empreendedor, empreendedorismo feminino etc.;
4. Fatores causais importantes (internos e/ou contextuais) para o nascimento, sobrevivência, crescimento, portabilidade, escalabilidade e mortalidade de PMEs;
5. Como os ecossistemas de inovação influenciam a atividade empreendedora e/ou o desenvolvimento de PMEs.


Palavras-chave: PME ; Crescimento ; Sobrevivência ; Desempenho ; Inovação
Líderes:
Bruno Anicet Bittencourt (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Giancarlo Gomes (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)
Lucas Bonacina Roldan (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Elisa Thomas (Business School/University of Stavanger)

A Quarta Revolução Industrial fortaleceu a importância da cultura e das competências técnicas, comportamentais e relacionais que devem ser aprimoradas durante todos os anos de estudos. Além disso, as competências genéricas que permitem uma participação bem-sucedida em processos de inovação e empreendedorismo são muito valorizadas. A importância das inovações fica clara, pois as empresas e organizações procuram continuamente funcionários inovadores. As empresas precisam de inovações para criar competitividade e o setor público para produzir serviços de alta qualidade e com boa relação custo-benefício (Keinänen e Kairisto-Mertanen, 2019). Dessa forma, são necessários profissionais que sejam capazes de participar dos processos de inovação e que possam contribuir para a criação de inovações (Hero e Lindfors, 2019). No entanto, ?o papel do ensino superior não é apenas formar alunos de graduação para trabalhos futuros, mas também treinar futuros funcionários para realizar tarefas de trabalho, que então geram inovações? (Keinänen e Kairisto-Mertanen, 2019, p. 17). Assim, isso impõe desafios às formas de educar, uma vez que precisamos de mudanças em todas as etapas principais da educação: planejamento, implementação e avaliação dos resultados de aprendizagem (Lappalainen, 2018).

Nesse track, discutiremos papers centrados em diferentes aspectos de pesquisa relacionados ao lado humano e comportamental da inovação. Serão bem-vindos ensaios teóricos e trabalhos empíricos sobre os seguintes tópicos:

Liderança para Inovação
Competências para Empreendedorismo e Inovação
Intenção empreendedora
Comportamento Inovador e Empreendedor
Cultura para Inovação
Pedagogia para Inovação
Educação empreendedora
Aprendizagem para Inovação
Service Learning
Service Innovation
Mindset para Inovação e Empreendedorismo
Outros tópicos relacionados



Palavras-chave: competências para inovação ; comportamento empreendedor ; cultura para inovação ; educação empreendedora ; liderança para inovação
Líderes:
Bibiana Volkmer Martins (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Alsones Balestrin (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Vinicius Farias Moreira (Programa de Pós Graduação em Administração/Universidade Federal de Campina Grande)
Paola Rücker Schaeffer (Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica/UNICAMP)

A partir da contribuição seminal de Schumpeter (1912; 1942), em que à inovação é dado o principal papel na geração do desenvolvimento econômico, novos avanços têm sido feitos para compreender melhor tal fenômeno. Abordagens sistêmicas sobre estratégias de inovação foram relatadas na literatura sob diversas formas, englobando desde a visão mais clássica de sistemas de inovação até conceitos mais contemporâneos, como os ecossistemas de inovação (ADNER; KAPOOR, 2010; 2016). Com base no estudo de Moore (1993), que cunhou o termo ecossistemas de negócios, levando o construto ?ecossistema? para as ciências sociais, nasceram os conceitos de ecossistemas de inovação (EI) (ADNER, 2006) e ecossistemas empreendedores (EE) (ISENBERG, 2010). O primeiro é normalmente empregado para explicar atividades inovadoras com grande variedade de atores, os quais cooperam para criar valor que individualmente não seriam capazes (ADNER, 2006). Assim, nos EI, o ?eco? enfatiza a dinâmica relacional e a decorrente criação de valor (RITALA; ALMPANOUPOULOU, 2017). Já nos EE, existe um conjunto de elementos (liderança, mercado, clientes, cultura, etc) que se relacionam impulsionando a criação e o desenvolvimento da atividade empreendedora (ISENBERG, 2010). Desde então, a utilização desses termos cresceu e emergiram críticas com relação à ambigüidade conceitual em relação às pesquisas em ecossistemas, decorrente essas da variação na definição de limites e níveis de análise dos fenômenos (RITALA; GUSTAFSSON, 2018). Além disso, os conceitos têm recebido críticas pela falta de consistência teórica e de evidências empíricas que corroborem com a necessidade de um novo termo (OH et al., 2016; SCARINGELLA; RADZIWON, 2017; GOMES et al., 2018; BOGERS et al. 2019). Assim, embora a abordagem ecossistêmica tenha ganhado espaço na literatura sobre estratégia, inovação e empreendedorismo, não há consenso sobre a definição dos conceitos originados dela (GOMES et al., 2018). A diversidade de conceitos e aplicações empíricas que surgem neste âmbito evidencia os desafios teóricos e metodológicos da área e também destaca as oportunidades de pesquisas futuras. Dessa forma, a despeito dos avanços realizados nos últimos anos (GOMES et al., 2018; BOGERS; SIMS, 2019; SUOMINEN; SEPPÄNEN; DEDEHAYR, 2019; VOLKMER MARTINS et al. 2019; GRANSTRAND; HOLGERSSON, 2020), os quais contribuíram para o aumento da robustez dos conceitos, diversas lacunas permanecem em aberto, principalmente no que tange ao entendimento desses fenômenos em países emergentes como o Brasil. Assim, este tema congrega estudos teóricos e empíricos que contemplem: * Avanços teóricos e conceituais sobre EI e EE;
* Orquestração e governança para a criação e desenvolvimento de EI e EE;
* A abordagem ecossistêmica para debater inovação radical, novos modelos de negócio, novos mercados ou indústrias emergentes;
* Políticas públicas e desenvolvimento de melhores práticas em parques tecnológicos, incubadoras e pólos de inovação;
* Análises de sistemas nacionais, setoriais e regionais de inovação;
* Atores e elementos integrantes dos EI e EE;
* Pesquisas sobre empresas start-ups e spin-offs;
* Spillovers de conhecimento em EI;
* Estudos sobre os níveis de análise e limites dos ecossistemas
* Impacto social dos EE e EI.


Palavras-chave: Ecossistema de Inovação ; Ecossistema de Empreendodorismo ; Sistemas de Inovação ; Inovação Aberta ; Start-ups
Líderes:
Edmilson De Oliveira Lima (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - 00/ANEGEPE - Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas)
Rose Mary Almeida Lopes (N/A/ANEGEPE - Presidência/ANEGEPE Associação Nacional de Estudos de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas)
Adriana Backx Noronha Viana (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Marcela Barbosa De Moraes (Programa de Pós-Graduação em Gestão e Desenvolvimento Regional/Universidade de Taubaté)
Reed Elliot Nelson (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

Fazer muito com pouco é muito frequentemente empregado como modo de se empreender, ainda mais em situação de crise (Kuckertzet al., 2020; Nelson e Lima, 2020; Kwong et al., 2019; Tsilika et al., 2020). Isso implica usar bricolagem (Baker e Nelson, 2005) e effectuation (Sarasvathy, 2001; Sarasvathy et al., 2020) - como também informa Fisher (2012) - esta última se também houver limitação dos riscos enfrentados a um nível de perdas aceitáveis (Dew et al., 2009; Martina, 2020).

Fazer negócios digitais é também muito comum (Zaheeret al., 2019) e tende a se disseminar ainda mais como prática à medida que as tecnologias digitais se desenvolvem e se tornam mais acessíveis (Allen, 2019; Nambisan, 2017). Fazer a transição para o digital (p. ex. montar o próprio delivery com recursos online ou aderindo ao iFood ou Rappi) ou adaptações digitais (p. ex. ampliar a gama das divulgações e vendas online) tem também se mostrado como solução para aumento de vendas e diminuição de custos, importantes soluções frente a crises (Dwivediet al., 2020; Kuckertz et al., 2020; Papadopoulos et al., 2020). Contra uma crise de pandemia (p. ex. H1N1, covid-19 etc.), o digital também é útil por diminuir a proximidade física das pessoas e o risco de contágio. Os usos do digital frente a crises são propiciados por effectuation e/ou bricolagem (p. ex. Kuckertz et al., 2020), até mesmo em condições de grande pobreza, por contarem com meios tecnológicos baratos e amplamente disponíveis. Ajudam na resiliência do empreendedorismo e das economias.

Os temas focados nesta chamada de trabalhos têm sua importância e sua necessidade de pesquisa já confirmadas por ampla literatura. Contudo, tal necessidade é particularmente grande no Brasil. Em nosso país, a pesquisa em empreendedorismo e inovação é reduzida nesses temas, precisando de ampliação e aperfeiçoamento.

Esta chamada visa a gerar troca de novos conhecimentos sobre os temas aqui focados produzindo contribuições úteis para aperfeiçoar pesquisas e práticas relativas a superação e resiliência em crises (Shepherd et al., 2020; Thorgren e Williams, 2020; Trump e Linkov, 2020; Williams et al., 2017; Williams e Shepherd, 2016; Williams e Shepherd, 2018).

Serão bem-vindos trabalhos teóricos e empíricos, estudos quantitativos, qualitativos e mistos que podem ser comparações e perspectivas internacionais e apresentar qualquer configuração possível de tratamento de apenas um ou vários dos temas da chamada.

São exemplos não excludentes de temas centrais dos trabalhos a serem recebidos, a focarem preferencialmente em processos de superação e na resiliência do empreendedorismo frente a crises:

? Negócios e transição digital
? Bricolagem
? Effectuation
? Effectuation e/ou bricolagem combinada(s) a recursos digitais
? O empreendedorismo frente a crises
? Empreendedorismo e transformação digital
? Effectuation para resiliência
? Bricolagem para resiliência
? Transição e adaptações digitaispara superação de desafios
? Inovações baratas e frugais com tecnologia para se empreender

Palavras-chave: Empreendedorismo digital ; Bricolagem ; Effectuation ; Crise ; Resiliência
Líderes:
Ana Clarissa Matte Zanardo Dos Santos (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Jose Carlos Lazaro (Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad - PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará - Prog de Pós-Grad em Admin e Controlad - PPAC/UFC - Universidade Federal do Ceará)
Suzanne érica Nóbrega Correia (PPGA/Universidade Federal de Campina Grande)

Inovação Social é um campo bem consolidado tanto na Europa quanto na América do Norte. Esse é um (sub)campo que se forma na intersecção da abordagem sociotécnica do desenvolvimentos de ?novas práticas sociais?, com a gestão de demandas sociais. Nos últimos 10 anos instituições definidoras de políticas tecnológicas e sociais como OCDE e a Comunidade Européia (via BEPA) estabeleceram um marco institucional do conceito central do (sub)campo. Nos países em desenvolvimento (Global South), que se configuram um amplo campo para essa nova perspectiva, o uso de uma abordagem construtiva de respostas a demandas sociais com fundamentação teórica ainda está em fase de consolidação e exige novos arranjos de atores (ou ?práticas sociais?, quando sob outra lente).
Embora haja amplo reconhecimento da necessidade de inovação social, a sua ideia ainda é complexa devido a várias definições e falta de uma fundamentação teórica abrangente. Percebe-se, então, que ainda não há um entendimento claro de como a inovação social leva à mudança social, às condições que governam sua criação, sua gênese, disseminação e aceitação, sem distingui-lo claramente de outras formas de inovação. Assim, considera-se que esse campo, ainda em consolidação no Brasil, tem caminhos concretos para a sua expansão, sendo possíveis diferentes discussões teórico-empíricas. Entre as possibilidades de expansão da discussão, destacam-se:

- Abordagens teóricas e compreensão das dimensões da inovação social (Mulgan, Tucker, Ali & Sanders, 2007; Souza, Lessa & Lazaro, 2019);
- Compreensão do processo da inovação social e a institucionalização (Agostini, Silveira & Bossle, 2016);
- Desenvolvimento e transformações sociais geradas através da IS (Haxeltine et al., 2017; Shabunova, Leonidova & Mukhametova, 2019);
- Inovações sociais na perspectiva de práticas consumo (Jeager-Erben, Ruckert-John & Schäfer, 2015),
- Desenvolvimento de políticas públicas e a busca da Sustentabilidade (Haxeltine et al. 2017; Correia et al., 2018; Davies & Simon, 2013),
- Inovação Social Local - Grassroots Innovation (Martin & Upham, 2016).
- Tecnologias sociais (Dagnino, 2014; Costa et al., 2013).
- Ecossistemas de Inovações Sociais e Desenvolvimento Territorial (Sgaragli, 2014; Andion et al., 2020).
- Inovação social e os efeitos da pandemia (Chui & Ko, 2020; Cattivelli & Rusciano, 2020).

Tais enfoques resultam da compreensão abrangente e integrada das inovações sociais, incluindo diferentes atores, setores da sociedade, áreas de pesquisa e campos de aplicação, demonstrando assim, que a ampliação da perspectiva é crucial para a compreensão da inovação social (Scoppetta, Butzin & Rehfeld, 2014; Ziegler, 2017).
Portanto, a proposta desse tema é estimular pesquisas acadêmicas acerca dos avanços teórico-empíricos sobre as inovações sociais, contemplando suas dimensões e práticas, bem como as transformações resultantes de seu desenvolvimento. Busca-se estimular diálogos com pesquisas que explorem a realidade local e brasileira, assim como trabalhos com uma abordagem mais ampla, abstrata e teórica. Tendo em vista a presença de artigos com esta temática nos últimos 5 anos no EnANPAD, acredita-se que tal proposta seja relevante aos pesquisadores e grupos de pesquisa da área proposta, bem como novos pesquisadores deste processo de consolidação do (sub)campo.

Palavras-chave: Inovação social ; Inovação sustentável ; Inovação social corporativa ; Tecnologia social ; Transformação social
Líderes:
Dennys Eduardo Rossetto (BBA, M.Sc. and Ph.D. Program in Global Business/SKEMA Business School ? Université Côte d?Azur (GREDEG) - Marketing and Management Department/Universidade do Texas em El Paso, TX, EUA)
Marcelo Fernandes Pacheco Dias (Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais/Universidade Federal de Pelotas)
Isabelle Walsh (KTO Research/SKEMA Business School (Brazil, China, France, South Africa, USA))

O objetivo deste tema é examinar novos métodos, técnicas e processos que permitam o desenvolvimento metodológico de pesquisas no contexto da gestão da inovação e do empreendedorismo. Encorajamos contribuições que explorem a associação de métodos distintos, métodos multi-métodos ou que abordem, mas não se limitem aos seguintes tópicos: (1) Especificidades da gestão da inovação e/ou empreendedorismo para o desenho metodológico e teórico: Como métodos existentes e emergentes podem contribuir para o avanço teórico e analítico para os estudos no campo da Inovação/empreendedorismo? Ou ainda, como novos métodos podem ser aplicados no ensino de inovação e empreendedorismo? (2) Pesquisa Interdisciplinar: Como métodos de outras áreas do conhecimento podem contribuir com os estudos de gestão da inovação e/ou do empreendedorismo? Avanços da ciência cognitiva, de análise, simulação e inteligência computacional que podem ser aplicados ao estudo da inovação e/ou do empreendedorismo; (3) Novas unidades e níveis de análise na gestão da inovação/empreendedorismo: Que tipo de desafios e oportunidades metodológicas existem quando se estudam formas de organização como ecossistemas de inovação ou ecossistemas empreendedores? Como podemos estudar questões de gestão da inovação e/ou de empreendedorismo quando estão envolvidos um grande número de atores ou informações? (4) Questões de mensuração na pesquisa em gestão da inovação e/ou empreendedorismo: Como podemos medir os conceitos aparentemente intangíveis usados na pesquisa em gestão da inovação e/ou em empreendedorismo? (5) Metodologias, técnicas, ferramentas, métricas e impacto prático: Como podemos utilizar métodos que permitam uma melhor comunicação dos resultados para que sejam compreendidos fora da academia? Como podemos combinar métodos de pesquisa rigorosos com relevância prática ao mesmo tempo? (6) Metodologias e técnicas de coleta, limpeza de dados, normalização, processamento e análises para pesquisa e produção científica no campo da inovação e do empreendedorismo: (i) big data para correlação de palavras, temas de pesquisa, campos do saber, correntes teóricas; (ii) IA e modelagem de algoritmos para revisão sistemática, bibliometrias, cientometrias e meta-análises; (iii) aplicação de análise de redes para estudos de inovação e do empreendedorismo, ecossistemas de inovação e/ou ecossistemas empreendedores, agentes locais, transferência de conhecimento, relações institucionais, etc.; (iv) técnicas de Road mapping, forecasting, foresight, delphi, isto é, estudos preditivos e prospectivos para a área de empreendedorismo, inovação, de tecnologias, de patentes ou indicadores tecnológicos; (v) análise de simulação para impacto de decisões tecnológicas, de apoio a tecnologias emergentes e cenários tecnológicos/sociais; (vi) técnias e ferramentas para patenteometria, mensuração da inovação através de patentes, contribuições intelectuais, redes, mensuração de atividades empreendedoras, potenciais empreendedores, níveis de sucesso de novos negócios, etc.; (vii) uso de softwares para estudos qualitativos e quantitativos, ou novos usos e técnicas via software ou sistemas baseados na web; (viii) neurociência, computação cognitiva, sistemas dinâmicos, simulação baseada em agendes, experimentos, machine learning, blockchain, redes neurais, IA aplicada aos estudos da inovação e do empreendedorismo no contexto da indústria 4.0.; (ix) métodos ou técnicas de mensuração e divulgação de impacto social de pesquisas acadêmicas, de resultados de pesquisas ou de projetos de inovação e empreendedorismo e o uso de inteligência aumentada em pesquisas de inovação e empreendedorismo

Palavras-chave: Novas Metodologias de Pesquisa ; Técnicas Avançadas de Análise ; Ciência Digital Aplicada ; Análise Quali-Quanti ; Simulação em Rede
Líderes:
Priscila Rezende Da Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Roberto Carlos Bernardes (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Felipe Mendes Borini (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Moacir De Miranda Oliveira Junior (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Itiel Moraes Da Silva (Departamento de Administração /Universidade Federal do Oeste da Bahia)

Ascensão dos países em desenvolvimento como centro de inovação e sua nova nomenclatura para mercados emergentes têm ocupado um lugar de relevância na agenda internacional de pesquisa sobre estratégias globais de inovação e P&D. Os mercados emergentes têm propiciado às multinacionais vantagens dinâmicas para as multinacionais explorarem os fluxos de oferta de recursos e conhecimento local através de estratégias orientadas para a gestão da inovação de amplitude global. Nas abordagens ortodoxas para o estudo da inovação, as economias avançadas estariam no epicentro de criação e difusão da inovação global para os mercados mundiais. Exemplos atuais de mercados emergentes evidenciam que muitas destas inovações surgem de modo pioneiro nestes mercados, em empresas nativas ou subsidiarias estrangeiras locais para depois serem comercializadas e adotados com sucesso nos mercados avançados ou em suas próprias matrizes. O termo ?inovação reversa? tenta exprimir as inovações que emanam dos países em desenvolvimento para os países avançados (Von Zedtwitz et Al. 2018), por multinacionais estrangeiras que, de outra forma, seriam consideradas uma forma de localização avançada de produtos. Von Zedtwitz et Al. (2018) argumentam que tais definições orientadas para o mercado são incompletas e sugerem a ampliação deste conceito definindo inovação reversa como qualquer tipo de inovação global que, em algum momento, é caracterizada por uma reversão do fluxo de inovação de um país em desenvolvimento para um país avançado. Nestes conjunto de inovações típicas de mercados emergentes podem ser consideradas ainda aquelas soluções baseadas em inovação de custo, inovações com restrições de recursos, inovações na base da pirâmide, Inovações disruptivas ?good enough?(Hart and Christensen, 2002; Hang et al., 2010;), inovação trickle-up (Prahalad, 2004) e inovação frugal (Govindarajan and Trimble, 2012) entre outras. O objetivo deste tema é estimular os estudos empíricos e teóricos associados ao contexto das estratégias de inovação global e inovação típicas de mercados emergentes, indicando possíveis tópicos para submissão de artigos, tais como: Inovação e transferência reversa do conhecimento entre empresas subsidiarias e multinacionais; Estratégias globais e ?glocalizadas? de inovação através da exploração dinâmica de recursos e na oferta de fontes conhecimento locais; Internacionalização de startups e empresas digitais a através de soluções de produtos e serviços inovadores locais; Estudos qualitativos ou quantitativos de inovações típicas de mercados emergentes; Desenvolvimento de produto, processos e serviços de baixo custo com elevada oferta de valor que são internacionalizados ou comercializados para mercados externos; e Inovações do tipo Blowback: soluções criativas e inovadoras desenvolvidas e adotadas em mercados emergentes para depois serem replicadas em mercados internacionais.

Palavras-chave: Inovação Global ; Inovação Reversa ; Inovação Frugal ; Internacionalização com Foco em Inovação ; Inovação Típicas de Mercados Emergentes
Líderes:
Silvio Bitencourt Da Silva (Mestrado Profissional em Direito da Empresa e dos Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Luiz Carlos Di Serio (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Glessia Silva (Programa de Mestrado Acadêmico em Administração da Universidade Federal de Sergipe (PROPADM) /UFS - Universidade Federal de Sergipe - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Daniel Pedro Puffal (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Programa de Pós-Graduação em Gestão e Negócios/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)

A inovação é uma área de pesquisa intensa no meio acadêmico em áreas que integram a economia, administração, engenharias e o direito, entre outras. Tem atraído uma atenção crescente das empresas e governos como motor do desenvolvimento econômico e social de longo prazo.
A pesquisa tem proporcionado uma compreensão abrangente do fenômeno e um dos campos que tem sido focada durante as últimas décadas é o das políticas públicas. Nomeadamente no contexto de políticas de inovação e empreendedorismo em contextos distintos, como nações, estados, munícipios ou indústrias em particular.
No Brasil, os últimos anos tem sido frutíferos para o debate e formulação de políticas públicas de inovação. É possível destacar, neste contexto, a Emenda Constitucional 15/85, os Plano Plurianuais e, a Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI) e o chamado ?marco legal da inovação? regulamentado pelo Decreto n.º 9.283, de 2018.
Esta situação demonstra que um número significativo de contribuições sobre políticas de inovação e empreendedorismo ainda precisa ser investigadas e debatidas.
Nesta direção, com o intuito de criar subsídios para os formuladores de políticas de inovação e empreendedorismo em um momento em que muitas delas estão em revisão por conta do seu período de vigência e das perspectivas em construção no atual governo federal para alavancar o desenvolvimento econômico e social de longo prazo, esta edição contemplará contribuições sobre os seguintes tópicos:

1. Políticas de inovação e empreendedorismo no Brasil e no mundo: Avanços e Retrocessos
2. Pesquisa sobre políticas de inovação e empreendedorismo no Brasil e no mundo
3. Formulação e Implementação de inovação e empreendedorismo no Brasil e no mundo: desafios e oportunidades
4. Políticas orientadas para a demanda e par a procura e seus instrumentos, como p. ex. compras públicas e incentivos fiscais respectivamente.
5. Sistemas de Inovação no Brasil e no mundo: experiências e resultados
6. Participação dos atores e sua interação em Sistemas de Inovação no Brasil e no mundo, como p. ex. as relações entre entes públicos e privados como no caso das Universidades ou Institutos de Tecnologia
7. Sistemas de inovação setoriais, regionais e locais no Brasil e no mundo: Sucessos e Fracassos
8. Avanços tecnológicos nas principais indústrias, como p. ex. agronegócio e petróleo & gás ou frente a emergência de novas tecnológicas, como as de Internet das Coisas (IoT) ou Inteligência Artificial (AI);
9. Aspectos legais e regulamentares da inovação no Brasil e no mundo;
10. Infraestrutura de serviços tecnológicos;
11. Outros tópicos relacionados.


Palavras-chave: empreendedorismo ; governo ; inovação ; políticas públicas ; sistemas de inovação
Líderes:
Aurora Carneiro Zen (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Alex Fabianne De Paulo (Prog de Pós-Grad em Admin de Organizações - PPGAO/FEA-RP/USP - Facul de Economia, Admin e Contab de Ribeirão Preto/Univ de São Paulo)
Dalton Chaves Vilela Junior (PROFNIT/UFAM - Universidade Federal do Amazonas)
Fernando Antonio Prado Gimenez (Program de Pós-Graduação em Políticas Públicas/UFPR - Universidade Federal do Paraná)
Simone Cristina Ramos (PPGOLD - Programa de Pós Graduação em Gestão, Organizações, Liderança e Decisão/UFPR - Universidade Federal do Paraná)

As redes sociais se desenvolvem, a partir de trocas formais e informais entre os atores. Sabe-se que tais redes são fundamentais para que empreendedores e gestores de inovação identifiquem novas oportunidades e organizem sua rede de acordo com suas necessidades (JOHANNISSON & HUSE, 2000), uma vez que moldam o fluxo de informação e traçam os laços através do qual ideais, conhecimentos e capital financeiro fluem. Stuart e Sorenson (2005) argumentam que a posição de indivíduos e firmas em redes impacta nas oportunidades de criar novas empresas e também nas limitações que enfrentam. Estudos sobre redes de empreendedores no nível individual focam nas relações ou laços dos próprios empreendedores com outros indivíduos ou organizações, comportando-se como agentes da firma (ANDERSON & MILLER, 2003; BATJARGAL, 2003; SHANE & CABLE, 2002). Além disso, os laços iniciais do empreendedor influenciam as decisões econômicas do novo empreendimento (GRANOVETTER, 1973). Laços adormecidos podem ser fonte de conhecimento e capital social, uma vez que, quando reconectados, são mais valiosos (Walter et al., 2015), estes nós fracos originam informações não redundantes que permitem o desenvolvimento e a diferenciação (GRANOVETTER, 1973), fortalecendo a geração de oportunidades de inovação e o empreendedorismo. Destaca-se ainda a importância base de conhecimento gerada em países em desenvolvimento com falhas de mercado e fraquezas institucionais (GIULIANI, 2013), como é o caso do Brasil. No empreendedorismo, ainda, são relevantes questões relacionadas ao surgimento e desenvolvimento de redes, governança e impactos sobre financiamento e crescimento de empreendimentos. A presente proposta de tema busca levantar o debate sobre diferentes perspectivas de redes sociais e as implicações no fluxo de conhecimento, no empreendedorismo e na inovação. Esse tema é crítico para o sucesso de empreendimentos inovadores, que depende de quão bem os atores são capazes de adaptar proativamente suas redes e lidar com as consequências da rotatividade. Ensaios teóricos e trabalhos empíricos em redes sociais são bem-vindos.

? Como o conhecimento coletivo é gerado e flui na rede?
? Quais propostas metodológicas usando ARS podem contribuir para a identificação de trajetórias tecnológicas?
? Qual a relação entre as propriedades da rede, o fluxo de conhecimento e o desenvolvimento de inovações?
? Qual é a influência das redes sociais no empreendedorismo?
? Como ocorre o fluxo de conhecimento em clusters industriais?
? Como as redes contribuem para a emergência de ecossistemas de inovação e de ecossistemas empreendedores?
? Como evoluem as redes formadas por instituições de ensino e pesquisa?
? A análise dinâmica das redes nos permite analisar quais problemas na área de inovação e empreendedorismo?
? Qual é o papel da dinâmica das redes na emergência de clusters, ecossistemas de inovação e ecossistemas empreendedores?
? Quais são os direcionadores da dinâmica da rede?
? Qual é a dinâmica de laços adormecidos e reconectados para inovação das empresas?
? De que forma a participação em redes de inovação e empreendedoras se relaciona com diferenças associadas a gênero?
? Quais os condicionantes do desempenho de startups sob a perspectiva do capital social e participação em redes ?
? O empreendedorismo internacional demanda diferentes formas de presença em redes?
? Que competências e práticas empreendedoras são úteis para o desempenho organizacional a partir da presença em redes sociais?


Palavras-chave: Redes Sociais ; Inovação ; Trajetórias Tecnológicas ; Empreendedorismo ; Startups
Líderes:
Andrea Aparecida Da Costa Mineiro (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras - Mestrado Profissional em Administração/UNIFEI - Universidade Federal de Itajubá)
Thiago Renault (Curso de Mestr Prof em Gest e Estrat/Prog de Pós-Grad em Gest e Est/Inst de Ciênc Soc Aplic - MPGE/PPGE/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Adriana Ferreira De Faria (Economia/UFV - Universidade Federal de Viçosa)

Desde o último quartil do século XX, os países industrializados passaram a fortalecer a base de conhecimento de suas economias, em função do novo paradigma técnico-econômico baseado na difusão das tecnologias de informação e comunicação (HARVEY, 1992). Surge então a noção de ?economia baseada no conhecimento?na qual a inovação passa a ser o elemento que proporciona vantagens competitivas às empresas e que se torna objetivo primordial das políticas econômicas dos países (ETZKOWITZ, 2008; PORTER, 1998).
Essa nova economia é organizada em rede e os atores institucionais, como a Universidade (U), as empresas do setor produtivo de bens e serviços (E), o Governo (G) nos seus diferentes níveis, e entidades organizadas da sociedade civil(S), que executam seus papeis natos respectivos de geração e transmissão do conhecimento, produção de bens e serviços (B/S) e regulação da atividade econômica, e também, a partir de múltiplas interações, assumem novos papéis havendo sobreposição, retroalimentação e o surgimento de dinâmicas não-lineares em espaços híbridos e de consenso (ETZKOWITZ; LEYDESDORFF, 2000; CARAYANNIS; BARTH; CAMPBELL, 2014; CARAYANNIS; CAMPBELL 2010).
O produto resultante das relações UEG e UEGS são as abordagens da Triple Helix e Quadruple Helix, que se refletem na emergência de mecanismos e ambientes de inovação, como as incubadoras de empresas, os parques científicos, tecnológicos e de inovação, os hubs de inovação, além dos escritórios de transferência e comercialização de tecnologia, das redes de P&D&I colaborativa, projetos de desenvolvimento econômico regional (arranjos e sistemas produtivos e inovativos locais), distritos de inovação, entre outros (ETZKOWITZ, 2008; AMARAL, 2015).
Estes modelos refletem o processo de geração, apropriação e difusão do conhecimento científico tecnológico e neste aspecto a emergência de modelos como a inovação aberta (Open Innovation) permite a melhor gestão de tais fluxos resultando em impactos positivos para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social.
Este track estará recebendo artigos nas temáticas abaixo:
- Ambientes de inovação (ecossistemas; incubadoras de empresas; parques científicos, tecnológicos e de inovação; áreas de inovação; distritos de inovação);
- Mecanismos de proteção do conhecimento e transferência de tecnologia (escritórios de comercialização, núcleos de inovação tecnológica, entre outros);
- Sistemas de inovação (nacional/regional) e as abordagens da Hélice Tripla, Quádrupla e Quíntupla;
- O papel da sociedade civil organizada na inovação e no desenvolvimento econômico;
- Inovação nas empresas: Open Innovation, FORTH, Stage-Gate, e outros modelos de gestão da inovação;
- Arranjos produtivos e desenvolvimento econômico regional com ênfase ou base em inovação;
- O papel da universidade no século XXI, universidade empreendedora, gestão universitária e o papel do gestor acadêmico (academic manager);


Palavras-chave: Interação Universidade-Empresa ; Hélice Tríplice ; Hélice Quadrupla ; Inovação Aberta ; Universidade Empreendedora
Líderes:
Daniel Paulino Teixeira Lopes (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Bruno Brandão Fischer (FCA/UNICAMP/FCA/UNICAMP)
Uajara Pessoa Araujo (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Ana Luiza Lara De Araújo Burcharth (Prog de MestrProf em Admin: Gestão Contemporânea das Organizações/FDC - Fundação Dom Cabral)
Vida ?kudienê (Innovation and Technology Management Program/ISM University of Management and Economics)

A gestão da inovação é um tópico que continua gerando debates, seja no ambiente acadêmico, seja no ambiente empresarial. Por um lado, pesquisadores em âmbito nacional e internacional continuam a investigar e gerar conhecimento sobre como diversos arranjos organizacionais podem lidar com a inovação. Por outro, é crescente o interesse de gestores e praticantes na criação, adoção e desenvolvimento de estruturas, métodos e técnicas (Hidalgo & Albors, 2008) para se fazer a gestão da inovação no ambiente organizacional.
A gestão da inovação diz respeito ao modo como as organizações lidam com a criação, difusão ou adoção de inovações. Enquanto numa perspectiva macro o processo de inovação passa por estágios de variação, seleção e retenção (Garud, Tuertscher, & Van de Ven, 2013), no nível da firma tal processo abrange fases como concepção, desenvolvimento, teste, adoção e difusão (Van de Ven, Angle, & Poole, 2000). Silva, Bagno, and Salerno (2014, p. 488) identificam uma pluralidade de abordagens sobre a gestão do processo de inovação e reforçam a ideia de que elas devem ir além da representação visual de um modelo, devendo estar calcadas em ?bases conceituais sólidas acerca de seus limites, objetivos, contexto competitivo e estratégico, e parâmetros organizacionais?.
Ainda que os estudos sobre inovação sejam caracterizados pela interdisciplinaridade, tradicionalmente, o entendimento da gestão da inovação esteve fortemente relacionado à gestão da inovação tecnológica. Contudo, para se compreender as diversas nuanças da gestão da inovação, trabalhos clássicos (Joe Tidd, 2001; Utterback, 1994) e recentes (Damanpour, 2020; OECD, 2018; ?kudien?, Li-Ying, & Bernhard, 2020; J. Tidd & Bessant, 2018) apontam aspectos que vão do estratégico ao operacional, do incremental ao disruptivo, da concepção à mensuração, do fechado ao aberto, além de modos de lidar com inovações que vão das tecnológicas às não tecnológicas.
A gestão da inovação não deve ser vista como uma simples sequência de estágios ou fases cumulativas (Van de Ven et al., 2000) e se torna mais complexa em um cenário cada vez mais competitivo e meio ao surgimento de modelos, ferramentas e métodos de apoio aos processos decisórios em inovação. A presente proposta de tema busca levantar o debate sobre diferentes perspectivas e abordagens da gestão da inovação e suas implicações no ambiente organizacional. Os temas de interesse incluem abordagens conceituais e empíricas (tanto quantitativas como qualitativas) sobre os seguintes tópicos:
? Ferramentas emergentes de gestão da inovação (e.g. big data, inteligência artificial, machine learning);
? Impacto de ferramentas digitais na integração entre agentes em uma perspectiva de ecossistema;
? Análise de aplicação de ferramentas e métodos para gestão da inovação in-house e inovação aberta em agentes privados e públicos;
? Gestão da inovação em suas variadas tipologias, como a tecnológica, gerencial e social;
? Integração da gestão da inovação às estratégias e aos processos decisórios nos mais variados arranjos organizacionais;
? Uso de ferramentas de gestão da inovação em pequenas empresas e negócios nascentes;
? Visão comparativa da aplicação de ferramentas de gestão da inovação em geografias e setores diversos.


Palavras-chave: ? Gestão da inovação ; ? Processo de inovação ; ? Modelos de inovação ; ? Estratégia de inovação ; ? Inovação organizacional
GOL - Gestão de Operações e Logística

Coordenador: Marcio Cardoso Machado (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)

Comitê Científico:
Andrew Beheregarai Finger (Mestrado Profissional em Administração Pública/Universidade Federal de Alagoas)
Juliana Bonomi Santos De Campos (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Mariluce Paes-de-souza (Programa de Pós-Graduação Mestrado em Administração/Universidade Federal de Rondônia)
Líderes:
Simone Sehnem (Prog de Dout Acadêmico em Admin/UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr em Admin - PPGA/CMA/UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina)
Lucila Maria De Souza Campos (PPGEP/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Vinícius Picanço Rodrigues (Prog de Mestr Prof em Admin/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Maciel Manoel De Queiroz (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)
Alvany Maria Dos Santos Santiago (Programa de Pós-Graduação em Administração/UNIVASF/GpS-UFBA)

A economia circular pressupõe a adesão a modelos de negócios que permitam contribuir para a circularidade de materiais ao longo das cadeias de produção. A intenção é reter valor por meio da retenção dos recursos nas cadeias de suprimentos. Quanto omenor o ciclo para reintroduzir o material na mesma cadeia de suprimentos ou em outra, maior é o valor que se retém. Seguindo essa prerrogativa os 10Rs ilustram as potencialidades de retenção de valor dos recursos, por meio das práticas de recusa, redução, reutilização/revenda, reparo, renovação, remanufatura, reutilização com nova função/propósito, reciclagem, recuperação de energia e re-extração de recursos. Para que essas práticas se tornem viáveis e possíveis nas organizações, requer o engajamento dos diferentes atores, a integração da inovação e das premissas da circularidade na estratégia e nas operações das organizações. Isso demanda uma cultura organizacional alinhada com os preceitos da economia circular. Demanda novas métricas não financeiras para mensuração dos níveis de circularidade, a necessidade de gestão pautada por valores éticos, sociais e ambientais. Dessa forma, o tema proposto se subdivide em distintos tópicos, detalhados a seguir:
Antecedentes da economia circular. Práticas de economia circular. Transição do modelo linear de produção para o modelo circular. Barreiras para operacionalizar a economia circular. Modelos de negócios circulares. Alternativas comerciais circulares, por exemplo, aluguel, leasing, virtualização de processos, economia compartilhada. A dimensão social na economia circular. Reformulação de produtos e cadeias de suprimentos para a economia circular. Modularização e aproveitamento em cascata. Reutilização de produtos, componentes e materiais. Economia circular e comunicação com o mercado. Cidades sustentáveis e economia circular. Indicadores de desempenho e avaliação em economia circular. Ecossistemas industriais e circularidade de recursos. Mudanças institucionais rumo à economia circular. Eco-design. Redução. Reuso. Reciclagem. Reclassificação. Renovação (energias renováveis). Políticas públicas rumo a economia circular. Custo de fabricação e economia circular. Modelos de negócios circulares. Competências para a economia circular. Liderança para a economia circular. Inovação disruptiva e economia circular. Modelagem e simulação para economia circular. Técnicas de pesquisa operacional para economia circular. Transições tecnológicas e de sustentabilidade para a economia circular. Integração da economia circular com a Indústria 4.0. O papel da economia circular em situações de emergência. Inteligência artificial e economia circular.









Palavras-chave: Modelos de Negócios Circulares ; Ecossistemas Industriais Circulares. ; Transições tecnológicas ; Políticas Públicas ; Economia Circular
Líderes:
Marcos Lopez Rego (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas - Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Leandro Alves Patah (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Luciano Ferreira Da Silva (Prog de Pós-Grad em Gestão de Projetos/PPGP/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)

O tema ?Gestão de projetos? contempla pesquisas e trabalhos acadêmicos relacionados à unidade de análise denominada ?projeto?, o qual pode ser definido como um esforço temporário para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo, realizado em uma organização ou em um conjunto de organizações, com limitações de prazo, recursos e com um escopo definido. Embora a realidade de gestão de projetos contemple muitas vezes a busca por certa previsibilidade e controle, a atividade de gestão de projetos enfrenta também ambientes de constante inovação, incertezas e riscos advindos do ambiente externo (inovações tecnológicas, mudanças climáticas, catástrofes, crises econômico-sociais etc.). Neste contexto, oportunidades têm surgido dentro e fora da academia para melhorar procedimentos e/ou integrar disciplinas como, por exemplo, a aplicação de métodos híbridos. A relevância do tema Gestão de projetos pode ser destacada pela necessidade das organizações, públicas ou privadas, implementarem adequadamente seus projetos com o intuito de cumprirem os objetivos estratégicos que deram origem aos mesmos. Sem uma adequada gestão de projetos, novas ideias, processos ou produtos ficarão no papel e seus benefícios não se tornarão realidade. A partir desse entendimento são propostas as seguintes linhas de trabalhos: Projetos como organizações temporárias; Metodologias de gestão de projetos; Ferramentas e técnicas de gestão de projetos; O Gerente de projeto; Gestão estratégica de projetos; Maturidade em gestão de projetos; Programas e portfólios de projetos; Desempenho, benefícios e sucesso de projetos; Projetos internacionais; Megaprojetos; Governança e estruturas organizacionais para projetos; Escritórios de projetos; Lições aprendidas em projetos; Ensino e treinamento em gestão de projetos; Métodos ágeis de gestão de projetos; Projetos no setor público; Organizações baseadas em projetos; Casos em projetos: projetos culturais, sociais, ambientais, ajuda humanitária; Projetos históricos; e Sustentabilidade e gestão de projetos

Palavras-chave: projetos ; programas ; portfólios ; gerentes de projeto ; gerenciamento de projetos
Líderes:
Leonardo Marques (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Fernando Luiz Emerenciano Viana (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA/UNIFOR - Universidade de Fortaleza)
Marilia Bonzanini Bossle (PROFNIT - Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação/Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - IFRS)
Marcia Dutra De Barcellos (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Ao longo dos anos, a gestão de operações tem se deparado com demandas que vão além de sua perspectiva tradicional de eficiência e produtividade. Com uma prática que considera os aspectos intra- e inter-organizacionais, percebe-se um novo olhar para aspectos de moral e ética entre os membros da cadeia de suprimento (Beske e Seuring, 2014). Sabe-se que o debate atual demonstra maior ênfase nas preocupações ambientais, todavia entende-se que está nas questões sociais o maior desafio para a gestão de operações (Yawar e Seuring, 2017).
Na busca por minimizar a concentração de discussões na América do Norte e Europa (Gold e Schleper, 2017), abre-se o debate para países em desenvolvimento, em especial no contexto da América Latina, onde são diversos os aspectos que devem ser considerados na busca por sustentabilidade (Fritz e Silva, 2018). Para os autores, os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) podem ser considerados, o que levaria, por exemplo, a mais estudos voltados à redução da pobreza (ODS #1) e busca por produção e consumo mais sustentáveis (ODS #12).
Soma-se à necessidade de avançar em modelos de menor impacto ambiental e social a demanda por modelos de gestão mais transparentes - ou seja, modelos que permitam que consumidores e demais stakeholders de uma determinada empresa tenham acesso a informações como origem da matéria-prima, lista de empresas fornecedoras, e indicadores de impacto social e ambiental (Marshall et al., 2016). Estudos recentes mostram que para avançar na direção de modelos sustentáveis e transparentes, incorporar vozes que cubram a diversidade de stakeholders que forma a rede de suprimentos se torna crítico (Marques, 2019).
Adicionalmente, é importante também considerar aspectos que têm emergido como barreiras à sustentabilidade em operações e cadeias de suprimento, em diferentes contextos, como, por exemplo, a corrupção, que pode se constituir um desafio a ser superado (Silvestre et al., 2018) ou até mesmo uma prática para contornar a adoção de padrões de sustentabilidade (Silvestre, Viana e Monteiro, 2020).
A partir desta visão, entre os possíveis tópicos para este tema destacam-se:
- relação entre responsabilidade socioambiental, ODS e resultados do negócio;
- modelos e processos de transparência em redes de suprimentos;
- métodos e critérios de seleção e monitoramento socioambiental de fornecedores;
- desempenho e indicadores de sustentabilidade em operações;
- tecnologias sociais, novos modos de operação e novas tecnologias como blockchain;
- direitos humanos e trabalhistas na gestão das operações (ex. Modern Slavery);
- avaliação do ciclo de vida do produto, impactos de produtos e modelos de negócios da nova economia circular;
- desenvolvimento de produtos ou serviços sustentáveis, transporte sustentável, eco-design, eco-inovação e gestão de resíduos sólidos e de produtos da bioeconomia;
- estratégias climáticas; adaptação e mitigação de emissões de gases do efeito estufa (GEE)
- certificações socioambientais - motivações, implantação e resultados (ex. Fair-trade, Carbono neutro, etc.);
- corrupção em operações e cadeias de suprimento.
Tais temas demonstram a multiplicidade de possibilidade relacionadas a este tema. Assim, convidamos toda comunidade acadêmica envolvida com sustentabilidade na gestão de operações, no contexto intra- e interorganizacional, a submeter suas pesquisas e relatos técnicos no sentido de avançar o debate sobre esta temática.

Palavras-chave: Sustentabilidade em cadeias de suprimento ; Transparência em redes de suprimento ; Gestão Socioambiental de Operações ; Operações Sustentáveis ; Impacto socioambiental
Líderes:
Eduardo Armando (Negocios Internacionais - Aguascalientes campus/Tec Monterrey (Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey) - Prog de Mestr Prof em Gestão de Negócios - MPGN/FFA - Faculdade FIA de Administração e Negócios)
Ilan Avrichir (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Ingridi Vargas Bortolaso (Prog de Mestr Prof em Admin - PPGA/UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul)
Luciana Marques Vieira (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Marcio Lopes Pimenta (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)

O termo cadeias globais de valor (GVC ) é uma abordagem que analisa o fenômeno do fatiamento dos processos de produção entre atores localizados em vários países. A pandemia COVID-19 mostrou a fragilidade dessas cadeias e também que há muito a ser feito, também em pesquisa. O mundo enfrenta desafios no tema clima, que passaram a ser mais urgentes. Não só a mídia (The Economist, 2020), mas também o estado da arte da pesquisa (Oldekop et al. 2020) tratam dos temas. Embora os dois assuntos não pareçam diretamente conectados à primeira vista, pandemia e meio ambiente, além de terem causas e processos que ultrapassam as fronteiras nacionais, suas consequências têm características semelhantes. Portanto, os desafios são globais, envolvem vários países e as consequências ocorrem não só no campo do desenvolvimento, mas também das organizações, direta e indiretamente envolvidas. Além desses dois temas, pandemia e meio ambiente, há que se considerar que a digitalização, foi acelerada não só em vários setores econômicos, mas também em muitas atividades do cotidiano (Oldekop et al., 2020). A digitalização também tem apoiado a contenção da pandemia em países da Ásia (Huang, Sun, & Sui, 2020).
Nas GVCs e redes globais de produção (GPNs), a produção se dá através de uma sequência de atividades, em que cada uma agrega algum valor ao que foi adicionado pelos elos anteriores. A sequência dessas atividades é descrita e analisada, desde a sua concepção até produção e uso final, bem como é examinada a relação entre trabalhos executados, tecnologias, padrões, regulamentos, produtos, processos e mercados de cada local específico, com o propósito de entender como se inter-relacionam e influenciam, bem como a estrutura e a dinâmica das cadeias (Gereffi & Fernandez-Stark, 2016).
Dessa forma, a GVC dá atenção particular à questão de como e porque a distribuição de atividades entre regiões e países permite a cada elo se apropriar do valor gerado ao longo da cadeia. A abordagem GVC tem foco no fato de que, com frequência, empresas e agrupamentos produtivos de países emergentes desenvolvem atividades que lhes permite captar pouco valor, relativamente ao que obtém os elos das cadeias localizados nos países desenvolvidos (Kaplinsky & Morris, 2016). Pergunta-se o porquê disso e busca-se soluções para esse fenômeno, o qual afeta negativamente a possibilidade de upgrading econômico, social e ambiental desses países. É, portanto, uma abordagem que tem interesse particular para países emergentes e ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Na literatura recente, há exemplos de upgrading de empresas originárias de países emergentes, evidenciando que não se trata de tarefa impossível (Peng, Zeng, Collinson, Wu, & Wu, 2020). A questão que pode ser colocada e investigada é se e como os eventos mencionados, pandemia, ambiente e digitalização, significam uma nova janela de oportunidade para as empresas de países emergentes. Nesse sentido, os temas GVC-GPN podem ser associados a estratégias globais, de forma sinergizar os conceitos e mecanismos comuns, em especial quanto ao upgrading e evolução estratégica (Pananond, Gereffi, & Torbensen, 2020).




Palavras-chave: Cadeias Globais de Valor ; Redes Globais de Produção ; Estratégia de Produção Global ; Terceirização e Produção Global ; Governança da Cadeia
Líderes:
Haroldo De SÁ Medeiros (PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO/FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA)
Cyntia Meireles Martins (ISARH/UFRA-UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA - Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia)
Sérgio Castro Gomes (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia - Governança Pública/Escola de Governança Pública do estado do Pará)
Tania Nunes Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Gleimiria Batista Da Costa Matos (Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração /UNIR - Universidade Federal de Rondônia)

O tema se propõe a discutir a gestão de operações nas cadeias produtivas de pequenos negócios, arranjos produtivos e redes sociotécnicas no contexto agrícola, florestal e extrativista, tomando por base a sua cadeia de valor inclusiva e de suprimentos, as inovações e tecnologias sociais, a sustentabilidade e a conjuntura do bioma em que estão inseridos. Nesta perspectiva, as operações de produtos de base primária em contextos locais, regionais ou globais, sustentáveis e inovadores, bem como as certificações, os riscos e a resiliência. A competição, a concorrência, a cooperação e outras formas de relacionamento são consideradas na gestão de operações, produção, agregação de valor, comercialização e logística. Cabe ressaltar que as discussões neste tema não devem desconsiderar os efeitos provocados pela pandemia de COVID-19 junto as cadeias de produtos de base primária em nível regional, nacional e internacional.
Os tópicos para submissão podem ser relacionados a:
- Impactos da gestão econômica e financeira da rede de suprimento nos relacionamentos entre fornecedores e clientes;
- Logística reversa, práticas sustentáveis de produção e agregação de valor;
- Pequenos negócios e certificação em cadeias de base primária;
- Extrativismo sustentável e segurança alimentar, inserção em mercados globais;
- Gestão de risco e resiliência em cadeias de suprimentos de base primária;
- Cooperação, coprodução e colaboração entre agentes econômicos de arranjos produtivos, Sistemas interconectados, soluções integradas, vida saudável
- Estruturas de governança, custos de transação, políticas públicas e impactos socioambientais em cadeias produtivas de base primária;
- Mudanças ambientais e climáticas na produção e na rentabilidade dos produtores de produtos florestais madeireiros e não-madeireiros;
- Nexus FEW (segurança alimentar, energética e hídrica); energia de biomassa, redes sociotécnicas, biodiversidade, biomas brasileiros, arranjos extrativistas e produtivos sustentáveis;
- Inovação/tecnologia/negócio social, interdisciplinaridade, educação transformadora e sustentável.


Palavras-chave: Biomas sustentáveis ; Cadeia de valor inclusiva ; Nexus FEW ; Negócios sustentáveis ; Práticas sustentáveis
Líderes:
Veronica Angelica Freitas De Paula (Prog de Pós-Grad em Admin/UFU - Universidade Federal de Uberlândia - Programa de Pós-graduação em Gestão Organizacional/UFU - Universidade Federal de Uberlândia)
Priscila Laczynski De Souza Miguel (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Andrea Lago Da Silva (Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção/UFSCar)

A Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management - SCM) progrediu de integração de processos de negócios entre diferentes elos da cadeia (Cooper, Lambert & Pagh, 1997) para uma visão sistêmica e estratégica, implantada por duas ou mais empresas, com o objetivo de aumentar a satisfação do cliente, reduzir custos e obter vantagem competitiva para a cadeia como um todo (Mentzer et al., 2001). SCM engloba diferentes processos, como Compras, Gestão de Fornecedores, Gestão de Demanda, Atendimento de Pedidos, Relacionamento com Clientes e Logística), que devem estar alinhadas em termos de estratégias, processos e métricas com as áreas funcionais de Marketing, Operações e Produção (Mentzer et al, 2008, Christopher & Ryals, 2016). Desta forma, SCM pressupõe compartilhamento de informação e planejamento integrado entre demanda e suprimentos, abrangendo Suprimentos, Operação e Distribuição para entregar maior valor ao cliente final (Christopher & Ryals 2014; Tate et al, 2015).
Para Min, Zacharia e Smith (2019), elementos chaves da proposta original para SCM permanecem relevantes e contemporâneos: sua natureza estratégica, a criação de valor ao cliente, a visão sistêmica e estratégica das organizações e a colaboração intra e interorganizacional. É, no entanto, importante que estudos de SCM avaliem a adaptação desta gestão face às tendências de mercado e novas tecnologias (Christopher & Ryals, 2014; Min et al, 2019), além de questões como pessoas, aspectos ambientais, sociais/éticos, riscos e resiliência (Wieland et al, 2016).
Desta forma, o presente tema busca atrair artigos nos seguintes tópicos:
? Compras em organizações públicas e privadas: compras responsáveis e sustentáveis, aspectos relacionados a ética e compliance, uso de tecnologias, risco e resiliência relacionados a fornecimento, compras públicas (Mogre, Lindgreen & Hingley, 2017), competências requeridas (Bals, Schulze, Kellyc & Steke, 2019) e foco na perspectiva do fornecedor;
? Planejamento de Vendas e Operações (S&OP - Sales and Operations Planning): arquitetura necessária (Christopher & Ryals 2014), desafios e intervenções no processo para alavancar a implementação (Jonsson & Holmström, 2016) e o papel do contexto (setor, aspectos organizacionais, complexidade, interfaces intra e interorganizacionais) (Kristensen & Jonsson, 2018) para um planejamento efetivamente colaborativo;
? Logística: novas formas de configurações de cadeia, uso de tecnologias para otimização das cadeias, plataformas e soluções digitais para melhoria de acurácia na gestão de estoques e armazéns, além do transporte (Min et al, 2019),
? Distribuição: adaptação e revisão de processos para incluir novos canais de distribuição, incluindo canais eletrônicos, entrega de última milha (last mile delivery), multicanalidade e omnicanalidade (Hübner, Kuhn & Wollenburg, 2016; Ishfaq et al., 2016; Hübner, Wollenburg & Holzapfel, 2016);
? Logística reversa: estruturação da logística reversa para atender políticas ambientais, canal eletrônico e aumentar a competitividade das empresas.
? Tecnologias de informação (TI) e suas contribuições para uma perspectiva end-to-end na cadeia de suprimentos: desafios e impactos do uso de TIs para aumento de conexão e sincronização nas cadeias de suprimento: eficiência, responsividade (Kittipanya-Ngam & Tan, 2020), visibilidade e rastreabilidade; a difusão da Indústria 4.0 nos diversos elos da cadeia (Tziantopoulos et al, 2019) e seu papel na difusão de informações para os diferentes stakeholders (Kamble, Gunasekaran & Gawankar, 2020).

Palavras-chave: Canais de Distribuição e Logística ; Compras ; Gestão de relacionamentos intra e interorganizacionais ; Integração interfuncional ; S&OP
Líderes:
Eliciane Maria Da Silva (Programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Engenharia de Produção Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP/Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP)
Patricia Guarnieri (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)
Marcelo Martins De Sa (MBA Executivo Internacional/Saint Paul Escola de Negócios)

As mudanças causadas pela propagação global e acelerada do Covid-19, amplificaram a atenção de acadêmicos, governantes, sociedade civil e profissionais (em diversas áreas), para os riscos sobre rupturas nas operações e cadeias de suprimentos, bem como as consequências que elas podem gerar. Esta temática está na pauta de chamadas para realização de pesquisas em diversas revistas acadêmicas, nos debates na esfera política, nas tensões das negociações entre empresas, nas reuniões executivas sobre sobre o futuro das práticas de gestão, na corrida de canais de distribuição para digitalização da oferta de produtos ou serviços aos compradores ou consumidores finais.
Neste tema pretende-se estimular estudos com olhar para estas multidimensões (dos sistemas sociais, cadeias de suprimentos, organizações e indivíduos) ao levar em consideração que riscos geralmente não ocorrem de forma isolada, pois em grandes proporções geram inúmeros efeitos em cascata.
Embora conhecer fontes de riscos, suas consequências e estratégias de mitigação sejam aprendizados cada vez mais relevantes (Juttner, 2003; Diabat et al., 2012; Heckmann et al., 2015; Fan e Stevenson, 2018), parte-se do princípio que não há possibilidade de mitigação de todas as fontes que afetam as sociedades, os negócios e relacionamentos nela existentes. Isto é, riscos sem precedentes ou com baixa probabilidade podem acontecer com maior frequência, e seus impactos já são sentidos em custos maiores quando afetam múltiplas regiões ou globalmente como agora (WEF, 2006; 2020).
Outro ponto de transformação, a gestão de risco e resiliência em organizações e cadeias de suprimentos têm deixado de serem considerados temas da moda ou emergentes para se consolidarem como necessários, especialmente comprovado pela grande quantidade de publicações realizadas na última década e com revistas acadêmicas dedicando edições especiais anualmente (IJOPM, 2019; JOM, 2020; OMR, 2020) ou até mesmo com olhar dedicado a este tema (IJSCOR, 2014). As pesquisas sobre este tema contam com maior abertura, inclusive recente manifestação de interesse contínuo para receberem trabalhos que possam avançar neste campo do saber (JSCM, 2020).
Sobre as teorias que podem ser utilizadas para análise de riscos e resiliência em operações e cadeias de suprimentos, encontram-se estudos profícuos voltados a teoria baseada em recursos (Cheng e Lu, 2017), teoria institucional (Tukamuhabwa e Stevenson, 2017), teoria da dependência de recursos (Bode et al., 2011), abordagem das capacidades dinâmicas (Chowdhury e Quaddus, 2017, Altay et al., 2018), entre outras. É fundamental entender como as teorias de gestão podem ser aplicadas e ampliadas, visando mitigar impactos de riscos e aumentar resiliência em cadeias de suprimentos tornando as mais sustentáveis e competitivas.
Portanto, possíveis tópicos para submissão de artigos poderão centrar em: (a) seleção, avaliação e desenvolvimento do relacionamento entre fornecedores e compradores para sustentabilidade e resiliência; (b) modelos analíticos e comportamentais para tomada de decisão em cadeias resilientes; (c) operações de gestão da sustentabilidade e capital social para organizações e cadeias resilientes; (d) aprendizagem e inovação em cadeia de suprimentos para sustentabilidade e resiliência; (e) planejamento, logística (materiais, informações e recursos humanos) e design da cadeia de suprimentos para sustentabilidade e resiliência.

Palavras-chave: Tomada de decisão comportamental ; Seleção, avaliação e desenvolvimento de fornecedores sustentáveis e resilientes ; Modelos analíticos de tomada de decisão ; Gestão de risco ; Resiliência
Líderes:
André Cherubini Alves (CGA/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Júlio César Bastos De Figueiredo (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - Prog de Mestr Prof em Admin - MPA/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Luiz Carlos Di Serio (Mestr Prof em Gestão para a Competitividade - MPGC/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Luciano Castro De Carvalho (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Aplic - PPGAd/CCSA/FURB - Universidade Regional de Blumenau)

A relação entre operações e inovação é frequentemente tratada na literatura como antagônica. Se de um lado, operações podem ser consideradas ordinary capabilities que reforçam core-competences e core-rigidities sujeitas a ?disrupções?, por outro lado, operações forma a base competitiva através da qual novas capabilities podem ser construídas seguindo uma determinada trajetória tecnológica. Essa relação é especialmente importante em países em desenvolvimento onde o ganho de competividade comumente é obtido pela adoção know-how operacional que fomentam o processo estratégico de catching-up e upgrading tecnológico. Essa sessão tem como objetivo discutir a relação entre operações, inovação e competitividade.

Questões como:
? Qual a relação entre operações e inovação? Qual a direção dessa relação?
? Como operações podem fomentar diferentes tipos de inovação?
? Como empresas nutrem e constroem capacidades operacionais para obter competitividade no século 21?
? Quais os determinantes empresariais, regionais ou mercadológicos para a construção de capacidades operacionais e competitivas?
? Como inovar através de operações e se tornar mais competitivo?
? Como as empresas usam suas competências operacionais para desenvolver produtos e serviços?
? Como o conceitos tradicionais do campo de operações, como desenho para manufatura, desenho para qualidade, envolvimento de fornecedores no desenho de produtos e a modularidades, se enquadram nesse contexto?

Para responder essas questões, essa seção aceita estudo de casos bem como estudos quantitativos.

Palavras-chave: Interface Operações e Inovação ; Competências operacionais para inoção ; Desenvolvimento de produtos e serviços ; Competitividade ; Grau de maturidade
Líderes:
Rafael Teixeira (Supply Chain and Information Management/College of Charleston)
Glauco Henrique De Sousa Mendes (Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações e Sistemas Públicos/Universidade Federal de São Carlos)
Bruno De Almeida Vilela (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)
Dércio Bernardes De Souza (Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração /UNIR - Universidade Federal de Rondônia)
Veridiana Rotondaro Pereira (Engenharia d Produção/Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie - Proced/FIA - Fundação Instituto de Administração)

Devido à importância dos serviços nas economias, pesquisadores de diferentes campos começaram a voltar suas atenções para os serviços. Desde a década de 70, pesquisadores já exploram como e porque produtos e serviços diferem em relação aos processos de desenvolvimento, produção e comercialização. Atualmente, a importância dos serviços extrapola os setores de serviços tradicionais (por exemplo, saúde, hotelaria, transportes etc), uma vez que muitas empresas industriais têm investido na maior oferta de serviços como forma de aumentar a sua vantagem competitiva. Assim, a pesquisa em serviços cresceu e ganhou periódicos específicos, tais como o Journal of Service Research, Journal of Services Management, Journal of Service Theory and Practice, Service Science e The Services Industries Journal. No campo de operações, os serviços também ganharam atenção dos pesquisadores devido às diversas nuances da operação de serviço. Soma-se a isso, os desafios impostos pelas novas tecnologias (por exemplo, internet das coisas, inteligência artificial e robótica) que vêm transformando as operações em serviços. Assim, esse tema visa explorar tópicos ligados à gestão das operações de serviços em organizações que atuam em mercados Business-to-business (B2B) e Business-to-consumers/users (B2C), sejam elas no âmbito público e privado. Também esperamos receber contribuições ligadas aos serviços de saúde, educação, logística, hotelaria, infraestrutura, para mencionar alguns. Vale também ressaltar operações em serviços em empresas industriais e tecnologia da informação
Encorajamos submissões de trabalhos ligados a diferentes temas da gestão de operações de serviço, dentre eles:
- o papel do cliente e o processo de serviço
- gestão da experiências de serviço
- gestão da qualidade, produtividade e desempenho em serviços
- gestão de capacidade e filas em operações de serviços
- ecossistema de serviços e ciência de serviços com aplicações em operações
- gestão de parcerias e redes em serviços
- Cocriação, coprodução e participação dos clientes em operações de serviços
- logísticas e suprimentos para serviços
- recuperação de serviços
design e inovação em serviços
infusão em serviços, servitização, servitização digital e sistemas produtos-serviços
transformação digital das operações em serviços
novas tecnologias em operações em serviços e self-service technology
prestação de serviços tecnológicos, como cloud services, computer security, telecomunicações, entre outros
operações de knowledge-intensive business services (KIBS) e serviços business-to-business (B2B)
modelos de gestão adaptados a serviços públicos
impactos da Covid-19 nas operações em serviços
BPM (Business Process Management) - da gestão à automação


Palavras-chave: Operações de serviço ; Qualidade, Produtividade, Business Process Management em serviços ; Gestão da capacidade e filas ; Servitização e transformação digital em serviços ; Gestão da experiências de serviço
Líderes:
Ely Laureano Paiva (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Gabriela Scur (Prog de Pós-Grad em Admin da FEI - PPGA-FEI/FEI - Centro Universitário da FEI)
Aline Rodrigues Fernandes (Doutorado em Administração - LUMS/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo - Doutorado em Administração - LUMS/Universidade de Lancaster)
Mauro Vivaldini (Prog de Mestr em Admin/UNIP - Universidade Paulista)
João Batista De Camargo Junior (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UNIMEP - Universidade Metodista de Piracicaba)

Em um cenário onde, os clientes estão se tornando mais assertivos e exigindo qualidade aprimorada, onde a capacidade e uso da Tecnologia da Informação têm expandindo exponencialmente e onde a Indústria 4.0 emerge como um subproduto importante dos recursos e disponibilidade crescentes de TI, as pesquisas relacionadas com o aumento da produtividade e da qualidade tornam-se importantes para o discussão da estratégia e gestão operacional. Nesse sentido, o discutirá questões relacionadas com as estratégias de manufatura, onde projetos e implementação de sistemas e processos voltados para o aumento e melhorias da produtividade e da qualidade, partem da utilização de novas tecnologias. Questões relacionadas com a criação de valor em processos produtivos a partir da eliminação de desperdícios utilizando ferramentas e técnicas de lean manufacturing, assim como o controle da variabilidade na produção, com base na metodologia six sigma, podem ser exemplos de resultados de pesquisa em produtividade a serem discutidos nesse tema. Também serão objeto de discussão nesse tema assuntos relacionados à incorporação da qualidade em produtos, processos e serviços. Desta forma, pesquisas sobre a implementação de sistemas de gestão da qualidade, sistemas integrados de gestão (e.g. ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001) podem ser objeto de estudos de interesse para o tema Produtividade e Qualidade. Aceitamos artigos sobre estratégia e gestão de operações, bem como sobre princípios e técnicas de excelência operacional. O tema de gestão de operações produtivas está aberto a diversos paradigmas de pesquisa, incluindo modelagem, estudos qualitativos e quantitativosos. Os tópicos potenciais para submissão podem incluir (mas não limitado a esses): ? Estratégia de Operações ? Planejamento, programação e controle de operações ? Lean, Six Sigma e Indústria 4.0 ? Tecnologias de suporte à integração LSS com Indústria 4.0 ? Drivers, facilitadores, barreiras e desafios dos sistemas de gestão da qualidade orientados por dados para otimização de processos, com foco na Indústria 4.0 ? Capturar o impacto das relações colaborativas em sistemas de gestão de qualidade baseados em dados. ? Estilos de liderança, cultura organizacional, tecnologia da informação e infraestrutura de big data para alcançar a Qualidade 4.0 ? Estratégias para o envolvimentode recursos humanos dentro das organizações para sistemas de gestão de qualidade digital ? O papel das tecnologias básicas e da Indústria 4.0 em sistemas de gestão da qualidade baseados em dados para melhorar o desempenho da gestão em cadeia de suprimentos. ? Integração de Sistemas de Gestão (e.g. ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001).

Palavras-chave: Estratégia de operações ; Planejamento e controle de operações ; Medição de desempenho ; Indústria 4.0 ; Gestão da Qualidade
GPR - Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho

Coordenador: Diogo Henrique Helal (Diretoria de Pesquisas Sociais/Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ)

Comitê Científico:
Andrea Poleto Oltramari (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Daniela Campos Bahia Moscon (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Kely Cesar Martins De Paiva (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Líderes:
Anderson De Souza Sant Anna (Mestr Prof em Gestão Internacional - MPGI/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Flávia De Souza Costa Neves Cavazotte (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Juliana Mansur (Mestr Prof em Admin Pública/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas - Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Paula Sousa Brant E Melo (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Paolo Rosi D Avila (Tecnologia da Informação/Centro Integrado de Telemática do Exército - Pesquisa sob supervisão da Professora Fátima Bayma/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)

O tema se direciona a fomentar a produção e o compartilhamento de estudos, pesquisas e discussões em torno fenômeno da Liderança, tendo por base as dimensões societal, organizacional e individual. O escopo compreende análise de abordagens tradicionais, críticas e contemporâneas sobre o tema, em particular de abordagens, estilos de liderança e formas de seu desenvolvimento em contextos marcados por transformações demográficas, geopolíticas, tecnológicas, comportamentais e organizacionais. Compreende também estudos que busquem a produção de teorias e abordagens considerando características e especificidades da realidade brasileira, bem como pesquisas empíricas que a enfatizem, bem como proponham comparações com outros contextos socioeconômicos e culturais. Envolve, ainda, espaço para a discussão de abordagens teórico-metodológicas e conceituais que compreendam ou extrapolem o mainstream dos estudos sobre o tema, com destaque para permanências, mudanças, paradoxos e dilemas em torno da produção teórica em torno do constructo, e suas articulações com a realidade nacional. Dentre o conjunto de tópicos e subtópicos incluem-se estudos teóricos e empíricos abrangendo abordagens clássicas e emergentes, liderança e perspectivas críticas, relações entre liderança e poder, liderança e cultura, liderança e gestão, liderança e revolução 4.0, liderança e identidade, liderança e gênero, liderança e sustentabilidade, liderança e equipes, iderança e demais elementos do comportamento humano e organizacional, assim como liderança e terceiro setor, liderança e administração pública, desenvolvimento de liderança, competências em liderança, liderança e educação, liderança e novas configurações organizacionais, liderança e complexidade, liderança e economia digital, liderança no contexto da pandemia da Covid-19.


Palavras-chave: Liderança ; Desenvolvimento de Liderança ; Competências em Liderança ; Estilos de Liderança ; Liderança 4.0
Líderes:
Vânia Medianeira Flores Costa (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas - PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Vania De Fátima Barros Estivalete (Prog de Pós-Grad em Admin/Centro de Ciências Sociais Humanas - PPGA/CCSH/UFSM - Universidade Federal de Santa Maria)
Diva Ester Okazaki Rowe (Núcleo de Pós-Grad em Admin - NPGA/UFBA - Universidade Federal da Bahia)
Tania Nobre Gonçalves Ferreira Amorim (Prog de Pós-Grad em Admin/Dep de Ciênc Administrativas/Cent de Ciênc Soc Aplic - PROPAD/DCA/CCSA/UFPE - Universidade Federal de Pernambuco - PPGC/UFRPE)

O objetivo proposto para esse tema é favorecer o contato com discussões atuais no campo dos estudos organizacionais nas dimensões que abarcam o indivíduo, o grupo e a organização. Diante de um campo tão vasto, diversificado e fragmentado, vários recortes são possíveis. Desse modo, propõe-se discutir e refletir sobre alguns fenômenos e processos organizacionais que constituem objeto de intenso interesse acadêmico e profissional no atual contexto de mudanças no mundo do trabalho e analisar como a diversidade individual impacta na construção da qualidade do relacionamento entre trabalhadores e organizações.
Entender o que é comportamento organizacional é fundamental para a avaliação do ambiente e para a adoção de práticas efetivas de gestão de pessoas. Além disso, ajuda nortear a atuação dos gestores e líderes a fim de criar condições favoráveis para um melhor desempenho individual e coletivo. Tal entendimento envolve o uso de novas ferramentas de diagnóstico, sobretudo aquelas envolvem métodos mais robustos, tais como modelagens aplicadas ao estudo do comportamento organizacional.
Assim, a partir da temática do comportamento organizacional, são propostos alguns subtemas mais comuns e que ainda são objeto de interesse dos pesquisadores: a) Motivação e satisfação; b) Percepção e Tomada de decisão; c) Comunicação; d) Poder (autoridade e autonomia); e) Conflitos no trabalho; f) Habilidades Sociais; g) Valores (pessoais, profissionais, no trabalho, organizacionais); h) Comprometimento, vínculos no trabalho, entrincheiramento; i) Justiça organizacional; j) Ética; l) Equipes de trabalho; m) Comportamento de Cidadania Organizacional; n) Suporte Organizacional; o) Engajamento; p) Identidade; q) Novas ferramentas de diagnóstico do comportamento organizacional; r) Modelagem Multinível aplicada ao estudo do comportamento organizacional e s) mudanças nos fenômenos do comportamento organizacional pós pandemia por COVID-19.


Palavras-chave: Comportamento organizacional. ; Vínculos no trabalho. ; Valores organizacionais. ; Medidas de Comportamento Organizacional ; Comportamento de Cidadania Organizacional
Líderes:
Mario Teixeira Reis Neto (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Jorge Filipe Da Silva Gomes (Other/ISEG, Universidade de Lisboa)
Bruno Henrique Rocha Fernandes (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Prog de MestrProf em Admin: Gestão Contemporânea das Organizações/FDC - Fundação Dom Cabral)

Nas últimas décadas, as organizações têm passado por todos os tipos de mudanças em um ritmo cada vez mais acelerado. As incertezas do ambiente são crescentes, o que leva a interpretações diferentes e até contrárias. Isso aumenta a complexidade no campo da estratégia e cria um grande desafio para a gestão de pessoas.

Recentemente, a gestão de pessoas tem enfrentado novos desafios devido ao advento da economia digital, da internacionalização, da gestão verde de recursos humanos e agora, com a pandemia decorrente do COVID 19. As mudanças no ambiente sociocultural também criam tensões na gestão de pessoas. Tais tensões afetam as políticas e práticas e podem torna-las ineficazes tão rapidamente quanto as mudanças na tecnologia e no mercado. Como consequência, o desempenho individual e organizacional vem sendo questionado sob diferentes aspectos.

Como as mudanças exigem que as organizações redobrem sua atenção no ambiente externo e interno, os modelos, políticas e práticas de Gestão de Pessoas continuam ativos na agenda de muitos pesquisadores e tem sido tema de publicações recentes nos principais congressos e revistas científicas do mundo. Assim, as organizações que conseguem gerir pessoas de forma mais eficiente e eficaz são aquelas que não só se adaptam aos ambientes em mudança, mas também conseguem criar as condições para um crescimento contínuo e sustentável ao longo do tempo.

Diante do contexto apresentado, o tema proposto acolherá estudos que contemplem:

? Modelos de Gestão de Pessoas e questões que sinalizam novos caminhos na área;
? Políticas e práticas de Gestão de Pessoas diante dos desafios impostos pelos fatores de contexto no Brasil e no mundo;
? Mensuração dos resultados da Gestão de Pessoas;
? Gestão Estratégica de Pessoas;
? Gestão Internacional de pessoas;
? Gestão de Pessoas e seus efeitos no clima organizacional, cultura e sustentabilidade ambiental;
? Os efeitos da economia digital na gestão de recursos humanos: modelos, políticas e práticas;
? A relação entre mudanças organizacionais e Gestão de pessoas;
? Gestão de Pessoas com baixa renda e baixa qualificação profissional: modelos, políticas e práticas que contemplam os elementos básicos do comportamento organizacional aplicáveis a este estrato social
? Consultoria em Gestão de pessoas.


Palavras-chave: Modelos de gestão de pessoas ; Políticas de gestão de pessoas ; Práticas de gestão de pessoas ; Desempenho e a gestão de pessoas ; Gestão Estratégica de Pessoas
Líderes:
Francielle Molon Da Silva (Faculdade de Administração e Turismo/UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - PPGA/FURG)
Lana Montezano (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília - Pesquisadora/Laboratório de Inovação e Estratégia em Governo)
David Leonardo Boucas Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)

A proposta é ampliar e promover a discussão sobre a ressignificação, desafios e possibilidades da noção e aplicação de competências, na intenção de revisar a origem do conceito, e em como ele está sendo apropriado pelos estudos teóricos e empíricos atualmente, dado que a temática tem um caráter heterogêneo epistemológico distinto.
E, considerando as concepções clássicas e ampliando para as discussões sobre competências socioemocionais, competências adaptativas, universais e situacionais, e demais perspectivas contemporâneas e tipologias disponíveis na literatura (ex: gerenciais, técnicas, transversais, emergentes), percebe-se a necessidade de se discutir atualmente em que aspectos se desvela esse debate. Acrescentando, ainda, que persiste o desafio de se propor uma discussão mais coletiva, complexa e pouco tangível. Logo, o interesse desta proposta é traçar uma discussão sobre como os pesquisadores estão difundindo e/ou alterando a compreensão e aplicação da noção de competências nas organizações.
A perspectiva da gestão por competências também é contemplada no escopo desta temática, permitindo estudos que contemplem a visão geral ou pelo menos uma das etapas da gestão por competências (ex: diagnóstico e prognóstico de competências, desenvolvimento de competências, provimento de competências, avaliação de desempenho por competências, recompensa por competência, certificação de competências, trilhas de aprendizagem de competências).
Dentro da perspectiva de desenvolvimento de competências e trilhas de aprendizagem por competências abrange pesquisas que abordem discussões de ressignificação e práticas dos processos de aprendizagem organizacional, de equipe de indivíduos, tanto na perspectiva da aprendizagem formal quanto informal, em diferentes contextos. A discussão acerca dos desafios e possibilidades de estratégias de aprendizagem que envolvam a natureza das pessoas e suas múltiplas diversidades e relações também fazem parte do escopo da temática.
Assim, espera-se que sejam apresentados estudos os quais consideram antigas e atuais possibilidades, impasses e desafios, mensuração de efeitos da implantação de competências ou gestão por competências na esfera pública, privada e das organizações do Terceiro Setor como um todo, considerando a relação entre o aspecto estratégico, coletivo e individual. Investigações que contemplem perspectiva multinível das competências e aprendizagem, competências e aprendizagens frente ao contexto de mudança (teletrabalho, transformação digital, inovação, desenvolvidas durante a pandemia do COVID-19), variáveis que influenciam a percepção/expressão das competências, estudos comparados de implantação da gestão por competências em diferentes organizações, de modelos de maturidade da gestão por competências, avanços das práticas vinculadas ao modelo de gestão por competências, diferentes perspectivas sobre aprendizagem também são esperados neste tema. Pesquisas com diferentes abordagens metodológicas também poderão recomendadas para contribuir com discussões sobre a temática (abordagens mistas, recortes transversais/longitudinais).


Palavras-chave: competências ; gestão por competências ; competências nos diferentes níveis (organizacionais, equipe/coletivas e individual) e setores (público, privado e terceiro setor) ; competências e aprendizagem em contexto de COVID-19 e transformação digital ; aprendizagem
Líderes:
Thiago Soares Nunes (Mestrado Profissional em Administração/Centro Universitário UNA - Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Suzana Da Rosa Tolfo (Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Júlia Gonçalves (programa de Pós Graduação em Psicologia/IMED - Escola de Administração da Faculdade Meridional)

A discussão sobre saúde no trabalho e nas organizações vem se intensificando cada vez mais como uma demanda necessária e importante, e a academia aparece na vanguarda para expor, auxiliar e intervir no desenvolvimento de práticas mais saudáveis e positivas que melhorem a qualidade de vida nos mais diferentes espaços. Nesta perspectiva, a promoção da saúde, suporte e proteção dos trabalhadores e a qualidade de vida no trabalho podem auxiliar no bem-estar. Desse modo, este eixo temático propõe abrir e dar continuidade às discussões que tratam da temática. Uma vez que o processo saúde-doença relacionado ao trabalho são complexos e alteram-se historicamente, mediante mudanças tecnológicas, sociais, econômicas e culturais. Além de ser um tema estudado em Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho, muitas organizações ainda tendem a naturalizar e banalizar os elementos que afetam a saúde e a segurança do trabalhador, não tratando o aspecto danoso dos efeitos para o indivíduo. Desse modo, convidamos trabalhos empíricos ou teóricos, de diferentes abordagens epistemológicas e metodológicas, que procuram fomentar e avançar no conhecimento sobre esses fenômenos para além da existência destas práticas nas organizações que incluem, mas não se limitam a:
1. Saúde e segurança no trabalho
2. Adoecimento no trabalho
3. Acidentes, imprudências, negligências e imperícias no trabalho
4. Precarização, condições e organização de trabalho
5. Epidemiologia e políticas e práticas de gestão de pessoas
6. Suporte Organizacional relacionado à saúde
7. Políticas, Estratégias e Intervenções em Organizações
8. Gestão do trabalho e saúde
9. Qualidade de vida no trabalho
10. Saúde e QVT em tempos de pandemia.

Palavras-chave: Saúde nas organizações ; Adoecimento no trabalho ; Qualidade de vida no trabalho
Líderes:
Ivan Beck Ckagnazaroff (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Lilian Bambirra De Assis (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Carolina Riente De Andrade Paula (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Kamila Pagel De Oliveira (Mestr em Admin Pública/FJP - Fundação João Pinheiro)
Sandro Trescastro Bergue (Nenhum outro /Escola Superior de Gestao e Controle TCE RS)

A gestão de pessoas no setor público no contexto de reforma pode ser compreendida como a definição de políticas e diretrizes em relação ao capital humano para aumentar a eficiência dos servidores e, por consequência, do próprio órgão público (MARCONI, 2005). Ao recuperar a história da formação da Gestão de Pessoas no setor público no contexto da formação da administração pública brasileira, percebe-se que a herança da formação do Estado, que vem desde a colonização portuguesa, refletiu-se em políticas de gestão de pessoas no Brasil, considerando desde o processo de alocar servidores públicos, até as ações de retenção.
Segundo Longo (2007), por mais importantes que sejam as mudanças legais, as reestruturações organizacionais e a modernização tecnológica não são suficientes para alterar significativamente o funcionamento das organizações públicas. Assim, ao compreender que o investimento nas pessoas que atuam na máquina pública é um processo de resultados no médio e no longo prazo, nem sempre com visibilidade para a sociedade, muitos governantes optaram no decorrer da história por não fazê-lo. Segundo Gaetani (1998), apesar do discurso reformista reivindicar profissionalização da gestão pública, com mudanças no sistema de recrutamento e seleção, nas políticas de cargos e salários, formação e desenvolvimento, promoção e benefícios, na formatação do concurso público, etc, a preocupação primordial sempre foi diminuir a folha de pagamentos e o downsizing.
O serviço público atualmente convive com os dois extremos em gestão de pessoas. Em uma mesma organização é possível encontrar processos ultrapassados e também práticas modernas de gestão de pessoas. Araújo Júnior e Martins (2014) apontam que no Brasil, por exemplo, a gestão por competências foi consolidada como um dos modelos a ser seguido pela administração pública, a partir do Decreto no 5.707 de 2006. Este aspecto pode ser justificado pela descontinuidade das políticas de gestão pessoas na administração pública e dificuldades de estruturação dos sistemas de gestão. Portanto, a presença de vários modelos de gestão e traços de modelos ultrapassados, podem existir nas instituições até hoje, ao considerar que a implementação dos modelos de administração pública normalmente não estão consolidados. (MATIAS-PEREIRA, 2007)
Skorková (2016) aponta que as funções gerenciais podem ser similares e genéricas entre os setores público e privado, porém as condições nesses dois ambientes são bem distintas. Adicionalmente, desafios ainda maiores se colocam para a gestão de pessoas no setor público, quando observado o contexto da área, a instabilidade política, a rotatividade dos dirigentes máximos e a existência mútua dos modelos ?patrimonialista?, burocrático, gerencial e governança em rede. Discutir as políticas e práticas e debater como as organizações públicas vêm se organizando em sua gestão de pessoas, torna-se fundamental para contribuir com a sociedade e com as práticas e desafios diários que a área vem enfrentando.

Palavras-chave: Gestão de Pessoas ; Políticas e Práticas na Gestão de Pessoas ; Setor Público ; Burocracia ; Gerencialismo
Líderes:
Anelise Rebelato Mozzato (Progr de Pós-Grad em Admin/Fac de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis - PPGAdm/FEAC/UPF - Universidade de Passo Fundo)
Diego Costa Mendes (Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAdm/UFV)/UFV - Universidade Federal de Viçosa)
Jane Kelly Dantas Barbosa (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

O trabalho relaciona-se diretamente com a construção da identidade em seus diversos níveis de análise, configurando-se como fonte de prazer e de sofrimento para os indivíduos, a depender do modo como eles o percebem e com ele lidam no seu cotidiano. Fenômenos como a intensificação, a precarização e a individualização, crescentes nos mais diversos tipos de atividades produtivas, têm gerado variados impactos nos trabalhadores, delineando outras relações de trabalho, dentro e fora do país. No Brasil, mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária e em outros aparatos legais também têm se concretizado em perdas de direitos por parte dos trabalhadores. Assim, o trabalho constitui-se elemento central na vida das pessoas, vivenciado de diferentes formas a partir de incontáveis referenciais. Não é novidade afirmar que o mundo do trabalho apresenta composição cada vez mais diversa. A heterogeneidade da força de trabalho apresenta para os campos do trabalho, do comportamento humano e da gestão de pessoas vastos enfoques de investigação, incluindo-se estudos que relacionem e interseccionem o fator idade e/ou geracional com outros construtos nas relações sociais no trabalho. Uma geração pode ser compreendida como um grupo que compartilha ? além do período de nascimento e de idades próximas ? eventos históricos, políticos e sociais significativos em suas existências e que podem ser associados ao desen¬volvimento humano e à existência de alguns padrões de referência. A literatura aponta que indivíduos de faixas etárias diversas tendem a se comportar de modos peculiares, demarcando distintas formas para adentrar, permanecer e/ou sair do mundo do trabalho, espelhando particularidades nos comportamentos de jovens, adultos e idosos nos espaços laborais. Assim como as juventudes são diversas, as experiências de idosos em processo de aposentadoria também demarcam vivências que precisam ser melhor investigadas, compreendidas e gerenciadas. Levando-se em conta, também, outras interseccionalidades ? como gênero, cor de pele, orientação sexual, orientação religiosa, orientação estética ?, tais particularidades tendem a aumentar e a se constituir fatores complicadores do ponto de vista social e, assim, de gestão. Tais questões demandam, seguramente, um papel mais ativo das organizações e da gestão de pessoas, no sentido de uma maior participação e responsabilização no que se refere aos desafios compreendidos nos processos de inserção e de saída do mercado de trabalho.
Assim sendo, este tema busca estimular debates, desenvolvimento de pesquisas e aprofundamento dos conhecimentos a respeito da diversidade etária da força de trabalho e das múltiplas gerações no ambiente laboral, bem como discussões que relacionem tais temáticas com:
? Ageismo e aspectos demográficos, comportamentais e sociais;
? Cotidiano de jovens trabalhadores, trabalhadores adultos e idosos;
? Gerações e poder nas organizações;
? Gerações, trajetórias e carreiras;
? Gerações e políticas e práticas de gestão de pessoas;
? Inserção e longevidade no mercado de trabalho;
? Juventudes e profissionalização;
? Gerações e políticas públicas;
? Programa Jovem Aprendiz;
? Envelhecimento ativo nas organizações;
? Gerações, cibercultura e ciberespaço;
? Ageismo e desemprego;
? Estigmas, estereótipos, preconceitos, discriminações e marginalidade etários.
Portanto, pesquisas que focalizem tais grupos, individual ou comparativamente, nas mais diferentes nuanças do mundo do trabalho, bem como com os mais diversos aportes epistemológicos e metodológicos, são bem-vindas.

Palavras-chave: Gerações e trabalho. ; Ageismo nas organizações. ; Etarismo e trabalho. ; Juventudes e trabalho. ; Envelhecimento e relações de trabalho.
Líderes:
Jair Nascimento Santos (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr em Admin - PPGA /UNIFACS - Universidade Salvador - Administração/UNEB)
Helio Arthur Reis Irigaray (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Maria Nivalda De Carvalho-freitas (Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI)
Darcy Mitiko Mori Hanashiro (Prog de Pós-Grad em Admin de Empresas - PPGA /Mackenzie - Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Mustafa Ozbilgin (Brunel Business School/Brunel University London)

A coexistência de múltiplas identidades nos ambientes social e organizacionais impõem desafios para a gestão e para a compreensão dos processos que envolvem a diversidade. Frequentemente observamos ideologias críticas da diferença e sentimentos que culminam na atribuição de 'diferença cultural' ou ?funcional? que excluem certos grupos, em função de gênero, raça, etnia, cor de pele, doenças mentais, cultura, religião, idade, porte estético, deficiências (físicas, mentais, sensoriais, psicossociais, intelectuais), orientações afetivo-sexuais, país ou região de origem, classe social ou profissão e cargo ocupado nas organizações. Esta exclusão, não raramente, se manifesta em atos de violência explicita ou simbólica que resulta em sofrimento para as vítimas.



O objetivo deste GT é promover o debate sobre todas as formas de desigualdades nas relações de trabalho e nas políticas públicas para as diferentes dimensões da diversidade, bem como numa economia política global. Visamos abordar como as medidas políticas e práticas podem ser elaboradas para promover a inclusão de grupos minoritários e vozes marginalizadas, para que trabalhemos em prol da justiça social e o bem-estar de todos os indivíduos e comunidades. Neste sentido, entendemos ser fundamental que se discuta o quanto as políticas públicas e das empresas estão alinhadas com as pautas dos movimentos sociais (feministas, negros, LGBTQIA+, anticapacitista, por exemplo), bem como os mesmos se refletem na organização e no funcionamento de coletivos (grupos de afinidade e employee resource groups).



Neste GT aceitamos trabalhos empíricos e ensaios teórico que partam de qualquer premissa ontológica e se valham de qualquer escolha epistemológica que discutam como enfrentar os desafios da inclusão das minorias e grupos minorizados, como valorizar a diversidade e promover a justiça social e/ou organizacional; trabalhos que identifiquem novas identidades, demandas e desejos emergentes no contexto organizacional e social contemporâneo, perante desafios impostos pela (re)configuração das sociedade frente a uma onda neoconservadora.

Palavras-chave: Diversidade ; Inclusão ; Exclusão ; LGBTQIA+ ; Raça e etnia
Líderes:
Heliani Berlato (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc Sup de Agricultura ?Luiz de Queiroz? - PPGA/ESALQ/USP - Universidade de São Paulo)
Carolina Maria Mota Santos (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Fernanda Versiani De Rezende (Curso de Mestr Acadêmico em Admin - CMAA/FNH - Faculdade Novos Horizontes)
Angela Christina Lucas (FCA-Unicamp/FCA-Unicamp)

A proposta é discutir a situação atual dos estudos em torno de conquistas e desafios vivenciados por mulheres e homens quando se equaciona carreira e vida pessoal. Dado que a temática de gênero faz luz a essa discussão, o grupo de trabalho também pretende ampliar o olhar para as interseccionalidades que tocam a mulher e chamar à discussão os conceitos de feminilidade e masculinidade.

A participação da mulher no mercado de trabalho é cada vez mais estudada. Na área da administração encontramos diversos estudos sobre mulheres que chegaram aos primeiros escalões, discussões sobre o fenômeno Glass Ceiling em relação a esta categoria profissional (Mota-Santos, Tanure, Carvalho Neto, 2014), e em relação às empreendedoras (Mota-Santos, Carvalho Neto, Versiani, Caeiro e Martins, 2016), além de aspectos que tratam a perspectiva de profissionais mais maduras e em processo de envelhecimento.

Logo, o interesse desta proposta é aglutinar pesquisas e práticas, de caráter transdisciplinar, que problematizam as questões relacionadas ao trabalho e a vida pessoal de mulheres e também de homens. Espera-se reunir pesquisadores e pesquisadoras que tratam destas discussões com enfoque também nas questões de gênero levando em conta antigos e atuais impasses e desafios.

Entender o gênero como elo de duas partes permite refletir a respeito do quebra-cabeça social que constrói posições e papéis nos quais os homens, como categoria universal são vistos com determinados comportamentos (Carmo, 2010) e as mulheres com comportamentos geralmente opostos (Medrado & Lyra, 2008).

Ao falar de gênero, é comum referirmos ao feminino e ao masculino. Infelizmente aprendemos a agir de acordo com as prescrições de cada sexo e ainda encontramos padrões estereotipados em que o feminino se relaciona apenas às mulheres e o masculino apenas aos homens.

Não podemos esquecer a fluidez que existe ao falarmos de gênero. Souza et al (2015, p. 283), por exemplo, ressaltam que ?O masculino possui muito mais conteúdos femininos nos dias de hoje do que em épocas passadas?. É neste contexto que consideramos que o marcador de gênero se constitui como categoria e também um termo relacional. O que é ser homem depende do que é ser mulher e vice-versa. As mudanças no feminino impactam o que venha a ser masculino (Nascimento et al, 2009; Araújo, 2005).

Além disso, outras propostas que não tratam do debate a partir da categoria gênero, mas que contribuem com discussões relacionadas ao mercado de trabalho e carreira também fazem parte desta discussão.

Sendo assim, espera-se trabalhos que estejam enquadrados nos seguintes tópicos:

1. Relação trabalho e família sob a perspectiva do casal
2. Desenvolvimento de carreira da mulher e suas interseccionalidades (mulher negra, lésbica, em situação vulnerável)
3. O fenômeno opt out.
4. Dual career.
5. Perfil da mulher no mercado de trabalho
6. Maternidade e Paternidade na construção e desenvolvimento da carreira
7. Mulheres e envelhecimento no mercado de trabalho
8. Mulheres na ciência
9. Mulheres imigrantes
10. Barreiras para igualdade e equidade de gênero
11. Classe social, carreira e mulher
12. Novas marcas do feminino
13. Novas marcas da masculinidade



Palavras-chave: Trabalho e Família ; Dual career ; Teto de Vidro ; Maternidade/Paternidade ; Feminino/Masculino.
Líderes:
Ludmila De Vasconcelos Machado Guimaraes (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Jefferson Lopes La Falce (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Leonardo Tonon (Prog de Pós-Grad em Admin/Curso de Mestr Acadêmico em Admin/PPGA/UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Raquel De Oliveira Barreto (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Renato Koch Colomby (Administração/IFPR - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Baseado em três eixos principais (Trabalho, Organizações e Subjetividade), a proposta deste tema é avançar nas discussões sobre o trabalho e suas articulações com a dinâmica micro (sujeito) e macro (social). Nesse sentido, o trabalho pode ser entendido como algo para além de uma ocupação, ou seja, como atividade que apresenta um papel fundamental na estruturação da identidade, da subjetividade e da saúde do sujeito e que, ao mesmo tempo, permite a construção do laço social e suas articulações com o real. O trabalho é central em nossas vidas e também pode ser visto como eixo organizador da sociedade e ao considerar perspectivas ideológicas, sociológicas, psicológicas, políticas, legais e econômicas, é importante destacar que o trabalho pode impactar positiva ou negativamente na vida das pessoas. Da mesma forma que deve-se ponderar que a experiência atual do trabalhar tem impulsionado o sujeito a ocupar lugares cada vez mais precários, desafiando os últimos suspiros das promessas de realização e de emancipação pelo trabalho.
A partir desse entendimento, convidamos a todos interessados a dialogar, trazendo discussões que transitem por esses e outros caminhos possíveis dentro da problemática mais ampla aqui proposta:
Prazer e Sofrimento no trabalho. Clínicas do trabalho. Saúde e adoecimento mental no trabalho: estresse, burnout e suicídio. Precarização e violência no trabalho. Assédio moral e sexual. Alcoolismo e outras drogas. Modos de trabalhar e suas consequências no ser e no viver. Trabalho, suas múltiplas dimensões e sua indissociabilidade com as diferentes esferas da vida. Relação Trabalho-família. Afetos e Trabalho. Contratos psicológicos. Relações de poder e o trabalhador. Controle e resistência no trabalho. Dilemas relativos ao trabalho. Dimensões da subjetividade e trabalho. Métodos e metodologias de intervenção no trabalho. Cartografias psicossociais do e sobre o trabalho. Cartografias psicossociais do e sobre o trabalho.

Palavras-chave: Trabalho ; Precarização ; Prazer e Sofrimento ; Subjetividade ; Clínicas do trabalho
Líderes:
Lucia Barbosa De Oliveira (Mest Executivo em Gestão Empresarial/FGV/EBAPE - Fundação Getulio Vargas/Esc Brasileira de Admin Pública e de Empresas)
Filipe Augusto Silveira De Souza (Graduação/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Angela Beatriz Busato Scheffer (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

É inegável o profundo impacto do conjunto de mudanças socioeconômicas, culturais e individuais recentes sobre o modelo de carreira tradicional, usualmente retratado como linear, estável, ascendente e em tempo integral (Adamson, Doherty, & Viney, 1998). Por um lado, a globalização, os avanços tecnológicos e a competitividade crescentes contribuíram para a reconfiguração da natureza do trabalho e para a emergência de arranjos alternativos, incluindo a gig economy; o aumento do desemprego, do subemprego e da subutilização da mão de obra; e a polarização e a precarização do trabalho (Callanan, Perri, & Tomkowski, 2017). Por outro lado, a crescente diversidade da força de trabalho, associada a um processo de diferenciação contextual em expansão, contribui para a complexificação das relações de trabalho, constituindo-se em um desafio à compreensão das interrelações entre carreira, indivíduo, organização e sociedade (Van Maanen, 2020).
O surgimento de novos modelos de carreira a partir da década de 1990, com destaque para as carreiras sem fronteira e proteana, guarda relação direta com a demasiada valorização da agência, às custas do não reconhecimento das condicionantes externas que impactam as trajetórias profissionais (Mayrhofer, Myer, & Steyrer, 2007). Ainda que ao longo das duas últimas décadas, alguns esforços tenham sido empreendidos no sentido de contemplar dimensões como a de gênero (Mainiero & Sullivan, 2005), nota-se a ausência de um esforço de pesquisa orientado ao tema da exclusão de grupos minoritários no acesso às ocupações mais qualificadas e a postos de trabalho situados na parte superior da hierarquia profissional (Prasad & Prasad, 2007).
Nesse sentido, demanda-se uma perspectiva de carreira que tematize, sob uma ótica crítica, não homogeneizadora, irrestrita às carreiras profissionais e gerenciais, e sempre que possível intersecional, a marginalização sofrida por grupos minoritários tradicionais, associados a aspectos como classe social, cultura, etnia, gênero, idade, religiosidade e sexualidade (Pringle, Myers, Elley-Brown, & Reid, 2020).
Convidamos, portanto, a submissão de trabalhos que busquem o avanço teórico-empírico deste campo do conhecimento, incluindo as seguintes vias de pesquisa:
- Influência das transformações socioeconômicas, demográficas, culturais, territoriais e individuais sobre as carreiras.
- Trabalho e carreira de diferentes grupos sociais.
- Estudos de carreira sob a perspectiva intersecional.
- Novas ocupações e modos de trabalhar: gig work, uberização e outras modalidades de trabalho.
- Carreiras no contexto de vínculos e/ou espaços de trabalho flexíveis.
- Carreiras sustentáveis.
- Novos formatos de carreira.
- Transições de carreira.
- Carreiras internacionais.
- Trajetórias de grupos ocupacionais ou sociais considerados marginais ou desviantes (Becker, 2008).
- O lado sombrio (dark-side) das carreiras contemporâneas (Baruch & Vardi, 2016).

Palavras-chave: Carreira ; Diversidade ; Inclusão ; Trabalho ; Contexto
Líderes:
Andrea Leite Rodrigues (Prog de Pós-Grad em Gestão de Políticas Públicas/Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/USP - Universidade de São Paulo)
Alcides Barrichello (CCSA pós-lato/Universidade Presbiteriana Mackenzie - Programa de Formação Executiva - Curta e Média Duração/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Sidinei Rocha-de-oliveira (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Jefferson Rodrigues Pereira (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Silas Dias Mendes Costa (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)

Considerado uma atividade central que estrutura a vida dos indivíduos, o trabalho passou adquirir diferentes sentidos ainda mais em tempos de intensificação da flexibilização e terceirização sustentadas pelo discurso da empregabilidade e gestão da própria carreira (ROHN; LOPES, 2015). Por isso, sentido do trabalho tem sido, reiteradamente, objeto de pesquisa.

As produções acadêmicas brasileiras sobre o tema têm sido predominantemente influenciadas pelas obras dos Professores Estelle Morin (HEC Montreal) e Ricardo Antunes (UNICAMP); todavia, não raramente, as diferenças ontológicas e epistemológicas entre os dois têm sido negligenciadas (FERRAZ; FERNANDES, 2019)..

As pesquisas sobre o conceito de sentido do trabalho têm englobado larga gama de opções teóricas e metodológicas. Trata-se de um conceito central em teorias emergentes como a psicologia positiva (PRATT; ASHFORTH, 2003). No entanto, o foco recai principalmente sobre o espaço de trabalho e a dinâmica de suas atividades, embora se reconheça que os sentidos do trabalho se conectam com diferentes dimensões do contexto social.

Mais recentemente, a discussão sobre o tema também abarcou os novos formatos de regulação do trabalho, os contratos temporários, horários flexíveis, redução de jornada e teletrabalho (RODRIGUES; BARRICHELLO; MORIN, 2016, RODRIGUES e al. 2017)

Explorar esta conversa inédita, a partir de diferentes ontologias e epistemologias, entre sentido do trabalho, identidades sociais (visíveis ou invisíveis) e contextos organizacionais (estruturas, processos, práticas e políticas das organizações) contribuirá para um melhor entendimento e avanço da discussão não só sobre o tema em questão, mas também sobre os processos organizacionais de inclusão e exclusão, prazer e sofrimento, e, no limite, qualidade de vida no ambiente de trabalho e suas relações com produtividade. Possíveis tópicos para submissão são:
? Sentido do trabalho e identidades: implicações para indivíduos e organizações.
? Estudos teóricos que proponham ampliação das discussões existentes e/ou conexões com outros conceitos ou correntes teóricas
? Estudos empíricos com foco em experiências locais, regionais e interculturais: comparações entre sites, categorias profissionais distintas ou ambientes diferentes (por exemplo, público versus privado) ou quaisquer outras categorias de análise;
? Estudos utilizando escalas, modelagem e outros métodos que permitam avaliar, validar e discutir antecedentes e desdobramentos do significado do trabalho;
? Estudos sobre os fundamentos teóricos / epistemológicos da pesquisa sobre o sentido do trabalho no Brasil e no exterior;
? Relações entre sentidos do trabalho com indicadores sociais e econômicos, tais como gênero, entre gerações ou classes soci econômicas;
? Relações entre sentidos do trabalho, estigma, moralidade e ética;
? Métodos de pesquisa inovadores sobre os sentidos do trabalho (desafios, perspectivas, tendências, análises multinível);
? Gestão do sentido do trabalho e outros constructos importantes na gestão: comprometimento, engajamento, envolvimento, motivação, bem-estar e sofrimento no trabalho, estresse, afetos e emoções.
? Estudos sobre os sentidos do trabalho e a GIG economy: os efeitos da uberização sobre o que dá sentido ao trabalho e a gamificação como componente nos processos de construção e desconstrução de sentido.


Palavras-chave: sentido do trabalho ; sentido no trabalho ; significado do trabalho ; contexto social
Líderes:
Laura Alves Scherer (Campus Santana do Livramento/UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa - Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Aline Mendonça Fraga (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Vanessa Amaral Prestes (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Maria José Tonelli (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo - Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Jean-françois Chanlat (Dauphine Recherches en Management (DRM)/Université Paris Dauphine)

Este tema propõe discutir a(s) (i)mobilidade(s) relativas ao trabalho vivenciadas por pessoas e organizações na sociedade contemporânea. Cenário este colocado em evidência diante da pandemia de COVID-19.
Considera-se que vivemos na era das mobilidades (CRESSWELL, 2006; HAAS; CASTLES; MILLER, 2020; ELLIOT; URRY, 2010; FREITAS, 2009; RODRIGUEZ; MEARNS, 2012), embora estruturas e elementos contextuais produzam estratificações, bem como atributos individuais limitem ou expandam possibilidades de estar em movimento. Por um lado, a tecnologia avança, o tempo e o espaço se estreitam, os transportes e as comunicações são acelerados, permitindo que pessoas e organizações vivenciem a mobilidade internacional e cruzem fronteiras geográficas para negócios. Por outro, disputas de poder globais e locais impulsionam pessoas a movimentos para sobrevivência ou em busca de trabalho. Ambos os fluxos promovem interações culturais, econômicas, sociais, (re)modulando demografias (BAUMAN, 1999; CHANLAT; DAVEL; DUPUIS, 2013).
O impacto da tecnologia nas (i)mobilidades também vem modificando modos de trabalhar e elementos que compõem a relação vida-trabalho. Home office, teletrabalho e outras formas organizativas que flexibilizam as relações de trabalho têm se disseminado (HISLOP; AXTELL, 2007). Os vínculos veem-se cada vez mais fluidos, envoltos na coexistência entre imobilidade geográfica e mobilidade digital, a exemplo dos denominados nômades digitais (AL-HADI; AL-AUFI, 2019).
Ainda, é preciso destacar marcas de (i)mobilidade social relacionadas ao trabalho (CRESSWELL; DOROW; ROSEMAN, 2016). Considera-se que possibilidade de ascensão social possibilitada pelo ensino superior se fez presente no mundo do trabalho brasileiro, contudo, persiste a replicação de desigualdades devido à diferenciação entre o ensino de acesso popular e aquele restrito às elites. Nesse sentido, para quem não está nesse último grupo, observa-se a descensão por desemprego, flexibilização e precarização do trabalho que exigem expressões de resistência e resiliência, por meio de novas formas de trabalhar, empreender e se (re)inventar.
Embora tais contextos possam ser caracterizados como transformações do mundo do trabalho, a pandemia de Covid-19 instaurada globalmente veio desvelar desigualdades, facilidades, dificuldades e desafios para pessoas e organizações. A crise sanitária global afetou de modo sem precedentes os modos de viver e trabalhar e nos fazem questionar se as consequências serão tão fugazes quanto seu imperativo, se a escolha de manter-se móvel ou imóvel se tornará um indicador de privilégio ou se os efeitos do período pandêmico deixarão marcas profundas e irreparáveis no contexto de trabalho ora conhecido.
São esperadas pesquisas teóricas e empíricas, com diferentes matizes epistêmicas, que versem sobre os tópicos sugeridos (mas não limitados a estes) referentes a (i)mobilidades relativas ao trabalho - com ou sem relação direta à pandemia de Covid-19 - em uma ou mais perspectivas:
Geográfica - (Auto)Expatriação. Repatriação. Executivas e executivos globais. Mobilidade acadêmica/cultural/religiosa. Fuga de cérebros. Intercâmbio. Turismo voluntário. Refúgio. Migrantes internos, econômicos e ambientais.
Tecnológica - Trabalho/Migração/Nomadismo digital. Teletrabalho. Invasões do office no home: espaço doméstico x laboral, desafios para paternidades, maternidades e configurações familiares.
Social - Espaços sociais de circulação. Territórios. Expressões de resistência e resiliência. Empreendedorismo. Inserção/transição no mercado de trabalho. Barreiras relativas à classe, etnia/raça, geração, gênero e sexualidade. Profissões ligadas às (i)mobilidades.

Palavras-chave: Mobilidade ; Migração ; Relações de Trabalho ; Marcadores sociais de diferença ; Pandemia
Líderes:
Arnaldo José França Mazzei Nogueira (Mestr Prof em Empreendedorismo/Facul de Economia, Admin e Contab - MPE/FEA/USP - Universidade de São Paulo - Mestr Prof em Empreendedorismo/Facul de Economia, Admin e Contab - MPE/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Wilson Aparecido Costa De Amorim (Prog de Pós-Grad em Admin/Faculdade de Economia, Admin e Contab - PPGA/FEA/USP - Universidade de São Paulo)
Marcia Cristiane Vaclavik (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Roberta Guasti Porto (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

As transformações do trabalho estabelecem relação direta com as mudanças organizacionais, desafiando os sistemas de regulação e as relações de trabalho (RTs) no contexto contemporâneo. São diversas as lentes analíticas que possibilitam analisá-las, desde as polarizações entre riqueza e miséria do trabalho até as alternativas organizacionais, como os empreendedorismos, que estão inseridos na discussão atual das (re)configurações do mercado de trabalho. Também são diversos os desafios que se apresentam, seja para as RTs, seja para os processos de gestão da força de trabalho (seleção, recrutamento, carreiras, remuneração, avaliação e desenvolvimento). Novas habilidades e competências são demandadas e devem ser examinadas para que se possa analisar a amplitude de seus impactos. Tais questões demandam visão estratégica, crítica e inovadora das RTs. É necessário examinar as mudanças e permanências que se apresentam, os novos modelos de gestão e de organização e o papel dos sistemas de relações de trabalho (SRTs) no bem estar social e no processo civilizatório. Também relevante é a questão da flexibilidade laboral e das organizações como resultado da introdução de novas tecnologias, inovações organizacionais e reestruturações na indústria, serviços e comércio. Estas mudanças, manifestas pela Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI), Indústria 4.0 e novas configurações expressas nos movimentos da uberização, gig economy e economia ?compartilhada?, trazem novos desafios às pessoas e às profissões, colocando em xeque o futuro do labor e do mercado de trabalho. Coloca-se a necessidade de se repensar os SRTs, visto que modelos mais tradicionais já não dão conta de explicar a complexa dinâmica contemporânea, impactada por fenômenos diversos, como a indústria 4.0, o avanço da informatização de práticas de RH e o movimento de flexibilização da legislação trabalhista em vários países. Abordagens no campo da teoria crítica, como a labour process theory, assim como no campo da sociologia do trabalho podem ser examinadas. As várias facetas das transformações do trabalho e seus efeitos sobre as RTs têm demandado que a pesquisa avance para além dos estudos clássicos, como aqueles sobre condições laborais, negociação coletiva sindicatos-empresas, flexibilização e (des)regulamentação. Os temas clássicos permanecem atuais e necessários, mas devem coexistir com os emergentes, com abertura para estudos teóricos e empíricos, qualitativos e quantitativos. O futuro do trabalho dependerá da construção de novos movimentos trabalhistas e sindicais e também da proposição de novas instituições de proteção e regulamentação das RTs em nível macro, meso e micro. Convidamos a comunidade acadêmica para a submissão de artigos que abordem os tópicos abaixo, ainda que não se limitem a eles:
- Estudos comparados sobre transformações do trabalho em diferentes países;
- Inovações em RTs e mercado de trabalho: empreendedorismos, indústria 4.0, IoT, AI, gig economy, startups e unicórnios;
- O futuro do sindicalismo e acordos coletivos nas novas organizações do trabalho;
- Imbricações entre transformações digitais, gestão de pessoas e RTs;
- Impactos das reformas trabalhistas nos SRTs do Brasil e outros países.

Palavras-chave: Sistemas de Relações de Trabalho Comparados ; Relações de Trabalho e impactos em Recursos Humanos ; Relações de Trabalho, transformação digital e indústria 4.0 ; Flexibilização da Legislação Trabalhista
MKT - Marketing

Coordenador: Emílio José Montero Arruda Filho (Mestr e Dout em Admin - PPAD/UNAMA - Universidade da Amazônia)

Comitê Científico:
Delane Botelho (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Maribel Carvalho Suarez (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Valter Afonso Vieira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Líderes:
Leonardo Nicolao (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Stefânia Ordovás De Almeida (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Martin De La Martiniere Petroll (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina)
Jose Carlos Korelo (PPGADM/UFPR - Universidade Federal do Paraná)

O estudo do comportamento do consumidor abrange todos os processos envolvidos quando as pessoas selecionam, compram, usam ou dispõem de produtos, serviços, ideias e experiências para atenderem suas necessidades e desejos. O tema Comportamento do Consumidor é sempre atual, pois como consumidores, somos constantemente expostos a novas formas de consumo e também influenciamos as estratégias de marketing das empresas. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, a diversificação dos canais e das plataformas digitais, a quantidade de fatores que influenciam as decisões de consumo cresceu substancialmente. Consequentemente, a demanda por pesquisas que analisam os antecedentes e consequentes do comportamento do consumidor é enorme. Os estudos que envolvem essa temática buscam analisar os fatores que permitem a compreensão do comportamento de compra dos consumidores e suas implicações na formulação da estratégia da empresa e também de políticas públicas. As pesquisas nesse tema também buscam discutir as principais perspectivas da análise do consumidor, envolvendo os aspectos socioculturais, as diferenças individuais e as etapas do processo de decisão de compras. Dessa forma, este tema abrange estudos teóricos e empíricos que resultem de pesquisas do tipo levantamento, modelos correlacionais e estudos exploratórios. Também inclui estudos que explorem os determinantes individuais do comportamento do consumidor. Além disso, incluam, mas não exclusivamente, estudos sobre motivação, personalidade, atenção, percepção, busca de informações, processo de decisão de compra, formação e mudança de atitudes.

Palavras-chave: Comportamento do Consumidor ; Métodos Descritivos ; Métodos Exploratórios ; Propostas Teóricas ; Processo de Decisão de Compra
Líderes:
Giuliana Isabella (Prog de Mestr Prof em Admin/Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa)
Evandro Luiz Lopes (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho - DAA/Universidade Federal de São Paulo)
Marcelo Moll Brandão (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)

Este tema explora trabalhos que contribuem empiricamente para o entendimento do processo de julgamento e de decisão do consumidor, seu comportamento e processos subjacentes. Foca em fenômenos tanto em nível individual como interpessoal. Áreas incluem aplicações de psicologia cognitiva, psicologia social, psicologia econômica e Behavioral Decision Theory (BDT).  Tópicos abrangem temas como, mas não exclusivamente, aprendizagem, memória, metas e autorregulação, emoções, afeto, persuasão, comportamento inconsciente, escolha, dentre outros. Comtempla estudos que resultem de aplicações de estudos experimentais, quase-experimentais, de campo ou em laboratório.

Palavras-chave: Psicologia Cognitiva ; Psicologia Social ; Psicologia Econômica ; Teoria da Decisão Comportamental (TDC)
Líderes:
Luís Alexandre Grubits De Paula Pessôa (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Roberta Dias Campos (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Este tema inclui discussões integradas com a perspectiva teórica da Consumer Culture Theory (CCT). O foco das pesquisas de Cultura e Consumo reside na investigação das condições sociais em que o consumo e os recursos de mercado (ex. marcas, canais, tecnologias, dentre outros) mediam direta ou indiretamente as relações sociais, as experiências dos indivíduos, a construção simbólica e material dos arranjos sociais. O tema contempla, portanto, estudos ou ensaios que busquem explorar o consumo - significados, sócio materialidade, influências, práticas - a partir de uma abordagem multidisciplinar, articulando áreas de conhecimento tais como Antropologia, Sociologia, História, Linguística e Comunicação Social. Como exemplos de pesquisa, podem ser citadas as investigações que buscam compreender o consumo e as questões relativas a gênero, estética, regionalidades, construção e manutenção de identidade social, diferenças culturais e sociais, tribos urbanas, diferentes coletividades de consumidores, redes, anticonsumo e resistência. Nesse tipo de pesquisa, a cultura não é investigada como uma variável ou como um sistema homogêneo de significados compartilhados coletivamente, por exemplo, explicando o que seria a cultura brasileira ou a cultura gaúcha, carioca, etc. A pesquisa na perspectiva teórica da CCT explora a distribuição heterogênea de significados e a sobreposição de diferentes grupos culturais coexistentes em sociedades complexas

Palavras-chave: Teoria da Cultura de Consumo ; Cultura ; Comportamento do Consumidor ; Significados do Consumo
Líderes:
Francisco Giovanni David Vieira (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Daniel Carvalho De Rezende (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFLA - Universidade Federal de Lavras)
João Felipe Rammelt Sauerbronn (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)
Marlon Dalmoro (PPGSAS/UNIVATES)

Este tema visa ampliar a interconexão entre o conhecimento do campo de marketing e a noção de mercado. Prevalente nas discussões do campo de marketing até a 1960, essa interconexão tem voltado a tona diante do reconhecimento do papel que o mercado - sua produção e suas dinâmicas - possui na teorização e prática de marketing. O interesse no tema envolve pesquisadores inicialmente conectados com as perspectivas socioculturais do consumo, do marketing industrial, bem como da sociologia e antropologia econômica. A perspectiva ontológica que dá forma aos estudos de mercado envolve desde concepções estruturalistas do mercado, da prática, até ontologias planas como a Teoria Ator-Rede. Contempla, assim, estudos ou ensaios que abordam 'mercado' - a partir das mais diferentes perspectivas teóricas e metodológicas - como elemento central. Envolve estudos conectados com perspectivas emergentes na descrição dos mercados, como a de estudos construtivistas de mercado, mercado enquanto prática, exercício de agência e modelagem dos mercados, sistemas dinâmicos de mercado, entre outros. Contempla, também, estudos de mercados a partir de diferentes níveis de análise (macro, meso e micro), das noções de sistemas agregados de marketing, das instituições e processos institucionais envolvendo mercados e da intersecção entre mercados e sociedade. Como exemplos, possíveis discussões neste tema envolvem, entre outras, a descrição das dinâmicas que moldam um determinado mercado, formatação de mercados, análise de mercados alternativos, conflitos e papel de diferentes atores na constituição de mercado, estrutura, regulação e institucionalização dos mercados, processos de mercantilização, explicações culturais, sociológicas, históricas e antropológicas para os mercados.

Palavras-chave: Sistemas dinâmicos de mercado ; Estudos construtivistas de mercado ; Prática de mercado ; Estruturas de mercado ; Relação de produção e consumo
Líderes:
Eduardo Eugênio Spers (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc Sup de Agricultura ?Luiz de Queiroz? - PPGA/ESALQ/USP - Universidade de São Paulo)
Felipe Zambaldi (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Elder Semprebon (PPGADM UFPR/UFPR - Universidade Federal do Paraná)

O tema Teoria, Epistemologia e Métodos de Pesquisa em Marketing já é oferecido como opção para submissão de trabalhos no EnANPAD por muitos anos. Uma de suas contribuições principais é a de ser um espação para a submissão de artigos que discutam e reflitam ao mesmo tempo a essência da área acadêmica de marketing, quanto proponham novas sugestões de teorias, modelos e metodologias que devam ser exploradas pela área de marketing em artigos futuros. Engloba tanto estudos que exploram tanto o desenvolvimento e aplicação de novos métodos de pesquisa qualitativos e quantitativos em marketing, bem como a contribuição para o desenvolvimento da teoria e epistemologia em marketing. Este tema inclui estudos sobre as novas opções metodológicas em estudos de marketing, desenvolvimento e testes de propriedades de escalas, construção de novos modelos teóricos e modelos de previsão e de simulação. Também abrange discussões metodológicas e epistemológicas sobre usos de métodos qualitativos em marketing. Contempla estudos que busquem o entendimento dos fenômenos em marketing associados às diferentes realidades brasileiras, integrando contribuições teóricas e metodológicas não apenas de outras áreas da administração, mas também de outros domínios de conhecimento. Por fim, este tema inclui discussões de bases epistemológicas que permeiam a construção de Teorias em Marketing. Trata-se de um tema que já existente na divisão de marketing e que permite não só testar ou propor inovações e melhorias metodológicas e teóricas, mas também uma reflexão sobre a produção atual e as tendências das pesquisas de marketing realizadas no contexto nacional e internacional. São bem-vindos todos os tipos de estudos que envolvam a coleta e a análise de dados qualitativos e quantitativos, resenhas, bibliometrias e ensaios teóricos e conceituais.

Palavras-chave: Teoria em Marketing ; Epistemologia em Marketing ; Metodologias em Marketing ; Bibliometria ; Ensaio Teórico
Líderes:
Ricardo Limongi Franca Coelho (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Heitor Takashi Kato (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Marcos Inácio Severo De Almeida (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr Acad - PPGADM/UFG - Universidade Federal de Goiás)
Juliano Domingues Da Silva (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)

Este tema de pesquisa recebe estudos que consideram estratégias e atividades de marketing como inputs e o desempenho mercadológico como principal(is) output(s). Por inputs entende-se todo o esforço mercadológico das estratégias de marketing (produto/serviço, preço, praça e promoção) e por outputs variáveis de desempenho/resposta em níveis de mindset do consumidor (brand equity, qualidade percebida, satisfação, lealdade atitudinal), comportamental do consumidor (aquisição, retenção, boca a boca, customer lifetime value, share of wallet), produto-mercado (vendas, participação de mercado, rentabilidade) e contabilidade e financeira (custos, lucros, margens, alavancagem, retorno para o investidor). Inclui ainda estudos sobre conceitos, modelos e teorias acerca de relacionamentos entre empresas, clientes e outras partes envolvidas na entrega de valor e geração de desempenho. Também estão incluídas nessa temática pesquisas que exploram alocação de recursos, análise de mercados e estratégia de marketing internacional (exportação/importação de produtos), mas que necessariamente relacionem esses conceitos com métricas de desempenho mercadológico. O tema recebe trabalhos de diversas inspirações metodológicas, tais como pesquisas de levantamento (métodos amparados em survey), experimentais e de modelagem econométrica aplicada a dados de marketing e diversas técnicas analíticas para compreender o impacto resultante do marketing em níveis de firma, empresa (ou varejo), produto-marca ou consumidor. Finalmente, pode incluir também revisões sistemáticas de literatura (revisões bibliométricas ou estudos meta-analíticos) cujo objetivo é explicar os determinantes das variáveis de desempenho mercadológico em seus diferentes níveis. Contempla por fim, elementos da gestão do composto de marketing (Produtos, preços e comunicação).

Palavras-chave: Desempenho de marketing ; Estratégias de marketing ; Influência do marketing ; Métricas de marketing ; Composto de Marketing
Líderes:
Agnaldo Keiti Higuchi (PPAP/UFVJM)
Andre Torres Urdan (Prog de Pós-Grad em Admin/Mestr e Dout Acadêmico - PPGA/UNINOVE - Universidade Nove de Julho)
Celso Augusto De Matos (Prog de Pós-Grad em Admin/Área Escola de Gestão e Negócios - PPGAdm/UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos)
Ricardo Teixeira Veiga (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Paul P. Miglio (Ernest and Julio Gallo Management Program/University of California, Merced)

O track de ciência dos serviços foca na explicação e impulsionamento da inovação sistemática e o gerenciamento de serviços. Sistemas de serviços são configurações de co-criação de valor de pessoas, tecnologia, proposições de valor conectando sistemas de serviços internos e externos e informações compartilhadas (Maglio & Spohrer, 2008). Esta definição recursiva do sistema de serviços parece necessária, já que a Lógica Dominada por Serviço (LDS) foi identificada como uma base filosófica adequada para o desenvolvimento de uma ciência de serviços (Maglio, Vargo, Caswell & Spohrer, 2009; Vargo & Akaka, 2009) e ecossistemas de serviço são entendidos como estruturas fractais (Wieland, Hartmann, & Vargo, 2017). Para romper e superar o pensamento convencional de marketing, devemos interpretar 'serviço' como a aplicação de competências para o benefício dos atores envolvidos em uma troca, e reconhecer o serviço como a base fundamental da troca (Vargo & Lusch, 2009) e explicar como estes afetam nosso bem-estar como indivíduos, empregados, famílias e comunidades (Anderson & Ostrom, 2015). A utilização de uma perspectiva sistêmica é natural e frutífera à medida que desenredamos as complexidades inerentes ao significado de valor, segundo as perspectivas de múltiplos beneficiários, os processos de co-criação de valor e os mecanismos de integração de recursos nos ecossistemas de serviços, coordenados por instituições e arranjos institucionais (Ostrom, Parasuraman, Bowen, Patrício, Voss, 2015; Vargo e Lusch, 2016). Esse arcabouço também ajuda na modelagem de um novo paradigma para a ciência do marketing, com implicações interdisciplinares e transdisciplinares. Estudos empíricos e conceituais recentes, principalmente baseados na lógica S-D, devem ser difundidos, discutidos e avaliados em seu potencial para resolver controvérsias duradouras e integrar conhecimentos de diferentes fontes no campo da ciência de serviços.

Palavras-chave: Lógica Dominada por Serviço ; Inovação em serviços ; Cocriação e codestruição de valor ; Ecossistemas de serviços ; Serviços digitais
Líderes:
Cid Gonçalves Filho (Prog de Mestr e Dout em Admin da FACE/FUMEC - Universidade FUMEC)
Paulo De Paula Baptista (Prog de Pós-Grad em Admin - PPAD/PUCPR - Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
Marcos Ferreira Santos (Escuela Internacional de Ciencias Económicas y Administrativas/Universidad La Sabana)

A Gestão de Marcas tem tomado especial importância na atualidade. O Valor das marcas e sua agregação a produtos e serviços, tem se destacado cada vez como grande gerador de resultados para as organizações. Por outro lado, devido a aceleração tecnológica e virtualização das relações empresa-cliente (seja através de chatboots, robots e uso da inteligência artificial), as marcas têm agregado maior importância como resultado das interações e experiências dos consumidores, considerando a redução de contato físico, sendo um forte identificador de propósito e identidade de um produtor. Neste sentido, marcas ligadas a tecnologia e big techs têm crescido em valor em detrimento de marcas tradicionais, e devido a exponenciação de crescimento causada pelo efeito de rede, novas start ups tem conseguido ocupar espaços perceptuais e estabelecer marcas em menores espaços de tempo, sugerindo desafios e oportunidades para as organizações.A relação entre Consumidores e Marcas (Consumer-Brand Relationships - CBR) é um dos temas de expressão na literatura de marketing contemporâneo. O relacionamento consumidor-marca pode ser definido como uma extensão lógica da personalidade da marca, se assemelhando ao relacionamento entre as pessoas. Resulta de um vínculo emocional decorrente das interações e experiências vivenciadas dos consumidores com as marcas, desenvolvido ao longo do tempo, levando as firmas a executarem várias tarefas para construírem e manterem essas relações. Neste sentido, a relação consumidor-marca pode ser pensada como um resultado do processo interativo sequencial de relações entre o consumidor e uma marca personificada em uma perspectiva de longo prazo, em vez de um padrão simples de recompra com base na satisfação dos consumidores com um produto, marca ou um serviço. Neste campo relevante e fértil foi proposto este tema.
Neste sentido, o track proposto incorpora os fenômenos relacionados aos seguintes subtemas: Marcas e gestão de marcas; Brand equity baseado no cliente, Valor da Marca para a empresa, Identidade, Posicionamento e valores de marca, Elementos de marca; Programas de marketing para construção de brand equity; Comunicação integrada e Digital para construir brand equity; Estratégias de branding e arquiteturas de marcas; Responsabilidade social das marcas, ativismo de marca e marketing curativo; Perspectivas de estudo do relacionamento consumidor marca (e.g. autoconexão com marcas, comunidade de marca, Valor da marca/Brand Equity, Brand Relationship Quality ); Relacionamentos com a marca; Modelos e variáveis utilizadas na explicação e previsão dos relacionamentos consumidor-marca (e.g. ética percebida, autenticidade das marcas, hipocrisia de marca, valor, satisfação, comprometimento, confiança, engajamento e lealdade).

Palavras-chave: Gestão de Marcas ; Valor da Marca ; Relacionamento Consumidor-Marca ; CRM
Líderes:
Nelsio Rodrigues De Abreu (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UFPB - Universidade Federal da Paraíba)
Marcelo De Rezende Pinto (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)
Leticia Moreira Casotti (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Olga Maria Coutinho Pepece (Prog de Pós-Grad em Admin - PPA/UEM - Universidade Estadual de Maringá)
Solange Alfinito (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UnB - Universidade de Brasília)

O tema ?Marketing e Sociedade? se situa no campo do macromarketing, campo que faz parte da perspectiva não-interativa-não-econômica das escolas do marketing, que surgiram a partir da década de 1960. Adeptos desse campo se dedicam a defender uma abordagem sistêmica para o marketing com vistas a melhorar as estratégias e as políticas para o bem-estar social. Nesse sentido, o tema tem como proposta principal debater os diversos aspectos relacionados aos efeitos do marketing sobre a sociedade, tendo como princípio norteador analisar tanto os aspectos positivos quanto as disfunções e problemas inerentes a essa relação. Assim, ganham destaque estudos que articulem ética em marketing, consumo consciente, consumo colaborativo, resistência ao consumo, consumismo, sustentabilidade em marketing, qualidade de vida subjetiva e bem-estar pessoal e marketing de organizações sem fins lucrativos. Pertencem ainda a esse tema os estudos que se baseiam na proposta da Transformative Consumer Research e Transformative Service Research, nos quais a figura dos consumidores vulneráveis torna-se central, mas que também propiciem a emergência de outras questões tais como fome, obesidade, política alimentar, desperdício de alimentos, consumo de alimentos e seus impactos sócio ambientais, cidadania e consumo, escravidão moderna, refugiados, caminhos desviantes do consumo, gênero e interseccionalidade, narrativas e estigmatização também são bem-vindas. No tocante às escolhas onto-epistemológicas, as diversas perspectivas e correntes, bem como trabalhos de cunho empírico e ensaístico são apropriados para o tema.


Palavras-chave: Marketing e Sociedade ; Macromarketing, ; Transformative Consumer Research, ; Consumo Sustentável ; Transformative Service Research
Líderes:
Ronan Torres Quintão (Administração/IFSP - Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/CEFET-MG - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais)
Eduardo André Teixeira Ayrosa (Prog de Mestr e Dout em Admin - PMDA/UP - Universidade Positivo)
Marcus Wilcox Hemais (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

O consumo é frequentemente entendido como a forma dominante de produção e reprodução de significados na nossa sociedade. Como tal, o consumo abre possibilidades para interações humanas, entre pessoas, objetos e instituições. A importância do consumo na investigação de temas diversos relacionados a relações sociais é inegável e até mesmo inescapável. Dada tal importância, é fundamental reconhecermos que se por um lado o consumo abre portas e propõe possibilidades relacionais, por outro lado, limita ou mesmo elimina possibilidades dependendo de que atores estejam envolvidos no processo de consumo. Indo mais longe, relações mediadas por bens, serviços e experiências têm um potencial ao mesmo tempo emancipador e escravizador. Assim sendo, observar fenômenos de consumo sob uma perspectiva crítica é pôr luz sobre o lado menos visível dos fenômenos de consumo, aqueles aos quais Nason (1989) se referia como efeitos indiretos não previstos (por exemplo: discriminação, ameaças à segurança, à saúde, destruição de recursos). A perspectiva crítica permite dar conta de relações de poder e dominação entre atores diversos nos mercados que, sob uma ótica positiva, são naturalizadas, passam como invisíveis. Usamos a palavra 'emancipação' para dar ênfase a trabalhos que tenham como objeto estas relações de desequilíbrio, dominação, ou naturalização, e tenham como objetivo produzir conhecimento que leve, de alguma forma, à libertação do consumidor destas formas de domínio, seja por propor formas de ação social que permitam essa emancipação do consumidor, seja por descrevê-las, analisá-las teoricamente, ou apontar criticamente seus limites. Assim sendo, as seguintes palavras-chave são bem-vindas a este tema: Marketing crítico; Decolonialidade e pós-colonialismo; Consumerismo; Questões de Gênero; Consciência de consumo; Opressão e dominação no consumo; Ideologias, consumo e mercados; Resistência do consumidor; Consumo como ação política; Pedagogia de consumo; Ativismo; Consumo e identidades espoliadas e estigmatizadas. Trabalhos em estado inicial de desenvolvimento são bem vindos, uma vez que vemos o espaço do congresso como uma oportunidade de auxílio ao desenvolvimento do texto. São também bem vindos casos que relatam efeitos indesejados da ação de instituições do mercado; casos que relatam efeitos indesejados do consumo sobre pessoas; e trabalhos baseados em considerações teóricas e filosóficas sobre marketing, consumo, emancipação e ação política de consumidores, assim como discussões sobre métodos relativos à investigação crítica de marketing e consumo.

Palavras-chave: Marketing crítico ; Decolonialidade e pós-colonialismo ; Consciência de consumo ; Opressão e dominação no consumo e mercados ; Resistências
Líderes:
Lélis Balestrin Espartel (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Kenny Basso (Outro/Cooperando Pesquisas - Outro/B-Lab Learning Space)
George Alba (Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Admin - PPGA/EA/UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - MBA em Gestão Empresarial e Empreendedorismo/IFRS)
Ramona De Luca ()
Wilian Ramalho Feitosa (GESTÃO PÚBLICA/IFSP - Gestão Pública/IFSP)

O track recebe estudos teóricos e empíricos com foco em temas relacionados à gestão varejista e a questões relacionadas aos canais de marketing. De forma específica, trabalhos abordando diferentes formatos varejistas; definição de estratégias varejistas; vantagens competitivas no varejo; internacionalização varejista; varejo na base da pirâmide; desafios e vantagens das configurações de varejo multicanal e omnicanal; showrooming e seus impactos; formatos, estratégias e gestão de franquias; inovação e tecnologia e seus impactos no varejo; inteligência artificial e data science no contexto varejista; mobile shopping; e-tailing; experiência, engajamento e comportamento do consumidor no varejo; trade-offs do consumidor no contexto varejista; localização de loja física; ambientação de loja; marketing sensorial aplicado ao varejo; planejamento de sortimento e gestão de estoques no varejo; gerenciamento por categoria; preços dinâmicos, pacotes de preço e formação de preço no varejo; logística varejista; operação varejista; big data, métricas, CRM e sistemas de informação no varejo; gestão de marcas próprias; densidade espacial, densidade social e percepção de crowding no varejo; definição do nível de serviços ao cliente; design e layout de loja; visual merchandising; gestão de pessoas e de equipes de vendas no varejo; varejo sustentável; questões éticas, legais e de responsabilidade social corporativa. Também inclui pesquisas discutindo relacionamento entre varejistas e demais membros da cadeia de suprimento; gestão atacadista e novas configurações; papeis dos intermediários no canal de marketing; estruturas de poder nos canais de marketing; construção e manutenção de relacionamentos no canal de marketing; natureza, consequências, fontes e resolução de conflitos no canal; entre outros.

Palavras-chave: Varejo ; Canais de Marketing ; Cadeia de Suprimento ; Logística
Líderes:
Jorge Brantes Ferreira (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
Paula Chimenti (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Ana Augusta Ferreira De Freitas (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGA/UECE - Universidade Estadual do Ceará)
Angilberto Sabino De Freitas (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio)

Este tema contempla trabalhos que explorem o marketing digital e o comportamento do consumidor no mundo digital , tanto para a academia quanto para empresas. É desenvolvido a discussão de como empresas e consumidores lidam com inovações, desenvolvendo-as ou decidindo adotá-las, ganhando mais relevância conforme a velocidade com que tais inovações surgem na era da informação. Aspectos de comportamento do consumidor digital, redes sociais digitais, e-commerce, propaganda digital, mobile commerce, boca-a-boca eletrônico - eWOM, marketing via dispositivos móveis, realidade aumentada, marketing via ferramentas de busca, realidade virtual, games, métricas e dados digitais, big data, e-mail marketing, electronic marketplaces, marketing afiliado, marketing baseado em localização, blog marketing, influenciadores digitais, mundos virtuais 3D, plataformas digitais, ofertas digitais e novas regras de precificação em plataformas, entre outros, são pontos discutidos, assim como trabalhos que tratem do desenvolvimento, difusão e adoção de inovações e novas tecnologias (teorias difusão, processo decisório de adoção, modelos de adoção e aceitação de tecnologias - TAM, UTAUT e outros, taxa de adoção, atributos de inovações, desenvolvimento de inovações, liderança de opinião, redes de difusão, agentes de mudança, consequências de inovações, entre outros). O tema está aberto tanto para estudos de marketing digital e inovação que tenham foco no comportamento do consumidor quanto para estudos com foco na perspectiva das empresas, explorando as dinâmicas de plataformas digitais.

Palavras-chave: Marketing Digital ; Marketing via Dispositivos Móveis ; Comportamento do Consumidor Digital ; Difusão de Inovações ; Aceitação de Tecnologias
Líderes:
Luciana Florêncio De Almeida (Progr de Mestr Prof em Comportamento de Consumidor - MPCC/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Thelma Valéria Rocha (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Antonella Samoggia (Department of Agricultural and Food Sciences/University of Bologna)

Os temas conectados ao agronegócio e alimentos têm atraído atenção contínua e consistente de pesquisadores do mundo todo, e após a ocorrência da Pandemia do COVID-19, o debate se ampliou em função da necessidade premente de manter as cadeias agroalimentares em funcionamento respeitando a tríade da saúde, sanidade, sustentabilidade.
O tema contempla estudos, ensaios teóricos e pesquisas nos campos da estratégia, marketing e comportamento do consumidor que focalizem o agronegócio, a indústria e varejo de alimentos, bem como foodservice e turismo gastronômico. Abrange estudos relacionados a análise e proposições acerca das estratégias desenvolvidas por empresas e agentes públicos nas diversas cadeias de valor do agronegócio. Inclui também estudos que desvendam e discutem o comportamento do consumidor de alimentos e o impacto de suas decisões no desenvolvimento da indústria de alimentos, do varejo, do foodservice e do turismo gastronômico. Abrange também estudos que discutem os temas da alimentação saudável, veganismo, segurança do alimento, sustentabilidade na produção de alimentos, rastreabilidade e autenticidade alimentar. Compreende ainda estudos relacionados as comunidades online que discutem alimentação, veganismo e gastronomia.

Palavras-chave: agronegócio ; alimento ; marketing ; consumo ; sustentabilidade
Líderes:
Mateus Canniatti Ponchio (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT - CGAE (Graduação)/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Frederike Monika Budiner Mette (Prog de Mestr em Admin e Negócios/Faculdade de Admin, Contab e Economia - PPGAd/FACE/PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul)
Tania Modesto Veludo De Oliveira (Mestr e Dout em Admin de Empresas /FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo)
Rafaela Almeida Cordeiro (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)

A temática da vulnerabilidade de consumo tem sido recorrente em trabalhos da área de marketing. Muitos são os fatores que podem levar um indivíduo à experiência de vulnerabilidade,logo, é relevante entender como os consumidores lidam com essa experiência, além de compreender como as atividades de marketing podem afetar as decisões de consumo dos indivíduos. A partir desse conhecimento, é possível ampliar a literatura sobre o tema e apresentar implicações para políticas públicas. O endividamento e falta de bem-estar financeiro são questões urgentes, e entender a dinâmica de acesso ao crédito e gerar insights para desenvolver estratégias que promovam o bem-estar financeiro da população torna-se importante.
Nessa perspectiva, o tema proposto espera receber artigos que explorem diferentes contextos de consumo que possam levar um indivíduo à experiência de vulnerabilidade, bem como as estratégias de enfretamento desenvolvidas e utilizadas para minimizar essa experiência. Também são esperados trabalhos que investiguem o processo de tomada de decisões financeiras, considerando tanto aspectos pessoais (traços de personalidade) como de mercado (políticas de acesso ao crédito). Possíveis tópicos incluem (mas não são restritos a):
? Antecedentes do bem-estar financeiro (variáveis objetivas e subjetivas);
? Processo de tomada de decisão financeira;
? Dimensões do bem-estar financeiro;
? Como as atividades de marketing podem levar o indivíduo à situação de vulnerabilidade;
? Abordagens socioculturais para compreender a vulnerabilidade de consumo/financeira;
? Relação entre vulnerabilidade de consumo e bem-estar financeiro;
? Situações críticas que levam um indivíduo à experiência de vulnerabilidade de consumo/financeira;
? Estratégias de enfrentamento da vulnerabilidade de consumo/financeira;
? Implicações para políticas públicas dos estudos sobre vulnerabilidade de consumo/financeira.

Palavras-chave: bem-estar do consumidor ; decisões financeiras ; pesquisa transformativa em serviço ; políticas públicas ; vulnerabilidade financeira
Líderes:
Emerson Wagner Mainardes (Prog de Admin de Empresas/FUCAPE Business School/FUCAPE - Fund Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab, Economia e Finanças - Mestrado em Contabilidade e Administração/FUCAPE - Fund Instituto Capixaba de Pesquisas em Contab, Economia e Finanças)
Lucilaine Pascuci (Prog de Pós-Grad em Admin - PPGAdm/UFES - Universidade Federal do Espírito Santo)

Este tema cobre estudos ligados ao marketing público, marketing para organizações sem fins lucrativos, marketing para o ensino superior e outras modalidades de ensino, green marketing, social marketing, marketing religioso, marketing para a saúde, marketing político, outros tipos de marketing ligados ao setor público e ao setor sem fins lucrativos; os assuntos de interesse envolvem qualidade de serviços, marketing mix nos setores público, educacional e não lucrativo, marca, co-criação de valor, estratégias de marketing, relacionamento, captação e retenção de doadores e voluntários, entre outros assuntos abordados sob a ótica pública, educacional e/ou do setor sem fins lucrativos.
A temática do marketing público, marketing educacional e do marketing sem fins lucrativos vem ganhando espaço na literatura de marketing em virtude do crescimento de importância do marketing em setores não comerciais. Especialmente as organizações sociais e educacionais ampliam sua importância para a sociedade e, ao mesmo tempo, cresce a competição por recursos, como doadores e voluntários. Já o marketing público vem demonstrando relevância para mostrar à sociedade a efetividade das ações dos governos, cada vez mais cobrados pelos cidadãos. Desta forma, os pesquisadores podem contribuir com organizações públicas, educacionais e sem fins lucrativos, tendo em vista que, geralmente, a importação direta dos conhecimentos de marketing com fins lucrativos para os setores público, educacional e sem fins lucrativos tende a não ser adequada, exigindo a construção de conhecimentos de marketing específicos para os setores público, educacional e sem fins lucrativos. Assim sendo, este tema busca estimular o interesse dos pesquisadores brasileiros para investigar o marketing público, marketing educacional e o marketing sem fins lucrativos, bem como suas derivações (saúde, política, ecológico, entre outros).

Palavras-chave: marketing público ; marketing para o ensino superior e outras modalidades de ensino ; marketing para organizações sem fins lucrativos ; marketing social ; marketing verde
Líderes:
Luciana Faluba Damázio (Prog de MestrProf em Admin: Gestão Contemporânea das Organizações/FDC - Fundação Dom Cabral)
João Luiz Soares (Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Helena Belintani Shigaki (Curso de Mestr Acadêmico em Admin - CMAA/FNH - Faculdade Novos Horizontes - Centro de Pós-Grad e Pesquisas em Admin - CEPEAD/UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais)
Camila Ananias Cardoso (Prog de Estudos Pós-Graduados em Admin/PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)
Mayara Rodrigues Laurino Prisco (Prog de Estudos Pós-Graduados em Admin/PUC-SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)

Customer Centricity pode ser definido como a medida em que uma organização está direcionada para entender os clientes e entregar soluções por eles indicadas, implicando, assim, em uma forma de gestão orientada para compreender o que eles querem, como querem e como a empresa pode se organizar para melhor atender a essas necessidades, ser paga por isso e ainda lucrar. Nesse sentido, a verdadeira essência do paradigma de Customer Centricity está na ambidestria de uma empresa ser capaz de criar valor dual tanto para o cliente quanto para a própria empresa.
Estudos acadêmicos apontam que as empresas que geram resultados superiores em relação à média do seu setor estão orientadas para o mercado, aprimorando o conhecimento sobre seus clientes e prospects, bem como colocando-os no centro da sua estratégia. Mais notadamente, com o desenvolvimento de tecnologias digitais, o conceito de Customer Centricity tem recuperado sua importância, uma vez que se espera que essa abordagem traga 30% ou mais de ROI (return on investment) do que a abordagem de marketing que não é centrada no cliente.
Dessa forma, considerando também a necessidade de se melhor entender a jornada de empresas para se tornarem centradas no cliente, uma das lacunas apontadas para o tema consiste na investigação dos antecedentes de uma estrutura centrada no cliente entre as empresas que adotam esse design estratégico.
Diante dessa oportunidade científica, no campo do Marketing, esse tema permite a realização de novos estudos teóricos e empíricos, com abordagens qualitativas e quantitativas, entrelaçando-se com discussões acerca da experiência do usuário, consumo, hiperconsumo, design thinking, jornada de compra, brand experience, clienting, transformação digital, satisfação e fidelização, personalização, desafios e demandas do consumidor, omnichannel e desempenho superior.

Palavras-chave: Centralidade no cliente ; Capacidades mercadológicas ; Experiência do usuário ; Satisfação do cliente ; Fidelização do cliente
Líderes:
Suzane Strehlau (Programa de Pós-Graduação em Administração/PPGA/ESPM - Esc Sup de Prop e MKT de São Paulo/Ass Esc Sup de Prop e MKT)
Ana Paula Celso De Miranda (Instituto COPPEAD de Admin - COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Este tema inclui discussões que tenham como objetivo explicar a moda como comportamento compartilhado por um grupo em uma mesma relação de tempo e espaço bem como compreender o luxo como uma construção social não só do que é raro ou exclusivo mas do que não é comum ou usual. A compreensão desses fenômenos tem papel importante tanto para colaborar com a teoria de marketing de moda e luxo bem como a aplicação estratégica para esses setores que por suas características não são atendidos com as elaborações teórico-praticas que são desenvolvidas em outros contextos. Para tanto esse track contempla estudos ou ensaios que busquem explorar moda, marcas ou produtos e serviços de luxo (extensão e alongamento, estratégias nacionais e globais, imitações e falsificações), pesquisa de tendências, expansão de mercado, redes sociais no contexto de luxo e moda, omnichannel e moda, inovação e desenvolvimento de produtos e coleções de moda, artificação do luxo, marketing digital e e-commerce no contexto da moda e do luxo, novos conceitos no varejo de moda e luxo, experiência no consumo de moda e luxo, usabilidade de sites de moda e luxo, upcycling e transformação têxtil, a partir de abordagem multidisciplinar. Todas vertentes de métodos de pesquisa são incentivadas, sejam qualitativos ou quantitativos.

Palavras-chave: Moda ; Luxo ; Comportamento do consumidor de Moda e Luxo ; Marcas de Luxo
Líderes:
Fabiana Mariutti (Prog de Mestr e Dout em Admin - PMDA/UP - Universidade Positivo)
Mihalis Kavaratzis (Marketing/University of Leicester)

Na área de Ciências Sociais Aplicadas sob a perspectiva do campo do conhecimento da administração, as duas seguintes temáticas ?marketing de lugar? (place marketing) e ?gestão de marca de lugar? (place branding) são ambas similares e complementares teoricamente e metodologicamente, porém distintas estrategicamente. Envolvem o planejamento e execução de atributos e benefícios da marca do lugar ? especificamente para as partes interessadas externas (por exemplo, investidores, turistas, expatriados, imigrantes, entre outros) e/ou as partes interessadas internas (por exemplo, cidadãos, residentes, funcionários públicos, profissionais de marketing, gestores de marcas, autoridades governamentais, entre outros).
Envolvem planejamento estratégico e execução sob a ótica do branding, atuando na gestão de locais ao permearem uma dimensão prática multidisciplinar que requer compreensão latente em termos de conhecimento científico. Assim como a gestão, construção de identidade, percepção da imagem, reputação e valor da marca de um lugar per se. Em um mapeamento da evolução histórica e contextual, tanto teórica como prática, reconhece-se o P de praça do composto de marketing, idealizado por McCarthy (anos 50), fortalecido cientificamente por Kotler e Keller nas décadas posteriores, ainda, adaptado ao C de conveniência de Lauterborn (anos 90). Sendo assim, o P do composto de marketing expande-se do inerente domínio do P de praça como localidade geográfica sendo reconhecido notoriamente como PDV (ponto de venda), como distribuição, chegando ainda a serem renomeados, após a era digital, como marketspace (virtual) ao lado do marketplace (físico).
Assim, place branding refere-se à aplicação de estratégias para diferenciar locais perante os concorrentes, considerando o desenvolvimento e impacto econômico, social, político, tecnológico e cultural. Um lugar no marketplace ou no marketspace, pode ser representado, por exemplo, como: cidade, região, país, universidade, escola, museu, praça, parque, hospital, aeroporto, rodoviária, shopping center etc.

Palavras-chave: gestão de marca de lugar ; marketing de lugar ; Valor de marcas de lugar ; Reputação de marcas de lugares